Mostrando postagens com marcador Lori F. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lori F. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Um Escândalo de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ele queria um bebê, não uma amante.

Tony Austin não desejava ter uma esposa, mas queria muito ter um filho.
O que ele precisava era de uma mulher que gerasse e carregasse seu bebê até o nascimento e depois desaparecesse de sua vida para sempre...Ela queria um amante, não um bebê.
A última coisa que Olívia Anderson desejava na vida era um marido e filhos.
Tudo com que ela sonhava era passar uma semana ou duas de paixão nos braços de um homem absolutamente maravilhoso, que despertasse a sensualidade que pulsava em seu corpo e em sua alma. E teria sido o encontro perfeito...Escandaloso, mas perfeito. No entanto, Tony e Olívia esqueceram-se de que a paixão podia fugir ao controle racional, fazendo com que o amor chegasse sorrateiro mesmo na vida daqueles que acreditavam ter escolhido o caminho perfeito para conquistar um ideal...

Capítulo Um

Sim. Aquela era a mulher perfeita para ter um filho seu! Tony Austin deduziu e continuou a encará-la, analisando-lhe a fisionomia e também as curvas generosas do corpo esbelto. Claro que já havia feito isso antes, mas agora estava sendo mais detalhista.
Ela não era bonita, mas até aí tudo bem, porque beleza não era essencial para os planos de Tony. Contudo, o charme e a inteligência de Olívia Anderson eram impressionantes. Talvez fosse por isso que a tivesse escolhido sem pensar duas vezes.
Finalmente depois de muito tempo, Olívia percebeu que estava sendo observada. 
O leve sorriso que brincou no canto dos lábios femininos deixou-o sem fôlego, mas Tony meneou a cabeça de um lado para outro, decidindo que sua excitação estava mais ligada ao plano que idealizara do que a qualquer outro interesse pessoal... ou sexual que pudesse nutrir por ela.
E não poderia ser diferente!
Como sempre, Olívia estava elegante, usando um discreto vestido de seda preta e sapatos de salto alto, mas este detalhe tinha pouco ou quase nada a ver com a decisão que Tony tomara.
Embora não fizesse a menor ideia do que estava acontecendo, Olívia era parte integrante dessa decisão.
Tony esfregou as mãos com nervosismo ao ver que a hora da abordagem estava se aproximando. 
Ele a conhecia há três anos, tinham negócios em comum, e também sabia que Olívia só frequentava aquele tipo de festa por causa de seus interesses profissionais. O relacionamento que mantinham não possuía nada de pessoal e por mais contraditório que pudesse parecer, era assim que Tony gostaria que continuasse.
Há apenas dois dias, Olívia lhe apresentara uma proposta de expansão de seus negócios, ou seja, ela pretendia abrir mais uma de suas lojas de lingeries especiais em outra filial dos Hotéis Austin Crown, que pertenciam a Tony e a sua família.
Ele ainda não lhe dera uma resposta, mas estava prestes a fazê-lo. Seria esta noite. Claro que juntamente com esta resposta iria propor o negócio que mais lhe interessava...
Pela primeira vez em muitos anos, Tony ficou nervoso ao se aproximar do momento em que teria de fazer uma proposta de negócios. Então, Olívia começou a caminhar em sua direção, com aquele seu charme peculiar e tudo em que ele conseguiu pensar foi no lindo bebê que poderiam gerar juntos.
Automaticamente, os lábios carnudos se abriram num sorriso sensual.
“Ele vai concordar com a abertura de minha loja!”




sábado, 25 de junho de 2016

Desafio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens do Resgate

Ela pensava em uma boa causa. Ele, em uma boa conquista.

A missão de Amanda Barker era convencer Josh Marshall a posar para seu calendário.
Dono de um corpo perfeito e com reputação de conquistador, ele seria um sucesso de vendas.
Contudo, não estava sendo fácil persuadi-lo a participar do projeto beneficente... E ele não jogaria limpo! Como bombeiro, Josh conhecia muito bem o ditado "onde há fumaça, há fogo", e o jeito ousado de Amanda era indício de um incêndio incontrolável!
 Ela não aceitaria outra resposta além de "sim". Para sua surpresa, Josh resolve cooperar, desde que Amanda tope seu desafio...

