terça-feira, 25 de novembro de 2014

Na Luz da Manhã

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Kendrick/Coulter






Nascida com uma segunda visão, LoniMacEwen deve avisar o bonito rancheiro Clint Harrigan que o seu filho corre perigo - exceto que ele nem sequer tem um filho. 

É então que o drama que Loni previu se desenrola no noticiário: um menino órfão perdeu-se.
Enquanto ajudam na busca pelo menino, Loni e Clint acabam por desenvolver um laço entre eles.

Capítulo Um

Clint Harrigan cruzou o estacionamento para as portas automáticas do supermercado, a luz solar do fim de tarde aquecendo seus ombros através do tecido desgastado de sua camisa. Normalmente os primeiros dias de verão de junho levantavam o seu estado de espírito, mas este ano eles não estavam fazendo o truque. 
Desde o seu trigésimo sétimo aniversário em março,ele estava se sentindo deprimido. 
Parece que foi ontem que ele tinha sido um calouro da faculdade com toda a vida adulta se estendendo à sua frente. Agora, no que parecia ser um piscar de olhos, ele estava com quase quarenta anos, tinha conseguido apenas alguns de seus objetivos, e sentia como se o tempo estivesse se esgotando.
Com certeza, seu rancho Quarto de Milha era uma empresa muito bem sucedida. Financeiramente, ele estava estabelecido, quantos homens da sua idade podiam dizer isso? 
Mas e sobre sua vida pessoal? Ele esperava até agora encontrar uma esposa maravilhosa e ter um bando de crianças. Mais ao contrário, ele estava de frente para outra noite de sexta solitária, seus planos girando em torno de um jantar de comida congelada, uma caixa de cerveja, sua cadeira e o controle remoto da televisão.
Infelizmente, tanto quanto Clint temia passar mais uma noite sozinho, ele não conseguia pensar em mais nada, que preferisse fazer. O cenário de bares já não o atraía. Nem o ritual de namoro. 
Ele estava cansado de rir de piadas estúpidas, dançar com as mulheres que tentava conduzir e tentando preencher o silêncio tenso com conversa fiada sem sentido. Ah, sim, não podia deixar de fora os telefones celulares. Era condenadamente desconcertante quando uma mulher passava mais tempo atendendo as chamadas do que conversando com ele.
O cheiro de laranjas e flores encheu suas narinas quando ele entrou na loja.
Virando a direita, movia-se como um homem no piloto automático, seu destino, os coolers de cerveja na parte de trás do edifício. Cortou através da seção de vegetais mal registrando os produtos. Ele se perguntou se seu fracasso em se casar não era por sua própria culpa. Talvez ele fosse muito exigente com as mulheres.
Quando conhecesse uma garota interessante, haveria certos critérios que absolutamente tinha que atender. Bom senso de humor. Uma fé forte em Deus. Papo interessante. O respeito pela vida humana. Valorização da família. Profundo amor pelos animais. E, claro, tinha que ser atraente. Nesse quesito ele era relativamente fácil de agradar, seu foco estava mais na beleza interior de uma mulher do que em sua aparência externa.
Ainda assim, era o primeiro a admitir que descartou um monte de mulheres por mais de um pequeno capricho ou outra coisinha que o deixava maluco. 
Por que não conseguia focar em pontos positivos e delicados de uma mulher em vez de pequenos detalhes? Então, o que se a última garota que tinha namorado parecia uma ovelha balindo quando ria?Ela tinha sido boa o suficiente. E a moça antes dela, Janet, talvez pudesse ter sido boa após uma pequena cirurgia para curar seu problema de gotejamento nasal. 
E ele realmente deveria ter dado a fanática por cupons um pouco mais de tempo para construir um ritmo. Não era um crime ser econômica, afinal de contas, não tivesse sido tão ruim jantar fora em um Compre um e leve outro Grátis com seu cupom.
Considerava-se o Sr. Perfeito?Claro que não. Ele tinha muitos defeitos como qualquer outra pessoa, o pior de tudo é que ele era um maníaco por controle, de acordo com sua irmã e irmãos.

