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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Acordo de Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Legado do  Moretti
O que ele vai fazer com Angelina? 

Dominic Moretti tinha todo o direito e o poder para demitir sua secretária… Mas ele percebeu que realmente queria fazê-la… pagar.
A vingança não era uma atitude nobre, mas Angelina furtara. E Dominic ainda não sabia o motivo.
Durante todo o tempo em que confiara nela e lutara contra sua atração, ela era aliada de seu inimigo.
Agora, Dominic tinha todas as cartas na mão. Poderia fazer o que quisesse com Angelina. Principalmente torná-la sua… por completo.

Capítulo Um


— Está tudo bem, signore Moretti? — perguntou a secretária, Angelina de Luca, quando ele voltou para o escritório. Dominic não sabia o que faria sem ela. 
Agora, que sabiam existir um vazamento de informações na empresa Moretti, ela lhe parecia um presente do céu. — Não, Angelina, não estou bem. Quero que Antonio venha ao meu escritório, imediatamente. 
— Si, signore Moretti. 
— Angelina? 
— Si? 
— Eu lhe dei permissão para me chamar de Dominic. 
— Sim, é verdade, mas quando o senhor entra no escritório parecendo tão zangado como está hoje… Acho melhor manter as regras da hierarquia e ficar no meu lugar. 
— Alguma vez eu a tratei mal? — perguntou Dominic. 
— Nunca — respondeu Angelina sorrindo. 
Dominic também sorriu. Não fosse pela maldição da família, ele poderia se interessar pela secretária. A maldição predizia que os descendentes masculinos da família Moretti seriam felizes no amor ou nos negócios, mas nunca simultaneamente nos dois. Lorenzo Moretti, avô de Dominic, tivera muita sorte nos negócios, mas se tornara um velho amargurado. O pai de Dominic, Giovanni, fora, e ainda era, muito feliz no amor. Ele e a mulher compartilhavam uma paixão profunda e inabalável. E agora, apesar do juramento que Dominic e os irmãos fizeram quando adolescentes, estavam colocando tudo o que haviam conseguido em perigo. 
Eles juraram, uns aos outros, que iriam recuperar o respeito do nome que já fora reverenciado nas pistas de corrida e no mundo dos automóveis esportivos exclusivos. Dominic morava em Milão, mas viajava pelo mundo, recebendo convidados nas salas VIP da escuderia Moretti, em todas as corridas de Fórmula 1. 
Como presidente da Moretti Motors, no momento ele supervisionava o lançamento do modelo atualizado do Vallerio Roadster, um clássico produzido pela empresa na década de 1970. O carro recebera o nome de um dos pilotos mais velozes de Fórmula 1: o melhor amigo de Lorenzo Moretti, Pierre-Henri Vallerio. 
— Posso ajudá-lo em alguma coisa? — perguntou Angelina. — Continue a fazer seu trabalho — disse Dominic. 
A cada dia que passava, mais se apoiava em Angelina para garantir que tudo funcionasse bem no escritório. No ano anterior, ele havia descoberto que alguém estava roubando informações confidenciais da Moretti. O caso começara com o roubo de parte do design de um automóvel, que posteriormente eles viram sendo usados nos carros produzidos pelos maiores competidores, a ESP Motors. 
Logo, Dominic, Antonio e Marco perceberam que a pessoa que passara as informações aos concorrentes deveria ser alguém que trabalhava na empresa, e tinham seguido a pista até os escritórios localizados em Milão. Mas não conseguiram descobrir nada além disso. Marco se dedicava à função de piloto de Fórmula 1 da escuderia Moretti. 
Não tinha tempo de se envolver com o que acontecia nos escritórios da empresa.
Série Legado do Moretti

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sedução Entre Amantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Legado dos Moretti


Vale tudo no amor e na guerra.

Antonio Moretti estava disposto a qualquer coisa para fechar o acordo que possibilitaria a Moretti Motors voltar ao topo…
Mesmo que isso significasse seduzir Nathalie Vallerio, advogada e rival de sua família.
Antonio faria com que a rainha do gelo se derretesse antes de a tinta do contrato secar.
Mas não se preparou para encontrar uma mulher tão sedutora vestida com um terninho profissional…
Antonio e Nathalie não estavam acostumados a perder, contudo uma cláusula do acordo não era negociável: Nathalie seria dele de qualquer forma.


