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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A Noiva Perfeita

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Prontas para o altar
Elena Ricci nunca podia imaginar que sua viagem de fim de semana terminaria em chantagem, um casamento forçado e a necessidade de um herdeiro. 


Mas é isso o que acontece quando o poderoso Gabriele Mantegna a sequestra! 
O que ela não esperava era que seu corpo ardesse cada vez que Gabriele a tocava. 
Quando a atração entre os dois se torna tão tórrida quanto o ódio que sentem um pelo outro, como eles lidarão com o legado de sua paixão?

Capítulo Um

O grito ecoou pelo silêncio da capela de Nutmeg Island.
Gabriele Mantegna, havendo acabado de subir as escadas do porão, deteve-se abruptamente.
De onde diabos veio isso?
Ele desligou a lanterna, jogando a capela na mais completa escuridão, e escutou atentamente.
Teria sido um grito feminino? Decerto, não? Naquela noite, apenas a equipe de segurança estava na ilha.
Fechando cuidadosamente a porta do porão, ele adiantou-se até a única janela pequena da capela que não era um vitral. Estava escuro demais para ver qualquer coisa; contudo, após algum instante, uma luz fraca apareceu ao longe. Vinha da casa dos Ricci, onde, naquele momento, uma gangue armada estava se servindo de obras de arte e antiguidades inestimáveis.
A equipe de segurança da ilha estava cega no que dizia respeito à gangue, seus monitores remotamente alterados de modo a mostrar apenas informações falsas.
Gabriele verificou o relógio e fez uma careta. Estivera na ilha dez minutos além do que planejara. Cada minuto a mais aumentava as chances de ser pego. E para alcançar a praia no lado sul da ilha, de onde nadaria para a segurança, era uma caminhada de mais dez minutos.
Mas não imaginara o grito. Não ficaria com a consciência tranquila se fugisse sem verificá-lo.
Praguejando baixinho, Gabriele abriu a pesada porta da capela e saiu para o quente ar noturno caribenho. Da próxima vez que Ignazio Ricci escolhesse um local de paz e contemplação, encontraria o código do alarme da capela alterado.
Para uma construção projetada para reflexão e adoração pacífica, a capela Ricci fora dessacrada pelo propósito real de Ignazio.
Estivera tudo ali, debaixo do altar da capela, em um porão abarrotado de arquivos que datavam de décadas atrás. Uma trilha secreta de dinheiro sujo, o ponto fraco do império Ricci, escondido do mundo externo. No pouco tempo que Gabriele passara no porão, desencavara um número suficiente de evidências de atividades ilegais para colocar Ignazio na cadeia pelo resto da vida. 
Ele, Gabriele Mantegna, entregaria pessoalmente cópias dos documentos incriminadores para o FBI. Estaria presente no dia do julgamento, sentado em algum lugar estratégico, onde Ignazio, o homem que matara o seu pai, não tivesse como deixar de vê-lo.
Quando a sentença do juiz fosse dada, Ignazio saberia que fora ele o responsável pela sua queda.
Mas tudo ainda não eram flores. A evidência mais importante para Gabriele, os documentos capazes de limpar o seu próprio nome e exonerar o seu pai de uma vez por todas, não haviam sido encontrados.
Mas a evidência existia. Ele a encontraria, mesmo que levasse o resto de sua vida.
Tirando da cabeça a evidência desaparecida, Gabriele seguiu até as árvores e, agachando-se, avançou na direção da casa de Ricci, uma mansão de três andares.
Luzes brilhavam em uma janela do térreo. Qualquer subterfúgio por parte da gangue fora abandonado.
Algo dera errado.
Os homens na casa eram liderados por um gênio do crime que se apresentava como Carter. A especialidade de Carter era roubar itens caros por encomenda. Vasos Ming. Picassos. Caravaggios. Diamantes azuis. Rezava a lenda que não havia sistema de segurança no mundo que Carter não conseguisse driblar. Também tinha um talento todo especial para saber onde os membros da alta sociedade escondiam seus objetos de valor obtidos também por meios escusos, cuja ausência o proprietário, com certeza, não relataria às autoridades. Carter ficava com tais itens para si mesmo.
A porta da frente ficara aberta.
Ao aproximar-se, Gabriele pôde escutar vozes. Abafadas; contudo, inegavelmente zangadas.
Sabendo que estava correndo um grande risco, mas incapaz de ignorar o som do grito que ainda ecoava em seus ouvidos, Gabriele colou-se à parede externa da casa, ao lado da janela mais próxima da porta da frente, inspirou fundo e virou-se para olhar lá para dentro.
A entrada principal estava vazia.
Ele empurrou a porta, abrindo-a mais alguns centímetros.
A discussão abafada prosseguiu.
Ele cruzou o vão da porta. No instante em que seu pé de pato de borracha sintética encostou no piso de tábua corrida envernizado, um rangido pôde ser escutado.
Praguejando baixinho, Gabriele arriscou mais um passo, plantando todo o pé de uma só vez. Desta vez, não houve rangido.
Ele olhou ao redor. A sala tinha três portas. Apenas uma, do outro lado, estava aberta.
Com cautela, adiantou-se até ela, lamentando que não houvesse no aposento nenhuma estátua em tamanho natural atrás da qual pudesse se esconder, em caso de necessidade. Alcançando a porta, espiou pelo vão, olhando para a larga escadaria à direita, enquanto esticava as orelhas para a esquerda, em uma tentativa de determinar sobre o que os homens estavam discutindo. Se fosse apenas uma questão de um roubo dando errado, retornaria ao seu plano original e daria o fora daquela ilha.
Porém, aquele grito…




Série Prontas para o altar
1- Bodas de Sedução
2- Proposta sombria
3- A Noiva Perfeita

Proposta Sombria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Prontas para o altar
Kassius Black ressurgiu como uma fênix das chamas de sua infância catastrófica. 

Agora, ele tem um único objetivo: se vingar do homem que o abandonou. 
O plano de Kassius é tirar tudo do pai, e produzir um herdeiro que nunca conhecerá o avô! 
A inocente e casta Laney Henry é a candidata perfeita para gerar seu filho. Então, o poderoso magnata faz uma oferta que ela não poderá recusar...


