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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Corações Independentes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Paixões Destemidas
Imogen Holgate acredita estar com a mesma doença terminal que levou sua mãe.

Então, decide gastar todas as suas economias em uma viagem ao redor do mundo. E ao conhecer o sensual Thierry Girard, ela não hesita em se entregar a esse sensual parisiense. 
Porém, o romance de duas semanas resulta em uma gravidez inesperada. E Thierry acaba de pedi-la em casamento!




Capítulo Um

— Diga-me, Ma chérie, você vai estar no resort quando formos até lá? Seria muito mais conveniente ter o proprietário no local quando formos fazer a sessão de fotos promocional. — A voz da mulher estava num tom intimamente projetado, chegando a ele com facilidade, apesar do falatório da multidão na imensa recepção do hotel.
Thierry olhou para o rosto da publicitária, lendo o convite em seus olhos.
Ela era bonita, sofisticada e, supôs ele, pela forma como ela lambeu os lábios e pressionou o corpo esbelto mais perto, prontinha para cooperar. No entanto, ele não sentiu nenhum lampejo de excitação.
Excitação! Tinha deixado isso para trás há quatro anos. Será que ele mesmo seria capaz de reconhecer tal sensação depois de todo esse tempo?
A amargura encheu sua boca. Thierry vinha vivendo uma vida pela metade, cercado por paredes de sala de reuniões e pelo dever, obrigando-se a se preocupar com questões sem importância. Exceto que tais detalhes significavam a diferença entre salvar a carteira de negócios naufragante da empresa da família... ou perdê-la de vez.
— Ainda não decidi. Preciso resolver umas coisas aqui em Paris.
Mas em breve... Dali a alguns meses e ele entregaria os negócios ao seu primo, Henri, e, mais importante, aos gestores que tinha escolhido a dedo. Eles guiariam Henri e manteriam tudo que Thierry tinha conquistado, garantindo a fortuna da família Girard e concedendo-lhe a liberdade, afinal.
— Pense nisso, Thierry. — Os lábios formaram um beicinho brilhante quando ela chegou mais perto. — Seria muito... agradável.
— Claro que vou pensar. A ideia é muito tentadora.
Mas não o suficiente, percebeu ele com uma clareza abrupta, para convencê-lo a largar tudo que havia pendente em Paris. Tais reuniões iriam deixá-lo mais perto de se livrar de seus encargos. Aquilo lhe causava muito mais fascínio do que a perspectiva de fazer sexo com uma loura esbelta.
Que inferno! Desde quando ele tinha se transformado num empresário sangue-frio? Desde quando sua libido passara a ocupar o segundo lugar, perdendo para os negócios?
Só que sua libido não estava envolvida na jogada. Essa era a coisa chocante. Aos 34 anos, Thierry estava no auge. Ele gostava de sexo e seu sucesso com as mulheres mostrava que ele tinha talento, e até mesmo uma bela reputação no assunto. No entanto, ele não sentiu nada quando aquela linda mulher o convidou para sua cama.
Ele olhou para uma figura do outro lado do salão e seus pensamentos turvaram. Sua pulsação acelerou e seu peito inflou quando ele arquejou em surpresa.
A mulher ao seu lado murmurou alguma coisa e esticou-se para lhe dar um beijo na bochecha. Automaticamente, Thierry retribuiu a saudação, respondendo à despedida quando ela se juntou a um grupo que tinha acabado de entrar no saguão do hotel.
No mesmo instante, o olhar de Thierry se voltou outra vez para o outro lado do salão. A mulher que tinha chamado sua atenção estava parada ali, o peso concentrado num pé, como se estivesse prestes a sair.
Thierry já estava abrindo caminho pela multidão, quando a mulher se endireitou e recuou os ombros. E que ombros deliciosos e macios, completamente nus no vestido tomara-que-caia!

Série Paixões Destemidas
1- Corações Independentes
2- Caminhos para o perdão
3- Sentimentos proibidos

sábado, 1 de abril de 2017

Amor Desvendado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Votos do Deserto
Mãe, rainha… e amante?

Para o sheik Tariq de Al Sarath, um casamento já havia sido suficiente. 
Com um reino para governar, ele não tem tempo nem vontade de encontrar uma nova esposa. Porém, seus herdeiros precisam de uma mãe. E a princesa Samira de Jazeer é a candidata ideal. 
Por não poder gerar os filhos que tanto quer, ela aceita fazer parte da família de Tariq. Com uma condição: nada de sexo! Samira acreditava que os deveres reais e o amor pelas crianças preencheriam o vazio em seu coração. 
Contudo, ela não esperava sentir um desejo que só poderia ser saciado pelas carícias sedutoras do poderoso sheik.

Capítulo Um

Os bebês de cabelos escuros que brincavam em uma das extremidades do suntuoso saguão do hotel chamaram a atenção de Samira. Não estavam fazendo bagunça. A mulher de meia-idade que os acompanhava estava cuidando deles. Eram crianças quaisquer.
Ainda assim, não conseguia desgrudar os olhos deles. Observou um deles caminhando ao lado do sofá, seus dedinhos se apoiando na superfície sedosa. Fez um ruído de felicidade e gritou para o companheiro que tentava se equilibrar atrás dele. Samira engoliu seco. Aquele vazio estava voltando, pior agora, tornando-se uma pontada de mágoa que se prolongava do útero até a parte inferior das costelas. Tentou se concentrar na conversa animada de Celeste sobre um restaurante novo. Ele tinha uma vista privilegiada para a Torre Eiffel e várias estrelas no catálogo Michelin. Era o novo lugar da moda. Sentia o estômago revirar só de ouvir falar de comida.
Ou talvez fosse por algum outro motivo.
O segundo bebê caiu sentado, agitando os bracinhos, e a mulher, avó? Babá?, pegou-o no colo. Os braços tensos de Samira relaxaram, desabando. Vazios. Ela desviou o olhar. Vazia. Era como se sentia. 
Nunca poderia segurar seu próprio bebê. O médico deixara bem claro. 
Havia conseguido se recuperar nos últimos quatro anos, mas nada apagava aquele vazio.
— Fico muito feliz que tenha conseguido vir ao leilão beneficente. — Celeste debruçou-se sobre as xícaras, e Samira voltou a olhar para a francesa. — O público vai adorar a princesa por trás desses lindos modelos. Sua doação vai render um bom dinheiro.
Samira deu um sorrisinho forçado, não se deixando intimidar por mais uma referência ao seu título.
Como filha, e agora irmã, do sultão de Jazeer, sabia bem que aquilo não era sinônimo de felicidade.
Seu coração disparou, mas manteve o olhar fixo em Celeste.
Era pragmática. Sua marca se tornara um sucesso graças ao seu nome. Ela deslanchara nos últimos anos. Sua clientela, com os maiores ricaços do planeta, gostava de lidar com quem entendia o seu mundo, com alguém que prometia total exclusividade e confidencialidade. Samira tinha tudo com que toda mulher sonhava e muito mais: independência, sucesso, riqueza.
Que direito tinha de querer mais?
Ainda assim, a dor persistia. Não adiantava pensar na sua sorte. De que adianta o sucesso quando se sente um grande… vazio?


Série Votos do Deserto
1- Descoberta no Harem
2- Amor Desvendado 
Série Concluída

terça-feira, 14 de março de 2017

Descoberta no Harem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Votos do Deserto




Juras de amor sobre as areias!