Capítulo Um 

Os escritórios centrais da Moretti Motors eram luxuosos e elegantes, conjugando o melhor da arquitetura italiana e do design contemporâneo. Nenhuma despesa tinha sido poupada no edifício de três andares de escritórios em Milão, nem na moderna fábrica vizinha, onde a produção dos automóveis mais velozes e caros do mundo logo estaria entrando na linha de montagem.
O único problema era um pequeno impasse com o nome do carro. A equipe de engenharia da Moretti Motors modernizara o modelo mais clássico e famoso que já tinham fabricado; um carro esporte que conquistara totalmente o mercado desta categoria e deixara Lorenzo Moretti milionário.
Agora, 40 anos depois, eles pretendiam reapresentar o Vallerio ao mundo. O carro fora batizado com o nome do segundo piloto de Fórmula 1 que correra pela Moretti Motors.
O direito de uso do nome estava sendo contestado, algo que Dominic, Antonio e Marco, que representavam a nova geração dos Moretti, não tinham percebido até depois de enviarem um comunicado à imprensa, anunciando o novo modelo, e recebido um mandado de suspensão por parte da Vallerio Inc.
Pierre-Henri Vallerio fundara sua empresa depois de se retirar da Moretti Motors. Ele fora um gênio da engenharia de motores, e a Vallerio Inc. ainda ocupava posição de destaque no setor. Para Antonio, os Vallerio deveriam estar satisfeitos por ouvirem seu nome voltar a ser falado por todos os fãs de automóveis do mundo.
O único problema é que, como em tudo que seu avô Lorenzo costumava fazer, ele conseguira provocar a hostilidade da família Vallerio.
– Você já se perguntou se o Nonno só não tinha charme quando se tratava de mulheres? – perguntou Antonio a seu irmão mais velho, Dominic.
Dominic era o chefe da Moretti Motors. Ocupava o cargo de presidente da empresa, mas sempre fora mandão, mesmo quando ainda eram meninos.
– Isso já me passou pela cabeça uma ou duas vezes. Não importa qual fosse seu problema, ele nos deixou uma herança complicada, não foi?
– Você adora o desafio de resolver as confusões que ele deixou – disse Antonio. Dom era um daqueles homens que vivia para trabalhar. Levar a Moretti Motors de volta à liderança do mundo automobilístico não era uma tarefa fácil. Um desafio como aquele obstáculo representado pela família Vallerio não iria perturbar seu irmão mais velho. Nem a ele.
– Precisamos da permissão da família Vallerio para ontem – disse Dominic.
– Eu sei. Teria sido muito mais fácil se soubéssemos que o direito de uso do nome reverteria para eles. Quer dizer, quem assinaria um contrato dizendo que, passados 20 anos da última produção do carro, perderíamos esse direito? – perguntou Antonio.
– O Papa – disse Dominic. O pai deles era um bom homem e o melhor pai do mundo, mas quando se tratava de negócios, Giovanni Moretti não demonstrava o menor interesse. E era por isso que ele e seus irmãos tinham crescido como sendo os parentes mais pobres da família Moretti.
– Eu tenho uma reunião marcada com a advogada. – Antonio fechou a pasta com documentos.

Série Legado do Moretti
1 - Herdeiro Entre Rivais
2- Sedução Entre Amantes
3 - Acordo de Vingança
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Herdeiro Entre Rivais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Legado dos Moretti 


Homem do mês: Marco Moretti, milionário italiano.

Sua maldição: amor ou dinheiro, nunca ambos.
Sua conquista: o primeiro lugar no pódio e no coração das mulheres.
Virginia Festa, filha da família rival de Marco Moretti, tem uma proposta de arrasar: eles terão um bebê, e assim a maldição que ronda suas famílias há gerações terá um fim.
A solução parece simples, e a química entre Marco e Virginia é eletrizante.
Mas enquanto estão ocupados cumprindo a missão, o impossível acontece: o casal se torna alvo da paixão.


Capítulo Um

De acordo com a opinião de todos, Marco Moretti era um homem que tinha tudo.

A vitória daquele dia fazia parte do seu plano de se tornar o piloto mais premiado da família Moretti.
Seu avô, Lorenzo, vencera três Grandes Prêmios consecutivos – o que Marco também fizera. Mas, naquele ano, ele pretendia superar aquele recorde.
O número de vitórias dos dois Moretti estava empatado com outros três pilotos que já haviam vencido o Grande Prêmio, mas, com a vitória daquele ano, Marco venceria o campeonato pela quarta vez, alcançando o que sempre desejara desde que começara a correr. Não tinha dúvida de que conseguiria. 
Quando resolvia algo, nunca fracassava, e desta vez não seria diferente. Então, por que se sentia nervoso e aborrecido? Seu companheiro de escuderia, Keke Heckler, estava sentado ao seu lado num banco, durante o jantar, bebendo água e conversando com Elena Hamilton, modelo que saíra na capa da Sports Illustrated. Keke parecia se sentir o dono do mundo. 
Ao observar os dois, Marco só conseguia pensar que na vida existia algo além de correr, vencer e festejar. Ah, tudo bem, talvez ele estivesse se sentindo indisposto ou, quem sabe, incubando uma gripe ou algo semelhante. Ou talvez fosse a maldição da família. Hipoteticamente, nenhum homem da família Moretti teria sucesso no amor e nos negócios ao mesmo tempo. 
– Marco? – chamou Keke com um acentuado sotaque alemão. 
– O quê? 
– Elena perguntou se Allie virá se encontrar com você aqui, mais tarde – explicou Keke. 
– Não. Nós não estamos mais juntos. 
– Ah, sinto muito – disse Elena. 
Alguns minutos depois, Keke e Elena deixaram a mesa e foram dançar, e Marco recostou no banco forrado de couro e observou a multidão. A festa era dada não apenas para ele, mas para todas as celebridades que acompanhavam as corridas de Fórmula 1. 
Viu vários pilotos espalhados em meio a um verdadeiro oceano de belas mulheres, mas não fez um movimento para se aproximar de ninguém. Allie e ele haviam se distanciado durante o período entre as temporadas. Era como se ela só quisesse estar com Marco quando ele ocupava o centro das atenções. 
Em parte, Marco ansiava por uma vida sossegada, mas não conseguia se livrar da fascinação que as corridas lhe provocavam. Às vezes, quando estava sozinho, desejava ter alguém com quem compartilhar os momentos de tranquilidade da sua vida. Uma companheira com quem dividisse sua villa em Nápoles, lugar onde se refugiava para voltar a ser um homem comum. Marco olhou em volta do salão. 
Nenhuma daquelas belas mulheres lhe chamava a atenção. Todas eram extremamente bonitas, mas, ali, ele nunca encontraria uma que aceitasse aquele estilo de vida. O que havia de errado com ele?
Série Legado do Moretti
1 - Herdeiro Entre Rivais
2- Sedução Entre Amantes 
3 - Acordo de Vingança

domingo, 9 de março de 2014

Mestre do Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








Henry Devonshire nunca desejou tanto vencer.

Para herdar o império do pai, ele precisa fazer da Everest Records um grande sucesso.
E a pessoa que pode ajudá-lo é também a mulher que atraiu sua atenção: Astrid Taylor, sua nova assistente pessoal.
Misturar negócios com prazer nunca é uma boa ideia, mas desta vez pode custar muito caro a Henry!