Capítulo Um

Josh
Com grande interesse, Amanda Barker espreitou para dentro do vestiário. Ela já estivera no quartel do Corpo de Bombeiros várias vezes, perseguindo-o, mas nunca se aventurara naquela ala privativa.
Havia uma área separada para o chuveiro, adjacente ao vestiário, e o vapor que emanara do banho recente ainda se condensava logo abaixo do teto, tornando o ar úmido e espesso. Alguns dos boxes se encontravam abertos e vazios. Toalhas brancas descartadas pareciam se multiplicar sobre o chão, os bancos e a fileira de cadeiras de madeira envernizada. Amanda enrugou o nariz. A atmosfera do vestiário mesclava os odores de homens, fumaça, sabonete e suor.
À exceção da fumaça, os demais aromas não eram desagradáveis. Uma cópia emoldurada da Oração dos Bombeiros se encontrava pendurada, com discreta assimetria, na parede da outra extremidade, oposta à porta por onde Amanda entrara.
Próximo ao quadro, uma placa onde se lia o título “Sempre Amado, Nunca Esquecido”, relacionava os bombeiros da região, que haviam morrido a serviço da comunidade.
Amanda deixou escapar um suspiro trêmulo e se esgueirou mais para dentro. A oração lhe atraiu a atenção e, de repente, ela se descobriu parada em frente ao quadro, lendo as palavras que sabia de cor. “Capacita-me a estar alerta, a ouvir o mais frágil grito e extinguir o fogo com celeridade e eficiência.”
 Amanda passou os dedos sobre vidro que cobria as valentes palavras, retirando a umidade. Mas logo baixou a mão e se virou, perturbada, como sempre se sentia quando recordava.
Com uma disciplina extraída da autodeterminação, afastou os sentimentos de sempre e olhou ao redor.
O vestiário e os boxes adjacentes pareciam vazios, mas Amanda sabia que ele estava lá.
O vigia lhe passara a informação. Dera-lhe até mesmo permissão para entrar, com um sorriso estampado no rosto, disposto a conspirar com Amanda para conseguir que o tenente mais obstinado da corporação por fim concordasse em colaborar.
Nos alojamentos principais, às costas de Amanda, os bombeiros conversavam animados e riam durante a troca de turno. Aquele era um grupo de homens galanteadores, às vezes grosseiros, sempre viris e divertidos para compensar as responsabilidades inerentes àquele tipo de trabalho. Também se encontravam em ótima forma, esbeltos e musculosos, graças ao treinamento físico espartano que recebiam na corporação.
Todos eram belos espécimes masculinos e tinham perfeita noção disso. Com uma única exceção, mostraram-se dispostos e até mesmo ansiosos em ajudá-la com o calendário beneficente, posando para as fotos que estampariam cada mês do ano.
O dinheiro que arrecadassem com a venda do calendário seria revertido para o instituto de queimados local.
Amanda esperava que nenhum dos homens entrasse ali agora. Passara da hora de ela e Josh Marshall terem uma conversa decisiva. Desde o início do projeto, ele se recusara a participar. Evitara-a sempre que ela tentara abordá-lo e não retornara nenhuma de suas ligações.
Aquele homem era um cabeça-dura egoísta, o que ela pretendia lhe dizer com todas as letras, mas não queria plateia. Confrontos não eram o forte de Amanda. Na verdade, ela os evitava sempre que possível.
Mas Josh Marshall não lhe permitiria evitar aquele.
Por mais que detestasse admitir, precisava dele. Precisava que ele entendesse a importância do que ela esperava fazer e que concordasse em colaborar com seu novo projeto beneficente.
Era bem verdade que os homens da corporação tinham ótima aparência, mas a de Marshall excedia o ótimo. Era estonteante. Sexy. Picante. Ele seria o sr. Novembro perfeito e o modelo magistral para estampar a capa. 
Eles o utilizariam em propagandas nos jornais e livrarias locais, bem como na Web.
De uma forma ou de outra, Amanda pretendia conseguir a colaboração de Marshall naquele dia.
Um som abafado, como passadas de pés descalços no concreto molhado ecoou no vestiário. Amanda girou e lá estava ele, em toda a magnificência de seus mais de 1,80m.
 Despreocupado e descontraído, Josh se recostou ao batente da porta. Os cabelos loiros úmidos, os músculos molhados e os quadris envoltos em uma toalha exígua, também úmida, que mal conseguia lhe ocultar os atributos masculinos.
A água escorria em córregos preguiçosos pelo peito largo, o corpo escultural e os quadris retos, antes de ser absorvida pela toalha. Os braços e os tornozelos estavam cruzados. A posição forçara a toalha a entreabrir, expondo uma parte da coxa coberta de pelos e a pele que o sol não tocava, até o nó fundamental do tecido felpudo. Bastaria um leve puxão para remover a barreira que lhe cobria a masculinidade.


Série Homens do Resgate
1- Farsante
2- Paixão cega
3- Muito perto
5- Desafio ou Sr. Novembro 
Série concluída



sábado, 12 de dezembro de 2015

Tendo Rowdy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Secreto


Dono do bar carismático Rowdy Yates não é o tipo de homem que uma mulher diz não.

Então, quando ele se aproxima da garçonete Avery Mullins, ele totalmente espera obter o seu número. 
No entanto, a beleza indescritível tem suas razões para mantê-la à distância, incluindo um passado que pode vir de volta para assombrá-los.
Avery passa suas noites trabalhando... E tentando esquecer o segredo que Rowdy está determinado a descobrir. 
Mas quando a história corre o risco de se repetir, Avery cresce a confiar na presença protetora de Rowdy quando faíscas entre eles inflamam, ela será forçada a escolher entre a segurança que ela finalmente encontrou... E a paixão que ela sempre procurou.






Série Amor Secreto
1- Correndo risco 
2- O Segredo de Alice 
3- Tendo Rowdy
4- Dash - Não Publicado no Brasil
Baixar em Séries

sábado, 23 de maio de 2015

Defesa Pessoal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um homem para protegê-la...

Sem saber, a jornalista Regina Foxworth entrou em uma roubada. Agora, sua vida corre perigo, mas seus pedidos de ajuda foram ignorados por todos - inclusive pela polícia da pacata cidade de Chester, Ohio. 
A única pessoa que acreditou nela foi Riley Moore, ex-agente e instrutor de defesa pessoal. Ao ver a fragilidade de Regina, ele assume a missão de ensiná-la técnicas de defesa avançadas. 
Mas durante as aulas particulares, torna-se impossível para Regina se concentrar nos golpes... Especialmente quando Riley a prende ao tatame...


Capítulo Um

— Levante os joelhos. Com os olhos arregalados, sem fôlego e extenuada, ela disse: — Não. — A voz soou tão escandalizada que Riley Moore sorriu. 
Isso era o que Red fazia, o fazia rir, se sentir alegre, quando julgara impossível voltar a experimentar tais sentimentos. Não era um mau começo. Mas havia outras coisas a fazer além de sorrir. 
— Não vou permitir que desista, até que o faça. 
— Diabos, seria muito bom ficar ali por algumas horas.
Red não apenas o divertia como também o excitava mais do que qualquer outra mulher que conhecera. Seu corpo era leve, muito suave, uma confortável almofada sob o seu físico, maior e pesado. E o calor que sentia no vão entre aquelas coxas poderia levá-lo à loucura. Os grandes olhos verdes vagaram apressados da esquerda para a direita. 
— Riley, as pessoas estão olhando. 
— Eu sei. — Decidiu provocá-la. Afinal, era importante. Ela precisava aprender a enfrentá-lo. Não havia sentido em desperdiçar todos os seus ensinamentos. 
— Eles estão esperando para ver se você aprendeu algo durante todas essas aulas. A maioria acha que não. Outros estão bastante duvidosos. Uma determinação renovada enrugou as sobrancelhas ruivas e bem-feitas de Red em uma expressão de fúria, tornando seus olhos tempestuosos. Em um piscar de olhos, ela lhe envolveu as laterais do corpo com os joelhos, pegando-o de surpresa com a carnalidade daquele ato. 
Enquanto a mente de Riley vagava por um caminho lascivo, ela girou, se ergueu e o jogou de costas no chão. Orgulhosa de si mesma, golpeou-o no abdômen e aplaudiu a própria performance. Atitude errada, querida, pensou ele, e com destreza deitou-a na mesma posição, da qual ela acabara de escapar, só que dessa vez ela enroscara as pernas ao redor da cintura dele. Momentaneamente sem ar, Red ofegou. 
Meio frustrado, meio divertido, Riley se endireitou. Porque conhecia a própria capacidade, embora outras pessoas a desconhecessem, sempre mantinha um rigoroso controle e cautela. Em especial com as mulheres e sobretudo com Red. Preferia fraturar a perna a machucá-la. Sentando-a, esticou-lhe os braços para o alto, para fazê-la respirar e sacudiu a cabeça. 
— Ao conseguirmos dominar um agressor, querida, não devemos parar para nos parabenizar. Vendo que a exibição terminara, a multidão se dispersou, voltando a se concentrar no próprio treinamento. 
Riley levantou-se e, gentilmente, ajudou Regina Foxworth a se erguer. Ela não era uma mulher baixa, mas comparada à sua altura, parecia pequena. O topo de sua cabeça chegava-lhe ao ombro. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Quente e Sensual