A princesa do deserto?
O sultão Asim de Jazeer pode ter a mulher que quiser. 
Então por que deseja logo a que ameaça revelar o segredo de sua família? 
A jornalista Jacqui Fletcher aceitou a oportunidade de fazer uma pesquisa para seu livro no harém de Asim! 
Porém, fica quase impossível focar no trabalho quando as carícias sedutoras dele despertam uma paixão arrebatadora. 
Asim está em busca de uma princesa, e Jacqui é completamente inadequada para o papel. Mas será que Asim abrirá mão de seu dever em nome desse amor?

Capítulo Um

— Desista, Jack. É uma busca inútil. — A voz de Imran surgiu no meio do barulho dos carros, da multidão e do trotar da cavalgada das pré-eleições.
— Não! — Jacqui meneou a cabeça. — Você verá. Valerá à pena. — Tinha que valer. Eles tinham a chance de entrevistar um dos líderes mundiais de oposição mais difíceis de encontrar, um reformador inspirador que as autoridades fariam tudo para silenciar. Uma oportunidade que não poderia ser perdida.
Mas havia um desconforto. A rua congestionada era estranhamente familiar, como se ela já tivesse estado ali antes. Os aromas de terra, suor, temperos e esterco provocavam suas narinas. Uma sensação perturbadora de déjà vu a fez parar.
Jacqui virou-se, procurando pelo rosto familiar de Imran. Uma ansiedade a preencheu.
— Imran?
— Aqui, Jack. — E lá estava ele, enorme, a câmera sobre um dos ombros, os olhos sorridentes estreitos por causa do sol.
Jacqui sentiu alívio. Por um momento, teve medo. De quê? Sua linha de pensamento se dissolveu.
— É um tiro no escuro, apesar da pista — disse ela. — Se preferir ir para o hotel, tentarei localizá-lo e depois ligo para você.
A expressão de Imran não mudou.
Ela havia falado em voz alta ou apenas pensado? Confusa, levou a mão à testa quente. Tudo parecia irreal, estranhamente distante. Até os rostos das pessoas pareciam embaçados.
Tudo, menos Imran.
Jacqui tentou se concentrar. O trabalho. A pista. Esta ainda seria a melhor história deles. Seu editor não acreditaria quando chegassem com aquela exclusiva.
Era uma oportunidade de revelar a verdade sobre aquele regime opressivo. Então os poderes do mundo não poderiam mais alegar ignorância e virar as costas para a violência.
— Vamos, Jack. Não perca tempo. — Imran saiu na frente, forçando facilmente sua passagem pela multidão.
Jacqui tentou acompanhar, mas seus pés pareciam colados ao chão. Com um esforço supremo, lutou para dar um passo. Um só. Em meio à multidão também vagarosa.
Apenas Imran andava vigorosamente no meio das pessoas que mal se moviam. Cada passo o levava para mais longe.
Jacqui tentou chamá-lo. O déjà vu voltou mais forte. Sua pele se arrepiou com uma premonição assustadora. Sua garganta fechou.
Impotente, ela o assistiu sumir na multidão.
Então aconteceu. O que ela estava esperando, sem saber. Uma forte vibração na atmosfera. Um tremor que fez o chão levantar.
Depois o som cataclísmico. Ensurdecedor. Tão alto que seus ouvidos tiniram.
Finalmente, ela saiu do torpor. E correu com os pulmões pulsando, a respiração rasgando sua garganta. Ainda não conseguia gritar.
Parou repentinamente. A câmera de Imran estava no chão, com as lentes estilhaçadas.
Jacqui ajoelhou-se, seu cérebro tentando encontrar sentido na imagem à sua frente. A desordem de membros, as formas impossíveis de compreender. Uma mistura de poeira e líquido vermelho espalhada à sua volta, encharcando o solo, invadindo suas narinas.
Ela estendeu a mão para tocar o que tinha sido o homem que ela conhecia melhor que qualquer um. Um homem em forma, completo...



Série Votos do Deserto
1- Descoberta no Harem
2- Amor desvendado

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Amor, Honra e Traição

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Apenas uma peça de jogo?

Para Donato Salazar, é impossível esquecer o passado. 
E ele não pretende perdoar o responsável pela tragédia que destruiu sua vida. 
Por isso, planeja seduzir e abandonar no altar a filha de seu inimigo. 
Contudo, a estonteante Ella Sanderson não é uma socialite deslumbrada, e se recusa a casar com ele. 
A rebeldia de Ella apenas faz com que o desejo de Donato aumente. E ele usará todo o seu poder de sedução para persuadi-la. 
Porém, não demora para ficar completamente fascinado por Ella. E conforme o casamento se aproxima, Donato tem de decidir se Ella se tornará sua esposa por amor ou por vingança.

Capítulo Um

— Claro que você vai fazê-lo. Você sabe que vai. — Reg Sanderson parou por um instante antes de continuar se servindo de uma dose dupla de uísque... um presente para si mesmo... para dirigir um olhar penetrante à filha, como se pudesse obrigá-la a dobrar-se à força de sua vontade, como há tantos anos.
Ella balançou a cabeça, perguntando-se quanto o pai tinha de estar iludido com a própria importância, para não perceber quão profundamente a vida tinha mudado. 

Ela mesma mudara desde que tinha saído de casa. Inclusive Fuzz e Rob tinham mudado nos últimos tempos, mas seu pai não tinha percebido.
Ele só tinha olhos para seus negócios. E, mesmo assim, agora tinha ultrapassado qualquer limite. Sua nova jogada era uma mistura ultrajante de assuntos pessoais e objetivos comerciais.
Não era de admirar que Fuzz tivesse ido para o mais longe possível. Felicity Sanderson — ou Fuzz, como a chamavam — podia ser volúvel e mimada, como apenas a filha favorita de um homem muito rico poderia ser, mas não era uma tola.
— Não seja ridículo. — Ella encarou o pai, ignorando seu olhar afiado. Precisara praticar por anos para conseguir confrontar aquela atitude ditatorial, mas era boa nisso agora. — Esse assunto não me diz respeito. Você vai ter de resolver essa confusão sozinho.
Quem teria imaginado que Reg Sanderson viria pedir um favor para a filha do meio, a filha esquecida, que ele tinha ignorado por tanto tempo?
Bem, “favor” talvez não fosse a melhor forma de descrever o telefonema que Reg Sanderson dera aos gritos para Ella, exigindo que fosse imediatamente vê-lo em sua casa, que ficava junto à baía, porque a irmã dela, Felicity, estava prestes a destruir a própria vida.
— É claro que tudo isso lhe diz respeito! — vociferou ele, antes de uma nova pausa para dar um gole no seu uísque. — Você é minha única esperança, Ella. — A voz dele soou persuasiva, quase conspiratória.
Um arrepio de tensão percorreu o corpo de Ella. Seu pai berrava quando as coisas não corriam como desejava. Mas era quando fingia estar do seu lado que você deveria realmente tomar cuidado.
— Sinto muito. — Ela mordeu o lábio, lembrando-se de que não havia necessidade de pedir desculpas. Hábitos antigos, porém, demoravam a morrer. Erguendo o queixo, disse: — É uma ideia maluca e, ainda que não fosse, eu não poderia substituir Felicity. Eu não...
— Ora, pelo amor de Deus! Claro que, agora, você não chega nem aos pés de sua irmã, nós dois sabemos disso. Mas com algumas melhorias na aparência e algum treinamento você vai servir.
Ella se aprumou e suspirou. A forma como o pai passava o tempo todo tentando diminuí-la — dizendo que ela não se equiparava à irmã mais velha e ao irmão mais novo no que dizia respeito à graça, beleza, inteligência e, especialmente, aparência — não a afetava. Não mais. Agora Ella sabia que a vida era mais do que tentar, inutilmente, viver de acordo com as expectativas alheias.
— Eu ia dizer que não estou interessada em conhecer qualquer um dos seus parceiros de negócios, muito menos em me casar com um.
Ella estremeceu. Tinha conseguido escapar de seu terrível pai na adolescência e nunca olhou para trás. O homem com quem Reg Sanderson parecia tão ansioso para fazer negócios, certamente, agiria de igual modo: sem escrúpulos, de forma desonesta e egoísta. Ela já havia conhecido alguns dos sócios dele.
— Tenho certeza de que se você explicar a situação, papai, ele vai entender. — Ela se levantou e apanhou a bolsa, pronta para ir embora.
— Entender? nt-family:"Arial","sans-serif";color:black'>— Os vestidos podem ser alterados. Os planos são escritos em pedra, e o inferno tem um esquema especial para quem se mete nos meus planos.
Meredith fez um sinal para duas outras mulheres vestidas de branco que apareceram na entrada do pavilhão. Ambas descalças, como todas as demais. Todos os sapatos estavam naquela mala perdida.
— Cadê a Jackie?


