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domingo, 1 de novembro de 2015

A Lição de um Playboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Hotel Chatsfield



Lucca Chatsfield tem um lema bem simples: sem aliança, sem compromisso. 


Idolatrado pelas mulheres, ele sabe muito bem o quanto seu poder de sedução é irresistível. Até viajar para a ilha de Preitalle e ser apresentado ao maior desafio de sua vida... Esbelta e polida, a princesa Charlotte não é afeita a dramas. A última pessoa que ela precisa interferindo em sua vida é um playboy irresponsável. 
Lottie fará de tudo para resistir à sedução de Lucca, mas falta muito pouco para arriscar sua reputação apenas por uma leve carícia.

Capítulo Um

Até mesmo pelos padrões dos Chatsfield, Lucca precisava admitir que sua última peripécia a chegar aos tabloides de Londres fora demais. Ele estava sentado na cadeira diante do novo mandachuva que seu pai contratara, Christos Giatrakos, e abriu um de seus conhecidos e preguiçosos sorrisos.
O recém-nomeado diretor executivo da rede de hotéis Chatsfield não tinha o menor senso de humor. O rosto do grego parecia feito de mármore.
— Estamos acostumados a ler suas peripécias sórdidas nos tabloides, mas essa notícia se espalhou pela internet. Você só traz vergonha ao nome de nossa rede de hotéis com esses seus relacionamentos.
Lucca não se deu o trabalho de disfarçar seu bocejo. Que tédio! Ele já ouvira tudo aquilo antes. Centenas... Talvez trilhões de vezes. E gostava de confrontos como aquele. Jamais se permitia ser intimidado.
Jamais.
— A única coisa previsível em você é a sua imprevisibilidade — continuou Giatrakos. — Como você vem se recusando consistentemente a tomar jeito na vida, esse jeito será tomado por você.
— Foi só uma festa que fugiu um pouco do controle — disse Lucca. — Foi a imprensa que passou a impressão de que foi uma orgia. Eu nem dormi com nenhuma daquelas garotas. Bem, talvez só uma, mas foi porque eu estava algemado à cama. O que mais eu podia fazer?
— Seu pai vai se recusar a lhe dar um único centavo do Fundo da Família Chatsfield a menos que você aceite a missão que lhe dei. Será uma mudança e tanto ter que trabalhar para se sustentar, em vez de ser um festeiro profissional que só vai para a cama com aspirantes a atrizes e interesseiras.
A expressão de Lucca ficou séria. Ele tinha um leilão de arte exclusivo para ir em Monte Carlo na semana seguinte. Estava montando uma coleção particular de pinturas em miniatura e havia uma em especial na qual ele queria pôr as mãos. Seu instinto lhe dizia que ela valeria milhões dali a alguns anos. Ele não queria ficar exilado em algum lugar isolado e perder aquela grande oportunidade, mas também não queria abrir mão de sua mesada.
Na opinião dele, sua família... Aquele desastre... Devia-lhe isso.
— Que tipo de missão?
— Um mês trabalhando no Hotel Chatsfield da ilha de Preitalle, no Mediterrâneo.
Mentalmente, Lucca suspirou aliviado. O principado de Preitalle ficava perto de Monte Carlo, apenas uma curta viagem de barca ou de helicóptero. Contudo, ele achou que talvez fosse melhor parecer infeliz com o exílio. O diretor executivo de seu pai queria aplicar uma punição e estava claramente gostando daquilo.
Desgraçado.
— Fazendo o quê? — Ele fingiu apreensão. Aquilo fazia parte de seu jogo. Dar ao oponente o que ele queria, mas apenas aparentemente. Por dentro, ele estava totalmente no comando. Totalmente.
Os frios olhos do diretor executivo reluziram de malícia.
— Trabalhando com sua alteza, a princesa Charlotte, no planejamento do casamento de Madeleine, irmã dela, para o fim do mês.
Lucca soltou uma gargalhada.
— Está brincando, certo? Eu? Planejando um casamento? Não sei nada sobre isso. Festas? Sim. Casamentos? Nada. Nem me lembro da última vez que fui a um.
— Sendo assim, será a oportunidade perfeita para aprender. Você tem a reputação de saber o que as mulheres querem. Essa é sua chance de finalmente usar bem essa especialidade.
Lucca resolveu fazer o jogo dele. Não devia ser tão difícil assim, certo? Com o casamento já tão próximo, a maior parte do planejamento já devia ter sido feita. Ele deixaria o trabalho de última hora para as pessoas que entendiam daquele tipo de coisa enquanto relaxava um pouco numa das praias de Preitalle.
Ele já estava ficando um pouco cansado de Londres mesmo.
Costumava ser muito divertido cortejar o escândalo, zombar do sistema, fazer as coisas mais ultrajantes apenas “porque sim”. Entretanto, havia um limite para o número de festas e boates às quais um homem poderia ir. Era cansativo.
Até mesmo... Entediante?
Série Hotel Chatsfield
3- A Lição de um Playboy
4- Aposta na Paixão - em revisão
5- Sombras de um Segredo - idem os próximos
6- O Preço da Tentação
7- Sedução entre Rivais
8- Acordo com um Rebelde 
9- Herdeira Desafiadora 

Rumores de Noivado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Hotel Chatsfield




Juliet Montague deveria estar vivendo os melhores momentos de sua vida. 

A festa de despedida de solteira de sua amiga estava acontecendo no extravagante Hotel Chatsfield, em Londres. Mas estar cercada por mulheres perfeitas e estilosas, cada uma ostentando seu anel de noivado, era um pouco frustrante, e Juliet não viu outra saída a não ser inventar um noivo de mentirinha. Até ele aparecer de surpresa na festa! 
Agora Juliet precisa persuadir Marcus Bainbridge, o sedutor amigo de seu irmão, a entrar na brincadeira. Porém, ao embarcarem nesse jogo perigoso, correm o risco de misturar a realidade com a fantasia...

