domingo, 17 de julho de 2016

Atraída Pelo Inimigo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rivais entre Lençóis



O magnata Kell Montrose deveria estar feliz por comprar a empresa rival e poder demitir a CEO Emma Chandler. 


Mas existe algo nela que desperta uma sensibilidade que Kell desconhecia. e também uma paixão inegável! Emma seria um mau exemplo para o filho se permitisse que Kell destruísse o legado de sua família. Ela está disposta a lutar! E fará o que for possível para reprimir o desejo que sente pelo inimigo.

Capítulo Um

Emma Chandler forçou um sorriso ao pegar a bolsa Louis Vuitton e deixar a sala de conferências de cabeça erguida. Já era ruim estar no reduto do rival de longa data da família, Kell Montrose. Isso por si só já era estressante. Mas ver as irmãs mais novas felizes e apaixonadas pelos primos de Kell, Dec e Allan, que também eram herdeiros Montrose, era outra facada no coração.
Uma onda de solidão apossou-se dela. Deveria desistir de tentar se manter na diretoria da Infinity Games e permitir que Kell vencesse. Só que isso não fazia seu estilo. Contudo, independentemente do quanto tentasse resistir, parecia que estava de saída da empresa à qual dedicara sua vida pelos últimos quatro anos.
A tomada de controle agressiva foi uma surpresa. Contudo, para ser sincera, havia muito sabia que Kell Montrose pretendia encontrar uma maneira de tornar a Infinity Games sua, para fazê-la em pedaços. Não importava que o avô, o homem que Kell odiava, estivesse morto e enterrado, nem que a empresa caminhasse pouco a pouco aos tropeços sob sua liderança. Sua esperança foi encontrar um coração e uma alma sob o exterior sério de Kell. Alguém com quem ela pudesse negociar.
Em vez disso, encontrou um homem que pensava apenas em vingança, e, apesar das boas intenções, ambas as irmãs haviam se apaixonado pelo inimigo. Elas também haviam se mostrado indispensáveis e garantido seus empregos na empresa recentemente unificada. Todos acharam o próprio lugar, exceto ela. Emma, é claro, tinha a mesma oportunidade de se provar, contudo, sabia que era a Chandler que Kell mais odiava.
A que testemunhou sua humilhação nas mãos do avô. A que Kell não manteria por perto um segundo além do necessário. A que tinha exatamente quarenta e oito horas para pensar em uma ideia de arrasar, ou não poderia culpá-lo por lhe mostrar a porta da rua. Achou que tivesse uma ideia, mas não tinha certeza de que ele lhe concederia uma oportunidade justa.
Quando a porta do elevador se abriu, ela entrou e esticou a mão para apertar o botão de fechar. Queria ficar a sós. Contudo, assim que as portas começaram a se fechar, certa mão masculina se meteu entre elas, mantendo-as abertas.
Ela gemeu por dentro quando Kell adentrou o elevador. Torceu para que o sorriso forçado não esmorecesse. Afinal de contas, quanto tempo levariam para chegar ao saguão? Cinco minutos?
— Sentindo-se a Cavaleira Solitária? — perguntou ele.
A cor prateada de seus olhos sempre a fascinaram. Além de lindos, eram intensos.
— De modo algum. Por que haveria de me sentir?
Sempre foi capaz de manter a tranquilidade, e era o que pretendia fazer.
— Suas irmãs vieram para o lado negro da força. Em breve, terminarei de trazer os últimos vestígios da Infinity Games para debaixo do guarda-chuva da Playtone.
Ele merecia seu momento de triunfo, mas isso não significava que ela tinha de ficar ali, escutando-o vangloriar-se. Esticou a mão na direção dos botões mais uma vez, com o intuito de abrir as portas e descer, mas foi tarde demais. O elevador começou a se mover.
— Você está bem? — indagou ele.
Seu rosto era anguloso, com o maxilar forte e o queixo bem proeminente. Os cabelos castanho-escuros eram fartos e repartidos para o lado. Ela quase tinha vontade de passar a mãos pelos fios grossos e encaracolados.
Olhando nos olhos duros como aço, chegou a enxergar um vestígio de humanidade neles.
— Estou bem. É só que não gosto de elevadores. Eu deveria ter ido de escada.
— E assim poderia ter me evitado.
— Teria sido um benefício à parte. Sei que está com todas as cartas na mão, mas não me considere ainda fora do jogo.
— Era isso que eu estava fazendo? — perguntou ele.
Kell tinha uma voz grave que Emma precisava admitir que sempre gostou de escutar. Era uma completa idiota, pensou. Já fazia quatro anos desde a morte de seu marido, Helio, e, desde então, não se sentiu atraída por homem algum. Naquele momento, estava postada em um elevador, perto demais de um homem, e sentia um arrepio de expectativa.
O que diabos havia de errado com ela? Seria aquele seu jeito de ter certeza de que seria infeliz pelo restante de sua vida?
Série Rivais entre Lençóis
1- Adorável Surpresa
2- Laço Inesperado
3- Atraída Pelo Inimigo
Série Concluída

Laço Inesperado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rivais entre Lençóis





O arrogante Allan McKinney sempre tirou Jessi Chandler do sério, principalmente agora que está tomando a empresa de sua família. 


Ao se tornarem guardiões de um bebê, Jessi descobre que Allan tem um lado amoroso. E essa relação passa de insuportável a irresistível em um piscar de olhos. Mas por quanto tempo conseguirão manter o jogo da sedução sem blefes?

Capítulo Um

Allan McKinney podia até parecer com uma estrela de Hollywood, com seu corpo esbelto feito para o pecado, o cabelo castanho escuro cortado com estilo, e os penetrantes olhos prateados capazes de fazer uma mulher se esquecer de pensar. Contudo, Jessi Chandler sabia que ele era o diabo disfarçado.
Era o vilão e sempre fora. Mais tentador do que o próprio pecado, chegando sempre no último instante para arruinar tudo. Conhecendo o seu jeito de agir, não podia imaginar que ele tivesse vindo até a sua mesa no canto do Little Bar, em Los Angeles, para qualquer outra coisa que não fosse se vangloriar de sua mais recente vitória.
Fazia apenas três semanas desde que ele e os primos vingativos da Playtone Games haviam assumido o comando da empresa da família dela, a Infinity Games, levando a duradoura rivalidade entre as famílias a um fim derradeiro.
Ela acabara de vir de uma reunião na Playtone Games, onde fizera a proposta de tentar salvar o seu trabalho. O mais humilhante nesta fusão era ter de rebaixar-se diante de Allan. Era uma excelente diretora de marketing, porém, em vez de poder continuar no seu cargo e simplesmente dar continuidade ao trabalho que precisava ser feito, tinha de vir de Malibu uma vez por semana para provar aos primos Montrose que estava fazendo por merecer o contracheque.
Ele deslizou para o banco do outro lado da mesa dela, com as pernas compridas roçando nas suas. Agia como se fosse dono do lugar e do mundo. Alguma coisa na sua arrogância sempre a fizera ter vontade de abaixar-lhe um pouco a crista.
Eram cinco da tarde, e o bar estava começando a ficar movimentado, com o pessoal saindo do trabalho. Era anônima ali, e podia abaixar a guarda por um momento, no entanto, agora que Allan estava sentado do outro lado de sua mesa, isso não ia acontecer.
— Está aqui para tripudiar? — por fim, perguntou. Era condizente com o homem que acreditava que ele fosse, e com a ligeira competição que tinha em andamento desde o instante em que se conheceram.
— Parece algo que um Montrose-McKinney faria.
O pai fora irredutível em manter distância dos netos de Thomas Montrose devido à inimizade que havia entre as duas famílias. Jessi entendia isso. Todavia, mesmo antes da aquisição, não tivera escolha senão lidar com Allan McKinney, já que a sua melhor amiga, Patti, se apaixonara e se casara com o melhor amigo dele.
— Não exatamente. Estou aqui para lhe fazer uma oferta — falou ele, sinalizando para a garçonete e pedindo um drinque.
— Obrigada, mas não preciso da sua ajuda.
Provavelmente perderia o emprego ainda mais rápido com ele ao seu lado.
Ele passou a mão pelo cabelo e estreitou os olhos ao fitá-la, de um modo que a fez empertigar-se na poltrona.
— Tem prazer em me provocar?
— Mais ou menos.
Ela definitivamente sentia certa alegria de discutir com ele. E sempre guardava na memória quem ganhava e quem perdia.
— Por quê? — indagou ele, sacando o celular e depositando-o sobre a mesa ao seu lado.
Deu uma espiada na tela do aparelho antes de voltar o olhar carregado de eletricidade para ela.
— O fato de concentrar-se no seu celular em vez de na pessoa com quem está é um dos motivos — respondeu Jessi. Irritava-a quando alguém fazia isso. Mas irritava-a ainda mais quando era Allan. -Além do mais, gosto de ver as falhas na sua fachada de perfeição quando não consegue esconder o verdadeiro Allan.
A garçonete trouxe o drinque de Allan, que sorriu para ela, e a moça enrubesceu, fazendo Jessi revirar os olhos.
— O que eu fiz para torná-la tão hostil para comigo? — questionou ele, voltando-se novamente para ela quando a garçonete afastou-se.
— Por que isso importa para você?
Série Rivais entre Lençóis
1- Adorável Surpresa
2- Laço Inesperado
3- Atraída Pelo Inimigo
Série Concluída

Adorável Surpresa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rivais entre Lençóis





Cari Chandler não consegue tirar Declan Montrose da cabeça. 