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Redenção do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Setes Pecados Sensuais






Uma missão implacável!

O poderoso magnata Flynn Marshall possui duas das três coisas que sempre quis: uma empresa multimilionária e a aceitação da alta sociedade. 
Já a terceira, ele está prestes a conquistar. 
Flynn fará de tudo para levar Ava Cavendish ao altar. 
Ter uma esposa que deixará todos os homens com inveja é o que falta para completar seu plano. Mas a apaixonante Ava e o desejo que sentem colocam em risco a estratégia que este inflexível CEO construiu tão friamente.

Capítulo Um

Sete anos mais tarde.
Flynn se recostou no assento deixando que as sombras o envolvessem enquanto observava os turistas na proa do barco. Conversavam animadamente se debruçando sobre o Rio Sena para conseguir a foto perfeita de Paris ao entardecer.
Só uma das turistas estava sozinha como ele. Ela ergueu os óculos escuros e puxou para trás o cabelo da cor do trigo, revelando uma pele de pêssego em um rosto com formato de coração.
Com um nariz reto e a boca grande demais, a moça não era realmente nenhuma beleza clássica, mas isso não impediu Flynn de olhá-la com atenção. Porém, de repente ele ficou tenso, cada músculo do corpo retesado.
O entusiasmo sempre fora um ponto positivo que iluminava as feições de Ava, e nesse momento, enquanto ela sorria ao passarem pela Catedral de Notre Dame, seu rosto irradiava satisfação.
A última vez em que ele a viu... a noite que ela passou no chalé de sua mãe após o acidente de carro... ela ainda ostentava um ar juvenil apesar do corpo de mulher, e Flynn se sentiu culpado por desejá-la. Agora, aos 24 anos, os malares salientes haviam se desenvolvido, emprestando ao seu rosto uma personalidade e elegância que só aumentavam com seu sorriso displicente...
Mas, de qualquer modo, a intensidade de sua reação o espantou. Flynn não esperava por isso. Era algo que ressoava em seu íntimo... e que fazia seu sangue correr mais depressa nas veias.
Franziu a testa tentando definir essa sensação. Atração... sim. Era uma mulher interessante. Entretanto, não fazia seu tipo usando jeans e uma camisa com flores coloridas. Flynn preferia mulheres que projetavam glamour e leve sofisticação. Porém, Ava podia ser assim também. Nascera e crescera para ser assim.
Flynn concordou consigo mesmo. É claro que era essa a explicação. Sentia-se atraído por ela ser a mulher certa. A mulher perfeita. Soube nesse exato momento que seria perfeita.
Era sempre bom perceber que um plano daria certo.
Observou-a olhar para um casal que se abraçava na margem do rio e sorrir.
Quando chegou perto dela, parou e inclinou a cabeça para fitá-la. Olhos azuis como de uma tarde de verão inglesa se voltaram para ele e se alargaram. O calor o invadiu, fazendo com que respirasse fundo.
— Flynn?
A voz soou rouca de surpresa e satisfação.
Flynn sorriu. Era um homem de sorte.
Uma semana mais tarde Flynn fitava de novo os mesmos olhos azuis e se alegrou quando Ava pegou na sua mão. Os dedos delicados se entrelaçaram aos seus e ele os apertou com força. Sim!
Ela parecia tão desapontada com sua partida, mas determinada a não demonstrar. Em silêncio, ele amaldiçoou a emergência de trabalho que o chamava de volta. Estava tão perto de conseguir o que queria. Com um pouco mais de tempo...
— É claro que precisa ir. — Ela aquiesceu com um gesto de cabeça como se quisesse compensar a falta de entusiasmo. — Precisam de você em Londres.
— Sei disso. — Seus negócios haviam crescido muito, e ele era um presidente atento. Preferia manter as rédeas nas mãos, em vez de delegar responsabilidades.
— Além disso...
Série Os Setes Pecados Sensuais
Série Concluída - Primeira Temporada

Segunda Temporada
5- Redenção do Pecado 
6- Bodas de Pecador
7- a revisar

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Acordo com um Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Hotel Chatsfield






Cinco anos atrás, Poppy Graham se casou com Orsino Chatsfield sob uma constelação de flashes dos paparazzi. 


Contudo, no pior momento de sua vida, ele a decepcionou. Quando Orsino sofre um acidente escalando, sabe que só pode contar com a ajuda de uma pessoa: sua esposa! Mesmo separados, existem assuntos pendentes entre os dois. 
Uma paixão avassaladora ainda arde em seus corações, deixando no ar a esperança de que talvez seja possível recuperar um matrimônio em ruínas...