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Ela não queria que ele a entendesse de um modo errado.


Ou talvez fosse justamente o modo certo de entender! Shadow Callahan apenas estava tentando juntar dez homens lindos de morrer quando abordou Brent Bramwell. Todas as lojas do shopping haviam concordado que um concurso para eleger o homem mais sexy da redondeza atrairia freguesas. 
Mas é claro que Shadow não poderia culpar Brent por estar entendendo equivocadamente a proposta dela. Afinal, a sua loja vendia brinquedos bem peculiares... e para adultos! Brent sempre fora do tipo controlado, sem tempo para joguinhos. 
Porém, depois de conhecer Shadow, percebeu que estava deixando de viver algo muito especial. Coisas bem divertidas até. E que Brent só queria fazer se fosse com Shadow! 


Capítulo Um 

“Você se comportou muito mal. Vá agora mesmo para o meu quarto.” Aquelas palavras ousadas, impressas sobre o algodão branco e macio da camiseta esticada sobre um par de seios volumosos, atraíram a atenção de Brent Bramwell. 
Ele estivera observando a nova cadeia de lojas variadas do pequeno shopping center, para verificar se tudo estava em ordem agora, já que a maioria dos imóveis havia sido arrendada, quando captou um movimento em uma das vitrines. Vencido pela curiosidade, diminuiu o passo, apesar do vento gelado da manhã de início de novembro.
Tudo que podia ver do corpo trajado com a camiseta era o torso. Envolvida com a tarefa de pendurar novos painéis, a mulher se encontrava empoleirada sobre um banco ou uma escada, com o rosto fora do raio de visão. O peitoril da vitrine lhe ocultava as pernas a partir da altura das coxas. Porém, o que viu exposto o agradou. Quadris de curvas perfeitas, coxas torneadas e seios fartos. 
Brent se aproximou devagar, ignorando o açoite gelado dos flocos de neve no rosto e nos cabelos. Releu as palavras impressas na camiseta e imaginou que tipo de mulher estamparia uma sugestão tão ousada no peito. A apenas alguns centímetros de distância da vitrine agora, estacou e a observou esticar os braços. 
O movimento ergueu a camiseta para presenteá-lo com a visão da pele imaculada do esplêndido abdome da mulher e do umbigo, apenas um ponto delicado. Brent prendeu a respiração e naquele instante a mulher desceu, olhando diretamente para ele. Os olhos castanho-claros imensos, levemente curiosos e emoldurados por cílios espessos expressavam um brilho maroto. E ele se viu nocauteado. Com força. Literalmente. 
Os pés de Brent escorregaram no passeio coberto de gelo e ele se descobriu deitado de costas com o olhar cravado no céu escuro e turbulento. Ainda tentava recuperar o fôlego, quando ouviu a porta se abrir. 
A mulher saiu para a calçada, o vento frio lhe despenteando os cabelos escuros e cacheados. Em seguida, ela também se desequilibrou na tentativa de caminhar sobre o gelo. Porém, mostrando mais agilidade que Brent, conseguiu se manter de pé e logo se ajoelhou ao lado dele. 
Quando ela esticou as mãos para lhe segurar a cabeça e a envolveu entre as palmas quentes, Brent se deparou com os mais lindos olhos castanhos que jamais vira. Eram penetrantes e atraentes. A voz da mulher soou ansiosa. As bochechas do rosto se encontravam coradas. 
— Você está bem? Brent procurou as palavras, mas nenhuma lhe veio à mente. Apenas confirmou com um gesto de cabeça, sem saber se estava mesmo em condições de falar. A vergonha travava uma batalha com o desconforto. O chão da calçada era duro, repleto de pedaços de gelo e sal e tão frio que ele sentiu os dentes começarem a tiritar. A mulher franziu a testa. 
— Deixe-me ajudá-lo a se levantar. Acha que consegue andar? 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Uma Amante Maravilhosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Zack estava no mercado em busca de uma esposa, mas não poderia ser qualquer mulher. 

Ele queria alguém que fosse o exemplo perfeito para sua garotinha. Quando Wynn se muda para a casa ao lado, Zack seria capaz de enumerar cada detalhe do que jamais desejaria para sua filha. 
Mas essa era a visão dele de pai, porque o homem gritava “Quero você!”. 
Porém, Wynn gostaria que ele a visse como algo mais do que uma amante... Ou que dedicasse a ela ao menos metade do amor que ela recebia de sua filhinha.

