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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Um Brinde à Fortuna

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Como agarrar um Milionário
Amor ou dinheiro? 

Por que não os dois? Afinal, milionários também precisam de amor! 
Essa ideia era defendida por Tônia Benson, em seu best-seller Como Agarrar um Milionário, e estava tendo a maior repercussão! 
Os conselhos que ela dava no livro eram resultado de sua própria experiência de vida. 
Casada duas vezes, enviuvara uma e estava prestes a se casar com seu terceiro milionário. Isto é, se conseguisse chegar inteira, depois daquela série estafante de viagens promocionais! 
Como se não bastasse, também teria de provar que os conselhos do livro eram mesmo eficazes, ao serem capazes de fazer três voluntários de um concurso de tevê encontrarem seus amores milionários. Porém, qual não foi seu espanto ao descobrir que um deles era seu ex-marido!

Capítulo Um

— Ok, pessoal! — disse Tônia Benson aos alunos que as­sistiam à sua palestra sobre flerte. — Essa é para as mulheres, em específico. Imagine que um es­tranho a olha de alto a baixo e aponta pelo menos um pé em sua direção. Isso é apenas uma coin­cidência ou o fato de ele estar apontando os sa­patos em sua direção significa algo?
Essa pergunta sempre causava risos na plateia, mas Tônia continuou com uma expressão impas­sível. Apontar o sapato na direção de outra pessoa às vezes significava uma maneira inconsciente de demonstrar interesse. E isso não apenas por parte dos homens, mas também das mulheres.
Uma das alunas levantou a mão.
— Significa que ele quer se aproximar, mas que pode acabar pisando no seu pé?
Seguiu-se outra onda de risos.
— Ou então que ele quer bancar o Fred Astaire e dançar um tango com você — brincou outra das alunas.
Tônia não conseguiu se manter séria depois de ouvir aquilo. A turma composta por trinta alunos era mesmo muito bem-humorada. Não se tratava de uma aula exatamente, mas de uma palestra con­tendo dicas sobre como conquistar o sexo oposto.
Estavam a bordo de um transatlântico que aca­bara de zarpar em direção à Riviera Mexicana. Não apenas o cruzeiro, mas também a palestra de Tônia, faziam parte da exaustiva campanha promocional do livro Como Agarrar um Milionário.
A palestra começara cerca de quinze minutos antes, mas um retardatário chegara havia cerca de dois minutos e sentara-se em uma cadeira no fundo da classe.
Enquanto os alunos se preocupavam em respon­der às suas questões, Tônia decidiu utilizar um dos métodos de linguagem corporal. Tendo o cuidado de observar para onde estava apontando o pé direito, arriscou um olhar para o aluno retardatário que, por sinal, era o único homem da turma.
Ele conseguira ajeitar o corpo atlético na cadeira inapropriada para um homem com um metro e oitenta de altura, e a impressão que transmitia era de que estava até bastante à vontade. Todavia, não era a postura dele que preocupava Tônia no momento, nem o fato de ele estar vestido apenas com uma sunga e uma camiseta regata. O que mais a incomodou foi o detalhe de o pé dele estar apontando diretamente em sua direção.
— Não pode significar que ele quer se casar e ter filhos com você? — perguntou o retardatário, com uma inconfundível voz aveludada.
Tônia sentiu o rosto esquentar, e não apenas pelo fato de ele haver acertado a resposta. Aquele também era seu ex-marido e o que ele dissera tinha um tom muito particular.
O choque de encontrar Christopher McGrath na plateia do programa onde estava divulgando seu livro acabara se transformando em uma espécie de pesadelo do qual ela não conseguia mais acordar.
Não via Christopher havia quinze anos e deparar-se com ele no programa de entrevistas de Babs Randazzo parecera uma brincadeira de mau gosto do destino. Como se não bastasse, ele fora um dos voluntários escolhidos para pôr em prática as dicas do livro.
As regras do concurso eram simples. Tônia se dispusera a servir como consultora para cada um dos candidatos. Qualquer um deles que conseguis­se conquistar um milionário, ou no caso de um homem, uma milionária, utilizando as dicas de seu livro receberia um prêmio especial da emis­sora de tevê e da editora.
E ali estava Christopher assistindo à sua pa­lestra e provavelmente esperando uma consultoria pessoal. Por isso, estava fadada a passar sete dias ao lado dele, naquele cruzeiro de Los Angeles até o cabo São Lucas.
Pelo menos tivera a sorte de a equipe de câmeras do programa de Babs Randazzo, que tam­bém se encontrava no transatlântico, não estar filmando sua palestra no momento.
Entretanto, iriam filmar o coquetel oferecido pelo capitão à noite, e isso já era muito preocu­pante. Esperava que Cláudia Barnes, sua empre­sária, conseguisse pelo menos comparecer ao evento, para salvá-la de alguma situação mais emba­raçosa. Cláudia começara a passar mal pouco de­pois de haverem embarcado e não conseguira mais se levantar da cama. — O que ele disse?


Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Milionário Irresistível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Como agarrar um Milionário
Millie e as irmãs haviam dado muitas risadas, quando ela ganhara aquele livro com um título tão ousado.

Fizeram até piadinhas sobre a necessidade de terminarem a faculdade e de não terem dinheiro para isso. 

Porém, Millie acabou gostando da ideia e traçou um plano: iria convencer o irresistível milionário Rino Corrigan a se casar com ela!
Mas jamais imaginara que aquele modelo de perfeição masculina tinha seus próprios planos em mente, e que pretendia se tornar uma perigosa tentação para ela.
Seria Millie capaz de conciliar tantos interesses sem se entregar à chama da paixão?