Capítulo Um

— Chego assim que arrumar um voo.
Orsino ouviu o estranho tom sombrio na voz de seu irmão. A notícia de que um irmão gêmeo quase morrera deixaria qualquer um sério. Depois de anos correndo riscos, a sorte dele terminara. Encarar a própria mortalidade e uma possível paralisia permanente o estava obrigando a reavaliar sua vida.
— Sem pressa, Lucca. Não há nada que você possa fazer. Além do mais... — falou ele forçando um sorriso — você ia passar o tempo todo flertando com as enfermeiras e me ignorando.
— Como pode dizer isso? Estou mudado. Só existe uma mulher para mim. Além do mais, as enfermeiras devem estar totalmente ocupadas com você. Já marcou um encontro com a mais bonita delas?
— O conquistador é você, lembra?
— Olhe com quem você está falando, Orsino. Já vi como as mulheres reagem a você. Só não entendo o motivo, já que eu sou o gêmeo bonito. Está me dizendo mesmo que não está tendo de rechaçar mulheres?
— No momento, não.
Orsino cerrou os dentes ao pensar no desastre que seu mundo se tornara.
— Claro. — Lucca soava sério novamente. — É por isso que um de nós deve ir para aí. Você precisa da família.
— Família? — Orsino não disfarçou sua amargura.
O mais perto que sua família chegara dele recentemente fora quando Christos Giatrakos, o diretor executivo do pai dele, entrara em contato, querendo se aproveitar da reputação de Orsino, pedindo... não, exigindo que ele fosse o “rosto” da empresa. Orsino e seu pai nunca haviam sido próximos, mas ao menos ele próprio poderia ter telefonado.
— Sim, sei que andei ocupado, mas...
— Eu não estava falando de você, Lucca. Desculpe. Estou de mau humor. Não estou acostumado a ficar preso numa cama de hospital. — Ele inspirou fundo, sabendo que seus ferimentos eram apenas parte do problema. — Agradeço pela oferta, mas não há nada que você possa fazer aqui.
— Talvez não agora, mas, quando você receber alta, vai precisar de alguém.
— Está se oferecendo para bancar a enfermeira? Acho que vou aceitar só para ver isso. — A risada do irmão dele foi a melhor coisa que ele ouvira fazia dias. Até aquela semana, Orsino não se dera conta do que importava em sua vida. Agora, ele sabia, e faria questão de entrar em contato com seu irmão gêmeo mais regularmente. Mas apenas depois de se recuperar o suficiente para que não sentissem pena dele. — Não se preocupe comigo. Já arrumei uma pessoa.
— Lucilla?
— Não, mas ela telefonou. Nossa irmã mais velha ainda se preocupa conosco depois de todos esses anos, e apesar de Giatrakos a encher de trabalho.
— Você precisa de alguém experiente em quem possa confiar.
Orsino conteve uma risada. Confiar? Não, confiança não era o que ele sentia por Poppy. Certa vez, ele jurara nunca mais vê-la. Contudo, os dias preso numa montanha, esperando a morte, haviam lhe dado uma nova perspectiva. Ele nunca confiaria novamente nela. Todavia, saber disso lhe dava uma liberdade, um poder.
Poppy e ele tinham negócios pendentes. Era por isso que ela ainda atormentava seus pensamentos. Durante cinco anos, ele dissera a si mesmo que o passado estava terminado para ele. Porém, num surto de clareza, ele soubera que só terminaria quando a encarasse novamente. Algo restava. Algo que ele precisava enfrentar antes de virar as costas para sempre.
Ela odiaria estar novamente com ele. Depois do que ela fizera, seria difícil, até mesmo para uma mulher tão ousada. Quanto a estar à disposição dele... Orsino sorriu. Ele estava ansioso para vê-la desconfortável. Uma pequena vingança pelo que ela fizera.
Série Hotel Chatsfield
8- Acordo com um Rebelde

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Beleza Intocada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Beleza & Dilema






Os opostos se atraem...

Damaso Pires sabia que era arriscado se envolver com a princesa da Bengaria. Mas a beleza e a virtude de Marisa despertaram um sentimento que ele considerava destruído em sua turbulenta infância no Brasil. Contudo, o que seria um breve caso tornou-se permanente quando Marisa descobriu estar grávida! 

Ferido pelo passado, Damaso não descansará até que a criança seja um herdeiro legítimo. Para isso, precisará desposar Marisa!

Capítulo Um

Ao vê-la, Damaso ficou sem ar.
Ele, que antes mesmo de obter o seu primeiro milhão, já fazia as mulheres dançarem à sua música.
Quando fora a última vez que a sua pulsação disparara daquela maneira? Conhecia divas e duquesas, modelos e Madonnas. Mas nenhuma o afetara da maneira como ela fazia. Sem qualquer esforço.
Pela primeira vez estava sozinha, e não rindo, rodeada de homens. Ele ficou surpreso ao vê-la agachada, fotografando flores no chão da floresta tropical. Estava tão entretida que não o notou.
Isso era novidade para Damaso. Ele se acostumara a ser observado e avidamente solicitado.
Que ela lhe ignorasse a presença enquanto ele não podia deixar de estar totalmente atento à dela o irritava. O fato de seus olhos insistirem em fitá-la, enquanto o máximo que ela fizera fora agraciá-lo com o estonteante sorriso que distribuía indiscriminadamente, deixava-o furioso.
Intrigado, Damaso aproximou-se. Estaria realmente alheia à sua presença, ou estaria tentando despertar a sua curiosidade? Será que não sabia que ele preferia ser o caçador à caça?
Louras bonitas eram lugar-comum no mundo dele. No entanto, desde o primeiro dia, observando-lhe o rosto radiante quando ela emergira encharcada, porém audaz, da canoagem em águas turbulentas, Damaso sentira algo novo. Uma fagulha de conexão.
Seria a sua energia sem limites? A diabrura em seu olhar enquanto se arriscava repetidamente? Ou aquela risada sexy que fazia com que o seu íntimo se apertasse? Talvez fosse a pura coragem de uma mulher que não se intimidava diante de qualquer desafio em uma jornada feita para despertar o interesse dos super-ricos do mundo.
— Marisa, aí está você. Procurei-a em todos os lugares.
O jovem Saltram cambaleou para fora do mato para juntar-se a ela. Um geniozinho dos computadores que parecia ter 18 anos de idade, que, no entanto, tinha um valor anual de sete dígitos, ele parecia um cachorrinho babando pelo seu osso.
O maxilar de Damaso cerrou-se quando Saltram a devorou com os olhos, seu olhar se demorando no lindo traseiro enquanto ela se agachava com a câmera.
Damaso fez menção de adiantar-se, mas deteve-se quando ela virou a cabeça. Daquele ângulo, pôde ver o que Saltram não vira. A profunda inspirada de Marisa, como se estivesse reunindo toda a sua paciência, antes de voltar-se.
— Bradley! Há horas que não o vejo.
O sorriso estonteante que lançou para o recém-chegado pareceu deixá-lo sem reação.
Mas isso não o impediu de estender a mão para ajudá-la a levantar-se, embora fosse evidente que ela não precisasse de assistência. Damaso jamais havia visto uma mulher tão ágil ou graciosa.
Ela estava rindo, flertando agora, nem um pouco incomodada que Saltram estivesse com o olhar fixo em seu decote.
Estava usando um short e botas de caminhada, e as pernas torneadas atraíram o olhar de Damaso como um banquete diante de um mendigo. Ele engoliu em seco, sentindo o gosto da própria fome e o cheiro forte de maçãs verdes.
Franzindo a testa, reconheceu que era a fragrância dela penetrando-lhe as narinas. Como era possível? Parado à sombra, estava longe demais para inalar-lhe o perfume.
Ela virou-se e permitiu que Saltram a guiasse pela trilha, o comprido rabo de cavalo balançando diante das costas estreitas. Durante uma semana, Damaso quisera acariciar aquela reluzente cascata dourada, e descobrir se era tão macia quanto parecia.
No entanto, mantivera a distância, cansado de lidar com mulheres rabugentas que queriam mais do que ele estava preparado para dar.
Mas ela não faria exigências, sussurrou a voz da tentação. Apenas na cama.

Série Beleza & Dilema
1- Beleza Intocada
2- Dilemas de Amor

domingo, 4 de outubro de 2015

Prisioneira do Escândalo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Mundos a Parte





Longe dos holofotes... Perto do fogo.

Domenico Volpe tem sido o alvo perfeito para os paparazzi. Não só por sua aparência impecável, charme romano e vida glamorosa, mas também por uma recente tragédia familiar. Agora que a mulher que estivera no centro de tudo fora libertada da prisão, ele fará o que for preciso para mantê-la em silêncio. 
Para isso, Domenico convence Lucy Knight a refugiar-se em sua ilha particular. 
Enquanto a mídia enlouquece no continente, as coisas esquentam entre Lucy e Domenico. E quando ele descobre a mulher inocente que se esconde por detrás daquela fachada fria e dura, começa a questionar se Lucy é realmente culpada...