Capítulo Um

— Eu deveria demitir você agora, Laney. — A chefe olhou para ela. — Qualquer pessoa adoraria ter o seu emprego. E todas elas são menos estúpidas do que você!
— Desculpe! — Laney May Henry sentiu as lágrimas brotando ao ver o café quente que havia acabado de derramar no estimado casaco de peles branco de sua chefe, o qual estava pendurado no encosto de uma cadeira. Inclinando-se, ela tentava desesperadamente limpar a mancha com a manga de sua camisa de algodão desbotada. — Não foi...
— Não foi o quê? — Sua chefe, uma condessa norte-americana austeramente bela, casada e divorciada quatro vezes, semicerrou os olhos cuidadosamente maquiados. — O que está tentando dizer?
Não foi minha culpa. Mas Laney respirou fundo. Sabia que não faria sentido dizer à chefe que Araminta, a amiga dela, a fizera tropeçar deliberadamente quando Laney estava trazendo o café. Sentido nenhum, porque sua chefe tinha testemunhado a coisa toda e rido junto com a sujeitinha quando Laney tropeçou arfando ruidosamente, esparramando café para todos os lados do carpete do luxuoso apartamento de Mônaco. Para sua chefe, tudo fora uma boa piada — até que ela viu o café atingir seu casaco de peles.
— Bem? — perguntou Mimi du Plessis, a condessa de Fourcil. — Estou esperando.
Laney baixou o olhar.
— Desculpe, Madame la comtesse.
Mimi se voltou para Araminta, que vestia Dolce e Gabbana da cabeça aos pés e estava sentada do outro lado do sofá de couro branco, fumando.
— Ela é estúpida, não é?
— Muito estúpida — concordou Araminta, soprando um anel de fumaça delicadamente.
— É tão difícil conseguir bons empregados esses dias...
Mordendo o lábio com força, Laney olhou para o carpete branco. Dois anos atrás, ela havia sido contratada para organizar o guarda-roupa de Mimi du Plessis, acompanhar seus compromissos sociais e anotar recados. Mas também descobrira rapidamente por que o salário era tão bom. Ficava de plantão dia e noite, muitas vezes trabalhando vinte horas por dia e tolerando as provocações contínuas de sua chefe. Nos últimos dois anos, Laney ficara fantasiando todos os dias sobre desistir e voltar a Nova Orleans. Mas não podia. Sua família precisava desesperadamente do dinheiro, e ela amava sua família.
— Pegue o casaco e saia daqui. Não consigo tolerar olhar para essa sua cara patética nem mais um segundo. Leve o casaco à lavanderia, e que Deus tenha piedade de você se a peça não voltar até o baile de Ano-Novo desta noite. — Dispensando-a, a comtesse se voltou para Araminta, retomando a conversa anterior. — Acho que hoje à noite Kassius Black finalmente vai dar o primeiro passo.
— Acha mesmo? — perguntou a outra ansiosamente.
A comtesse sorriu, como um gato persa presunçoso diante de uma tigela dourada cheia de leite.
— Ele já desperdiçou milhões de euros concedendo empréstimos anônimos ao meu chefe. Mas, pelo jeito como as coisas estão indo, a empresa do meu patrão vai falir neste ano ainda. Eu finalmente disse a Kassius que, se ele quer minha atenção, deve parar de jogar dinheiro no ralo e simplesmente me convidar para sair.
— O que ele disse?
— Ele não negou.
— Então ele vai ser seu acompanhante no baile esta noite?
— Não exatamente...



Série Prontas para o altar
1- Bodas de Sedução
2- Proposta sombria
3- A Noiva Perfeita

Bodas de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Prontas para o altar
Apesar da reputação duvidosa, Lara Gray é virgem.

Por isso fica tão surpresa ao ser arrebatada pelo homem mais lindo de Roma, Raoul Di Vittorio, e pelo desejo que desabrochou em seu corpo após uma única noite. 

Mas o que Lara não sabe é que Raoul precisa de uma esposa, depois que seu casamento foi pelos ares. 
A bela e sofisticada Lara pode ser a mulher ideal, mas Raoul terá que convencê-la a ir com ele para o altar.


Capítulo Um

Houve um distinto burburinho enquanto Sergio Di Vittorio atravessava o cassino, um clima de expectativa quando o aristocrata idoso entrou, à frente de dois homens altos e de terno. O mais robusto deles ficou na entrada, enquanto o outro seguiu seu patrão.
De onde Raoul estava, recostado num pilar de mármore, com seus sensuais lábios se curvando num cínico sorriso, não totalmente desprovido de afeto, ele observava a imponente chegada de seu avô.
Ele se virou, sorrindo ironicamente ao flagrar seu corpo se endireitando automaticamente com a aproximação de seu avô. Velhos hábitos.
O ditatorial líder de todos os negócios e guardião do sobrenome da família tinha pontos de vista bem severos. Um deles dizia respeito ao jogo. O que não era de se admirar, levando-se em consideração que seu único filho, o pai de Raoul e Jamie, suicidara-se quando a realidade de suas dívidas no jogo veio a público.
Sergio poderia ter abafado o escândalo, acobertado as dívidas do filho, pois a quantia não significava nada para ele. Contudo, ele dissera para que seu filho fosse homem e se defendesse sozinho.
Ele estaria arrependido?
Raoul duvidava. A juvenil raiva dele fora reservada para o pai que escolhera o caminho fácil e os abandonara. Para uma criança, fora difícil entender aquele nível de desespero autodestrutivo. Nem mesmo os anos de compreensão adulta haviam levado embora a amargura, mas Jamie sempre estivera presente, o irmão mais velho que lutara por ele até que Raoul se tornasse grande e forte o suficiente para se defender sozinho.
Raoul quase conseguiu sentir os dedos quentes de seu irmão se fechando em torno dos dele quando o avô deles lhes dera a notícia. O momento estava gravado em sua memória: a solitária lágrima escorrendo no que parecera ser uma câmera lenta pelo rosto de seu irmão mais velho; a grave voz de seu avô explicando que eles iriam morar com ele.
Ele contivera o choro pela louca necessidade de agradar ao seu avô. Guardara as lágrimas para a privacidade de seu travesseiro.
Ao longo dos anos, o travesseiro fora substituído pelo conhaque. Ou talvez ele simplesmente tivesse perdido a capacidade de chorar. Talvez tivesse perdido a capacidade de sentir as coisas como as pessoas normais.
Lágrimas não trariam seu irmão de volta. Jamie se fora.
Ele baixou o olhar, seu peito se inflando, enquanto seus cílios ocultavam a tristeza.
— Sentimos sua falta no velório. — Sergio indicou a mesa da roleta com a cabeça. — Resolveu seguir os passos do seu pai?
Raoul ergueu a cabeça imediatamente.
— Imagino que essa opção sempre vá existir. E o senhor sabe o que dizem... o vício é hereditário.
— Pensei nessa possibilidade.
— Claro.
— Não, vocês dois escaparam dessa mancha, mas você é viciado em adrenalina, assim como Ja... — O velho parou e engoliu em seco várias vezes antes de prosseguir. — Seu irmão sempre dizia que... Ele... Jam...
Não aguentando ver seu avô lutando para recuperar o controle, Raoul o interrompeu.
— Que, se eu não morresse escalando, morreria dirigindo um dos meus carros.
Por um instante, a voz do irmão dele soou tão real que Raoul quase se virou, esperando ver aquele familiar rosto sorridente. Você é viciado em adrenalina, irmãozinho, e vai acabar se matando assim...




Série Prontas para o altar
1- Bodas de Sedução
2- Proposta sombria

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Megan

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Laços de Família
Em seu coração, o que era só esperança se transforma na certeza de um grande amor!

Após doze longos anos, quando uma tragédia fez seu casamento desmoronar, Megan recebe um inesperado presente do destino: a chance de recuperar a felicidade! 

Mas ela precisa convencer Noah Carson, seu ex-marido, de que ainda podem resgatar a impetuosa paixão que eles viveram no passado...