Afinal, o bebê que tiveram é uma lembrança constante. Declan é inimigo de sua família, e a abandonara depois da noite que passaram juntos. Mas agora ele está de volta... e com sede de vingança! Como golpe final nesta batalha de poder, Declan deseja tomar a empresa dela. 
Porém, tudo muda quando ele descobre que Cari esconde algo muito mais precioso.

Capítulo Um

Cari Chandler deteve-se na entrada da sala de conferências. Na parede na outra extremidade havia um retrato do seu avô com uma aparência bem jovem e determinada. Como ele nunca tinha sido o que poderia se chamar de um homem “feliz”, mal notou que não sorria. Provavelmente não devia estar se sentindo muito jovial naquele momento, quando o neto do seu inimigo mais odiado estava na sua fortaleza.
Desde o final dos anos 70 havia uma rixa entre os Chandler e os Montrose, um tentando excluir o outro do mercado de videogames. O avó de Cari venceu a contenda de longa data fechando um acordo com uma empresa japonesa, tirando Thomas Montrose do páreo, contudo, nada disso tinha importância hoje, já que seus herdeiros e sua Playtone Games haviam dado um fim à rivalidade, com a tomada de controle agressiva da Infinity Games. Cabia à Cari e suas irmãs, Emma e Jessi, juntar os cacos e tentar inventar algum tipo de acordo capaz de lhes salvar os empregos e o legado.
Contudo, como diretora de operações, foi Cari a escolhida para lidar com Declan Montrose. Fazia sentido, considerando que sua área de atuação era a operacional; contudo, os segredos que vinha guardando há tanto tempo subitamente pareciam a estar estrangulando, e ela arrependeu-se de não ter se aberto com as irmãs, de modo que, talvez, não precisasse lidar com Dec hoje.
A mesa de conferências era comprida e feita de madeira escura, e as cadeiras posicionadas ao seu redor eram de couro. Ela concentrou-se nos detalhes que via na sala em vez de no homem que viu postado diante da janela. Ele não mudara muito nos 18 anos desde a última vez em que o havia visto.
Pelas costas, podia notar que o seu cabelo castanho-avermelhado estava um pouco mais comprido do que antes, mas ainda se encrespava ao atingir a altura da gola. Seus ombros continuavam largos, a cintura estreita e o corpo musculoso, exatamente como Cari se recordava de sentir quando ele a tomara nos braços. Um arrepio percorreu sua espinha.
Não pense em nada disso. Concentre-se na tomada de controle acionário. Um problema de cada vez.
— Dec. — Sua voz pareceu forte ao chamá-lo pelo nome, o que a agradou, considerando que estava tremendo por dentro. — Não pensei que fosse vê-lo novamente.
— Estou certo de que é uma surpresa agradável — ele falou, com um sorriso sardônico, ao afastar-se da janela e adiantar-se até alguns centímetros de Cari.
O perfume familiar da loção pós-barba a envolveu, e ela fechou os olhos, recordando-se de como aquela fragrância se demorava intensamente na pele dele, especialmente na base do pescoço. Cari forçou-se a recompor-se, cruzando os braços diante do peito e forçando-se a lembrar de que estava ali puramente a negócios. A batida à porta lhe ofereceu a distração de que precisava.
— Entre — ela gritou.
Ally, sua assistente, entrou com duas canecas com o logotipo da Infinity Games, passando uma para Dec e entregando a outra a Cari. Esta deu a volta até a cabeceira da mesa, já se sentindo mais confiante, agora que Dec estava do lado oposto da sala. Ally perguntou se Dec queria alguma coisa no seu café, ele respondeu que gostava dele puro, e ela deixou a sala.
— Por favor, sente-se — Cari convidou, gesticulando na direção da cadeira diante dela, do lado oposto da mesa.
— Não me recordava de você ser tão formal — ele falou, puxando a cadeira e sentando-se.
Ela ignorou o comentário. Sinceramente, o que poderia dizer? Desde o instante em que o viu pela primeira vez, sentiu-se atraída por ele. Mesmo depois de descobrir que ele era um Montrose e, tecnicamente, inimigo da família, ela ainda o queria.
— Presumo que esteja aqui para discutir mudanças na minha empresa — ela disse.
Dec assentiu.
— Vou passar as próximas seis semanas fazendo uma avaliação dos recursos da empresa. Entendo que possuem três diferentes divisões de jogos?
Série Rivais entre Lençóis
1- Adorável Surpresa
2- Laço Inesperado 
3- Atraída Pelo Inimigo
Série Concluída

Finalmente Tua!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Martelli




Um pedido de casamento romântico

O rico e charmoso Lorenzo Martelli pediu Helen em casamento diante de toda sua família. Como ela poderia recusar uma proposta tão romântica. No entanto, faltando poucos dias para a cerimônia, Helen descobriu um segredo na vida de Lorenzo...
Ela precisava saber se era verdade, mas seu noivo era um siciliano de sangue quente... Lorenzo desejava-a ardentemente, e sempre conseguia o que queria! 

Como fazê-lo esperar até que ela estivesse pronta para se entregar?

Capítulo Um

Prólogo
Heather olhou, ansiosa, para o painel onde constava os avisos de embarque e desembarque no aeroporto de Palermo e com um sorriso nos lábios falou:
— Acalme-se. Vão chamá-lo para o embarque em instantes.
— Já estava na hora. Lá vou eu para Nova York! — Lorenzo animou-se todo, pegando a sacola de mão.
— Não se esqueça que está indo aos Estados Unidos a negócios, não para farrear — Renato lembrou-lhe com ar sério.
— Você vai como gerente de exportação dos produtos Martelli. Trate de arranjar novos mercados para nossa empresa, isso sim. Nada de festinhas, enquanto seu irmão mais velho se mata de trabalhar — resmungou.
— Você não consegue parar um minuto de pensar em negócios, querido! — Heather reclamou para o marido. — Não se esqueça de que Lorenzo pode trabalhar no intervalo das orgias — acrescentou rindo.
Heather tinha de admitir que o cunhado parecia um artista de cinema. Cabelos castanhos encaracolados, olhos azuis penetrantes, porte atlético, bastante alto e sorriso de garotão, resumindo: era extremamente atraente. Mesmo ali no aeroporto, em meio à agitação toda, chamava a atenção e rara era a mulher que não se voltava para olhá-lo mais uma vez.
O incrível é que ela havia pensado, não muito tempo atrás, que estava apaixonada por Lorenzo e, por isso, mudara-se para a Sicília na esperança de se casar com ele. Mas quando conhecera Renato, o mais velho dos irmãos de Lorenzo, se apaixonara por ele.
As mulheres que conheciam os irmãos Martelli ficaram surpresas por ela escolher Renato, que era sério demais e só pensava em trabalhar. Também não era bonito como o irmão caçula.
Heather não se deixara levar pela aparência física e descobrira que Renato é quem a interessava. Agora, após oito meses de casamento, estava feliz e grávida. Mantivera a amizade com Lorenzo, que não parecia ter se aborrecido com a troca.
— Telefone logo que chegar ao Hotel Elroy — Renato pediu mais uma vez. — E não se esqueça de...
— Dá para parar? — Lorenzo implorou. — Você já me deu mil instruções e a mamma fez uma lista de amigos sicilianos que ela quer que eu visite em Nova York. Não vou ter nem um minuto livre para mini. Tenho até um jantar marcado na casa da família Angolini, depois que a mamma ficou falando com eles ao telefone por mais de uma hora.
— Nosso avô e Marco Angolini foram grandes amigos quando jovens, antes que Marco fosse morar na América com a mulher e o filho — Renato comentou franzindo a testa.
— Mas acontece que faz anos que Marco Angolini morreu — Lorenzo reclamou desanimado.— Vou ter de jantar com o filho dele, que já é velho, com sua esposa, igualmente velha, mais três filhos que são mais velhos do que eu, e com as quatro filhas, Elena, Patrizia, Olívia e Carlotta, todas solteiras!
Renato riu, divertindo-se com o ar de pânico do irmão ao se lembrar de que as netas do velho Angolini eram todas solteiras e provavelmente ansiosas para se casar com um siciliano bonitão e rico.
— Você acha que elas vão querer caçá-lo, irmãozinho?
— Vamos dizer que estou me sentindo como alguém indo para o matadouro... Não se esqueça de que os Angolini têm uma rede de frigoríficos! — Lorenzo exclamou desesperado.
— Você deveria se casar com uma das garotas — Renato brincou. — Assim vamos unir dois negócios lucrativos, o da carne com o das nossas verduras. Não podia haver combinação melhor.
— Não fale nem mais uma palavra — Lorenzo ameaçou-o, fingindo-se bravo.
Naquele momento, o alto-falante fez a chamada para o voo de Lorenzo. Renato abraçou o irmão carinhosamente.
— Comporte-se! Se aborrecer a mamma, eu acabo com você. Agora, embarque logo, senão vai perder o avião.
Lorenzo obedeceu, mas antes de entrar na sala de embarque virou-se e acenou sorridente para o irmão e a cunhada.
— Tenho certeza de que as netas de Marco Angolini vão mesmo tentar conquistar Lorenzo — Renato comentou meio preocupado. — Aposto que teremos problemas à vista.
— Nem toda mulher quer se casar com Lorenzo, querido. Lembre-se de que preferi você a ele. — Heather sorriu feliz para o marido.
— Eu sei, querida. Só fico apreensivo, porque Nova York é bem longe e não poderemos impedir que Lorenzo banque o conquistador e termine partindo o coração das meninas. Enfim, agora ele está por sua própria conta e seja o que Deus quiser.

