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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Na Cama De Um Estranho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ele era sexy, envolvente, irresistível...

Mas, quem era ele?
Helene reconheceu o bonito homem a sua frente como seu marido. 

Sabia que o nome dele era Ralph, mas, além disso ele era um completo estranho para ela. 
De fato, não se lembrava de nada sobre sua vida anterior, ao despertar na cama de um hospital. Talvez precisasse apenas voltar a sua casa, na Nova Zelândia, para recuperar a memória.
Mas isso não aconteceu, apesar das revelações surpreendentes a respeito de seu casamento. De uma coisa Helene sabia: quaisquer que fossem seus problemas conjugais, a química entre eles era forte demais. Mas como podia dormir com um homem que mal conhecia... mesmo sendo seu marido?

Capítulo Um

Era um pequeno quarto. O homem de pé à janela, de costas, parecia grande em contraste com o aposento. Estava imóvel, os ombros largos e curvados sob a camisa de linho branco, as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans.
Da cama ela podia ver apenas o céu azul, claro e pálido, o tronco de uma árvore e as nuvens opacas entre o vão das cortinas verdes. Gostaria de saber o que ele observava.
Desviando a atenção dele, examinou o dormitório. Havia uma poltrona de couro de aspecto feio, com uma gravata pendurada descuidadamente no espaldar, como se o rapaz a tivesse deixado ali havia algum tempo. Na parede oposta à cama, avistou um quadro barato que retratava uma casa de campo inglesa. Sobre uma mesa de cabeceira pintada de branco, uma jarra com água e um copo.
Encontrava-se num hospital.
Talvez ela tivesse emitido algum som ou o estranho ouvira o farfalhar da roupa de cama, pois se virou, a silhueta contra a fraca luz de fora.
— Helene... — disse num tom de voz profundo, mas sem surpresa. — Então decidiu voltar!
— Voltar?
O rapaz atravessou o estreito espaço até o leito.
— Ao mundo dos vivos. Esteve fora durante algum tempo.
— Fora?
— Inconsciente. — Meneou a cabeça, denotando certa impaciência. — Não se lembra do que aconteceu?
— Não. — Helene balançou a cabeça e piscou.
O homem se inclinou um pouco, olhando-a com os enigmáticos olhos castanhos, uma mecha dos cabelos quase negros caída sobre a testa.
— Vou chamar uma enfermeira. Alcançou uma campainha e apertou o botão. O cheiro dele, uma mistura de sabonete e suor, penetrou nas narinas de Helene, que notou que o rapaz não se barbeava fazia dias e, pelas marcas escuras sob os olhos, parecia que também não dormira o suficiente.
Com uma das mãos apoiadas na cabeceira de ferro, olhou para Helene, a apenas algumas polegadas do rosto dela, as narinas dilatadas como se estivesse sentindo o odor de alguma coisa, de algum perfume, ou do próprio corpo dela.
Helene encarou-o. A boca era firme, o lábio inferior, grosso e curvo. Então, o desconhecido endireitou a postura, parecendo indiferente, e enfiou as mãos nos bolsos. Helene suspirou e entreabriu os lábios para formular uma pergunta, mas uma mulher vestida de branco, com sapatos de solado de borracha, entrou e, depressa, se aproximou da cama.
— Ora, ora, enfim acordou! — Pegou o pulso dela. — Então, como está se sentindo?
— Não muito bem.
O homem se moveu de novo, devagar. A enfermeira olhava no relógio para contar os batimentos cardíacos da paciente e, em seguida, apoiou a mão de Helene de novo sobre a cama.
— Você esteve inconsciente por algum tempo, mas logo estará boa.
— Inconsciente por quê?
— Não se recorda?
Helene tomou cuidado para não menear a cabeça, que doía, mas, antes que pudesse dizer alguma coisa, a resposta foi dada por uma voz masculina:
— Não, ela não se lembra, e acho que está sentindo dor.
A enfermeira olhou na direção daquela voz. Em seguida, tornou a fitar a paciente.
— Você sofreu uma séria concussão. E depois apresentou uma leve hipotermia, Pode me dizer seu nome?
— Meu nome? — Helene piscou.
— É Helene Massey — o estranho informou, bastante aborrecido. — Se vocês não soubessem, não teriam me encontrado.
— É de praxe checarmos a situação do paciente após um problema desse tipo, sr. Massey. — A enfermeira olhou para ele com severidade. — Para sabermos se houve algum dano à memória.
— Desculpe-me. Não tenho familiaridade com procedimentos médicos. — Voltou para a janela.
— Quando nasceu, sra. Massey?
Helene conseguiu dar-lhe a data pedida.
— Bom. E sabe em que ano estamos?
Mais uma vez a pergunta foi respondida com facilidade, sem necessidade de pensar a respeito.
— Lembra-se de seu endereço?
— Não tenho certeza...


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Numa Tarde de Fantasia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Simon lhe oferecia um mundo feito só de paixão.

Deitada sob a sombra de uma árvore, Caroline mantinha os olhos fechados para sentir a natureza. 
De repente, um som de passos fez-se ouvir. Ela não ousou abrir os olhos, quando lábios quentes apossaram-se de seus num beijo ávido. Tinha esperado tanto tempo por isso...
Abraçou o corpo forte daquele homem, jurando a si mesma nunca mais deixá-lo partir.
O choque que teve a seguir tirou-a de seu doce entorpecimento. Não era Michael quem a tinha beijado e a mantinha nos braços; era alguém que a desejava, apesar de Caroline pertencer a outro homem!