Capítulo Um

Seu filho estava de volta. Megan caiu de joelhos e passou os braços ao redor do corpo, tentando absorver o choque e conter a onda de excitação que a fazia tremer incontrolavelmente. Ousara alimentar aquela esperança tantas vezes desde que Derek havia sido sequestrado, doze anos atrás. E todas as vezes suas esperanças haviam sido destroçadas.
Ela fechou os olhos por um instante, atordoada. Derek estava vivo. As palavras inacreditáveis ressoavam em sua mente como um mantra enquanto mantinha os olhos fixos num ponto qualquer do tapete já gasto, o mesmo que enfeitava a sala há sete anos, quando se mudara para o pequeno apartamento numa rua sossegada de Omaha, no Estado de Nebraska.
— Meu bebê — A voz, estrangulada de emoção, não passava de um sussurro inaudível. — Meu bebê está vivo? — Megan aguardou pelo pranto, mas seus olhos permaneceram secos. Não lhe tinha sobrado nem uma lágrima sequer depois do desespero eterno em que vivera.
— Querida? Você está bem? Responda-me, por favor.
A voz de Helene parecia vir de muito longe. Somente então Megan se deu conta de que havia deixado cair o fone. Com mãos trêmulas, tornou a pegá-lo.
— Estou aqui, mamãe. Estou bem. Eu... é difícil...
— Eu sei. Ele... ele simplesmente apareceu na soleira de nossa porta. Foi... foi um choque tremendo — Helene murmurou.
— Como? — Perguntas curtas. Pelos menos era capaz de as formular enquanto lutava para trazer os batimentos cardíacos de volta ao normal.
— Seu filho ainda não nos contou muita coisa. Está exausto e faminto. Parece que atravessou metade do país de carona, do norte de Michigan até aqui. Também tenho a impressão de que não quer falar sobre o assunto. Seu pai acha melhor não o pressionarmos, não agora. Ele... ele disse que se lembrava de nosso endereço... que se lembrava de quando o ensinei... — Helene fez uma pausa, se esforçando para controlar a emoção antes de continuar. — Era o que aconteceu naquela tarde. Você se recorda, não? Logo antes de sairmos para o shopping center. Derek fazia desenhos na areia com um graveto. Tinha apenas quatro anos e era tão esperto, tão inteligente... Eu... eu estava lhe ensinando nosso endereço. Caso algum dia se perdesse... Oh, Deus...
Meu nome é Derek Noah Carson. Moro em Paraíso do Mar, Estrada de Gulfview, Hurricane Beach, Flórida.
Megan levaria para a sepultura a angústia causada pela lembrança da vozinha infantil. Em sua mente, revivera cada momento dos últimos dias passados com Derek vezes e vezes sem conta. Noah estivera ausente, numa de suas missões das forças especiais, em local desconhecido. Assim, aproveitara para visitar os pais em Hurricane Beach. Há muito aprendera a não perguntar ao marido para onde iria. Ele não tinha permissão para lhe dizer. Sempre odiara a profissão de Noah, mas o amava profundamente e quisera estar bonita para esperá-lo.
Por isso resolvera ir ao shopping center de Tallahassee, comprar um vestido novo. Helene e Derek a acompanharam.
— Vá ficar com a vovó — ela dissera ao filho, quando o menino começara a se mostrar inquieto, reclamando de fome e cansaço. Helene estava logo adiante, dentro da loja espaçosa. Quem teria imaginado que o perderiam para sempre, se Derek não saíra de perto de ambas? A dor e a culpa, sentimentos que lhe eram tão familiares, voltaram a atormentá-la. Deveria ter sido mais cuidadosa.
Dera as costas ao filho por um segundo e, num piscar de olhos, ele desaparecera. Não fora encontrado com Helene. Nem no departamento de brinquedos, ou na lanchonete. Simplesmente sumira. Até hoje.
— Derek. — Megan não percebeu que falara o nome do filho em voz alta até que a mãe retrucou.
— Ele não quer ser chamado de Derek. Diz que devemos tratá-lo por Erik agora. E...



Série Laços de Família
1- Amy 
2- Lisa 
3- Megan 

Lisa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Laços de Família
Esquecida durante muito tempo, as chamas de uma antiga paixão renascem das cinzas do passado!

Depois de quinze anos, Lisa está de volta à Flórida. 

Mais madura, mais segura de si, mais linda. Longe da família, ela conseguira esquecer as marcas que o passado deixara. Mas, de repente, sua serenidade é abalada: ao reencontrar Matt Connell, Lisa se dá conta de que ainda se sente irremediavelmente atraída pelo antigo namorado, o homem de seus pesadelos... e de seus sonhos!


Capítulo Um

Era ele... os mesmos olhos azuis, os cabelos pretos jogados para trás em ligeiro desalinho, como se a brisa do golfo os tivesse soprado de sua fronte. Embora não o visse havia quinze anos, quando a deixara, aquele era Matt Connell, sem sombra de dúvida.
Lisa escondeu-se detrás de um mostruário de revistas na Drogaria Thompson. Sentiu um estranho aperto no peito e teve que respirar fundo para se recobrar.
Sua reação era absurda, disse a si mesma, censurando-se. Não era mais uma adolescente insegura de dezesseis anos. Tinha trinta e um anos agora. Era uma mulher com sua própria vida, sua carreira... seu namorado. 
Tentou evocar uma imagem de Patrick para aplacar o súbito nervosismo, do bonito e bem-humorado Patrick, esperando por sua volta na pousada. Mas, de algum modo, a imagem desvaneceu-se. E tudo o que Lisa pôde lembrar foi de um verão intenso, todos aqueles anos antes, quando fitara pela primeira vez os profundos olhos azuis de Matt e soubera que faria qualquer coisa para continuar olhando para ele.
Agora, com esforço, Lisa apanhou uma revista ao acaso do mostruário.
Folheou-a automaticamente, fingindo estar absorta. Estava se escondendo na farmácia de sua cidade natal... e, nesse meio tempo, o primeiro amor de sua vida, Matt Connell, estava no corredor ao lado. 
De repente, sentiu-se tentada a uma retirada discreta. Ou podia continuar detrás das revistas até que tivesse absoluta certeza de que Matt saíra. Em outras palavras, podia continuar se escondendo.
Virou-se, olhando pela vidraça. A vista era algo que sempre persistira em seus sonhos: á calçada estendendo-se pela orla da praia, as areias brancas cintilando sob o sol, o azul-esverdeado das águas do golfo, a cúpula em estilo antigo do clube da marina erguendo-se no horizonte. E o cais para além... que não se avistava dali, mas Lisa conhecia bem. Fora onde Matt a beijara pela primeira vez, numa mágica noite de verão.
Ela apanhou outra revista e seguiu pelo corredor. Iria comprar o que fora buscar. Resolveria seus assuntos como uma pessoa adulta e racional e esqueceria Matt Connell. Afinal, conseguira esquecê-lo uma vez antes. Recusou-se a olhar ao redor enquanto prosseguia, eliminando a possibilidade de que pudesse vê-lo de relance outra vez. 
Encontrou um determinado tipo de medicamento e verificou as opções disponíveis. Em geral, não era indecisa, mas até aquela simples escolha pareceu-lhe complexa no momento. Leu um rótulo e, depois, o outro, porém nenhuma palavra pareceu fazer sentido. Podia sentir a presença de Matt no pequeno estabelecimento, mesmo que não o estivesse vendo. Era quase como se o ar úmido de verão tivesse ficado carregado com uma espécie de alerta para ela.
— Bobagem — murmurou. Apanhou uma caixa de remédios depressa, mal notando a marca na embalagem, e entrou por outro corredor. E lá estava ele, parado de lado, logo à sua frente... Matt Connell, seu perfil aparentando um ar circunspecto, destoante do jeito despreocupado que ela conhecera tão bem. Despreocupado... aquela fora uma das descrições perfeitas para ele na época. Lisa fora quem se importara demais, quem se envolvera além do que teria sido sensato.
Bem, certamente Matt não era mais um rapaz de dezoito anos. Era um homem de trinta e três agora. E a passagem do tempo lhe fora bastante favorável. Seus traços pareciam mais másculos e marcantes. Sim, tinha uma expressão fechada... como se não estivesse mais acostumado a sorrir com frequência. 
Os cabelos pretos continuavam fartos e lustrosos, mas a maneira como os penteava para trás era diferente, dando-lhe ao rosto uma nova seriedade. Havia uma certa rigidez em sua postura, como se estivesse absorto nos próprios pensamentos. Era evidente que ainda não a notara, o que daria a ela mais uma oportunidade de escapar.
Chegou a dar um passo atrás. Foi, então, que Matt se virou e a viu. Franziu as sobrancelhas espessas enquanto a estudava, parecendo um tanto intrigado. E, com uma estranha ponta de irritação, Lisa percebeu que não a reconhecia. Matt Connell, a pessoa que uma vez tivera o poder de fazer seu mundo desmoronar, nem sequer sabia quem ela era.
Ainda havia chance de sair. Poderia fingir que não o conhecia. Mas algum orgulho inconsequente a impediu. Na verdade, aproximou-se ainda mais pelo corredor.
— Olá, Matt


Série Laços de Família
1- Amy 
2- Lisa 
3- Megan 

Amy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Laços de Família

Uma grande festa, o emocionante reencontro entre três irmãs...e muitas surpresas à vista!

