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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Mestre da Inocência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O diamante mais puro!

O renomado magnata Diego Cazorra aceitou de bom grado acompanhar a freira Clare Marchant em uma missão pelo Brasil. 
Por mais que o olhar inocente de Clare seja uma enorme tentação, Diego está decidido a manter-se afastado... Até descobrir que ela estava apenas disfarçada para tentar salvar a irmã de um sequestro. 
Para resgatá-la, Diego oferece um inestimável diamante. Agora Clare tem uma dívida com esse notório playboy, e ele pretende cobrar!

Capítulo Um

— Irmã Ann, preciso mesmo usar um hábito? — perguntou Clare Marchant à Madre Superiora.
— Minha filha, para a sua segurança, você deve se vestir como freira. Torrente é um dos lugares mais perigosos do Brasil. A proximidade da fronteira com a Colômbia o tornou uma rota de tráfico de drogas e pessoas, um lugar sem lei. Os bandidos têm pouco respeito à vida, mas ainda têm algum respeito pela igreja. — Ela sorriu. — Você veio da Inglaterra para o Brasil com a intenção altruísta de procurar sua irmã e pagar o resgate que os sequestradores exigiram por ela. Está bravamente preparada para se colocar em perigo para ajudar um ente querido, e ao menos a igreja pode lhe oferecer alguma proteção. Mas não esqueça que os homens que levaram Becky são implacáveis.
Clare acompanhou o olhar da freira até o que parecia uma caixa de joia sobre a mesa, e uma sensação de náusea a dominou quando ela imaginou o terrível conteúdo da caixa, a ponta decepada de uma orelha. Certamente não era a orelha de Becky. Clare não conseguia imaginar sua linda irmã mutilada pelos homens que a haviam sequestrado diante do hotel cinco estrelas no Rio de Janeiro, onde Becky estivera numa sessão de fotos.
Clare se olhou no espelho. O hábito cinza que a irmã Ann lhe emprestara ia até os tornozelos. Ela viu a irmã colocar um véu sobre sua cabeça. Com seu cabelo castanho-avermelhado coberto, ela parecia diferente, embora as sardas em seu rosto ainda entregassem seu vibrante cabelo.
— Este é um véu branco. É usado por noviças antes de trocarem pelo preto. Assim, não será totalmente mentira que você pareça uma jovem contemplando uma vida religiosa. Afinal, você foi buscar conforto na capela de Santa Maria quando chegou ao Rio. Muitas de nós recebem o chamado vocacional de maneiras misteriosas.
Apesar de ela ainda ser virgem aos 24 anos, Clare não acreditava que seu futuro fosse seguir uma vida de devoção religiosa. Mark a chamara de puritana, mas ela não se considerava isso. Simplesmente quisera ter certeza de que ele fosse o homem certo. E não era.
A Inglaterra e o fim do relacionamento com Mark pareciam tão distantes agora, e Clare se perguntou se acordaria para descobrir que o sequestro de sua irmã fora apenas um pesadelo. Na manhã de segunda, ela chegara para trabalhar como de costume, na empresa de seus pais, a A-Star Relações Públicas, e recebera um frenético telefonema de seu pai com a notícia de que sua irmã mais nova, Becky, uma modelo internacionalmente famosa, fora sequestrada.
— Os sequestradores enviaram uma carta dizendo que vão matar Becky, a menos que sigamos as instruções deles. — Rory Marchant soara abalado. — Eles querem que eu vá ao Brasil pagar o resgate, mas não posso deixar sua mãe e não ouso contar a ela que a vida de Becky está em perigo. O especialista disse que é importante que Tammi não sofra nenhum tipo de estresse. Ela teve sorte de sobreviver ao primeiro derrame. Um segundo poderia matá-la. — Rory desmoronara. — Clare, não sei o que fazer. Quero salvar minha preciosa menina, mas não quero perder minha esposa.
— Eu vou ao Brasil levar o dinheiro aos sequestradores.






Amante da Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O diamante mais precioso!

Cruz Delgado não é mais o menino que cresceu nas ruas. 

Agora ele é dono de um império de diamantes e possui quase tudo o que deseja. 
A aristocrata Sabrina Bancroft foi a única mulher que ousou abandoná-lo. 
E Cruz encontra a oportunidade perfeita de se vingar quando fica sabendo que ela perderá a propriedade da família. 
Cruz está decidido a ajudá-la… se Sabrina aceitar ser sua amante. 
Contudo, descobrir o motivo pelo qual ela o deixara mudará para sempre a vida desse poderoso magnata!

Capítulo Um

O honorável Hugo Ffaulks, com dois efes, estava bêbado, vomitando num vaso. E não era um vaso qualquer, percebeu Sabrina, irritada. Era um vaso de porcelana inglês do século XVIII, avaliado em 1.500 libras esterlinas.
Na atual crise financeira de Sabrina, ela precisava de cada centavo, e vender aquele vaso ao menos lhe permitiria pagar os salários dos funcionários e do ferrador de cavalos.
Ela franziu o cenho. Se ao menos os cavalos não precisassem de ferraduras novas a cada seis semanas... O custo do ferrador, das contas de veterinários, de ração e feno significava que Monty estava se tornando uma despesa que ela não conseguiria justificar. Um vendedor de cavalos garantira que ela conseguiria um bom preço por um puro-sangue de 7 anos, mas a ideia de vender Monty era insuportável.
Ela voltou sua atenção para Hugo, que se apoiava num dos outros convidados da festa, tentando cambalear na direção do bar.
— Leve-o para a cozinha e dê café puro para ele — falou Sabrina para o amigo de Hugo. Ela desejou poder telefonar para o brigadeiro Ffaulks e lhe pedir para vir buscar seu filho, mas os pais de Hugo haviam pagado a ela uma quantia considerável para organizar a festa de 21 anos dele em Eversleigh Hall. Hugo e cinquenta amigos dele tinham chegado na noite anterior e passariam o fim de semana ali, praticando tiro e pescando no lago particular.
Abrir Eversleigh Hall para casamentos e festas fora a única maneira que Sabrina encontrara para pagar os imensos custos operacionais da mansão até o retorno de seu pai. Se ele retornasse. Ela deixou imediatamente de lado seus medos em relação ao conde e sorriu para o idoso mordomo que atravessava rigidamente a sala de visitas.
— É melhor eu pegar um esfregão e limpar a sujeira, srta. Sabrina.
— Deixe comigo, John. Não quero que você limpe a bagunça dos meus convidados. — Sabrina não conseguiu disfarçar o tom melancólico em sua voz. O mordomo sabia que ela detestava ver Eversleigh Hall ser tratado daquela maneira por Hugo e seus amigos, que se comportavam como animais. E isso era uma ofensa aos animais, pensou ela ao ver uma convidada acendendo um cigarro. — Quantas vezes preciso repetir que não é permitido fumar dentro da casa? — resmungou ela.
— Eu acompanho a jovem até o jardim — murmurou John. — Há uma visita, srta. Sabrina. Faz alguns minutos que o sr. Delgado chegou.
Ela ficou rígida.
— Delgado? Tem certeza?
— Absoluta. Arriscaria dizer que é um cavalheiro estrangeiro. Ele disse que queria falar sobre o conde Bancroft.
— Meu pai!




quarta-feira, 25 de maio de 2016

Aliança de Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Amor ou conveniência?