Capítulo Um

Caroline tinha estado deitada durante horas sobre a relva macia, à sombra de uma árvore frondosa e acolhedora, entregue a um sono agradável, povoado de sonhos e fantasias. Agora, já desperta, mantinha os olhos fechados, enquanto sons de verão enchiam seus ouvidos: o balir distante de uma ovelha, o canto de pássaros que cruzavam o céu, o sussurrar da brisa que agitava as folhas das árvores.
De repente, porém, um ruído discreto de passos sobre a grama alertou-a para o fato de não estar só. Não chegou a abrir os olhos, quando alguém se inclinou sobre ela para beijá-la.
Uma onda de felicidade a dominou e ela retribuiu o beijo sem hesitar, embora, por um instante, o recém chegado tivesse dado a impressão de querer se afastar. Passou os braços em torno dos ombros dele, deslizando depois a mão por suas costas, sensualmente. Ainda de olhos fechados, sentiu que os lábios dele se tornavam mais possessivos, o contato mais íntimo.
Nunca houvera momento tão intenso entre os dois antes. Mas também, Caroline concluiu, ambos tinham ficado separados por muito tempo. Agora, ele voltara para ficar, tinha certeza. Os longos anos de espera haviam, enfim, terminado. Uma forte excitação dominou-a, tornando-lhe a respiração ofegante e acelerada.
Quando os lábios se afastaram, ela entreabriu os olhos, preguiçosamente.
— Michael... — murmurou, devagar.
Foi quando a surpresa roubou-lhe as palavras. Levantou-se, olhando pasma para o homem sentado perto dela, os braços apoiados sobre as pernas, os olhos azuis contemplando-a, e um certo rubor aparecendo apesar do bronzeado da pele de seu rosto.
— Simon...! — ela exclamou, por fim, atônita.
— Sim... Eu mesmo, Simon.
— Pensei que fosse Michael — ela procurou se justificar.
— Sei disso.
— Bem...
— Bem? — ele repetiu.
— Gostaria de saber por que me beijou.
Ele riu gostosamente, jogando a cabeça para trás.
— Minha querida Caroline, diga-me: por que razão um homem beija uma garota bonita? Além disso, acho que usei a fórmula certa para despertar a Bela Adormecida! Bem, não pude resistir e isso é tudo. Embora eu deva admitir que não pretendia ser tão... como direi... ousado. A culpa, em parte, também coube a você.
— Já lhe disse. Pensei que fosse Michael!
— Ah...!




quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Um Homem Selvagem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa das Noivas

Chega o dia do casamento de Natasha e Ryder, em Sidney. 

A descoberta de souvenirs e camisetas de mau gosto de um parque ecológico com design parecido com o da Casa das Noivas leva Grace, Jeffrey e a advogada da filial australiana Maxine Sterling ao interior do país. 
A encrenca só poderia ser resolvida com o proprietário do parque, DeWilde "Dev" Cutter. 
No entanto, a investigação descobre uma pista importante sobre as jóias roubadas. 
E no meio disso, Maxine se viu às voltas com a atração por Dev e a vontade de morar num lugar que simbolizava tudo que ela não gostava.

Capítulo Um

— Gosta disso, não é, meu bem? — Dev sorria e deslizava a mão pelo conhecido trajeto entre a cabeça e o queixo de Dalila. Os dentes pontiagudos esboçavam um sorriso encorajador. Sonolenta, ela rolou e convidou-o a aca­riciar a pele pálida e macia de seu ventre.
Dev riu e atendeu ao pedido silencioso, murmurando palavras doces enquanto admirava a beleza familiar do corpo estendido a seus pés.
— Dev?
Binnie sabia que não devia interrompê-lo quando estava com Dalila, a menos que o assunto fosse importante. O tom era baixo e contido, calculado para não pertur­bá-la nem irritá-la. Mas também era possível notar a tensão na voz dela.
— Desculpe, querida — ele disse relutante. — Preciso ir. Voltarei amanhã. — Depois de um último carinho na barriga, ajudou-a a pôr-se em pé e levantou-se sem pressa, atravessando a jaula gramada na direção de Binnie, que esperava ansiosa do outro lado do portão de ferro.
Dalila emitiu um som de protesto e deu alguns pas­sos sinuosos atrás dele, mas acabara de comer alguns quilos de peixe, o que a fez optar por um cochilo ao sol e desistir da perseguição.
— O que aconteceu? — Dev perguntou depois de trancar o portão.
Binnie entregou-lhe um pedaço de papel dobrado.
— Isto deve ter chegado ontem à tarde, mas não tive tempo para examinar a correspondência. Saí para comprar suprimentos para o parque e... Bem, creio que não me dei conta de que era algo urgente.
— Você não tem culpa. — Além de ajudar Maggie na loja e desenhar vários objetos de arte e motivos para as camisetas vendidas no parque, ela também fazia com­pras, cumpria a rotina de uma secretária e executava serviços gerais. Dev não podia reclamar de nada.
Ele leu a carta e franziu a testa.
— Não podem fazer isso conosco! — Binnie exclamou indignada. — Podem?


Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Pacto de Sedução
8- Termos de Rendição
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem 
11- Preciosa sedução - a revisar
12- Juntos outra vez - idem
Baixar em Séries 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um Sonho de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Série Casa das Noivas


O impacto da separação de Grace e Jeffrey foram sentidos até em Sidney, onde o diretor da filial australiana, Ryder Blake, amigo de longa data de Gabriel, também tentava entender o que havia acontecido.

No entanto, ele se vê às voltas com a organização de uma exposição das famosas joias DeWilde. E a repórter de tevê Natasha Pallas quer ter acesso a coleção para fazer a grande reportagem de sua vida. 
Para isso, ela precisa ganhar a confiança de Ryder.
A investigação sobre as joias roubadas também vai para a Austrália, desta vez, até com a participação de Jeffrey. Será que o amor pode fazer uma pessoa abrir mão do segredo de família?

