domingo, 8 de abril de 2012

Perfume Dos Lírios Do Oriente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Como esquecer os lírios do Oriente, que tinham inundado com um perfume inebriante a sala da embaixada, no dia do seu casamento? 


Um casamento de favor, é verdade, para salvar a vida de Netta, pois daquela guerra ela só escaparia se casasse com Joseph de Courcey. 
Ele não a amava, mas seria o dono de seus atos, de sua vida, de seu corpo, até que o compromisso terminasse. 
E agora, a salvo, Netta aguardava, desesperada, esse momento. 
Carregava o filho de Joseph no ventre e, no coração, uma paixão irremediável. 
Mas as palavras dele tinham sido bem claras: "Este casamento é uma mentira, é só para tirá-la daqui com vida". 


Capítulo Um 


— Não me casaria com você nem que fosse o último homem da terra! Netta encarou-o com um ar de desafio. Era graciosa, pequenina, e no momento tremia de indignação. 
Tinha um temperamento forte, fogoso, que combinava perfeitamente com seus cabelos lisos cor-de-cobre. 
— Não pense que estou morrendo de alegria com a perspectiva de me amarrar a uma mulher como você, mesmo que seja por pouco tempo. 
— Então, vamos esquecer de vez essa idéia maluca! 
— No que me diz respeito, não poderia haver nada melhor. No entanto, não quero ficar com a morte de todos os membros da embaixada na minha consciência pelo resto da vida. 
A raiva tinha tomado conta dele e parecia transbordar pelos seus olhos, estranhos, cor-de-ouro, que lhe tinham valido o apelido de Le Renard, A Raposa, que Netta iria ouvir tantas vezes antes de, finalmente, voltar à Inglaterra. 
O rosto magro, moreno, o queixo fino, a testa alta e larga, os cabelos pretos e a cor dos olhos contribuíam ainda mais para acentuar esse apelido. 
Ele realmente fazia lembrar uma raposa.
— Não sou responsável pelo pessoal da embaixada. 
— Infelizmente, eu sou. E estou preparado para fazer até o impossível para tirá-la de Lak em segurança. 
— E isso inclui um casamento? — Isso inclui até a necessidade de me casar com uma mulher como você. 
— Por que não leva o pessoal e me deixa aqui? — Netta estava ficando desesperada; sentia-se como se estivesse sendo vítima de uma chantagem, como se estivesse presa numa armadilha. — Posso muito bem cuidar de mim mesma. 
— As autoridades de Lak não pensam assim. E, só para lembrá-la, eles já estão fazendo muito permitindo que um avião transporte o pessoal da embaixada, com suas esposas e filhos. — Ele falou "esposas" 
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