Pretendente Ao Trono

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Após 15 anos de autoexílio, o rebelde e atormentado príncipe Xander Drakos precisa passar de novo pelos portões do palácio e reassumir seu posto.

Apenas uma mulher pode salvá-lo, a mesma que ele abandonou. 

Quando Xander reencontra Layna Xenakos, fica horrorizado ao ver as marcas de sua renúncia gravadas no corpo dela.
As cicatrizes deram forças a Layna, e ela se recusa a se curvar às exigências do príncipe.
Agora, se Xander tem o objetivo de assegurar sua legitimidade ao trono, precisará convencer Layna a aceitar o impossível: se tornar sua esposa!

Capítulo Um

— Morra ou abdique. Eu não me importo qual é sua escolha, mas é melhor você tomar uma decisão, e rapidamente.

Alexander Drakos, herdeiro ao trono de Kyonos, libertino e jogador freqüente, deu uma tragada em seu cigarro, antes de apagá-lo no cinzeiro e abaixar suas cartas sobre a mesa coberta de feltro. 
— Eu estou ocupado no momento, Stavros — disse ele ao telefone. 
— Fazendo o quê? Jogando fora sua fortuna e embriagando-se até um estupor? 
— Não seja idiota. Eu não bebo quando jogo. Também não perco. — Ele olhou para os homens sentados ao redor da mesa e empurrou uma pilha de fichas para o banco. 
— Uma pena. Se você perdesse, então talvez precisasse vir para casa, há muito tempo. 
— Você não precisa de mim. Era hora de mostrar as cartas, e aqueles que ainda não tinham desistido mostraram seu jogo. Xander riu e revelou seu royal flush, antes de inclinar-se para a frente e puxar as fichas para sua pilha. 
— Eu vou trocá-las. — Ele levantou-se e pôs as fichas num saco de veludo. 
— Divirtam-se — acrescentou, pegando seu paletó e pendurando-o sobre um dos ombros. Passou por um funcionário do cassino e colocou o saco nas mãos do homem. 
— Eu sei quanto tem aqui. Troque para mim. Cinco por cento para você, não mais. Ele parou no bar. 
— Uísque. Puro. 
— Pensei que você não bebesse enquanto jogava — retrucou seu irmão. 
— Eu não estou mais jogando. — O barman pôs o copo na sua frente e Xander bebeu tudo, antes de continuar a sair do prédio e entrar numa das ruas movimentadas de Mônaco. Estranho. O álcool nem queimava mais. Também não fazia com que ele se sentisse melhor. Álcool estúpido. 
— Onde você está? 
— Mônaco. Ontem eu estava na França. Acho que foi ontem. Está tudo meio misturado, sabe? 
— Você faz eu me sentir velho, Xander, e eu sou seu irmão mais novo. 
— Você parece velho, Stavros. 
— Bem, eu não tive o luxo de fugir de minhas responsabilidades. Este foi seu curso de ação, o que significou que alguém precisava ficar e ser adulto.

Acordo Com Benefícios

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Ashley Jones está sentada no escritório de Sebastian Cruz. 

Há horas! Atrás das imponentes portas de madeira maciça se encontra o executivo que roubou a ilha de sua família. 
E ela a quer de volta! Mas qual não é sua surpresa ao perceber que já conhece Sebastian 
— intimamente! Ele é o homem que a traiu depois de passarem juntos uma noite ardente. 
Apesar de se conhecerem, ele não tem a menor intenção de devolver a propriedade. Mas Sebastian ainda deseja Ashley, e faz uma proposta, com uma cláusula muito específica: ela deverá ficar a seu dispor por um mês inteiro — inclusive em sua cama! 