Capítulo Um

Lucy passou os últimos cinco tristes anos imaginando como seria seu primeiro dia de liberdade. Faria um céu azul, típico dos verões italianos. O ar recenderia o aroma de frutas cítricas, embalado pelo alegre gorjear dos pássaros.
Mas a realidade foi muito diferente e ela apenas encontrou um cheiro bastante familiar. Os tijolos, o cimento e o aço frio não deviam ter mais qualquer odor, mas, misturados ao desespero e a um forte detergente industrial, exalavam um terrível perfume. O mesmo que entrara pelo seu nariz durante anos.
Lucy conteve um calafrio de medo. Sentiu um nó no estômago. E se tivesse havido um erro?
E se a enorme porta de aço que se erguia à sua frente permanecesse firmemente fechada?
O pânico tomou conta de seus pensamentos, ao imaginar que um retorno à cela não estava completamente descartado. Esteve tão perto de conseguir a liberdade... E se ver novamente encarcerada era a receita para sua destruição.
O guarda marcou o código. Lucy aproximou-se um pouco mais. A mão suada segurava a mala com os seus pertences e o coração parecia não desacelerar. Finalmente, a porta se abriu e ela deu um passo adiante.
Fumaça de veículos em vez do aroma das frutas. Um céu cinzento e ameaçador, encobrindo o esperado azul mediterrâneo. O barulho dos automóveis sobrepondo-se ao desejado canto das aves.
Não importava. Estava livre!
Fechou os olhos e saboreou aquele momento com que havia sonhado tantas vezes. Estava livre para fazer o que quisesse. Podia voltar a ter as rédeas da sua vida. Apanharia um vôo barato para Londres e passaria lá a noite, antes de a sua viagem acabar em Devon. Dormiria em um lugar tranqüilo, com uma cama confortável e toda a água quente que pudesse desejar.
A porta se fechou atrás dela. Então, abriu os olhos. Um barulho a fez virar-se. Mais à frente, junto da porta principal, viu um grupo de pessoas. Pessoas com câmeras e microfones.
Um calafrio percorreu as costas de Lucy. Começou a andar na direção oposta.
Mal deu os primeiros passos e a agitação começou: corridinhas, gritos e até o barulho de uma motocicleta.
— Lucy! Lucy Knight!
Não havia dúvida alguma do que queriam.
Lucy apertou o passo, mas uma moto a alcançou. Um jornalista fez uma pergunta atrás da outra, sem que ela soubesse como responder. Quando os outros a rodearam, estenderam microfones para o seu rosto, quase sem lhe dar espaço, e, Lucy sentiu que ia entrar em pânico. Depois de tantos anos de isolamento, aquela multidão era aterradora.
— Como se sente Lucy?
— Quais são os seus planos?
— Tem alguma coisa a dizer aos nossos telespectadores, Lucy? Ou talvez à família Volpe?

Série Mundos a Parte
1- Prisioneira do Escândalo
2- Barreiras de Gelo

sábado, 22 de agosto de 2015

Amante Leiloada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






De amante a esposa!

Horas antes, Callie não passava de uma sensual desconhecida. Agora, Damon Savakis sabe exatamente quem ela é: a sobrinha de seu inimigo. Quando o tio de Callie perde todo o dinheiro da família, ela vira um prêmio a ser leiloado. Como parte do acordo, Damon a transformará em sua amante, pois acredita que ela não passa de uma aproveitadora. 

Mas ao conhecê-la melhor, é surpreendido por sua pureza, inocência e bravura. Fascinado, Damon está disposto a esquecer o passado e tornar Callie sua esposa!

Capítulo Um

O coração de Callie pulsava em seu ouvido, silenciando o ruído da respiração arfante. As respirações de ambos entrelaçados.
Um tremor percorria o corpo dela. Por trás das pálpebras fechadas, como uma luz cintilante, os resquícios do êxtase sentido há pouco. Um êxtase jamais experimentado.
Quem imaginaria?
Respirou fundo e sentiu o aroma picante dele. Puro suor masculino, de almíscar e algo difícil de identificar, que a fazia buscar refúgio no ombro nu.
Esfregou o nariz em sua pele, provocando um ruído de aprovação no peito que a abrigava. A mão grande deslizou pelos quadris dela, acariciando sua pele, puxando-a para cima de seu corpo quente e macio.
Callie soltou um suspiro de felicidade. Ele era forte e carinhoso.
Tudo que jamais encontrara num homem e aprendera a não esperar de ninguém.
Fora levada ao paraíso. Ele a provocara e a enchera de prazer até que experimentasse puro deleite.
Levada às alturas em seus braços, sentira um prazer inigualável. Seria eternamente grata pelo que ele proporcionara hoje. Um prazer mútuo que os uniu, ainda que brevemente. O vínculo, mais que a satisfação física, era um alento.
Havia muito tempo que se sentia sozinha.
A partir do instante em que o avistara remando o bote do elegante iate, ombros reluzentes bronzeados à mostra, sentiu algo diferente. Especial. Ele era a própria masculinidade, deixava-a sem ar.
Ela, Callie Manolis, que não desejava um homem havia sete anos! Nem cogitava voltar a sentir algo assim.
Passou dias tentando ignorar o forasteiro que invadira seu retiro na praia particular. Toda a manhã, quando deitava sob os pinheiros, cansada de tanto nadar, tentava se concentrar na leitura.
Mas seu olhar inevitavelmente voltava-se para ele, que circulava pelo convés, pescava ou nadava nas águas cristalinas.
Estava atenta a ele mesmo de olhos fechados. E ele, a ela.
Precisava mesmo perguntar sobre o trajeto para o vilarejo mais próximo? O brilho de seus olhos sugeria que não.
Mas Callie fora afetada por aquela centelha de admiração masculina. Não a perturbava.
Ele correspondia às suas sensações ao vê-lo.
Enfeitiçada por seus olhos negros, Callie sentia-se à deriva no Egeu, desligada da realidade.
Alheia aos seus projetos de vida, às mágoas do passado, até ao seu pessimismo quanto aos homens. O que era a confiança perto daquela atração incontrolável? Era algo extraordinário, embora surpreendentemente simples.
Os lábios dela precipitaram-se sobre sua pele. Não resistiu à tentação de beijá-lo, de sentir seu gostinho salgado.
Um ruído, entre um urro e uma ronronada, vibrou na garganta dele, correspondendo à sensação de triunfo indolente que ela provocava.
Talvez essa paixão arrebatadora tivesse a ver com a abstinência sexual. Tinha 25 anos e ele era seu segundo amante. Talvez fosse por isso...

domingo, 12 de julho de 2015

Princesa Selvagem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um príncipe regente... uma princesa relutante.


Raul, o príncipe de Maritz, não aceita ser subjugado a uma lei arcaica que o obriga a casar. Entretanto, escândalos e distúrbios se tornaram rotina em sua vida. Somente a união com a princesa Luisa Hardwicke trará estabilidade à monarquia. Mas Luisa é uma mulher franca, criada em fazenda, bem longe dos luxos da realeza. Ela não tem medo de se sujar para concluir suas tarefas e nem de expor o que pensa.
Transformada em uma dama da corte à força, Luisa desafiará o príncipe a todo o momento... e fará Raul desejar cada vez mais a noite de núpcias com sua rainha.