Amy Hardaway finalmente conseguiu convencer suas irmãs Lisa e Megan a voltarem à Flórida para a comemoração das bodas de ouro dos pais. 
Unidas e solidárias no passado, as três irmãs agora vivem em cidades diferentes, mantendo um relacionamento apenas superficial. 
Romântica, Amy está disposta a tudo para recuperar a profunda amizade que um dia as uniu e que se perdeu com o tempo. Só existe um problema: Jon Costas, o ex-marido de Lisa, também está na cidade. E Amy não sabe se vai conseguir esconder da família a indestrutível paixão que sente por ele!

Capítulo Um

A Queda dos poderosos era pura realidade
No dia anterior, Jon Costas estivera envolvido até o pescoço com os tubarões de Wall Street. Na manhã daquele dia, estava mergulhado até os cotovelos na farinha. E a escolha fora sua. Bem, mais ou menos.
— Não tenho certeza se sou bom para...
O protesto pareceu perder a importância no instante em que thea Aurélia lhe lançou o olhar. Jon sempre se sentira intimidado sob o olhar da tia desde quando, aos seis anos, fora apanhado tirando biscoitos koulourakia de um jarro de vidro exposto sobre o balcão. E desde que na companhia do primo Jimmy, havia substituído toda a canela da padaria por uma areia escura. Fora seu tio Nikos quem os tinha pego em flagrante, porém, fora Aurélia e sua mãe, Leda, quem lhes lançara o olhar.
Matriarcas gregas eram mestras do olhar e costumavam usá-lo de maneira bastante efetiva para manter seus homens na linha, enquanto perpetuavam o mito de que eram os machos quem estavam no comando. Pelo menos era essa a teoria de Jon.
— Ok, ok — ele concordou. — Já está na hora de eu aprender.
O olhar suavizou e thea Aurélia sorriu.
— Esse sim, é meu menino.
Imaginando o que seus colegas investidores de Wall Street pensariam se pudessem vê-lo agora, Jon meteu as mãos no vasilhame enorme, onde os ingredientes para a receita de pão haviam sido colocados, e pôs-se a amassá-los. Thea Aurélia sorriu satisfeita. Theo Nikos sorriu também, tendo o cuidado de não desviar a atenção dos temperos que estava preparando para serem usados durante todo o dia.
— Trabalhar a massa feito você é algo que aquele seu irmão inútil nunca conseguiu aprender — Aurélia o incentivou, mantendo-se firme na fiscalização da temperatura do forno enquanto retirava algumas assadeiras da máquina de lavar louças. — Mostre-lhe o que é amassar de verdade.
Aquilo não era muito difícil. De fato, fora Nick quem, com suas atitudes irresponsáveis, acabara trazendo-o de volta à Flórida, ainda que temporariamente. Interessante mesmo seria "amassar" o irmão e lhe ensinar uma ou duas coisinhas...
Não que estivesse se sentindo muito feliz em Nova York. A vida como sócio minoritário de uma pequena, embora respeitada, corretora era estressante e Wall Street uma selva. Tivera momentos em que pensara em mandar tudo pelos ares e dar as costas àquele centro financeiro sem olhar para trás. Especialmente em momentos como o dia em que Malika rompera o noivado, acusando-o de não se interessar por nada, além das altas e baixas da bolsa de Nova York. Talvez a rejeição não o tivesse incomodado tanto se não houvesse acontecido dois anos depois de Katrina ter lhe devolvido o mesmo anel, acompanhado de palavras quase exatamente idênticas.
Às vezes se perguntava se as duas mulheres não tinham se conhecido em algum lugar.
Talvez, mas apenas se também houvessem se encontrado com Lisa no meio do caminho. Afinal, as reclamações de Lisa eram bastante similares quando se decidiram pelo divórcio, uma eternidade atrás.
Quem sabe se, aos trinta e cinco anos, já não era hora de abandonar Wall Street. Fora o que dissera a Bailey Bookman, o outro sócio minoritário e seu companheiro mais frequente nas andanças pelas noites solitárias de Nova York.
Bailey, que havia engordado sete quilos desde que se tornara sócio da corretora e vivia às voltas com medicamentos para pressão alta, o brindara com um olhar cético.
— O que o incomoda é o rompimento do noivado, não é?
— Não. Bem...


Série Laços de Família
1- Amy 
2- Lisa 
3- Megan 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Um Brinde à Fortuna

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Como agarrar um Milionário
Amor ou dinheiro? 

Por que não os dois? Afinal, milionários também precisam de amor! 
Essa ideia era defendida por Tônia Benson, em seu best-seller Como Agarrar um Milionário, e estava tendo a maior repercussão! 
Os conselhos que ela dava no livro eram resultado de sua própria experiência de vida. 
Casada duas vezes, enviuvara uma e estava prestes a se casar com seu terceiro milionário. Isto é, se conseguisse chegar inteira, depois daquela série estafante de viagens promocionais! 
Como se não bastasse, também teria de provar que os conselhos do livro eram mesmo eficazes, ao serem capazes de fazer três voluntários de um concurso de tevê encontrarem seus amores milionários. Porém, qual não foi seu espanto ao descobrir que um deles era seu ex-marido!