Capítulo Um

Ryder Blake provou o chardonnay que o garçom havia servido em seu copo e assentiu.
O homem contornou a mesa para despejar a bebida no copo de Grace, e Ryder aproveitou para estudá-la.
Um conjunto de seda bege e discretos brincos de pérolas complementavam sua beleza madura, os cabelos claros estavam presos num coque elegante que realçava a delicada estrutura óssea do rosto. Mas havia sinais de tensão na boca disciplinada e uma certa rigidez nos olhos, além de linhas mais pronunciadas que não se lembrava de ter visto antes.
Grace sorriu para o garçom e esperou que ele se afastasse para encarar o amigo.
— E então? — perguntou. — Fui aprovada? — Surpreendido em plena observação, Ryder retribuiu o sorriso e girou o copo entre os dedos.
— Você está ótima — disse. O elogio era sincero, mas tinha a impressão de que faltava alguma coisa. Sob a superfície serena, Grace sempre possuíra um brilho de jovialidade, uma vitalidade e uma intensidade de emoções que atraía e cativava as pessoas, despertando nelas o desejo de buscar o calor de sua personalidade. A serenidade persistia, mas o brilho parecia empanado.
— Você também está muito bem — ela respondeu. — E acaba de fazer um grande favor ao meu ego. Sei que para você sou como uma tia, mas as pessoas estão me vendo almoçar com um homem jovem, alto e muito atraente. Recebi olhares invejosos de muitas mulheres. Minha auto-estima sofreu golpes duros nos últimos meses, e sinto-me grata pelas presunções lisonjeiras, mesmo que sejam erradas.
— Não pude acreditar quando Gabe me telefonou e falou sobre o rompimento. — Mas ficara feliz por não ter sido informado pelo memorando oficial que havia recebido na manhã seguinte no escritório, em Sydney.
Os olhos azuis de Grace se tornaram tristes.
— Gabriel me culpa. Sei que tem sido difícil para ele e os irmãos, mas Jeffrey não me deu outra escolha.
— Quer dizer que ele a expulsou de casa?
— Não, nada tão rude ou grosseiro. Ele apenas deixou claro que nosso casamento havia acabado, que não tinha mais nenhum interesse por mim.
— Não posso acreditar... — Ryder interrompeu-se ao ver o garçom se aproximar com a salada, o prato à base de carne de caranguejo e o cesto com pães frescos.
— Então — Grace prosseguiu como se ele não houvesse falado — decidi voltar para casa. Londres é uma cidade fria e triste, e só suportei viver lá porque...
Porque amava o marido e a família, Ryder pensou ao vê-la servir-se de um pedaço de pão. E nem sempre odiara Londres. Lembrava seu entusiasmo pelas ruas antigas e os famosos marcos históricos, mesmo depois de estar vivendo na cidade há anos. Grace sempre havia levado ele e Gabriel ao Rule’s, o mais antigo restaurante do lugar, e costumava apontar os nomes e os retratos dos personagens históricos que haviam estado lá. Também gostava de ir assistir aos shows no Covent Garden.
Às vezes levava Gabriel e Ryder. Jeffrey dizia ser surdo para certos tipos de música, e ficava satisfeito ao vê-la sair acompanhada pelo filho e seu grande amigo. Ela sempre fingira duvidar das desculpas do marido.
— O problema é que você prefere um pacote de batatas fritas e seus velhos filmes românticos. Felizmente tenho os meninos para acompanhar-me.
A resposta de Jeffrey era sempre a mesma.
— Por que preciso de filmes românticos, se tenho você?

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Beijo do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


A faixa branca de areia estava deserta e minúsculas luzes piscavam na margem oposta do porto. 

Mas Elise via apenas o brilho dos olhos de Shard, que se aproximava para tomar-lhe os lábios vermelhos num beijo faminto. 
A pedra do anel de noivado cintilou ao luar e Shard estancou. Ergueu-lhe a mão com firmeza, puxando o anel. 
Aquele era um sonho proibido; Elise não podia ceder! Semanas depois, saindo da igreja acompanhada de Peter ela acreditava que a mágica noite na praia pudesse ficar no esquecimento...