Série Irmãos Martelli
1- Marido Substituto
2- Quando Chega o Amor
3- Finalmente Tua!
Série Concluída

Quando Chega o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Martelli



A noiva está grávida!

A última coisa em que Bernardo pensava era em subir ao altar. Mas Angie entrou em sua vida feito um furacão, e agora ele sabe que não há outro caminho a não ser pedi-la em casamento... antes que a gravidez se torne evidente. Angie nunca pensou que se apaixonaria tão perdidamente por um homem como por Bernardo. Nem pensou que seu futuro marido só se casaria porque ela esperava um filho!

Capítulo Um

— Angie! — Heather chamou, não pela primeira vez. — O táxi chegou!
— Estou pronta! — Angie mentiu, terminando de aplicar rímel nos cílios e pegando o batom para retocar os lábios.
Impaciente, Heather esperava na porta da casa que ambas dividiam, em Londres.
— Angie, o táxi!
— Já vou... — Angie resmungou em voz baixa: — Será que não estou esquecendo nada? — Olhou ao redor. — Bem, se esqueci... paciência. Se eu não descer logo, ela me mata!
— Angie, por favor! — a voz de Heather soou súplice-. — Estou indo à Sicília para me casar, e se você não se importar, eu gostaria de chegar antes do casamento.
— Que só acontecerá daqui há uma semana — completou Angie, descendo a escada.
— Só que eu não pretendo perder o avião.
Chovia a cântaros. De braço dado, elas correram até o táxi, rindo, felizes por estar trocando o tempo chuvoso e cinzento pelo brilho e o calor do sol, porque uma delas ia se casar e... porque achavam a vida boa, apesar da chuva.
— Desculpe por tê-la feito esperar — Angie pediu.
— Não sei como você conseguiu formar-se em medicina... É a pessoa mais desorganizada que já vi.
— Mas sou uma médica muito séria, competente e responsável — afirmou Angie. — É só na vida pessoal que eu sou meio... você sabe...
— Esquecida, namoradeira, irritante... Angie riu.
— Realmente, preciso de férias. Estou cansadíssima.
— Acredito. Deve ser muito cansativo viver fugindo dos admiradores. Bill, Steve...
— Bill e Steve? — Angie repetiu.
— Lembra-se deles, não? — perguntou Heather.
— Oh, sim!, mas eles já pertencem ao passado.
— Eles sabem disso?
— Tentei fazê-los entender... com toda sutileza, claro — explicou Angie, com ar de fingida inocência. — É como sempre faço.
— Quem é aquele rapaz que telefonou ontem à noite, pedindo para você voltar logo? Esse é novo, creio. Não reconheci a voz.
— Hum... Deve ser o George. Heather riu.
— Sinceramente, Angie, você é incorrigível.
— Não, não sou. Sou extremamente corrigível... o que quer que isso signifique. De qualquer modo, preciso de férias. Tenho trabalhado demais ultimamente.
Moravam juntas há seis anos. Heather era dócil, reservada e modesta. O oposto da exuberante Angie, para quem a vida era uma eterna festa, e os homens, brinquedos interessantes.
Naquele momento, Angie já antecipava os prazeres da viagem.
— Sol radiante, mar azul, quilômetros de areia dourada e morna, e muitos, muitos sicilianos lindos, morenos e sensuais!
Acostumada com as loucuras da amiga, Heather sorria.
— Espero que se comporte, doutora — recomendou ela.
— Nem pensar — Angie rebateu de pronto. — Não saí de férias para comportar-me. Quero ficar bem bronzeada, apaixonar-me, provar da comida maravilhosa e agir escandalosamente! Se não for assim, não terá a mínima graça!

Série Irmãos Martelli
1- Marido Substituto
2- Quando Chega o Amor
3- Finalmente Tua!
Série Concluída

Marido Substituto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Martelli


Casar com o irmão do noivo?

Heather sentiu-se humilhada quando Lorenzo Martelli abandonou-a no altar. Culpando o irmão dele, Renato, pelo que acontecera, ficou atônita quando a família insistiu para que ele tivesse uma atitude digna assumindo o lugar do irmão num casamento arranjado!
Renato era um homem poderoso e não estava acostumado a receber ordens. Mas sabia que era o responsável pelo que acontecera e sentia-se no dever de desposar Heather. 

Ela, no entanto, relutava em aceitar um marido substituto tão orgulhoso e arrogante. Mas a atração entre eles era inegável... e poderosa! Seria ela capaz de recusar?

Capítulo Um

— Heather... Seu namorado siciliano está aqui.
Heather ergueu o olhar, constrangida.
— Lorenzo não é meu namorado! É só... só...
— São apenas bons amigos? — sugeriu Sally, maliciosa. — Bem, se o homem lá fora não é seu amante, que pena. Grandão e bonitão, com olhar convidando "vamos para a cama"... Se ele fosse meu, não perderia tempo não dormindo com ele.
— Quer falar baixo? — pediu Heather furiosa, ciente de que as colegas na sala de descanso a observavam com interesse. Atendente no estande de perfumes em uma das lojas de de­partamento mais luxuosas de Londres, gozava seu intervalo. A experiente Sally trabalhava em outro balcão.
Heather levantou-se, ansiosa por rever Lorenzo Martelli, o rapaz bonito e despreocupado que entrara em sua vida um mês antes e que a deixava atordoada.
— Não sabia que conhecia Lorenzo de vista.
— Não conheço, mas ele perguntou por você — explicou Sally. — Além disso, é todo siciliano... incrivelmente sensual, capaz de levar uma mulher para a cama só com um olhar. Apresse-se e vá lá, ou o pego para mim!
Risonha, Heather encaminhou-se de volta ao estande, louca para se encontrar com Lorenzo. A negócios na Inglaterra, ele estendera a estadia de duas semanas para um prazo indeter­minado, incapaz de se separar da charmosa inglesa por quem se encantara. Haviam combinado sair juntos naquela noite, mas nunca era demais se verem.
Só que o homem à espera não era Lorenzo!
Lorenzo era alto, claro, tinha cabelos encaracolados e vinte e tantos anos. O desconhecido já passava dos trinta anos, tinha uma cicatriz num lado do rosto e as feições irregulares demais para serem bonitas, sem falar no toque de aspereza.
Alto e forte, de ombros largos e cabelos pretos, o estranho apresentava olhos castanho-escuros e pele morena, típica dos nativos do sul da Itália... e algo mais. Heather não saberia identificar, mas entendeu por que Sally, que julgava cada ho­mem por seu potencial na cama, reagira daquela forma. Tra­tava-se de um daqueles homens que julgavam todas as mu­lheres sempre pelos mesmos critérios. Seu olhar de indolência, ainda que nunca baixasse a guarda... emitia incessantemente a mesma pergunta: quero dormir com ela? Sim? Não? Prova­velmente, sim. Ela seria um desafio?
Heather sentiu-se incomodada com aquele olhar. Tinha no­ção das próprias feições delicadas, sem ser propriamente bonita. Tinha cabelos castanho-claros, mas não loiros, e apresentava uma figura graciosa, mas não voluptuosa. Aos vinte e três anos, nunca deparara com um caçador como aquele nem fora alvo de um escrutínio tão evidente.
— É o cavalheiro que perguntou por mim?
Ele leu o nome dela no crachá preso na blusa branca.
— Sou.
A voz dele era grave e firme, com um sotaque que coloria as palavras sem deturpá-las. Nada semelhante aos tons leves e provocantes de Lorenzo.
— Você me foi recomendada por um amigo... sr. Charles Smith, mas não deve se lembrar dele em meio a tantos clientes. Preciso comprar presentes para várias senhoras, incluindo mi­nha mãe. Ela tem sessenta e poucos anos, é muito respeitável, mas talvez secretamente ache que sua vida pudesse ter sido mais excitante.
— Eu sei o que pode agradá-la — declarou Heather, apre­sentando uma fragrância levemente ousada, mas não escan­dalosa. Estava impressionada com a percepção do homem em relação à mãe.
— Isso vai se adequar a ela perfeitamente. — avaliou ele. — Mas agora vem a parte mais delicada. Tenho uma amiga... bonita, sensual, que gosta de artigos de luxo. Elena, tem personalidade extravagante, é uma amiga especial. — Fitou-a detidamente. — Tenho certeza de que me entende...
Heather entendia, sim, embora imaginasse que a tal Elena podia estar atraída por aquele homem apesar da falta de beleza convencional...