Capítulo Um

Millie Brown empurrou a fita para dentro do videocassete e se afastou um pouco, esperando que a imagem aparecesse. Atrás dela, suas irmãs falavam alto, discutindo por pequenas futilidades, como sempre.
— Você estourou as pipocas na manteiga! — acusou Pru, com seu habitual tom dramático.
Em setembro, Prudência estaria se tornando uma atriz iniciante, quando concluísse o curso básico de teatro, e precisaria começar a estagiar e a se espe­cializar. Isso se o plano de Millie funcionasse.
— Sim, estourei-as na manteiga — admitiu Es­perança. — Sei que a gordura vai direto para seus quadris, mas Gló e eu não temos o mesmo pro­blema, e não vejo por que deveríamos nos abster desse pequeno prazer por sua causa. E pare de exagerar! Não há produtores nem diretores assis­tindo à sua encenação.
Esperança tinha mais um ano e pouco pela frente, antes de conseguir o bacharelado em literatura e poder começar sua carreira como romancista. Aos dezenove anos, sonhava em ser uma autora pre­miada antes de seu trigésimo quinto aniversário.
— Prefiro ter gordura nos quadris a ter gordura no cérebro! — atacou Pru.
— Mas você não tem opção, por isso sua pre­ferência não fez diferença. Seu cérebro já foi do­minado — rebateu Esperança.
— E vocês duas, parem de me chamar de Gló! — falou Glória, dominada pelo clima de discussão que se havia formado. — Já pedi um milhão de vezes para não me chamarem mais dessa forma. Não sou mais uma garotinha. Meu nome é Glória! Glória!
Ela estava no primeiro ano de um curso de três, na Escola de Criação e Artes Plásticas de Los Angeles, e tinha um temperamento bastante apro­priado para uma futura artista excêntrica.
Millie apertou o botão de pausa no videocassete e se virou para as irmãs, que formavam um im­pressionante trio de lindíssimas ruivas, sentadas no sofá.
A beleza chamativa, quase rude, das três garo­tas era um constante lembrete de que ela era ape­nas uma meia-irmã. Seus cabelos castanho-claros e sua delicadeza mostravam uma diferença tão grande de aparência que quase ocultavam as ín­fimas semelhanças com as três em seus traços admiráveis. Todas, porém, eram lindas.
Mas a consciência de tais detalhes jamais obs­truíra o amor intenso que sentia por cada uma delas, mesmo quando estavam sendo infantis.
As garotas haviam passado os últimos meses em suas respectivas escolas, desde o Natal, e es­tavam reunidas no apartamento de Millie, para passar as primeiras semanas das férias de verão. Seriam dias de atritos e ajustes.
Vinha lidando com os egos artísticos das três des­de a morte da mãe, quando ela tinha catorze anos e ficara com a tarefa de criar as irmãs menores.
A implementação de seu plano ocorreria no dia seguinte, o que a estava deixando tensa e aflita. Se não funcionasse, as carreiras das garotas es­tariam acabadas. Mas Millie não queria nem pen­sar nisso. Prometera ao pai delas que cuidaria para que as três se formassem no curso superior.
— Prestaram atenção no que estão fazendo, ga­rotas? — perguntou Millie, encarando-as. — O pai de vocês as batizou como Esperança, Prudên­cia e Glória, mas ouçam só como estão gritando!
— E muito desagradável ter um nome tão bí­blico — declarou Glória, pegando a gigantesca ti­gela de pipoca do colo de Prudência. — Todos es­peram que você aja de acordo com seu nome. Por que não recebemos nome de flores? Seria bem mais fácil ser apenas linda e perfumada...
Pru revirou os olhos e pegou a tigela de volta, dizendo:
— Porque nosso pai era um pastor, e não um botânico! 


Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Feitiço do Luar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Como agarrar um Milionário
Como agarrar um milionário

Emilie Storrs se surpreendeu ao ler o título do livro que a irmã lhe dera. 
Seriam os conselhos indicados pela autora suficientes para fazê-la conquistar um milionário sexy e irresistível? 
Decidiu que o melhor lugar para descobrir isso seria o Caribe, com suas paisagens paradisíacas, freqüentadas por milionários excêntricos. 
Porém, logo se descobriu perigosamente atraída pelo charmoso Tyler Weston, dono de estonteantes olhos azuis.
Só que ele era apenas um barman, e não poderia oferecer a riqueza que Emilie procurava...

Capítulo Um

“Tudo bem", pensou Emilie. "Tentarei realizar essa loucura e encontrar um pretendente milionário. Mas duvido que exista algum homem rico tão sexy quanto esse barman."
Tentou não olhar para ele, mas simplesmente não conseguiu se conter. A luxuosa estação de férias, com prédios brancos, pátios internos e trilhas arborizadas, gramados verde-esmeralda e praias de areia clara pareceu sumir de repente. Para Emilie, restava apenas a imagem daquele irresistível desconhecido.
Ele era alto, forte e tinha um físico invejável. 
Sua pele era perfeitamente bronzeada, por certo como conseqüência das horas que passava sob o sol tropical. 
Os cabelos castanho-claros iam além da linha do colarinho e tinham algumas mechas aloiradas. Seus olhos eram tão azuis quanto o mar do Caribe, e o amplo sorriso o deixava com uma aparência ainda mais estonteante. 
A camisa pólo e a bermuda caqui enalteciam os músculos rijos que os preenchiam, demonstrando a força que ele poderia utilizar se fosse preciso.
Não havia homens como aquele em Chicago, pensou Emilie. Nunca encontrara algum entre seus antigos clientes, nem na vizinhança do minúsculo apartamento onde morava, antes que a mudança na política e os cortes nos gastos da empresa a deixassem sem emprego, quatro meses antes. Os homens que ela conhecia em Windy City costumavam ser pálidos e viviam sempre estressados.
No entanto, encontrava-se muito longe de Windy City no momento. A estância Golden Key, situada em uma paradisíaca ilha do Caribe, três quilômetros a oeste de St. Thomas, era o local onde, supostamente, ela encontraria seu amor milionário.
Lera Como Agarrar um Milionário e recebera instruções da própria autora, Tônia Benson. Um dos capítulos dizia que para conhecer milionários era preciso ir aos lugares que eles costumavam freqüentar. Golden Key era o local perfeito, mas a única maneira que Emilie encontrara de entrar na estância fora se inscrevendo para trabalhar como garçonete.
Entretanto, como conseguiria prestar atenção a algum dos hóspedes milionários com aquele verdadeiro deus grego à sua frente? Com aquela aparência, que importância tinha que ele fosse um barman e que tivesse uma conta bancária reduzida?
Na verdade, a idéia do casamento com um milionário fora de sua irmã, Corinne. Ela conquistara um milionário e casara-se com ele, anos antes. Corinne o conhecera na faculdade e, por sorte, ambos haviam se apaixonado à primeira vista. Jonathan era descendente de uma das famílias mais ricas de Chicago, mas esse não fora o fator decisivo para Corinne aceitar se casar com ele. Os dois se amavam de verdade.
Contudo, assim que os dois passaram a morar na luxuosa casa em Lake Shore Drive, e que Corinne passara a desfrutar do benefício de nunca mais ter de viver com um orçamento apertado, ela aconselhara a irmã mais nova a procurar um pretendente rico.
Tentara até apresentá-la para alguns amigos ricos e solteiros do marido, mas Emilie os considerara pessoas muito vazias e superficiais.
— Você tem um coração muito nobre e sei que está fazendo diferença na vida das pessoas — Corinne lhe dissera. — Mas também pode fazer essa diferença com dinheiro, querida. Veja, por exemplo, quanto arrecadei naquele último bazar para ajudar desabrigados. O baile de caridade para ajudar crianças com câncer também foi bem-sucedido. Assim como outras atividades para arrecadar fundos para a Cruz Vermelha.
Era verdade. Corinne arrecadava muito dinheiro para pessoas necessitadas e sentia-se realizada fazendo isso. Ela própria, no entanto, passara os últimos quatro anos trabalhando como uma mal remunerada assistente social do Departamento de Serviços Sociais. Até ser despedida.

Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Amor Profundo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secretos

Há segredos que nem o dinheiro pode revelar...

Um segredo precioso. Uma mulher obstinada.
Após descobrir que tem um herdeiro, o sheik Zafir el-Khalil está disposto a tudo para proteger a criança… até mesmo se casar com a mulher que o traiu.
Porém, Darcy Carrick não é mais a menina inocente que ele conhecera, e se recusa a se submeter às ordens de Zafir.
No passado, o coração dela se derreteria ao ouvi-lo pedindo que ela se torne sua esposa. 
Agora, ele precisará de muito mais do que apenas palavras doces e toques sedutores para convencer Darcy a ser sua rainha!