Capítulo Um

Um cupcake com cobertura de caramelo tem quantas calorias?, digitou Juliet em seu smartphone no caminho para o Hotel Chatsfield para o chá da tarde de uma despedida de solteira. Oh, não! Ela mordeu o lábio ao digitar a mesma pergunta para uma bomba de chocolate e, em seguida, um macaron. Duplo oh, não! E sem contar os coquetéis de champanhe que Kendra Ashford mandaria serem servidos como se fossem... bem, como se fossem champanhe.
Juliet digitou novamente. Grunhiu novamente. As flores de salmão defumado e os enroladinhos de linguiça não eram muito melhores. Com um final de semana daquilo, precisaria comer folhas de alface e tomar shakes de gérmen de trigo durante um mês. Provavelmente, dois.
Mas valeria a pena, pois, por 48 horas, finalmente faria parte do grupo. Não ficaria mais à margem, onde as menos populares e menos descoladas eram relegadas. Ela faria parte do Clã de Kendra: o grupo de herdeiras mimadas que faziam festas em todos os lugares certos com todas as pessoas certas.
Ela teria seu lugar. Mesmo não sendo uma herdeira e não conseguindo se recordar da última vez em que fora a uma festa... a menos que se contasse o primeiro aniversário do filhinho de seu vizinho, Haseem, três semanas atrás, cujo bolo, em formato de ursinho de pelúcia, ela mesma havia confeitado, pois a mãe dele estivera gripada demais para fazê-lo.
Juliet entrou no elegante saguão do hotel. Lustres de cristal no teto lançavam brilhantes prismas de luz sobre o piso de mármore polido. O ar era preenchido pelo aroma de peônias, rosas e lírios frescos de um imenso buquê, artisticamente arrumado no centro da área.
A recente indicação de um novo diretor executivo no Chatsfield causara grandes mudanças na marca do hotel, o que já transparecia em sua imagem. Todos queriam ser vistos no novo badalado ponto da cidade. Agora, o chá da tarde no Chatsfield de Londres era um evento concorrido, e as festas precisavam ser marcadas com meses de antecedência. Os coquetéis no bar onde os ricos e famosos se reuniam antes de jantar no restaurante elevavam as bebidas e a comida a um novo nível de luxo.
Os característicos tons de azul e dourado do Chatsfield tinham sido totalmente reformulados, com novas instalações de veludo e seda. E, quando se adicionavam os funcionários, uniformizados e atenciosos, determinados a realizar um serviço profissional, embora personalizado, o hotel ganhava a atmosfera de um palácio da realeza.
O novo diretor, Christos Giatrakos, estava implementando iniciativas de marketing, programas e códigos de responsabilidade que, de acordo com os boatos, estavam causando frisson entre os irmãos Chatsfield. Christos era conhecido por ser implacável, um homem que não tolerava preguiçosos e gente que desperdiçava seu tempo.
Os paparazzi estavam de plantão permanente do lado de fora do hotel, na expectativa de um confronto com Lucca Chatsfield, um dos gêmeos, que era famoso por ser um ocioso playboy que vivia apenas para festas.
O saguão estava fervilhando de atividade, as pessoas chegando e saindo. Juliet avançou na fila e pegou sua chave, recebendo de uma sorridente recepcionista a garantia de que sua bagagem seria enviada diretamente ao quarto dela.
Sejam bem-vindas, Kendra Ashford e as convidadas de sua despedida de solteira estava escrito com letras de estanho dourado em um antigo quadro de avisos.
Aquilo fez Juliet se sentir como Cinderela entrando de penetra no baile. Ela não sabia exatamente por que Kendra lhe enviara um convite. Bem, na realidade, sabia, sim.
O irmão mais velho de Juliet, Benedict, acabara de fazer o papel principal em uma comédia romântica de Hollywood, um filme que já estava causando rebuliço entre os críticos, que o cotavam como candidato a um importante prêmio do cinema.
Subitamente, estava sendo convidada para todas as festas.
A madrinha, Harriet Penhallon, aproximou-se alegremente de Juliet, envolta por uma nuvem de perfume exótico. Não parecia que o bonito vestido floral de grife de Harriet estava beliscando suas axilas, nem a apertando na cintura, e seus altíssimos saltos definitivamente não a estavam machucando. Harriet parecia ter acabado de sair de uma sessão de fotos, com sua impecável maquiagem e seu cabelo perfeitamente arrumado.
Juliet se sentiu como um basset chegando a uma exposição de poodles de pedigree.
— Você foi a última a chegar. — O olhar de Harriet percorreu o vestido em estilo retrô de Juliet. — Uau, você está bonita!
Juliet sabia que aquilo queria dizer, na realidade, “Você parece uma porca gorda”, mas sorriu mesmo assim e encolheu ainda mais a barriga.
— Desculpe-me pelo atraso. Precisei trocar de trem porque a linha parou.
— Não, só começamos o chá às três e meia. — Harriet olhou para seu relógio. — Você ainda tem 32 minutos para se lavar e trocar de roupa. — Ela abriu um sorriso que ficaria perfeito no site de um ortodontista. — Se tiver sorte, talvez até consiga ver Lucca Chatsfield. Ele chegou faz alguns minutos. Acabei de ler isso numa rede social. Vai passar o final de semana aqui.
— Não veio para a festa de Kendra, imagino.
Harriet riu.
— Não, mas eu não recusaria um show de strip-tease dele para nós. Você recusaria?
Série Hotel Chatsfield
1- Rumores de Noivado
2- O Escândalo do Sheik
3- A Lição de um Playboy
4- Aposta na Paixão - em revisão
5- Sombras de um Segredo - idem os próximos
6- O Preço da Tentação
7- Sedução entre Rivais
8- Acordo com um Rebelde 
9- Herdeira Desafiadora 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Aposta Arriscada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Playboys Sedutores



O jogo mais perigoso de todos...

Parada do lado de fora de uma boate suntuosa em Las Vegas, a inocente professora Daisy Wyndham nunca se sentiu tão deslocada em toda a sua vida. E o pior acontece quando Luiz Valquez, campeão de pólo argentino, decide salvá-la em frente à mídia, fazendo com que os repórteres anunciem seu noivado. Uma aposta arriscada, mas ambos estão preparados para o jogo!
Mesmo sendo conhecido por sua imagem de playboy, Luiz dará o melhor de si para ser bom, enquanto Daisy abandona sua educação enclausurada e faz de tudo para ser vista como uma garota má. É apenas uma questão de tempo para ver quem desiste primeiro da encenação.

Capítulo Um

Dayse Wyndham precisou de apenas dois quarteirões e meio para se livrar do segurança do seu pai. Ela sorria ao encontrar suas duas colegas professoras no interior de um animado bar de Las Vegas, bar onde pretendiam dar início aos dias de folga antes do final do ano letivo em Londres.
— Viu? — disse Daisy a Belinda, depois a Kate. — Eu disse que conseguiria algo antes da primeira rodada de drinques. Acabei de estabelecer um novo recorde. O normal é que eu só consiga me livrar de Bruno após, no mínimo, cinco quarteirões quando estou fora de casa.
Kate, que há pouco tempo fora contratada como professora do terceiro ano ofereceu uma taça de champanhe à amiga e ergueu uma das sobrancelhas.
— Vai ser assim todas as noites que estivermos por aqui?
Belinda, que dava aula ao quarto ano, rolou os olhos.
— Eu avisei Kate. Viajar ao exterior com Daze significa excesso de bagagem transformada em um homem barbudo e assustador, sempre carregando uma arma escondida debaixo do terno. Acostume-se. Isso não vai mudar tão cedo.
— É verdade — disse Daisy, endireitando o corpo. — Eu estou cansada de ser tratada como uma garotinha. Já sou velha o bastante para tomar conta de mim mesma. E estas férias podem ser uma ótima oportunidade de provar isso.
De uma vez por todas.
O seu pai teria de se acostumar com a idéia. Ela queria viver sua vida da maneira como decidisse. Não queria ser eternamente guiada pelo pai, que continuava imaginando ter uma filha de 12 anos de idade.
— Por que o seu pai é tão protetor? — perguntou Kate.
Daisy tomou um gole do seu drinque antes de responder. Ela nunca contara a ninguém sobre a antiga (e por sorte breve) ligação do pai com o submundo. Era mais fácil fingir que a proteção excessiva nascera após ter perdido a filha por mais de meia hora, ainda bem pequena. No entanto, a desaparição da filha não passara de uma brincadeira de pique - esconde da menina com a mãe em uma loja de departamentos, mas isso ela nunca revelava.
— O meu pai vê muito filme de suspense. Quando viajo a um país estrangeiro, ele sempre acha que vou ser seqüestrada, que vão pedir um resgate.
Kate ergueu as sobrancelhas.
— Eu sei que você vem de uma família rica, mas...
— Muito, muito rica — comentou Belinda, erguendo o copo, pedindo mais bebida. — Você deveria conhecer a propriedade do pai dela em Surrey. É enorme. Sem falar nas villas na Itália e no sul da França. Eu nunca imaginei que ser contador pudesse ser tão lucrativo. O que estou fazendo trabalhando como professora?
Daisy mordeu a ponta do lábio inferior. Ela sempre acreditou que a riqueza do seu pai fora construída graças ao trabalho duro e à disciplina dedicada à empresa de contabilidade estabelecida em Londres. E continuava acreditando nisso... De alguma maneira. Por que acreditaria em qualquer outra coisa? Ele era um pai carinhoso, um homem que beijava o chão que a filha pisava. E daí que, algum dia, tenha se envolvido com um chefão da Máfia? Isso não fazia dele um criminoso. Ele mesmo jurara isso à filha há anos, e não havia motivo para se preocupar, embora a insistência da manutenção de um segurança em seu apartamento e durante suas viagens a deixasse com uma pulga atrás da orelha, sendo honesta. No entanto, ela sempre soube conviver com isso, pois era mais fácil do que tentar argumentar com o pai. Discutir com ele era uma tarefa cansativa e inútil, algo que sua mãe, Rose, descobriu no momento em que tentou se divorciar.
— Se você tem tanto dinheiro, por que dá aulas? — perguntou Kate.
— Eu adoro dar aulas — disse Daisy, pensando em seus alunos do jardim de infância, com seus rostos sorridentes, sempre alegres. — As crianças são tão inocentes e...
Belinda sorriu e tomou um gole de sua bebida borbulhante.
— Tão inocentes; quanto você.
Daisy a encarou e disse:
— O fato de, tecnicamente, eu continuar sendo virgem não quer dizer que...
— Tecnicamente? — perguntou Kate, franzindo a testa. — O que você está dizendo? Você nunca dormiu com um homem?