Capítulo Um

Sentada no sofá, Elise parecia alheia à tensão que a cercava. Suspirou fundo, apática, vendo a mãe se aproximar e tomar-lhe as mãos.
— Tem certeza de que não quer que eu fique, querida? — Katherine Ashley indagou, preocupada, numa rara demonstração de afeto pela filha, que acabara de ficar viúva. — Howard, não acha que ela devia vir conosco? Não devia ficar sozinha esta noite. — Sem esperar pela resposta do marido, continuou: — Nós a levaremos para casa. Elise. Howard...
— Mas eu quero ficar sozinha, mamãe... — Elise argumentou, sua calma combinando com a serenidade do rosto pálido, cujas linhas clássicas se harmonizavam com os longos cabelos loiros.
O pai a fitou, preocupado. Ela parecia tão frágil naquele vestido negro, embora não esboçasse qualquer gesto que traísse fraqueza. Não derramara uma só lágrima desde que a polícia telefonara, no meio da noite, informando que o marido havia sofrido um acidente de carro. Sentia orgulho pela fibra de Elise. Mas esse orgulho misturava-se agora a um sentimento de culpa. De súbito, tomara consciência de que nunca chegara a conhecê-la a fundo. Aos vinte e cinco anos, Elise era uma mulher feita, madura, que Katherine insistia em tratar como criança.
— Querida... — Katherine não se dava por vencida. — Tem sido muito forte. Não vá ceder agora e se fechar em si mesma, nesta casa. Fique conosco até superar tudo isso...
— Estou perfeitamente bem, mamãe. Não vou ter um colapso nervoso, prometo.
Contudo, os olhos verdes ergueram-se para os de Howard, e ele pôde captar a angústia que reprimiam.
— Kate! — ele chamou, levando a esposa a virar-se, espantada. Qualquer um de seus funcionários, do office-boy aos gerentes de suas filiais, teria se prontificado a obedecê-lo de imediato, ao reconhecer aquele tom imperioso. Mas Katherine, entre surpresa e indignada, apenas exclamou:
— Howard?!
— Acho que Elise sabe o que é melhor para ela. Pode nos telefonar amanhã, filha, caso mude de ideia — ele disse, sem se abalar. — É bem-vinda a qualquer hora.
— Obrigada, papai.
— Vamos, Katherine.
Mesmo contrariada, a mulher tomou-lhe o braço e Elise os acompanhou até a porta, oferecendo o rosto para a mãe.
Howard não se lembrava de ter visto a filha tomar a iniciativa de beijar alguém, nem mesmo o marido. Pela primeira vez, perguntava-se se Elise e Peter tinham sido mesmo felizes. Sempre tomara isso por certo. Aos dezoito anos, ela parecia ansiosa para se casar. Ele e Katherine haviam aprovado a ideia. Um casamento com um homem alguns anos mais velho parecia-lhes a melhor maneira de fazer uma adolescente, às vezes rebelde, amadurecer.
Quando Elise viu o carro sumir na estrada, trancou a porta e suspirou, aliviada. Por alguns segundos permitiu-se relaxar, descansando a cabeça entre as mãos. Todavia, quando se olhou no espelho do hall, viu uma figura cansada. Endireitou o corpo e caminhou pela espaçosa sala, procurando algo que pudesse distraí-la.
Abriu a grande janela procurando arejar o ambiente, impregnado de fumaça de tantos cigarros consumidos pelos visitantes. A tarde estava nublada e fria, como se espelhasse seus sentimentos. O jardim, sim, transmitia-lhe paz e esperança. Nada havia ali, quando ela e Peter, recém-casados, mudaram-se para aquela casa, havia cinco anos. 

domingo, 25 de outubro de 2015

Uma Chama no Horizonte

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




O destino os unira novamente, mas o futuro dependia de um amor nascido no passado.

Ao embarcar naquele cruzeiro pelas ilhas da Nova Zelândia, a última pessoa que Annys esperava encontrar era seu ex-marido Reid Bannerman. Após a separação, ela tornara-se uma empresária de sucesso, e agora que o destino os colocara frente a frente de novo mostraria a Reid que ele já não tinha nenhum significado em sua vida. 

Porém, o mesmo desejo que os unira no passado ressurgira com ímpeto desde o primeiro instante do reencontro. Claro que seria loucura retomar um romance que não dera certo da primeira vez, mas como lutar contra um impulso mais forte que eles?

Capítulo Um

Se Annys soubesse que Reid Bannerman também participaria da viagem, nada a teria convencido a embarcar no Toroa.
Fora muito azar o pneu de seu carro furar justo naquela manhã. Os parafusos da roda estavam muito apertados e ela levara mais tempo do que deveria para trocar o pneu. Ao ter­minar, dera-se conta de que seu bonito conjunto de saia e blusa azuis ficara manchado de poeira. Teria de trocá-lo.
A mala já estava no carro e Annys não quis ter o trabalho de abri-la. Entre as roupas que deixara no guarda-roupa, con­seguiu encontrar um jeans seminovo e uma blusa branca com mangas compridas, que serviriam para a ocasião. Claro que o traje não daria a impressão que Annys queria causar, mas a essa altura já não restava tempo para ela se preocupar com isso.
Tinha certeza de que recuperaria facilmente os vinte minutos de atraso no percurso de quatro horas entre Auckland e a Baía das Ilhas. Só não contava se deparar com um caminhão que derrubara uma carga de kiwi na estrada que cruzava Brynderwyn Hills, ao sul de Whangarei.
“Calma, Annys”, dizia a si mesma enquanto ajudava o dono da carga e seu ajudante a colocar algumas caixas quebradas de volta no caminhão e afastar as frutas perdidas para o acos­tamento.
Quando arriscou uma olhada para o relógio, respirou fundo, tentando conter o pânico. Sem dúvida, estava mesmo preci­sando de umas férias.
— Isso não é bem o que eu chamaria de férias — comentara sua amiga e assistente, Kate Driver, Está querendo dizer que vai pagar para navegar um navio? Pois a mim isso soa como uma grande contradição! O preço que pagou pela pas­sagem já deveria ser mais que suficiente para cobrir essa des­pesa.
Um cruzeiro desse tipo é uma experiência de aprendi­zado, Kate — Annys salientara. — Eles formam uma tripulação de pessoas leigas no assunto e as ensinam como navegar, mas não se faz só isso todo o tempo. Os tripulantes também têm oportunidade de conhecer vários lugares da costa, fazer mer­gulhos e caminhadas, passar algum tempo nas ilhas, tentar escalar rochas…
— Mas você precisa de descanso, mulher! — Kate protes­tara. — Desse jeito, voltará ainda mais cansada!
Annys sorrira.
— Pelo menos estarei fazendo algo diferente de desenhar modelos e tratar com compradores. Eu não aguentaria ficar deitada em uma praia o dia inteiro.
— Pois para mim isso seria perfeito. Você é agitada demais, Annys.
Kate era uma excelente vendedora e muito competente como gerente, todavia seu interesse por esportes se restringia à ca­tegoria de mera espectadora.
— As grandes empresas costumam enviar executivos recém-contratados para aventuras como essa, sabia? — Annys dissera a ela. — Isso é feito com o intuito de aumentar a iniciativa e o aproveitamento dos funcionários. Talvez eu a mande também, se achar que será proveitoso.
— Minha personalidade já está muito bem firmada, obri­gada. Além do mais, iniciativa e aproveitamento é o que não faltam por aqui — Kate observara. — Quantos anos você tem? Vinte e nove — ela mesma respondera. — E já é dona de uma das butiques mais famosas da Nova Zelândia, com im­portações para os Estados Unidos e a Europa. Tudo conseguido no prazo de cinco anos, trabalhando sem descanso. Não é de admirar que o médico tenha lhe recomendado umas férias. Entretanto, não tenho muita certeza de que é isso mesmo que você tem em mente.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