Capítulo Um

Zack 
– Droga, Conan! Basta! 
Zack Granger se sentou na cama com um sobressalto, o coração disparado e os músculos tensos. O cérebro embotado pelo sono girava em um redemoinho desgovernado. Tivera um sonho extremamente erótico com uma mulher sem rosto, mas com um corpo espetacular… e em seguida, ouviu o grito feminino alto.
Presa entre o entorpecimento do sono e o despertar abrupto, a mente de Zack mergulhou em um caos confuso. Olhou ao redor do quarto imerso em sombras e o encontrou vazio como sempre. 
Ninguém espreitava pelos cantos, certamente não a mulher com quem sonhara, mas ainda assim a voz parecia ter ecoado ao seu ouvido. Com as batidas do coração ainda aceleradas, apurou os ouvidos, captou uma risada masculina que flutuava pela janela aberta e franziu a testa. Um olhar ao relógio revelou que eram só 7h30.
Estava dormindo havia apenas algumas horas, não o suficiente para se recuperar da noite agitada. E certamente não o bastante para pôr um fim àquele sonho tentador, agora elusivo. 
– Isso não tem graça, seu idiota, e você sabe disso. – A mulher se queixou em voz alta, demonstrando não ter nenhuma consideração por aqueles que estavam tentando dormir. 
– Não consigo acreditar que fez isso comigo. 
– Melhor ser com você do que comigo, querida. – E em seguida: 
– Ai! Isso doeu! Zack atirou o lençol para o lado. Trajando apenas uma cueca boxer, se encaminhou à janela e olhou para fora, estremecendo quando o ar matutino lhe envolveu o corpo quase desnudo. Estavam em meados de setembro e as noites se tornavam mais frias, mas ele preferia dormir com o ar fresco. 
Estirou os músculos doloridos, ainda rígidos devido aos levantamentos sucessivos de poucas horas atrás. Em seguida, coçou o peito, afastou a cortina de tecido fino para o lado e perscrutou o pátio atrás da casa. 
O terreno onde ficava a casa de Zack era de esquina e mais privativo. A rua que passava nos fundos era perpendicular à dele. A janela do quarto, na parte traseira da casa, dava vista para o terreno ao lado, de modo que era possível visualizar tanto a parte da frente quanto o pátio dos fundos da casa de trás.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Intenso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Nick Harris e Josie Jackson não deveriam ter se encontrado, muito menos gostado um do outro! 

Em vez de rejeitar Rosie, porém, ele se encanta com aquela mulher sexy como uma sereia. Quando foi marcado o encontro em um bar para solteiros, Nick esperava conhecer mais uma representante do sexo feminino do tipo firme, intelectual, responsável. 

Ao mesmo tempo, Josie achava que ele não passava de mais um chatinho que sua irmã arrumara para ela. Ambos estavam enganados, e o que era para ser um encontro às cegas destinado ao fracasso, tornou-se uma noite de paixão sem limites! 
Algumas horas de puro prazer era tudo o que desejavam, mas quando descobrissem a verdadeira personalidade de cada um, talvez seus sonhos mais selvagens fossem destruídos... 


 Capítulo Um 

Josie Jackson puxou para baixo a barra da minissaia e entrou no recinto barulhento. Enxergar o outro lado do bar era quase impossível, na penumbra enfumaçada. Mas finalmente avistou um homem, de costas, sentado num banco alto na extremidade do balcão, exatamente onde imaginava que estaria. 
Audaciosa, pensou ela, tentando se concentrar no que fora fazer ali. Ousada, sexy, segura de si. Deixaria o pobre homem apavorado, e ele não veria a hora de sair correndo. Josie tinha escolhido aquele local de encontro de solteiros com a esperança de que tudo terminasse antes de começar. Para sua surpresa, porém, ele concordara com a escolha. Pelo menos foi o que sua irmã dissera. Mas a irmã dissera também que ele era “perfeito” para ela, o que por si só era quase uma garantia de que Josie não gostaria dele. Susan o descrevera como responsável. Maduro. Estável. 
Josie estava cansada dos encontros às escuras que a irmã lhe arranjava, e mais cansada ainda do tipo de homem que Susan achava que ela precisava: sério, certinho, preocupado com as aparências. O tipo de homem que não tinha nada a ver com romance ou paixão. 
Tudo o que esses homens queriam era conhecer alguém igual a eles, para casar e continuar vivendo suas vidas sem-graça. Ela estava com 25 anos e passara a maior parte da vida perseguindo seus objetivos, agradando a irmã com sua dedicação. Agora que havia alcançado esses objetivos, estava na hora de ir atrás de outras coisas. Mais do que na hora. Ela merecia divertir-se um pouco, ser feliz. 
Bob Morrison podia estar interessado em morar numa casinha charmosa, num bairro bom, com uma família perfeita, mas Josie Jackson tinha outros planos, e se o local escolhido para aquele encontro não fora suficiente para desencorajá-lo, um simples olhar para ela seria, com certeza. Josie caminhou até ele. Ouviu um assobio baixo às suas costas e sentiu que enrubescia. A próxima coisa que ela sentiu, uma mão em suas nádegas, quase a levou a virar-se e sair correndo dali. 
Mas conseguiu lançar um olhar fulminante para o atrevido que tomara aquela liberdade e continuou andando, empertigada, nos sapatos de salto 7,5cm. Uma proeza nada fácil para quem estava habituada a usar tênis e alpargatas. Mas ela era capaz de levar aquilo até o fim, disse para si mesma. Todos os seus pensamentos, no entanto, viraram pó quando o homem se virou para ela. Misericórdia… A respiração ficou presa na garganta, não entrava nem saía. 
Josie ficou imóvel, olhando para ele. Ora essa… Não era bem o que ela tinha imaginado. Talvez até fosse “certinho”, mas era diferente dos outros “certinhos” que ela conhecera até então, com aquele jeans confortável e camisa polo preta. Era um homem atraente, másculo, sexy. Sim, definitivamente sexy. Josie forçou-se a dar mais um passo à frente, sentindo-se tolhida pela minissaia, pelos sapatos ridiculamente altos e por suas próprias restrições. 
– Bob? Bob Morrison?

domingo, 14 de setembro de 2014

Mergulho Para o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Ele a levaria para a cama em um piscar de olhos...

Mas ela era uma mulher proibida... O detetive particular Harry Lonnigan não se deixou enganar por um segundo sequer. 

Aquela figura desamparada vestida de menino era uma mulher da cabeça aos pés, e estava prestes a arruinar o disfarce dele e, de quebra, ser assassinada. 
Então ele salvou aquele pescoço lindo, junto com o resto do corpinho sexy que o acompanhava... E sobreviveu para se arrepender de ter bancado o herói. 
Harry descobriu que Charlie era a filha distante de seu melhor amigo, a quem ele tinha como um pai. Sua primeira providência deveria ser promover o reencontro dos dois. Mas ela não sabia disso. Sua prioridade era seduzir Harry, E, antes que ele pudesse perceber, já havia mergulhado no amor... 