Série Playboys Sedutores
1- Regras Quebradas
2- Aposta Arriscada

Regras Quebradas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Payboys Sedutores




Um casamento inesquecível!

Inocente, Theodora Marlstone sempre sonhou com um casamento ao estilo dos contos de fadas, com um belo vestido branco e um noivo adorável. Em vez disso, a cada passo em direção ao altar, seu destino é selado por meio de um casamento de conveniência com Alejandro Valquez, um argentino dominador e muito atraente. Ele promete apenas prazer em estado bruto, sem devoção, sem amor... 

E graças ao testamento de seu pai, Teddy não tem escolha a não dizer "eu aceito".

Capítulo Um

A palavra que se destacou no testamento do pai de Teddy começava com a letra C, mas não era “capital”. Surpresa, olhou boquiaberta para o advogado da família:
— Casamento?
Benson assentiu enfaticamente:
— Receio que sim. Em um mês. Do contrário, Hugo, seu primo de segundo grau, vai herdar a fortuna inteira: as propriedades, ações e partes, incluindo a mansão de Marlstone.
— Não pode ser! — Teddy segurou os braços da cadeira com tanta força que seus dedos cravaram no couro do móvel como se fossem garras. — Papai disse que esse lugar seria meu um dia antes de morrer. Ele me garantiu que eu sempre teria este lugar.
— Seu pai alterou o testamento um mês antes de ser diagnosticado com câncer — afirmou o advogado. — Era como se soubesse do pouco tempo que tinha pela frente, então resolveu encaminhar seus negócios.
Seus negócios?
Era a casa dela! O negócio era dela, a vida dela! Sua segurança estava em jogo. Como o pai pôde entregá-la ao primo, que sequer aparecera enquanto esteve doente?
O coração de Teddy estava batendo com tanta intensidade que sentia o sangue circulando nas pontas dos dedos. Foi tomada por um choque que congelou seu corpo, como uma onda de gelo. Piscou para limpar a visão. Que pesadelo era esse? Estava mesmo sentada na biblioteca tendo uma conversa maluca com o advogado do pai?
Deve haver um engano.
Nos últimos cinco anos, havia cuidado do pai enquanto ele teve câncer no pâncreas; esteve junto a ele até o momento da despedida, segurando sua mão. Havia sido o único momento em que se sentira próxima a ele. Durante esses últimos dias, ele tinha compartilhado fragmentos de sua infância que ela desconhecia até então. Diziam muito sobre sua personalidade complicada. Sobre sua incapacidade de lidar com ela e a impossibilidade de agradá-lo. Sobre como era controlador e nunca deixava ela fazer parte de nada. Ela pôde enfim encontrar um lugar em seu coração para perdoá-lo. Pôde até dizer que o amava, algo que duvidara que pudesse fazer.
Mas então ela havia sido enganada esse tempo todo?
Fora traída?
Engoliu em seco, perturbada por um nó de mágoa entalado na garganta, como uma avelã avantajada. Como pudera cair nessa, deixar o pai fazer isso com ela? Fizera com que se sentisse segura e puxou o tapete do conforto dela. Como não tinha percebido? Como conseguira ser tão... Tão burra a ponto de cair nessas historinhas de família?
— Meu pai me fez acreditar que Marlstone seria sempre minha. — Teddy tentou falar de maneira clara e direta, apesar de suas emoções estarem se debatendo e remexendo dentro do peito como roupas em uma secadora a uma velocidade acima do normal. — Por que ele teria mudado de ideia? É claro que não preciso estar casada para herdar o que é meu por direito! É inaceitável!
O advogado bateu com a caneta que segurava sobre o documento:
— É um pouco mais complexo do que isso... — Fez uma pausa, como se procurasse uma maneira de seguir falando sem perturbá-la ainda mais. — Seu pai também nomeou um noivo.
Era como se uma mão em sua barriga revirasse seu intestino:
— O quê?
Entregou o documento a ela:
— Ele quer que você se case com Alejandro Valquez.
Teddy olhou para o nome. Começou a imaginar o sujeito. Sentiu a base de sua coluna tremendo enquanto projetava um playboy alto, moreno, de olhos escuros com o sorriso enigmático de um anjo caído. O homem pelo qual todas as mulheres se amontoam para tirar uma casquinha. Era como se duas chamas estivessem acesas sob suas bochechas. Só podia ser brincadeira. Seu pai não podia ser tão cruel. Obrigá-la a casar com alguém tão acima do seu patamar que despertaria gargalhadas no momento do anúncio. A imprensa debocharia dela, seria impiedosamente ridicularizada. Ninguém acreditaria. Alejandro Valquez e ela? Já imaginava as manchetes: Mocinha sem graça da mansão e playboy argentino herdam terras com um casamento de fachada.
O que tinha feito para merecer isso? Era uma maneira de seu pai demonstrar todo seu desgosto pelas limitações dela? Tornando-a alvo de deboche e desprezo? Para ser motivo de piadinhas infames pelos próximos dez anos?
Série Payboys Sedutores
1- Regras Quebradas
2- Aposta Arriscada

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dona de seu Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Parece que nossa encrenqueira preferida, a notória Aiesha Adams, está tentando mudar de vida. 

Fontes internas revelaram que ela não só se encontra no interior da Escócia com o belo aristocrata James Challender, como eles estão noivos! 
Sempre tivemos uma queda por Aiesha, e com os boatos sobre sua infância infeliz seguindo-a aonde quer que ela vá, sabíamos que escondia algo por trás de seu temperamento explosivo. 
Mas achávamos que Aiesha e James eram inimigos jurados... Talvez seja impossível resistir ao fogo do ódio... E da paixão!