A palavra "deserção" está entalada na garganta de Isobel Blake. 
Como Constantin de Severino ousa acusá-la de abandono? O casamento pode ter sido precipitado, mas a perda de seu bebê quase a destruiu e Constantin não estava por perto para consolá-la 
Agora, Isobel sabe que precisa confrontar o marido para virar de vez essa página dolorosa de sua vida. Porém, Constantin parece determinado a reconquistá-la, e a tentação de tê-lo de volta a domina. 
Contudo, quando os verdadeiros motivos de Constantin são revelados, ela terá de decidir se ele realmente merece uma segunda chance.

Capítulo Um

— Chegamos. Grosvenor Square W1. — O taxista olhou de relance para a passageira no banco de trás, confuso, pois ela não desceu do carro. — É aqui mesmo? Deseja ir a algum outro lugar?
Nervosa, Isobel sentiu-se tentada a pedir que o taxista seguisse em frente. A residência georgiana tinha a mesma aparência da qual se lembrava: os quatro andares de janelas arqueadas brilhavam ao sol primaveril, refletindo as árvores do parque em frente. Ela amava a casa quando morou ali com Constantin, mas, agora, sua elegante grandeza parecia zombar dela.
Isobel ficou surpresa com sua reação emotiva ao voltar àquela casa, dois anos depois de sair pela porta da frente sem olhar para trás, dando as costas a seu casamento. Talvez devesse apenas assinar os papéis do divórcio, que pareciam querer furar sua bolsa, e enviá-los ao advogado de Constantin. Qual o propósito, afinal, de vê-lo de novo depois de todo esse tempo e desencavar o passado?
Ela nunca conhecera o marido a fundo. Quando se conheceram, três anos atrás, Isobel fora seduzida pelo charme e pela ardente sensualidade de Constantin. Depois do casamento, com um início apaixonado e picante, Constantin passou a agir como um estranho. Analisando as coisas em retrospecto, Isobel percebeu que nunca realmente entendeu o enigmático italiano que atendia pelo exótico título de marchese Constantin de Severino.
Isobel sentiu uma repentina onda de fúria com o motivo pelo qual Constantin pediu o divórcio: deserção. Tecnicamente ela o havia mesmo desertado, mas ele não lhe dera opção, afastando-a com sua frieza e inflexibilidade em relação à carreira dela.
Franziu o cenho ao pensar que a palavra deserção, ironicamente, continha mais emoção do que Constantin demonstrara durante um ano de casamento.
A quem ela queria enganar? Era impossível acreditar que Constantin tivesse um lado vulnerável. Emoções não eram com ele. Era mais provável que a razão dada por ele para justificar o divórcio tenha sido friamente calculada. Porém, Isobel não aceitaria toda a culpa pelo fracasso do matrimônio. Constantin precisava ver que ela não era mais a mulher ingênua com quem se casara e que não conseguiria as coisas do jeito dele.
— Aqui mesmo, obrigada — disse ela ao taxista, pisando na calçada e pagando o homem. A brisa ergueu o cabelo cor de mel dos ombros dela, e então o taxista a reconheceu.
— Você é Izzy Blake, a cantora daquela banda... 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Sombras de um Segredo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Hotel Chatsfield




Nicolo Chatsfield costumava deixar um rastro de corações partidos. 


Mas agora vive recluso na decadente propriedade da família. Ninguém ousa se aproximar de sua alma atormentada... Até um raio de esperança penetrar seu mundo solitário, dissipando toda a escuridão. Sophie Ashdown sabe bem como feridas do passado podem ser dolorosas, porém, não tem intenção nenhuma de salvar Nicolo. 
Apenas precisa que ele esteja presente à reunião dos acionistas do Hotel Chatsfield. Entretanto, Sophie não estava preparada para ser enfeitiçada pelo charme de Nicolo.

Capítulo Um

De que adiantava a tecnologia moderna? pensou Sophie ao parar no acostamento. Apesar de ter seguido as orientações do GPS, ela estava perdida. As colinas Chiltern se estendiam diante dela, mas não havia nenhuma casa à vista.
Suspirando, ela pegou o mapa e saiu do carro. Em qualquer outro momento, Sophie teria desfrutado da paisagem campestre inglesa em pleno verão. Os campos estavam verdes sob um céu azul, e os arbustos que delimitavam a pista fulguravam com uma profusão de flores coloridas. Mas Sophie não estava numa viagem a turismo. Christos a enviara a Buckinghamshire para cumprir uma tarefa específica, e ela estava impaciente para resolver isso de uma vez.
Ao olhar para trás, o coração dela murchou quando viu nuvens pretas no horizonte. Ótimo! Uma tempestade era tudo de que ela precisava, estando ilhada no meio de lugar nenhum. Por um instante, achou que o grave som que ela ouvia fosse um trovão, mas, para seu alívio, ela viu um trator chegando.
— Estou procurando a Mansão Chatsfield — disse ela ao motorista. — Acho que devo ter errado em algum lugar.
— Continue por esta estrada por mais uns setecentos metros, e você vai chegar.
— Nesta estrada? — Sophie olhou para a pista que desaparecia em meio a um denso bosque.
— A estrada deixa de ser pública daqui em diante. É particular, da família Chatsfield. Mas eles não cuidam dela. — O homem olhou para o céu. — Vem chuva aí, e tem uns buracos grandes na estrada. Cuidado para não ficar com um pneu preso.
— Obrigada — disse Sophie ao entrar novamente no carro.
O fazendeiro a olhou com curiosidade.
— Tem negócios a resolver na casa dos Chatsfield? Eles não recebem muitas visitas. A família foi embora já faz tempo.
— Mas Nicolo Chatsfield ainda mora lá, não?
— Sim, ele voltou faz alguns anos, mas raramente o veem no vilarejo. Minha cunhada faz faxina na casa e diz que ele passa o tempo todo no computador, fazendo uns negócios financeiros que o deixaram rico. Não espere ser bem-recebida por Nicolo. E cuidado com o cachorro dele. É do tamanho de um lobo.
Sophie fez uma expressão de dor ao dar novamente a partida. Sentia-se tentada a dar meia-volta e retornar a Londres, mas seria inaceitável admitir a derrota ao seu chefe.
Christos Giatrakos era o novo diretor executivo da rede de hotéis Chatsfield, indicado pelo chefe da família, Gene Chatsfield, para devolver a glória à marca. Quando Sophie se tornara assistente pessoal de Christos, ela se dera conta de que a única maneira de lidar com a personalidade formidável dele era enfrentando-o e mostrando que ele não a assustava. O resto dos funcionários o tratava com cautela, mas não ela. Poucas coisas amedrontavam Sophie. Ter encarado a morte na adolescência lhe dera uma perspectiva diferente sobre a vida.
As árvores que delineavam a estrada criavam um túnel e, ao fazer uma curva, Sophie avistou a Mansão Chatsfield.
A primeira impressão que ela teve da imensa mansão era o fato de se parecer com um sanatório do século XIX. Construída com tijolos vermelhos foscos, sua arquitetura era definitivamente gótica. Nem mesmo as flores roxas que cresciam perto da porta principal conseguiam abrandar a fachada severa da casa. Sophie sentia que, outrora, aquela devia ter sido uma encantadora casa de família. Agora, porém, um ar de abandono parecia repelir visitantes.
Presumivelmente, isso se adequava ao único integrante da família Chatsfield que morava ali, refletiu ela, ao passar por um chafariz que devia ter parado de funcionar muito tempo antes. A água estava rasa e turva no fundo, e a estátua de pedra de uma ninfa da água perdera a cabeça.
Sophie se recordou da conversa com Christos, quando ela chegara ao escritório às oito e meia daquela manhã. Como de costume, ele estava em sua mesa. Ignorara o animado cumprimento dela e fizera cara feia quando Sophie pusera um copo de café diante dele.
— Que inferno! Às vezes, eu me sinto seriamente tentado a largar todos os irmãos Chatsfield numa ilha deserta.
— Qual dos filhos de Gene irritou você hoje?
— Nicolo.
— Ele ainda está se recusando a ir à reunião dos acionistas em agosto?
— Ele é tão teimoso quanto...
Você, Sophie se sentira tentada a ressaltar, mas a expressão irritada de Christos a fez conter o comentário.
— Ele disse que não tem interesse na rede de hotéis da família. Por isso, não vê motivo para ir à reunião. Depois, falou para que eu não desperdiçasse o tempo dele e o meu ligando de novo, e desligou.
As pessoas não costumavam desligar na cara de Christos Giatrakos.
— O que você vai fazer?
— Não tenho tempo para lidar com Nicolo. Por isso, você vai precisar ir à Mansão Chatsfield e convencê-lo a vir a Londres. Não posso implementar as mudanças necessárias para salvar a marca Chatsfield sem que ele concorde com determinadas questões. Se está tão desinteressado quanto diz, talvez esteja disposto a vender as ações dele. Mas preciso da presença dele na reunião.
— Por que acha que ele vai dar ouvidos a mim? Você já me disse que ele tem uma vida reclusa e evita contato social.
— Não me interessa como você vai fazer isso. Se precisar, arraste-o pelas orelhas. Mas garanta que Nicolo vá à reunião dos acionistas! Por acaso, sua presença em Buckinghamshire será útil. Quero que você analise a documentação da propriedade dos Chatsfield na Itália. Gene trabalhava num escritório dentro de casa antes do nascimento dos gêmeos e dos problemas no casamento com Liliana. Vai ser bom você passar um tempo no campo, longe da cidade grande. O terreno da mansão é imenso. Aparentemente, tem até uma piscina lá, o que seria algo muito bem-vindo nesta época do ano.
— Você está partindo do princípio de que Nicolo vai me convidar para ficar lá. Parece improvável.
— Não precisa de um convite dele. Nicolo mora na casa, mas não é dono dela, e você tem a permissão de Gene Chatsfield para passar quanto tempo quiser lá.
Inspirando fundo, Sophie bateu à porta e esperou alguns minutos antes de repetir o gesto. Era de se esperar que Nicolo tivesse alguns funcionários trabalhando numa casa daquele tamanho, e alguém devia ter ouvido a batida à porta.
Ela olhou por uma janela, mas não viu nenhum sinal de vida dentro da casa. Onde estava Nicolo Chatsfield?
Série Hotel Chatsfield
5- Sombras de um Segredo 
6- O Preço da Tentação - Em Revisão
7- Sedução entre Rivais - Idem
8- Acordo com um Rebelde - Idem
9- Herdeira Desafiadora - Idem