Capítulo Um

— Ok, pessoal! — disse Tônia Benson aos alunos que as­sistiam à sua palestra sobre flerte. — Essa é para as mulheres, em específico. Imagine que um es­tranho a olha de alto a baixo e aponta pelo menos um pé em sua direção. Isso é apenas uma coin­cidência ou o fato de ele estar apontando os sa­patos em sua direção significa algo?
Essa pergunta sempre causava risos na plateia, mas Tônia continuou com uma expressão impas­sível. Apontar o sapato na direção de outra pessoa às vezes significava uma maneira inconsciente de demonstrar interesse. E isso não apenas por parte dos homens, mas também das mulheres.
Uma das alunas levantou a mão.
— Significa que ele quer se aproximar, mas que pode acabar pisando no seu pé?
Seguiu-se outra onda de risos.
— Ou então que ele quer bancar o Fred Astaire e dançar um tango com você — brincou outra das alunas.
Tônia não conseguiu se manter séria depois de ouvir aquilo. A turma composta por trinta alunos era mesmo muito bem-humorada. Não se tratava de uma aula exatamente, mas de uma palestra con­tendo dicas sobre como conquistar o sexo oposto.
Estavam a bordo de um transatlântico que aca­bara de zarpar em direção à Riviera Mexicana. Não apenas o cruzeiro, mas também a palestra de Tônia, faziam parte da exaustiva campanha promocional do livro Como Agarrar um Milionário.
A palestra começara cerca de quinze minutos antes, mas um retardatário chegara havia cerca de dois minutos e sentara-se em uma cadeira no fundo da classe.
Enquanto os alunos se preocupavam em respon­der às suas questões, Tônia decidiu utilizar um dos métodos de linguagem corporal. Tendo o cuidado de observar para onde estava apontando o pé direito, arriscou um olhar para o aluno retardatário que, por sinal, era o único homem da turma.
Ele conseguira ajeitar o corpo atlético na cadeira inapropriada para um homem com um metro e oitenta de altura, e a impressão que transmitia era de que estava até bastante à vontade. Todavia, não era a postura dele que preocupava Tônia no momento, nem o fato de ele estar vestido apenas com uma sunga e uma camiseta regata. O que mais a incomodou foi o detalhe de o pé dele estar apontando diretamente em sua direção.
— Não pode significar que ele quer se casar e ter filhos com você? — perguntou o retardatário, com uma inconfundível voz aveludada.
Tônia sentiu o rosto esquentar, e não apenas pelo fato de ele haver acertado a resposta. Aquele também era seu ex-marido e o que ele dissera tinha um tom muito particular.
O choque de encontrar Christopher McGrath na plateia do programa onde estava divulgando seu livro acabara se transformando em uma espécie de pesadelo do qual ela não conseguia mais acordar.
Não via Christopher havia quinze anos e deparar-se com ele no programa de entrevistas de Babs Randazzo parecera uma brincadeira de mau gosto do destino. Como se não bastasse, ele fora um dos voluntários escolhidos para pôr em prática as dicas do livro.
As regras do concurso eram simples. Tônia se dispusera a servir como consultora para cada um dos candidatos. Qualquer um deles que conseguis­se conquistar um milionário, ou no caso de um homem, uma milionária, utilizando as dicas de seu livro receberia um prêmio especial da emis­sora de tevê e da editora.
E ali estava Christopher assistindo à sua pa­lestra e provavelmente esperando uma consultoria pessoal. Por isso, estava fadada a passar sete dias ao lado dele, naquele cruzeiro de Los Angeles até o cabo São Lucas.
Pelo menos tivera a sorte de a equipe de câmeras do programa de Babs Randazzo, que tam­bém se encontrava no transatlântico, não estar filmando sua palestra no momento.
Entretanto, iriam filmar o coquetel oferecido pelo capitão à noite, e isso já era muito preocu­pante. Esperava que Cláudia Barnes, sua empre­sária, conseguisse pelo menos comparecer ao evento, para salvá-la de alguma situação mais emba­raçosa. Cláudia começara a passar mal pouco de­pois de haverem embarcado e não conseguira mais se levantar da cama. — O que ele disse?


Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Milionário Irresistível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Como agarrar um Milionário
Millie e as irmãs haviam dado muitas risadas, quando ela ganhara aquele livro com um título tão ousado.

Fizeram até piadinhas sobre a necessidade de terminarem a faculdade e de não terem dinheiro para isso. 

Porém, Millie acabou gostando da ideia e traçou um plano: iria convencer o irresistível milionário Rino Corrigan a se casar com ela!
Mas jamais imaginara que aquele modelo de perfeição masculina tinha seus próprios planos em mente, e que pretendia se tornar uma perigosa tentação para ela.
Seria Millie capaz de conciliar tantos interesses sem se entregar à chama da paixão?

Capítulo Um

Millie Brown empurrou a fita para dentro do videocassete e se afastou um pouco, esperando que a imagem aparecesse. Atrás dela, suas irmãs falavam alto, discutindo por pequenas futilidades, como sempre.
— Você estourou as pipocas na manteiga! — acusou Pru, com seu habitual tom dramático.
Em setembro, Prudência estaria se tornando uma atriz iniciante, quando concluísse o curso básico de teatro, e precisaria começar a estagiar e a se espe­cializar. Isso se o plano de Millie funcionasse.
— Sim, estourei-as na manteiga — admitiu Es­perança. — Sei que a gordura vai direto para seus quadris, mas Gló e eu não temos o mesmo pro­blema, e não vejo por que deveríamos nos abster desse pequeno prazer por sua causa. E pare de exagerar! Não há produtores nem diretores assis­tindo à sua encenação.
Esperança tinha mais um ano e pouco pela frente, antes de conseguir o bacharelado em literatura e poder começar sua carreira como romancista. Aos dezenove anos, sonhava em ser uma autora pre­miada antes de seu trigésimo quinto aniversário.
— Prefiro ter gordura nos quadris a ter gordura no cérebro! — atacou Pru.
— Mas você não tem opção, por isso sua pre­ferência não fez diferença. Seu cérebro já foi do­minado — rebateu Esperança.
— E vocês duas, parem de me chamar de Gló! — falou Glória, dominada pelo clima de discussão que se havia formado. — Já pedi um milhão de vezes para não me chamarem mais dessa forma. Não sou mais uma garotinha. Meu nome é Glória! Glória!
Ela estava no primeiro ano de um curso de três, na Escola de Criação e Artes Plásticas de Los Angeles, e tinha um temperamento bastante apro­priado para uma futura artista excêntrica.
Millie apertou o botão de pausa no videocassete e se virou para as irmãs, que formavam um im­pressionante trio de lindíssimas ruivas, sentadas no sofá.
A beleza chamativa, quase rude, das três garo­tas era um constante lembrete de que ela era ape­nas uma meia-irmã. Seus cabelos castanho-claros e sua delicadeza mostravam uma diferença tão grande de aparência que quase ocultavam as ín­fimas semelhanças com as três em seus traços admiráveis. Todas, porém, eram lindas.
Mas a consciência de tais detalhes jamais obs­truíra o amor intenso que sentia por cada uma delas, mesmo quando estavam sendo infantis.
As garotas haviam passado os últimos meses em suas respectivas escolas, desde o Natal, e es­tavam reunidas no apartamento de Millie, para passar as primeiras semanas das férias de verão. Seriam dias de atritos e ajustes.
Vinha lidando com os egos artísticos das três des­de a morte da mãe, quando ela tinha catorze anos e ficara com a tarefa de criar as irmãs menores.
A implementação de seu plano ocorreria no dia seguinte, o que a estava deixando tensa e aflita. Se não funcionasse, as carreiras das garotas es­tariam acabadas. Mas Millie não queria nem pen­sar nisso. Prometera ao pai delas que cuidaria para que as três se formassem no curso superior.
— Prestaram atenção no que estão fazendo, ga­rotas? — perguntou Millie, encarando-as. — O pai de vocês as batizou como Esperança, Prudên­cia e Glória, mas ouçam só como estão gritando!
— E muito desagradável ter um nome tão bí­blico — declarou Glória, pegando a gigantesca ti­gela de pipoca do colo de Prudência. — Todos es­peram que você aja de acordo com seu nome. Por que não recebemos nome de flores? Seria bem mais fácil ser apenas linda e perfumada...
Pru revirou os olhos e pegou a tigela de volta, dizendo:
— Porque nosso pai era um pastor, e não um botânico! 


Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Feitiço do Luar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Como agarrar um Milionário
Como agarrar um milionário

Emilie Storrs se surpreendeu ao ler o título do livro que a irmã lhe dera. 
Seriam os conselhos indicados pela autora suficientes para fazê-la conquistar um milionário sexy e irresistível? 
Decidiu que o melhor lugar para descobrir isso seria o Caribe, com suas paisagens paradisíacas, freqüentadas por milionários excêntricos. 
Porém, logo se descobriu perigosamente atraída pelo charmoso Tyler Weston, dono de estonteantes olhos azuis.
Só que ele era apenas um barman, e não poderia oferecer a riqueza que Emilie procurava...