Capítulo Um

Aiesha havia estado em Lochbannon por uma semana sem um único sussurro na imprensa sobre o seu paradeiro. Mas também, quem pensaria em procurá-la nas terras altas da Escócia, na casa da mulher cujo casamento ela havia efetivamente destruído há dez anos?
Era o esconderijo perfeito, e o fato de que Louise Challender havia sido chamada para visitar uma amiga doente no exterior significava que Aiesha tinha o lugar só para ela pelos últimos dias. E, sendo o auge do inverno, não havia sequer uma empregada ou um jardineiro para perturbá-la.
Alegria suprema.
Ela fechou os olhos e, inclinando a cabeça para trás, respirou o gelo no ar conforme flocos de neve começavam a cair. O pressionar suave de cada floco de neve era como uma carícia contra sua pele. Após a fumaça de trânsito e incessante atividade de Las Vegas, o frio, fresco e silencioso ar das montanhas era como respirar um elixir, trazendo seus sentidos cansados de volta à vida.
Estar ali sozinha, onde ninguém poderia encontrá-la, era como descer do palco. Retirar uma fantasia. Despir-se da encenação de show girl de Vegas. Ela podia senti-la se desprender, como um manto pesado. Aquela atitude que dizia a todos que ela era perfeitamente feliz cantando em um clube de cavalheiros, porque as gorjetas eram ótimas e tinha os dias livres para fazer compras, ficar à beira da piscina ou fazer um bronzeado a spray.
Ali ela podia relaxar. Regenerar-se. Entrar em contato com a natureza.
Revisitar seus sonhos...
O único incômodo era o cão.
Aiesha podia tomar conta de gatos sem problemas. Gatos eram muito fáceis de cuidar. Ela só tinha que encher seu prato com ração e limpar sua caixa de areia, se houvesse uma. Ela não tinha que os acariciar ou chegar perto deles. A maioria dos gatos era muito distante, o que lhe convinha muito bem.
Cães eram diferentes. Cães querem chegar perto de você. Relacionar-se com você. Amar você.
Confiar em você para mantê-los seguros.
Aiesha olhou para os olhos castanhos do Golden Retriever sentado a seus pés com devoção servil, sua cauda roçando contra o tapete de neve, como um leque de penas.
A memória de outro par de olhos castanhos confiantes esfaqueou seu coração como uma agulha. Olhos que ainda a assombravam, apesar de passados tantos anos. Ela empurrou para trás a manga do casaco grosso e olhou para o lado debaixo de seu pulso, em que a tinta azul e vermelha de sua tatuagem era uma lembrança viva e permanente de sua falha em manter seu melhor amigo seguro.
Aiesha engoliu a culpa em sua garganta e franziu a testa para o cão.
– Por que você não pode sair para um passeio sozinho? Você não precisa que eu lhe mostre o caminho. Sequer existem cercas. – Ela fez um movimento de enxotar com a mão. – Vá em frente. Vá perseguir um coelho ou algo assim.
O cão continuou a olhar para ela com aquele olhar fixo, um pequeno e suave lamento de “brinque comigo” vindo de sua garganta. Aiesha soltou um suspiro de resignação e começou a caminhar na direção da floresta que cercava a imponente casa.
– Vamos, então, seu vira-lata estúpido. Mas eu só vou até o rio. Parece que esta neve não vai parar até a noite.
James Challender atravessou os portões de ferro forjado incrustados de neve de Lochbannon ao cair da noite. A propriedade isolada era espetacular em qualquer época do ano, mas no inverno ela se transformava em algo maravilhoso. A mansão de estilo gótico, com suas torres e pináculos, parecia algo saído de um conto de fadas. 
A água congelada na fonte em frente á casa parecia uma escultura de gelo Renascentista com pingentes delicados pendendo como estalactites seculares. A espessa floresta que cercava a propriedade estava revestida de neve, e os campos também estavam densamente cobertos. O ar era tão limpo e frio que queimava suas narinas.
As luzes estavam acesas na casa, o que significava que a governanta, a Sra. McBain, havia generosamente adiado suas férias anuais para cuidar de Bonnie enquanto sua mãe visitava sua amiga, que havia sofrido um acidente no interior da Austrália. 
James se ofereceu para cuidar do cão, mas sua mãe havia insistido através de uma mensagem apressada antes de embarcar em seu vôo que estava tudo organizado e para não se preocupar. 
Simplesmente não conseguia compreender por que sua mãe não havia deixado o cão em um canil, como todos faziam!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Última Proposta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Eliza Lincoln fica atônita ao encontrar Leo Valente à sua porta.

Quatro anos atrás, o calor apaixonado dos braços dele foi uma fuga momentânea de um noivado sufocante. Até Leo descobrir seu segredo…
No entanto, ele não batera à porta de Eliza como intuito de reacender o caso de amor. 

Na verdade, Leo apresenta uma proposta irrecusável.
Ela é a única pessoa que pode ajudar sua filha pequena e órfã de mãe. 
Sensibilizada, Eliza é incapaz de ignorar a criança vulnerável. 
Mas da última vez em que ficou perto de Leo, quase foi consumida pelo desejo. 
Eliza estará disposta a arriscar novamente, sendo que agora há mais em jogo?


Capítulo Um 

Era a reunião que Eliza esperara, com agonizante temor durante semanas. Ela ocupou seu lugar na sala dos professores com as outras quatro docentes e preparou-se para o anúncio da diretora. 
— Vamos fechar. 
As palavras caíram na sala como um golpe de guilhotina. O silêncio que se seguiu tinha um sentimento coletivo de desapontamento, desespero e pânico. Eliza pensou em seus pequenos alunos do ensino fundamental, de origem triste e negligenciada, tão semelhante à sua. Trabalhara tão arduamente para levá-los até onde estavam agora. 
O que lhes aconteceria se sua pequena escola comunitária fechasse? Já havia coisas demais contra eles, sendo de classe tão desprivilegiada. Jamais conseguiria manter-se no superlotado sistema escolar vigente. Acabariam desistindo por vários fatores, como acontecera com os pais e avós deles. 
Como ela quase fizera. O doloroso ciclo de pobreza e negligência continuaria. As vidas deles; aquelas jovens vidas com tanto potencial, seriam podadas, arruinadas e possivelmente até destruídas pela delinquência e o crime. 
— Não há nada que possamos fazer para manter as coisas por um pouco mais de tempo? — Perguntou Georgie Brant, a professora do 3° ano. 
— Que tal outra festinha beneficente ou um bazar? A diretora Marcia Gordon, balançou a cabeça com ar desolado. 
— Temo que não haja venda de bolos e biscoitos, que consiga nos manter funcionando a esta altura. Precisamos de uma grande injeção de dinheiro, e terá de ser antes do final do semestre. 
— Mas só falta uma semana! — Apontou Eliza. Marcia suspirou. 
— Eu sei. Lamento, mas é como as coisas são. Sempre tentamos manter os nossos gastos baixos, mas do jeito que a economia está agora, nem assim temos conseguido prosseguir. Não há escolha a não ser fechar antes que nos afundemos em mais dívidas. 
— E se alguma de nós tivesse uma diminuição de salário ou até trabalhasse sem pagamento? — Sugeriu Eliza. — Eu poderia me arranjar sem salário por um mês ou dois. — Mais do que isso e a situação ficaria bastante complicada. 
Mas não se conformava em ficar de braços cruzados. Não era possível que não houvesse nada que pudessem fazer. Devia haver alguém a quem pudessem recorrer em busca de ajuda... 
A uma organização beneficente ou a uma verba do governo. Antes que Eliza pudesse colocar suas ideias em palavras, Georgie inclinou-se para frente na cadeira, dizendo:



terça-feira, 8 de julho de 2014

Jamais Arrisque o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Irmãos Cafarelli 



Angelique Marchand está furiosa.