Capítulo Um

A queda de cima do alto muro aconteceu em um instante, ainda que, de forma estranha, o tempo tenha parecido desacelerar enquanto Darcy observava a si mesma caindo. Algo muito parecido com uma misteriosa experiência fora do corpo. As imagens alcançavam a mente dela em lampejos — havia algo acontecendo, mas não parecia real — exatamente como em um sonho.
O problema é que Darcy tinha perdido a concentração, já que sua mente estava tomada pela enervante missão que tinha diante de si: acalentava a esperança de se encontrar com o carismático dono daquela impressionante mansão, para contar que o apaixonado caso entre eles gerara um bebê.
A dor imensa que atravessou seu tornozelo quando atingiu o chão lhe deu algo ainda mais pertinente com que se preocupar. Resmungando como uma dama realmente não deveria fazer, esfregou a área machucada, estremecendo quando a dor se intensificou de forma excruciante.
Como, em nome de Deus, conseguiria ficar em pé? Seu tornozelo estava ficando roxo e inchado, rápido demais para seu gosto. Qualquer chance de ter aquela conversa mostrando-se tranquila e imperturbável desaparecera, então...
Enquanto se dava conta disso, um homem grande e usando um terno preto e justo começou a correr na direção dela vindo do outro lado dos esplêndidos jardins. Darcy logo deduziu que era um segurança. Lembrou-se de sua intenção de permanecer o mais calma possível, não importando o que acontecesse. Respirou profundamente para tentar controlar as ondas de dor que a varriam, uma após a outra.
Quando o homem a alcançou, a respiração dele se condensava no ar frio de outubro, e Darcy notou que sua pele cor de oliva estava coberta por um brilho tênue de suor.
Apesar da situação em que se encontrava, Darcy ainda brincou:
— Poderia ter se poupado da correria. Eu obviamente não vou a lugar algum. Acho que torci o tornozelo.
— Você é uma jovem muito tola para se arriscar a fazer uma coisa tão idiota. Posso dizer-lhe agora que o sheik não vai ficar nada feliz com isto.
Sua compreensão de que ele estava se referindo ao homem que Darcy esperava desesperadamente ver a fez sentir-se como se tivesse batido contra um muro em vez de simplesmente cair dele.
— O sheik é o dono desta propriedade e você a invadiu. Devo avisá-la de que ele não vai encarar essa invasão como alguma coisa sem importância.
— Não... Eu acho que não.
Qualquer que fosse a forma como seu ex-amante reagisse ao vê-la, certamente não poderia fazê-la sentir-se pior do que já se sentia. Sim, poderia. Darcy já estava no limite antes do acidente, imagine agora, com a possibilidade iminente de ser confrontada por ele e acusada de invasão de domicílio.
— Olha, o que aconteceu, aconteceu, e por mais que eu precise explicar ao sheik meus motivos para estar aqui, primeiro vou precisar de sua ajuda para me levantar.
— Isso não me parece boa ideia. Você precisa ser examinada por um médico. Tentar ficar em pé pode agravar a lesão.



Série Herdeiros Secretos
1- Coração Intocado
2- União Avassaladora 
4- Amor único - a revisar
5- Amor profundo - idem

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Senhor do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Ricos e Reclusos
Julianne se sentia uma prisioneira no remoto castelo de Zach Keller. 

Ele deveria ser seu protetor, mas Julianne ficava totalmente exposta sob seu olhar. E, para piorar, Zach insiste que a única forma de mantê-la em segurança, é se ela se tornar sua esposa. Agora, Julianne precisa encontrar uma maneira de fugir. Afinal, está a um passo de dizer sim para tudo o que ele deseja…




Capítulo Um

— Isso não fazia parte do plano — reclamou Julianne Johnson, as palavras engolidas pelo ronco da lancha a caminho de Promontory, uma das ilhas de San Juan, na costa de Washington. De acordo com informações obtidas na internet, o arquipélago, dotado de vilas de pescadores, povoados, habitado por artistas e pistas para bicicleta, era um paraíso para turistas. Mas não Promontory — ou Prom, como o piloto da lancha chamava o lugar –, onde só se chegava de barco particular ou helicóptero, no qual era proibido o acesso a embarcações de passeio turístico.
Ao aproximar-se, observou a ilha. Como podia ser tão isolada e ter turistas? Embora tivesse sido despachada para o local visando mantê-la isolada durante o julgamento do irmão, ganharia a vida trabalhando para Zach Keller, proprietário do Spirit Inn. Se havia um hotel, devia haver hóspedes, certo?
Talvez a ilha não fosse tão isolada quanto imaginava.
— Onde fica a cidade? — perguntou ao condutor do barco, o sr. Moody, um homem na faixa dos 60 anos, cabelo grisalho e porte atlético.
Ao acompanhar seu gesto, ela só avistou árvores, penhascos e um enorme rochedo projetado sobre o Oceano Pacífico.
Purgatório parecia uma descrição mais apropriada para a jovem de 23 anos da Califórnia do Sul, terra do sol e de shoppings, obrigada a viver aprisionada, cercada de água por todos os lados e sem um shopping decente.
Não tinha escapatória.
A lancha desacelerou de repente e se esgueirou entre outras, prova de que outros seres humanos moravam na ilha.
O sr. Moody atracou e lhe ofereceu a mão para subir ao cais flutuante, que balançava e se inclinava à medida que se aproximava da terra. Havia um jipe estacionado e só; nenhum outro sinal de vida.
— Onde fica a cidade? — repetiu Julianne.
— Yonder — disse, espichando o pescoço com uma das malas da jovem em cada mão.
— O que é isso?
— Tem uma loja e um posto de gasolina.
— Só isso?
— Não precisamos de mais nada.
Passaram por uma estradinha estreita e pavimentada. Em poucos minutos, uma estrutura apareceu a distância. Observou com crescente assombro os detalhes da construção.
— É um castelo — murmurou, deslumbrada.
— Todas as pedras foram trazidas da Escócia.
— Pelo sr. Keller? — Ela imaginou o novo chefe de saia xadrez, o cabelo ruivo despenteado pela brisa do oceano.
— Não. Por Angus McMahon há muito tempo.
O sr. Moody estacionou ao lado da construção. Saltaram do jipe e se aproximaram de um arco de pedra abrigando uma sólida porta de madeira. A temperatura fria de final de novembro os acompanhou ao entrarem no castelo. Os passos ecoaram pelas paredes e pisos de pedra cinzentas enquanto Julianne o seguia da área de serviço até um espaço com uma enorme lareira antiga, embora abrigasse uma cozinha moderna com equipamentos de aço e bancadas de granito.
Uma mulher ruiva, alta e robusta lavava alface na pia. Não abriu um sorriso.
— Minha mulher, Iris — apresentou o sr. Moody.
— Bem-vinda, srta. Johnson.


Série Ricos e Reclusos
2- Senhor do Desejo 

Amante da Meia-Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Ricos e Reclusos
Selene Winston sabe que foi contratada para remodelar a mansão de Adrien Morrell, não para ter um caso com ele.