Capítulo Um 

— Tem uma senhora na recepção que deseja falar com o senhor. Sebastian Cruz continuou assinando documentos. 
— Pode mandá-la embora. — Não tolerava qualquer interrupção no trabalho. 
Provavelmente uma ex-namorada que, erroneamente, achava que o elemento surpresa e drama lhe atrairiam a atenção. Seus funcionários tinham experiência em lidar com a situação, e ele quis saber como a mulher conseguira chegar ao escritório principal. 
— Ela insiste e passou o dia inteiro na recepção — continuou o assistente, desta vez demonstrando uma ponta de simpatia pela pessoa. 
— Diz ser urgente. 
Todas dizem, decidiu enquanto lia outra carta antes de assiná-la. Isso o deixava mais irritado do que curioso ou orgulhoso. Não compreendia como mulheres tão sofisticadas podiam se expor e ter explosões de raiva em público quando o relacionamento terminava. 
— Mande o segurança retirá-la. O jovem pigarreou e, nervoso, ajeitou a gravata. 
— Pensei na possibilidade, mas ela insiste em dizer que o senhor tem alguma coisa dela. Não quis me informar o que era, alegando tratar-se de um assunto pessoal. Veio aqui para discutir o assunto. Impossível. 
Franziu o cenho, escrevendo o nome em outro documento. Não era sentimental. Não guardava troféus ou lembranças. 
— Descobriu o nome dela? O assistente contorceu-se de constrangimento diante da censura do tom gélido. 
— Jones — mencionou apressado. — Ashley Jones. 
Sebastian ficou paralisado, e a caneta continuou no ar. Olhou o documento, as palavras borradas, as lembranças de Ashley Jones desabando em cima dele. 
Lembrou-se daquele cabelo castanho caindo nos ombros nus. Da energia vital e da gargalhada. O corpo ficou tenso, a excitação pulsando em suas veias ao pensar na pele dourada pelo sol e na boca rosada.

Esposas Trocadas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Kaara tinha ido a Melindi, uma ilha paradisíaca do Pacífico, para encontrar o irmão. 

Mas, quando chegou, ele não estava mais lá: tinha fugido com a noiva do senhor da ilha, don Juan de Carvalhos, e tudo o que Kaara encontrou foi uma ameaça pairando no ar. 
Ela não tinha culpa de nada, mas, para don Juan, tal indignidade tinha,de ser vingada. Por isso forçou Kaara a casar-se com ele. 
A bem da verdade, não era um destino tão trágico: don Juan era jovem, rico, atraente, e não seria difícil amá-lo. 
Mas Kaara logo compreendeu que seu príncipe encantado era um demônio que tinha no peito um coração de pedra! 

Capítulo Um 

No aeroporto, Kaara se dirigiu para a alfândega. O fiscal deixou suas malas passarem sem sequer olhar dentro delas e lhe desejou uma feliz estada em Melindi,com uma voz macia e musical. Foi então que Kaara se sentiu perdida e sozinha. 
Tinha combinado com o irmão para vir buscá-la, mas ele não estava lá. O fiscal da alfândega fez um gesto direção porta, pedindo a ela que saísse e dizendo alguma coisa no idioma da ilha. Tinha pedido a um ajudante que carregasse as duas malas dela. 
 Depois de hesitar alguns momentos, Kaara seguiu o rapaz e se achou num pequeno hall, onde estava uma mulher de meia idade e olhar tristonho. Parecia descendente de espanhóis e sua pele era cor de oliva. O rapaz disse alguma coisa e a mulher concordou, entregando a ele algum dinheiro. Então, como ele ainda estava esperando, ela perguntou em voz clara e com forte sotaque: 
— Señorita Kaara Winterbourne? Kaara concordou, fazendo um gesto com a cabeça dizendo: 
— Sim sou Kaara Winterbourne. 
— Bem-vinda a Melindi, señorita. Desculpe que o meu inglês não é muito bom. Vamos agora.
Não havia emoção na voz da velha senhora, nenhum sinal de que ela era bem vinda mesmo. Kaara sentiu-se esfriar e a solidão ficou pesada. Talvez fosse um problema da viagem a jato. Afinal de contas, o caminho da Nova Zelândia até Melindi, na altura do Equador, tinha sido longo. Ela não havia dormido nada no avião. A animação sempre a mantinha acordada. Fez esforço para conseguir mais informações. 
— Meu irmão, Dirk Winterbourne, onde está? Esta aqui? 
 — Si, señorita. Ele... espere! — Como se quisesse evitar qualquer tentativa de conversa, a mulher fez um sinal ao ajudante antes de se virar e sair pela porta que dava para a rua. 
Lá fora estava um enorme carro preto como a noite sem luar e Kaara viu um motorista uniformizado ao volante. Ele saiu rápido, aproximou-se da porta de trás e abriu-a, fazendo uma saudação quando ela entrou com sua acompanhante. Dentro, a limusine era luxuosa e com ar condicionado. Kaara sorriu para a velha, que inclinou a cabeça solenemente, cruzou as mãos e ficou olhando para a frente, séria. 
Mais uma vez desapontada, Kaara virou a cabeça para olhar pela janela. Não conseguiu ver nada. Não havia luzes e os faróis do carro iluminavam apenas um circulo na frente da estrada com sinais de transito que ela não compreendia. Depois de Alguns momentos, fechou os olhos. 
Era estranho Dirk não ter ido ao aeroporto encontrá-la. Mas, como o casamento dele era no dia seguinte, talvez tivesse tido algum problema, alguma festa de despedida de solteiro. Sim, naturalmente era isso!