E Então Amanheceu

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Joel não queria apenas retratar o rosto de Amber. 

Queria essa mulher! Bela e sofisticada, Amber Wynyard vivia satisfeita com sua carreira de marchand, tendo oportunidade de viajar pelo mundo todo em busca de obras de arte. 
Até que o famoso pintor Joel Matheson entrou em sua vida. Um tanto rude, franco e informal, ameaçava quebrar as barreiras que construíra tão arduamente para se proteger. 
Afinal, para esse homem a única coisa que interessava era sua carreira artística, e ele deixara bem claro que não se envolveria seriamente com ninguém. 
Amber não devia deixar seu coração cair nas malhas da sedução de Joel, com o risco de se ferir profundamente... 


Capítulo Um 

Nova York mergulhara numa onda de calor. Uma atmosfera abafada e luminosa oprimia a cidade, enquanto ao constante rugido do tráfico rolando ao longo das ruas somava-se o barulho de centenas de aparelhos de ar-condicionado, jogando o ar viciado para fora, sobre as calçadas. Esquivando-se de um destes jatos quentes, ao passar por uma mercearia que exibia salames e cestas de pães, Amber quase colidiu com um homem que caminhava em sentido contrário, e escapou por pouco de tropeçar no meio-fio e cair no caminho de um dos milhares de táxis amarelos da cidade. O homem a segurou um momento pelo braço, ajudando-a a reencontrar o equilíbrio. 
— Obrigada — agradeceu. — Desculpe. 
— Tome cuidado agora! — ele a advertiu com suavidade, lançando um olhar rápido e levemente crítico sobre seus saltos altos, antes de seguir o próprio caminho. 
"Nova-iorquinos", pensou, "são sempre assim. Ocupados e sempre com pressa." De qualquer modo, sentiu-se agradavelmente aliviada ao entrar na Apple Gate Art Gallery. 
A entrada era modesta, quase escondida, mas dentro havia um amplo saguão com piso de mármore com amplas portas abertas para a ala principal. Enxergou uma porção de telas apoiadas contra um par de caixotes sobre o assoalho, e pacotes espalhados ao lado. 
Um homem sobre uma escada tentava ajustar uma pintura não emoldurada, diretamente sobre a parede oposta à porta. Tinha ombros muito largos, e uma cabeleira escura e desalinhada cobria o colarinho. Um dos assistentes de Harry, provavelmente. Quando avançou, ele virou a cabeça e permaneceu com as mãos sobre a tela. 
— A exposição não abre antes das cinco — informou, olhando-a com indiferença. — Volte dentro de umas duas horas. 
— Harry me aguarda — respondeu, avançando pela sala. 
A pintura estava parcialmente encoberta pelo corpo do homem, mas podia ver o colorido vibrante, contrastando com sombras negras e púrpura. Não notou os recortes de jornais característicos dos trabalhos de Matheson. 
Havia outras pinturas sobre as paredes. Mesmo uma olhada rápida despertou-lhe o desejo de apreciá-las melhor. Pareciam boas. Mas já sabia que Joel Matheson era bom. 
Alguns exemplos de seu trabalho haviam chegado a Austrália, e ela também vira algumas reproduções nas revistas de arte que importava regularmente dos Estados Unidos. 
— Está alinhado? — perguntou o homem, ainda de costas, levantando o canto do quadro. Amber checou com um olhar experiente. 
— Sim. 
— Obrigado. 



domingo, 16 de setembro de 2012

Uma Surpresa do Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Após dez anos, Todd Cleaver ainda tinha o poder de abalar a tranqüilidade de Lacey. 
Pelo bem da filha, ela aceitara Todd temporariamente em sua vida, mas tinha certeza de que ele não poderia mais fazer parte de seu futuro. 
Afinal, ele não era de se dedicar a um só amor... e ela já estava comprometida com outro! 
Todd só queria passar umas férias ao lado da filha. Mas descobriu que estava ali também por causa de Lacey. Quando ela lhe disse que pretendia se casar com outro homem, resolveu entrar em ação. 
Afinal, ele era o pai da filha de Lacey... e ainda a amava! 