Remy Caffarelli ganhou a propriedade da mãe dela em um jogo de cartas!
Não importa que ele seja um homem poderoso, arrogante e pecaminosamente lindo.
Angelique parte para o Oriente Médio com o objetivo de obrigá-lo a devolver aquilo que pertence a ela por herança.
Entretanto, ao se confrontarem dentro de um quarto de hotel, são obrigados a se casar, mesmo sendo inimigos!
Ainda mais surpreendente é o fato de Remy decidir que o casamento com Angelique pode ser um negócio muito mais lucrativo e prazeroso do que ele havia calculado…

Capítulo Um

— Como assim você perdeu? — Angelique olhou para o pai, horrorizada.
Henri Marchand deu de ombros, mas Angelique podia ver o pomo de adão se movendo, como se ele tivesse acabado de engolir algo desagradável. E era isso mesmo.Afinal, perder a casa ancestral de sua falecida mãe, nas montanhas da Escócia, numa mesa de pôquer em Las Vegas, tinha um gosto tão amargo quanto se poderia provar, Angelique supunha. 
— Eu estava indo bem, até que Remy Caffarelli me levou a pensar que se achava numa maré de azar — justificou Henri. 
— Jogamos por horas, com Remy perdendo todas as mãos. Eu achei que o limparia. Apostei minha melhor mão numa rodada de “o vencedor leva tudo”, mas então a sorte virou, e ele ganhou. Angelique sentiu o sangue esquentar nas veias. 
— Pai, diga que você não perdeu Tarrantloch para Remy Caffarelli. Ele era o pior inimigo. O homem que ela faria qualquer coisa para evitar... Evitaria até mesmo pensar nele! Seu pai recitou com arrogância o credo de jogador:
— Eu irei recuperar a casa. Vou desafiar Caffarelli a outro jogo. Aumentarei as apostas. Ele não será capaz de resistir... 
— E perder ainda mais? — Ela deu-lhe um olhar exasperado. 
— Aquele homem armou para você. Não vê isso? Você sempre foi o alvo de Remy Caffarelli, mas piorou tudo ao sabotar o projeto do hotel dele na Espanha. Como pôde ter caído num truque desses?! 
— Serei mais esperto que ele, desta vez. Você vai ver. Caffarelli se acha muito inteligente, mas eu me vingarei de forma a realmente machucá-lo. 
Angelique fez uma careta e virou-se, sentindo o estômago se revolver. Como seu pai pôde ter perdido a casa ancestral de sua amada mãe para Remy Caffarelli? Tarrantloch nem mesmo era dele para perdê-la! 
A casa deveria ser mantida em seu fundo fiduciário até que Angelique completasse 25 anos. Faltava menos de um ano agora. Seu santuário. O único lugar onde Angelique podia ser ela mesma, sem centenas de flashes de câmeras no seu rosto. Perdido. No jogo. 
Agora, fora parar nas mãos de seu inimigo mortal. Ah, Remy deveria estar exultante! 
Angelique podia visualizá-lo em sua mente: um sorriso de triunfo na boca sensual; aqueles olhos castanho-escuros brilhando. Ele devia estar alardeando ao redor da Europa inteira como finalmente derrotara Henri Marchand. 
A rivalidade amarga entre seu pai e os Caffarelli durava mais de uma década. O avô de Remy, Vittorio, fora melhor amigo e sócio de Henri, mas algo abalara o relacionamento, e, no último minuto, Henri abandonara um grande projeto de negócios que estivera financiando para Vittorio. 
O império financeiro dos Caffarelli ficara seriamente comprometido, e os dois homens não se falavam desde então.

Série Irmãos Caffarelli
1- Jamais Diga Não
2 - Jamais Subestime o Desejo
3 - Jamais arrisque o Amor


Jamais Subestime o Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Irmãos Cafarelli

Este Caffarelli finalmente encontrou uma mulher capaz de desafiá-lo?

Milionário e com uma vida de playboy, Raoul Caffarelli sempre viveu em alta velocidade.
Mas quando um acidente o prende a uma cadeira de rodas e ele tem de aceitar os cuidados de uma mulher cuja beleza o assombra, a raiva e a frustração o consomem.
Acostumada a lidar com pacientes difíceis, a fisioterapeuta Lily Archer não se intimida perante a arrogância de Raoul, tampouco se deixa distrair por seu físico divino.
Experiências traumatizantes fizeram com que ela jurasse jamais sucumbir à sedução de um homem.
No entanto, Lily e Raoul subestimam a força da paixão que se apoderou de ambos, pois sabem que suas cicatrizes físicas podem sarar, mas alguns ferimentos são bem mais profundos...

Capítulo Um

— Mas eu nunca trabalho com clientes do sexo masculino — disse Lily para sua chefe, na clínica de fisioterapia, ao sul de Londres. — Você sabe disso.
— Eu sei; essa, porém, é uma oportunidade incrível — argumentou Valerie. 
— Raoul Caffarelli tem muito dinheiro. As quatro semanas trabalhando na Normandia e morando no local do trabalho valerão um ano de salário para você. Eu não posso enviar outra pessoa. De qualquer forma, o irmão dele fez questão absoluta de que fosse você. Lily franziu o cenho.
— Irmão dele? Valerie fez uma careta. 
— Sim. Aparentemente, Raoul não está muito animado em trabalhar com ninguém no momento. Ele tornou-se um pouco isolado desde que saiu do hospital. O irmão mais velho, Rafe, leu sobre o seu trabalho com a filha do sheik Kaseem Al-Balawi. Ele quer ajudar o irmão e está disposto a pagar uma pequena fortuna. Eu tive a impressão de que Rafe aceitará qualquer preço que você estipular. 
Lily mordiscou o lábio. O dinheiro era, sem dúvida, tentador, especialmente considerando as circunstâncias desesperadoras de sua mãe, depois que outro relacionamento fracassado secara a conta bancária dela.
Contudo, um emprego onde ela teria de morar na casa de um homem... Mesmo um atualmente confinado a uma cadeira de rodas... Era assustador demais. Ela não chegava perto de um homem havia cinco anos. 
— Não vou fazer isso — respondeu Lily, virando-se para guardar o arquivo de outro paciente. 
— Você terá de encontrar outra pessoa. 
— Eu não acho que negar será uma opção — murmurou Valerie. 
— Os irmãos Caffarelli são conhecidos por sua determinação férrea. Rafe quer que Raoul seja seu padrinho de casamento, em setembro. Acredita que você é a melhor pessoa para colocar o irmão de pé. 
Lily fechou a gaveta, virou-se e olhou para sua chefe. 
— O que ele acha que eu sou; uma fisioterapeuta milagrosa? Talvez Raoul nem volte a andar, muito menos numa questão de semanas. 
— Eu sei, mas o mínimo que você pode fazer é concordar em trabalhar com ele, para ver se isso é possível — insistiu Valerie. 
— É o emprego dos sonhos... Todas as despesas pagas enquanto fica hospedada num castelo muito antigo na zona rural da Normandia. Aceite, Lily. Você estará me fazendo um enorme favor. Isso realmente irá elevar o perfil da clínica. É exatamente o que precisamos agora: construir sobre o trabalho que você fez com a filha do sheik. Seremos conhecidas como a clínica holística dos ricos e famosos. Todos irão querer vir aqui. 
Lily engoliu um nó de pânico na garganta. Seu coração estava disparado, sua pele pegajosa, e, sua cabeça doía. Ela tentou pensar numa rota de escape, no entanto, cada vez que analisava uma, era impedida pela necessidade de ajudar sua mãe e pela lealdade a sua empregadora. Poderia fazer aquilo? 
— Preciso ver os exames do Sr. Caffarelli e os relatórios dos médicos. Talvez eu não seja capaz de fazer muita coisa para ajudá-lo. Seria errado dar falsas esperanças a ele ou ao irmão. Valerie clicou o mouse em seu computador. 
— Eu tenho os exames e os relatórios aqui. Rafe enviou-os por e-mail. Irei encaminhá-los para você.