domingo, 22 de novembro de 2015

Voz do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Ações falam mais alto do que palavras.

A bela Mina Hart superou seu problema de audição e conquistou os palcos como atriz. Após passar a noite com um sensual desconhecido, Mina descobre que ele é o príncipe Aksel de Storvhal. Devastada por ter sido acusada de usá-lo para se autopromover, Mina viaja ao país dele na Escandinávia para provar sua inocência. Mas ao se esconder no carro de Aksel, acaba sendo levada para o refúgio dele. 

Aprisionados por uma forte nevasca, Mina terá que usar todos os seus sentidos para desvendar os segredos de um homem tão recluso quanto assombrado.

Capítulo Um

Ele estava ali. De novo.
Mina resolvera não olhar para ele, mas, assim que entrara em cena, seus olhos instintivamente tinham se dirigido aos espectadores que estavam de pé abaixo do palco, e o seu coração acelerara.
A arquitetura singular do Shakespeare’s Globe, na região de South Bank, em Londres, reproduzia fielmente o famoso teatro elisabetano em forma de arena a céu aberto, e permitia que os atores enxergassem claramente o público e o céu escurecendo ao anoitecer. Para recriar a sua atmosfera original, a iluminação era mínima e não havia refletores no proscênio. Mina via nitidamente os traços do homem: suas altas maçãs do rosto, seu queixo firme e a sombra da barba que despontava, acentuando sua masculinidade.
Ele mantinha uma expressão quase severa, mas seus lábios se contraíam sensualmente. Do palco, Mina não distinguia a cor dos seus olhos, mas via as mechas mais claras em seu cabelo louro. Ele vestia o mesmo paletó de couro que usara nas três noites anteriores, e era tão sexy que ela não conseguia tirar os olhos de cima dele.
Mina estava curiosa para saber por que ele estava ali novamente. A estreia do tirânico Joshua Hart na direção da clássica história de amor entre Romeu e Julieta recebera excelentes críticas, mas por que alguém ficaria de pé por duas horas e meia, três dias seguidos, para assistir à mesma peça? Talvez o homem não pudesse pagar um lugar na galeria, ela pensou. As entradas para a geral, conhecida como curral, eram baratas e davam melhor visão do palco, provocando uma sensação de intimidade entre os espectadores e os atores.
Mina tentou não olhar para ele, mas se via involuntariamente atraída pelo seu olhar intenso, que a comandava como se ela fosse uma marionete, fazendo-a esquecer a plateia e os atores com quem contracenava.
De repente, Mina se deu conta do longo silêncio e do crescente nervosismo de seus companheiros de cena, que esperavam que ela dissesse sua fala, e teve um branco: olhou para o público e ficou apavorada ao ver centenas de pares de olhos que a fitavam.
Santo Deus! Congelar no palco era o pior pesadelo de qualquer ator. Ela sentia a língua grudada no céu da boca, o suor escorria por sua testa. Instintivamente, ela tocou as orelhas para verificar se o seu aparelho auditivo ainda estava no lugar.
— Concentre-se Mina! — um dos atores sussurrou peremptoriamente, arrancando-a da crise de pânico. Ela sentiu a cabeça clarear, respirou, e pronunciou a sua fala.
— Ah, quem me chama?
Kat Nichols, que fazia o papel da ama, soltou um suspiro de alívio.
— Vossa mãe.
— Senhora, eis-me aqui. O que desejais de mim?
A atriz que interpretava lady Capuleto se aproximou e iniciou um diálogo com a ama, o que deu a Mina alguns segundos para se recompor. A sua falha fora breve, e ela esperava que o público não tivesse percebido, mas não podia esperar o mesmo de Joshua. O diretor estava na coxia e, ainda que não o visse, Mina sabia que ele deveria estar furioso. Joshua Hart exigia perfeição de todos os atores do elenco. Especialmente de sua filha.
Mina sabia que esquecera uma das regras fundamentais do teatro ao romper a “quarta parede”, a barreira imaginária entre os atores e o público. Por alguns segundos, ela se despira do personagem — a adolescente Julieta — e deixara surgir a verdadeira Mina Hart, uma atriz de 25 anos, surda.

sábado, 30 de maio de 2015

Ilha da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um pacto com o diabo... 