Fome de Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Tudo aconteceu rápido demais... como num sonho! 

Nem mesmo Alexandra sabia como tinha vindo parar ali, naquele magnífico castelo no interior da França. 
Há duas semanas ainda estava na Inglaterra, certa do seu casamento com Hal e da vida tranqüila que a esperava. 
Foi quando o conde Philippe de Villone surgiu em seu caminho e, como um tufão, fez desmoronar seus planos. Alexandra então se deu conta da loucura que cometera ao unir-se a esse aristocrata, quase um estranho, e que agora era seu marido. 
Naquele casamento, o amor estava de fora. Que fazer? Levar adiante uma união que não passava de uma farsa? 

Capítulo Um 

Alexandra corria rapidamente pelo ancoradouro, com os braços esticados, balançando como uma acrobata contra o vento forte. Seus olhos verdes sorriam quando ela sentia o sal fino bater no rosto. As ondas quebravam na praia abaixo, arrastando as pedras molhadas. Nuvens cinzentas assemelhavam-se véus impenetráveis suspensos no horizonte distante. 
De vez em quando uma sirene de navio vinha de lá, como o gemido de um animal ferido. Quando era pequena Alexandra costumava ficar horas balançando-se assim, ouvindo o tilintar dos cabos do mastro dos iates ancorados e o piar melancólico das gaivotas ao alto.
Havia uma sensação de liberdade, de risco, de excitação no que fazia, lançando-se sozinha contra os elementos, sempre consciente do perigo de cair, o vento açoitando-se fazendo suas calças baterem nas pernas e o cabelo castanho-avemelhado brilharem como uma bandeira. Uma sensação selvagem arrebatou-a. Ela se virou com um sorriso e um arrojo no rosto, para voltar á praia. 
Foi quando viu um homem, parado, observando-a tinha se imaginado completamente só na nevoa da manhã e a surpresa da presença dele perturbou-a. De repente, vacilou e hesitou. Não dava mais para recuperar o equilíbrio, ia cair, mais o estranho moveu-se mais rápido do que ela poderia imaginar, segurando-a um segundo antes de ambos rolarem pela praia íngreme sobre as pedras escorregadias e molhadas. 
 — Oh, maldição... — Alexandra resmungou. Ficou aturdida por alguns momentos com a cabeça apertada contra um peito forte, ouvindo um estranho barulho que a confundiu, até perceber que era o som do coração dele sob seu ouvido. Levantando a cabeça, viu um rosto enérgico e de feições frias. Ele a fitava com inexpressivos olhos acinzentados. 
 — Sinto muito — ela murmurou, ruborizando-se. 
 — Você se machucou? — ele perguntou. 
 — Não graças a você — disse ela, oferecendo um sorriso polido que não recebeu absolutamente nenhuma resposta. 
 — Você teve sorte — ele replicou. — uma brincadeira bastante imprudente essa sua, poderia ter caído e se afogado. 
 — Isso é muito difícil. Sou boa nadadora, estou acostumada a ancoradouros. 
 — Ninguém deve subestimar o mar — disse ele, sério. 
Alexandra percebeu que ele tinha um leve sotaque. Francês? Seu inglês era excelente, mas o tom era negligente demais. Levantou-se, limpando o jeans. Ele levantou também, e ela viu consternada, as manchas de sal no seu terno cinza-escuro, obviamente caro. 
 — Oh, meu Deus, temo que seu terno esteja arruinado! Você tem que me deixar pagar a lavagem...