Ainda assim, seu recluso chefe assombrava seus sonhos mais escaldantes; fantasias enlouquecedoras povoavam sua mente. 
E não demora para que Selene sucumba a essa atração. Porém, se ela deseja algo mais do que apenas um amante, precisa domá-lo também além das quatro paredes.


Capítulo Um

Maison de Minuit. A Casa da Meia-noite.
O nome em si parecia sinistro, mas a sombria fazenda da Louisiana simbolizava os primeiros passos sérios de Selene Albright Winston em direção à liberdade.
Reunindo coragem, Selene saiu do carro, a apreensão acompanhando cada passo seu, enquanto ela andava para a longa varanda. Nem mesmo o sussurro de um vento movia as folhas e apenas o canto ocasional de uma cigarra perturbava o silêncio. Grandes carvalhos antigos se estendiam pelo gramado como sentinelas sinistras espantando intrusos. A grama alta estava repleta de ervas daninhas e não havia flores adornando os canteiros alinhados com a cerca-viva.
Ela parou a alguns metros da varanda para analisar a casa, que parecia ter sido abandonada também. Em muitos aspectos, tinha sido, pelo menos aparentemente. A fachada amarela-clara da mansão grega mostrava sinais de envelhecimento, assim como as persianas e as seis colunas enormes sustentando a estrutura... Todas estranhamente pintadas de preto. Ela esperava que o interior estivesse melhor do que o exterior, do contrário, nem mesmo a pessoa mais curiosa ousaria pôr os pés neste lugar. Na verdade, virar-se e voltar para a segurança foi o instinto inicial de Selene. Não desta vez. A segurança também tinha um preço.
Quando ela começou a subir a escada de madeira que levava à entrada, esta rangeu, como se fosse quebrar. Todavia, o ataque abrupto em sua mente provou ser muito mais perturbador.
Olhos. Olhos azul-claros. Olhos intensos.
Selene afastou a imagem da mente e fechou bem os olhos até fazê-la desaparecer. Mas quando galgou o segundo degrau, a visão voltou, roubando seu fôlego e sua confiança. Recusava-se a deixar isso acontecer. Não convidaria isso para seu mundo, não quando tentara tão arduamente, por tantos anos, manter aquilo reprimido.
Ela respirou fundo e ergueu um escudo mental invisível que desenvolvera para autoproteção, aliviada ao descobrir que este não a decepcionou enquanto ela subia o resto da escada e pisava na varanda.
Após breve hesitação, bateu à porta preta, então alisou o vestido vermelho sem mangas. Embora o tecido fosse leve, ela sentia como se estivesse usando um casaco de inverno. Prendera os cabelos na altura da nuca, entretanto, isso oferecia pouco alívio do calor imperdoável de junho. É claro, o nervosismo contribuía para seu desconforto, assim como o fato de que ninguém atendia às batidas à porta.
Ela bateu mais uma vez, sentindo-se tanto aliviada quanto ansiosa quando ouviu o som de passos se aproximando. Não tinha ideia de quem podia estar do outro lado da porta. Não tinha a menor ideia se encontraria um amigo ou um inimigo... ou, talvez, até mesmo o dono dos olhos perturbadores.
A porta finalmente se abriu para surgir uma mulher de olhos escuros, na casa dos sessenta anos, com cabelos grisalhos num estilo curto e clássico. Ela apresentava uma expressão reservada, porém não parecia ser ameaçadora.
— Posso ajudá-la? — perguntou ela numa voz suave que contrastava com as feições sérias.
— Você é a sra. Lanoux? — perguntou Selene.
— Sim. E você é...?
Pelo menos, Selene estava no lugar certo, mesmo se a mulher não parecesse saber por que ela estava lá.
— Selene Winston. Eu estou aqui para a restauração.
— Eu estava esperando você amanhã.
Quando elas tinham se falado, na última sexta-feira, Selene era capaz de jurar que elas haviam combinado que ela seria entrevistada para o trabalho na segunda-feira. Talvez ela devesse voltar para a hospedaria local, onde estava residindo pelos últimos dez dias, desde a fuga espontânea da Geórgia. Talvez devesse entender esse mal-entendido como um sinal de “Não Entre”.
— Se não é um bom momento, posso voltar amanhã.
— Imagine — disse a mulher, dando um passo ao lado e gesticulando para Selene entrar. — Bem-vinda à Maison de Minuit...

Série Ricos e Reclusos
1- Amante da Meia-Noite


Mestre da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Ricos e Reclusos
Uma intensa noite de paixão abalou Tess McDonald tão profundamente que ela fugiu do hipnotizante desconhecido que a levou para a cama. 

Mas existem coisas das quais ninguém pode se esconder. 
Tess não fazia ideia da reação que o milionário Ben Adams teria quando soubesse que seria pai. Certamente não esperava que ele a convidasse para morar em sua luxuosa mansão. Ou que ambos desejariam transformar esse caso passageiro em uma união eterna.


Capítulo Um


Ao longo de seus 24 anos de vida, Tess McDonald tomara algumas decisões erradas, mas essa era a maior delas. Sempre fizera questão de não ser como a mãe, porém ali estava, cometendo os mesmos erros estúpidos. Talvez fosse o destino.
Ou apenas o acaso.
Ela ergueu os olhos para a enorme casa de mármore e granito, sombria e ameaçadora sob o céu triste. Agigantava-se a sua frente, como em um conto de fadas moderno, um castelo encantando onde nada era como parecia ser e monstros aguardavam, prontos para devorar donzelas incautas. E que conto de fadas estaria completo sem um príncipe prisioneiro e amargurado? Um solitário afligido por uma maldição terrível que só seria libertado pelo amor mais puro de uma mulher.
Entretanto, Tess deixara de ser sonhadora e se tornara prática há muito tempo. Contos de fadas não eram reais. Não havia príncipes — amaldiçoados ou não — nem castelos encantados, e o único monstro que conhecia era o padrasto que ainda morava com sua mãe em Utah.
Galgou os largos degraus de mármore até a porta de entrada, ergueu a mão com relutância — vamos lá, Tess, faça — e se forçou a apertar a campainha. O som forte penetrou as portas duplas com entalhes complicados, fazendo o coração de Tess disparar. Os segundo se passaram enquanto ela aguardava que alguém atendesse. Segundos que pareceram horas. Quando já estava quase convencida de que não havia ninguém em casa, a porta se abriu.
Esperara uma empregada ou mordomo todo uniformizado, é claro... possivelmente parecido com o Tropeço, da Família Addams. Entretanto, ali estava Ben, exatamente como ela o conhecera.
Misteriosamente sombrio.
Os cabelos negros alcançavam seu colarinho em ondas sedosas, e os olhos semicerrados, castanho-escuros e profundos, a analisavam. Tudo nele exalava prestígio e riqueza, desde o suéter preto de cashmere que parecia caríssimo, a calça preta feita sob medida, até o aroma perturbador de sua colônia.
Tess sentiu a mesma excitação que sentira quando o pegara olhando em sua direção do outro lado do bar, naquela noite. Seus olhares haviam se encontrado, e o calor que a invadira a deixara louca de expectativa.
Acontecia o mesmo nesse momento.
Ele não dissera nada naquela primeira noite. Só estendera a mão em um convite silencioso e ela a segurara. Depois, a conduzira para a pista de dança e, quando a tomara nos braços, apertando-a de encontro ao corpo, Tess derretera. Então ele inclinara a cabeça e roçara os lábios nos dela.
Existiam beijos e beijos.