Capítulo Um 

Astrid Taylor havia começado a trabalhar no Everest Group há exatamente uma semana, e a descrição que lhe havia sido feita de seu emprego lhe parecera... a de uma babá glorificada, embora pagasse bem, o que, na verdade, era tudo o que importava naquele momento.
Ela seria assistente de um dos filhos de Malcolm Devonshire. 
Sua experiência como assistente executiva do lendário produtor de discos, Mo Rollins, havia lhe garantido aquele emprego no Everest Records. 
Ela estava feliz por eles não terem feito perguntas excessivas a respeito dos motivos que a haviam feito deixar o seu último emprego. 
— Olá, senhorita Taylor. Eu sou Henry Devonshire. 
— Olá, senhor Devonshire. Muito prazer em conhecê-lo. 
Henry lhe estendeu a sua mão e ela a apertou. Ele tinha grandes mãos arredondadas com unhas bem cortadas. 
Tinha um maxilar quadrado e um nariz que parecia já ter sido quebrado mais de uma vez, o que era bastante provável, já que ele havia sido um jogador de rúgbi de primeira classe até que uma lesão o afastara do esporte.
Henry, contudo, ainda tinha um belo porte atlético. 
— Preciso que esteja em meu escritório daqui a cinco minutos — disse-lhe ele. 
— Traga tudo o que tem referente ao Everest Group Records. Dados financeiros, os grupos com quem temos contratos e aqueles com os quais devemos desfazê-los. 
— Sim, senhor Devonshire — disse ela. 
Ele se deteve junto ao batente da porta, antes de entrar no escritório, e sorriu para ela. 
— Pode me chamar de Henry. 
Ela assentiu. Seu sorriso era perfeito, do tipo que a deixou com uma sensação de ter sido esmagado. O que era absolutamente ridículo. 
Ela havia lido a seu respeito nos jornais e revistas... Ele era um jogador. Saía com uma mulher diferente a cada noite, lembrou ela a si mesma. 
— Pode me chamar de Astrid — disse ela. Ele assentiu. 
— Você já trabalha aqui há muito tempo? 
— Há apenas uma semana. Fui contratada especificamente para trabalhar com você. 
— Ótimo, então não vai ficar dividida quanto a quem está no comando — disse ele. 
— Não, senhor, você é o chefe — gracejou ela. 
— É verdade. 
Astrid começou a reunir os relatórios que ele havia solicitado. Desde o caso que havia dado fim à sua carreira em seu último emprego, ela havia prometido a si mesma que seria estritamente profissional daquela vez. 
Sempre gostara de homens e sabia que flertava com eles mais do que deveria, mas aquele era o seu jeito.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Sabor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Flor da Pele
Ingredientes: Somente os maiores talentos da culinária são selecionados para participar do reality show Premier Chef. 


Staci Rowland chegou da Califórnia preparada para mostrar que até a chef com aparência mais frágil é capaz de manejar perigosamente uma faca afiada. 
Para equilibrar o sabor agridoce, acrescente Remy Cruzel. 
Picante, quente e sedutor, ele vem de uma das famílias mais badaladas do Sul, cuja especialidade é a tradicional cozinha cajun. 
Mas Remy está ansioso para mostrar que seus méritos excedem o sobrenome famoso... 

Modo de preparo: Coloque Staci e Remy em competição direta e presos na mesma casa. 

Deixe a atração inicial atingir o ponto de fervura e rapidamente aumente o fogo até transbordar um caso flamejante. 
Atenção! Como todos os ingredientes raros, Staci e Remy possuem segredinhos. 
Você vai querer acompanhar o preparo dessa deliciosa receita de prazer até o final! 

Capítulo Um 

Staci Rowland corria pela última quadra e meia rumo à cozinha e estúdio de Hamilton Ramsfeld. 
Ela estava atrasada, mais do que atrasada, estava prestes a perder a oportunidade de uma vida, a chance de estar no Premier Chef. 
E a chance de ganhar um milhão em dinheiro e ter o próprio programa de culinária na TV. 
E de voltar a trabalhar em uma cozinha que tivesse estrelas no Guia Michelin e provar que todo o seu talento nato não fora desperdiçado. 
Ela estava atrasada porque tinha pouco dinheiro naquela semana, o que era culpa dela mesma, pois havia gastado cada centavo disponível de sua renda em um novo conjunto de facas para o concurso. 
A gasolina encarecera, e ela não pudera bancar um tanque para viajar de San Diego para Santa Monica, então precisou pegar um ônibus. 
Agora o suor pingava de suas costas, ela estava morrendo de calor, e as facas que carregava na mão esquerda começavam a parecer que pesavam uma tonelada. 
Ela atravessou as portas da frente do prédio e sentiu o ar-condicionado resfriando as costas úmidas de imediato. Olhou para a mesa vazia na recepção. 
– Droga – disse baixinho, correndo até a mesa para pegar uma prancheta com uma lista de nomes, incluindo o dela, e instruções para tomar o elevador até o 14º andar. 
Apertou o botão do elevador e abriu a bolsa para procurar pela carta que havia recebido dos produtores do Premier Chef, esperando que houvesse o número exato da sala nela. 
A campainha tocou, e ela entrou no elevador, prendendo a pontinha do pé no vão do fosso, o que a fez cair para frente. 
Staci xingou enquanto tropeçava no ar, esperando cair no chão, mas em vez disso, atingiu uma pessoa de corpo tépido e sólido. 
Ela o ouviu xingar quando o jato de líquido molhou ambos. Olhou para cima, murmurou um pedido de desculpas e congelou quando encarou o par de olhos azuis como o mar do Caribe. 
Tentou se levantar, mas soltou o braço dele e o agarrou pela cintura para não cair. 
– Ai, droga – disse ela. 
– Simplesmente não estou tendo um bom dia. 
Ele era alto, e ela podia notar, pelo modo como a segurava, que estava em forma. Seu peito era musculoso, e os ombros, fortes. O queixo quadrado dava-lhe um ar bem-sucedido. 
Quando ele olhou para baixo, aquele olhos azuis reluzentes estavam gélidos. Não o suficiente para secar o suor que pingava pelas costas dela, mas Staci certamente sentiu um arrepio. 
Ótimo, pensou, era como se o universo estivesse conspirando para arruinar seu dia. 
– Desculpe – disse ela. 
– Tudo bem – respondeu ele, o sotaque sulista arrastado invadiu seus sentidos, e ela deu uma segunda olhadinha.
Ele tinha cabelo negro casualmente desalinhado que lhe cobria a testa. O corpo era esguio e musculoso, não muito comum nos chefs que ela já havia conhecido. E ela não tinha dúvidas de que ele era um chef. 
– Talvez da próxima vez você deva olhar para onde está indo. 
– Obrigada, não tinha pensado nisso – rebateu ela. 
Não se sentia no clima para ser doce e alegre, já que estava morrendo de calor e ficando pegajosa por causa do líquido secando sobre sua pele. 
– O que você estava bebendo? 
– Chá gelado com muito açúcar – respondeu ele.
Série Flor da Pele
1 – Sabor
4 – Ousadia