Noites de Delírio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

O estalo da bofetada ecoa no palco vazio 

quando Edward McCullough, com a face marcada pelos dedos delicados, avança sobre a atriz principal. 
Você é minha esta noite, Elisabet Cambridge! —, ele diz entre dentes, enlaçando-a pela cintura. 
Quase desfalecendo entre os braços rijos, Bett não tem forças para enfrentá-lo. 
Como resistir, se uma noite com o famoso autor e diretor teatral é um sonho maior que o delírio da plateia?  


Capítulo Um 

No palco vazio e silencioso, fracamente iluminado por uma única luz vinda do teto, Bett Cambridge observava impaciente, o auditório às escuras. Preparava-se para ler o script que tinha nas mãos, sabendo que os examinadores estavam na plateia, embora não pudesse vê-los. 
Mas eles deviam estar interessados, senão por que a tinham escolhido entre as três candidatas selecionadas no primeiro teste? O texto era o mesmo da vez anterior, e embora o conhecesse como a palma da mão, pois compartilhara aquelas emoções com seu criador, tempos atrás, naquele exato momento o medo de errar era ainda maior. 
Um calafrio percorreu seu corpo delicado, ao lembrar-se daquele homem. Não, não devia ter vindo, apesar de precisar demais daquele emprego. Quando fora chamada para o teste, esquecera-se de todos os temores, pois soubera que ele se encontrava em Hollywood, trabalhando em um novo roteiro. 
Mas... e se por acaso ele aparecesse ali? “Tudo dará certo”, pensou, tentando tranquilizar-se, embora suas mãos ainda tremessem. Afinal, nada mais havia entre eles. Agora que era um dramaturgo famoso, Edward McCullough estava ainda mais distante. Há muitos anos Bett deixara de fazer parte de sua vida. Atualmente, apenas trocavam rápidos olhares e poucas palavras, quando se encontravam em alguma festa. O passado estava morto e enterrado para ambos. 
Por que então ele se importaria de que ela participasse de uma de suas peças de maior sucesso? Bett segurava o script fortemente, procurando se concentrar no papel que iria representar: uma jovem pobre e sozinha, grávida de três meses. Estava vestida com a mesma roupa que usara no primeiro teste e deixara os longos cabelos dourados soltos sobre os ombros. 
Pensando na tristeza da pobre garota abandonada, relaxou o corpo, como se sentisse cansaço, e começou a ler dramaticamente o texto de A Garota do Quarto Escuro. 
— Você pensou que ele fosse um cavalheiro, querido Tom — declamou em voz alta e clara, que ecoou por todo o teatro. 
Mordendo o lábio inferior, procurando sentir a agonia da personagem, jogou os cabelos para trás e riu. 
— Você, meu bom e amável Tom, que toda tarde me levava do trabalho para casa, querendo me proteger. Oh, meu Deus, o que vai ser desse bebê agora? Como poderei tê-lo? Como vou criá-lo, se não tenho ninguém? 
Bett cobriu o rosto com as mãos e começou a caminhar agitada de um lado para outro do palco. Declamou todo o trecho da peça escolhido, até que, por fim, erguendo novamente a cabeça, estendeu as mãos num gesto suplicante. 
— Não! Não posso desistir dessa criança! Mas também não posso tê-la! — Ela falava quase sussurrando, com o olhar perdido. 
— Oh, meu Deus, se você me ama, mostre-me o que devo fazer!