Série Ricos e Reclusos
3- Mestre da Paixão 
Série concluída

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Segredo Precioso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secretos

Há segredos que nem o dinheiro pode revelar...

Um herdeiro para o inimigo!
A inocente Iolanthe Petrakis se entregou ao magnata mais implacável de Atenas.
Alekos Demetriou proporcionou a ela sua primeira e única noite de prazer. 
Porém, ao descobrir que Iolanthe era filha de seu inimigo, Alekos a rejeitou… Antes que ela pudesse contar que estava grávida.
Dez anos depois, Iolanthe precisou revelar o precioso segredo a fim de salvar o império de sua família. 
E esse poderoso grego fará de tudo para que seu filho seja um herdeiro legítimo. Mas será que Iolanthe aceitará se casar com seu maior rival?

Capítulo Um

Era uma noite mágica. Iolanthe Petrakis fitou seu reflexo no espelho de corpo inteiro em seu quarto de infância, e sorriu. Seu novo vestido de cetim branco e prateado delineava suas formas, justo até os quadris e terminando em babados nos tornozelos. Era um vestido de contos de fadas que reluzia a cada movimento seu, e digno de uma princesa. E esta noite ela se sentia uma princesa.
Cinderela pronta para seu primeiro baile. Estava determinada há aproveitar cada instante.
Uma batida suave soou à porta.
— Iolanthe? — chamou seu pai, Talos Petrakis. — Está pronta?
— Sim. — Iolanthe ajeitou o cabelo negro e brilhante, preso em um coque sofisticado feito por Amara, a governanta. Virou-se do espelho e abriu a porta.
Talos a analisou em silêncio por um momento, e Iolanthe prendeu a respiração, esperando que estivesse satisfeito com sua aparência. Após submetê-la a uma vida de reclusão em sua casa no campo, por fim ele permitira que tivesse uma noite de diversão e prazer. Iolanthe não suportaria que lhe tirassem isso.
— Estou bem? — perguntou deslizando as mãos pelo tecido brilhante do vestido quando o silêncio se prolongou demais. — Amara me ajudou a escolher...
— Está adequado — respondeu Talos inclinando a cabeça de modo sério, e Iolanthe ficou aliviada. Seu pai nunca fora um homem de demonstrações de carinho ou de elogios efusivos; já estava acostumada. — Deverá se portar com decoro o tempo todo — acrescentou ele com expressão severa.
— Claro papai. — Quando fora que ela não agira com decoro? Entretanto, jamais tivera oportunidade de agir de modo diferente. Quem sabe esta noite... Iolanthe sufocou um sorriso travesso não querendo que o pai lesse seus pensamentos. De qualquer modo, não esperava demais, apenas um pouco de aventura, de emoção... Ansiava por isso após tantos anos de solidão.
— Sua mãe sorriria se a visse agora — disse Talos bruscamente, e o coração de Iolanthe se apertou. Althea Petrakis morrera de câncer quando Iolanthe tinha apenas 4 anos, e as poucas lembranças que mantinha da mãe eram nebulosas e não passavam de um aroma de perfume e do toque macio de mãos. Caso Althea tivesse vivido, refletia Iolanthe frequentemente, será que o pai teria sido diferente, mais presente e afetuoso? Mas do jeito que as coisas eram ela só o via em meses intercalados e suas visitas eram breves, apenas inspeções para verificar se a filha se comportava direito.
— Precisa de algo mais — declarou Talos. Retirou uma caixinha de veludo do bolso do paletó do smoking. — Isso é para uma mulher adulta, pronta para encontrar um marido.
— Um marido...



Série Herdeiros Secretos
1- Coração Intocado
2- União Avassaladora 
3- Segredo Precioso 
4- Amor único - a revisar
5- Amor profundo - idem

Desejos Texano

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
3 histórias
Segurem-se meninas!

O que acontece quando três mulheres loucas por aventuras encontram três pedaços de mau caminho?
Um homem de verdade. 
Cheryl Anne Cash é instrutora oficial de prazeres. E ela mal pode esperar para mostrar suas novas habilidades ao seu ex-amante...
Bad boy 
Tess Autrey não é nenhuma oferecida, mas quando conhece um rancheiro de tirar o fôlego ela começa a rever sua estratégia...
O amor está no ar 
Já faz alguns meses que o sexy Texas Ranger de Macy desapareceu no ar... e agora ele está de volta! E tem planos muito interessantes para compensar o tempo perdido...

Capítulo Um

Skull Creek, Texas (setenta e cinco quilômetros ao norte de San Antônio). Semana anterior ao dia dos namorados...Era apenas um pênis. Cheryl Anne Cash respirou fundo e tentou acalmar sua quase histeria. Uma garota sofisticada, mundana e descolada não dava ataques ao ver o negócio de um cara. Não. Simplesmente lidava com a situação com um olhar interessado, mão firme e uma atitude como quem diz nada demais.
Só que era demais. Um monstro gigantesco, na ver­dade, em comparação ao membro masculino típico, de apenas quatorze centímetros quando ereto, uma curio­sidade que vira na Internet ao pesquisar o assunto.
Ela mediu o espécime com os dedos. Este neném devia chegar aos trinta centímetros. Fácil.
Ela respirou fundo e se recompôs. Esticou a mão e tocou aquela seta longa e lisa e acomodou os de­dos trêmulos, deslizando rapidamente para cima e para baixo.
Pronto. Não era tão mal. A coisa não criara chi­fres. Tampouco pulara para morder. Mais ainda, não caíra dura de vergonha. Nem lhe saíra vapor das ore­lhas. Uma vitória e tanto, já que seu rosto parecia estar em chamas.
Voltou a atenção para a televisão de plasma de um metro e vinte que seus pais lhe haviam dado como presente de despedida seis semanas antes. Observou a última técnica sendo demonstrada por uma lou­ra peituda com olhos de mormaço, lábios inchados como se picados por abelhas e unhas rubras e curvas. Após considerar por alguns segundos, Cheryl resol­veu o assunto com as duas mãos.
— O segredo é segurar firme — disse a Lou­ra Peituda com seu tom ousado e incisivo. Apesar de sua aparência gritar estrela pornô cabeça-oca, sua voz dizia outra coisa. Esperta. Educada. Ver­sada. Ao menos quando o assunto era sexo. — Ao contrário do que os homens pensam, o pênis está longe de ser invencível. É bem possível machucar seriamente ao usar técnicas manuais complicadas, o que evidentemente vai contra o objetivo final: aumentar o prazer dos dois. Portanto, preste aten­ção para que os dedos toquem todos os pontos, mas não aperte...
Cheryl Anne enfrentou as próprias reservas e seguiu as instruções pelos minutos seguintes, pra­ticando os vários movimentos naquele membro de tamanho considerável. Ela girou a mão direita, enroscando-a na base do bastão. Com a mão direita ela brincava e acariciava. Ela chegou até a praticar a lambida nos lábios e o semicerrar de pálpebras que lhe dava aquele olhar sedutor ao encarar o objeto de sua atenção.
Logo ela fazia movimentos confiantes, seguran­do com a firmeza exata, a técnica suave e refinada, como se viesse treinando aquilo por seis anos e não míseras seis semanas.
Com certeza era capaz de fazer aquilo.
Em particular, uma voz a relembrou. Com o ins­trutivo vídeo Manipulação Erótica Sem Mistérios chamejava em frente a ela. Mas será que faria isto em frente a um bando de fregueses ávidos por aumentar seu currículo sexual?  Talvez sim. Talvez não.
Em exatamente cinco horas e quarenta e cinco mi­nutos, às 7h30 daquela noite, ela ia descobrir.
Ela teria metade das mulheres de Skull Creek sen­tadas em sua sala quase sem móveis em busca de conselhos. Mulheres que estariam sacrificando seu tempo com o parceiro em nome da educação. 
Elas estariam à espera de conselhos de expert sobre como "engre­nar" em seus relacionamentos... e muitos aperitivos como combustível no processo. Correu os olhos pela pequena mesa de cartas mon­tada em sua microscópica sala de jantar. Havia meia dúzia de tigelas transbordando de todo tipo de salgadinho. Tinha até uma bandeja de salada que ela mesma havia cortado e fatiado.
Dos aperitivos ela cuidara.
Quanto aos conselhos de expert...