Série Irmãos Caffarelli
1- Jamais Diga Não
2 - Jamais Subestime o Desejo
3 - Jamais arrisque o Amor


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Jamais Diga Não

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Irmãos Caffarelli






Poppy Silverton é tão intocada quanto a bucólica vila em que fica seu salão de chá. 

Mas agora ela terá de enfrentar a ameaça que paira sobre seu lar… 
O playboy bilionário Rafe Caffarelli é um homem ardente e viril. 
E esta determinado a comprar a casa de Poppy. 
No entanto, ela não abrirá mão da única coisa que resta de sua infância e de sua família!
Poppy lutará contra Rafe – e a atração que sente por ele – com todas as forças.   Será a primeira mulher a dizer “não” para um Caffarelli! 

Capítulo Um

— Como assim ela não vai vender? — Raffaele Caffarelli franziu o cenho para sua secretária, baseada em Londres.
Margaret Irvine virou as palmas para cima, como se dizendo que não tinha culpa. 

— A Srta. Silverton recusou sua oferta. — Então, faça uma maior. 
— Eu fiz. Ela também recusou. 
Rafe tamborilou os dedos sobre a mesa por um momento. Não tinha esperado um contratempo a essa altura. Tudo dera certo, até agora. Ele não tivera problema em adquirir a majestosa mansão de campo inglesa e os terrenos ao redor, em Oxfordshire, por um ótimo preço.
Mas a casa menor, chamada Dower House, por ser geralmente designada para a viúva do dono de uma grande propriedade ou fazenda, possuía uma escritura separada, um pequeno problema, como tinha sido levado a acreditar por seu corretor de imóveis.
O corretor o assegurara de que seria fácil adquirir a Dower House, de modo que a Propriedade Dalrymple pudesse ser inteira mais uma vez; tudo que ele precisava fazer era oferecer um valor acima do mercado. 
Rafe havia sido generoso em sua oferta. Como o resto da propriedade, o lugar estava em condições precárias, precisando muito de uma reforma, e ele possuía o dinheiro necessário para transformá-lo numa obra de arte, devolvendo sua antiga glória. 
O que a mulher estava pensando? Como poderia, em seu juízo perfeito, recusar uma oferta tão boa como a sua? Ele não desistiria. 
Tinha visto a propriedade listada on-line e pedido que seu gerente, James... que seria demitido, se não resolvesse isso logo... a adquirisse para ele. Fracasso não era uma palavra que alguém ousaria associar ao nome Raffaele Caffarelli. Não permitiria que um pequeno empecilho interferisse no que ele queria. 
— Você acha que essa tal de Silverton descobriu, de alguma maneira, que fui eu quem comprou a Mansão Dalrymple? 
— Quem sabe? — Margaret deu de ombros. 
— Mas acho que não. Nós conseguimos manter a imprensa longe disso, até agora. James lidou com toda a papelada, em segredo, e eu fiz a oferta à Srta. Silverton através do corretor de imóveis, como você instruiu. Você não a conhece pessoalmente, certo? 
— Não, mas conheço o tipo dela. - Rafe deu um sorriso cético. 
— Assim que souber que é um incorporador rico que quer a casa, vai apostar tudo, tentando tirar cada centavo meu que puder. — Rafe suspirou. 
— Eu quero aquela propriedade. Quero aquela propriedade inteira. Margaret deslizou um envelope sobre a mesa para ele. 
— Achei recortes de jornais do vilarejo local, de alguns anos atrás, sobre o velho homem que possuía a mansão. Parece que o falecido lorde Dalrymple tinha uma fraqueza por Poppy Silverton e pela avó dela. Beatrice Silverton era a governanta da mansão. Aparentemente, ela trabalhou lá por anos e... 
— Interesseira — murmurou Rafe. 
— Quem? A avó? Ele levantou-se. 
— Quero que descubra tudo que puder sobre esta mulher, Polly. Quero que ela... 
— Poppy. O nome dela é Poppy. 
Rafe fez uma careta e continuou: 
— Poppy, então. Quero saber sobre o passado dela, os namorados... até mesmo o tamanho do sutiã.


Série Irmãos Caffarelli
1- Jamais Diga Não
2 - Jamais Subestime o Desejo
3 - Jamais arrisque o Amor


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Segredo Revelado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Dividida entre a fúria…e a paixão!

A ira se apodera de Bella Haverton quando ela descobre que seu pai deixou toda a herança para Edoardo Silveri: a casa da família, a tutela financeira e, o pior de tudo, o direito de determinar com quem e quando ela se casará!
Mas Bella está decidida a se livrar dessas algemas insuportáveis.
Entretanto, o controle de seu plano foge de suas mãos quando descobre que o garoto problemático que seu pai acolhera havia se tornado um homem imponente, 
misterioso e de charme fatal!
O corpo de Bella trai cada pensamento racional…
É hora de desvendar os segredos que regem a vida daquele que passou a comandar seu destino!

Capítulo Um

Era a primeira vez que Bella ia para casa depois do funeral. Em fevereiro, Haverton Manor era um mundo congelado, com a neve recobrindo os galhos dos velhos elmos e faias que cercavam a estrada que levava à mansão georgiana.
Ao longe, os campos e os bosques estavam cobertos de branco e a superfície do lago formara um espelho de gelo. Quando ela parou o carro esporte diante dos jardins primorosamente desenhados, Fergus, o cão labrador irlandês de seu falecido pai, veio recebê-la, abanando o rabo.
— Olá, Fergus — disse Bella acariciando-lhe as orelhas. — O que faz aqui sozinho? Onde está Edoardo? — Estou aqui. Bella se voltou ao ouvir o som profundo e aveludado daquela voz.
Como sempre, seu coração deu um salto, quando ela viu Edoardo Silveri. Ela não o via pessoalmente havia alguns anos, mas ele estava atraente como sempre.
Não que ele tivesse uma beleza clássica, porque seus traços eram irregulares. Seu nariz ficara ligeiramente torto por causa de uma briga e uma de suas sobrancelhas negras apresentava uma falha provocada por uma cicatriz em forma de ziguezague — marcas de uma adolescência turbulenta.
Ele estava usando botas, um jeans desbotado e um suéter preto, cujas mangas puxara até os cotovelos, mostrando seus braços musculosos.
Penteara o cabelo cor de carvão para trás e a barba começava a aparecer em seu queixo, o que lhe dava um ar intensamente viril que a deixava sempre de pernas bambas.
Ela tomou fôlego e precisou erguer quase totalmente a cabeça para fitar-lhe os olhos azul-esverdeados.
— Trabalhando duro? — perguntou ela no tom de nobre falando com servo que costumava usar com ele. — Sempre. Bella não conseguiu evitar e fitou-lhe a boca. Contraída, com marcas profundas nas laterais dos lábios, indicando que ele preferia conter as emoções a mostrá-las.
Ela já se aproximara daquela boca sensual uma vez e fora o bastante para, desde então, tentar esquecê-la. Mas ainda podia se lembrar de seu gosto de virar a cabeça: sal, hortelã e paixão.
Ela já fora beijada inúmeras vezes, mais do que poderia recordar, mas se lembrava perfeitamente do beijo arrepiante de Edoardo.
Ele também estaria se lembrando de como suas bocas haviam se unido num beijo abrasador, que os deixara sem fôlego? Como suas línguas haviam se enrolado, duelado e dançado sem nenhum pudor? Bella olhou para as mãos que ele sujara arrancando o mato de um dos canteiros.
— O que houve com o jardineiro?
— Ele quebrou o braço há algumas semanas — disse Edoardo. — Eu lhe disse quando mandei o e-mail com informações atualizadas. Ela franziu a testa.
— Você mandou? Eu não vi. Tem certeza de que mandou? Ele ergueu o lado direito do lábio superior com ironia, formando o que mais se aproximava de um sorriso.
— Sim, Bella. Tenho certeza. Talvez você não o tenha visto, no meio de tantas mensagens do seu último namorado. Quem é ele, esta semana? O dono do restaurante fracassado ou ainda é o filho do banqueiro? — Nenhum dos dois. — Ela empinou o queixo. — O nome dele é Julian Bellamy, e está se preparando para ser ministro.
— Um político?
— Um religioso — falou com um ar de superioridade.