Demorou anos para Louise Frobisher conseguir superar o desastroso caso de amor com Dimitri Kalakos. 
O belo magnata grego havia partido o seu coração, mas ela conseguiu dar a volta por cima. Só que agora ela precisa de ajuda!
A mãe de Louise está muito doente, e ela não tem dinheiro para pagar o tratamento. 
Por isso, oferece à Dimitri o que ele mais desejava — a ilha grega que pertencia à família Kalakos. O reencontro reacende a chama de um amor que parecia ter sido apagada para sempre. 
Será que Dimitri e Louise estão dispostos a brincar com fogo outra vez?

Capítulo Um

As 14h30 de uma clara tarde de verão, Atenas parecia uma fornalha. O calor irradiava da escada que levava à entrada da Kalakos Shipping, e o brilho do sol incendiava as vidraças cor de bronze do edifício. Assim que Louise se aproximou, as portas se abriram automaticamente. 
Lá dentro, a decoração era simples, minimalista, e, graças ao ar-condicionado, o ambiente era fresco como o de uma catedral. A recepcionista elegante, que usava uma maquiagem discreta, recebeu-a com um sorriso. 
— O meu nome é Louise Frobisher. Gostaria de ver Dimitri Kalakos — disse ela em grego. Uma das vantagens de ter crescido como nômade fora desenvolver o dom de aprender outros idiomas. A recepcionista consultou a agenda e franziu as sobrancelhas. 
— Sinto muito, mas seu nome não está na agenda do Sr. Kalakos, Srta. Frobisher. 
— A minha visita é pessoal, não comercial. Garanto que o Sr. Kalakos ficará encantado em me ver. — Ela inventara um pouquinho, contando com a fama de playboy de Dimitri. Com sorte, a recepcionista acreditaria que ela fosse uma de suas inúmeras namoradas. 
Fora por isso que vestira uma saia muito mais curta que de costume e calçara sapatos incrivelmente altos, que alongavam suas pernas, deixara os cabelos soltos e exagerara na maquiagem. 
A sombra cinza realçava o azul profundo de seus olhos e o batom vermelho seguia o tom da saia e da jaqueta. E, para dar sorte, colocara a única jóia que possuía; uma corrente com uma flor de lis de diamantes, que fora de sua avó, Céline. Em algum lugar, ela lera que os impostores se davam bem por se mostrarem absolutamente seguros.
Quando a recepcionista disse que iria consultar a secretária do Sr. Kalakos, Louise riu, ergueu a cabeça e se dirigiu para o elevador. Conhecera os escritórios da Kalakos Shipping havia muitos anos, na época em que sua mãe era amante de Kostas Kalakos, e tinha certeza de que Dimitri estaria ocupando o luxuoso escritório de cobertura que fora de seu pai. 
— Não há dúvida de que Dimitri desejará me receber. Aposto que ele não vai querer que nos perturbem por algum tempo — ronronou Louise. 
Para seu alívio, a recepcionista não tentou detê-la, mas, assim que entrou no elevador, ela perdeu a pose e se sentiu tão insegura como fora aos 19 anos. Ainda se recordava nitidamente da briga que tivera com Dimitri sete anos antes, e a lembrança da raiva que ele demonstrara e da própria humilhação lhe causavam um nó no estômago. O elevador era claustrofóbico, mas Louise respirou profundamente e tentou se acalmar. 
Dimitri representava a esperança de que pudesse salvar sua mãe. Era fundamental que se mantivesse calma e controlasse as emoções que oscilavam entre o medo e a expectativa de vê-lo novamente depois de tanto tempo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Atrás dos Portões dos Castelos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Cesario Piras, o inquietante dono do Castello del Falco, 

não estava preparado para a visita que apareceu em seu lar durante um temporal, nem para o pequeno pacote com o nome dos Piras que ela carregava. 
Sua razão insistia para que ele a ignorasse, mas ele foi traído pelo coração. Beth Granger sabia que não haveria volta depois que batesse à porta do castelo. 
Ela tinha uma missão a cumprir. Mas, assim que Cesario olhou fundo em seus olhos suplicantes, o plano infalível de Beth foi por água abaixo.


Capítulo Um

A estrada galgava a montanha como uma serpente negra. A chuva parecia aumentar à medida que subiam. Haviam deixado Oliena havia quinze minutos e Beth observou as luzes da cidade desaparecendo aos poucos. Perguntou ao motorista do táxi: 
— Quanto falta para chegarmos? — Descobrira que ele falava um pouco de inglês e de fato o homem respondeu:
— Logo verá o Castello del Falco... Castelo do Falcão. Acho que é assim na sua língua — explicou com seu sotaque carregado. Beth franziu a testa. 
— Quer dizer que o sr. Piras vive em um castelo de verdade? — Presumira que a residência particular do proprietário do Banco Piras-Cossu na Sardenha fosse uma villa luxuosa e que “castelo” não passasse de força de expressão. Dessa vez o motorista não respondeu, porém enquanto o táxi avançava nas Montanhas Gennargentu Beth prendeu a respiração diante da visão de uma enorme fortaleza cinzenta que surgia na escuridão. Estreitou os olhos para ver além da chuva e vislumbrou os portões. 
Os muros externos do castelo estavam iluminados por lampiões que revelavam o tamanho gigantesco da propriedade. Céus! Beth tratou de controlar sua fértil imaginação, porém, à medida que o táxi avançava, não conseguiu afastar uma inexplicável sensação de ansiedade e sentiu-se tentada a pedir que o motorista voltasse para a cidade. Talvez fosse seu excesso de imaginação, mas sentia que sua vida mudaria para sempre se cruzasse a soleira do Castello del Falco. Viera à Sardenha por causa de Sophie, pensou fitando a cadeirinha presa ao seu lado. Não podia recuar agora. 
Mesmo assim seu coração bateu mais forte quando o carro passou pelos portões e lançou um olhar para trás como se tivesse passado do mundo conhecido para outro misterioso. A festa estava no auge. Do ponto estratégico em que se encontrava e que dominava o salão de baile, Cesario Piras observou os casais dançando e bebendo champanhe. Pela porta que conduzia ao salão de banquete via as pessoas se reunirem em torno das mesas abarrotadas de iguarias. 
Estava contente por constatar que se divertiam. Sua equipe trabalhava muito e merecia ser agraciada com essa maravilhosa recepção em reconhecimento aos serviços prestado para o Banco Piras-Cossu. E os convidados não deveriam tomar conhecimento que seu anfitrião contava os minutos para se ver sozinho de novo. Lamentava não ter pedido a sua assistente de Relações Públicas que mudasse a data escolhida para a festa. Donata trabalhava para ele havia apenas alguns meses e ignorava que o dia 3 de março estava para sempre gravado na alma de Cesario. De modo automático ele deslizou um dedo pela cicatriz profunda que começava no canto do olho esquerdo e descia para a face, terminando na boca. Hoje era o quarto aniversário da morte de seu filho.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Legado de Surpresa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Ele não sabia que havia plantado uma semente…

Sergio Castellano está lidando com um escândalo de proporções épicas. Um suposto noivado, a volta de uma ex-amante e um acordo de negócios fracassado.
Por fim, porém não menos bizarro, surge um filho de três anos que ele nem sonhava existir… Sergio está furioso!
Ele usará todo seu poder para manter o herdeiro. Entretanto, quanto mais tempo passa com o menino e Kristen Russel, a mãe da criança, mais percebe que as fendas que ela fizera em sua armadura ainda estão abertas.
Agora, para realizar seu desejo, Sergio precisa enfrentar a dor que evitou por tanto tempo…

Capítulo Um

Filha de conde se torna noiva de um bilionário siciliano!