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sentimentos Proibidos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Imogen Holgate acredita estar com a mesma doença terminal que levou sua mãe.

Então, decide gastar todas as suas economias em uma viagem ao redor do mundo. E ao conhecer o sensual Thierry Girard, ela não hesita em se entregar a esse sensual parisiense. 
Porém, o romance de duas semanas resulta em uma gravidez inesperada. E Thierry acaba de pedi-la em casamento!




Capítulo Um

Sozinho na sacada da mansão, Stergios Antoniou foi dominado pela tensão. Ele ignorou a icônica vista do Parthenon ao olhar de cara feia para a loira que estava lá embaixo, na festa no jardim.
Jodie Little. A filha de seu padrasto. Seu segredo mais sombrio.
Uma ardente fúria o atingiu enquanto ele a via em meio à alta sociedade de Atenas. Ela parecia diferente. Cortara e alisara seus longos cachos. O vestido floral era modesto, envolvendo sua esbelta silhueta.
Ele sabia que a imagem apresentável era uma farsa. Fazia anos que ele não a via, mas o tempo não teria domado a verdadeira natureza dela.
— Ah, você estava aqui — disse a mãe dele ao parar a seu lado. — Quando chegou? Venha para a festa.
— Há quanto tempo ela está na Grécia? — perguntou ele.
Mairi Antoniou suspirou e olhou para sua enteada.
— Ela avisou ao pai dela que estava num hotel próximo faz dois dias. Se acha que vai ser recebida de braços abertos, vai se decepcionar muito.
— Por que ela voltou?
— Disse que sentiu falta do pai.
Stergios observou Jodie. Aquela sedutora mulher não entendia o significado da família.
— Qual você acha que é o verdadeiro motivo?
— Não sei. Gregory não tem dinheiro.
— E Jodie herdou uma fortuna recentemente. — Stergios avistou o pai dela, alto e bem-vestido, do outro lado do exuberante jardim.
Gregory Little tinha talento para se casar com mulheres ricas. Seus únicos objetivos eram manter feliz sua poderosa esposa e viver no luxo que ela propiciava. Stergios sabia que seu padrasto era uma presença benigna na vida deles, ao contrário da filha.
— Gregory não sabia que ela vinha — insistiu Mairi. — Eles mantiveram contato depois que a mãe dela morreu, no início do ano, mas ele não a convidou.
— Você acredita nele?
— Claro. Jodie só trouxe problemas e vergonha para ele. Essa menina quase causou uma rixa na nossa família por não conseguir ficar de pernas fechadas.
O sangue de Stergios esquentou quando ele se recordou. Jodie sabia gerar problemas com um mínimo de esforço. Podia ser um comentário explosivo num jantar formal, ou um escândalo na boate mais popular de Atenas. Contudo, nada disso se comparava à tentativa de seduzir Dimos, o primo dele. Se ela tivesse conseguido, isso teria destruído um futuro brilhante e promissor para a família Antoniou.
— Dimos sabe que ela está aqui?
— Eu pedi a ele para que pusesse Jodie na lista de convidados — admitiu ela relutantemente.
Stergios soltou um palavrão.
— O que aconteceu entre eles é passado — argumentou a mãe dele. — Dimos estava numa fase rebelde. Não tinha como resistir a uma vadia determinada.
Jodie hipnotizara Dimos quase instantaneamente. Contudo, o primo dele não fora uma vítima inocente.
— Demoramos demais para perceber que ela era uma mentirosa manipuladora — afirmou a mãe dele. — Quando ela disse que você a tinha seguido até a adega naquela noite... Bem, ninguém acreditaria nisso.
Stergios fechou os olhos. Todos da família sabiam de sua aversão a espaços escuros e confinados. Porém, naquela noite, ele superara a relutância por causa de Jodie. Por causa do tipo especial de encrenca que ela representava.
— Ela jamais enfeitiçaria você. Só de lembrar de tudo que ela fez me deixa...


Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o Perdão
3- Sentimentos Proibidos

Caminhos para o Perdão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Orlando Cassano adora sua vida de solteiro. 

Ele trabalha duro e se rende ao prazer sempre que deseja. 
Até sua amante, a CEO Isobel Spicer, revelar estar grávida! 
Orlando pode não ter tido uma figura paterna em sua vida, mas estará presente na vida do filho. 
Contudo, para convencer a independente Isobel a subir ao altar, ele precisará usar muito mais do que seu poder de sedução…