domingo, 6 de outubro de 2013

Entrega do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Mantendo os inimigos por perto... 

O mundo de Natalie Armitage caiu na primeira vez em que Angelo Bellandini falou em casamento. 
O caso deles era intenso e ardente, mas, desde jovem, ela havia aprendido a proteger seu coração. 
A ideia de entregá-lo a alguém era o suficiente para fazê-la correr.
Cinco anos depois, Natalie se vê diante de uma segunda proposta de Angelo. 
Porém, dessa vez, os sedutores olhos castanhos dele não brilhavam de desejo, e sim de vingança! 
Natalie é obrigada a aceitar a aliança para proteger sua família, mas ela não seria uma noiva doce e meiga para Bellandini. 
O hábil toque de Angelo podia proporcionar prazeres tórridos a seu corpo, entretanto, ele jamais possuiria seu coração... 

Capítulo Um 

— Você terá que ir vê-lo. 
Natalie ainda podia ouvir o desespero e o apelo no tom de voz de sua mãe, enquanto apertava o botão do elevador que a conduziria para o escritório de Angelo Bellandini em Londres. 
As palavras ficaram marcadas em sua cabeça, mantiveram-na acordada por 48 horas e a acompanharam como uma bagagem pesada no trem durante todo o caminho de sua casa em Edimburgo. 
Elas martelavam sobre os trilhos como um mantra em sua mente. — Você terá que ir vê-lo. Você terá que ir vê-lo.
Você terá que ir vê-lo. Não que ela não o tivesse visto nos últimos cinco anos.
Quase todos os jornais e blogs exibiam fotos ou informações sobre o playboy herdeiro da fortuna dos Bellandini. 
O estilo de vida agitado de Angelo Bellandini era o assunto de muitos dos fóruns on-line. Sua enorme riqueza — que para crédito do homem, apenas a metade foi herdada, a outra metade foi adquirida pelo seu próprio trabalho árduo — fez dele uma força a ser reconhecida. 
E agora tinha que contar com ele em nome do seu irmão mais jovem e rebelde e suas ações inconsequentes. 
Uma pontada de apreensão vibrou pela espinha de Natalie, no momento em que entrou na cápsula de vidro do elevador. Sua mão tremeu levemente ao apertar o andar ao qual se dirigia. 
Será que Angelo concordaria em pelo menos vê-la, dada a forma como ela saiu da vida dele cinco anos atrás? 
Será que a odiava da mesma maneira como um dia a amou?
Será que a paixão e o desejo que antes queimavam no olhar do homem agora era uma chama de ódio? 
Natalie se sentiu desconfortável quando saiu do elevador e se aproximou da recepção. 
Tendo sido criada num ambiente de riqueza, não deveria ficar tão intimidada pelo local suntuoso. Mas quando se conheceram, Angelo não revelou o quanto sua família era rica. 
Para ela, era apenas um homem que havia trabalhado duro, um italiano atraente estudando para o mestrado em Administração de Negócios. Ele tinha ido longe para esconder seu passado privilegiado — mas quem era ela para falar alguma coisa? Tinha revelado ainda menos sobre si própria. 
— Sinto muito, mas o signor Bellandini não está disponível no momento — disse a recepcionista num tom formal em resposta à pergunta de Natalie. 
— A senhora gostaria de marcar um horário para outro dia? Natalie olhou para jovem mulher linda, com porte de modelo, cabelo loiro lustroso e límpidos olhos azuis, e sentiu sua já debilitada autoestima despencar como uma âncora. 
Mesmo tendo reaplicado o batom no elevador e arrumado os cabelos castanhos com os dedos, não chegava nem perto de um visual preparado por um profissional. 
Ela estava ciente de que parecia ter dormido com suas roupas, de tão amassadas que estavam, embora não tivesse pregado o olho nas últimas 24 horas. 
Além disso sua tez outrora aveludada estava cinza de preocupação. Havia olheiras escuras sob os olhos de Natalie e suas bochechas estavam com buracos, mas isto acontecia uma vez por ano, desde que ela tinha 7 anos. 
Natalie ergueu os ombros com uma determinação de ferro. Não iria embora sem ver Angelo, mesmo se tivesse que esperar o dia inteiro. 
— Diga ao signor Bellandini que só estou em Londres pelas próximas 24 horas. — Ela colocou seu cartão de visitas sobre o balcão, assim como o cartão do hotel no qual passaria a noite. 
— Eu posso ser encontrada no meu celular ou no telefone do hotel. A recepcionista olhou para os cartões e ergueu a sobrancelha para Natalie. 
— A srta. é Natalie Armitage? — perguntou ela. 
— A Natalie Armitage dos Interiores Natalie Armitage? 
— Sim. 
Os olhos da recepcionista brilharam em deleite. 
— Eu tenho alguns de seus lençóis e toalhas — disse ela. 
— Eu adorei a coleção da última primavera. 
Por minha causa, agora todos os meus amigos têm coisas suas. É tão feminino e suave. Tão original.

 

domingo, 16 de junho de 2013

Escândalo Perfeito

Série Irmãs do Escândalo 



Um homem perfeito... Apaixonado por uma mulher imperfeita!

O objetivo de Emilio Andreoni é atingir a perfeição a todo custo.
Como um empresário muito bem sucedido e um dos solteiros mais cobiçados da Itália, ele precisa resolver apenas mais um detalhe para tornar sua vida absolutamente bem sucedida: encontrar a mulher perfeita!
Ele achava que Gisele Carter era essa mulher, até ela se tornar personagem principal de um escândalo que provocou o rompimento do noivado entre os dois.
Mas provas de sua inocência são apresentadas a Emilio, e agora ele está decidido a conquistar novamente a única mulher capaz de enlouquecê-lo de paixão.
Porém, ele terá um grande desafio pela frente: convencer Gisele de que ela é digna de usar sua aliança outra vez...