Capítulo Um

“Tudo bem", pensou Emilie. "Tentarei realizar essa loucura e encontrar um pretendente milionário. Mas duvido que exista algum homem rico tão sexy quanto esse barman."
Tentou não olhar para ele, mas simplesmente não conseguiu se conter. A luxuosa estação de férias, com prédios brancos, pátios internos e trilhas arborizadas, gramados verde-esmeralda e praias de areia clara pareceu sumir de repente. Para Emilie, restava apenas a imagem daquele irresistível desconhecido.
Ele era alto, forte e tinha um físico invejável. 
Sua pele era perfeitamente bronzeada, por certo como conseqüência das horas que passava sob o sol tropical. 
Os cabelos castanho-claros iam além da linha do colarinho e tinham algumas mechas aloiradas. Seus olhos eram tão azuis quanto o mar do Caribe, e o amplo sorriso o deixava com uma aparência ainda mais estonteante. 
A camisa pólo e a bermuda caqui enalteciam os músculos rijos que os preenchiam, demonstrando a força que ele poderia utilizar se fosse preciso.
Não havia homens como aquele em Chicago, pensou Emilie. Nunca encontrara algum entre seus antigos clientes, nem na vizinhança do minúsculo apartamento onde morava, antes que a mudança na política e os cortes nos gastos da empresa a deixassem sem emprego, quatro meses antes. Os homens que ela conhecia em Windy City costumavam ser pálidos e viviam sempre estressados.
No entanto, encontrava-se muito longe de Windy City no momento. A estância Golden Key, situada em uma paradisíaca ilha do Caribe, três quilômetros a oeste de St. Thomas, era o local onde, supostamente, ela encontraria seu amor milionário.
Lera Como Agarrar um Milionário e recebera instruções da própria autora, Tônia Benson. Um dos capítulos dizia que para conhecer milionários era preciso ir aos lugares que eles costumavam freqüentar. Golden Key era o local perfeito, mas a única maneira que Emilie encontrara de entrar na estância fora se inscrevendo para trabalhar como garçonete.
Entretanto, como conseguiria prestar atenção a algum dos hóspedes milionários com aquele verdadeiro deus grego à sua frente? Com aquela aparência, que importância tinha que ele fosse um barman e que tivesse uma conta bancária reduzida?
Na verdade, a idéia do casamento com um milionário fora de sua irmã, Corinne. Ela conquistara um milionário e casara-se com ele, anos antes. Corinne o conhecera na faculdade e, por sorte, ambos haviam se apaixonado à primeira vista. Jonathan era descendente de uma das famílias mais ricas de Chicago, mas esse não fora o fator decisivo para Corinne aceitar se casar com ele. Os dois se amavam de verdade.
Contudo, assim que os dois passaram a morar na luxuosa casa em Lake Shore Drive, e que Corinne passara a desfrutar do benefício de nunca mais ter de viver com um orçamento apertado, ela aconselhara a irmã mais nova a procurar um pretendente rico.
Tentara até apresentá-la para alguns amigos ricos e solteiros do marido, mas Emilie os considerara pessoas muito vazias e superficiais.
— Você tem um coração muito nobre e sei que está fazendo diferença na vida das pessoas — Corinne lhe dissera. — Mas também pode fazer essa diferença com dinheiro, querida. Veja, por exemplo, quanto arrecadei naquele último bazar para ajudar desabrigados. O baile de caridade para ajudar crianças com câncer também foi bem-sucedido. Assim como outras atividades para arrecadar fundos para a Cruz Vermelha.
Era verdade. Corinne arrecadava muito dinheiro para pessoas necessitadas e sentia-se realizada fazendo isso. Ela própria, no entanto, passara os últimos quatro anos trabalhando como uma mal remunerada assistente social do Departamento de Serviços Sociais. Até ser despedida.

Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Amor Profundo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secretos

Há segredos que nem o dinheiro pode revelar...

Um segredo precioso. Uma mulher obstinada.
Após descobrir que tem um herdeiro, o sheik Zafir el-Khalil está disposto a tudo para proteger a criança… até mesmo se casar com a mulher que o traiu.
Porém, Darcy Carrick não é mais a menina inocente que ele conhecera, e se recusa a se submeter às ordens de Zafir.
No passado, o coração dela se derreteria ao ouvi-lo pedindo que ela se torne sua esposa. 
Agora, ele precisará de muito mais do que apenas palavras doces e toques sedutores para convencer Darcy a ser sua rainha!

Capítulo Um

A queda de cima do alto muro aconteceu em um instante, ainda que, de forma estranha, o tempo tenha parecido desacelerar enquanto Darcy observava a si mesma caindo. Algo muito parecido com uma misteriosa experiência fora do corpo. As imagens alcançavam a mente dela em lampejos — havia algo acontecendo, mas não parecia real — exatamente como em um sonho.
O problema é que Darcy tinha perdido a concentração, já que sua mente estava tomada pela enervante missão que tinha diante de si: acalentava a esperança de se encontrar com o carismático dono daquela impressionante mansão, para contar que o apaixonado caso entre eles gerara um bebê.
A dor imensa que atravessou seu tornozelo quando atingiu o chão lhe deu algo ainda mais pertinente com que se preocupar. Resmungando como uma dama realmente não deveria fazer, esfregou a área machucada, estremecendo quando a dor se intensificou de forma excruciante.
Como, em nome de Deus, conseguiria ficar em pé? Seu tornozelo estava ficando roxo e inchado, rápido demais para seu gosto. Qualquer chance de ter aquela conversa mostrando-se tranquila e imperturbável desaparecera, então...
Enquanto se dava conta disso, um homem grande e usando um terno preto e justo começou a correr na direção dela vindo do outro lado dos esplêndidos jardins. Darcy logo deduziu que era um segurança. Lembrou-se de sua intenção de permanecer o mais calma possível, não importando o que acontecesse. Respirou profundamente para tentar controlar as ondas de dor que a varriam, uma após a outra.
Quando o homem a alcançou, a respiração dele se condensava no ar frio de outubro, e Darcy notou que sua pele cor de oliva estava coberta por um brilho tênue de suor.
Apesar da situação em que se encontrava, Darcy ainda brincou:
— Poderia ter se poupado da correria. Eu obviamente não vou a lugar algum. Acho que torci o tornozelo.
— Você é uma jovem muito tola para se arriscar a fazer uma coisa tão idiota. Posso dizer-lhe agora que o sheik não vai ficar nada feliz com isto.
Sua compreensão de que ele estava se referindo ao homem que Darcy esperava desesperadamente ver a fez sentir-se como se tivesse batido contra um muro em vez de simplesmente cair dele.
— O sheik é o dono desta propriedade e você a invadiu. Devo avisá-la de que ele não vai encarar essa invasão como alguma coisa sem importância.
— Não... Eu acho que não.
Qualquer que fosse a forma como seu ex-amante reagisse ao vê-la, certamente não poderia fazê-la sentir-se pior do que já se sentia. Sim, poderia. Darcy já estava no limite antes do acidente, imagine agora, com a possibilidade iminente de ser confrontada por ele e acusada de invasão de domicílio.
— Olha, o que aconteceu, aconteceu, e por mais que eu precise explicar ao sheik meus motivos para estar aqui, primeiro vou precisar de sua ajuda para me levantar.
— Isso não me parece boa ideia. Você precisa ser examinada por um médico. Tentar ficar em pé pode agravar a lesão.