A manchete sensacionalista chamou a atenção de Kristen ao passar apressada pela banca de jornal na estação de Camden Town. Talvez tenha sido a palavra “siciliano” que a fizera parar e comprar um exemplar do jornal, embora não tivesse passado pela mente dela que a notícia se referisse a Sergio. 
Só depois de entrar em um vagão do trem apinhado e conseguir abrir o jornal que Kristen viu a foto dele — e por alguns segundos seu coração parou de bater. Emoções conflitantes passaram por sua cabeça ao encarar a imagem do pai de seu filho. Ela não esperava que Nico fosse ser tão parecido com Sergio, mas a semelhança entre o garoto de 3 anos e o siciliano moreno era incontestável. 
O primeiro instinto de Kristen foi o de tirar os olhos da página, no entanto, sua curiosidade a impeliu a observar a fotografia e ler a legenda abaixo dela: Lady Felicity Denholm foi vista com o novo noivo, o magnata e empresário italiano Sergio Castellano, quando o casal visitou o London Palladium esta semana. O texto ao lado da foto continuava: Dizem que o conde Denholm está muito feliz pela filha mais nova estar prestes a se casar com um dos homens mais ricos da Itália. 
O Grupo Castellano é dono de uma rede de hotéis e resorts de luxo ao redor do mundo. Sergio é o principal executivo de desenvolvimento imobiliário dos negócios enquanto seu irmão gêmeo Salvatore cuida da mundialmente famosa vinícola da família na propriedade dos Castellanos na Sicília. 
Prensada entre um executivo carregando uma imensa pasta e um adolescente com uma mochila enorme, Kristen agarrou a barra de apoio quando o trem ganhou velocidade. Estava se tornando um hábito ficar sabendo dos planos de casamento de Sergio pela imprensa, ela ponderou amargamente. Ela lembrou-se de como ficou chocada e magoada ao ler sobre o noivado dele com uma beldade siciliana havia quatro anos, quase dois meses depois do término do relacionamento deles. 
O primeiro casamento dele presumidamente não durara muito, já que ele estava para se casar com um membro da aristocracia inglesa. Na fotografia, Felicity Denholm estava de braço dado a Sergio, com um sorriso satisfeito, Kristen notou com amargura. 
Sergio estava ainda mais avassaladoramente lindo do que quatro anos antes.

Fruto da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Ela já foi sua amante...

Enquanto era a favorita do sexy bilionário Zac Deverell, Freya usufruía de todos os luxos que o dinheiro pode comprar. 

Porém, o mais importante era estar ao lado do homem de sua vida... Mas ao anunciar sua gravidez, o cenário muda completamente. Zac a acusa de ser uma impostora... e a manda embora de sua vida... ou assim ele pensava... ... mas agora é mãe de seu filho! 
Ao se encontrarem novamente, dois anos após o rompimento, a paixão entre Freya e Zac continua forte.
Ele decide levá-la consigo para Mônaco, para sua mansão, para sua cama! 
Lá, pretende esclarecer os fatos de uma vez por todas.
Afinal, caso o filho de Freya seja seu herdeiro, não haverá outra alternativa ela será sua esposa! 

Capítulo Um 

Zacharie Deverell cruzou o corredor do hospital, parou brevemente para verificar o nome sobre a porta de uma ala e caminhou obstinado na direção da enfermeira sentada atrás do balcão da recepção.

— Vim ver Freya Addison. Creio que deu entrada ontem — ele acrescentou, a impaciência na voz tornando o sotaque mais acentuado. A enfermeira o olhava embasbacada, mas Zac estava acostumado com isso. As mulheres o admiravam desde adolescente e agora, aos 35 anos, sua bela aparência, combinada à aura de riqueza e poder, fazia com que se acostumasse a ser o centro das atenções. 
Quando lhe convinha, Zac correspondia a um olhar paquerador com um de seus sorrisos devastadores, mas hoje outras coisas ocupavam sua mente. Só havia uma razão para estar ali, ele admitiu aborrecido, e quanto antes visse Freya e falasse exatamente o que pensava daquele último truque, melhor. 
— Ha... srta. Addison... — Completamente atrapalhada com a presença de um taciturno francês de 1,90m com uma criança de rostinho angelical nos braços, a enfermeira apressou-se em examinar a pilha de papéis diante de si. — Oh, sim, seguindo o corredor, terceira porta à esquerda... Mas não pode vê-la no momento, o doutor está com ela. Por favor, aguarde um minuto, sr... O francês já caminhava pelo corredor e a enfermeira contornou o balcão para segui-lo. 
— Deverell — ele murmurou friamente, sem reduzir o passo. — Meu nome é Zac Deverell e eu preciso ver a srta. Addison imediatamente. 
Freya sentou-se na cama do hospital e olhou melancólica para o pulso enfaixado. As últimas 24 horas tinham sido um inferno; esperava acordar a qualquer instante e descobrir que tudo tinha sido um pesadelo. A dor no pulso gravemente torcido e o corte na cabeça eram evidências da força com que o carro tinha atingido uma árvore na rua, derrubada pela furiosa tempestade que atingira a costa sul. 
Voltava do iate clube onde trabalhava como recepcionista e, felizmente, ainda não tinha pegado sua filhinha na creche quando aconteceu o acidente. Aimee estava a salvo, e ela tinha sorte por estar viva, reconheceu com um calafrio, mas seu carro estava completamente arruinado e teria de ficar afastada do trabalho, o que não ajudaria em suas finanças.

terça-feira, 18 de março de 2014

Prisioneira do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Olhar da Paixão







Capturada pelo inimigo. 

Drago Cassari seria capaz de apostar sua fortuna para provar que Jess Harper é uma ladra e uma mentirosa.
Para proteger sua família, ele precisa mantê-la por perto.
Mas a presença da indomável Jess em seu palazzo logo começa a afetá-lo.
Drago sabe que é pura tolice, seu sangue, porém, ferve toda vez em que ela está por perto...
Drago é um paraíso e um inferno ao mesmo tempo. Até que as noites incríveis dão lugar à dura realidade quando Jess se descobre grávida.
Agora, ela estará ligada ao arrogante italiano, e aos pecados de seu passado, para sempre.


