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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A Força do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A insegurança fez Nicole esconder a verdade.

Agora ela iria pagar por isso. 
Nicole estava exasperada. Depois de tanto tempo se defendendo do amor, apaixonara-se justamente por William, um homem que fora enganado e que por isso odiava as mulheres. 
Como se não bastasse, agora ele iria descobrir que Nicole mentira, ocultando sua verdadeira identidade. Mas o que poderia ter feito? Se lhe dissesse quem era realmente, aí sim, teria o seu desprezo para sempre.

Capítulo Um

Nicole White ficou indecisa quando seu chefe, Gerald Christopher, sugeriu que ela o acompanhasse à fazenda da família dele em Montana. O sr. Christopher necessitava repousar durante algumas semanas, após o médico ter diagnosticado uma úlcera, agravada pelo excesso de trabalho.
De fato, ele precisava de tranquilidade, mas Nicole não estava gostando da ideia de se afastar da agitação de Chicago.
Depois de trabalhar por dois anos na Companhia Christopher, ela estabelecera uma agradável rotina, a qual não pretendia mudar.
Se o sr. Christopher permanecesse em Montana durante um mês, como pretendia, o escritório ficaria fechado e Nicole seria dispensada até quando ele voltasse. Apesar de ganhar um bom ordenado, passar um mês sem salário era motivo de preocupação para ela. Por ironia, Nicole White pertencia a uma das famílias mais ricas de Kentucky. Seu pai, que frequentava a alta sociedade, era proprietário de famosos cavalos de corrida.
Entretanto, já fazia muito tempo que Nicole havia renunciado à parte dela na fortuna da família. E, desde então, decidira trabalhar para se sustentar.
Tomara tal resolução logo após a morte da mãe. Nessa época, o pai tinha uma amante, e o relacionamento familiar se tornara insuportável. Nicole, porém, pensara que o noivo, Chase James, fosse marcar para breve a data do casamento. Ele ocupava um bom cargo numa imobiliária, e o salário daria bem para arcar com as despesas de uma casa. Contudo, ao descobrir que Nicole abrira mão da herança dos White em caráter definitivo, Chase desmanchara o noivado. E, pior ainda, mostrara interesse imediato por uma amiga de Nicole, rica e solteira.
Desiludida, Nicole abandonara a elegante mansão da sua infância em Lexington, Kentucky, bem como uma criação de cavalos que valia milhões. Passara a viver com simplicidade, trabalhando como secretária em Chicago e dividindo um pequeno apartamento com uma amiga.
O início da carreira fora difícil para Nicole. Aos vinte anos e sem nenhuma experiência, precisara muito da paciência do sr. Christopher para ajudá-la. Mas, graças a isso e a um curso de secretariado, conseguira superar esses obstáculos.
Tudo isso, no entanto, lhe parecia muito distante naquele momento. O que a preocupava era o convite do chefe. Seus expressivos olhos verdes não escondiam um certo conflito interior ao encará-lo.
— Você vai gostar, Nicky — Gerald Christopher afirmou, tentando convencê-la. — A fazenda fica na parte sul do Estado, junto às Montanhas Rochosas. É cercada por florestas, há muitos lagos, rios e tranquilidade. Nada melhor para curar essa úlcera. Poderemos trabalhar sossegados, e você terá bastante tempo livre,
— Mas o senhor acha que o seu irmão e a família dele não se importarão em hospedar a sua secretária?
Apesar de já trabalharem juntos há dois anos, Nicole sabia bem pouco a respeito da vida particular do sr. Christopher. Apenas ouvira-o mencionar o irmão e alguém chamada Mary, que julgava ser a cunhada. Era realmente tudo o que sabia sobre ele.
— William não tem família — ele retrucou.
Gerald era um homem bem simpático. Alto, cabelos e olhos castanhos e muito dedicado ao trabalho. Era um ótimo patrão, e Nicky o estimava, mas não passava disso. Desiludira-se muito após a traição de Chase e não acreditava mais no casamento. E, mesmo se acreditasse, sem os vestidos de etiquetas famosas e sem os diamantes, os homens não a notavam mais, ela pensava sempre com amargura.
— Seu irmão já esteve aqui uma vez, não foi?

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Série Homens do Texas

50- Nascido no Texas
ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Gabriel Brandon fora seu herói desde que era menina e ele a resgatara, uma órfã, da ruína certa. 

E Michelle Godrey o amara para sempre, o misterioso rancheiro de olhos escuros, seu protetor e anjo da guarda. Agora ela havia se transformado numa mulher. Mas seria Michelle capaz de deixar de lado as sombras que pairavam entre eles? Poderia ela mostrar a Gabriel que o amor deles era verdadeiro?



51 - Indomado



O homem mais perigoso é o único que ela deseja...

Stanton Rourke vive a vida no limite. O mercenário de aço é perigoso em todos os sentidos... especialmente para o coração de Clarisse Carrington. 
Ela e Rourke costumavam brincar juntos quando crianças, mas ela não é mais a menina inocente que ele uma vez conheceu. 
Quando a tragédia roubou toda a família de Clarisse, sua vida mudou para sempre. 
Além disso, ela é uma mulher adulta agora, e há segredos que a impedem de sucumbir ao seu perseguidor.
Enquanto ela se esforça para manter distância, faíscas tão quentes quanto o verão no Texas voam entre eles. Mas o perigo está seguindo Clarisse, deixando-a sem nenhuma escolha, a não ser confiar em Rourke, mesmo que as velhas feridas latentes entre eles se abram novamente..

52 - Defender

O homem que quebrou sua confiança está de volta para protegê-la....

Quando Paul Fiore desapareceu da vida de Isabel Grayling, ele disse a si mesmo que era por todas as razões certas. Ela era jovem e inocente, e ele era o humilde empregado do pai milionário dela. 
Três anos depois, Paul é o agente do FBI designado para o caso de Isabel. Tarde demais, ele percebe como realmente era a vida na mansão dela no Texas naquela época ― e quanto estrago ele fez quando partiu.
Outrora perdidamente apaixonada e protegida, Isabel se tornou uma assistente de promotoria comprometida a servir a lei, não importando o quão arriscado fosse. Mas agora, o homem que ela não consegue perdoar é a única coisa entre ela e um perseguidor mortal. Ela sabe que Paul não hesitará em proteger a vida dela com a sua própria vida. Mas se ela não pode confiar em si mesma para resistir a ele, como poderá confiar que ele não partirá seu coração outra vez?



Série Homens do Texas
1- O Gosto do Pecado
 2- Aprendendo a Amar
 3- Lições do Coração
 4- Caminhos do Coração
 5- Rendição ao Desejo
 6- Casamento Acidental
 7- Desafio de uma vida
 8- Caminhos da sedução
 9- Adorável Texano
 10- Acreditar Outra Vez
 11- Adeus ao Amor
 12- Anjo do Oeste
 13- Estação do Amor
 14- Primavera do Amor
 15- Marido No Papel
 16- Longo Verão Texano – Tom-Drew-Jobe
 17- O natal do Cawboy
 18- Tudo Por Um Beijo
 19- Sempre te amei
 20- Estações Do Amor
 21- with a Long -Luke,Christopher ,Guy
 22- Entregando o Coração
 23- Casamento de Branco
 24- Feitiço do amor
 25- Nas mãos do destino
 26- O Senhor Da Paixão
 27- O Fundador
 28- Fora da Lei
 29- Renegado
 30- Doce Desejo
 31- Feridas De Amor
 32- A tentação do desejo
 33- Segredos –O Estranho-Forasteiro
 34- Avassalador -O Destruidor De Corações
 35- Homem da Lei 
 36- Rosas de Inverno
 37- Coração de Aço
 38- Destemido
 39- Coração de Pedra
 40- Homem da Noite Silenciosa
 41- Impiedoso
 42- O Rebelde
 43- Indomável
 44- Perigoso
 45 –Implacável
 46 -Imutável
 47- Valente
 48- Protetor
 49- Invencível
 50- Nascido no Texas
 51 - Indomado
 52 - Defender





TI

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Adeus ao Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A última coisa de que Ted Regan precisava era uma jovenzinha desmaiando por ele. 