Capítulo Um

Raul olhava, sem ver nada, para o lado de fora do helicóptero que saíra de Sidney e seguia a costa sul. Não deveria estar ali, quando a situação em casa estava tão delicada. Mas não possuía escolha. Que confusão!
Suas mãos se fecharam em punhos, enquanto ele movimentava as pernas, agitadamente. O destino de sua nação e o bem-estar de seus súditos estavam em risco. Sua coroação, seu direito a herdar o reinado para o qual ele tinha nascido e devotado sua vida, era incerta. Mesmo agora, ele mal podia acreditar nisso.
Desesperadamente, os advogados haviam procurado um caminho legal após outro, mas as leis de herança não podiam ser mudadas, não até que ele se tornasse rei. E para se tornar rei... A alternativa era ir embora e deixar seu país vítima das rivalidades que tinham se tornado perigosas sob o último rei, o pai de Raul. Uma guerra civil quase dividira o país, duas gerações atrás. Raul precisava proteger seu povo disso, independentemente do custo pessoal.
Seu povo, sua necessidade de trabalhar por eles, o fizera superar o mar de desilusões, quando seu mundo se tornara amargo, anos atrás. Quando paparazzi fizeram escândalo e insinuações, e seus sonhos haviam desmoronado ao seu redor, o povo de Maritz o apoiara. Raul deveria apoiá-los agora, quando eles mais precisavam dele. Ademais, a coroa era sua. Não apenas por direito de primogenitura, mas também por cada dia, cada hora que ele devotara às responsabilidades da realeza. Ele não renunciaria à sua herança. Ao seu destino.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Promessa de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Poder e Desejo





Ele tinha sede de vingança... e prazer!

Perdoar é um conceito desconhecido para o rico corretor de investimentos Jonas Deveson.
Alguém o furtou. Ele tem um palpite forte sobre quem fez isso, e com certeza essa pessoa pagará... Ao observar as duras linhas de expressão no belo rosto de Jonas, Ravenna Ruggiero sabe que ele nunca será capaz de entender a delicadeza da situação.
Jonas chantageia Ravenna para trabalhar como sua governanta e assim pagar a dívida. Entretanto, viver sob o mesmo teto conduz à tentação, e Jonas não sabe mais quem está sendo punido!

Capítulo Um

— Receio que a última auditoria apresentou uma... irregularidade.
Jonas olhou para a grande mesa polida e franziu a testa enquanto seu chefe de finanças mudou de posição na cadeira, nervoso.
Que tipo de irregularidade poderia deixar Charles Barker assim? Ele era o melhor. A política de Jonas era contratar apenas os melhores. Não tinha paciência com os menos experientes. Barker comandava com excelência sua parte na empresa de Jonas.
— Uma irregularidade significativa?
— Não em termos financeiros gerais. — Barker balançou a cabeça negativamente.
Uma vez que os ativos totais da empresa estão na casa dos bilhões, Jonas supôs que deveria se sentir aliviado, mas ao ver Barker afrouxar a gravata, Jonas teve um mau pressentimento.
— Desembucha, Charles.
O chefe das finanças sorriu, contudo, o sorriso se transformou em uma careta enquanto deslizava o laptop sobre a mesa.
— Ali. As duas primeiras linhas.
Jonas observou a primeira linha. Uma transferência de milhares de libras. Abaixo, havia outra, muito maior. Não havia detalhes sobre nenhuma delas.
— O que é isso?
— Retiradas de sua conta-investimento original.
A expressão de Jonas ficou igual a de uma carranca. Atualmente, usava essa conta apenas para transferências de fundos pessoais entre investimentos.
— Alguém acessou minha conta?
A resposta era óbvia. Jonas não fizera essas retiradas. Movimentava despesas do dia a dia em outros lugares, e, embora fossem bem maiores que o normal, esses saques não eram tão significativos quanto seus investimentos pessoais de costume.
— Nós rastreamos.
É claro. Barker tentaria resolver sozinho antes de levar o problema até Jonas.
— E? — A curiosidade aumentou.
— Você deve lembrar que essa conta foi originalmente criada como parte de uma empresa familiar.
Como Jonas poderia esquecer? Seu pai lhe dera valiosas lições sobre como administrar uma empresa, fingindo que ele, como chefe da família, era o sócio majoritário. Contudo os dois sabiam que era o talento de Jonas para os investimentos e sua fome implacável por sucesso que transformaram a sociedade. Piers simplesmente pegou carona, deleitando-se com o sucesso. Até que pai e filho se separaram.
— Eu lembro. — A lembrança tinha um gosto amargo.
— Os saques foram feitos usando um velho talão de cheques que, supostamente, havia sido destruído.
Jonas ergueu os olhos, percebendo um leve rubor no rosto de Barker.
— Os registros mostram que foram todos justificados, menos este de seu pai...
— Está certo, já entendi. — Jonas admirou a vista incomparável da cidade de Londres, contemplativo.
Seu pai. Jonas não o chamava assim desde a infância, quando descobriu que tipo de homem era Piers Deveson. Apesar de sua arrogância sobre a honra e o nome de família, Piers não foi nenhum modelo de virtude. Não é de surpreender que o velho tenha encontrado uma maneira de acessar ilegalmente os bens do filho. Por que não fizera isso antes?
— Então. Piers...
— Não!





Série Poder e Desejo
1- Promessa de Paixão
2- Uma reputação a zelar
Série Concluída 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Promessa Eterna

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Assinado e selado... Para sempre! 

Um casamento arranjado por seu padrasto é a única chance que Leila tem de conquistar sua liberdade. Mas em vez de se tornar uma mulher livre, ela é feita prisioneira de uma paixão avassaladora por seu enigmático marido. 
O bilionário australiano Joss Carmody conhece as regras do jogo: ele a mimará com diamantes e, em troca, usará as terras dela para expandir seus negócios. Esse é o único interesse de Joss. 
No entanto, ele não incluíra em seus planos a possibilidade de se sentir atraído por Leila. E uma noite que deveria ser apenas para satisfazer o desejo de ambos, acaba por uni-los além dos termos do contrato...