domingo, 17 de novembro de 2013

Cartas Marcadas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Cupidos
Câmera escondida. 

Para a produtora Willow Stead, é muita ironia trabalhar em um reality show de namoros apresentado pelo homem que partiu seu coração na época do colégio. 
Como se não bastasse, Jack ainda tem a audácia de 
convidá-la para um encontro. 
Será que ela deveria aceitar sua proposta? 
Para Jack, Willow agora é uma mulher de verdade, não mais uma garotinha, por isso resolveu conquistá-la. 
Não demora muito para a paixão se tornar evidente e rivalizar com o programa. 
Será que Willow está escondendo uma carta na manga que deixará Jack em uma sinuca de bico? 

Capítulo Um 

Na maioria dos dias, Willow Stead amava seu trabalho. Ela sentia-se muito sortuda por ser praticamente a própria chefe. 
Mas não hoje. O problema começara alguns meses atrás, quando os figurões da rede de TV mexeram alguns pauzinhos e conseguiram o segundo maior apresentador da televisão norte-americana para trabalhar no programa dela. 
Ótimo, não? Não se a pessoa em questão for Jack Crown.
Claro, ele era bonito e charmoso. Mas por baixo daquele sorriso brilhante e daquela personalidade efervescente batia o coração de um patife. 
Embora seu tipo bad boy pudesse se redimir na TV ou nas páginas de um romance, na vida real ele não podia — algo que Willow sabia por experiência própria, após ter tido o coração arrasado por aquele mesmo homem em seus tenros 16 anos. 
— Alguns drinques, Willow, é só o que estou sugerindo — disse Jack com aquele sorriso sexy. 
Não fora à toa que a revista People o elegera um dos homens mais atraentes do mundo nos últimos quatro anos. Mas Willow resistia aos encantos dele. 
Sei... 
Se ao menos a crueldade que ela sofrera — ele não aparecera na noite do baile de formatura — fosse suficiente para que ela não se apaixonasse por ele... 
Ela fizera de tudo para manter distância dele nos últimos seis meses, enquanto trabalharam juntos no Sexy e Solteiros, o reality show de namoros que ela estava produzindo em Nova York. 
Mas Willow não podia negar que queria aceitar o convite dele para alguns drinques. 
— Hum... Você ainda não disse não, então acho que precisa que eu a convença. — A voz dele se transformara em um sussurro. 
— É o que você quer? 
— Quero que você pare de agir como se eu fizesse parte de seu harém. — Ela tentou soar desdenhosa. 
— Não sou como as mulheres que caem aos seus pés. 
— Ah, assim você me machuca... — disse ele, juntando as mãos onde seu coração deveria estar. 
 — Duvido. Mas, como precisamos conversar sobre o programa, eu aceito. 
— Nossa, Willow, quanta animação. Houve uma época em que você gostava de estar comigo. 
Ela fez uma careta para ele. Willow não gostava de ser lembrada de sua antiga paixão. Deus, se ela pudesse escrever uma carta para si mesma aos 16 anos, começaria com “Pare de bajular Jack Crown!”. 
— Não sou mais aquela garota, Jack. 
— Não acredito nisso. Ainda vejo traços dela na maneira como você age com as outras pessoas, mas não comigo. Por quê? Obviamente eu lhe fiz alguma coisa. 
— Só não aprecio sua imagem pública. Gail me explicou o suficiente sobre relações públicas para eu saber que não dá para você ser o Queridinho da América na vida real.
Gail Little era uma das melhores amigas de Willow, e fora o motivo pelo qual ela apresentara a ideia do reality show para seus chefes. 
A experiência de Gail com uma agência de namoros fora mostrada nos primeiros episódios do Sexy e Solteiros, os encontros dela com o playboy bilionário neozelandês Russell Holloway fisgaram os telespectadores. 
— Esqueça minha imagem, Willow. Você me conhece. No que você acredita?

domingo, 10 de novembro de 2013

Tudo Por Um Beijo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cupidos 




“Seja minha amante por um mês.” 

Bilionário e solteiro, Conner Macafee sabe seu valor, e está pronto para fazer um acordo. 
A abelhuda repórter Nichole Reynolds quer que ele, o dono da melhor agência de encontros de Nova York, abra o jogo para uma matéria? 
Ele contará tudo, assim que ela estiver em sua cama. 
Nichole precisa desse furo, mas Conner é tão arrogante, tão convencido, tão... sexy! 
Ela poderia suportar um mês nos braços de um playboy bonitão na suíte de uma cobertura... por sua carreira, claro! 
Porém, basta um beijo para Nichole perceber que cometeu um grande erro. 
Agora ela quer tanto a história quanto o homem...