Capítulo Um 

Não seria difícil dar a notícia a ele, pensou Lacey, colocando sobre a pia a fôrma com biscoitos que ela acabara de retirar do forno. 
Alerta aos sons vindos de fora, logo ouviu o motor do Peugeot, seguido por duas batidas de porta e as vozes de Emma e de Todd. 
Lacey respirou fundo. 
Não havia motivo para estar nervosa, mas, mesmo assim, suas mãos se tornaram trêmulas.
Esforçando-se para relaxar, afastou uma mecha de cabelos que caíra sobre seu rosto, prendendo-a atrás da orelha. 
A porta se abriu de repente, e Emma entrou na cozinha com o olhar brilhante e o rosto corado. 
— Mamãe, fomos à aula de equitação. Nunca me diverti tanto! A moça que nos acompanhou disse que tenho uma habilidade natural para montaria. 
Posso ter um pônei só para mim? 
Emma era bem crescida para uma menina de dez anos. Nesse ponto, puxara ao pai. 
Ao observar os dois entrando na cozinha, Lacey não pôde deixar de notar, mais uma vez, quanto eram parecidos. Ambos tinham cabelos negros e penetrantes olhos azuis. 
Até mesmo alguns trejeitos de Emma lembravam os do pai. Todd era um homem inegavelmente másculo, que se orgulhava de sua condição, demonstrando isso em cada gesto. 
Por onde andava, irradiava uma aura de atração que se tornava quase irresistível para qualquer mulher mais sensível. 
Porém, não se tratava de algo deliberado, mas de uma condição que era parte natural de sua personalidade. 
Acima da cabeça de Emma, aqueles olhos com um brilho de divertimento encontraram os seus, enquanto ele tirava a jaqueta. 
Segundo Lacey ouvira pelo rádio, a estação de esqui de Tongariro se encontrava com uma boa camada de neve. Nunca nevara em Auckland, região próxima ao norte da Nova Zelândia, mas em dias nublados como aquele, a temperatura se tornava muito fria. 
— Ter um pônei exige uma grande responsabilidade, Emma. E custa caro também. Não podemos arcar com tudo isso. 
A casa aconchegante, mas com apenas dois quartos, não era grande o suficiente nem para criarem um cachorro. 
Um pouco do ar de alegria desapareceu do rosto de Emma. — Poderíamos nos mudar para outra casa — sugeriu ela. — Eu cuidaria do pônei, como cuido de Ruffles.



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domingo, 13 de maio de 2012

Sozinha Outra Vez

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Aquele olhar só poderia ser interpretado de uma maneira: desprezo. 
Claro, pensou Alexandra, as pessoas se dizem abertas, liberais, mas, na hora de enfrentar situações que fogem do convencional, mostram as garras. Sabia que Richard a achava atraente, disso não tinha dúvida. 
Só que no momento em que ele soube que ela era mãe solteira os traços de seu rosto endureceram, seu entusiasmo esmoreceu. 
Alexandra odiava Richard! 
Tinha vivido todos aqueles anos com a filha, achando que finalmente encontrara a paz. 
Mas agora... Maldito Richard! 
Odiava aquele homem de profundos olhos azuis e estonteante magnetismo. 
Odiava-o por fazê-la sentir-se mulher, por acabar com sua tranqüilidade, por amá-lo loucamente... 


Capítulo Um 


Richard Lewis ficou irritado quando acordou no sábado de manhã e ouviu uma forte chuva caindo lá fora. Tinham lhe dito que lá por aqueles lados do oeste era comum chover, mas ele estava ali há cinco dias e até agora só havia visto dias de sol e noites estreladas. 
Foi com certo mau humor que colocou seu terno e gravata. 
Geralmente usava roupa esporte, que fazia mais o seu gênero, mas estava ali a negócios e um traje formal ia melhor. 
Mais conformado, vestiu uma capa de chuva e entrou no seu Mercedes. 
Era um belo carro e chamava atenção naquela estrada para Hokitika, na costa da Nova Zelândia. 
Rodou bastante até encontrar uma via secundária, na direção oposta ao mar. 
 chuva dificultava sua visibilidade e ele se viu obrigado a abrir a janela para ver a placa que indicava onde estava. 
Confirmou o nome da estrada com o que tinha anotado em sua agenda. Estava certo. 
Fechou o vidro e seguiu em frente. O pior é que não se via nenhuma placa. 
Bem, não ia ser nada fácil chegar ao seu destino. Continuou rodando, os limpadores de pára-brisa trabalhando inutilmente contra a água que caía. 
O caminho enlameado parecia não terminar nunca e Richard procurava atentamente por algum sinal que lhe indicasse estar na direção certa. 
Que dia mais horrível para ir ao ateliê de Alex Cameron! Mas mesmo que quisesse desistir, não seria possível. 
Não sabia sequer por onde voltar. 
Pela explicação que lhe deram, deveria seguir cinco quilômetros nessa estrada. 
E já havia andado bem mais do que isso. Estava impaciente. 
Além daquele tempo horroroso, sentia fome, pois não havia conseguido tomar o café da manhã porque o garçom errou o pedido. 
E agora, ali estava ele, perdido numa estradinha de lama, naquele fim de mundo. 
É... realmente aquele não era seu dia... 
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domingo, 1 de abril de 2012

Louca Ventura De Viver

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ela o havia esquecido... até aquela noite. 


Aquele beijo. "Que espécie de mulher abandona o marido e um bebê de seis meses sem ao menos uma carta?" 
"Mulheres como eu", foi a resposta de Karen, ainda surpresa pelo inesperado encontro com o ex-marido. Mas quem era ela, afinal? 
Apenas uma irresponsável que fugira de tudo para se realizar profissionalmente? 
Karen olhou-o com imensa ternura. 
Estava mais forte e bonito de corpo e alma e ela o amava ainda mais do que antes. 
Não tinha coragem, não podia lhe contar a verdade!