Capítulo Um

Isobel olhou para os gráficos na tela uma última vez. As fases iniciais do plano de negócios tinham sido implementadas com sucesso; as previsões estavam todas no curso certo. Sim, ela estava confiante de que o conselho da Cassano Holdings iria ficar satisfeito com o progresso que ela havia feito até agora. Até mesmo mais do que satisfeito.
Depois de fechar seu laptop, Isobel o guardou na pasta. Ela estava preparada. Olhou para o relógio. Havia apenas mais uma coisa que precisava fazer antes de sair para a reunião do conselho na cidade.
Levantando-se, ela alisou a saia de seu terno azul-marinho e andou até o sofá para pegar sua bolsa. Seu coração estava palpitando agora, a mão trêmula quando ela a enfiou na bolsa para pegar o pacotinho da farmácia.
Sem se dar mais tempo para pensar, foi até o banheiro. Não tinha mais volta.
— Mais alguma coisa?
Orlando Cassano se recostou na cadeira, a caneta dourada em sua mão capturando a luz enquanto era girada lentamente pelos dedos fortes de pele morena.
Com um murmúrio em negativa, os membros do conselho começaram a reunir seus documentos, abrir pastas e se afastar com seus dispositivos eletrônicos.
— Isobel? — A varredura sombria dos olhos dele agora se concentrava diretamente na jovem sentada do lado oposto da ampla mesa de vidro — Tem mais alguma coisa que você deseje acrescentar?
— Não. — Isobel balançou a cabeça. — Acho que abordamos tudo.
Se ao menos isso fosse verdade. Olhando em volta, ela se obrigou a sorrir lindamente para o grupo de diretores, contadores e funcionários do marketing que compunham a divisão da Cassano Holdings, no Reino Unido. Mas ela não conseguia encontrar o olhar do diretor da empresa de jeito nenhum, aquele mesmo olhar sombrio e penetrante que ficara em cima dela desde que ela entrara na sala e que agora, duas horas depois, ainda queimava sua pele. Como se isso já não fosse complicado o suficiente, parecia que Orlando Cassano tinha a intenção de piorar muito as coisas.
— Bene. Então acho que finalizamos por hoje.
Orlando ofereceu-lhe um sorriso que lhe causou um frio na barriga.
— Você se saiu muito bem, Isobel. Estou confiante de que esta será uma parceria gratificante. — Ele fez uma pausa, as sobrancelhas se unindo enquanto notava a cor se esvair do rosto dela.
— Você começou muito bem, Srta. Spicer, sem dúvida. — O diretor financeiro assentiu em concordância. — É cedo, mas, se você continuar com esse excelente desempenho, consigo nos ver renegociando seu contrato mais cedo do que o previsto.
— Bom saber. — Isobel manteve seu sorriso com uma tenacidade sombria. Seis semanas atrás, quando assinara o contrato com a Cassano Holdings, essa notícia a teria feito saltitar pela rua. Mas agora... Agora era como se o mundo tivesse tombado e ela estivesse pendendo na borda.
Seis semanas atrás, parecera uma bela aposta condicionar sessenta por cento de sua empresa a esse empreendimento corporativo enorme. Mas a Spicer Calçados estava se expandindo tão rapidamente que precisava desesperadamente de uma imensa injeção de capital — e depressa —, e essa era a única maneira que Isobel encontrara para fazê-lo.
Ela se orgulhava de suas habilidades de negociação — o que asseguraria o direito de comprar de volta vinte por cento das ações de sua empresa e recuperar a participação majoritária uma vez que as margens de lucro se mostrassem sustentáveis. Na verdade, foi mais fácil do que ela imaginava.
Mas também fora fácil ir para a cama com o belo Orlando Cassano.


Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o Perdão
3- Sentimentos Proibidos

Corações Independentes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Imogen Holgate acredita estar com a mesma doença terminal que levou sua mãe.

Então, decide gastar todas as suas economias em uma viagem ao redor do mundo. E ao conhecer o sensual Thierry Girard, ela não hesita em se entregar a esse sensual parisiense. 
Porém, o romance de duas semanas resulta em uma gravidez inesperada. E Thierry acaba de pedi-la em casamento!




Capítulo Um

— Diga-me, Ma chérie, você vai estar no resort quando formos até lá? Seria muito mais conveniente ter o proprietário no local quando formos fazer a sessão de fotos promocional. — A voz da mulher estava num tom intimamente projetado, chegando a ele com facilidade, apesar do falatório da multidão na imensa recepção do hotel.
Thierry olhou para o rosto da publicitária, lendo o convite em seus olhos.
Ela era bonita, sofisticada e, supôs ele, pela forma como ela lambeu os lábios e pressionou o corpo esbelto mais perto, prontinha para cooperar. No entanto, ele não sentiu nenhum lampejo de excitação.
Excitação! Tinha deixado isso para trás há quatro anos. Será que ele mesmo seria capaz de reconhecer tal sensação depois de todo esse tempo?
A amargura encheu sua boca. Thierry vinha vivendo uma vida pela metade, cercado por paredes de sala de reuniões e pelo dever, obrigando-se a se preocupar com questões sem importância. Exceto que tais detalhes significavam a diferença entre salvar a carteira de negócios naufragante da empresa da família... ou perdê-la de vez.
— Ainda não decidi. Preciso resolver umas coisas aqui em Paris.
Mas em breve... Dali a alguns meses e ele entregaria os negócios ao seu primo, Henri, e, mais importante, aos gestores que tinha escolhido a dedo. Eles guiariam Henri e manteriam tudo que Thierry tinha conquistado, garantindo a fortuna da família Girard e concedendo-lhe a liberdade, afinal.
— Pense nisso, Thierry. — Os lábios formaram um beicinho brilhante quando ela chegou mais perto. — Seria muito... agradável.
— Claro que vou pensar. A ideia é muito tentadora.
Mas não o suficiente, percebeu ele com uma clareza abrupta, para convencê-lo a largar tudo que havia pendente em Paris. Tais reuniões iriam deixá-lo mais perto de se livrar de seus encargos. Aquilo lhe causava muito mais fascínio do que a perspectiva de fazer sexo com uma loura esbelta.
Que inferno! Desde quando ele tinha se transformado num empresário sangue-frio? Desde quando sua libido passara a ocupar o segundo lugar, perdendo para os negócios?
Só que sua libido não estava envolvida na jogada. Essa era a coisa chocante. Aos 34 anos, Thierry estava no auge. Ele gostava de sexo e seu sucesso com as mulheres mostrava que ele tinha talento, e até mesmo uma bela reputação no assunto. No entanto, ele não sentiu nada quando aquela linda mulher o convidou para sua cama.
Ele olhou para uma figura do outro lado do salão e seus pensamentos turvaram. Sua pulsação acelerou e seu peito inflou quando ele arquejou em surpresa.
A mulher ao seu lado murmurou alguma coisa e esticou-se para lhe dar um beijo na bochecha. Automaticamente, Thierry retribuiu a saudação, respondendo à despedida quando ela se juntou a um grupo que tinha acabado de entrar no saguão do hotel.
No mesmo instante, o olhar de Thierry se voltou outra vez para o outro lado do salão. A mulher que tinha chamado sua atenção estava parada ali, o peso concentrado num pé, como se estivesse prestes a sair.
Thierry já estava abrindo caminho pela multidão, quando a mulher se endireitou e recuou os ombros. E que ombros deliciosos e macios, completamente nus no vestido tomara-que-caia!

Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o perdão
3- Sentimentos proibidos

Encontro sob a Neve

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma tempestade de neve... um reencontro que iria mudar a vida de três pessoas!

Robin e Devin se conheceram e passaram uma única noite juntos. 
Depois de nove meses, quando voltou a encontrá-la no meio de uma tempestade de neve, descobriu que Robin estava prestes a dar à luz um filho seu. 
Devin queria manter-se próximo dela e do bebê, mas Robin não queria um homem a seu lado apenas por causa do filho...