Capítulo Um 

Conner Macafee estava acostumado com repórteres xeretando a vida de sua família. 
Seu tio-avô fora confidente de John F. Kennedy, e a família de Conner era considerada da realeza da política e dos negócios americanos. 
Claro, eles sempre tiveram mais do que suas cotas de escândalos, o que sempre garantira o interesse da imprensa. 
Mas Nichole Reynolds, a repórter social do jornal America Today, estava mergulhando nessa história de uma maneira totalmente nova. 
Ela entrara de penetra na festa de Quatro de Julho da família dele, em Bridgehampton, e estava se esforçando ao máximo para se misturar, mas até agora só conseguira mesmo se destacar. 
Ela tentara se enturmar fingindo estar enfastiada, assim como os dignitários e celebridades da festa. Mas Conner não pôde deixar de reparar nela deslumbrando-se com o modelo e jogador de polo Palmer Cassini mais de uma vez. 
Conner estudara com Palmer e sabia que ele era um festeiro divertido e cativante. Ele era um atleta dedicado, mas também um cara muito engraçado. 
Conner considerava-o um de seus melhores amigos, mas Palmer não estava tão interessado quanto a jornalista ruiva. 
Ele sabia por que Nichole estava ali. 
Ele recusara inúmeros pedidos de entrevistas dela e dos chefes dela, e entendia que ela era amiga de Willow Stead, produtora do reality show Sexy e Solteiros que envolvia sua empresa, a Matchmakers, Inc. 
Com a exibição do programa, Nichole pretendia escrever uma série de artigos sobre o serviço de encontros fundado pela avó de Conner. 
Mas ele nunca confiara em jornalistas, e nunca falava com eles. Era por isso que ele tinha um gerente de marketing para cuidar da sua publicidade e da imprensa.
— Quem é ela, Conner? — perguntou sua mãe, Ruthann Macafee, aproximando-se dele. 
— Quem? — perguntou ele, desviando o olhar de Nichole.
Ele repetiu para si mesmo que seu único interesse era vigiar a repórter. 
E não aquele cabelo ruivo exuberante que caía sobre os ombros dela em ondas, ou aquele impressionante vestido curto. 
Porém, ele sabia que estava mentindo para si mesmo. 
Ele a desejava e, se tivesse noção da quão poderosa aquela atração seria, já teria agendado uma entrevista com ela em seu escritório há muito tempo. 
— A mulher que você não para de encarar. Eu não a reconheço e suspeito que ela não frequenta os nossos círculos — A mãe dele tinha 65 anos, mas parecia ser pelo menos 15 anos mais jovem, graças a um estilo de vida ativo. 
Ela pertencia a uma liga de tênis e possuía uma organização de caridade. 
Nunca fora o tipo de mulher de ficar sentada em casa, e Conner a admirava por isso. Quando um acidente de avião tirara a vida do pai dele e revelara um segredo que teria destruído qualquer outra mulher, ela soubera lidar com tudo à sua maneira discreta e forte. 
— Nichole Reynolds, repórter — informou Conner. 
— Minha nossa. Imagino o que ela esteja fazendo aqui. — Ele percebeu um tom de medo na voz de sua mãe. 
Ela não gostava de jornalistas e tinha bons motivos. Ele colocou um braço ao redor dos ombros dela e abraçou-a rapidamente. 
— Ela quer me entrevistar por causa daquele reality show em que estou envolvido. 
— Sério? E você vai aceitar? É tão embaraçoso falar da vida pessoal — Conner sorriu diante da atitude da mãe. 
Dizer que ela era das antigas tratava-se de um grande eufemismo. 
— Estou ciente disso — disse ele, inclinando-se para dar um beijo na testa dela. 
— Acho melhor me livrar dela antes que ela arranje algum problema para nós. 
— Boa ideia. Quer que eu peça para Darren acompanhá-la até a saída? Aliás, como ela conseguiu entrar?






Série Cupidos
1- Prontos Para o Show 
2- Tudo por um Beijo
3- Não tem ebook

domingo, 13 de outubro de 2013

Prontos Para O Show

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Cupidos









Sexy e solteiro...

É assim que o bilionário neozelandês Russell Holloway pretende permanecer, mesmo participando de um reality show de namoros na TV.
Tudo o que ele precisa é de uma boa pretendente para camuflar sua reputação, e assim conseguir fechar o negócio de sua vida.
Nada mais... A não ser umas noites de diversão.
A profissional nova-iorquina Gail Little passa de discreta a estonteante a tempo do primeiro encontro. 
Porém, assim que conhece Russell, sabe que a casamenteira cometeu um grande erro.
A câmera parece captar a química instantânea entre os dois, mas Gail permitirá que o eterno playboy a transforme em seu brinquedinho... para sempre? 


