quarta-feira, 5 de abril de 2017

Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O homem mais misterioso do Texas!

Seja nos rodeios ou nas festas de Jacobsville, Harley Fowler sempre se mete em confusão, mas acaba saindo ileso. 
Até encontrar a talentosa investigadora Alice Jones. 
Ela está tentando desvendar um assassinato que envolve a família de Harley, transformando a vida dele em um verdadeiro caos. 
Ainda assim, tudo o que Harley consegue pensar é em proteger Alice. 
Porém, ela é uma mulher obstinada e acha que não precisa da ajuda de ninguém. 
E esse infame bad boy está disposto a usar todas as suas armas de sedução para fazê-la mudar de ideia!

Capítulo Um

Harley Fowler olhava tão atento para sua lista de tarefas que colidiu com uma jovem morena, ao entrar na loja de ferragens, em Jacobsville, Texas. Ele olhou para cima, chocado, quando ela caiu de encontro à porta aberta, encarando-o.
— Já ouvi falar de homens que se enterram no trabalho, mas isto é demais — disse ela com um olhar expressivo. Em seguida, passou a mão pelo cabelo preto curto, sentindo uma pontada de dor no local onde batera na porta. Seus olhos azuis encontraram os dele, que possuíam uma tonalidade de azul mais clara. Ela notou que ele tinha cabelo castanho-claro e usava um boné de beisebol que lhe caía muito bem. Parecia sexy.
— Não estou enterrado no trabalho — retrucou ele seco. — Estou tentando voltar ao trabalho, mas as compras estão me impedindo.
— O que não justifica sair agredindo as mulheres com portas. Não é? — ponderou ela.
Os olhos de Harley flamejaram.
— Não a agredi com uma porta. Você se chocou contra mim.
— Eu não. Você estava olhando tão atento para esse pedaço de papel que não veria um trem de carga se aproximando. — Ela olhou por sobre o braço dele para espiar a lista. — Tesouras de podar? Dois novos ancinhos? — Contraiu os lábios, mas fitou-o com um brilho de divertimento no olhar. — Por certo é jardineiro de alguém — disse, reparando em seus sapatos enlameados e boné de beisebol.
Ele franziu o cenho.
— Eu não sou um jardineiro — afirmou, indignado. — Sou um cowboy.
— Não é mesmo!
— O que disse?
— Não tem um cavalo, nem chapéu de cowboy e nem uma chaparreira. — Ela olhou para os pés dele. — Nem está usando botas de cowboy!
Harley fitou-a boquiaberto.
— Você acabou de escapar da terapia intensiva?
— Eu não estava em terapia nenhuma — respondeu ela com altivez. — Meu temperamento é tão singular que não poderiam me classificar nem mesmo com a última edição do DSM-IV, muito menos tentar me analisar!
Ela se referia a um volume clássico de psicologia usado para diagnosticar pessoas com transtornos mentais. Ele com certeza não fazia ideia do que ela estava falando.
— Então você sabe cantar?
Ele a fitou atônito.
— Por que eu saberia cantar?
— Cowboys cantam. Eu li em um livro.
— Você sabe ler? — perguntou ele, fingindo surpresa.
— Por que pensou que eu não saberia? — perguntou ela.
Harley apontou para a placa na porta da loja de ferragens que dizia claramente, em letras garrafais, PUXE. Ela estava tentando empurrá-la.
Ela soltou a porta e deslocou o peso do corpo para o outro pé.
— Eu reparei nisto — argumentou na defensiva. — Só queria saber se você estava prestando atenção. — Ela inclinou a cabeça na sua direção. — Tem uma corda?
— Por quê? Está planejando se enforcar?
Ela suspirou tentando ser paciente.
— Cowboys carregam cordas.
— Para quê?
— Para laçar o gado! 



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Oiiiiii...Não vai sair sem deixar um comentário vai?
Aqui é seu canal compartilhando a leitura...Conte para nós o que achou do último livro que leu ou lendo, livros que está afins de ler, comente o que desejar sobre o blog, os livros, só não vale detonar revisões e sim agradeçam as revisoras que fazem com carinho a leitura chegar à vocês!
bjs, Jenna e Carla