Capítulo Um

— Quem é Jess? 
Drago Cassari passou as mãos pelo cabelo escuro, preocupação e frustração estampadas no seu semblante, enquanto ele olhava para a figura imóvel de seu primo deitado na cama da Unidade de Terapia Intensiva. 
O rosto de Angelo estava acinzentado contra os lençóis brancos. Apenas o movimento quase imperceptível do peito indicava que ele ainda se agarrava à vida, auxiliado por diversos tubos atados ao corpo, enquanto a máquina ao lado da cama registrava seus sinais vitais. 
Pelo menos agora ele estava respirando sem ajuda, e, três dias depois que tinha sido retirado das ferragens de seu carro e levado para o hospital, havia indicações de que ele começava a recobrar a consciência. Até mesmo murmurara alguma coisa. Apenas uma palavra. Um nome. 
— Vocês sabem a quem Angelo está se referindo? — Drago voltou seu olhar para as duas mulheres que estavam de pé aos pés da cama, abraçadas e chorando. 
— Jess é uma amiga de Angelo? Sua tia Dorotea soluçou.
— Eu não sei qual é o envolvimento dele com ela. Você sabe como ele vinha se comportando de maneira estranha, ultimamente. Quase nunca atendia ao telefone quando eu ligava. Mas consegui falar com Angelo alguns dias antes do acidente, e ele me contou que tinha abandonado a faculdade e estava morando com uma mulher chamada Jess Harper. 
— Então, talvez ela seja namorada dele. — Drago não estava surpreso por seu primo ter largado o curso de administração de empresas, que estivera fazendo numa faculdade particular de Londres. 
Angelo havia sido muito mimado pela mãe, desde a morte do pai, quando ele era criança, e fugia de tudo que lembrava trabalho duro. 
Mais surpreendente era a notícia de que ele vivia com uma mulher na Inglaterra. Angelo não era autoconfiante com o sexo oposto, mas, aparentemente, perdera a timidez. 
— Ele lhe deu o endereço de onde estava morando? Eu preciso contatar esta mulher e pedir que ela venha visitá-lo. — Drago olhou para o neurologista que estava cuidando de seu primo. 
— É possível que a voz dela desperte Angelo? 
— Sim, é possível — replicou o médico. 
— Se seu primo tem um relacionamento íntimo com essa mulher, talvez responda a ela. Tia Dorotea deu outro soluço. 
— Não tenho certeza se seria uma boa idéia trazê-la aqui. Ela é uma má influência para Angelo. Drago franziu o cenho. 
— Como assim? Se essa Jess Harper pode ajudá-lo a acordar, então é imperativo que ela venha à Itália o mais rapidamente possível. 
Por que acha que ela é uma má influência?

Série Olhar da Paixão
1 - Prisioneira do Amor
2 - Máscara de Desejo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Quente Como a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Rebekah Evans prometeu a si mesma que manteria as mãos longe do estonteante Dante Jarrell, 

o advogado que a contratou como chef particular. Mas uma noite ele descobre que por baixo daquele uniforme branco existe uma mulher com curvas maravilhosas! 
Contrariado quando Rebekah decide partir, ele antes a leva para a Toscana. 
Deixa claro, porém, que somente deseja um caso, não um compromisso. 
Enquanto vivem momentos tórridos, Rebekah começa, aos poucos, a conquistar o homem escondido dentro de uma armadura de cinismo. 
Contudo, uma gravidez imprevista talvez mude tudo…


Capítulo Um

Ele se destacava da multidão. Muito alto e incrivelmente bonito. O olhar de Rebekah foi atraído pelo homem em pé do outro lado do jardim e seu coração ficou apertado. 
A palavra bonito não fazia jus à perfeição esculpida daquelas feições. 
Parecia um nativo do Mediterrâneo, com a pele dourada e morena esticada sobre as maçãs do rosto cinzeladas e o cabelo negro brilhando como seda ao sol. 
O queixo era quadrado e determinado e a curva da boca naturalmente sensual. Pesadas sobrancelhas negras arqueavam sobre os olhos que Rebekah sabia serem cinza- claro e que, algumas vezes, podiam parecer aço frio quando se aborrecia, mas em outras vezes, sempre que se divertia, brilhavam como prata. 
Ele conversava com um dos convidados, mas talvez sentisse seu escrutínio, porque virou a cabeça e seus olhos se encontraram através da distância do largo gramado. 
Ela ficou tensa sob aquele olhar severo, então ele sorriu e ela sentiu uma fisgada forte de prazer. Os lábios dela se curvaram num sorriso tímido em resposta. 
A conversa em voz baixa dos convidados que andavam pelo jardim e se reuniam na marquise pareceu estranhamente distante. 
Para Rebekah, de repente, era como se apenas ela e Dante existissem naquele dia dourado de verão, com o sol num céu azul sem nuvens e o doce perfume de madressilva no ar. 
Ouviu o sussurro de seda vindo de suas costas e viu, pelo canto do olho, uma loura esguia passar num vestido escarlate muito decotado que aderia à figura delgada como uma segunda pele. 
A mulher olhava para o outro lado do jardim e Rebekah percebeu que Dante não sorria para ela, mas sim para a amante, Alicia Benson. 
Com um forte rubor de constrangimento pelo engano, deu as costas a ele e forçou um sorriso brilhante, enquanto oferecia uma bandeja de canapés aos convidados ao redor. 
Idiota, disse a si mesma, rezando para ele não ter percebido que o olhava como uma adolescente apaixonada. Na verdade, não havia motivo para Dante Jarrell não sorrir para ela. 
Nos últimos dois meses, haviam desenvolvido um relacionamento de trabalho harmonioso e amigável. Contudo, jamais cruzaram a linha invisível que separa um empregador de sua equipe. 
Ela era a chef de Dante; cozinhava suas refeições e fazia todos os jantares e eventos sociais que ele promovia. Rebekah estava convencida de que ele a considerava um objeto funcional necessário para manter sua vida ocupada sob controle, como o computador ou o celular.
Sentia-se constrangida por essa intensa consciência dele e estava sempre em alerta para não revelar suas emoções; por isso se aborreceu tanto consigo mesma por pensar que seu sorriso sexy era dirigido a ela. 
Tinha ciência de que, diferente da adorável Alicia, não tinha o poder de atrair a atenção de um lindo playboy multimilionário, não com seu uniforme de calça quadriculada em preto e branco e jaqueta branca. 
Suas roupas eram práticas, mas não faziam justiça à sua figura curvilínea; ao contrário, pareciam enfatizar que não tinha a silhueta esguia, quase andrógina, que a moda exigia. 
Sob o chapéu de chef, o cabelo estava rigidamente trançado e apertado no topo da cabeça e previu que, depois de passar horas numa cozinha quente, o rosto estava rosado e brilhante. 
Se apenas tivesse feito a maquiagem. Mas, ainda assim, seria improvável que Dante a percebesse, lembrou a si mesma, enquanto lançava outro olhar para o lado oposto do jardim e observava a linda amante enroscar o corpo sinuoso no dele. 
— Não consigo resistir a estes pasteizinhos. Qual é o recheio?

domingo, 2 de dezembro de 2012

Paixão Perigosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Fora de alcance... Mas irresistível! 

Mulheres carentes não atraíam Rocco D'Angelo, além de ele ter aversão total a compromisso! 
Até sentir algo diferente em relação à Emma Marchant, a adorada enfermeira de sua avó. Parecia ser mais do que um simples caso... 
Nunca em seus sonhos mais selvagens Emma imaginou que um dia trocaria a pacata vida de uma cidade do interior da Inglaterra pelo clima exótico da Riviera Italiana, especialmente por causa de um playboy de tão má reputação quanto Rocco. 
No entanto, Emma poderia ser a primeira mulher a domá-lo... 

