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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Protetor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Do ódio à paixão!

O sombrio texano Hayes Carson sempre suspeitou que Minette Raynor fora responsável pela morte de seu irmão. 
E nem mesmo a beleza hipnotizante dela o fará desistir de ir atrás da verdade!
Minette não consegue tirá-lo do seu caminho... ou da cabeça. Porém, quando descobre que está correndo perigo, ela sabe que Hayes é a única pessoa que pode ajudá-la. 
Mas, para protegê-la, ele precisa acreditar em sua inocência! Será que Minette conseguirá convencê-lo antes que seja tarde demais?

Capítulo Um

O xerife Hayes Carson odiava domingos. Não tinha nada a ver com religião, igreja ou algo espiritual. Odiava domingos porque sempre os passava sozinho. Não tinha namorada. Saíra com algumas mulheres em Jacobsville, Texas, mas esses encontros haviam sido raros e espaçados. 
Não voltou a ter um relacionamento sério desde que deixou o Exército, quando se envolveu com uma mulher que o trocou por alguém mais rico. Bem, havia saído com Ivy Conley, antes de ela se casar com o melhor amigo dele, Stuart York[1]. Tivera sentimentos por ela, também, mas não fora correspondido.
Além do mais, pensou com tristeza, havia Andy, seu escamoso animal de estimação que o impedia de ter um compromisso.
Isso não era estritamente verdade, meditou. O principal motivo para a escassez de mulheres em sua vida era o seu trabalho. 
Desde que assumira o posto de xerife, há sete anos, havia sido baleado duas vezes. Era bom no que fazia. Fora reeleito pelo povo sem precisar de segundo turno. Nunca deixava um criminoso escapar. Bem, com exceção de El Jefe, o maior traficante de drogas ao norte de Sonora, México, que possuía uma rede que cruzava o condado de Jacobs. Mas um dia conseguiria pegá-lo, prometeu a si mesmo. Odiava traficantes de drogas. Seu irmão, Bobby, morrera vítima de uma overdose anos atrás.
Ainda culpava Minette Raynor pelo que havia acontecido. Ah, claro, as pessoas diziam que ela era inocente, que fora a irmã de Ivy Conley, Rachel, morta mais ou menos um ano antes, que dera a dose fatal a Bobby. Mas Hayes sabia que Minette estava ligada à tragédia. Odiava-a e não fazia segredo disso. Sabia algo a seu respeito que ela própria ignorava. Havia mantido esse segredo durante toda a sua vida. Queria lhe contar, mas prometera ao pai que jamais revelaria a verdade.
Inferno!, pensou, enquanto bebia seu uísque.
Gostaria de se ver livre daquela consciência inconveniente que não lhe permitia quebrar suas promessas. Isso o salvaria de muita tristeza.
Hayes pousou o grande copo quadrado de uísque ao lado da cadeira de balanço e cruzou as longas pernas, enquanto olhava a pradaria desbotada que se estendia até a rodovia.
Estavam em meados de novembro e, na maioria dos dias, fazia frio, até mesmo no Texas. Mas naquele dia a temperatura estava um pouco mais alta. Havia acabado de jantar, de modo que o álcool não o afetaria muito; só o ajudaria a relaxar. Estava desfrutando do sol do entardecer. Como seria bom ter alguém com quem compartilhar aquele momento! Detestava o fato de estar sempre sozinho.
Parte do motivo de sua solidão estava no sofá da sala de estar, em frente à televisão. Ele suspirou. 
Seu melhor amigo escamoso aterrorizava as mulheres. Tentava manter Andy em segredo, até mesmo colocá-lo no quarto de hóspedes nas raras ocasiões em que trazia alguma mulher para casa, para andar a cavalo.
Mas Andy sempre acabava aparecendo, geralmente quando ele menos esperava. Em certa ocasião, enquanto fazia café na impecável cozinha, seu animal de estimação escalou o encosto do sofá onde a mulher desavisada se encontrava sentada.
Os gritos foram, de fato, aterrorizantes. Com pressa de chegar à sala ao lado, ele acabou deixando a cafeteira cair no chão. 
A mulher estava em pé no sofá, com um abajur na mão, ameaçando a iguana de 1,80m de comprimento, que a observava com o dorso arqueado.
— Está tudo bem. Ele é inofensivo!