Série Irmãos Martelli
1- Marido Substituto
2- Quando Chega o Amor
3- Finalmente Tua!
Série Concluída

Príncipe ou Sapo?

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Ela queria solucionar um problema... e acabou encontrando outro.

Rowena Wilde estava determinada a obter algumas respostas a respeito do inexplicável desaparecimento do rei Michael. E começou a fazer isso se passando por babá do filho de Jake Stanbury, principal suspeito do crime. Mas logo descobriu que por mais que tentasse provas que Jake Stanbury era culpado, mais acreditava em sua inocência.
Quando Jake lhe propôs um casamento de conveniência, para manter a guarda do filho, Rowena hesitou em aceitar. Poderia ela aceitar a temporária união, quando seu coração implorava para que Jake ficasse com ela para sempre?

Capítulo Um

Rowena Wilde detestava aquele lugar. Construída há três séculos, em granito, a Mansão Dowager era um lugar lúgubre; assentava-se sobre o penhasco, como uma árvore velha, encurvada, protegendo-se do vento soprando dos mares do norte.
Ela estremeceu ao parar diante da entrada, uma das mãos no frio portão de ferro batido. Seus olhou pousaram no portal às escuras. Lembrou-se dos tempos em que vinha até ali acompanhando a princesa Isabel, em visita à sua avó, que falecera há três anos. Costumavam tomar chá na sala de visitas sombria, com as pesadas cortinas de veludo fechadas, encobrindo a claridade do sol.
Rowena soubera que teria de viver ali quando ela e Isabel maquinaram aquele plano. No entanto, ela esperara que Jake Stanbury se recusasse a aceitá-la como babá de seu filho. A mansão era cheia de fantasmas, e Rowena nunca se sentira tranquila no meio deles. Mas havia outra razão. Jake Stanbury. Sozinha, qualquer uma das perspectivas era aterrorizante o suficiente. As duas juntas, então...
Ela tornou a estremecer apesar da tarde brilhante e ensolarada de abril. Ambos, Jack e a mansão, a faziam gelar, mas por razões diferentes, embora ambas se relacionassem ao medo. O que era ridículo. Tomou fôlego e ergueu a cabeça, decidida. Não havia o que temer. A residência não passava de um monte de pedras, e ela poderia acabar com aquela atmosfera sombria, abrindo as cortinas e deixando o sol entrar, ou acendendo a luz.
Quanto a Jake Stanbury... Bem, ela viera até ali com um propósito. Contanto que não o esquecesse, estaria segura. Rowena forçou um sorriso. Sua mãe sempre dizia que o melhor modo de se vencer o medo era ficar sorrindo, o tempo todo. E sua mãe quase sempre acertava. Enquanto estivesse sorrindo, ela não poderia gritar. Rowena abriu o portão, desejando não se sentir como a Bela Adormecida prestes a espetar o dedo.
— Vou te pegar, malandrinho...
Jake Stanbury parou, a mão ainda na maçaneta da porta de madeira maciça e intrincadamente entalhada. Reconheceu a voz de imediato.
Rowena Wilde. O tom meio sinistro na voz da nova babá o alertou. Parecia confirmar a possibilidade que lhe ocorreu, quando sua prima, a princesa Isabel, sugeriu o nome da sua dama de companhia para ser babá de seu filho de dois anos... a possibilidade de ela ser colocada em sua casa como espiã. Mas que diabos ela poderia fazer? Bisbilhotar em seus papéis? Vaguear através da velha mansão que lhe fora designada atrás de provas contra ele? Mas e se ela saqueasse suas coisas com Sammy estando perto? Será que simplesmente diria a ele que seu pai era suspeito de envolvimento com o sequestro do rei de Edenbourg?

Ciranda do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Quatro amigas do colegial e um pacto: casarem-se com o homem ideal até os trinta anos!

A noiva: Raven Muldoon, terapeuta por vocação e comediante por talento, percebe que as amigas da "Aliança do Matrimónio" cometeram um grande erro na escolha de seu homem perfeito...
O noivo: Brent Radley, um homem aparentemente perfeito para ser o marido... pelo menos até Raven conhecer seu irmão mais novo...
O obstáculo: Hunter, o irmão de Brent, não parece ser o exemplo de homem ideal, mas nem ele roubaria a namorada do irmão. Agora, cabe a Raven convencê-lo...

Capítulo Um

Prólogo
Jones Beach, Long Island, Agosto de 1988
— Veja os cabelos daquele gato ali! — Amanda Coppersmith cutucou a garota morena deitada a seu lado na colcha que servia de toalha de praia. — Ele está olhando para você, Charli. Sorria. Vá em frente.
— Amanda, quer parar? Ele vai ouvir! — Enrubescendo intensamente apesar do bronzeado, Charli Rossi arriscou uma olhadela ao rapaz que atirava um disco voador de brinquedo ao longe.
Do outro lado de Amanda, Sunny Bleecker rolou para ficar de bruços. Pousando a cabeça no braço, afastou os cachos ruivos curtos do rosto.
— Pare de atormentá-la, Amanda. Se acha aquele cara tão demais, vá atrás dele. — Riu. — Se tiver coragem.
— É um desafio?
— É.
— E eu a desafio em dobro! — completou Raven Muldoon, chegando toda molhada de um mergulho nas ondas. Estendeu-se na colcha e empurrou Sunny com o quadril. As três se ajeitaram para lhe dar espaço. — Mas quem estamos desafiando a fazer o quê mesmo?
Charli apoiou-se num cotovelo e sussurrou: — Sunny desafiou Amanda a falar com aquele gato ali.
Raven sentou-se e olhou ao redor. — Que gato?
— Não olhe! — Charli encolheu-se e enterrou o rosto nos braços cruzados.
— Aquele de calção verde — esclareceu Amanda, apontando.
— Cabelos bonitos. — Raven afastou a alça do maio para ver como ia o bronzeado. — Aposto que ele está na universidade. Uns vinte anos...
— Um homem mais velho. — Surgiu um brilho audacioso no olhar de Amanda, que ajeitou o biquíni para ficar mais chamativa. — Talvez eu vá falar com ele.
— Sei. — Raven procurou a caixa de isopor com refrigerantes em lata. — Você é quase tão tímida quanto Charli. Só fala...
— Sobraram biscoitos? — Sunny passou por Raven para pegar a bolsa lotada de salgadinhos e biscoitos.
— E você? — indagou Amanda a Raven. — Não a vejo convidando os rapazes para sair...
— Não sou tímida — declarou Raven, soltando o rabo-de-cavalo e espremendo a água salgada dos longos cabelos castanho claros. — Apenas seletiva.
— Sim, deve ser por isso que nenhuma de nós tem namorado — concluiu Sunny, com a boca cheia de biscoito. — Por sermos seletivas demais...
— Do que está falando? — indagou Charli. — Você tem Kirk.
— Tinha Kirk.
Charli, Raven e Amanda trocaram olhares de desânimo. Sunny suspirou. Pegou outro pacote de biscoito e o fitou. Não demonstrava a vivacidade costumeira. — Nada de mais. Kirk vai para a Universidade Stanford, na semana que vem, e eu já comecei como garçonete lá na Wafflemania. Sempre soubemos que não ia dar certo.
— Mas pensei... — Charli mordiscou o lábio. — Pensei que gostasse dele.
— Fizeram bem em terminar — opinou Amanda, com seu pragmatismo costumeiro. — Ela acaba de arranjar um emprego aqui em Long Island. Kirk vai passar os próximos quatro anos na Califórnia. Relacionamentos de longa distância não vão para a frente.
— Lamento, Sunny. — Raven afagou o ombro da amiga, buscando, como sempre, demonstrar empatia e compaixão. — Tinha esperança de que vocês dois arranjassem uma solução.
— Não foi nada, está bem? — Sunny atirou o biscoito na areia branca e deitou-se de barriga para baixo. — O namoro não era tão sério assim. Quero dizer, ele nem me perguntou se eu queria ir para lá com ele. Acho que está ansioso para sair com todas aquelas universitárias... — Como ninguém se manifestava, acrescentou: — De qualquer forma, não vou trabalhar naquela espelunca por muito tempo. Não precisarei... Lá é um bom lugar para se conhecer rapazes.
Amanda completou a ideia: — E um desses rapazes vai arrebatá-la e você estará casada antes do Natal.
— Ora, isso pode acontecer — devaneou Sunny. — Aposto que arranjo um marido mais rápido na Wafflemania do que você em Cornell.
— Acontece que eu não quero arranjar um marido! — retificou Amanda. — Quero seguir carreira.
— Por que não pode ter os dois? — questionou Charli.
— Não tenho nada contra o casamento — esclareceu Amanda. — Só não tenho ideia fixa, como Sunny. Somos jovens! Acabamos de nos formar no ensino médio! Vamos viver a vida antes de nos estabelecer.
Sunny enrolou a camiseta e colocou-a debaixo da cabeça, como um travesseiro.
— Acho que só vou começar a viver de verdade quando me estabelecer com o homem certo e ter alguns filhos. Quero o tipo de felicidade que meus pais têm. Que há de errado nisso?