Capítulo Um 

Durante todo o dia nevou na região de Nortúmbria, o que deixou a paisagem sob uma manta branca, cobrindo os cumes de Cheviot Hills com uma crosta de gelo. Esse cenário podia ser pitoresco, mas não era divertido dirigir pelas estradas escorregadias e Emma fez bem em reduzir a velocidade ao fazer uma curva acentuada. 
Com o cair da noite a temperatura mergulhou para bem abaixo de zero e a maioria das pistas secundárias do país não havia recebido saibro para ajudar a derreter o gelo, tornando os trajetos ainda mais perigosos. No nordeste da Inglaterra não era comum que nevasse até o final de março. Felizmente seu velho carro 4x4, que no passado serviu aos pais dela na fazenda que tinham na Escócia, funcionava bem nessas condições. 
Podia não ser o modelo mais moderno, mas era prático e robusto — assim como ela, reconheceu Emma, dando uma olhada no casaco de esqui acolchoado que estava usando sobre seu uniforme de enfermeira. 
Não era bonito, mas pelo menos a mantinha aquecida, e as botas de solado grosso eram resistentes e confortáveis. 
A estrada estreita seguia, limitada nos dois lados por paredes. Nunstead Hall não ficava tão perto e Emma receava não conseguir chegar à casa isolada e ainda correr o risco de precisar ficar por lá. 
Por um instante pensou na possibilidade de voltar, mas não visitava Cordelia há dois dias e estava ansiosa para saber como se encontrava aquela senhora idosa que morava sozinha. Ergueu a sobrancelha ao pensar em sua cliente. Embora Cordelia Symmonds tivesse quase 80 anos, era bastante independente. Mas há seis meses caíra e quebrara o quadril. 
Há alguns dias tivera um acidente na cozinha e queimara boa parte da mão. Cordelia estava cada vez mais frágil e já não era mais seguro viver sozinha em Nunstead, mas se recusava em pensar na mudança para uma casa menor, mais perto da cidade. 
Era uma pena que o neto de Cordelia não fizesse mais para ajudar a avó, pensou Emma. Mas morava no exterior e sempre parecia muito ocupado com sua carreira bem-sucedida para ter tempo para visitar a região. 
Ela percebera o orgulho e a afeição na voz de Cordelia nas várias vezes em que falou do neto. 
Mas, infelizmente, a senhora idosa parecia ter sido abandonada por seu único parente vivo. Não era certo, pensava Emma. A necessidade de cuidado com os idosos era um assunto que estava perto de seu coração — principalmente depois do terrível episódio que aconteceu no início do ano, quando foi visitar um senhor de 90 anos e descobriu que havia morrido em sua cadeira, numa casa gelada. 
A família dele viajou no Natal e não se organizou para que alguém lhe fizesse companhia. O pensamento do pobre homem morrendo sozinho ainda a assombrava. Lembrando-se do Sr. Jeffries, Emma sabia que não permitiria que a situação de Cordelia tivesse o mesmo fim. Talvez pudesse contatar o neto dela de alguma forma e convencê-lo a assumir a responsabilidade pela avó. 
O carro deslizou na estrada e se concentrou em dirigir, com a nevasca cada vez mais forte. 
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um Amor Grego

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



O magnata Loukas Christakis aprendeu da maneira mais difícil nunca confiar em uma mulher. 

Somente sua irmã é importante para ele, e ela está prestes a se casar.
E é por isso que Loukas permitiu relutantemente que Belle Andersen criasse o vestido de noiva em sua ilha particular, onde ele poderia vigiá-la.
Sozinhos enquanto ela trabalhava, Loukas começou a ver Belle com outros olhos... 


Mas o que deveria ter sido um romance breve produziu sérias consequências.
E, como Belle está prestes a descobrir, Loukas fará o que for preciso para assegurar todos os seus direitos!


Capítulo Um

Belle Andersen tirou seu celular da bolsa e leu a mensagem de texto que recebera de Larissa Christakis explicando como chegar à ilha grega particular de seu irmão Loukas: 
Como eu vou me casar em Aura, seria maravilhoso se você pudesse vir para a ilha a fim de trabalhar nos designs para o meu vestido, assim poderá sentir o cenário.
Você pode pegar a balsa do porto de Lavrion em Atenas para a ilha de Kea.
Informe-me o horário que planeja chegar e eu me certificarei de que um barco esteja esperando para trazê-la a Aura.
A balsa tinha chegado a Kea dez minutos antes, e os últimos passageiros estavam desembarcando. 
Ao longo do cais, diversos barcos de pescadores balançavam gentilmente num mar azul cobalto que refletia o céu azul acima.
O pequeno porto de Korissia era um lugar pitoresco. Casas brancas quadradas com telhados cor de terracota alinhavam o porto e brilhavam ao sol, e, atrás delas, montanhas verdes se agrupavam numa profusão de flores selvagens coloridas.
O olho artístico de Belle apreciou a beleza ao redor, mas depois de um voo de quatro horas para Atenas e mais uma hora de balsa para Kea, ela estava ansiosa para chegar ao seu destino.
Talvez um dos barcos de pescadores tivesse sido enviado para apanhá-la, pensou, erguendo uma mão para proteger os olhos do sol enquanto olhava ao longo do cais.
À distância, havia um grupo de pescadores conversando, mas ninguém prestava atenção nela.
Os outros passageiros da balsa tinham se dispersado, indo para a cidade. 
Com um suspiro, ela pegou suas malas e começou a andar em direção aos pescadores.
O sol de maio era abençoadamente quente depois do clima frio e cinzento de Londres que Belle deixara para trás. 
Ela sorriu ao se recordar da reação de seu irmão Dan perante a notícia que ela passaria a semana seguinte na Grécia, enquanto ele permanecia na casa flutuante deles no Thames, a qual começara a furar.
— Pense um pouco em mim enquanto você estiver se deleitando com um bilionário grego numa ilha paradisíaca, certo? — Dan provocara. — Enquanto você estiver se bronzeando, eu estarei remendando o barco... Novamente... Antes de partir para o País de Gales para uma sessão de fotos.
— Estarei trabalhando, não tomando sol — apontou Belle. — E não acho que farei muita coisa com Loukas Christakis. Larissa me contou que o irmão passa muito tempo nos escritórios de sua companhia em Atenas, ou visitando muitos de seus projetos ao redor do mundo.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Força Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ao ver Lanzo di Cosimo outra vez após 10 anos, o coração de Gina Bailey bateu mais rápido devido às memórias do romance impetuoso que tiveram em um momento em que a vida parecia perfeita. 


Agora, ela não era mais aquela menina inocente. 
Um casamento mal-sucedido com um homem violento havia destruído seus sonhos de construir uma família. Restaram somente as barreiras que ela ergueu para se proteger de outra experiência que pudesse ser traumática. 
Mas com seu jeito carinhoso, Lanzo deixou claro que a desejava para sempre. 
Será que dessa vez ela poderia se entregar a um homem que prometesse amá-la e protegê-la pelo resto de suas vidas? 