Capítulo Um


Ela possuia a boca macia e doce de uma mulher. E, quando curvou-se ligeiramente, espiando pela vitrine do pitoresco mercadinho, ele pôde lhe inspecionar o bumbum, achando-o igualmente doce. Ele sentiu uma comichão na palma das mãos e não soube dizer se era de vontade de acariciar ou de dar uma palmada. 
Talvez ela gostasse de usar roupas masculinas. Ou apenas tivesse mau gosto para se vestir. Mas, sem dúvida, era uma mulher. Disso Harry tinha certeza. Nem sequer a notara até ela chegar bem perto dele e Harry ter sentido o perfume dela, que o atingiu com tanta força que ele se sentiu como um macho na temporada de acasalamento. 
Não conseguiu deixar de fitá-la até ela perceber o olhar intenso dele. 
Lançando-lhe um olhar aborrecido, ela afastou-se. E, ainda assim, ele continuou a fitá-la. A desbotada jaqueta de couro marrom era de um tamanho maior do que o dela, e a costura de um dos ombros estava rasgada. E a camisa de flanela por baixo era larga e estendia-se por sobre o jeans remendado, que não lhe caía bem. 
Desgastadas botas de salto baixo com correntes na parte de trás davam a impressão de que ela estava tentando passar a imagem de motoqueira encrenqueira. 
Um absurdo. Mesmo com o farto cabelo escuro preso para trás em um rabo de cavalo improvisado, ela parecia muito mais feminina do que uma rebelde sem causa. Tinha apenas uma das orelhas furada, de onde uma bala gasta pendia de uma pequenina argola de prata. 
Mantinha as mãos nos bolsos traseiros e uma expressão de deboche no rosto. Harry não pôde deixar de se perguntar o que teria feito com os seios, pois não dava para notá-los através das roupas folgadas. É claro que ela poderia ser naturalmente miúda. 
Ele não se importaria. Na verdade, bumbuns eram a preferência dele, e ele gostava de mulheres pequenas, ele... Harry interrompeu-se, horrorizado com o rumo tomado pelos próprios pensamentos. Não queria nada com aquela mulher, absolutamente nada. Independentemente dos motivos para imitar um homem, ela não precisava estar ali agora, naquele exato instante, possivelmente estragando as coisas para ele, definitivamente distraindo-o. 
Harry Lonnigan fitou a infeliz mulher com irritação, agora dividindo a atenção entre ela e os dois homens seguindo para a caixa registradora. 
Tinha um trabalho a fazer. No entanto, ali estava ela, tentando caminhar como um homem, tentando ter no rosto uma expressão masculina. Harry fungou e, em seguida, sem querer, inspirou profundamente, tentando detectar o doce odor outra vez. Não o cheiro do perfume, mas o aroma de uma mulher quente, capaz de enlouquecer um homem. Quis ignorá-la, mas não conseguiu. 
Quem era ela, e o que será que pretendia com aquela roupa extravagante e a atuação esquisita? Apenas um imbecil completo acreditaria que ela era um homem. Contudo, naquele instante, um dos dois homens virou-se, olhou para ela e deu credibilidade à fantasia dela ao desconsiderá-la sem sequer erguer uma sobrancelha. Harry ficou estupefato.

domingo, 25 de maio de 2014

Quando Ousa...

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O mercenário Dare Macintosh vive de acordo com uma única regra: negócios e vida pessoal não combinam. 

Se ele considera a causa válida e o preço atraente, aceita a missão. 
Quando Molly Alexander, uma adorável autora de bestsellers, pede sua ajuda para localizar o homem que a sequestrou, pela primeira vez Dare se vê tentado a misturar trabalho com prazer.
Molly, porém, está decidida a não confiar em ninguém até descobrir a verdade. Quem seria o inimigo? Seu pai poderoso e distante? O ex-noivo ainda ressentido? Ou o obcecado fã de seus romances? 
Quando o perigo aumenta, a única esperança de Molly é Dare. Mas os sentimentos dela por ele podem ser ainda mais ameaçadores…


Capítulo Um

Passava da meia-noite. Ouvia-se apenas o zumbido silencioso do reduzido tráfego ao longo da orla da praia e o som ocasional de uma buzina ou de pneus cantando no asfalto. 
Duas pessoas saíram de um bar, nas proximidades, rindo alto, antes de entrar em uma SUV e rumar, bêbadas, na direção da estrada. Nas sombras de um estacionamento, escondidos pela vegetação, nos fundos do motel decadente, ninguém os notou. 
Evitando o brilho amarelado da lua cheia, ficaram atrás da parede sul, sob uma lâmpada com sensor de presença quebrada. Uma lâmpada que Dare Macintosh quebrara. A brisa do mar agitava o ar e aguçava seus sentidos.
Enquanto esquadrinhava a área e olhava repetidas vezes para o furgão preto que alugara ao chegar a San Diego, Dare aguardou. Seu amigo, Trace Rivers, abraçava a irmã mais nova com uma emoção quase asfixiante. 
Foram dois longos dias, repletos de preparação frenética, poucas horas de sono, pouca comida e muita descarga de adrenalina: condições favoráveis para Dare. Com o trabalho desgastante concluído, desejava desesperadamente algo para comer e um lugar para dormir. E, mais do que isso, queria ver a mulher magra, ferida e ainda desmaiada no banco de trás do furgão. 
— Conte-me tudo — disse Trace, não à irmã, que mantinha apertada de encontro ao corpo, mas a Dare. Após olhar mais uma vez para o furgão, Dare assentiu. Encontrara Alani e a devolvera a Trace como lhe prometera, mas nenhum dos dois sabia o que a jovem havia passado. 
— Ela estava em Tijuana, como você disse. Trancada em um trailer com algumas outras mulheres em uma área isolada. 
— Fortemente vigiada? 
— Sim. Trace respirou de forma tensa e proferiu o que ambos sabiam: — Tráfico humano. Dare assentiu. — Não havia muitos alimentos ou bebidas. Um lugar sujo, abafado, com as janelas bem fechadas. Mantinham as mulheres... — Hesitou, sabendo como Trace se sentiria com aquilo, mas o amigo precisava saber. — ... acorrentadas no chão, com correntes longas apenas o suficiente para chegar a um banheiro. Sem lavatório. 
— Filhos da mãe. — Dominado pela raiva, Trace fechou a mão no cabelo de Alani e apertou-a com mais força, de modo protetor. Ela não reclamou. Trace não costumava usar linguagem grosseira na frente da irmã, o que significava que estava no limite, quase sem consciência do que dizia ou fazia. Dare desviou o olhar dos dois, compreendendo a falta de controle do amigo. Mais uma vez se concentrou no furgão alugado. 
— Precisei passar por vários vigias e alguns guardas armados para tirá-la de lá. 
— Com bastante facilidade. — Trace fez uma afirmação, não uma pergunta. 
— Não houve muito estardalhaço. — Dare sempre trabalhava com um silêncio eficiente. Um alarme teria trazido mais guardas armados, talvez em um número maior do que ele pudesse combater. Embora desejasse matar todos eles, não o fez.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fantasia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Sebastian Sinclair concordou em participar de um leilão de solteiros, mas ser arrematado é bem diferente de ser dado a uma aniversariante sortuda.