Mas Beatrice Tarleton havia mesmo se apaixonado pelo sexy e milionário caubói.
Sempre que ela estava por perto, Ted podia sentir seu autocontrole enfraquecendo, mas jamais admitiria o efeito incontrolável que Beatrice exercia sobre ele.
Ela sabia que havia de alguma forma tocado o coração dele, mas Ted ainda assim fugiu dela e de seu amor. Mas agora, ela não é mais a mesma menina tímida, rejeitada por ele anos atrás.
O passado ainda ameaça mantê-los separados, mas este texano não permitiria que seu orgulho se pusesse outra vez no caminho de sua felicidade!

Capítulo Um

O homem alto e de cabelos grisalhos estava um pouco separado do resto do grupo, os olhos fixos na jovem de preto ao lado de Sandy. Seu primo Barry morrera e aquela mulher era a culpada. Não só atormentara o marido durante dois anos, levando-o ao alcoolismo, como também deixara que pegasse o carro quando estava bêbado; ele caíra de uma ponte e morrera. E ali estava ela, quatro milhões de dólares mais rica, sem derramar uma lágrima sequer e completamente impassível. Notando o olhar frio de Ted, Sandy se aproximou:
— Pare de ficar olhando assim para ela. Como pode ser tão desagradável? — perguntou, zangada.
Ele tinha quarenta anos, quinze mais velho do que sua irmã, mas ficara grisalho prematuramente, enquanto os cabelos de Sandy continuavam escuros. Ambos tinham os mesmos olhos azuis e o mesmo temperamento exaltado.
— Estou sendo desagradável? — ele sorriu, gélido, levando o cigarro à boca.
— Você prometeu que ia largar de fumar.
— E larguei. Só fumo quando estou muito tenso e ao ar livre.
— Não estou preocupada com os que respiram a sua fumaça: é meu irmão e me importo com você.
— Vou tentar parar, sossegue... — Olhou novamente para a viúva. — Ela é qualquer coisa, não? Não vi nenhuma lágrima e foram casados por dois anos!
— Ninguém sabe o que acontece num casamento, Ted.
— Creio que não. Eu nunca quis me casar, mas parece que funciona para algumas pessoas.
— Como os Ballenger, aqui de Jacobsville — comentou Sandy, sorrindo —, que se dão muito bem. Tenho inveja deles.
Ted não estava a fim de falar nisso. Deu outra tragada no cigarro e olhou para a viúva, que estava perto da limusine negra.
— Por que o véu cobrindo o rosto? — inquiriu ele. — Ela tem medo que a mãe de Barry repare que não está chorando?
— Você é tão cínico, Ted! Não é de admirar que nunca tenha se casado. As pessoas dizem que no sul do Texas não há mulher nenhuma que tenha coragem bastante para se arriscar!
— Não há mulher no sul do Texas que eu queira.
— E a última de todas é Beatrice Tarleton — acrescentou ela, reparando que ele voltava a fitar com ódio sua melhor amiga.
— Ela é mais jovem que você — lembrou ele. — Vinte e quatro anos contra os meus quarenta. É jovem demais, mesmo que eu estivesse interessado. Mas não estou.
— Ela não é como você pensa, Ted.
— Acho bonita sua lealdade para com as pessoas que ama, porém nunca vai conseguir me convencer que essa viúva está triste.
— Você sempre foi muito grosseiro com ela — acusou a irmã.
— Ela sempre me irritou.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Protetor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Do ódio à paixão!

O sombrio texano Hayes Carson sempre suspeitou que Minette Raynor fora responsável pela morte de seu irmão. 
E nem mesmo a beleza hipnotizante dela o fará desistir de ir atrás da verdade!
Minette não consegue tirá-lo do seu caminho... ou da cabeça. Porém, quando descobre que está correndo perigo, ela sabe que Hayes é a única pessoa que pode ajudá-la. 
Mas, para protegê-la, ele precisa acreditar em sua inocência! Será que Minette conseguirá convencê-lo antes que seja tarde demais?

Capítulo Um

O xerife Hayes Carson odiava domingos. Não tinha nada a ver com religião, igreja ou algo espiritual. Odiava domingos porque sempre os passava sozinho. Não tinha namorada. Saíra com algumas mulheres em Jacobsville, Texas, mas esses encontros haviam sido raros e espaçados. 
Não voltou a ter um relacionamento sério desde que deixou o Exército, quando se envolveu com uma mulher que o trocou por alguém mais rico. Bem, havia saído com Ivy Conley, antes de ela se casar com o melhor amigo dele, Stuart York[1]. Tivera sentimentos por ela, também, mas não fora correspondido.
Além do mais, pensou com tristeza, havia Andy, seu escamoso animal de estimação que o impedia de ter um compromisso.
Isso não era estritamente verdade, meditou. O principal motivo para a escassez de mulheres em sua vida era o seu trabalho. 
Desde que assumira o posto de xerife, há sete anos, havia sido baleado duas vezes. Era bom no que fazia. Fora reeleito pelo povo sem precisar de segundo turno. Nunca deixava um criminoso escapar. Bem, com exceção de El Jefe, o maior traficante de drogas ao norte de Sonora, México, que possuía uma rede que cruzava o condado de Jacobs. Mas um dia conseguiria pegá-lo, prometeu a si mesmo. Odiava traficantes de drogas. Seu irmão, Bobby, morrera vítima de uma overdose anos atrás.
Ainda culpava Minette Raynor pelo que havia acontecido. Ah, claro, as pessoas diziam que ela era inocente, que fora a irmã de Ivy Conley, Rachel, morta mais ou menos um ano antes, que dera a dose fatal a Bobby. Mas Hayes sabia que Minette estava ligada à tragédia. Odiava-a e não fazia segredo disso. Sabia algo a seu respeito que ela própria ignorava. Havia mantido esse segredo durante toda a sua vida. Queria lhe contar, mas prometera ao pai que jamais revelaria a verdade.
Inferno!, pensou, enquanto bebia seu uísque.
Gostaria de se ver livre daquela consciência inconveniente que não lhe permitia quebrar suas promessas. Isso o salvaria de muita tristeza.
Hayes pousou o grande copo quadrado de uísque ao lado da cadeira de balanço e cruzou as longas pernas, enquanto olhava a pradaria desbotada que se estendia até a rodovia.
Estavam em meados de novembro e, na maioria dos dias, fazia frio, até mesmo no Texas. Mas naquele dia a temperatura estava um pouco mais alta. Havia acabado de jantar, de modo que o álcool não o afetaria muito; só o ajudaria a relaxar. Estava desfrutando do sol do entardecer. Como seria bom ter alguém com quem compartilhar aquele momento! Detestava o fato de estar sempre sozinho.
Parte do motivo de sua solidão estava no sofá da sala de estar, em frente à televisão. Ele suspirou. 
Seu melhor amigo escamoso aterrorizava as mulheres. Tentava manter Andy em segredo, até mesmo colocá-lo no quarto de hóspedes nas raras ocasiões em que trazia alguma mulher para casa, para andar a cavalo.
Mas Andy sempre acabava aparecendo, geralmente quando ele menos esperava. Em certa ocasião, enquanto fazia café na impecável cozinha, seu animal de estimação escalou o encosto do sofá onde a mulher desavisada se encontrava sentada.
Os gritos foram, de fato, aterrorizantes. Com pressa de chegar à sala ao lado, ele acabou deixando a cafeteira cair no chão. 
A mulher estava em pé no sofá, com um abajur na mão, ameaçando a iguana de 1,80m de comprimento, que a observava com o dorso arqueado.
— Está tudo bem. Ele é inofensivo!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O homem mais misterioso do Texas!

Seja nos rodeios ou nas festas de Jacobsville, Harley Fowler sempre se mete em confusão, mas acaba saindo ileso. 
Até encontrar a talentosa investigadora Alice Jones. 
Ela está tentando desvendar um assassinato que envolve a família de Harley, transformando a vida dele em um verdadeiro caos. 
Ainda assim, tudo o que Harley consegue pensar é em proteger Alice. 
Porém, ela é uma mulher obstinada e acha que não precisa da ajuda de ninguém. 
E esse infame bad boy está disposto a usar todas as suas armas de sedução para fazê-la mudar de ideia!