Série Herdeiros Secretos
1- Coração Intocado
2- União Avassaladora 
4- Amor único - a revisar
5- Amor profundo - idem

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Senhor do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Ricos e Reclusos
Julianne se sentia uma prisioneira no remoto castelo de Zach Keller. 

Ele deveria ser seu protetor, mas Julianne ficava totalmente exposta sob seu olhar. E, para piorar, Zach insiste que a única forma de mantê-la em segurança, é se ela se tornar sua esposa. Agora, Julianne precisa encontrar uma maneira de fugir. Afinal, está a um passo de dizer sim para tudo o que ele deseja…




Capítulo Um

— Isso não fazia parte do plano — reclamou Julianne Johnson, as palavras engolidas pelo ronco da lancha a caminho de Promontory, uma das ilhas de San Juan, na costa de Washington. De acordo com informações obtidas na internet, o arquipélago, dotado de vilas de pescadores, povoados, habitado por artistas e pistas para bicicleta, era um paraíso para turistas. Mas não Promontory — ou Prom, como o piloto da lancha chamava o lugar –, onde só se chegava de barco particular ou helicóptero, no qual era proibido o acesso a embarcações de passeio turístico.
Ao aproximar-se, observou a ilha. Como podia ser tão isolada e ter turistas? Embora tivesse sido despachada para o local visando mantê-la isolada durante o julgamento do irmão, ganharia a vida trabalhando para Zach Keller, proprietário do Spirit Inn. Se havia um hotel, devia haver hóspedes, certo?
Talvez a ilha não fosse tão isolada quanto imaginava.
— Onde fica a cidade? — perguntou ao condutor do barco, o sr. Moody, um homem na faixa dos 60 anos, cabelo grisalho e porte atlético.
Ao acompanhar seu gesto, ela só avistou árvores, penhascos e um enorme rochedo projetado sobre o Oceano Pacífico.
Purgatório parecia uma descrição mais apropriada para a jovem de 23 anos da Califórnia do Sul, terra do sol e de shoppings, obrigada a viver aprisionada, cercada de água por todos os lados e sem um shopping decente.
Não tinha escapatória.
A lancha desacelerou de repente e se esgueirou entre outras, prova de que outros seres humanos moravam na ilha.
O sr. Moody atracou e lhe ofereceu a mão para subir ao cais flutuante, que balançava e se inclinava à medida que se aproximava da terra. Havia um jipe estacionado e só; nenhum outro sinal de vida.
— Onde fica a cidade? — repetiu Julianne.
— Yonder — disse, espichando o pescoço com uma das malas da jovem em cada mão.
— O que é isso?
— Tem uma loja e um posto de gasolina.
— Só isso?
— Não precisamos de mais nada.
Passaram por uma estradinha estreita e pavimentada. Em poucos minutos, uma estrutura apareceu a distância. Observou com crescente assombro os detalhes da construção.
— É um castelo — murmurou, deslumbrada.
— Todas as pedras foram trazidas da Escócia.
— Pelo sr. Keller? — Ela imaginou o novo chefe de saia xadrez, o cabelo ruivo despenteado pela brisa do oceano.
— Não. Por Angus McMahon há muito tempo.
O sr. Moody estacionou ao lado da construção. Saltaram do jipe e se aproximaram de um arco de pedra abrigando uma sólida porta de madeira. A temperatura fria de final de novembro os acompanhou ao entrarem no castelo. Os passos ecoaram pelas paredes e pisos de pedra cinzentas enquanto Julianne o seguia da área de serviço até um espaço com uma enorme lareira antiga, embora abrigasse uma cozinha moderna com equipamentos de aço e bancadas de granito.
Uma mulher ruiva, alta e robusta lavava alface na pia. Não abriu um sorriso.
— Minha mulher, Iris — apresentou o sr. Moody.
— Bem-vinda, srta. Johnson.


Série Ricos e Reclusos
2- Senhor do Desejo 

Amante da Meia-Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Ricos e Reclusos
Selene Winston sabe que foi contratada para remodelar a mansão de Adrien Morrell, não para ter um caso com ele.

Ainda assim, seu recluso chefe assombrava seus sonhos mais escaldantes; fantasias enlouquecedoras povoavam sua mente. 
E não demora para que Selene sucumba a essa atração. Porém, se ela deseja algo mais do que apenas um amante, precisa domá-lo também além das quatro paredes.


Capítulo Um

Maison de Minuit. A Casa da Meia-noite.
O nome em si parecia sinistro, mas a sombria fazenda da Louisiana simbolizava os primeiros passos sérios de Selene Albright Winston em direção à liberdade.
Reunindo coragem, Selene saiu do carro, a apreensão acompanhando cada passo seu, enquanto ela andava para a longa varanda. Nem mesmo o sussurro de um vento movia as folhas e apenas o canto ocasional de uma cigarra perturbava o silêncio. Grandes carvalhos antigos se estendiam pelo gramado como sentinelas sinistras espantando intrusos. A grama alta estava repleta de ervas daninhas e não havia flores adornando os canteiros alinhados com a cerca-viva.
Ela parou a alguns metros da varanda para analisar a casa, que parecia ter sido abandonada também. Em muitos aspectos, tinha sido, pelo menos aparentemente. A fachada amarela-clara da mansão grega mostrava sinais de envelhecimento, assim como as persianas e as seis colunas enormes sustentando a estrutura... Todas estranhamente pintadas de preto. Ela esperava que o interior estivesse melhor do que o exterior, do contrário, nem mesmo a pessoa mais curiosa ousaria pôr os pés neste lugar. Na verdade, virar-se e voltar para a segurança foi o instinto inicial de Selene. Não desta vez. A segurança também tinha um preço.
Quando ela começou a subir a escada de madeira que levava à entrada, esta rangeu, como se fosse quebrar. Todavia, o ataque abrupto em sua mente provou ser muito mais perturbador.
Olhos. Olhos azul-claros. Olhos intensos.
Selene afastou a imagem da mente e fechou bem os olhos até fazê-la desaparecer. Mas quando galgou o segundo degrau, a visão voltou, roubando seu fôlego e sua confiança. Recusava-se a deixar isso acontecer. Não convidaria isso para seu mundo, não quando tentara tão arduamente, por tantos anos, manter aquilo reprimido.
Ela respirou fundo e ergueu um escudo mental invisível que desenvolvera para autoproteção, aliviada ao descobrir que este não a decepcionou enquanto ela subia o resto da escada e pisava na varanda.
Após breve hesitação, bateu à porta preta, então alisou o vestido vermelho sem mangas. Embora o tecido fosse leve, ela sentia como se estivesse usando um casaco de inverno. Prendera os cabelos na altura da nuca, entretanto, isso oferecia pouco alívio do calor imperdoável de junho. É claro, o nervosismo contribuía para seu desconforto, assim como o fato de que ninguém atendia às batidas à porta.
Ela bateu mais uma vez, sentindo-se tanto aliviada quanto ansiosa quando ouviu o som de passos se aproximando. Não tinha ideia de quem podia estar do outro lado da porta. Não tinha a menor ideia se encontraria um amigo ou um inimigo... ou, talvez, até mesmo o dono dos olhos perturbadores.
A porta finalmente se abriu para surgir uma mulher de olhos escuros, na casa dos sessenta anos, com cabelos grisalhos num estilo curto e clássico. Ela apresentava uma expressão reservada, porém não parecia ser ameaçadora.
— Posso ajudá-la? — perguntou ela numa voz suave que contrastava com as feições sérias.
— Você é a sra. Lanoux? — perguntou Selene.
— Sim. E você é...?
Pelo menos, Selene estava no lugar certo, mesmo se a mulher não parecesse saber por que ela estava lá.
— Selene Winston. Eu estou aqui para a restauração.
— Eu estava esperando você amanhã.
Quando elas tinham se falado, na última sexta-feira, Selene era capaz de jurar que elas haviam combinado que ela seria entrevistada para o trabalho na segunda-feira. Talvez ela devesse voltar para a hospedaria local, onde estava residindo pelos últimos dez dias, desde a fuga espontânea da Geórgia. Talvez devesse entender esse mal-entendido como um sinal de “Não Entre”.
— Se não é um bom momento, posso voltar amanhã.
— Imagine — disse a mulher, dando um passo ao lado e gesticulando para Selene entrar. — Bem-vinda à Maison de Minuit...