O Lobo da Neve

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Guiando o trenó puxado por cães, 

na imensidão das montanhas do Alasca, Jenna só consegue pensar nas carícias de Weylin, em seu corpo másculo que a ensinara a percorrer os caminhos do prazer. 
O chicote estala e o diminuto veículo dispara. Agora, esse amor pertence ao passado, os caminhos são outros naquela corrida através do deserto gelado dos esquimós. 
Vencendo ou perdendo, a recompensa será a mesma: solidão. 

Capítulo Um 

A luz da lua cheia tornava prateada a neve nas encostas das montanhas Chugach, transformando a região numa paisagem de sonho. Mais de trinta quilômetros de floresta de pinheiros separavam Jenna Henderson da pequena cidade de Anchorage, e ela estaria adorando a solidão se seu cão líder não estivesse desobediente. 
— Comporte-se, Chingo. Fique quieto! 
Inquieto, o husky macho negro, de raça siberiana, própria para puxar trenós, chefe da matilha, submeteu-se e permitiu que ela o prendesse aos outros que já descansavam sobre a neve. 
Jenna verificou a corrente, esticada entre duas árvores, e observou os cães. Nenhum deles parecia cansado; tinham corrido muito bem naquele dia. Todos menos Chingo. Ela também não estava cansada até ter de puxar e arrastar Chingo para acorrentá-lo. Sempre havia cães que davam trabalho ao fim de uma corrida. 
— Se você não fosse um líder tão bom, eu juro que Sônia estaria em seu lugar. 
O cão lançou um olhar desafiador. Ela então suspirou e foi apanhar o saco de ração que ainda estava no trenó. O frio não estava tão intenso pelos padrões do Alasca; era fim de novembro, e o termômetro que pendia do zíper de seu grosso casaco com capuz oscilava em torno de dez graus acima de zero.
Os índios chippewa em Minnesota, seu Estado natal, chamariam aquela noite de “lua que congela o lago”. Pensando nisso, percebeu que seu trenó não era muito diferente do que os chippewa usavam, também puxado por cães. A aurora boreal brilhava azul no céu noturno. Caminho dos espíritos para os chippewa; Jenna imaginava como seria que os índios do Alasca e os esquimós chamariam a aurora. 
Talvez depois da grande corrida ela tivesse tempo para assistir a uma aula de cultura nativa na Universidade do Alasca. Quando acabou de alimentar os cães, foi preparar sua própria refeição. Decidiu experimentar uma receita de um condutor campeão: um bife e batatas cortadas em manteiga embrulhados em papel alumínio e colocados diretamente no fogo. Gostou da mudança. 
Bem melhor que comida desidratada para trilhas. Sentiu-se revigorada ao terminar de se alimentar. “Chapeuzinho Vermelho”, como alguns dos condutores a chamavam, sentia-se em casa. Olhou ao redor, para os picos das montanhas, as árvores cobertas de neve, os cães deitados em silêncio e sorriu. 
Ouviu um lobo uivar ao longe e esperou o coro que deveria vir em seguida, mas não houve resposta. Um lobo solitário era coisa rara; eles sempre andavam em grupos. O animal uivou novamente; um uivo longo e trêmulo, que ecoou em sua mente depois de desaparecer no silêncio da noite.

Chamas de Ternura

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Numa noite fria e tempestuosa de outono, 

quando a solidão dos campos da Virgínia tornara-se insuportável para Carla, Stefan Gerhardt procurou-a para dar-lhe o que ela mais desejava: o fogo de sua paixão. 
E o doce murmúrio da lenha crepitando na lareira foi como música a seus ouvidos quando se amaram pela primeira vez. 
Carla quis viver aquele amor intensamente, enquanto durasse, pois sabia que ele não teria futuro. Não havia nada em sua vida, além de seu trabalho de treinadora de puros-sangues, que ela pudesse oferecer a Stefan, o rico proprietário da Fazenda Vale do Sol. 
Aliás, não havia nada que ela pudesse oferecer a qualquer outro homem! 