Capítulo Um

Harley Fowler olhava tão atento para sua lista de tarefas que colidiu com uma jovem morena, ao entrar na loja de ferragens, em Jacobsville, Texas. Ele olhou para cima, chocado, quando ela caiu de encontro à porta aberta, encarando-o.
— Já ouvi falar de homens que se enterram no trabalho, mas isto é demais — disse ela com um olhar expressivo. Em seguida, passou a mão pelo cabelo preto curto, sentindo uma pontada de dor no local onde batera na porta. Seus olhos azuis encontraram os dele, que possuíam uma tonalidade de azul mais clara. Ela notou que ele tinha cabelo castanho-claro e usava um boné de beisebol que lhe caía muito bem. Parecia sexy.
— Não estou enterrado no trabalho — retrucou ele seco. — Estou tentando voltar ao trabalho, mas as compras estão me impedindo.
— O que não justifica sair agredindo as mulheres com portas. Não é? — ponderou ela.
Os olhos de Harley flamejaram.
— Não a agredi com uma porta. Você se chocou contra mim.
— Eu não. Você estava olhando tão atento para esse pedaço de papel que não veria um trem de carga se aproximando. — Ela olhou por sobre o braço dele para espiar a lista. — Tesouras de podar? Dois novos ancinhos? — Contraiu os lábios, mas fitou-o com um brilho de divertimento no olhar. — Por certo é jardineiro de alguém — disse, reparando em seus sapatos enlameados e boné de beisebol.
Ele franziu o cenho.
— Eu não sou um jardineiro — afirmou, indignado. — Sou um cowboy.
— Não é mesmo!
— O que disse?
— Não tem um cavalo, nem chapéu de cowboy e nem uma chaparreira. — Ela olhou para os pés dele. — Nem está usando botas de cowboy!
Harley fitou-a boquiaberto.
— Você acabou de escapar da terapia intensiva?
— Eu não estava em terapia nenhuma — respondeu ela com altivez. — Meu temperamento é tão singular que não poderiam me classificar nem mesmo com a última edição do DSM-IV, muito menos tentar me analisar!
Ela se referia a um volume clássico de psicologia usado para diagnosticar pessoas com transtornos mentais. Ele com certeza não fazia ideia do que ela estava falando.
— Então você sabe cantar?
Ele a fitou atônito.
— Por que eu saberia cantar?
— Cowboys cantam. Eu li em um livro.
— Você sabe ler? — perguntou ele, fingindo surpresa.
— Por que pensou que eu não saberia? — perguntou ela.
Harley apontou para a placa na porta da loja de ferragens que dizia claramente, em letras garrafais, PUXE. Ela estava tentando empurrá-la.
Ela soltou a porta e deslocou o peso do corpo para o outro pé.
— Eu reparei nisto — argumentou na defensiva. — Só queria saber se você estava prestando atenção. — Ela inclinou a cabeça na sua direção. — Tem uma corda?
— Por quê? Está planejando se enforcar?
Ela suspirou tentando ser paciente.
— Cowboys carregam cordas.
— Para quê?
— Para laçar o gado! 



Marido no Papel

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Onde está escrito que a filha de um fazendeiro precisa se casar com um cowboy alto, bonito e sedutor se quiser manter o rancho da família? 

No testamento do pai dela! 
E Dana Mobry acaba de descobrir que o seu marido de conveniência é ninguém menos do que Hank Grant, o texano mais sensual que ela já viu!






Capítulo Um

O sol de verão já estava alto. A julgar por sua posição no céu, Dana Mobry supunha que deviam ser quase 11h. O que significava que estava naquela situação deplorável havia duas horas e o dia ficava cada vez mais quente.
Suspirou com resignada tristeza, enquanto olhava para a perna direita, onde o jeans se encontrava irremediavelmente preso por dois fios soltos de arame farpado. O pé calçado com uma bota enredara-se na teia de arame farpado que compunha a cerca e a perna esquerda enroscara-se nele quando ela se contorcera ao cair. 

Estava tentando consertar a cerca para manter o gado preso do lado de dentro. Usava as ferramentas do pai, mas infelizmente não possuía a força dele. Em momentos como aquele, sentia uma falta dolorosa do pai e só havia se passado uma semana do seu funeral.
Dana suspendeu a gola da blusa de algodão de manga curta e prendeu algumas mechas soltas de cabelo louro e úmido de volta à trança impecável. 

Não tão impecável agora, pensou, devia estar desgrenhada pela queda que a lançara naquela trapalhada. Próximo dali, alheia ao dilema da dona, sua égua marrom, Bess, pastava tranquila. Lá no alto, um falcão traçava desenhos graciosos contra o céu sem nuvens. Ao longe, podia-se ouvir o som do tráfego na autoestrada distante, que circundava Jacobsville, levando ao rancho Texas, onde ela se encontrava enrolada em uma cerca de arame farpado.
Ninguém sabia onde ela estava. Vivia sozinha na pequena casa decadente que dividia com o pai. Haviam perdido tudo após a mãe os abandonar sete anos atrás. Depois daquele choque terrível, o pai, que fora criado em um rancho, decidiu voltar e se estabelecer no local onde sua antiga família morara. Não havia outros parentes, a menos que contasse um primo em Montana.
O pai de Dana suprira o local com um pequeno rebanho de gado de corte e cultivara uma horta. Era uma vida frugal, comparada à mansão próxima a Dallas que havia sido mantida com o dinheiro da mãe. 

Quando Carla Mobry de repente se divorciou do marido, ele foi obrigado a encontrar uma forma rápida de subsistência. Dana escolhera voltar com o pai para a casa onde ele vivera a infância em Jacobsville, em vez de aturar a presença indiferente da mãe. Agora o pai morrera e ela ficara sozinha.
Dana amara o pai e ele a amara também. Eram felizes juntos, mesmo com os parcos rendimentos. Porém, a tensão do árduo trabalho físico exercida sobre um coração, que ela não suspeitava ser fraco, fora fatal. Texas e mais Texas.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Corações Fortes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A escolha perfeita?

Depois de ter sido usado e abandonado pela mulher que acreditava amar, o bilionário Blair Coleman abriu mão de sua vida social. 
A única pessoa na qual ele realmente confia é Niki Ashton, filha de seu melhor amigo.
Blair é forte, cabeça-dura e apaixonante. E são exatamente essas qualidades que o fazem ser o homem dos sonhos de Niki. 
Porém, sempre que ela tentava se aproximar, Blair se afastava. Foi preciso um trágico acidente para que ele se livrasse de suas ressalvas. 
Agora, Blair está disposto a tudo: casamento, filhos e “felizes para sempre”. Mas será que não é tarde demais?

Capítulo Um

O pai de Nicolette Ashton sempre tentava estimulá-la a sair com rapazes. A filha se interessava mais por formações rochosas do que por homens. Era uma jovem introvertida, tímida e reservada diante de desconhecidos. O rosto gracioso, cor de pêssego, era emoldurado por um cabelo longo, platinado e macio. Os olhos tinham a tonalidade de uma manhã nebulosa de setembro. A estrutura corporal era igualmente bela. Mas Nicolette se recusava a namorar. Havia um homem em sua vida. Faltava apenas ele saber. 