Série Ricos e Reclusos
1- Amante da Meia-Noite


Mestre da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Ricos e Reclusos
Uma intensa noite de paixão abalou Tess McDonald tão profundamente que ela fugiu do hipnotizante desconhecido que a levou para a cama. 

Mas existem coisas das quais ninguém pode se esconder. 
Tess não fazia ideia da reação que o milionário Ben Adams teria quando soubesse que seria pai. Certamente não esperava que ele a convidasse para morar em sua luxuosa mansão. Ou que ambos desejariam transformar esse caso passageiro em uma união eterna.


Capítulo Um


Ao longo de seus 24 anos de vida, Tess McDonald tomara algumas decisões erradas, mas essa era a maior delas. Sempre fizera questão de não ser como a mãe, porém ali estava, cometendo os mesmos erros estúpidos. Talvez fosse o destino.
Ou apenas o acaso.
Ela ergueu os olhos para a enorme casa de mármore e granito, sombria e ameaçadora sob o céu triste. Agigantava-se a sua frente, como em um conto de fadas moderno, um castelo encantando onde nada era como parecia ser e monstros aguardavam, prontos para devorar donzelas incautas. E que conto de fadas estaria completo sem um príncipe prisioneiro e amargurado? Um solitário afligido por uma maldição terrível que só seria libertado pelo amor mais puro de uma mulher.
Entretanto, Tess deixara de ser sonhadora e se tornara prática há muito tempo. Contos de fadas não eram reais. Não havia príncipes — amaldiçoados ou não — nem castelos encantados, e o único monstro que conhecia era o padrasto que ainda morava com sua mãe em Utah.
Galgou os largos degraus de mármore até a porta de entrada, ergueu a mão com relutância — vamos lá, Tess, faça — e se forçou a apertar a campainha. O som forte penetrou as portas duplas com entalhes complicados, fazendo o coração de Tess disparar. Os segundo se passaram enquanto ela aguardava que alguém atendesse. Segundos que pareceram horas. Quando já estava quase convencida de que não havia ninguém em casa, a porta se abriu.
Esperara uma empregada ou mordomo todo uniformizado, é claro... possivelmente parecido com o Tropeço, da Família Addams. Entretanto, ali estava Ben, exatamente como ela o conhecera.
Misteriosamente sombrio.
Os cabelos negros alcançavam seu colarinho em ondas sedosas, e os olhos semicerrados, castanho-escuros e profundos, a analisavam. Tudo nele exalava prestígio e riqueza, desde o suéter preto de cashmere que parecia caríssimo, a calça preta feita sob medida, até o aroma perturbador de sua colônia.
Tess sentiu a mesma excitação que sentira quando o pegara olhando em sua direção do outro lado do bar, naquela noite. Seus olhares haviam se encontrado, e o calor que a invadira a deixara louca de expectativa.
Acontecia o mesmo nesse momento.
Ele não dissera nada naquela primeira noite. Só estendera a mão em um convite silencioso e ela a segurara. Depois, a conduzira para a pista de dança e, quando a tomara nos braços, apertando-a de encontro ao corpo, Tess derretera. Então ele inclinara a cabeça e roçara os lábios nos dela.
Existiam beijos e beijos.



Série Ricos e Reclusos
3- Mestre da Paixão 
Série concluída

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Segredo Precioso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secretos

Há segredos que nem o dinheiro pode revelar...

Um herdeiro para o inimigo!
A inocente Iolanthe Petrakis se entregou ao magnata mais implacável de Atenas.
Alekos Demetriou proporcionou a ela sua primeira e única noite de prazer. 
Porém, ao descobrir que Iolanthe era filha de seu inimigo, Alekos a rejeitou… Antes que ela pudesse contar que estava grávida.
Dez anos depois, Iolanthe precisou revelar o precioso segredo a fim de salvar o império de sua família. 
E esse poderoso grego fará de tudo para que seu filho seja um herdeiro legítimo. Mas será que Iolanthe aceitará se casar com seu maior rival?

Capítulo Um

Era uma noite mágica. Iolanthe Petrakis fitou seu reflexo no espelho de corpo inteiro em seu quarto de infância, e sorriu. Seu novo vestido de cetim branco e prateado delineava suas formas, justo até os quadris e terminando em babados nos tornozelos. Era um vestido de contos de fadas que reluzia a cada movimento seu, e digno de uma princesa. E esta noite ela se sentia uma princesa.
Cinderela pronta para seu primeiro baile. Estava determinada há aproveitar cada instante.
Uma batida suave soou à porta.
— Iolanthe? — chamou seu pai, Talos Petrakis. — Está pronta?
— Sim. — Iolanthe ajeitou o cabelo negro e brilhante, preso em um coque sofisticado feito por Amara, a governanta. Virou-se do espelho e abriu a porta.
Talos a analisou em silêncio por um momento, e Iolanthe prendeu a respiração, esperando que estivesse satisfeito com sua aparência. Após submetê-la a uma vida de reclusão em sua casa no campo, por fim ele permitira que tivesse uma noite de diversão e prazer. Iolanthe não suportaria que lhe tirassem isso.
— Estou bem? — perguntou deslizando as mãos pelo tecido brilhante do vestido quando o silêncio se prolongou demais. — Amara me ajudou a escolher...
— Está adequado — respondeu Talos inclinando a cabeça de modo sério, e Iolanthe ficou aliviada. Seu pai nunca fora um homem de demonstrações de carinho ou de elogios efusivos; já estava acostumada. — Deverá se portar com decoro o tempo todo — acrescentou ele com expressão severa.
— Claro papai. — Quando fora que ela não agira com decoro? Entretanto, jamais tivera oportunidade de agir de modo diferente. Quem sabe esta noite... Iolanthe sufocou um sorriso travesso não querendo que o pai lesse seus pensamentos. De qualquer modo, não esperava demais, apenas um pouco de aventura, de emoção... Ansiava por isso após tantos anos de solidão.
— Sua mãe sorriria se a visse agora — disse Talos bruscamente, e o coração de Iolanthe se apertou. Althea Petrakis morrera de câncer quando Iolanthe tinha apenas 4 anos, e as poucas lembranças que mantinha da mãe eram nebulosas e não passavam de um aroma de perfume e do toque macio de mãos. Caso Althea tivesse vivido, refletia Iolanthe frequentemente, será que o pai teria sido diferente, mais presente e afetuoso? Mas do jeito que as coisas eram ela só o via em meses intercalados e suas visitas eram breves, apenas inspeções para verificar se a filha se comportava direito.
— Precisa de algo mais — declarou Talos. Retirou uma caixinha de veludo do bolso do paletó do smoking. — Isso é para uma mulher adulta, pronta para encontrar um marido.
— Um marido...



Série Herdeiros Secretos
1- Coração Intocado
2- União Avassaladora 
3- Segredo Precioso 
4- Amor único - a revisar
5- Amor profundo - idem