O Milionário Vai se Casar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Futuro noivo... Mas de quem?

O rico empresário de Nova York, Jackson Bradshaw, sempre conseguia o que queria, mas, desta vez, o que ele não queria o levara a uma pacata cidadezinha no Texas. Tudo porque tinha de impedir seu irmão de se casar com uma oportunista chamada Geórgia Price! Porém, quando a bela mãe solteira Geórgia Price abriu a porta, ele descobriu que era a irmã dela que ia se casar com seu irmão. Ora, fora enganado! 

Mas, durante a tempestade que os isolou na casa de Geórgia por dias a fio, acendeu-se um fogo que Jackson nunca experimentara. Um fogo entre ele e a irmã errada... Ou seria a certa?

Capítulo Um

Alguém batia na porta. Com força suficiente para sacudir as dobradiças. Geórgia Price registrou vagamente o fato em sua sonolência.
Como se o local precisasse de ajuda para se despedaçar, foi seu primeiro pensamento. Finalmente, sentou-se, firmou os pés no chão e passou a mão nos cabelos desgrenhados. Continuavam batendo.
— Está bem, está bem... Calma, camarada... — resmungou, enquanto vestia um robe de seda azul. Acendeu a luz do corredor antes de descer a escada.
Sem pressa, pensou. Tinha certeza da identidade do visitante, embora nunca houvessem se encontrado.
A luz acesa obviamente incentivou o intruso, que passou a vociferar lá fora:
— Sei que está aí, Will! Abra, raios! Não vou embora enquanto não abrir a porta, está me ouvindo?
O tom era retumbante... e beligerante. Exatamente o que Geórgia esperava, embora não contasse com a chegada de Jackson Bradshaw no meio da noite. O noivo de sua irmã, Will Bradshaw, descrevera o irmão mais velho como um sujeito teimoso, de modo que se previa um encontro difícil. Mas aparecer em sua casa àquela hora da noite no meio de uma tempestade era definitivamente desproporcional.
Quando Will a alertara sobre o irmão, ela não lhe dera muito crédito, mas agora percebia que não houvera exagero.
Com um suspiro, seguiu ao encontro das batidas cada vez mais vigorosas.
Geórgia cogitou se o homem se tornaria violento, principalmente se soubesse que fora enganado pelos três... ela, Faith e Will. O pequeno esquema fora ideia de Will. Com a ajuda de Faith, os jovens amantes convenceram Geórgia a ajudá-los a escapar da ira do irmão superprotetor de Will.
Talvez não devesse abrir a porta, considerou. Os habitantes da pequena Sweetwater, no Texas, costumavam receber a tiros de espingarda os estranhos que se atreviam a bater na porta àquela hora da madrugada.
Mas Geórgia não possuía nenhuma arma. Não permitia sequer que seu filho Noah brincasse com pistolas de água. Além disso, apostava como Jackson Bradshaw era um representante típico do "cão que ladra não morde". Tratando-se do diretor jurídico de uma empresa poderosa em Nova York, esperava que conseguissem conversar. Afinal, Will garantira que Jackson não era tão mau... quando o conheciam melhor.
Mas naquele momento, gritando rouco do lado de fora, ele parecia o pior pesadelo.
— E ficarei aqui a noite inteira se for preciso... — berrava, zangado.
Geórgia aliviou-se ao perceber que o barulho não perturbara o sono de Noah. Felizmente, seu filho sempre dormira bem, característica que ela sempre agradecera, sendo mãe solteira.
— Bem, está na hora do espetáculo — murmurou, ao chegar ao térreo. Respirou fundo, apertou o cinto do robe e abriu a porta.
Jackson Bradshaw estreitou o olhar sombriamente ao vê-la.
— Você com certeza não se apressou em abrir a porta, moça. Essa é uma amostra da hospitalidade texana de que tanto ouvi falar?

Flor Proibida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Joanna. 


Kirk fechava os olhos e era a imagem dela que lhe vinha à mente, a torturá-lo, a despertar-lhe impossíveis fantasias. Desde que ela voltara da Espanha, o coração de Kirk não tinha mais sossego. A menina do passado, a quem protegia e amava como a uma irmã, tornara-se uma mulher fascinante, provocando-lhe uma inesperada paixão... Mas ele não podia! 
Antes de tudo, precisava recordar-se de que era seu tutor, responsável por seu futuro... e muito mais velho. Ela jamais corresponderia a esse amor!

Capítulo Um

A tarde se apresentava magnífica naquele vale pedregoso da Espanha. O sol dardejava sobre o telhado da sólida construção medieval que fora outrora uma fortificação e hoje abrigava um colégio de freiras.
No interior sombrio de uma ampla sala, perto da janela, uma bela mulher falava ao telefone.
Tudo na sua aparência destoava do ambiente em torno, pois a juventude e as roupas coloridas contrastavam poderosamente com as espessas paredes de pedra e o silêncio secular que parecia emanar do recinto.
— Em resumo, caro Kirk, amanhã estarei fora desta prisão, e nada do que você puder fazer mudará este fato. — Sua voz agradável tinha uma ponta de desafio e bom humor.
Afastando o receptor para não ouvir a resposta, Joanna Deerfield fitou a irmã Maria Teresa, que parecia distraída com algo que ocorria no pátio, além da janela, mas apesar disso não perdia uma só palavra daquela conversa telefônica.
“Pobre irmã Teresa”, pensou ela com ternura. “Que paciência demonstrou, ao longo de tantos anos, com a aluna insubordinada que eu fui.” Mas, enfim, a hora era chegada, e dentro em pouco Joanna voltaria a ser livre. Diria adeus ao Colégio e Conservatório de Arte e Música Santa Maria Madalena para ingressar no mundo divertido e vibrante que a aguardava, do outro lado dos gigantescos portões.
Joanna não era nenhuma tola para menosprezar os ensinamentos que recebera naquela rígida instituição, e soubera valorizar os cursos que mais a agradavam, estudando com afinco e entusiasmo. Mas, com o passar do tempo, a exuberância característica de sua natureza fora se cansando da rotina severa e daquele ar sepulcral que envolvia todos os momentos de sua existência naquele lugar.
A voz do outro lado da linha havia se detido, voltando a um tom normal, e ela aproximou o fone do ouvido, ainda pensando em irmã Teresa.
— Achei que quatro anos aí nesse colégio tivessem ensinado algo a você — a voz masculina era tensa.
— Ensinado ou condicionado? — ela retrucou, ferina.
— Joanna, não vamos começar uma discussão inútil.
— A verdade, caro Kirk, é que você colocou o oceano Atlântico entre nós, por achar que eu não estava suficientemente preparada para a vida de Tupelo, Mississípi...
— Não é verdade — ele protestou.
— Ou então foi uma exigência de Belinda. — Joanna continuava, provocativa. — Mal ela colocou os pés em Meadowlane, você me fez desaparecer.
— Belinda nada teve a ver com a minha decisão e você sabe bem disso. — Ele suspirou, tentando manter a conversa em tom amigável. — Para o desenvolvimento de seus estudos artísticos, seria difícil encontrar uma instituição mais apropriada do que Santa Maria Madalena...

Verão Encantado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Derek saiu do carro e olhou curioso para a rua. 


Tudo naquela cidadezinha parecia fora do tempo; não havia a pressa nem a louca agitação a que se acostumara em Nova York. Tocou a campainha e pouco depois encontrava-se sentado na confortável sala de estar, à espera da pessoa com quem viera tratar de negócios. Então, para sua surpresa, viu entrar uma sensual ruiva de olhos verdes... 
Catherine! A mesma mulher que tanto o fascinara numa festa em Manhattan e que desaparecera sem deixar pistas!