Capítulo Um 


O que ela pensara? Gail Little respirou profundamente e caminhou até a área de cabelo e maquiagem do estúdio do reality show Sexy e Solteiros. 
Ela jamais em sua vida se considerara sexy, mas solteira... Era uma coisa à qual se acostumara. Gail sempre achara que conheceria um rapaz na faculdade e que eles começariam um relacionamento enquanto suas carreiras deslanchavam. 
Então, depois de três anos namorando, eles se casariam — mas agora ela estava quase nos 30 e continuava sozinha. 
— Sou Kat Humphries, assistente do Sexy e Solteiros. Vou também assessorá-la durante seus segmentos. 
Gail apertou a mão de Kat. Ela esperava ver Willow — a produtora do programa e uma de suas melhores amigas — em vez de uma assistente. 
Willow teve a ideia de fazer o programa quando Gail assinara com a Matchmakers Inc. Embora Gail tivesse apenas dito aos amigos que queria encontrar um marido e que não conhecia o tipo certo de homem no trabalho, a verdade era que ela queria uma família só sua, e seu relógio biológico não a esperaria. 
Ela se inscrevera no serviço de encontros, sem jamais imaginar que suas experiências se tornariam o foco de um programa de TV. Kat parecia ter 20 e poucos anos e vestia um par de jeans justo e uma camiseta de um bar no México. 
Seu cabelo castanho longo estava preso em um rabo de cavalo, e ela usava um receptor no ouvido preso a um rádio na cintura, 
— Siga-me — disse Kat. 
Gail assentiu e foi até uma bancada com espelhos iluminados, em uma parede. Esses eram os bastidores da TV que poucos viam. Não muito glamoroso, mas como dona de uma firma de relações públicas de muito sucesso, esse era um mundo que Gail conhecia bem. Engraçado como nunca havia se imaginado diante das câmeras. 
— Sente-se. O pessoal da maquiagem está chegando. Você está um pouco adiantada. 
— Desculpe. Não queria me atrasar — disse Gail. Kat balançou a cabeça, mas levantou um dedo enquanto ouvia alguma coisa nos fones. 
— Fique aqui até eu voltar para pegá-la, por favor. Queremos capturar o primeiro instante em que você e seu parceiro se encontrarem. Gail queria gritar. Mas ela sabia que se continuasse naquela rotina por mais tempo, sua vida se resumiria ao trabalho, e seus sonhos de ter uma família jamais se realizariam. 
Encarou o reflexo no espelho enquanto aguardava o pessoal da maquiagem chegar. O cabelo grosso, encaracolado e selvagem emoldurava seu rosto. Ela o segurou para trás... Era como geralmente o usava no trabalho. 
Pois, vamos admitir, pensou ela, aquele cabelo indisciplinado não dizia “sexy e solteira”. Um homem e uma mulher a abordaram. 
— Olá, Gail. Sou Mona e esse é Pete. Vamos fazer seu cabelo e sua maquiagem. Acomode-se e relaxe. 
Gail o fez, perguntando-se onde tinha se metido. Ela queria um homem com quem passar os feriados em casa em vez de ficar sozinha — o que podia ter sido divertido para o Kevin de Esqueceram de mim, mas para ela, uma adulta, aquilo era... 






Série Cupidos
1- Prontos Para o Show
 

domingo, 14 de julho de 2013

A Cinderela E O Milionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Uma noite apenas... 

Era tudo o que Holly Fitzgerald permitiria enquanto estivesse com o alto, moreno e mal humorado Joe Barone. 
A emoção de ter venci¬do o concurso promovido pela empresa da família dele era muito pequena comparada ao que ela sentia quando Joe a observava com o desejo sexual escancarado em seu olhar penetrante. 
Enquanto Holly era uma mulher de palavra, Joe tinha sofisticação e riqueza. 
Nenhum homem se igualava a ele em um terno de executivo. 
Porém, seu toque sensual a libertou e, pela primeira vez, Holly sentiu a necessidade de algo mais. 
Do mesmo modo que acontecera com Cinderela, ela havia esquecido o mundo, perdera o juízo e se deixara levar pela magia do momento.
Mas assim que os ponteiros do relógio se aproximaram da meia-noite, Holly se deu conta de que apenas um momento fugaz com Joe não seria suficiente. 

Capítulo Um

Havia ocasiões em que não valia a pena fazer parte de uma grande família italiana, Joseph Barone pensou ao escutar as instruções de última hora sobre como lidar com a imprensa hoje, dadas pela irmã, Gina. 

Ela era a vice-presidente de Re­lações Públicas, e, na opinião dele, quem deveria estar acom­panhando por aí a vencedora do concurso, Holly Fitzgerald. 
Contudo, Gina e o marido, Flint, um conhecido publicitário acharam melhor um dos executivos do mais alto escalão se encarregar da tarefa. 
E, de algum modo, ele, o diretor finan­ceiro, era o único capaz de acordar às cinco da manhã para lidar com esta nova fase do plano de relações públicas da Baronessa.
— Se alguém mencionar o fiasco do sorvete de maracujá, admita que foi um erro que a Baronessa não voltará a come­ter. Depois, use a lista de informações que eu lhe dei sobre o novo sabor.
— Entendido — ele respondeu.
Gina sorriu para ele.
— Obrigada por fazer isto.
— Como se eu tivesse escolha.
Joe tentara argumentar, mas era difícil sair vencendo com a mãe ou com as irmãs. Mulheres italianas jamais jogavam limpo, e, no final, culpa e dever para com a família saíram vencedores.
— Mamãe achou que você seria o melhor.
— É, depois que você a convenceu disso. Você fica me de­vendo, Gina.
Ela ignorou o comentário e consultou a agenda nas mãos.
— Vou verificar se a ganhadora do concurso já chegou.
Joe observou a irmã afastar-se. Gina era alta se compara­da às outras mulheres, mas sempre seria a sua irmãzinha. Ela mudara nos últimos meses, desde o seu casamento com Flint Kingman. 



Série Os Barone
1- Simplesmente Amor
2- Admirador Secreto
3- Doce Adormecida
4- Fantasia Real
5- Paixão em Chamas
6- A Bela e o Anjo Azul
7- A Cinderela E O Milionário

domingo, 23 de junho de 2013

Laços De Sangue

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Miami Nights

Um segredo devastador.

