Mostrando postagens com marcador Desafiado pelo Desejo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desafiado pelo Desejo. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de julho de 2015

Desafiado pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Alpha Heroes Meet Their Match





Alina Ritchi estava muito nervosa.


Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. 
Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?

Capítulo Um

Não naquele dia.
Demyan Zukov olhou pela janela de seu jatinho particular enquanto o avião começava a descida final em direção a Sydney.
Era realmente uma vista magnífica. A água era de um azul-escuro incrível e estava repleta de barcos, balsas e iates que deixavam rastros brancos. A vista sempre animava Demyan. Demonstrava sempre a promessa de tempos bons pela frente quando seu avião aterrissasse.
Mas não naquele dia.
Enquanto olhava para baixo, Demyan se lembrou da primeira vez que havia ido à Austrália.
Não havia sido em tão grande estilo e certamente não havia imprensa esperando por ele.
Entrara no país anonimamente, ainda que determinado a deixar sua marca. Demyan tinha apenas 13 anos quando deixara a Rússia pela primeira e última vez.
Sentou-se na classe econômica de um jato comercial ao lado de sua tia, Kátia. Quando olhou pela janela e viu pela primeira vez a terra que o esperava, Kátia falava sobre a fazenda em Blue Mountains, que em breve seria seu lar, e ele não sabia o que esperar.
A criação de Demyan havia sido brutal e dura. Ele não conhecera o pai, e a mãe vivia em um espiral de pobreza e álcool. A pequena ajuda recebida pelo governo havia sido direcionada para alimentar os hábitos de Annika.
Quando Demyan tinha cinco anos, a mãe perdera o emprego, e ele assumira a responsabilidade de sustentar a família. O garoto trabalhara duro, mas não só na escola. Nas noites, juntava-se com um menino de rua, Mikael, para limpar pára-brisas de carros nos semáforos e pedir esmola para turistas.
Quando necessário, vasculhava lixeiras nos fundos de restaurantes e hotéis. De alguma forma, na maioria das noites, havia uma refeição de algum tipo para ele e Annika. Não que sua mãe houvesse se importado em comer perto do fim da vida. Em vez disso, fora vodka e mais vodka conforme ela se tornava cada vez mais paranóica e supersticiosa e demandava que o filho cumprisse os rituais que ela sentia que mantinham seu mundo seguro.
No momento da morte da mãe, Demyan esperava se juntar a Mikael nas ruas, porém sua tia, Kátia, havia viajado da Austrália, onde morava, para o enterro da irmã, na Rússia.
— Annika sempre me disse, nas cartas e nos telefonemas, que vocês estavam... — A voz de Kátia desaparecera quando ela olhou para as condições de vida da irmã e do sobrinho ao entrar no apartamento deles, e então estudara seu sobrinho desesperadamente magro. O cabelo preto e os olhos cinzentos contrastavam com a pele pálida e, apesar de Demyan haver se recusado a chorar; confusão; suspeita e mágoas estavam evidentes em seu rosto.
Apesar dos esforços de Demyan para acalmar a mente de sua mãe se obrigando a cumprir suas muitas superstições e rituais, não havia sido uma boa morte. No enterro, os dois haviam ficado em silêncio ao lado da cova de Annika. O serviço fúnebre ocorreu bem distante da igreja, e Demyan quase podia ouvir os gritos de protesto da mãe enquanto o caixão era abaixado em solo não consagrado.
O último lugar de descanso de Annika seria seu pior pesadelo.
— Por que ela não me disse o quão mal as coisas estavam?

Série Alpha Heroes Meet Their Match
1- Desafiado pelo Desejo
2- Jóia Preciosa
3- Protecting the Desert Princess – não publicado no Brasil
Série Concluída


sábado, 30 de maio de 2015

Desafiado Pelo Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Alina Ritchi estava muito nervosa.

Do lado de fora da magnífica cobertura de Demyan Zukov, a tímida assistente pessoal tremia. Ela nunca deveria ter aceitado esse emprego, sabia que não estava preparada. 
E isso foi antes de conhecer o seu novo e delicioso chefe. A reputação de Demyan não deixava a desejar. 
Ela podia ser virgem, mas bastava um olhar de Demyan para sentir-se tão... Nua. Apesar de exposta, Alina o desafiava a todo o momento. 
Até quando ela será capaz de dizer “não” quando todo o seu corpo quer gritar “sim”?


Capítulo Um

Por que ela mentiu? 
Alina Ritchie deixou escapar um longo suspiro nervoso conforme seu táxi se aproximava de um hotel incrivelmente suntuoso. Puxando um espelho da bolsa talvez pela quinta vez desde que o táxi á havia buscado no apartamento que dividia com Cathy, ela verificou sua aparência e desejou novamente que, se tivesse um gene sofisticado profundamente enterrado, ele pudesse aparecer. 
Até aquele momento não havia aparecido. Sua cuidadosamente aplicada maquiagem havia praticamente desaparecido e até mesmo a curta caminhada até o táxi havia feito seus cabelos longos e escuros começarem a se enroscar e a despontar no úmido ar de fim de verão. Alina começou a trabalhar, retirando o brilho do rosto com um pincel e tentando alisar o cabelo com as palmas das mãos embaraçosamente úmidas. 
Tinha que dar certo, disse Alina a si mesma. Era a chance pela qual havia esperado por tanto tempo. Determinada a forjar uma carreira segura e com conselhos um pouco amargos, mas terrivelmente sábios, de sua mãe queimando nos ouvidos, Alina havia posto de lado seu interesse por arte e optou por estudar negócios. 
— Pergunte á si mesma quantos artistas estão mal das pernas, Alina — dissera sua mãe, quando, na etapa final de seu processo seletivo, Alina havia vacilado. Tudo o que ela queria fazer era pintar, mas seu repertório, como sua mãe havia apontado muitas vezes, não era particularmente grande. Alina pintava flores. Muitas delas! Em tela, seda, papel... E, na ausência de material, pintava em sua mente. 
— Você precisa de um emprego decente — avisara Amanda Ritchie. — Toda mulher deve ter o seu próprio salário. Não posso bancá-la, Alina, e espero que eu á tenha criado para nunca depender de homem nenhum. 
O desencanto de sua mãe e o fato de que Amanda estava perdendo a pequena fazenda de flores haviam selado o destino de Alina. Ela optou pelo mundo corporativo, mas havia mais do que algumas secretárias mal das pernas também, e Alina era uma delas. 
O trabalho estava escasso, e a natureza bastante introvertida, por vezes, até sonhadora de Alina não se encaixava muito bem no mundo corporativo. A principal fonte de renda de Alina vinha de um restaurante onde ela servia mesas quatro, às vezes cinco noites por semana.
Pouco antes de sair para o trabalho na noite passada ela havia recebido um telefonema desesperado de uma agência muito exclusiva na qual havia se inscrito alguns meses atrás. Eles raramente a chamavam... A menos que estivessem desesperados! Alina havia ficado surpresa quando ouviu o que tinham em mente para ela. 
Um hotel da cidade havia ligado com um pedido urgente para uma secretária temporária para um convidado muito estimado. 
Nenhum dos funcionários preferidos da agência estava disponível num prazo tão curto, especialmente porque o período de tempo era vago, algumas semanas, talvez um mês. Não querendo passar uma oportunidade tão boa para outra agência, haviam chamado Alina.