Capítulo Um 


O restaurante estava cheio. O barulho de vozes, risos, talheres e pratos parecia ecoar na cabeça de Karen, que latejava de dor. 
Ela hesitou diante da porta, tentada a esquecer o almoço e voltar para o sossego da butique. 
Mas a dor de cabeça iria piorar se não comesse nada. 
Sem nenhum entusiasmo, pegou uma bandeja e dirigiu-se ao corredor estreito onde eram servidos sanduíches, refrigerantes e fatias de bolo. 
Pensou em tomar uma xícara de chá, e ia se virando para pedi-lo quando a seu lado um homem fez o mesmo. Seus ombros se encontraram. 
Ao encará-lo, Karen não pôde evitar o choque, e uma exclamação de surpresa escapou de seus lábios: 
— Drew! Ele parecia mais alto e atlético do que se lembrava. Havia rugas em torno dos olhos, uma expressão ao mesmo tempo amarga e confiante nos lábios.
 Seu cabelo estava bem mais curto do que há dez anos. Não fazia mal. 
Ela o teria reconhecido em qualquer lugar em qualquer circunstância. 
O olhar que ele lhe lançou era frio. Quem seria aquela estranha que o chamava pelo nome? Segundos depois, no entanto, o semblante familiar, o cabelo loiro, as maçãs do rosto um tanto salientes cuidadosamente maquiladas, os olhos castanhos trouxeram-lhe à memória a imagem de alguém que ele jamais conseguira esquecer. 
E, depois de observar o caro conjunto cor de champanhe, a blusa de seda e os sapatos italianos, Drew exclamou, perplexo: 
— Karen! Karen, é mesmo você? Ela desejou não tê-lo chamado pelo nome. 
Se não tivesse feito isso, Drew muito provavelmente limitar-se-ia a pedir-lhe desculpas e não a reconheceria. Mas agora era tarde demais. 
— Você está mais magra. Alguém disse um "com licença" e só então os dois se deram conta de que estavam atrapalhando a fila, que aumentava a cada segundo. 
— Venha. Não podemos conversar aqui — disse ele, pegando a bandeja das mãos de Karen depositando-a no balcão. 
Sem se importar com os olhares curiosos, conduziu-a através do salão. 
Foi só nesse momento que ela se recobrou o suficiente do susto para falar: 
— Não temos nada para conversar. 
— Você tem certeza? — A voz soava sarcástica. — Foram dez anos, Karen. Eu diria que temos pelo menos um assunto a esclarecer. 
Levou-a porta afora para a rua cheia de gente. 
O ar abafado e a luz do sol só fizeram piorar a dor de cabeça, agora acrescida de uma tensão terrível. Mesmo assim ela teve forças para soltar-se da mão que a segurava, tentando manter-se longe daquele homem. —
 Não temos nada a dizer! — Karen insistiu num tom gelado, recompondo-se. 
— Meu Deus, como você está nervosa! Dito isso, Drew tomou-lhe o braço e começou a andar depressa, obrigando-a a fazer o mesmo. 
Livrar-se dele significaria criar uma cena em plena rua, e essa era a última coisa que Karen desejava. 
— Onde você pensa que estamos indo? 
— Encontrar um local tranqüilo onde possamos conversar.
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domingo, 11 de março de 2012

O Renascer Das Emoções

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Antigas lembranças os uniam... e separavam!


Quem presenciasse a cena na noite da festa jamais compreenderia a atitude de Eloise. 
Como rejeitar um homem que lhe oferecia amor, sucesso e riqueza? 
Somente ela sabia avaliar a razão de sua difícil, mas determinada recusa. 
Greg Stone, o famoso diretor de cinema, podia inspirar a admiração do público... não a dela! 
Ele havia cometido erros imperdoáveis. 
Greg, porém, não estava disposto a desistir. Armou-se para uma verdadeira batalha, da qual Eloise não conseguiu se esquivar! 


Capítulo Um 


 Eloise afastou-se dos outros convidados desanimada. 
Reconhecia o esforço de Aaron como anfitrião mas, na verdade, não estava se divertindo muito. Entrou na sala e, de lá, observou pela ampla janela o movimento das pessoas no jardim. Não demorou muito para Aaron sentir-lhe a ausência. 
Apenas alguns minutos depois, ele parou na porta de entrada vindo do jardim. 
— O que foi, querida? — ele quis saber com um sorriso complacente. — Não está se divertindo? — Não é isso. Estou apenas com um pouco de frio. Não sabia que a festa seria ao ar livre e não trouxe agasalho. 
Em parte era verdade. Como na maioria das noites de verão na Nova Zelândia, uma brisa fria substituíra o calor intenso do dia. 
Usando um leve vestido branco de alças finas, Eloise de fato se ressentira com a súbita variação de temperatura. 
— Não seja por isso; eu lhe empresto uma camisa — Aaron ofereceu prontamente. — Não vou deixar que esse ventinho desagradável estrague seu reveillon. Nem que me prive da companhia da mulher mais bonita da festa. 
Eloise sorriu e acompanhou-o até o quarto decorado com simplicidade, mas muito bom gosto. Depois de olhar por um momento para o interior do armário embutido, o dono da casa optou por uma camisa de seda branca com delicadas listras douradas. 
Em seguida, ajudou-a a vesti-la com ar satisfeito. 
— Fica melhor em você do que em mim — ele comentou, enquanto dobrava as mangas até os cotovelos. 
Soltou os longos cabelos loiros de Eloise de dentro da gola e olhou-a por alguns instantes com certa preocupação. 
— Está gostando mesmo da festa? — perguntou por fim. Ela fez um gesto afirmativo com a cabeça e sorriu. Aaron beijou-a no rosto e, segurando-a pela cintura, levou-a de volta para o jardim. 
Contudo, logo em seguida deixou-a para atender a outros convidados. 
Eloise não se integrou em nenhum grupo. 
Mal conhecia a maior parte dos presentes e, pior ainda, simpatizava com muito poucos. 
Quase todos não passavam de esnobes, tentando disfarçar a própria futilidade com frases empoladas. 
Por volta da meia-noite, já bebera mais do que estava acostumada para disfarçar o tédio. 
Pensava numa boa desculpa para sair dali sem magoar o anfitrião quando notou um frenesi dominar todos os presentes. 
Um murmúrio geral ecoou pelo jardim enquanto as atenções se dirigiam para o portão de entrada. — Greg voltou! 
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sábado, 3 de março de 2012