Já haviam se passado dois anos desde que Cam Stern e Becca Tuntenstall tiveram um caso ardente.
Ao encontrá-la novamente, ele percebe que ainda existe a forte atração que os uniu.
Cam precisava reconquistar Becca. Sendo que, desta vez, iria antes conhecê-la melhor.
Talvez até mesmo expandir o relacionamento para além das quatro paredes de um quarto.
Mas Becca escondia um segredo. Tinha dado à luz um filho de Cam.
De repente, tudo ficou confuso.
Por um lado, Cam queria fazer parte da vida de seu filho.
Por outro, não sabia se podia continuar se relacionando com a mulher que havia mentido para ele...

Capítulo Um

Onde é que ela estava com a cabeça quando aceitara aquele convite?
Becca Tuntenstall não tinha tempo para compare­cer a eventos beneficentes em meio a uma semana de trabalho. Considerando, porém, que aquele havia sido um convite de seu antigo chefe, ela achou que o acon­tecimento seria a oportunidade perfeita de que estava precisando. 
Havia deixado tudo e todos daquele mundo havia quase dois anos e estava pronta para recomeçar.

Ela checou o batom mais uma vez no espelho do ba­nheiro feminino do fulgurante Manhattan Kiwi Klub, de cuja decoração ela mesma cuidara. 
Achava que o espa­ço realmente captava o brilho da cidade com uma sofis­ticação que não se encontrava mais na sociedade atual.
Já no salão de baile, Russell Holloway, seu antigo chefe, acenou-lhe com um sorriso, e ela foi até ele com um sorriso estampado no rosto procurando agir como a mulher autoconfiante e audaciosa que havia sido dois anos atrás.
— Becca? Ela se deteve ao reconhecer a voz que chegara a pen­sar que nunca mais voltaria a ouvir.
— Cam? — disse ela, sem ter de fingir surpresa ne­nhuma.
O tempo pareceu parar enquanto Becca o olhava, tomada de assalto por milhares de recordações, como, por exemplo, o quanto havia sido difícil deixar aquele homem.
— O que faz aqui?
— Russell me convidou.
— Mas você não mora em Miami?
— Sim, mas também viajo de vez em quando — disse ele, ironicamente.Ela enrubesceu, percebendo que havia agido como uma idiota.
— Você e a última pessoa que eu esperava encontrar esta noite.
— Esta ou em qualquer outra.
— Com certeza.
Como ele estava bonito, o desgraçado.
Cam tinha pelo menos 1,80m de altura, cabelos castanho-escuros espessos e um par de olhos azuis dos quais ela não conseguia desviar o próprio olhar. 
Tinha um maxilar forte que lhe conferia uma expressão tei­mosa e a barba bem feita. 
Estava usando-o seu smoking com uma naturalidade que a maioria dos homens sim­plesmente não era capaz. Parecia tão à vontade e de­vastadoramente belo que ela teve dificuldade de pensar direito.
Cam Stern era filho de uma socialite e um jo­gador de golfe profissional. Nascera em berço de ouro e só havia visto sua fortuna crescer desde que atingira a idade adulta.
— Bem, eu tenho que ir — disse ela, decidida a fugir dele e nunca mais voltar a lhe dirigir a palavra.
— Acho que nossa conversa não vai terminar por aqui, Becca.
— Por que não? A última coisa que você me disse, há dois anos, quando eu não quis ser a sua amante, foi que nós não tínhamos mais coisa nenhuma para falar.
Ela, porém, já havia superado, havia muito, a raiva que sentira pelo modo como ele havia desdenhado de sua declaração de amor.
Não era verdade. Becca ainda queria vê-lo se contor­cer, vítima da mesma dor intensa que ela sentira, anos atrás.
— Eu lhe devo um pedido de desculpas — admitiu ele. — Minha frieza foi imperdoável. A sua confissão foi to­talmente inesperada. Eu não estava em condições de dei­xar uma mulher desviar a minha atenção dos negócios.
— Eu sei disso. Por mais amarga que tenha soado há pouco, eu realmente já superei isso. Vamos refazer esta cena. Você me aborda novamente e eu reajo mais educadamente.
Cam começou a rir.
— Senti sua falta, Becca. Ela balançou a cabeça.
— Não há mais ninguém que o faça rir?
— Não como você.                                                      
 


Série Miami Nights
1- Embalados Pelo Desejo
2- Seduzindo o Inimigo
3- Laços de Sangue

domingo, 21 de abril de 2013

Embalados Pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Miami Nights 


Dançando com o desejo... Clima quente.

Ritmo pulsante, Como Nate Stern poderia resistir a uma dança com Jen Miller?
Embora seja considerado um playboy, Nate nunca se envolvia com as funcionárias de sua equipe.
Mas algo com relação à Jen o fez mudar de ideia. 
Deixar-se seduzir pelo chefe era arriscado, mas Jen fora encantada por Nate, e agora não havia como agir com cautela, apesar de ela já ter sofrido antes.
Porém, sabendo que ele deveria manter para a imprensa sua imagem de Don Juan, ela decide proteger seus sentimentos.
Mas quando Nate a tomasse em seus braços, Jen não poderia resistir à paixão...