O príncipe que lhe povoava os sonhos a considerava muito jovem, mas isso não a impedia de suspirar por ele.  E por esse motivo, Nicolette continuava solitária. Até então, conseguira evitar sair com rapazes enquanto cursava a faculdade, divertindo-se apenas com as amigas. Mas elas viviam a aconselhando a se envolver com homens. 
Insistiam que Nicolette precisava deixar o casulo, sair para o mundo e namorar alguém. As amigas tinham boa intenção. Talvez devesse mesmo sair para se divertir com mais frequência. Afinal, o objeto de sua afeição jamais corresponderia aos seus sentimentos.
Portanto, quando se aproximava o fim do semestre, as amigas lhe marcaram um encontro com um dos estudantes. Ela não o conhecia. O rapaz não era de Catelow, Wyoming, onde Nicolette vivia com o pai, em uma fazenda de gado, mas, sim, de Billings, Montana, onde ficava a faculdade. No momento, ela desejava nunca ter concordado com aquele encontro às cegas.
O rapaz se mostrou descortês e até mesmo rude, quando ela insistiu para que a levasse para casa, em vez de concordar em ir para o apartamento dele. A fazenda não ficava distante dali. Apenas a vinte minutos de carro. Mas Niki sabia o que aconteceria se concordasse em ir para o apartamento do universitário. Por mais antiquada que parecesse entre suas amigas na faculdade, recusava-se a imitar o comportamento delas. Harvey, o rapaz com quem saíra, parecia não admitir que uma garota pudesse resistir às suas investidas. Afinal, além de belo, era o astro do futebol da faculdade e acostumado ao assédio feminino. Mas Niki não estava interessada.
— Deve estar louca — resmungou o jovem Harvey, enquanto cruzava em alta velocidade o caminho que levava aos degraus da frente da enorme mansão vitoriana. — Não existe nenhuma mulher neste país que não vá para a cama com um homem, pelo amor de Deus!
— Há algumas. Eu sou uma delas — retrucou Nicolette. — Concordei em jantar com você. Nada mais.
Harvey deixou escapar um ronco raivoso da garganta, enquanto estacionava e a estudava sob o reflexo das luzes da varanda da frente.
— Seu pai está em casa? — perguntou.
— Ainda não — respondeu ela, sem pensar. — Ele foi a uma reunião de negócios, mas um amigo dele está vindo passar alguns dias aqui. Deve chegar a qualquer minuto. — Uma mentira calculada. De fato, existia um amigo, chamado Blair Coleman, dono de uma empresa petrolífera multinacional. Niki o via de vez em quando, nas ocasiões em que ele visitava o pai. Na verdade, nutria uma paixão ardente por aquele homem desde os 17 anos, mas o amigo do pai a tratava como uma criança. Blair Coleman chegaria, ela só não sabia a que horas.
— Tenho de entrar — acrescentou.
— Eu a acompanho até a porta — ofereceu ele. Harvey chegou até mesmo a contornar o carro para lhe abrir a porta. Havia uma intenção velada no olhar do jovem, mas Niki se encontrava muito aliviada para notar. Destrancaria a porta, entraria em casa e estaria livre.
— Obrigada — agradeceu ela.
— De nada — respondeu Harvey, com um meio-sorriso arrogante e enigmático.
Quando Niki colocou a chave na fechadura, franziu a testa ao perceber que não precisaria destrancar a porta. Talvez o pai tivesse chegado.
Mas ao girar para se despedir de Harvey, descobriu-se empurrada para dentro. O jovem atleta fechou a porta quando os dois se encontravam no interior da casa.
— Agora... 




quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Corações Blindados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens Wyoming
Quente como o Wyoming…

No passado, Wolf Patterson e Sara Brandon eram inimigos declarados. 
Agora, o destino os uniu novamente… como vizinhos. 
Ao se reencontrarem, são dominados por uma química intensa. Apesar de Wolf interpretar mal as atitudes espirituosas dela, e de Sara não se conformar com a maneira injusta com a qual ele a trata, uma trégua é formada.
De repente, Sara passa a vê-lo com outros olhos e fica perdidamente atraída. 
Wolf também começa a enxergar a alma caridosa que ela esconde. Duas pessoas apaixonadas com talento para brigar. Será que o amor encontrará um meio de se enraizar em seus corações?

Capítulo Um

Não era a imensa fila, mas a pessoa que se encontrava nela que irritava Sara Brandon. E não apenas a pessoa, mas o modo como esta a observava, também.
Encostado ao balcão da farmácia em Jacobsville, com um ar arrogante e divertido, ele a fitava com aqueles olhos azuis, gelados como o Ártico, que pareciam desnudá-la. Como se soubesse exatamente o que havia sob a sua roupa. Como se pudesse ver sua pele cremosa. Como se...
Ela clareou a garganta e o encarou.
A atitude o divertiu ainda mais.
— Eu a estou incomodando, Srta. Brandon? — perguntou em um tom arrastado.
Era um homem esbelto. Fisicamente devastador. Ombros largos bronzeados, belas mãos e pés grandes. O chapéu de vaqueiro encobria a testa e parte dos olhos, deixando visível apenas seu brilho claro sob a aba. As pernas longas e musculosas, em um jeans de grife, se encontravam cruzadas, somente os bicos das caras botas marrons espreitavam sob o brim da calça. 
A camisa de cambraia aberta na altura do pescoço deixava à mostra uma estreita extensão de pelos vastos, escuros e encaracolados.
A criatura sabia que era... estimulante. Por esse motivo, deixava os botões superiores desabotoados, pensou Sara convicta. Não conseguia compreender completamente sua reação àquele homem, e ele parecia ter ciência desse fato, também. Isso a deixava louca.
— Não me perturbe, Sr. Patterson — disse ela, a voz soando um pouco embargada, embora se esforçasse para mantê-la estável.
Os olhos azuis percorreram o corpo elegante, trajado numa calça preta justa e blusa de gola alta da mesma cor. Seu sorriso se alargou ao vê-la puxar o casaco de couro preto mais para junto do corpo e abotoá-lo, em uma tentativa de se cobrir.
O longo cabelo escuro lhe caía livre pelas costas até a cintura, emoldurando seu belo rosto. Lábios carnudos e perfeitos precediam um nariz reto e um par de olhos negros e grandes. Era uma beleza, mas não se orgulhava disso. Odiava sua aparência. Odiava a atenção que chamava.
Sara cruzou os braços sobre os seios e desviou o olhar.
— Oh, estava aqui pensando... 


Séries Homens Wyoming
1- Corações Laçado
2-Corações em Fúria
3- *The Rancher
4- Corações Ousados 
5– Corações Blindados 
Série Concluída
* não publicado no Brasil

sábado, 25 de junho de 2016

Renegado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O chefe de polícia Cash Grier leva a sério sua missão: manter a lei e a ordem nas ruas de Jacobsville, mesmo que para isso tenha de enfrentar políticos influentes e corruptos.

Desde cedo, Cash teve de aprender que nada, nem ninguém, deve ser avaliado apenas pela aparência. 

E quando se trata da encantadora Tippy Moore, o cuidado é redobrado.
Apesar da vida glamourosa como modelo e atriz, Tippy tem traumas profundos, além de ser insegura em relação aos homens.
Quando Cash começa a acreditar que Tippy pode ser a mulher com que sempre sonhou, um terrível acontecimento o torna novamente um homem descrente e amargo. Mas ele é desafiado pelo destino para reavaliar seus sentimentos... e salvar o verdadeiro amor de sua vida!

Capítulo Um

Era preguiçosa, aquela manhã de segunda-feira. Não acontecia muita coisa na Delegacia de Polícia de Jacobsville, no Texas. Três guardas fardados tomavam café à mesa de refeições da sala de espera. Um delegado passara por lá para entre­gar um documento. 
Um cidadão preenchia a queixa contra um acusado, trazido naquele momento por um dos guardas. A secretária, que geralmente ficava na recepção, não estava.
— Isso mesmo. Isso mesmo! Eu não devia trabalhar aqui. Há vagas lá no supermercado Poupa Muito. Vou lá agora mesmo me inscrever.
As cabeças voltaram-se para a cena pouco comum da secretária do chefe de polícia gritando a plenos pulmões. Ouviu-se uma resposta rápida e abafada e, em seguida, o som de metal caindo no chão. Com barulho.
Uma adolescente furiosa, de cabelo espetado, saia curta e blusa recortada e salpicada de brilhos, entrou no saguão batendo o pé, os olhos faiscando, os brincos enormes tilintando como alarmes. Os homens fardados rapidamente abriram caminho. Ela foi até a mesa de trabalho, apanhou a bolsa estufada por estar cheia e dirigiu-se para a porta da frente.
Um homem alto, bonitão, fardado como chefe de polícia, entrou no saguão no exato momento em que ela chegou à porta. Ele tinha o cabelo e as roupas cheios de pó de café, restos de fita adesiva e dois Post-it, além de um lenço de papel em cima do sapato preto, grande e muito bem engraxado. Havia outro Post-it pendurado no rabo-de-cavalo.
— Será que eu falei alguma coisa? — Cash Grier pensou alto.
A adolescente, cujo batom era negro, igual ao esmalte das unhas, resmungou por entre os dentes e passou pela porta de vidro, batendo-a atrás de si.
Os guardas fardados tentaram, com esforço, não rir. Em muitos, aquilo soou como uma tosse reprimida. O homem que preenchia o formulário de queixa quase engasgou.
Cash encarou-os.
— Podem deixar. Podem rir. Arrumo outra secretária na hora que eu quiser!