Capítulo Um

Catherine Kruger suspirou exasperada e encarou Marvin Feeney Jr., completamente bêbado a sua frente. Nunca se arrependera tanto em sua vida como naquele momento. Por que fora dar ouvidos à Sra. Feeney, sua vizinha, e aceitar a companhia do filho dela para vir à festa?
— E então? Sei ou não sei como divertir uma garota? — indagava ele, completamente indiferente à enorme mancha de caviar na camisa de seda que usava sob o elegante smoking.
Catherine forçou um sorriso e não respondeu, desejando estar a quilômetros dali. Lançou um olhar ao redor, rezando para que ninguém prestasse atenção ao vexame.
— Vamos, benzinho. Tome outro drinque. — Marvin quase atropelou o garçom que passava, para agarrar uma taça de champanhe da bandeja de prata.
— Obrigada, Marvin, mas não quero... — ela tentou protestar, mas era tarde demais. O fino cristal francês já havia sido colocado em sua mão e só lhe restava aceitar.
Mais uma vez, Catherine suspirou, afastando uma mecha de cabelos ruivos que teimava em cair-lhe sobre o rosto. Se não fosse a presença de Marvin, “o abominável”, aquela seria uma noite bem agradável.
Afinal, eram raras as ocasiões em que uma esforçada estudante de artes tinha a oportunidade de freqüentar festas glamourosas. E ali estava ela, quarenta andares acima da cidade de Nova York, numa magnífica cobertura. Lá em baixo, milhões de luzes iluminavam Manhattan, proporcionando uma vista belíssima, que mais parecia o contraste de diamantes puros contra o veludo negro da noite.
Na cidade de Green Meadow, onde Catherine nascera, jamais se veria algo tão fascinante. Quantas vezes na infância ela não sonhara com os encantos da cidade grande, que só conhecia através de filmes de Hollywood?
E naquela noite estava ali, fazendo parte daquele mundo cheio de riquezas e beleza, que excitavam sua imaginação. Se tivesse uma tela, Catherine retrataria todos os detalhes daquele universo novo e intrigante que acabava de descobrir: o bufê arrumado com requinte, as flores e frutas dispostas sobre a mesa em recipientes de cristal, a orquestra com quase vinte músicos, as mulheres elegantes em seus trajes de noite, a vista magnífica...
Se ao menos pudesse esquecer quem a trouxera até ali!

Sonho Errante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Deitada sob o céu estrelado, Kate ouvia a eterna canção das ondas quebrando na areia. 


Ah, Se Nick estivesse ali... Era uma noite perfeita para o amor, para doces e embriagadoras carícias... Mesmo sabendo que jamais teria dele mais que algumas fugazes horas de prazer, desejava-o tanto! Se Nick aparecesse naquele instante, não resistiria ao fascínio de seus lábios...
E então, como para realizar-lhe as mais secretas fantasias, ele surgiu da escuridão, aproximando-se com um sorriso cheio de promessas...

Capítulo Um

O semáforo abriu e a fila de veículos avançou lentamente, na ponte do cais de Sydney. O trânsito daquela manhã de segunda-feira parecia ainda mais intenso do que de costume. Com um suspiro de impaciência, Kate Camilleri debruçou-se no volante do seu Escort. Era preciso ter calma, não se deixar irritar pelas buzinas ou pelo nervosismo dos outros motoristas.
“Inesperadamente,
como um raio a cortar o céu azul,
chegou o amor...”

Assim dizia a canção do rádio, inundando o interior do carro. Kate contemplou o céu azul de verão; sobre o mar, ao longe, acumulavam-se nuvens pesadas, e ela sorriu: na verdade, o que poderia vir do céu azul era mais propriamente uma tempestade, e não o amor.
“E meus braços estão abertos...
Tudo parece muito claro...”

A canção continuava, límpida, ecoando nos alto-falantes. Este era o último sucesso do grupo pop inglês Red Galaxy... que era o mais recente problema de Kate.
Ela desligou o rádio e pisou no acelerador, para avançar mais uns poucos metros. A campanha publicitária sobre o Red Galaxy fora lançada recentemente pela A. B. Promotions, a empresa onde Kate trabalhava, ocupando um cargo de bastante destaque. Fora ela quem dirigira o vídeo sobre o grupo, e alguns clips, além de imprimir dez mil camisetas, com o nome “Red Galaxy” em destaque e a primeira estrofe da canção que era agora sucesso no hit parade.
Só que se dez mil camisetas, que seriam distribuídas durante a temporada do grupo num famoso teatro de Sydney, haviam desaparecido misteriosamente... a este problema vinha juntar-se outro: o disc jockey de uma importante emissora recusava-se a promover as canções do Red Galaxy, alegando que o líder e cantor do grupo, Star Minstrel, era muito rebelde, e o insultara numa entrevista recente.
Kate marcara um encontro Com o disc jockey para aquela tarde. Seu objetivo era muito simples; tinha de fazê-lo mudar de idéia quanto a Star Minstrel, ou a campanha estaria arruinada. O dia de fato prometia ser difícil, ela pensou, observando com desânimo a fila interminável de automóveis sobre a ponte.

Hollywood Um Sonho a Mais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



A ambição leva Melissa a rejeitar o amor...

Aquela noite de surpresas deixava Grahme Foreman atordoado. Não saberia dizer o que o emocionava mais: o Oscar de melhor diretor ou rever Melissa. Observava-a no palco, sorridente, as luzes refletindo-se no vestido reluzente e justo, que expunha generosamente boa parte dos seios. Um enfeite a mais para a festa... uma estrela menor de quem se esperava um brilho superficial, não talento. 

Ele já amara tanto essa mulher que vê-la reduzida a mero símbolo sexual doía-lhe fundo. Mas, se a possibilidade de trabalharem juntos se concretizasse, iria desafiar Melissa a despertar daquela ilusão. Mesmo que o preço desse desafio fosse alto, lançando-os um contra o outro num jogo de paixão, ódio e competição!

Capítulo Um

Atrás das cortinas drapeadas de seda que ocultavam a plataforma suspensa do público, Melissa ajeitou os ca­belos ruivos com certo nervosismo. Seu coração pareceu parar por uma fração de segundo ao olhar para a longa e sinuosa escadaria que terminava no centro do palco.
— Barry — ela murmurou para o colega — se eu ro­lar por esses degraus, posso morrer!
— Relaxe, querida — ele a tranquilizou. — Simples­mente esqueça dos cem milhões de espectadores.
— Muito obrigada por me lembrar!
— Uma coisa é certa — o belo rapaz acrescentou. — Nunca me pegará tentando andar com sapatos iguais aos seus.
Melissa não conteve o riso diante da imagem do ator alto e musculoso equilibrando-se em saltos finos de dez centímetros de altura.
— Sinceramente espero que não, Barry! Pense no que isso faria à sua imagem.
— Por falar em imagem, pretende bancar a bela, mas burrinha até a velhice?
— Se for o único meio para alcançar uma velhice se­gura, a resposta é sim.
Uma movimentação no palco chamou-lhes a atenção. Dois homens visivelmente entusiasmados concluíam seus discursos brandindo seus Oscars e saíram sob aplausos que ecoaram pelo Dorothy Chandler Pavilion. Em segui­da, o mestre de cerimônias anunciou:
— E, agora, para apresentar o prêmio para efeitos especiais, os astros de Samantha Baby: Melissa Steele, um efeito especial em si, e Barry Caldwell!
Melissa agarrou-se ao braço de Barry, que lhe apertou a mão fria num gesto encorajador.
— Aguente firme, querida. Eu não a deixarei cair.
Ela se armou de um largo sorriso antes de começar a descer pela ameaçadora escadaria. Pelo menos restava-lhe a satisfação de saber que, se caísse, seria em grande estilo. As luzes do palco refletiam-se em cada uma das lantejoulas do vestido azul que combinava com seus olhos, provocando um espetáculo visual digno dos aplau­sos esfuziantes. Trinta e nove degraus ao todo, ela se lembrou, tendo tomado a precaução de contá-los no dia anterior, duran­te o ensaio. Faltavam cinco ainda. Quatro, três, dois, um! Havia chegado sã e salva. Uma vez na segurança do palco, reconquistou a auto­confiança e tomou seu lugar junto aos microfones para anunciar:
— Os indicados para a categoria de melhores efeitos especiais são...
Vinte minutos depois, Melissa ocupava uma poltrona no vasto auditório, sua missão no evento daquela noite cumprida.
— Você se saiu extraordinariamente bem, chéri — seu acompanhante sussurrou.
— Obrigada, Claude. Confesso que fiquei nervosa a princípio.
Voltaram a atenção para o palco, bem a tempo de ouvir as últimas indicações para melhor filme estrangeiro.
— Da Itália, Fragments of Autumn, uma produção Fiorenzio Milan.
— E, da Alemanha — o outro apresentador anunciou — The Three Loves of Heinrich Himmler, uma produção Gerhardt-Foreman.
Melissa sentiu um nó na garganta ao ouvir essa últi­ma indicação. Uma produção Gerhardt-Foreman!
— E o vencedor é... — a apresentadora atrapalhou-se com o lacre do envelope — The Three Loves of Heinrich Himmler, uma produção Gerhardt-Foreman! Para receber o prêmio, aqui está o produtor-diretor Grahme Foreman.
Na fileira diante de Melissa, e a apenas algumas poltronas de distância, um homem pôs-se de pé. E ao pas­sar na frente dela seus olhares se cruzaram por uma fração de segundos. Foi o suficiente, porém, para ela notar o lampejo de hostilidade nos frios olhos verdes. Ela não desviou a atenção da figura que subiu ao pal­co, recebeu a cobiçada estatueta e tomou seu lugar dian­te dos microfones. Ao falar, não revelou o sotaque esperado de um diretor estrangeiro. Isso não a surpreen­deu; conhecia, provavelmente melhor do que qualquer outra pessoa ali, aquele homem que era filho de alemães, mas criado em Nova York e tão americano quanto ela!
Melissa não prestou atenção nas palavras do tradicional discurso de agradecimento. A certa altura a plateia caiu na risada, e ela concluiu, não sem uma pitada de amargura, que aparentemente os seis anos na Alemanha não tinham afetado seu senso de humor. De fato, ele não havia mudado em nada. Seu porte físico parecia tão sau­dável aos trinta e seis quanto há dez anos, quando se co­nheceram. Os cabelos pretos não apresentavam fios grisalhos, e o magnetismo de sua personalidade conti­nuava a cativar quem quer que fosse com facilidade. Finalmente a tortura acabou. Grahme retirou-se do palco, e a cerimônia prosseguiu para o seu ponto alto.
Chéri!