Capítulo Um 

O ritmo da Little Havana pulsou pelo corpo de Jen Miller ao estacionar o carro em uma das ruas laterais da Calle Ocho e seguir a caminho do Luna Azul.
Luas azuis eram algo muito raro na vida real, quase tanto quanto as chances de recomeçar a vida, e ela estava feliz por aquela que os irmãos Stern tinham lhe proporcionado, contratando-a para ser professora de salsa em sua casa noturna. 
A própria construção era uma raridade. Os irmãos Stern tinham causado um verdadeiro escândalo ao comprar a antiga fábrica de charutos, no centro de Little Havana, transformando-a numa das mais badaladas casas noturnas de Miami, há dez anos, fato que ainda encolerizava certos membros da comunidade cubano-americana até hoje.
Deteve-se diante da porta, como sempre fazia para recuperar o fôlego. Não havia nada tão glamoroso quanto os candelabros e instalações no teto, criados pelo artista e escultor de vidros Chihuly, representando um céu noturno com uma grande lua azul. 
Aquela imagem correspondia também ao logotipo da casa, cujas cores determinavam também o uniforme de toda a equipe.
Atravessar aquela porta, todas as noites, fazia com que se sentisse parte de algo duradouro, e estava muito feliz pela oportunidade de trabalhar lá.
O fato de ter podido voltar a dançar, três anos depois de uma decisão impensada ter feito com que fosse banida das competições de dança, a deixava mais feliz ainda.
Agora, porém, estava de volta à ativa, ensinando sua dança favorita.
A salsa havia sido criada pelos latinos do Caribe, e embora Jen não pudesse ser mais branca e americana, aquela dança parecia ter sido criada para ela.
Assim que entrou, notou que o palco principal estava sendo preparado para o desempenho do XSU, a banda britânica de rock que fizera um sucesso estrondoso junto aos americanos, no ano anterior. 
Sua irmã e a melhor amiga tinham implorado para que Jen conseguisse ingressos para o evento daquela noite e os providenciara.
Estava louca para ver os roqueiros também, mas ia trabalhar durante a primeira parte de sua apresentação.
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2- SEDUZINDO O INIMIGO



Ela é amante e guerreira.

Negócios o tempo todo tornaram Justin Stern um solteiro con­victo. 
No entanto, basta um olhar em direção a Selena Gonzalez para ele saber que havia mudanças por vir. 
Talvez casar não es­tivesse em seus planos, mas um caso seria muito bem-vindo. 
E ele não dava a mínima importância para o fato de que fossem rivais em um acordo em que um dos lados sairia prejudicado. Logo a paixão se torna mais atraente do que a emoção de ne­gociar. 
E se Justin poderia utilizar seu poder de sedução para garantir a vitória de sua empresa, ele se aproveitaria desse re­curso... Qualquer que fosse o preço a pagar.
Três irmãos comandam o clube mais quente da cidade, mas estariam preparados para o calor da paixão?

Capítulo Um 

Justin Stern desligou o motor de seu Porsche 911 ao chegar no estacionamento da Secretaria Municipal de Urbanismo de Miami.
As funções de advogado corporativo e coproprietário do Luna Azul o mantinham sempre ocupado, e ele gostava dis­so. o contrário de Nate, seu irmão mais novo, que saía todas as noites e mantinha a casa noturna da família sempre em evidência, Justin preferia o silencioso conforto de seu escritório. Havia trabalhado muito para garantir que o Luna Azul alcançasse o patamar a que chegara e estava determinado a vê-lo continuar crescer.
Era por isso que estava lá. Queria garantir que o futuro de sua casa noturna não dependesse apenas de seus muitos fre­gueses. Havia negociado a compra de um centro comercial em ruínas que estava precisando desesperadamente de uma reforma. Pesquisara a escritura e descobrira que ela havia sido vendida há cerca de 10 anos, mesma época em que as construções foram abandonadas.
Sua ideia era montar uma grande praça com restaurantes e lojas que ajudariam a revitalizar a área e se transformariam numa nova fonte de receita para a Luna Azul Company.
Faltava apenas preencher os últimos documentos para dar prosseguimento aos planos de expansão.
Era uma bela manhã de primavera, mas ele não atentou para isso enquanto caminhava em direção ao prédio. Subiu as escadas até o 11o andar, pois achava que os elevadores não eram uma maneira eficiente de se usar o tempo, e ficou feliz ao ver que havia apenas outras duas pessoas na sala de espe­ra. Pegou, então, uma senha com a recepcionista e se sentou ao lado de uma latina muito bonita.
A moça tinha um cabelo grosso que se encaracolava em torno do seu rosto e ombros em suaves ondas. Sua pele era perfeita, e seu rosto moreno fazia seus olhos se parecerem ainda maiores do que já eram.
Seus lábios eram fartos e protuberantes, e ele se flagrou incapaz de tirar os olhos de cima dela até ela arquear uma sobrancelha.
— Eu não sou nenhum maníaco — disse ele, com um sorri­so. — É que você é de tirar o fôlego.
Ela enrubesceu e revirou os olhos.
— Como se eu fosse acreditar nessa conversa mole.
— Por que não? — perguntou ele, voltando-se para encará-la.
— Estou acostumada a mulherengos como você — disse ela. — Reconheço um a quilômetros de distância.
— O fato de tê-la elogiado não significa que eu a esteja desrespeitando — disse ele.
Ela era realmente adorável, e ele gostou muito do som suave de sua voz. Justin não entendia nada de moda, mas a roupa dela havia lhe agradado muito, por ser extremamente feminina. Pela primeira vez, depois de muito tempo, ele não estava nem um pouco incomodado por ter que esperar.
— Suponho que saiba ser bem galante quando decide sê-lo disse ela.
Na verdade, não. Eu costumo ser bastante direto.
— Esse não parece ser o seu feitio.
— Mas é.
Ele não havia lhe passado uma cantada, ela era realmente linda. Tinha atraído o seu olhar e desviado a sua atenção, e o mais surpreendente era que ele não estava se importando nem um pouco com aquilo.
— Seus olhos são tão grandes, que eu poderia me perder dentro deles — disse ele.
— E os seus, tão azuis, que até parecem as águas de Fiji.
Justin caiu na gargalhada.
— Foi essa a impressão que eu lhe causei?
— Sim — disse ela, com um sorriso. — Eu realmente não sou tudo isso.
Ela era tudo aquilo e muito mais, mas ele não tinha muito talento para conversar com mulheres. Era bem melhor numa mesa de negociações.
— O que a traz aqui?
— Vim impetrar um mandado de segurança.
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Série Miami Nights
1- Embalados Pelo Desejo
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