Sedução De Verão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






No calor do verão... Alegre, sensível e cheia de vida, Mirthes Summerfield era amada por todos, menos por seu novo e misterioso vizinho. 
Max Tratherne era o oposto de Mirthes e parecia querer mantê-la a distância. 
O que não sabia era que Mirthes estava a a libertar o homem que ela adivinhou existir. 
Mirthes teve sucesso em sua empreitada, um grande sucesso, mas não alcançou o êxito completo, pois Max continuava se recusando a partilhar seus segredos. 


O que aconteceria se ela insistisse? 
Teria Max por inteiro ou o perderia para sempre... 


Capítulo Um 


Foi a música que a fez saber que a velha casa ao lado estava novamente habitada. Mirthes abriu a porta e respirou fundo. 
O sol ainda estava pálido naquele início de manhã, mas já iluminava a casa vizinha com suas janelas pintadas de cor de laranja. 
Seu estilo obedecia à linha clássica neo-zelandesa, com uma ampla varanda na frente e gradil de ferro. 
Construída sobre uma pequena elevação, a casa oferecia uma vista esplêndida. 
De um lado estendiam-se as colinas. Do outro, um trecho do imenso oceano Pacífico. 
A melodia atingiu um crescendo sobre o som da brisa ao atingir as árvores e arbustos. 
Do seu bangalô, pintado de branco, Mirthes sentiu uma forte curiosidade em conhecer o responsável pela escolha de uma música tão bonita. F
aria uma visita de boas-vindas assim que cuidasse de suas plantas e flores. 
Estava curvada sobre um canteiro, com algumas mechas cacheadas que haviam soltado do rabo-de-cavalo teimando em atrapalhar sua visão, quando teve a impressão de que algo estranho havia acontecido. Endireitou o corpo e franziu o cenho. 
O que seria? Qual a razão daquele súbito silêncio? 
Era a música que havia parado! 
Mirthes olhou para a casa vizinha com expectativa. 
Como o silêncio persistisse, uma sensação incômoda a invadiu. O que era uma tolice. 
Afinal, que outro significado poderia ter aquele silêncio exceto a decisão de alguém de desligar o aparelho de som? 
A tarde, Mirthes decidiu satisfazer sua curiosidade de uma vez. 
Apanhou um de seus cestos de vime, fez um arranjo de sua receita favorita de biscoitos com sementes desidratadas de girassol e embrulhou-o com papel celofane transparente. 
Munida de seu presente de boas-vindas, Mirthes seguiu para a casa vizinha. 
Atravessou o gramado, subiu os degraus da varanda e notou que o chão estava limpo e as janelas lavadas. Hesitou por um instante e bateu. 
Alguns instantes depois tornou a bater. Como ninguém respondia, resolveu deixar o presente na soleira da porta e tentar uma nova visita em outra ocasião. 
Estava endireitando o corpo quando a porta abriu. 
— Pensei que não houvesse ninguém — explicou, subitamente constrangida. 
O homem a sua frente era bem mais alto do que ela e ainda não havia se barbeado aquela manhã. Os cabelos escuros, quase pretos, pareciam terem sido penteados apenas com os dedos. 
Os olhos que a encaravam eram verdes assim como sua camiseta. 
— O que estava fazendo? Espiando pela fechadura? — ele se limitou a perguntar. 
— Não! Lógico que não! — Mirthes se apressou a negar. — Trouxe alguns biscoitos e... 
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sedução De Verão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

No calor do verão...

Alegre, sensível e cheia de vida, Mirthes Summerfield era amada por todos, menos por seu novo e misterioso vizinho.

Max Tratherne era o oposto de Mirthes e parecia querer
mantê-la a distância.
O que não sabia era que Mirthes estava a a libertar o homem que ela adivinhou existir.
Mirthes teve sucesso em sua empreitada, um grande sucesso, mas não alcançou o êxito completo, pois Max continuava se recusando a partilhar seus segredos.
O que aconteceria se ela insistisse? Teria Max por inteiro ou o perderia para sempre...

Capítulo Um

Foi a música que a fez saber que a velha casa ao lado estava novamente habitada.
Mirthes abriu a porta e respirou fundo.
O sol ainda estava pálido naquele início de manhã, mas já iluminava a casa vizinha com suas janelas pintadas de cor de la­ranja.
Seu estilo obedecia à linha clássica neo-zelandesa, com uma ampla varanda na frente e gradil de ferro.
Cons­truída sobre uma pequena elevação, a casa oferecia uma vista esplêndida. De um lado estendiam-se as colinas.
Do outro, um trecho do imenso oceano Pacífico.
A melodia atingiu um crescendo sobre o som da brisa ao atingir as árvores e arbustos.
Do seu bangalô, pintado de branco, Mirthes sentiu uma forte curiosidade em conhecer o responsável pela escolha de uma música tão bonita.
Faria uma visita de boas-vin­das assim que cuidasse de suas plantas e flores.
Estava curvada sobre um canteiro, com algumas mechas cacheadas que haviam soltado do rabo-de-cavalo tei­mando em atrapalhar sua visão, quando teve a impressão de que algo estranho havia acontecido.
Endireitou o corpo e franziu o cenho. O que seria? Qual a razão daquele súbito silêncio?
Era a música que havia parado!

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