Capítulo Um

Emilio estava sentado em um café em Roma, não longe de seu escritório, quando finalmente descobriu a verdade. 
Seu peito apertou enquanto ele lia o artigo sobre irmãs gêmeas que tinham sido separadas no nascimento devido a uma adoção ilegal. 
O artigo era jornalístico, na melhor das hipóteses: uma história comovente e intrigante de como gêmeas idênticas haviam finalmente se reencontrado, por acaso, depois que uma vendedora confundira uma com a outra, numa loja de departamento em Sydney.
Confundira uma com a outra...
Emilio ignorou seu café, recostou-se em sua cadeira e observou as pessoas passando na rua. Turistas e tra¬balhadores, jovens e velhos, casados e solteiros... 
Todos cuidando de suas vidas, totalmente inconscientes do choque que o estava consumindo, até que ele mal pudesse respirar.
Não tinha sido Gisele na fita de vídeo de sexo.
Um nó se formou em sua garganta. Ele fora tão inflexível sobre aquilo, tão teimoso. 
Não ouvira as declarações de inocência de Gisele. Ela lhe suplicara para acreditar nela, mas ele não acreditara.
Ele fizera tudo errado.
Ela havia chorado. Havia gritado. Havia socado o peito dele, com lágrimas escorrendo pelo rosto, e, ainda assim, Emilio fora embora. 
Cortara todos os contatos com ela, jurando pela sua vida que nunca mais a veria ou lhe falaria.
Ele fizera tudo errado.




2- INIMIGOS NO ALTAR







Uma mulher com quem ele não deveria se casar.

Da última vez em que Andreas Ferrante encontrara Sienna Baker, ela ingenuamente achou que poderia seduzi-lo. Embora marcado pelos encantos dela, conseqüências terríveis atormentavam Andreas.
Ter de se casar com ela para garantir sua herança era algo impensável. Siena, por sua vez, se sentia humilhada por ter sido rejeitada por ele no passado.
Ser recusada novamente tornaria tudo ainda pior. Ambos teriam muita sorte se conseguissem sobreviver à cerimônia. Mas como existe uma linha tênue entre o amor e o ódio, talvez as centelhas de raiva alimentassem o fogo da paixão na noite de núpcias...
Elas superam todos os limites e dão o que falar!

Capítulo Um

Andreas recebeu o telefonema de sua irmã mais nova, Miette, nas primeiras horas da manhã.
— Papa está morto.
Três palavras que, sob circunstâncias normais, deve­riam ter evocado um turbilhão de emoções, mas para Andreas não significavam nada mais do que o fato de que agora ele estava livre de ter de brincar de família feliz nas raríssimas ocasiões que seu caminho cruzara com o de seu pai.
— Quando é o funeral? — perguntou ele.
— Quinta-feira — disse Miette. — Você virá?
Andreas olhou para a mulher dormindo ao seu lado, na cama king size do hotel. Ele esfregou o maxilar e deu um suspiro, frustrado. Era típico de seu pai esco­lher o momento mais inconveniente para morrer. 

No próximo fim de semana, em Washington D.C., ele iria pedir Portia Briscoe em casamento. 
Ele até mesmo ti­nha o anel em sua pasta. Agora, teria de esperar outra oportunidade para lhe propor casamento. 
De maneira alguma queria que seu noivado e seu casamento fossem associados com qualquer coisa que tivesse a ver com seu pai, até mesmo com a morte dele.
— Andreas? — A voz de Miette o fez voltar ao presen­te. — Seria bom se você estivesse lá, por mim, se não por papa. Sabe o quanto eu detesto funerais, principalmente depois da morte de mamãe.
Andreas sentiu uma onda de raiva percorrê-lo com o pensamento da linda mãe deles e de quão cruelmente ela fora traída. Ele tinha certeza de que aquilo a mata­ra finalmente, não o câncer. 

A vergonha de descobrir que o marido estava dormindo com uma empregada, enquanto ela se submetia a sessões de quimioterapia, partira o espírito e o coração de sua mãe.
E então, para piorar, a bruxa audaciosa, Nell Baker, e sua filha vadia, Sienna, haviam transformado a despe­dida final de sua mãe numa novela de mau gosto.
— Eu estarei lá — disse ele.
Mas era bom que a vadia impetuosa, Sienna Baker, não estivesse.





Série Irmãs do Escândalo 
1- Escândalo Perfeito
2- Inimigos No Altar
Série Concluída

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pobre Menina Rica

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

“Dormir na rua nunca mais, garotinha rica?” 

Certa vez, Alessandro Vallini cometeu o erro de pedir em casamento a mimada princesinha Rachel McCulloch. A rejeição de Rachel o atingiu na alma, mas agora o jogo inverteu, pois o futuro dela está nas mãos do pobre rapaz que recusara. 
Ele necessita temporariamente de uma governanta, e ela, de dinheiro. Uma oportunidade perfeita para fazê-la ver o que perdera... 
A Rachel empobrecida se tornou alguém bem diferente da glamourosa socialite que Alessandro conheceu. 
Ele havia preparado uma armadilha colocando a si mesmo como isca, mas quem será a verdadeira vítima nesta teia de desejos? 


Capítulo Um 

Rachel esperou durante mais de uma hora para se encontrar com o patrocinador de sua grife. Ainda estava cansada da viagem, sentia a diferença do fuso horário e lutava para manter os olhos abertos folheando uma revista enquanto esperava na confortável recepção. 
Finalmente foi levada até o escritório, estava de pernas bambas de nervoso. E isso, pensou enquanto atravessava a porta. 
Não perderei tudo pelo que lutei arduamente. 
- Sinto muito, sra. McCulloch - disse o atrasado executivo de meia-idade com um sorriso de desculpas antes mesmo de Rachel se sentar. 
- Nós mudamos de ideia. Nossa empresa está passando por algumas reestruturações. Não estamos prontos para assumir o risco de uma designer relativamente desconhecida como você. 
Terá que procurar o financiamento que precisa em outro lugar. Não estamos mais interessados. Rachel o encarou em estado de choque. 
- Não estão interessados? - ela engasgou. 
- Pensei que... Sua carta dizia... Eu vim de tão longe! Ele ergueu a mão como se estivesse conduzindo o lento trânsito que cobria as ruas pavimentadas de Milão. 
- Fomos aconselhados por um especialista em análise comercial altamente respeitado - disse ele. 
- A diretoria chegou à decisão final. Sugiro que você considere outras opções de financiamento. 
Outras opções? Que outras opções? Rachel pensou desesperadamente. Todo o trabalho, todos os sacrifícios feitos, toda a angústia e a dedicação certamente não poderiam terminar assim. 
Ela pareceria uma tola mais uma vez se falhasse agora. Se não conseguisse aquele dinheiro, a empresa iria à falência. Precisava de dinheiro e precisava rápido. Não podia falhar. Rachel franziu a testa enquanto se dirigia ao executivo. 
- Quem exatamente desaconselhou o meu financiamento? 
- Lamento, mas não posso divulgar esta informação - disse ele. 
Sentiu seu corpo tensionar, arrepiando-lhe a pele como um inseto de pernas longas. 
- Você disse que era um especialista em análise comercial altamente respeitado. 
- Exato. 
- Por acaso seria Alessandro Vallini? - perguntou ela com um olhar penetrante. 
- Sinto muito, srta. MeCulloch - disse ele. - Não estou autorizado a responder. 
Ela se levantou, segurando a bolsa com determinação. 
- Obrigada por me receber - disse ela secamente e saiu. Rachel encontrou o endereço do escritório de Alessandro Vallini em Milão no mecanismo de busca do seu telefone. Era um prédio de aparência agradável, velho, mas elegante e refinado, refletindo o sucesso do homem por trás do negócio. 
Foi uma ascensão de estrela até o topo. 
Como um homem que subiu na vida por si só, sem dúvida é um exemplo notável do quão longe se pode ir, independente de sua origem. 
Vê-lo pessoalmente não era algo que planejara, mas Alessandro com certeza havia arquitetado isso para encontrá-la.