Na Calada da Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Annie Lang, estrela do mais famoso seriado policial da TV inglesa, A Força, é uma figura conhecida por milhões de pessoas.

As mulheres simpatizam com ela. Os homens desejam protegê-la.
No mundo real, porém, a atriz de rosto angelical e inocente esconde um terrível segredo. Por que todos os que se aproximam dela morrem — súbita e violentamente — na calada da noite?
Na calada da noite é o mais novo e emocionante romance da inglesa Charlotte Lamb, uma campeã de vendas que volta seu talento para a ficção policial com uma história sombriamente irresistível de obsessão, desejo e... assassinato.

Capítulo Um

Annie Lang encontrava-se em pé nos bastidores, à espera de que seu nome fosse chamado, tentando esconder o fato de que tremia e suava, embora o aquecimento da escola de teatro não estivesse ligado e uma corrente de ar soprasse ali. Ela era a última na longa lista de candidatas que fizera fila aquele dia. E quase chegara tarde demais.
— Não lhe disseram nove horas em ponto? — resmungara o porteiro, assinalando seu nome em uma longa relação, sem nem mesmo olhar para ela.
— Desculpe, eu... — Ela estava tão nervosa que começou a puxar uma mecha de seus cabelos louros claros, levando-a até a boca e mastigando-a: um hábito infantil que sempre lhe rendera um tapa da mãe.
O porteiro do teatro estava de mau humor; já era quase hora do bar local abrir, e ele precisava de um trago.
— Deixe as desculpas para lá. Foi avisada de que o horário era às nove e eu não deveria deixar você entrar.
Ela emitiu um gemido angustiado; ele lançou-lhe um olhar rápido e deu um resmungo.
— Ah, está bem, está bem. Mas você é a última. Diga isso lá dentro. Siga o corredor, vire à direita, depois à esquerda, e entre na fila.
Pálida e sentindo-se enjoada, ela seguiu as indicações. Não conhecia aquela parte de Londres. Morava no outro lado da cidade; Londres era uma teia de pequenas vilas, cujos habitantes permaneciam em seus pequenos mundos a maior parte de suas vidas. Poucos minutos depois de sair da estação do metrô, ela se perdera. Pedira informação na rua e deram-lhe as coordenadas erradas; tomada pelo pânico, ela dobrara esquinas, perguntara em lojas e finalmente encontrara a rua por acaso, ao ver o nome na placa na parede, sentindo o corpo vergar-se sob a fraqueza de alívio.
Agora ela estava ali, desejando não ter vindo. Havia uma dúzia de pessoas ainda à espera; ela vira todas as cabeças se voltarem para ela, sentira-lhes os olhos despirem-na, endurecidos pela rivalidade e pelo medo. Um único olhar e todos sorriram triunfantes, esquecendo-a imediatamente. Ela não era uma ameaça. Annie havia quase feito meia-volta e saído correndo, vendo a si mesma através dos olhos daquelas pessoas. Sempre odiara olhar-se em espelhos.
Ela vestia um legging preto e uma camiseta também preta — assim como várias outras garotas ali presentes, percebeu Annie. O preto a fazia parecer ainda mais pálida, uma garota magra e desajeitada, com olhos muito grandes e muito azuis — sua única característica que chamava atenção. Não usava maquiagem porque tivera eczema quase toda a vida, e qualquer tipo de cosmético poderia provocar uma crise. Seus cabelos eram longos e lisos, quase sem cor de tão louros. Tinha vontade de cortá-los, mas a mãe ficava histérica só de falar no assunto.
O que a fizera pensar que poderia ter sucesso no teatro? Seu sonho era uma loucura; nem ela mesma acreditava nele. Nunca teria tido coragem para candidatar-se, mas a mãe ficara em cima dela, enquanto ela preenchia os formulários. No entanto, teria a mãe acreditado de fato que ela iria além de uma entrevista?
— Essa foi a última? — De repente, ouviu a pergunta vinda do auditório escuro e percebeu que a garota que estivera à sua frente já terminara e se fora.
Annie correu para o palco iluminado e quase tropeçou nos próprios pés.
— Não, tem eu ainda...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Atração Proibida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



O grego cativante: Casado pelo herdeiro.

Christian Markos trocou as ruas pelos escritórios. 

Agora, tem dinheiro para satisfazer todos os seus desejos, menos um: a estonteante Alessandra Mondelli. 
A irmã de seu melhor amigo era estritamente proibida, mas ele não consegue resistir à atração... E Alessandra acaba ficando grávida! 
Após um erro infantil, ela sabe bem como é cair em desgraça pública. Por isso, não tem escolha além de aceitar a proposta de Christian, mesmo sabendo que precisará deixar os sentimentos de lado. Porém, o apetite que têm um pelo outro colocará em risco um acordo bastante conveniente.

Capítulo Um

Christian Markos bebericou o último gole de champanhe e logo se serviu de outro copo.
Sabia que seria um dia difícil, mas não imaginou que seria tanto. Nem o fato de ter que andar por aí com Rocco atrás da noiva havia amenizado as coisas.
Por fim, ficou ao lado do seu melhor amigo e só conseguia pensar no quanto o estava traindo.
Enquanto Rocco trocava os votos matrimoniais, Christian tentava ao máximo desviar sua atenção de Alessandra.
Ele continuava resistindo.
Usando um vestido longo de seda, com os braços nus, com seus cabelos brilhosos e castanhos puxados para trás, ela chegara numa embarcação com a noiva. Alessandra estava radiante, o sol da primavera refletia sobre sua pele bronzeada.
Aos olhos dele, a madrinha brilhava mais do que todo mundo, mais até que a noiva supermodelo.
Da última vez que vira Alessandra, ela usava um vestido curto de renda creme com pedrinhas pretas e um sapato preto altíssimo, mal conseguia andar. Mas conseguiu, lindamente, seu belo traseiro balançando a cada passo. Fora a última vez que a viu vestida. Depois, a viu nua sob as cobertas em seu apartamento.
A festa fora dos belos jardins junto ao Lago de Como para o salão da Villa Mondelli. O jantar terminou e a festa estava prestes a começar. Fizera seu discurso de padrinho e arrancou gargalhadas dos convidados, sobretudo Stefan e Zayed, que substituíram o discurso escrito por ele por um mais ousado. Em vez de relaxar por conta da missão cumprida, estava tenso com o início da música.
Uma emergente americana, linda de morrer, flertou com ele. Algumas semanas antes, teria se entregado totalmente, para ela ou para alguma das diversas mulheres espetaculares que estavam naquele evento, denominado “o casamento do século”.
Mas devia haver algo de errado, pois nenhuma delas o atraía.
Somente uma. A proibida.
Perdera o controle com Alessandra...
Podia colocar a culpa no champanhe. Podia culpar qualquer coisa, mas a culpa era toda dele.
Alessandra estava vulnerável. Por mais que tenha tentado disfarçar, ela estava destruída, lamentando a morte do avô, o homem que a criara e morrera havia apenas duas semanas.
Christian passara na Casa Mondelli, a famosa casa de moda, na volta de Hong Kong para levar Rocco a uma noitada. Mas Rocco estava em Nova York e Christian acabou encontrando Alessandra, que insistiu para sair no lugar do irmão. Em circunstâncias normais, ele teria dado uma desculpa e voltado para Atenas. Se não tivesse percebido o desespero na expressão dela, lembrando-se dela mal conseguindo parar em pé no dia do funeral.
Quando saíram naquela noite, jamais imaginou que acabariam na cama.
Mulheres viviam entrando e saindo de sua vida. Só o fato de Alessandra ser parte de sua vida justificava a dificuldade em esquecer o ocorrido. Além da culpa. Tudo bem, a iniciativa do beijo que os levou para cama partiu dela, mas o culpado era ele.
Olhou para ela e a culpa voltou a assolá-lo. Trocaram algumas palavras durante o dia, meras formalidades. Ao menos até agora. Ainda tinham que dançar.
Gostasse ou não, precisaria tomá-la nos braços novamente.
Stefan lhe disse algo tão logo a banda começou a ensaiar. Enquanto falava, Christian percebeu Olivia encostar a orelha na boca de Rocco, fazendo-o lembrar do jantar com Alessandra, quando se aproximou dela para falar em meio ao barulho do restaurante; o cheiro dela sob seu nariz...