Brandi não consegue acreditar no presente escandaloso que sua irmã inventou para ela: cinco dias em um resort com tudo pago e amante incluído!
O que fazer em um lugar paradisíaco na companhia tentadora de um homem deslumbrante como Sebastian?
Em pouco tempo Brandi descobre a resposta à sua pergunta: tudo o que quiser!

Capítulo Um


– Dou-lhe uma… Dou-lhe duas… A ansiedade tornava o ar tenso, quando a apresentadora finalmente disse: 
– Vendido! 
E Sebastian Sinclair observou enquanto o homem que acabara de ser comprado era guiado para fora do palco ao som de estrondosos aplausos femininos. Logo seria a vez dele. Como, diabos, permiti que me convencessem a fazer isto? Ele se perguntou. 
Usar terno, ver enormes quantidades de dinheiro trocando de mãos sem nenhuma consideração com o custo, ser o centro das atenções… ele odiava tudo isso.
Fazia com que se lembrasse de sua juventude e de que ele não tinha nada em comum com aqueles aristocratas frívolos. E, mais do que tudo, Sinclair odiava a idéia de ser comprado como um brinquedo caro, para a diversão de mulheres ricas… Não importava o motivo. 
Ele parecia ser o único homem ali que não estava empolgado com a perspectiva de se exibir. Os outros, de idades variando dos quase 30 ao início dos 40, estavam sorrindo, exibindo a mercadoria, por assim dizer, e, de modo geral, entrando no espírito da coisa. 
Restava apenas um homem na frente de Sebastian, na fila, e, a julgar pelos músculos do cara e pela barba cerrada, ele não demoraria muito. 
As mulheres estavam ficando realmente incontroláveis quando os homens eram do tipo viril. Provavelmente era por isso que os operários da construção civil usavam jeans e camisetas justos demais até para homens com metade do tamanho deles… uma adaptação à audiência feminina que tinham, sem dúvida. 
Porque era absolutamente impossível que um homem pudesse trabalhar com conforto vestindo uma camiseta tão apertada. 
Da mesma forma, os jardineiros usavam suas botas de trabalho e jeans; alguns deles nem usavam camisas. E os carpinteiros… com o pesado cinto de ferramenta pendendo baixo ao redor de seus quadris. O conjunto ficava completo com as chaves de fenda e o maior martelo que Sebastian já vira sem dúvida uma tentativa lamentável de simbolismo. 
Sebastian balançou a cabeça e tentou, sem muito sucesso, disfarçar seu divertimento. 
A apresentadora, uma mulher com um sorriso muito largo e cheio de dentes, guiou um homem ao redor do palco, puxando-o pelo cós da calça. A platéia enlouqueceu, e logo voltou a rugir em uníssono quando a apresentadora virou o homem de costas, exibindo-o. 
Os refletores iluminaram o traseiro dele e os gritos femininos encheram o ar. Sebastian se perguntou se alguma daquelas pessoas ricas percebia a seriedade do evento, que tinha o objetivo de arrecadar fundos para ajudar mulheres que haviam sofrido abuso. 
Ele duvidava. Para elas era apenas uma travessura, não uma ação humanitária com o objetivo de construir abrigos e ajudar os necessitados. 
Para Sebastian, a questão era muito mais pessoal. O homem musculoso que estava na frente dele na fila foi levado para o palco, ansioso por sua vez de instigar a massa de fêmeas tolas, e Sebastian foi deixado com uma assistente, esperando sua vez. 
Como ele imaginara, o companheiro barbudo foi rapidamente leiloado, a última oferta acontecendo sob uma onda crescente de gritos femininos e gracejos grosseiros. 
A assistente pegou Sebastian pelo braço e guiou-o para frente.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Segredo de Alice

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Secreto




A curiosidade pode ser fatal.

Alice Appleton desarticulou uma rede de tráfico humano e agora vive com medo de sofrer ameaças.
Por esse motivo, guarda seu passado a sete chaves… Até que seu vizinho, um policial charmoso e sedutor, bate à sua porta.
O detetive Reese Bareden pensava que conhecia tudo sobre mulheres, mas Alice o deixa aturdido.
Ele conseguirá desvendar seu mistério? 

Ou vai protegê-la de algum perigo? 
Uma coisa é certa: a química entre Reese e Alice é como uma bomba-relógio prestes a explodir.

Capítulo Um

Enquanto caminhava em sua direção, o cabelo de Alice, sedoso como o de um bebê, caía em cachos soltos, flutuando sobre os ombros.