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Feridas de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Seus dias de solteiro estariam contados?

Ele era forte, encantador e seguia regras próprias. Ela era tímida, despretensiosa e inocente. 
Juntos, os vizinhos Jordan Powell e Libby Collins pareciam água e óleo. Mas quando Jordan assumiu a missão de ajudar Libby a manter a propriedade da família, todos na cidade sabiam que era questão de tempo até ouvirem os sinos da capela.
Jordan não consegue negar o sentimento que surge toda vez que tem Libby em seus braços. 
O orgulho, porém, o impede de se entregar. Libby será capaz de domar o coração deste cowboy?

Capítulo Um

Libby Collins não conseguia entender por que sua madrasta, Janet, estava falando com um corretor de imóveis sobre a casa. Seu pai havia morrido apenas algumas semanas atrás. O funeral ainda estava tão recente em sua mente, que não passava uma noite sem chorar. 
Seu irmão, Curt, estava igualmente desolado. Riddle Collins era um homem feliz, forte e inteligente, que nunca sofrera uma doença grave. Tampouco possuía histórico de problemas cardíacos. Logo, sua morte provocada por um infarto fulminante fora um verdadeiro choque. 
Na realidade, o vizinho mais próximo, o rancheiro Jordan Powell, considerara a sua morte suspeita. Embora, para Jordan, tudo parecesse suspeito. O homem acreditava que o governo estava produzindo soldados clonados em algum laboratório subterrâneo.
Libby correu a pequena mão pelo cabelo escuro e ondulado, enquanto seus olhos verdes varriam o horizonte à procura do irmão. Mas Curt com certeza estava ajudando nos partos do gado, daquele início de primavera, nas pastagens mais distantes, ao norte do rancho dos Powell. 
Era quase abril e as novilhas, de 2 anos de idade, mães pela primeira vez, começavam a parir seus bezerros na época certa. Havia pouca esperança de Curt aparecer antes de o corretor de imóveis partir.
Ao contornar a casa, Libby ouviu a voz do homem e se aproximou, tomando cuidado para não ser vista e poder se inteirar do que estava acontecendo. Seu pai amava aquele pequeno rancho e os filhos também. A propriedade pertencia à família há quase tanto tempo quanto o Bar P pertencia à família de Jordan.
— Vai demorar para encontrar um comprador? — perguntou Janet.
— Para ser sincero, não sei, senhora Collins — respondeu o homem. — Mas Jacobsville está progredindo. Há uma abundância de novas famílias à procura de imóveis a preços acessíveis. Creio que aqui caberia um loteamento perfeitamente e posso lhe garantir que qualquer incorporador imobiliário pagaria um bom dinheiro por estas terras.
Loteamento? Ela só podia estar ouvindo coisas!
Mas a declaração seguinte de Janet pôs fim a qualquer dúvida.
— Quero vendê-las o mais depressa possível — disse Janet categórica. — Já estou de posse do dinheiro do seguro. Assim que vender a propriedade, deixarei o país.
Outra revelação bombástica! Por que sua madrasta estava com tanta pressa? O homem que fora seu marido por nove meses havia acabado de morrer. Santo Deus!
— Farei o que estiver ao meu alcance, sra. Collins — assegurou o corretor. — Mas a senhora deve entender que o mercado imobiliário enfrenta uma crise no momento e não posso garantir uma venda tão rápida quanto eu gostaria.
— Está bem — disse Janet. — Mas me mantenha informada, por favor.
— Não se preocupe.
Libby saiu correndo, evitando ser vista. Seu coração batia acelerado. Estranhara a frieza que Janet vinha mostrando após a morte de seu pai, mas agora começara a fazer uma série de associações desagradáveis.
Permaneceu de pé nas sombras da varanda da frente, até ouvir o carro do corretor se afastar. Janet de imediato o seguiu em seu carro de luxo.
Sua mente girava. Precisava de ajuda. Por sorte, sabia exatamente aonde ir para obtê-la.



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A Tentação do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Blake Kemp era um homem bastante fiel aos seus princípios e tão teimoso quanto o dia é longo em Jacobsville, Texas.

Como principal advogado da cidade, ele tinha uma reputação a zelar e isso significava impedir que a doce e atenciosa Violet, sua assistente, fizesse mais do que o trabalho dela.
 Ela tinha de sair do caminho de Blake. Mesmo que precisasse muito dela.
Cansada de aturar os mandos e desmandos de seu chefe, Violet prefere pedir demissão e se afastar do homem que ama com todas as suas forças.
Mesmo com toda a teimosia, Blake é um homem inteligente, e logo percebe que Violet é sua estrela guia. Sem ela sua vida se transformaria em um eterno breu... E restava apenas uma coisa a ser feita: contratar Violet de novo e cuidar para que os negócios não se misturassem às questões do coração.
 Mas Violet tinha uma agenda própria, e isso incluía lembrar seu chefe do quanto ela era indispensável, tanto no trabalho quanto na vida dele!

Capítulo Um

Violet Hardy sentou-se na cadeira e se perguntou o porquê de ter aceitado aquele cargo de secretária. Seu chefe, Blake Kemp, de Jacobsville, Texas, definitivamente, não a apreciava. Ela havia apenas tentado evitar que ele morresse de um ataque cardíaco prematuro mudando seu café normal para descafeinado. Para seu desapontamento, ouviu os piores insultos do homem que amava. Sabia que suas colegas de trabalho estavam tão aborrecidas quanto ela. Tinham se mostrado gentis, mas nada compensava o fato de Blake achá-la gorda.
— Ele me acha gorda — disse Violet, infeliz.
— Ele não disse nada.
— Mas você sabe como ele me olhou e o que insinuou — murmurou Violet, olhando o hall. Mabel fez um muxoxo.
— Ele teve um péssimo dia.
— E eu também — contrapôs Violet. Libby Collins tentou consolá-la.
— Acalme-se, Violet — disse suave. — Espere al­guns dias e ele vai pedir desculpas, tenho certeza.
Violet não tinha tanta certeza. Na verdade, podia apostar que um pedido de desculpas era a última coisa em que ele pensava.
— Vamos ver — respondeu, voltando para a mesa. Mas não acreditou na possibilidade.
Ela afastou o cabelo escuro comprido. Os olhos azuis estavam marejados de lágrimas, por mais que tentasse esconder a mágoa. A situação era bem pior do que apenas uma insinuação de estar acima do peso. Tinha ouvido Mabel e Libby comentando que o interfone estava ligado quando Violet abri­ra o coração para as colegas de trabalho, depois do ataque de fúria de Kemp a respeito do café descafeinado que lhe serviram. Ela era apaixonada por ele. Ele tinha ouvido. Como poderia voltar a en­cará-lo?
Durante todo o dia ele saiu da sala para receber clientes, falar sobre os compromissos e pegar café. Sempre que entrava, olhava para Violet como se ela fosse responsável pelos sete pecados capitais. E ela começou a encolher-se ao ouvir os passos no hall.
Era uma terça-feira, e no final do dia ela decidiu que não podia mais continuar trabalhando naque­le escritório. Era muito humilhante. Teria que ir embora.
Libby e Mabel notaram sua pouca habitual for­malidade, agravada quando ela tirou uma folha da impressora, levantou-se, deu um longo suspiro e caminhou pelo hall em direção ao escritório do chefe.
Segundos depois, elas o ouviram:
— Que diabos...?
Violet surgiu caminhando a passos largos pelo hall, o rosto vermelho de irritação, seguida por um furioso Kemp, sem óculos, dois passos atrás, sacu­dindo a folha de papel.
— Você não pode me dar um aviso de um dia! — disse enfurecido. — Tenho casos pendentes. Você é responsável por fazer a triagem e notificar os peticionários...!
Ela o encarou furiosa.
— Toda a informação necessária está no compu­tador, junto com os números de telefone! Libby sabe como proceder. Ela ajudou-me a acompanhar os casos quando tirei licença para ficar com minha mãe quando ela teve derrame! Por favor, não finja estar interessado em quem digita ou faz as ligações porque eu sei que pouco lhe importa! Vou trabalhar para Duke Wright!
Ele estava com raiva, mas de repente ficou quieto.
— Vai trabalhar para o inimigo, não é, Srta. Hardy?
— O Sr. Wright é mais calmo que o senhor e não vai me destratar por causa de um café. Na verdade — disse audaciosa —, ele mesmo prepara o café!



