quarta-feira, 5 de abril de 2017

Encontro na África

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Os caçadores se moviam furtivamente em torno da barraca armada na clareira cercada pela densa selva africana. 

Lá dentro, Francesca estremeceu quando Cal a abraçou por trás e colou o corpo ao seu, a fim de protegê-la.
O desejo que a envolveu a fez esquecer do perigo que os ameaçava. 
Com o coração disparado, tentava imaginar uma maneira de fazer esse homem experiente deixar de vê-la como uma garota recém-saída do convento. Queria que ele despertasse a mulher sensual que havia nela.

Capítulo Um

Frankie parou diante da casa de número cinco da rua Regency, imponente com a fachada branca e degraus de mármore, e, intimidada pela austeridade da entrada, engoliu em seco e esfregou as mãos no vestido com nervosismo. 
O tecido bege parecia estranho ao toque, e ela franziu a testa. Sentia-se uma impostora com aquela roupa, e a detestava. Costumava usar calças justas e camisetas, ou vestidos esvoaçantes e de colorido brilhante em estilo indiano, mas sua tia Jenny insistira que ela precisava de um traje formal para ocasiões como aquela, e naquele dia tinha de reconhecer que a tia estava certa. 
Nenhuma de suas outras roupas seria adequada para uma entrevista para um emprego misterioso com um patrão completamente desconhecido.
Ergueu o olhar. A casa parecia deserta.
Bem, não importava, disse a si mesma com coragem forçada. Se não gostasse do tipo de trabalho, ou até mesmo do sr. Fenton, não precisaria aceitar. E provavelmente não gostaria. Não lhe agradara a maneira como fora chamada para vê-lo. 
Apertou o botão da campainha, levantou o queixo com um ar desafiador e esperou.
A sacola que levava era tão pesada que parecia cortar-lhe os dedos, então trocou-a de mão. Sua coragem frágil diminuía a cada minuto. Gostaria de fazer meia-volta e ir embora, mas sabia que não podia. Tinha de tentar; afinal que outra esperança havia de conseguir um emprego? Sem trabalho não teria dinheiro, portanto não poderia pagar o aluguel e seria forçada a voltar, em desgraça, para casa em Yorkshire.
Esperou mais alguns momentos e tocou a campainha outra vez. Então ouviu passos se aproximando, e uma mulher de meia-idade abriu a porta.
— O que deseja? — Seu tom era frio.
— Sou Frankie. Frankie O'Shea.
A mulher ergueu as sobrancelhas com um ar de espanto.
— Oh...
— Estava me esperando, não? — Frankie ficou ainda mais nervosa. Talvez tivesse se enganado quanto ao dia e estragado sua chance de conseguir aquele emprego antes mesmo da entrevista.
— Sim, sim. É que... 






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