Os grandes olhos castanhos, tão inocentes e alertas, ao mesmo tempo, fitavam-no atentamente, como sempre.
Ela sorriu, aquele sorriso lhe despertava sensações extraordinárias. Deixava-o faminto, como jamais havia experimentado algo parecido.
Luxúria, com certeza. Mas sentir um desejo tão premente assim? Não, nunca. Somente com Alice. 
Muito próxima agora, tão próxima que o calor de seu corpo o aquecia, roçou o nariz contra seu queixo, pescoço e orelha. 
Ele gemeu alto. Ouviu, mas mal podia acreditar que o som rouco escapara de sua garganta, devido a uma carícia suave em seu ouvido. Era loucura, mas faltava muito pouco para Alice deixá-lo dolorosamente excitado. 
– Reese? Ele queria aquela boca na dele. Virou o rosto em sua direção e sentiu-lhe a respiração. Quente. Então, sua língua molhada. 
– Oh... hum, Reese? A voz parecia tão hesitante que ele sorriu quando a envolveu e abriu os olhos. 
Nesse momento, sua mão apalpou uma densa pelagem e os olhos expressivos castanhos que o fitavam não eram os de Alice. Não eram sequer humanos. Seu cão, Cash, ofegou ante o sinal repentino de vida. 
Feliz por tê-lo acordado, latiu, deu uma volta rápida e lambeu-lhe o rosto outra vez. 
– Droga. 
– Reese se esquivou dos carinhos molhados do animal e tentou se orientar. O sonho fora tão incrivelmente real.
E bem-vindo. Tentou se mover e se viu confinado no espaço exíguo de um sofá. O sofá de Alice. Erguendo a cabeça, olhou para si mesmo. 
Usava apenas cueca e o tecido estava retesado com a rigidez de seu sexo excitado. Humm... Onde estaria o lençol? Ah, no chão ao lado do sofá. Apoiando-se em um braço, tentou se erguer e se deparou com Alice, de pé, completamente vestida com uma calça de verão, uma blusa sem mangas, as mãos unidas na frente do corpo e, sim, o cabelo castanho e macio solto sobre os ombros.
Mas, agora, acordado, podia ver que estavam arrumados, como ela sempre os usava, não emaranhados do modo sexy como aparentavam em seu sonho. 
Alice o fitava, mas aqueles olhos castanhos, sugadores de almas, não estavam em seu rosto. Observavam com atenção, assimilando a sua ereção matinal. Ótimo.
Receber beijinhos na cara do seu cachorro já era ruim o suficiente. Tentar alcançar o lençol agora só iria fazê-lo parecer mais tolo. 
Não estava acostumado a se ver em situações complicadas e desconfortáveis. Pelo menos não com as mulheres.






Série Amor Secreto
1- Correndo risco 
2- O Segredo de Alice 
3- Get Rowdy - Não Publicado no Brasil
4- Dash - idem
Série Concluída
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Correndo Risco

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Secreto



Quando o detetive Logan Riske se disfarça para encontrar Pepper Yates, ele jura fazer o que for necessário a fim de conseguir sua cooperação.

Aparentemente, ela é uma provável conexão com o assassinato não solucionado de seu melhor amigo.
Porém, Pepper é tão desconfiada quanto bela, e ainda mais perigosa do que ele imagina.
A última coisa de que Logan precisa é se interessar por esta mulher...
Pepper passou os últimos cinco anos driblando um corrupto dono de boate que fará de tudo para silenciá-la.
Ela não pode confiar em ninguém, nem mesmo no lindo empreiteiro que se mudou para a casa vizinha...

Capítulo Um

Pepper Yates sentiu um olhar intenso percorrê-la, enquanto se encaminhava ao prédio onde morava.
Experimentava aquela mesma sensação desde que seu novo vizinho se mudara para lá, há duas semanas, mas ainda não se acostumara com ela.
Uma expectativa perigosa lhe percorreu a espinha.
Não conhecia o homem inclinado sobre a varanda, com os braços musculosos cruzados sobre a grade, sem camisa e com um sorriso estampado no rosto... enquanto acompanhava cada movimento que ela fazia.
Pepper não o encorajara de nenhuma forma.
Aquele homem estava fora de seu alcance e a atenção que lhe dedicava a deixava cada vez mais tensa.
A insegurança a fez dar um passo em falso, resultando em um ruído estridente dos tênis de lona baratos que usava atritando contra o chão.
A saia longa lhe fustigava as canelas. Pepper sentiu um aperto no peito.
Mantendo a cabeça baixa e segurando firme nos braços as sacolas de papel cheias de mantimentos, fingiu não notá-lo. Sua performance era digna de um Oscar.
Afinal, quem não notaria aquele homem?
Se tivesse de arriscar, diria que as mulheres deviam assediá-lo com frequência. Ele possuía o tipo de presença impactante e arrogante.
Contudo, o que mais poderia fazer?
O sol forte de agosto lhe queimava o topo da cabeça. Algumas braçadas na água fresca da piscina seriam bem-vindas, mas não com seu novo vizinho por perto.
Na verdade... nunca. Ao que parecia, seus dias despreocupados de natação haviam ficado para trás. Pensar no quanto perdera e em tudo que passara em nome da sobrevivência a entristecia.
Mas, graças ao irmão, acabara conseguindo, lembrou a si mesma. E aquilo era o que mais importava.
Aquela era também a principal razão pela qual não podia se permitir ser atraída pela sedução do novo vizinho.
Aquele homem parecia ter um “P” maiúsculo, de “perigoso”, estampado no peito desnudo. Enquanto subia apressada os degraus que levavam ao seu apartamento, Pepper baixou o queixo em um ângulo que quase tocou o peito.
Claro que o vizinho se dirigiu a ela. Sempre fazia isso. Por mais estranho que parecesse, a repulsa que demonstrava não o dissuadira. Aquele homem tinha um ego do tamanho do mundo!


Série Amor Secreto
1- Correndo Risco 
2- O Segredo de Alice
   

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O Segredo De Alice

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Love Undercover




Alice Appleton desarticulou uma rede de tráfico humano e agora vive com medo de sofrer ameaças. 

Por esse motivo, guarda seu passado a sete chaves… 
Até que seu vizinho, um policial charmoso e sedutor, bate à sua porta. 
O detetive Reese Bareden pensava que conhecia tudo sobre mulheres, mas Alice o deixa aturdido. 
Ele conseguirá desvendar seu mistério? 
Ou vai protegê-la de algum perigo? 
Uma coisa é certa: a química entre Reese e Alice é como uma bombarelógio prestes a explodir. 