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domingo, 8 de maio de 2016

Tempo de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







O que Millie Evans deseja no Natal? 


Ficar a salvo! Antes de morrer, seu perseguidor contratou um assassino profissional para matá-la. Agora sua vida está nas mãos hábeis do agente especial Tony Danzetta, o homem que jurara protegê-la... e por quem Millie sempre nutriu uma paixão. 
Quando Tony decide levá-la para sua casa a fim de mantê-la em segurança dia e noite, Millie começa a sonhar que poderá tê-lo, definitivamente, ao seu lado.

Capítulo Um

Na casa funerária, o amigo do falecido era um homem alto, trajado com esmero, parecendo um lutador profissional. Ele vestia roupas caras e um casaco de caxemira. Tinha pele morena, olhos negros e cabelo igualmente negro e ondulados, preso em um longo rabo de cavalo. Ele permanecia inclinado sobre o caixão em silêncio. O semblante inexpressivo aparentava perigoso. Não falou com ninguém desde que entrara no prédio.
Tony Danzetta mantinha o olhar pétreo fixo no caixão de John Hamilton, embora em seu íntimo fervilhasse de raiva. Era difícil encarar os restos mortais de um homem que ele amava desde o colegial. Seu melhor amigo estava morto. Morto por causa de uma mulher.
O amigo de Tony, Frank Mariott, lhe telefonara da casa do homem para o qual prestava um serviço temporário em Jacobsville, Texas. Tony havia planejado estender sua estada na cidade. Tirar algumas semanas de folga antes de retornar às suas reais atividades. As notícias sobre John, no entanto, o fizeram voltar às pressas para San Antonio.
Dos três, John era o elo mais fraco. Os outros dois se viam sempre forçados a salvá-lo de si mesmo. Ele costumava fantasiar sobre pessoas e lugares que considerava parte de sua vida. Quase sempre quem o ouvia contar que era amigo deles ficava admirado.
Tony e Frank consideravam John inofensivo. Ele queria apenas ser alguém. Seus pais eram operários na indústria têxtil local. Quando a empresa encerrou suas atividades nos Estados Unidos, foram trabalhar no comércio varejista. Nenhum deles terminou o ensino médio e John inventava histórias para os colegas de classe sobre pais ricos e famosos, que possuíam um iate e um avião particular. Tony e Frank conheciam a verdade, mas o deixavam tecer sua teia de ilusões. Eles o compreendiam.
Agora, porém, John estava morto e aquela... mulher era a responsável! Ele ainda conseguia lembrar do rosto dela no passado, rubro de constrangimento, quando ela lhe fez uma pergunta sobre um trabalho da aula de Justiça Penal que ambos frequentaram na faculdade. Isso acontecera seis anos atrás. Ela não era sequer capaz de conversar com um homem sem gaguejar e tremer. Millie Evans tinha cabelo castanho e olhos verdes ocultos pelos óculos. Era magra e sem graça. Mas a mãe de criação de Tony, que fora uma arquivista na biblioteca local, era chefe de Millicent Evans e gostava dela. Estava sempre falando sobre ela para Tony, empurrando-a para cima dele, até o dia de sua morte.
Tony não poderia ter contado à mãe de criação, mas conhecia bem demais aquela moça para se interessar por ela. John desenvolvera uma fixação por ela alguns anos atrás e, durante uma das raras visitas de Tony à casa da mãe de criação, o amigo lhe contara sobre o alter ego dela. Quando estavam sozinhos, ele lhe dissera, Millie era fogosa. Se lhe dessem algumas cervejas, ela faria tudo que um homem pedisse. Aquela fachada de timidez e nervosismo era apenas um disfarce. Ela não tinha nada de tímida nem retraída. Era uma garota da noite. Havia até mesmo topado fazer um programa a três com ele e o amigo Frank, confidenciou-lhe John certa vez. Não mencione nada disso a Frank, acrescentara ele, pois o amigo ainda sentia vergonha de ter participado daquela orgia.
O que Tony ficara sabendo sobre Millie Evans o fez se afastar dela. Não que a achasse atraente antes disso. Era apenas mais uma na longa lista de solteiras insípidas que fariam qualquer coisa para fisgar um homem. Pobre John. Sentia pena do amigo, pois sabia que ele era obcecado por Millicent Evans. Para ele, Millie era a rainha de Sabá, a única mulher no mundo. Havia ocasiões que ela parecia amá-lo, queixava-se John, mas outras vezes o tratava como um completo estranho. Outras ainda dizia que ele a estava perseguindo. Isso é ridículo, John dissera certa vez, como se ele precisasse persegui-la. Contara que, várias vezes, quando voltava do trabalho de vigia noturno, ela o surpreendia no apartamento dele, completamente nua.
A descrição que John fazia dela era incompreensível para Tony, acostumado a ter mulheres belas, inteligentes e ricas correndo atrás dele. Jamais precisou conquistar uma mulher. Millicent Evans, ao contrário, não tinha beleza, nem personalidade, parecia até mesmo um pouco tola. Tony não conseguia compreender o que o amigo via naquela mulher.
Agora John estava morto. Millicent Evans o levara a cometer suicídio. Tony observou o rosto pálido e sem vida do amigo e, mais uma vez, sentiu a raiva fervilhando dentro dele. Que tipo de mulher usava um homem daquela maneira, tirava proveito de seu amor por ela a ponto de fazê-lo tirar a própria vida?

Rosas de Inverno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Em uma noite agitada, Stuart York não consegue resistir à tentação e toma Ivy Conley em seus braços. 


A intensa paixão os deixa desorientados. Contudo, Stuart acredita que Ivy é uma jovem problemática assim como a irmã, sempre nas capas dos jornais como pivô de escândalos. Por isso, decide se afastar, deixando-a com o coração partido. 
Anos mais tarde, Ivy está de volta à cidade, decidida a ser tratada como a mulher independente na qual se tornou. Para sua surpresa, Stuart insiste em ser seu protetor, porém, a batalha mais difícil que Ivy enfrentará será contra o desejo que ainda sente por Stuart!