Capítulo Um

— Casar-me com um estranho?! 
— Não pareça tão surpresa, garota. Não pode esperar que eu a sustente para sempre. 
Leila reprimiu a resposta de que os bolsos do padrasto estavam cheios por causa do casamento com sua mãe. Aprendera com os anos que desafiá-lo não valia a reação selvagem que se seguia. Não era hora de ele saber que não tinha destruído o espírito dela apesar dos esforços. 
— Vai se casar com o homem que eu escolher e ponto final. 
— É claro, padrasto, eu entendo. — Ela ouvira os empregados fofocando que Gamil estava de olho em outra noiva. Não ia querer uma enteada inconveniente, uma lembrança da ex- mulher. 
— É generoso em organizar isso, quando tem tantos negócios para resolver. Gamil baixou as sobrancelhas e estreitou os olhos como se detectasse o sarcasmo escondido na expressão calma. Leila tinha se acostumado a esconder emoções: tristeza, medo, tédio e, principalmente, raiva; que nesse momento queimava dentro dela, mas ela não demonstrou. Não era o momento. 
Seria em breve! Ocorreu a ela que um casamento arranjado com um estrangeiro que a levaria para longe era a chance pela qual estivera rezando. Suas tentativas anteriores de fugir haviam sido derrotadas e ela recebera restrições ainda mais severas. Mas o que Gamil poderia fazer quando já estivesse casada? Era sua chance de liberdade. A emoção correu por sua espinha, e ela precisou se esforçar para manter o rosto inexpressivo. Deste ponto de vista, casar-se com um desconhecido em uma fria transação de negócios era uma oportunidade do céu.
— Não é apropriado que ele a veja assim. — Gamil acenou para os braços e pernas nuas dela, os sapatos de saltos altos e o delicado vestido de seda enviado de Paris. Mesmo sem um espelho, Leila sabia que sua aparência estava ótima. Tinha sido banhada e depilada. Seu cabelo e suas unhas, tratados pelos melhores especialistas. 
Uma virgem sacrificada em favor da ambição de Gamil, polida e enfeitada para a aprovação de um estranho! Leila mergulhou numa onda de indignação. Havia aprendido há muito tempo que a vida não era justa. E se esse esquema absurdo significasse uma chance de escapar e viver sua própria vida... 
— Mas é o que ele espera. Ele pode ter o melhor de tudo, especialmente mulheres. Típico de Gamil enxergar mulheres como mercadorias. Ele era totalmente misógino. Pior, era patologicamente controlador, deleitando-se com seu poder. 
Os olhos frios a encararam e a pele de Leila se arrepiou com o ódio. Um dia estaria livre desse bruto. Até lá faria o possível para sobreviver. 
— Não faça nada para desapontá-lo. Escutou? 
— Não farei. 
— E cuidado com a língua! Não faça seus comentários impertinentes. Fique em silêncio até que alguém lhe faça uma pergunta direta.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Desafiando o Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Paixões Delicadas







Presa por sedas e jóias Zahir El Hashem vigia sua nova missão enquanto ela dança sensualmente na pista de uma boate badalada. 

Devolver a princesa para seu noivo pode não ser uma operação tão simples no fim das contas... 
Soraya Karim sempre soube que teria que assumir suas obrigações reais um dia, só não esperava que fosse tão cedo! 
Agarrando-se aos últimos momentos de liberdade, ela insiste em voltar para Bakhara pelo caminho mais longo... 
E escoltada por Zahir. 

Capítulo Um

Ele a observava de longe.
Ainda.
Soraya sentiu um arrepio na nuca e evitou olhar, pois sabia o que veria.
O homem na penumbra.
Grande. Moreno. Feições másculas, ombros largos dentro de uma jaqueta de couro. A parte superior do rosto não era visível, no entanto, toda vez que ela fitava o outro lado da boate à meia-luz, via-o olhar fixo para ela, e a intensidade daquele olhar a deixava constrangida.
Soraya se inclinou em direção aos amigos. Raoul e Jean Paul discutiam política, enquanto Michelle e Marie conversavam sobre moda. Raoul jogou um braço displicente em volta dos seus ombros. De imediato, Soraya enrijeceu; depois tentou relaxar, lembrando-se de que aquilo não passava de um gesto natural entre amigos.
Soraya adorava o estilo casual da vida parisiense, mas ainda não superara a timidez. Uma mulher podia sair de Bakhara, mas não perdia os hábitos da terra natal. Ela torceu a boca numa careta. Não precisava do acompanhante que seu pai insistiu em mandar. De repente, um movimento chamou sua atenção, e ela se virou.
O sujeito não se mexera, ainda estava recostado logo atrás da luz da vela que havia na mesa dele. Só que agora ele prestava atenção a uma loira de pernas compridas e vestido curto de cetim vermelho. A mulher se curvou para frente e exibiu seu decote sedutor.
Soraya se voltou para os amigos, ignorando a forma como Raoul lhe apertou ainda mais o braço.
Zahir se acomodou na cadeira e balançou o copo suado do drinque gelado. Fazia calor, mas não devia ser só pelo clima abafado da boate, e sim por causa da mulher do outro lado da sala.
Que diabos ele estava fazendo ali?
Simples: foram ordens de Hussein.
Zahir balançou a cabeça. Cada sentido seu soava um alerta. Cada instinto o advertia que estava com problemas.
Mesmo assim, ele ficou. Não tinha escolha. Agora que a encontrara, não podia mais ir embora.
Zahir inclinou a cabeça para trás para que o gelo entrasse em sua boca. Em seguida, ele o mastigou com força, como se o choque de temperatura pudesse restaurar sua serenidade.
Seria preciso mais do que uma pedra de gelo para neutralizar a tensão.
Se fossem outras as circunstâncias, ele teria aceitado o convite da provocante garota sueca de vestido curto. Gostava de aproveitar os prazeres da vida nas suas horas de folga.
Mas nunca em serviço.
Esta noite ele estava trabalhando, tinha responsabilidades.
Havia mais alguma coisa, no entanto. Algo estranho provocado por aqueles olhos escuros e boca em forma de arco. Por aquela mulher prestando atenção ao discurso do intelectual desnutrido, como se ele tivesse idéia de como seria administrar um país.
Zahir bufou e colocou o copo na mesa.
Fosse o que fosse ele não gostava disso. Era uma complicação desnecessária. Zahir passara a vida toda aprendendo a enfrentar problemas.
Ao longo dos anos aprendeu a controlar a impaciência. Agora, usava as habilidades de um estadista quase sempre: negociação e discrição. Mas sempre treinou muito, pois ainda era chefe da segurança do emir, uma posição para a qual se preparara para enfrentar duros combates.
Observou o sujeito fanfarrão que se gabava do seu intelecto e puxava a mulher de vestido escuro para mais perto. O francês deixou a mão sobre o braço nu da jovem. Zahir fechou a mão, como se preparasse um soco.
Ele gostaria de colocar as mãos naquele fanfarrão para lhe ensinar o real significado do poder.
Sua sede de sangue o paralisou.
Sentiu um frio na espinha como uma premonição.
Essa missão era um erro. Pôde sentir isso nos seus ossos.
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Esposa Inesperada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Acasos do Amor


Ela ficou perdidamente apaixonada por seu marido!

Stavros Denakis ficou furioso quando Tessa apareceu sem avisar. 
Cansado e desconfiado depois de tantas experiências negativas com caçadoras de fortunas, ele suspeitou que Tessa, sua esposa recente, também não passava de uma bela oportunista, e retornara apenas para reivindicar sua parte da fortuna dos Denakis.
Apesar da má reputação de Tessa, Stavros sentia por ela uma atração como jamais experimentara por outra mulher...
Por outro lado, ignorava que Tessa havia se apaixonado por ele...
E ela desejava que ele a assumisse perante a sociedade do mesmo modo que a possuía durante as noites de paixão!