Capítulo Um

Ninguém em sã consciência estaria recordando passagens da infância durante a pior tempestade dos últimos vinte anos. Mas Devin Fitzgerald sempre fizera o impensável. Deixar a faculdade de medicina de Yale no meio do segundo ano para ingressar numa banda chamada Chama Congelada. E deixara a Banda no auge do sucesso para cantar sozinho. 
Quatro anos depois de ter decolado na carreira solo, decidira limitar as viagens de forma a ter tempo para compor e gravar. Agora pensava em abandonar tudo por uma nova carreira.Mas nenhuma dessas decisões havia sido tão arriscada quanto dirigir pelas estradas congeladas de Holmes Country, Ohio, no meio da uma violenta nevasca, num carro sem proteção especial nas rodas e usando apenas uma jaqueta de couro.
Enquanto testava os breques do Jeep Cherokee, Devin cantarolava algumas notas da canção que o perseguia há dias. A maioria de suas composições começava assim. 
Um intervalo, um ritmo, uma combinação que expandia-se em sua mente até ter o suficiente para assobiar ou cantarolar, e até martelar algumas teclas do piano. Essa melodia em particular era mais elusiva que as outras, mas suspeitava de que seria a melhor de todas. 
O que tinha já era o bastante para pensar em noites de verão, jardins floridos e passeios num milharal iluminado pela luz da lua.
Sim, precisava voltar para casa. Precisava, mas não no meio de uma tempestade Devin experimentou os breques mais uma vez. O Cherokee respondeu de imediato, apesar de dançar na pista escorregadia. 
Agora seguia a menos de dez por hora, e a neve caía tão forte que mal podia enxergar onde estava. 
Sabia que a estrada era essa. Anos haviam se passado desde a última vez em que estivera em Farnham Falls, mas pouco mudara.
Antes da tempestade ter piorado tanto, reconhecera uma velha casa que já havia sido o último marco antes do desvio. Agora existiam outras casas além dela, mas não muitas. Esta ainda era uma região de agricultores e pecuaristas, de fazendas onde a vida era muito mais tranquila e saudável. 
A estrada que procurava apareceria à sua direita em pouco tempo, e se tivesse sorte e o Cherokee fizesse a curva, logo estaria em casa.
Devin sorriu. Estivera em todos os lugares, vivera nas maiores cidades do mundo durante os últimos oito anos. Era um homem de fácil adaptação, capaz de sentir-se tão confortável no Sri Lanka quanto na Sicília ou em Seattle. Nunca sentira falta de Farnham Falis, onde houvera poucos atrativos para um jovem com uma guitarra Fender, um amplificador de trinta watts e delírios de grandeza. Cada dia de sua adolescência fora preenchido pelo sonho de partir, e nos últimos meses só conseguira pensar em voltar.
Estava sozinho na estrada. Não via outro automóvel há mais de meia hora, sinal de que todos com um mínimo de bom senso estavam em casa, dormindo sob uma pilha de cobertores. 
A neve rangia sob os pneus e embaçava o para-brisa. Não conseguia ficar sozinho há anos, não experimentava esse silêncio desde que, aos quatorze anos, enfrentara a neve de janeiro para ir ao celeiro da tia alimentar os animais. 
Algo muito parecido com uma imensa sensação de paz descia com os flocos de neve. Sabia que devia estar preocupado com a própria segurança. Se o carro derrapasse, estaria encrencado. 
Tentara usar o celular alguns quilômetros atrás, mas descobrira que a estática impedia qualquer ligação. Mesmo assim, não estava preocupado. A neve era gloriosa, e pela primeira vez em meses sentia-se inteiro.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Anel da União

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Legados do Amor
Uma consequência encantadora.

O magnata Nate Brunswick não acredita em casamentos. Porém, durante a busca pelo artefato de seu adorado avô, o Di Sione ilegítimo acaba ficando noivo! 
A estonteante dona do anel, Mina Mastrantino, só conseguirá pôr a mão na joia depois de casada. 
O plano era trocar os votos rapidamente e assinar a anulação ainda mais depressa. Contudo, a inesquecível noite de núpcias resultará em uma consequência inesperada, que os unirá para sempre!

Capítulo Um

A opulência da lendária Gold Coast de Long Island era como uma viagem de volta ao tempo do glamour e dos escândalos imortalizados pela ficção. Dinastias surgidas na Revolução Industrial haviam construído aquelas exuberantes mansões pela linda costa do norte.
Contudo, como tantos outros símbolos daquela época de fartura, pouca coisa da magnificência daquelas mansões sobrevivera aos dias atuais. Até mesmo a gigantesca villa de Giovanni Di Sione, o lendário magnata da navegação, construída no final do século XIX, fora amplamente reformada para se transformar num ícone da arquitetura moderna.
Aquela ostentosa demonstração de riqueza trouxe consigo uma familiar ironia para Nate Brunswick quando entrou com seu carro esportivo na sinuosa estrada que levava à mansão dos Di Sione. Ele tinha dinheiro para comprar a Gold Coast inteira e acrescentá-la a seu vasto império de imóveis. Mesmo assim, ele jamais se sentiria em casa ali.
Nem todo o dinheiro do mundo era capaz de curar velhas feridas. Em Nova York, os novos ricos, como ele, sempre seriam forasteiros.
Ele estacionou diante da villa de seu avô e ficou sentado dentro do carro por um instante, um grande peso pressionando seu peito. Aquele lugar sempre lhe inspirara diversas emoções. Naquele dia, porém, sentia que havia uma força maior nos céus orquestrando aquele jogo de xadrez e lhe arrancando o coração.
Seu avô estava morrendo de leucemia. Nate passara tanto tempo viajando ultimamente, supervisionando seu império global, que tivera pouco tempo para seu mentor, a única figura paterna que ele conhecera. Nem mesmo um transplante com uma medula doada por Nate o salvaria desta vez.
Aparentemente, nem mesmo o todo-poderoso Giovanni era capaz de ludibriar a morte duas vezes.
A emoção que o vinha atacando durante todo o caminho desde Manhattan o dominou, ameaçando levar embora a compostura que ele sempre cultivara. Mas ele não se permitiria essa demonstração de fraqueza.
Nate mal terminara de subir os degraus quando Alma, a velha governanta da família Di Sione, abriu a porta.
— Sr. Nate. O signor Giovanni está desfrutando dos últimos raios de sol na varanda dos fundos. Estava aguardando ansiosamente sua chegada.
Uma pontada de culpa o atingiu. Ele devia ter encontrado mais tempo para seu avô, mas, como todos, caíra na armadilha de achar que Giovanni era invencível.
Os passos de Nate ecoaram pelo piso de mármore rumo aos fundos da villa. Ele fora àquela casa pela primeira vez aos 18 anos, a pedido de Alex, seu meio-irmão, para ser o único doador possível para um transplante de medula óssea que salvaria a vida de seu avô... um homem que Nate nunca conhecera.
A imagem de seus seis meios-irmãos na escadaria encheu a mente dele. Eles o tinham olhado de forma inquisidora enquanto Alex o levava ao salão para conhecer Giovanni.
Órfãos, eles haviam sido acolhidos pelo avô depois que o pai de Nate, Benito, e sua esposa, Anna, tinham morrido num acidente de carro regado a drogas. Nate ainda se recordava do isolamento e da amargura que sentira aos 18 anos ao ver a vida fácil que seus meios-irmãos levavam, enquanto ele e sua mãe lutavam para sobreviver.
A família da qual ele nunca fizera parte por ser filho ilegítimo de Benito Di Sione.
Mas isso era passado. Ele se transformara num sucesso que ninguém poderia ignorar, nem mesmo os aristocratas que adoravam desdenhar dele.
Como se sentindo a aproximação de Nate, seu avô se virou para ele, um lento sorriso se alastrando por seu rosto.
— Nathaniel.