Capítulo Um

Era tarde e Ivy ia perder a aula. Rachel era a única pessoa, além da sua melhor amiga, que sabia o número do seu modesto celular pré-pago. O telefone tocou no exato momento em que ela saía para a segunda aula do dia, na faculdade. A conversa poderia ter esperado até a noite, mas sua irmã mais velha jamais se importava com a conveniência de alguém. A não ser com a sua própria, essa era a verdade.
— Rachel, vou chegar atrasada — argumentou Ivy ao telefone, afastando uma mecha do longo cabelo louro para trás. Os olhos verdes escureceram com preocupação. — E tenho uma prova hoje!
— Não importa o que você tem — respondeu a irmã. — Apenas ouça-me. Quero o cheque dos bens do pai, tão logo você consiga que a companhia de seguros o emita! Tenho contas atrasadas para pagar e você fica aí se lamentando sobre aulas da faculdade. É um desperdício de dinheiro! Tia Hettie jamais deveria ter deixado o dinheiro da poupança para você — acrescentou irritada. — Deveria ser meu também. Sou a mais velha.
Ela era, e ficaria com tudo que pudesse agarrar com as mãos, tudo que pudesse trocar por dinheiro vivo. Ivy mal conseguira ficar com o suficiente para pagar as despesas do funeral do pai. Fora um golpe de sorte a tia Hettie gostar dela e lhe deixar uma pequena herança. Talvez tivesse percebido que ela teria sorte se conseguisse um centavo dos parcos recursos do pai.
Era a mesma conversa dolorosa que vinham tendo havia um mês, desde que o pai morrera de derrame. Ivy tivera de procurar um lugar para morar enquanto Rachel ligava diariamente para o advogado que estava homologando o testamento do pai. Tudo o que ela queria era o dinheiro. Havia convencido o pai a mudar o testamento, de modo que ela pudesse ficar com tudo quando ele morresse.
Apesar de o pai não ter ligado muito para ela, Ivy ainda estava de luto. Havia cuidado do pai enquanto ele estava morrendo devido ao derrame. Ele pensava que Rachel era um anjo. Durante toda a vida, fora Rachel quem ganhara todo o dinheiro, todas as joias de família, que ela vendia de imediato, e quem recebia toda a sua atenção. Para Ivy, sobravam as tarefas domésticas, cuidar do jardim e cozinhar para os três. Não fora uma vida maravilhosa. Seus raros namorados eram logo seduzidos por Rachel, que sentia prazer em roubá-los da ingênua irmã mais nova, apenas para dispensá-los dias mais tarde. Quando Rachel optara por ir para Nova York para fazer teatro, o pai praticamente penhorara a pequena propriedade para pagar um apartamento para ela. Isso significou cortar gastos e não comprar vestidos novos para Ivy. Quando ela tentou protestar pelo tratamento desigual dispensado a ambas, o pai a acusara de invejosa e que Rachel precisava de mais, porque era bonita, mas emocionalmente insegura.
Traduzindo, isso queria dizer que Rachel não tinha sentimentos por ninguém, exceto por si mesma. Mas havia convencido o pai de que o adorava, e lhe enchera os ouvidos com mentiras sobre Ivy, acusando-a de sair à noite para se encontrar com homens e de roubar da garagem, onde ela trabalhava duas vezes por semana como contadora. Nenhum argumento fora suficiente para convencê-lo da sua honestidade, e que ela sequer chamava atenção dos homens. Jamais conseguia manter um futuro namorado depois que ele punha os olhos em Rachel.
— Se eu posso aprender contabilidade, vou conseguir uma maneira de me sustentar, Rachel — respondeu Ivy em um tom calmo.
— Você poderia se casar com um homem rico, um dia, se pudesse encontrar um cego — zombou Rachel, e riu da pequena piada. — Embora eu não consiga entender como pretende encontrar um, em Jacobsville, Texas.
— Não estou procurando um marido. Estou estudando na faculdade comunitária — lembrou-a Ivy.
— Está mesmo. Que futuro lamentável você terá. — Rachel parou para sorver um audível gole de sua bebida — Tenho dois testes de interpretação amanhã. Uma é para o papel de protagonista em uma obra na Broadway. Jerry diz que conseguirei facilmente. Ele tem influência com o diretor.
Ivy geralmente não era sarcástica, mas Rachel a estava irritando.
— Pensei que Jerry não quisesse que você trabalhasse.
Houve uma breve pausa do outro lado da linha.
— Jerry não se importa — disse Rachel em um tom frio. — Apenas gosta que eu fique em casa, assim ele pode cuidar de mim.
— Ele a alimenta com estimulantes, sedativos e anfetaminas e lhe cobra pelo privilégio, você quer dizer — replicou Ivy com a voz calma. Não acrescentou que Rachel fosse bonita e que Jerry provavelmente a usasse como isca para atrair novos clientes. Ele a levava de festa em festa. Ela falava sobre atuar, mas era apenas conversa. Mal conseguia se lembrar do próprio nome quando estava drogada, quanto mais das falas de uma peça. Ela bebia em demasia, assim como o namorado.
— Jerry cuida de mim. Ele conhece os nomes mais importantes do teatro. Prometeu me apresentar a um dos anjos que está produzindo aquela comédia nova. Serei famosa na Broadway ou morrerei tentando — disse Rachel bruscamente. — E se vai começar a discutir, é melhor nem nos falarmos.
— Não estou discutindo.
— Você fica depreciando o Jerry o tempo todo!

domingo, 17 de abril de 2016

Tudo Por Um Beijo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Virgens



Um peão perigoso e destemido

Ele era o que Tiffany sempre desejara: forte, inteligente, charmoso e simplesmente irresistível. King Marshall era o próprio amor personificado, e ela faria qualquer coisa para passar o resto de sua vida com ele. O grande problema era que King acreditava que casamento tinha sido inventado apenas para os tolos...
Uma garota encantadora
Ela era jovem, belíssima, simpática e... muito inexperiente. King Marshall era bem mais velho, cético e desiludido com a vida para se deixar levar por histórias de amor com finais felizes. Ele só não contava com a tenacidade e com a determinação de Tiffany em levá-lo ao altar.

Capítulo Um

Tiffany o avistou a distância, montando Thunder, o imenso garanhão negro que já havia matado um homem. Ela odiava aquele animal, um cavalo matador, mas respeitava muito o cavaleiro, King Marshall, da mesma maneira que a maioria das pessoas que moravam em Jacobsville, Texas. A família de King tinha ido morar nas proximidades do rio Guadalupe, há muito tempo, na época da guerra civil, numa fazenda chamada Lariat, que agora pertencia a ele.
Nessa época do ano, em plena primavera, era muito comum vê-lo no lombo do garanhão recolhendo o gado, cavalgando atrás de alguma rês desgarrada, ou mesmo marcando os animais. King, apesar de ter uma empresa com o pai de Tiffany, onde se negociava terras e gado, quase não saia da fazenda e os empregados da cidade praticamente não o viam. O rebanho de King era tão grande que, nesse ano, ele havia comprado um helicóptero que estava sendo usado para conduzir o gado até os inúmeros currais. Tiffany adorava ficar de longe, vendo o helicóptero voando em baixa altitude, fazendo o trabalho de, pelo menos, dez vaqueiros.
Conduzindo seu cavalo, Dream, ao lado da cerca de arame farpado Tyffany se aproximou um pouco mais de onde King se encontrava sempre cuidadoso, jamais permitiria que se aproximasse muito, ainda mais quando a tarefa executada por ele e pelos peões era a de marcar o gado.
Ela deu um profundo suspiro e ajeitou a blusa de seda cor-de-rosa que usava. Depois foi a vez de ajeitar a calça jeans azul e as botas negras de cano alto. Tiffany gostava de andar impecável, mesmo quando estava cavalgando. E ainda, com King nas proximidades, a vontade dela de se mostrar muito mais bonita e elegante se transformava quase numa obsessão.
Tiffany voltou a suspirar. Não, não custava nada sonhar e imaginar-se nos braços de King. Se isso um dia acontecesse, se conseguisse conquistá-lo, seu pai Harrison, ficaria muito feliz e daria todo apoio a ela pois, além de sócios. os dois homens eram muito amigos. O difícil seria fazer King. sempre muito cerimonioso, sempre muito misterioso, se interessar por uma garota tão jovem Nos últimos . tempos, este tinha sido o grande dilema de Tiffany. Se pelos menos fosse. mais velha. Porém, depois de muito refletir a respeito do assunto, ela chegou à conclusão de que poderia sim, conquistá-lo. Afinal era muito bonita e inteligente. Mas para que isso acontecesse, precisava mudar algumas coisas em sua aparência tão juvenil. E Tiffany tomou uma decisão: cortaria os longos cabelos negros. No entanto, quando chegou o dia que se propusera a ir à cabeleireira, a coragem lhe faltou. Adorava aqueles cabelos que emolduravam-lhe o rosto oval, de pele bem clara, e que contrastavam com seus olhos verdes. E como seria possível ficar sem os longos cabelos negros que esvoaçavam ao vento quando cavalgava? Aquela cabeleira fazia parte dela, como fazia parte o sorriso que quase não lhe saia dos lábios e a vontade de viver. Harrison Blair viva dizendo que a filha era a personificação da alegria e da felicidade e que, em tudo, lembrava-lhe a esposa.
Depois de voltar atrás, de decidir que não cortaria os cabelos, Tiffany se propôs conquistar King de outra maneira. Por que teria de parecer mais velha? Não, iria conquistá-lo apesar da idade, e do distanciamento que aquele homem que a fascinava fazia questão de manter. De uma coisa tinha certeza: chegaria o dia em que King Marshall passaria a vê-la como uma mulher, não como a irmãzinha mais jovem. Mas como fazer para que isso viesse a acontecer? Tiffany não sabia.


Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre

sexta-feira, 25 de março de 2016

Feridas de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Seus dias de solteiro estariam contados?

Ele era forte, encantador e seguia regras próprias. Ela era tímida, despretensiosa e inocente. Juntos, os vizinhos Jordan Powell e Libby Collins pareciam água e óleo. Mas quando Jordan assumiu a missão de ajudar Libby a manter a propriedade da família, todos na cidade sabiam que era questão de tempo até ouvirem os sinos da capela. 

Jordan não consegue negar o sentimento que surge toda vez que tem Libby em seus braços. O orgulho, porém, o impede de se entregar. Libby será capaz de domar o coração deste cowboy?

Capítulo Um

Libby Collins não conseguia entender por que sua madrasta, Janet, estava falando com um corretor de imóveis sobre a casa. Seu pai havia morrido apenas algumas semanas atrás. O funeral ainda estava tão recente em sua mente, que não passava uma noite sem chorar. Seu irmão, Curt, estava igualmente desolado. Riddle Collins era um homem feliz, forte e inteligente, que nunca sofrera uma doença grave. Tampouco possuía histórico de problemas cardíacos. Logo, sua morte provocada por um infarto fulminante fora um verdadeiro choque. Na realidade, o vizinho mais próximo, o rancheiro Jordan Powell, considerara a sua morte suspeita. Embora, para Jordan, tudo parecesse suspeito. O homem acreditava que o governo estava produzindo soldados clonados em algum laboratório subterrâneo.
Libby correu a pequena mão pelo cabelo escuro e ondulado, enquanto seus olhos verdes varriam o horizonte à procura do irmão. Mas Curt com certeza estava ajudando nos partos do gado, daquele início de primavera, nas pastagens mais distantes, ao norte do rancho dos Powell. Era quase abril e as novilhas, de 2 anos de idade, mães pela primeira vez, começavam a parir seus bezerros na época certa. Havia pouca esperança de Curt aparecer antes de o corretor de imóveis partir.
Ao contornar a casa, Libby ouviu a voz do homem e se aproximou, tomando cuidado para não ser vista e poder se inteirar do que estava acontecendo. Seu pai amava aquele pequeno rancho e os filhos também. A propriedade pertencia à família há quase tanto tempo quanto o Bar P pertencia à família de Jordan.
— Vai demorar para encontrar um comprador? — perguntou Janet.
— Para ser sincero, não sei, senhora Collins — respondeu o homem. — Mas Jacobsville está progredindo. Há uma abundância de novas famílias à procura de imóveis a preços acessíveis. Creio que aqui caberia um loteamento perfeitamente e posso lhe garantir que qualquer incorporador imobiliário pagaria um bom dinheiro por estas terras.
Loteamento? Ela só podia estar ouvindo coisas!
Mas a declaração seguinte de Janet pôs fim a qualquer dúvida.
— Quero vendê-las o mais depressa possível — disse Janet categórica. — Já estou de posse do dinheiro do seguro. Assim que vender a propriedade, deixarei o país.
Outra revelação bombástica! Por que sua madrasta estava com tanta pressa? O homem que fora seu marido por nove meses havia acabado de morrer. Santo Deus!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O Gosto do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Ballenger 






Alto, forte... e cego?

Abby Clark já estava cansada de ser tratada como uma criança. Ela podia ser apenas uma menina quando fora morar com Calhoun Ballenger e seu irmão. Mas se tornara uma mulher havia muito tempo, e era hora de Calhoun reconhecer isso. Então Abby tenta provar sua independência para chamar a atenção dele. Só que o tiro saiu pela culatra. 

Ela está muito longe de ser o tipo que atrai Calhoun. Ao mesmo tempo, o instinto protetor dele se torna cada vez mais forte. Como Abby fará para Calhoun assumir seus sentimentos por ela sem se deixar magoar pela insensatez dele?

Capítulo Um

Abby não podia evitar olhar para trás de tempos em tempos enquanto estava na fila do teatro, esperando para comprar o ingresso. Ela escapara, dizendo a Justin que iria ver uma exibição de artes. Calhoun, graças a Deus, tinha saído para comprar mais gado, embora certamente fosse estar em casa mais tarde naquela noite. Quando ele descobrisse onde sua protegida estivera, ficaria furioso. Ela quase sorriu diante de sua própria astúcia.
Bem, era necessária astúcia para lidar com Calhoun Ballenger. Ele e Justin, o irmão mais velho de Calhoun, haviam acolhido Abby quando ela estava com apenas 15 anos. Eles teriam sido seus irmãos de criação, exceto que um acidente de carro inesperado matara o pai deles e a mãe de Abby apenas dois dias antes que os dois se casassem. Não houvera mais ninguém na família, então Calhoun tinha proposto que ele e Justin assumissem responsabilidade pela adolescente de coração despedaçado, Abigail Clark. E assim eles fizeram. Aquilo era legal, é claro; tecnicamente, Abby era protegida de Calhoun. O problema era que ela não conseguia fazer Calhoun perceber que ela era uma mulher.
Abby suspirou. Esse era o problema, certo. E para piorar as coisas, ele enlouquecera com a ideia de protegê-la do mundo. Pelos últimos quatro meses, vinha sendo extremamente difícil até mesmo sair para um encontro. O jeito que ele a vigiava estava se tomando quase cômico. Justin raramente sorria, mas o jeito engraçado de Calhoun chegava perto disso.
Todavia, a atitude de Calhoun não divertia Abby. Ela estava desesperadamente apaixonada por Calhoun, mas o grande homem loiro ainda a olhava como se ela fosse uma criança. E, apesar de suas freqüentes tentativas de mostrar a Calhoun que era uma mulher, ela não conseguia penetrar a armadura dele.
Abby movimentou-se, irrequieta. Para começar, não tinha ideia de como atrair um homem como Calhoun. Ele não era tão libertino agora, como tinha sido em sua juventude, mas ela sabia que ele era frequentemente visto em boates, em San Antonio, com alguma mulher linda e sofisticada. E ali estava Abby, morrendo de amor por ele. Ela não era linda ou sofisticada. Era uma garota comum do campo, não do tipo que atraía os olhos dos homens imediatamente, mesmo que sua figura fosse melhor do que a média.
Depois de refletir sobre o problema, Abby surgira com uma solução. Se ela conseguisse ficar sofisticada, talvez ele a notasse. Ir a um show de strip-tease não era exatamente o melhor primeiro passo, mas, em Jacobsville, era um bom começo. Apenas ser vista lá, mostraria a Calhoun que ela não era a garotinha puritana que ele a considerava. Quando ele descobrisse aquilo... e, mais cedo ou mais tarde, ele saberia que Abby tinha ido ao show.
Abby alisou sua bonita saia xadrez, em tons de cinza. Usava uma blusa amarelo-clara com a saia, e seu cabelo castanho longo e ondulado estava preso num coque elegante. Seu cabelo, quando solto, era uma de suas melhores qualidades físicas. Era grosso e sedoso. E seus olhos, grandes e azul-acinzentados, também eram bonitos. E ela era abençoada com uma pele lisa cor de pêssego e uma boca perfeita. Porém, sem uma maquiagem cuidadosa, Abby possuía uma aparência comum. Seus seios eram maiores do que ela queria que fossem, suas pernas mais longas do que gostaria. Tinha amigas que eram pequenas e delicadas, e elas a faziam se sentir como um varapau. Olhou para si mesma com tristeza. Se ao menos, fosse pequenina e deslumbrante...


Série Irmãos Ballenger 
1- O Gosto do Pecado
2- Aprendendo a Amar