Capítulo Um 

Será que todas as mulheres se lembravam de seu primeiro amante? Gina se perguntou. 
Certamente ela não era a única a ter sentido o coração bater forte no peito quando passeou com o olhar por uma sala cheia de pessoas e percebeu a presença do homem pelo qual já fora loucamente apaixonada. Definitivamente, aquele era Lanzo. 
O breve caso entre eles acontecera dez anos antes, mas ele era considerado um dos solteirões mais cobiçados da Europa. 
Suas fotos eram freqüentemente exibidas em revistas de fofoca, e ele podia ser reconhecido instantaneamente. 
Ela não conseguia parar de encará-lo, consciente daquela mesma sensação arrebatadora que sentira quando tinha 18 anos de idade e estava completamente encantada por ele. Será que ele percebeu que ela o observava? 
Ela prendeu a respiração quando ele virou a cabeça em sua direção. 
Por alguns segundos, seus olhares se encontraram e se sustentaram antes que Gina rapidamente desviasse o olhar e fingisse vagarosamente analisar os outros convidados da festa. 
A tranqüilidade de Poole Harbour, no litoral sul da Inglaterra, fora quebrada durante o fim de semana pelos preparativos do campeonato mundial de barcos de velocidade offshore. 
Geralmente considerado o esporte aquático mais radical e perigoso, a corrida de lanchas durou o dia inteiro na distante baía. 
Mas naquela noite os motores estavam silenciosos, e dezenas de barcos polidos e com designs futuristas encontravam-se atracados no píer, balançando gentilmente sobre as pequenas ondas. Era um esporte que certamente atraía pessoas bonitas, Gina percebeu, enquanto olhava ao redor do restaurante onde a festa pós-corrida acontecia. 
Modelos glamorosas trabalhavam como hostesses: uniformemente bronzeadas, loiras e ostentando seios artificialmente fartos e saias muito curtas. 
Elas se aglomeravam ao redor das tripulações masculinas bronzeadas e excessivamente barulhentas, que levavam seus barcos para deslizar sobre as ondas, a velocidades que desafiavam a morte. 
A festa definitivamente não era um ambiente no qual se sentia à vontade, e ela só fora porque seu amigo de infância, Alex, havia assumido recentemente o cargo de gerente do exclusivo restaurante Di Cosimo, e solicitara seu apoio moral no primeiro grande evento. Ao invés dele, era ela quem estava precisando de apoio, Gina refletiu melancólica. 
Suas pernas pareciam feitas de gelatina, e sua cabeça estava girando, mas ela não poderia culpar a única taça de champanhe que bebera. 
Estava tão chocada por ver Lanzo novamente. 
Ela não havia se dado conta de que ele ainda estava envolvido com corridas de lancha, e nem passara por sua cabeça que ele pudesse ir à festa.  
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fruto Do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Ela cometeu um pecado... e agora escondia um segredo! 

Ramon, herdeiro da vinícola Velaquez, declarou claramente a sua principal regra quando conheceu Lauren Maitland: não poderia prometer a ela mais do que um caso passageiro bastante quente. 
Ela ouviu suas palavras, porém seu coração se recusou a aceitá-las. 
Por isso, quando Ramon percebeu que ela estava apaixonada, ele a baniu de sua vida friamente. 
Dois anos depois, as lembranças de Lauren ainda estavam vivas na memória de Ramon. 
Tornara-se impossível esquecê-la. 
Mas ao reencontrá-la, se deu conta de que ela deixara de ser a mulher de antes. 
Independente, forte e ainda mais irresistível, Lauren guardava um segredo que nem em seus sonhos mais selvagens Ramon achou que seria possível... 

Capítulo Um 

Lauren corria pelo escritório do enorme prédio da empresa de advocacia onde trabalhava, e deu um gemido silencioso quando viu a hora. 
A pancada dos saltos finos no piso ladrilhado parou de forma abrupta quando Guy Hadlow parou em frente a ela. 
— O velho está perguntando por você desde as nove horas desta manhã. Ele quer te ver no escritório dele assim que você chegar. — Guy deu um sorriso malicioso. 
— Você está quarenta e cinco minutos atrasada. Esticou o tempo na cama? Parece que você teve uma noite pesada. 
— Não que meu atraso seja da sua conta, mas está nevando nos subúrbios do norte de Londres e meu trem foi cancelado — disse Lauren a ele sucintamente. 
Como ela, Guy era um advogado na Plessy, Gambrill & Hess trabalhando no Departamento de Propriedades Comerciais. 
Filho único de um banqueiro rico, ele estava acostumado a ter o que queria. 
A recusa educada, porém consistente de Lauren em sair com ele revelara um lado desagradável de sua natureza. E o fato de agora estarem em competição pela mesma promoção havia exacerbado a hostilidade entre eles. 
Quanto a ela esticar o tempo na cama! Isso seria uma bênção, pensou ela pesarosamente. 
Outro dente estava despontando em Mateo, seu filho de 10 meses, e Lauren não conseguia se lembrar da última vez que tivera uma noite inteira de sono. Matty havia acordado às cinco horas naquela manhã, e depois que ela lhe deu sua mamadeira matinal e trocou sua fralda, tomou um banho, se vestiu, encheu a máquina de lavar roupas e esvaziou a máquina de lavar louças antes de agasalhá-lo no maca¬cão e colocá-lo no carro. 
As estradas cheias de neve faziam o tráfego rastejar, o trajeto usual de dez minutos para a creche havia levado o dobro, e quando ela finalmente chegou lá, não teve tempo de fazer nada além de confiar Mateo aos braços de um dos membros da equipe antes de partir às pressas rumo à estação de trem. 
Os sons dos soluços repletos de lamento dele a assombraram durante sua jornada ao trabalho e ela não estava no clima para lidar com as brincadeiras sarcásticas de Guy. 
— Você sabe por que o Sr. Gambrill quer me ver? Guy deu de ombros. 
— Sou apenas o mensageiro. Mas é uma pena que você tenha escolhido esta manhã para se atrasar. Isso não vai ajudar nas suas chances de promoção.
 — Eu não escolhi me atrasar — rebateu Lauren, sentindo o estômago revirar. 
Alistair Gambrill chefiava o Departamento de Propriedades Comerciais na PGH, era um sócio mais velho que se irritava com os estúpidos e que defendia a pontualidade de modo pedante. 
Mas se ele havia pedido para vê-la às nove horas, não poderia ter sabido àquela hora que ela estava atrasada, então era improvável que quisesse discutir seus horários, concluiu Lauren. 
Com as sobrancelhas contraídas, enquanto debatia silenciosamente o motivo da convocação, ela jogava o casaco e a bolsa sobre a mesa e se apressava pelo corredor em direção à sala do chefe. A assistente pessoal dele estava falando ao telefone e, enquanto esperava, ela fazia uma leve análise de sua aparência no espelho detrás da mesa da secretária. 
As olheiras escuras sob os olhos dela, que não puderam ser completamente escondidas com base, eram uma indicação das noites em claro regulares. 
As alegrias de ser mãe solteira, ela pensou severamente. 
No entanto, se lhe fosse dada a escolha, ela não mudaria as coisas. 
O filho havia sido inesperado e não planejado, mas ela o amava com uma intensidade feroz que estava além de qualquer coisa que jamais experimentara. 
A assistente pessoal desligou o telefone e deu um breve sorriso para Lauren. 
— Entre. O Sr. Gambrill está esperando por você.
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