Capítulo Um 

Enquanto caminhava em sua direção, o cabelo de Alice, sedoso como o de um bebê, caía em cachos soltos, flutuando sobre os ombros. 
Os grandes olhos castanhos, tão inocentes e alertas, ao mesmo tempo, fitavam-no atentamente, como sempre. 
Ela sorriu, aquele sorriso lhe despertava sensações extraordinárias. Deixava-o faminto, como jamais havia experimentado algo parecido. 
Luxúria, com certeza. Mas sentir um desejo tão premente assim? Não, nunca. Somente com Alice. 
Muito próxima agora, tão próxima que o calor de seu corpo o aquecia, roçou o nariz contra seu queixo, pescoço e orelha. Ele gemeu alto. Ouviu, mas mal podia acreditar que o som rouco escapara de sua garganta, devido a uma carícia suave em seu ouvido. 
Era loucura, mas faltava muito pouco para Alice deixá-lo dolorosamente excitado. 
– Reese? Ele queria aquela boca na dele. Virou o rosto em sua direção e sentiulhe a respiração. Quente. Então, sua língua Molhada. – Oh... hum, Reese? A voz parecia tão hesitante que ele sorriu quando a envolveu e abriu os olhos. 
Nesse momento, sua mão apalpou uma densa pelagem e os olhos expressivos castanhos que o fitavam não eram os de Alice. 
Não eram sequer humanos. Seu cão, Cash, ofegou ante o sinal repentino de vida. Feliz por tê-lo acordado, latiu, deu uma volta rápida e lambeu-lhe o rosto outra vez. 
– Droga. – Reese se esquivou dos carinhos molhados do animal e tentou se orientar. O sonho fora tão incrivelmente real. E bem-vindo. 
Tentou se mover e se viu confinado no espaço exíguo de um sofá. O sofá de Alice. Erguendo a cabeça, olhou para si mesmo. 
Usava apenas cueca e o tecido estava retesado com a rigidez de seu sexo excitado. Humm... Onde estaria o lençol? Ah, no chão ao lado do sofá.
Apoiando-se em um braço, tentou se erguer e se deparou com Alice, de pé, completamente vestida com uma calça de verão, uma blusa sem mangas, as mãos unidas na frente do corpo e, sim, o cabelo castanho e macio solto sobre os ombros.
 Mas, agora, acordado, podia ver que estavam arrumados, como ela sempre os usava, não emaranhados do modo sexy como aparentavam em seu sonho. 
Alice o fitava, mas aqueles olhos castanhos, sugadores de almas, não estavam em seu rosto. 
Observavam com atenção, assimilando a sua ereção matinal. Ótimo. Receber beijinhos na cara do seu cachorro já era ruim o suficiente. 
Tentar alcançar o lençol agora só iria fazê-lo parecer mais tolo. Não estava acostumado a se ver em situações complicadas e desconfortáveis. Pelo menos não com as mulheres. 
Como detetive de polícia, com certeza, passava por momentos inusitados com os criminosos, mas jamais ostentando cuecas boxer esportivas. 
Alice era inúmeras coisas: vizinha, um enigma, uma irritante e surpreendente. E, é claro, com base naquele sonho excitante, também era o foco atual de suas fantasias.
Reese clareou a garganta. – Ei, aqui em cima. – O olhar curioso de Alice vagou para o seu rosto.
– Obrigado. Agora, se não se importa, poderia se virar um minuto. Minha pudicícia já está mais do que comprometida, portanto para mim tanto faz. Mas com o seu rosto ficando cor-de-rosa, não tenho certeza se... 






Série Love Undercover
1- Correndo Risco
2- O Segredo de Alice
  

domingo, 9 de junho de 2013

Ultrajante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Judd era um homem que deixava qualquer pessoa enervada! 

Primeiro, salvara Emily de um bando de arruaceiros bêbados. 
Cinco minutos depois, arrancava as próprias roupas na frente de mulheres vorazes. 
Que tipo de homem era Judd Saunders? Bonito como o pecado, sem dúvida. 
Emily mal conseguia manter as próprias mãos afastadas dele.
Judd também estava encantado pelos mistérios daquela mulher pequena e abelhuda, que havia atrapalhado sua investigação em um momento crucial. 
Ela era uma ameaça para si e para a libido dele. 
E agora que Emily arruinara seu disfarce, ele teria que revelar sua verdadeira identidade... 

Capítulo Um

Aqueles olhos castanhos eram os maiores que Judd já vira.
A dona daquelas íris escuras também exalava ino­cência por todos os poros, apesar dos trajes ridículos e da bolsa de lona enorme e puída que carregava. 

Pensa­ria ela que poderia se misturar à multidão só porque usava uma capa esfarrapada e um chapéu roto? Acre­ditaria que alguém a consideraria uma sem-teto? Era pouco provável.
Então, o que estava fazendo ali àquela hora da noi­te? O baixo leste de Springfield não era lugar para uma moça como aquela. 
A jovem andrajosa passou por ele, dessa vez mais devagar, e os olhos se encontravam tão arregalados que pareciam abarcar tudo a seu redor de uma só vez. E abarcaram Judd.
Um arrepio o varou, mais intenso que qualquer coisa que sentira antes. 
Ela desviou o olhar, mas não antes de ele detectar um leve rubor colorindo as fei­ções delicadas, perceptível até mesmo à penumbra do anoitecer, com apenas a luz do poste da esquina servindo de iluminação. 
Era dona de uma pele ima­culada.
Droga! Tinha muito com que se preocupar além da srta. Puritana, com suas unhas pintadas e os cabelos tratados em salão, tentando se passar por alguém da comunidade local. 
Judd dera apenas um passo para fora do bar, na intenção de respirar um pouco de ar fresco. 
O odor de perfume barato lá dentro era sufo­cante e suficiente para lhe revirar o estômago.
Podia ouvir o volume da música aumentar e soube que os dançarinos se encaminhavam ao palco. 
Em menos de dez minutos, teria de voltar para lá e se des­nudar no cumprimento do dever.
Droga! Detestava aquele disfarce. 
Que policial de­cente e trabalhador tinha de tirar as roupas em frente a uma multidão de mulheres famintas por sexo e ávi­das por apalpá-lo?