Capítulo Um 

Stavaros Denakis estudou a multidão que deixava a vila e se permitiu um sorriso satisfeito. 
A festa de noivado fora perfeita, assim como o planejado, e a noite estivera excelente para uma celebração. 
O veludo negro do céu do Egeu cintilava com uma rede de estrelas, e uma brisa leve temperava o calor. 
O burburinho e os risos dos convidados se erguiam acima da discreta música tocada ao vivo, e as caixas de champanhe de vindima se esvaziavam quase tão rapidamente quanto eram trazidas. 
Como era de se esperar, Stavros avistou a cadeira de rodas do pai no terraço próximo da casa. 
O velho senhor exibia um raro sorriso enquanto conversava com um de seus amigos mais íntimos. Mesmo àquela distância, seu renovado vigor era óbvio. Sim, pensou Stavros. 
Tinha tomado a decisão certa em relação ao anúncio daquela noite. 
Observou Angela subir a escadaria larga, em direção à segunda varanda, chamando a atenção até mesmo em meio à multidão de gente rica e bonita. 
Era equilibrada e elegante e ostentava quase com indiferença a gargantilha de diamantes com que ele a presenteara. Nos quadris arredondados, levava o mínimo de sensualidade. A noiva perfeita. Sorrindo, ela se juntou a um grupo de convidados. 
Não eram parentes nem amigos próximos dele, e sim parceiros de negócio da Denakis. Angela compreendia o valor daquele tipo de relacionamento para a empresa. 
Não que eles fossem indispensáveis. Ninguém era, mas sempre valiam algum tempo e esforço. E ela já encantara o grupo com sua beleza e atenção. 
Angela possuía o equilíbrio perfeito entre humor e boa aparência. Entre inteligência e sensualidade. Entre vitalidade e aceitação das vontades dele. 
Seria a esposa perfeita para o presidente-executivo da Denakis International. 
— Kyrie Denakis? Stavros se virou para receber o chefe de segurança que se aproximava, registrando um aparente incômodo. 
Possivelmente houve outra tentativa de invasão da imprensa. E uma mais contundente esta vez, já que Petros ousava incomodá-lo. 
Durante semanas sua equipe tinha repelido as tentativas dos paparazzi de registrar a celebração daquela noite. Fora necessário até mesmo uma zona de restrição de voo sobre a ilha para garantir sua privacidade. 
— Algum problema? 
Uma ponta de inquietação sombreou as feições de Petros, e Stavros enrijeceu, certo de que, definitivamente, havia algo errado. 
— Temos um contratempo, kyrie. 
Ele assentiu em silêncio. Isso era óbvio. 
— Há uma moça aqui. 
O que ela fizera? Quebrado o pescoço, tentando escalar o muro? Quase se afogado ao querer nadar até a praia sem ser vista? O que quer que fosse, o resultado fora grave a julgar pela expressão de gravidade de Petros. 
— E? 
— Ela exige vê-lo. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Toque De Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Luz nas trevas...

Preso a um breu permanente, Declan Carstairs é um homem atormentado.
Consumido pela culpa, ele não vê saída para a escuridão que domina sua vida.
Só uma coisa o motiva: encontrar a mulher responsável pela morte de seu irmão e pelo acidente que o deixou cego.
A governanta Chloe Daniels se recusa a sentir pena de seu chefe, ainda que ele seja o homem mais bonito que ela já viu em sua vida.
Mas tratá-lo como o homem forte e capaz que ele é logo se prova um perigo.
Cada vez mais enfeitiçada pelo encanto de Declan, Chloe se esquece totalmente de que o segredo que ela guarda pode ser a ruína de ambos...

Capítulo Um

Chloe segurou a grossa e macia pilha de toalhas nos braços ao empurrar a porta da lavanderia em direção à casa da piscina.
Inalou o aroma do sol e lavanda, um toque especial do qual se orgulhava quando o dia estava bonito e podia usar o varal em vez da secadora.
Concentrar-se nos pequenos detalhes a havia ajudado a atravessar esta difícil manhã em que acabava de voltar à Carinya.
Recusava-se a permitir que as lembranças a assombrassem. Seu emprego era precioso demais e precisava da segurança financeira mais que tudo. Além do mais, não tinha nada a temer agora.
Portanto, ignorou a ansiedade correndo por sua espinha quando entrou na ala da governanta e se lembrou da última vez em que estivera ali. 
E novamente quando começou a trabalhar e imaginou uma presença de cabelo escuro observando das sombras, como fizera tantas vezes.
Aquilo era passado. Ele partira para sempre. Saber disso ajudou a banir as sombras.
Diminuiu o passo ao ouvir alguém na piscina.
A visão do familiar cabelo escuro emergindo fez seu coração saltar. Parou bruscamente sem acreditar no que via.
Mas ele se foi!
Espantada, Chloe o observou realizar uma virada perfeita, chegando bem perto da borda da piscina.
O vigoroso nado borboleta, que ela jamais conseguira aprender, parecia fácil. 
A braçada forte acentuava o comprimento impressionante dos ombros bronzeados e poderosos.
Chloe encostou-se à parede com a garganta apertada e o coração acelerado ao tentar colocar sentido no que via.
Ele está morto... Morto.
Continuou a observá-lo nadando, desta vez em estilo livre, e só então seus olhos começaram a enxergar além das sombras para notar algumas diferenças.
Esse homem parecia maior. Nadava de modo diferente. Era como uma máquina eficiente, cada braçada suave e econômica, mas brutalmente forte.
Chloe não podia imaginá-lo dando duas voltas preguiçosas na piscina e depois gastando o restante da tarde bebendo e falando ao celular.
Obstinado. Essa era a palavra que vinha a sua mente. 
O homem de quem se lembrava fora tudo menos obstinado. Ao menos, até prestar atenção nela.
Chloe se recusava a lembrar-se daquilo.
O homem alcançou a borda da piscina e saiu dela em um único movimento. 
A água escorreu pelos músculos bronzeados. Chloe ficou sem ar, seu cérebro tonto registrou a nudez ao mesmo tempo em que a tranquilizou de que não podia ser ele.
A altura, a largura e a simples masculinidade.
Ele se virou e ela desviou os olhos, mas não antes de notar a cicatriz que atravessava a coxa poderosa.
Alívio. A sanidade voltou com uma onda de timidez ao se dar conta de quem estivera encarando.
Rapidamente desencostou da parede e foi em direção à casa da piscina.
— Quem está aí? — A voz era forte, mas ele não se virou, simplesmente alcançou a toalha na espreguiçadeira. 
Enrolou-a na cintura com a indiferença de um homem extremamente confiante em sua nudez. E no fato de que possuía toda a propriedade multimilionária.
Com relutância, Chloe foi em direção à pérgula onde ele estava colocando os óculos escuros. Não era assim que gostaria de ter conhecido seu novo patrão, afinal.
Governantas deviam ser discretas, e não se intrometer na privacidade dos patrões.
A imagem dos músculos rijos fez com que sentisse um calor estranho. 
Ela hesitou, aproveitando o instante para identificar a sensação que não tinha há anos. Quando identificou, ficou em choque.
— Estou esperando. — As palavras não forma rudes, mas o tom lânguido dificilmente escondia a impaciência.
Chloe se aproximou. Era hora de duelar com o fato de que acabara de sentir um lampejo de excitação pela primeira vez em seis anos. Ao avistar seu patrão nu.
— Sua governanta, Chloe Daniels.
Quando ele se virou, ela estendeu a mão direita. Tentou banir a lembrança de como ficara parada observando-o, como se fosse uma donzela faminta por sexo.
Tecnicamente deveria estar faminta por sexo, mas estava longe de ser uma donzela.
Ele parou em sua frente, vestindo apenas uma toalha e óculos escuros, e desta vez foi à autoritária estatura dele que a deixou paralisada.
Chloe teve que levantar a cabeça para encará-lo. Apesar de sua disciplina e da necessidade de não comer seu patrão com os olhos, precisou de muito esforço para manter o olhar longe do peito largo e do abdome definido.
De perto, ela percebeu que Declan Carstairs era maior e mais imponente que o homem que conhecera. Apenas a cor do cabelo e a flexibilidade eram os mesmos traços de família.
As mandíbulas cobertas por uma barba vasta o faziam parecer mais com um lenhador ou um pirata do que com um magnata corporativo.