Série Casamentos da Sociedade
1- Acordo Nupcial
2- Atração proibida
3 e 4 em revisão

Acordo Nupcial

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



O italiano irresistível: Casado por negócio.

Ele conquistou o mercado global... e incontáveis corações.
Mas para recuperar o controle do império que é seu por direito, Rocco Mondelli terá de provar que os dias de playboy acabaram.
Sua arma secreta? A ex-supermodelo Olivia Fitzgerald... e o poder de destruí-la caso recuse o papel de noiva apaixonada.
Voltar para os holofotes faz todos os medos de Olivia renascerem. 
E, em vez de entrar na igreja ao encontro do noivo sensual, ela foge! Será que o indomável Rocco conseguirá levá-la para o altar a tempo?

Capítulo Um

— Ele não passará desta noite.
O velho padre servira o clero durante mais de meio século de gerações dos Mondelli no vilarejo de Varenna, situado às margens do lago. Ele pousou a mão ossuda na maçaneta entalhada da porta maciça do quarto de Giovanni Mondelli e meneou a cabeça na direção dos dois netos do patriarca.
— Devem se despedir. Não deixem nada por dizer.
O tom grave do padre foi sombrio, carregado com a dor de um vilarejo inteiro. Atravessou Rocco Mondelli como se fosse uma faca e roubou sua capacidade de falar. O ícone da moda italiano, Giovanni Mondelli, filho do povo italiano, havia sido o pai que ele nunca tivera. Ele guiara e influenciara Rocco quando este assumiu o lugar do avô como presidente da Casa Mondelli e a levara com sucesso até o século XXI. Transformou-a numa casa de alta-costura de renome mundial.
Não podia perdê-lo.
O coração de Rocco deu um salto e, então, disparou no peito. Giovanni era tudo para ele. Pai, mentor, amigo... não estava preparado para deixá-lo ir. Não ainda.
Sua irmã, Alessandra, segurou seu braço com força, e os nós de seus dedos ficaram esbranquiçados contra o tecido escuro do terno dele.
— A-acho que não consigo fazer isto — disse ela com os olhos arregalados. — É repentino demais. Tenho tanto a dizer.
Rocco ignorou a vontade de se atirar no chão e gritar que não era justo como fizera aos 7 anos num barco no Lago de Como, usando um terno em miniatura, com os olhos castanhos fixos no pai enquanto ele jogava as cinzas de sua mãe na água azul. A vida não era justa. Ela lhe dera Alessandra, mas havia levado sua adorada mãe.
Ele se virou e segurou a irmã pelos ombros, sentindo a dor oprimir seu peito quando respirou fundo.
— Podemos fazer isto e o faremos, porque temos que fazer, sorella.
Lágrimas escorriam pelo rosto dela.
— Não consigo, Rocco. Não vou fazer.
— Vai, sim. — Ele a abraçou. — Organize seus pensamentos. Reflita sobre o que precisa dizer. Não há muito tempo.
Alessandra encharcou a camisa dele com lágrimas silenciosas. Sempre havia sido função de Rocco, assim como havia sido a de Giovanni, manter a família unida após a morte da mãe dele e a entrega subsequente do pai ao jogo e à bebida. Mas não se sentia com vontade de interpretar aquele papel no momento. Por outro lado, ceder à fraqueza e à emoção nunca foi uma opção em sua vida.
Afastando Alessandra um pouco de si, abraçou-a pelos ombros para apoiá-la. Olhou para o médico baixo e calvo parado atrás do padre.
— Ele está acordado?
O médico confirmou com um gesto de cabeça.
— Vá falar com ele agora.
A irmã forte e confiante tremeu quando Rocco a conduziu ao quarto de Giovanni. Apesar das circunstâncias, pôde sentir o calor, a energia vital que sempre tinham feito parte de Giovanni Mondelli. Que colocara em cada um dos modelos que desenhara. Pôde ouvir o riso agradável e sábio do avô. Sentir a fragrância sofisticada que permeava cada peça de roupa que usava.
Eram seus olhos, porém, que lhe roubavam toda a esperança. A visão de seu avô poderoso em meio a lençóis brancos, pálido, oprimia-lhe o peito. Aquele não era o Giovanni de sempre.
Vencendo o nó na garganta, disse à irmã:
— Vá. — Empurrou-a com gentileza para a frente.
Alessandra sentou-se na imensa cama e passou os braços em torno do avô. Os olhos rasos d’água de Giovanni foram demais para Rocco observar. Virando-se, adiantou-se até a janela e olhou para o lago.
Ele e Alessandra tinham embarcado num helicóptero para percorrer os 50 quilômetros desde a sede da Casa Mondelli, em Milão, tão logo souberam da notícia. Mas o teimoso avô havia passado o dia inteiro ignorando as dores no peito e, quando eles chegaram ali, houve pouco que os médicos puderam fazer.




Série Casamentos da Sociedade
1- Acordo Nupcial
2- Atração proibida
3 e 4 em revisão

Amor no Caribe

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




"Um desconhecido me pediu em casamento hoje...

Por quê? Porque descobriu que meu padrasto tem controle absoluto sobre minha herança até eu completar vinte e cinco anos ou casar. E eu preciso assumir minha herança porque Lester não é um homem em quem eu posso confiar. A proposta não podia ter vindo num momento mais oportuno...
Por outro lado, como posso me casar com alguém que acabei de conhecer?

Não sei se devo confiar em Hugh Garratt. Mas como resistir, se Hugh é o homem mais sexy e sedutor que já vi em toda minha vida?"

Capítulo Um

— Sete. O senhor venceu.
A voz de Natasha soou gentil mas impessoal ao virar a carta e perder para o apostador.
Lorde Neville, apesar de ter ganhado uma quantia mo desta, sorriu de prazer ao receber as fichas.
— Eu lhe disse que esta era minha mesa de sorte!
Natasha olhou para o homem que estava sentado ao lado de lorde Neville e perguntou se desejava continuar jogando. Ele havia perdido todas as apostas que fizera em um espaço de trinta minutos e com elas quase todas suas fichas.
—- Não, obrigado. — Ele se levantou e sorriu sem humor. — Você já me limpou o suficiente. Prefiro gastar as poucas fichas que restaram com uma bebida. Assim, ao menos, poderei afogar as mágoas.
Natasha apenas fez um gesto de despedida com a cabeça, mas não pôde evitar de acompanhar por um instante os passos do desconhecido.
Era a segunda noite sucessiva que ele visitava Spaniard's Cove, o cassino que sua avó lhe deixara, e em ambas ele havia perdido uma quantia significativa. Não se portava, contudo, como se o azar o abalasse. Parecia saber aceitar o desafio de uma mesa de jogo.
Era de homens em situação financeira estável, como parecia ser o amigo de lorde Neville, que os cassinos sobreviviam em grande parte. De homens que respiravam dinheiro e negócios e que vibravam com os riscos que os jogos ofereciam em troca da chance de enriquecimento súbito.
Mas também havia clientes que se encaixavam em outras categorias, como aqueles que herdavam grandes fortunas e não sabiam o que fazer com o tempo ocioso e os outros que não se importavam se perdiam ou ganhavam, pois não tinham escrúpulos para sanarem suas contas bancárias
De qualquer modo, aquele homem não tinha jeito de perdedor. Sua postura era arrogante e ao mesmo tempo natural. A firmeza da linha do queixo sugeria seriedade. O sorriso era franco e amável. Era a força que se desprendia de seus ombros largos e de seu olhar que a faziam pensar que ele não era exatamente o que tentava demonstrar.
O paletó branco que estava usando com casualidade era uma prova de que seu dono não podia ser alguém simples como levava a crer. Ela não se espantaria se lhe dissessem que havia sido comprado na mesma loja que o de lorde Neville. Por outro lado, não podia imaginá-lo como um membro da aristocracia. Suas mãos não eram finas e macias como as dos nobres ingleses.
Os cabelos eram castanhos de corte curto e penteados de lado. As mechas mais claras lhe diziam que ele vivia mais ao ar livre do que em ambientes enfumaçados como o de um cassino. O mesmo acontecia com a pele bronzeada. Os olhos não eram azuis como os dela, mas escuros. Havia algo de secreto, de misterioso em sua profundidade.
Quando voltou a si, Natasha percebeu que ele havia notado seu interesse e a fitava com um sorriso.
— Dançaria comigo mais tarde, talvez, como um prêmio de consolação?
Natasha negou com um gesto de cabeça.
— Sinto muito, mas eu não danço.
Ao contrário do que ela esperava, ele não se afastou.
— Nunca?
— Nunca — ela declarou com uma nota ríspida que escapou a seu controle. Havia algo naquele homem que a perturbava mais do que desejaria admitir.
— Eu deveria tê-lo avisado — disse lorde Neville e deu um tapinha no ombro do outro. — Ela nunca dança nem aceita que lhe paguem drinques.
— E uma pena