Capítulo Um 

Não havia uma nuvem sequer no céu, naquela manhã. Carla admirou o vale verde entre as montanhas e, aspirando profundamente o ar ainda úmido de orvalho, enfiou as luvas de couro com gestos decididos. Apressou o passo, a caminho da estrebaria, afundando as botas na espessa camada de folhas cor de ferrugem derrubadas das árvores pelos primeiros ventos do outono. Estava atrasada. 
Pretendia levantar-se antes do amanhecer, mas tinha ficado trabalhando até tarde da noite e só despertara quando a claridade começava a invadir seu quarto. Ao chegar no pátio, foi saudada por um coro de relinchos estridentes. 
— Sinto muito, companheiros, mas eu me atrasei — murmurou, enquanto acariciava os impacientes cavalos puros-sangues. Carla fazia tudo com satisfação desde que se estabelecera ali em Keswick, na Virgínia. 
Não era nada fácil morar sozinha no campo, mas o amor profundo que sentia pela terra e pelos animais compensava todos os sacrifícios que enfrentava. Ela e mais três arrendatários eram os únicos a usufruir os recursos oferecidos pelos trezentos e cinquenta acres da Fazenda Vale do Sol, cujas terras magníficas eram apropriadas para a criação de cavalos. 
A estrebaria estava cuidadosamente limpa e as baias, forradas com uma boa camada de palha fresca. Carla despejou uma ração de cevada em cada cocho e, com um forcado, desprendeu um pouco de feno dos fardos. Enquanto abastecia as manjedouras, o sol apareceu no topo das montanhas, enviando raios dourados através das janelas. 
Três cotovias de peito amarelo saltaram junto à porta da estrebaria, esticando os pescoços, curiosas. Um dos cavalos ergueu o focinho e fungou amigavelmente, enquanto as aves bicavam os grãos de cevada espalhados pelo chão. Carla espreguiçou-se e caminhou até o pátio. A névoa úmida dissolvia-se lentamente com o calor do sol. O pasto estava dourado e os campos de aveia silvestre eram agitados pela brisa. Mais adiante erguiam-se as montanhas, solenes e majestosas. 
Aspirando o ar fresco e revigorante da manhã, ela olhou mais uma vez para o vale banhado de sol e sentiu um desejo ardente de permanecer naquela terra de raízes profundas, cuja beleza tanto a emocionava. Seus enormes olhos azuis iluminaram-se de prazer. Mas foi um prazer de curta duração.
Aos poucos, uma sensação de angústia foi tomando conta de seu ser. Suspirando, dirigiu-se vagarosamente para a graciosa casa branca que se tornara o seu lar naquele último ano. Sua angústia devia-se à chegada iminente do novo proprietário da Fazenda Vale do Sol, de quem ignorava as intenções. 
Sobre o homem, Carla sabia apenas uma coisa: que era europeu. Esperava, como os demais habitantes da pequena cidade de Keswick e até mesmo da cidade vizinha, Charlottesville, que ele tivesse, ao menos, um interesse mínimo por cavalos. Aquelas terras eram apropriadas para a instalação de um haras e seria uma pena se não fossem aproveitadas. 
Destiná-las a outros fins seria um sacrilégio, no seu entender e no daqueles que prezavam o lugar.

O Anel da Noiva

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
A farsa e o anel! 

Yorke Mackinnon estava determinado a recuperar o anel de esmeraldas da avó que fora roubado. 
Só não imaginava encontrá-lo com uma mulher tão sedutora... Sabina estava tomando conta do anel de noivado de sua melhor amiga. 
E só porque Yorke aparecera com uma história absurda sobre o anel, ela não iria humildemente devolvê-lo. 
Isso, claro, se conseguisse resistir ao poder de sedução daquele homem!  



Capítulo Um 

Sabina levou uma xícara de café até a sala de estar, lá, sentou-se em uma cadeira e ficou refletindo sobre a calma que reinava ali, no apartamento de Natalie. 
Não que ela fosse barulhenta, mas a amiga estava viajando; e tudo parecia muito silencioso sem ela. As duas eram amigas desde a escola, mas fazia apenas três meses que Sabina fora morar com Natalie. 
Bem, não fora exatamente morar com ela, pois Sabina já estava sabendo que Natalie logo iria partir numa longa viagem ao redor do mundo, e que iria ficar sozinha no apartamento. 
— Venha comigo, Sabbie — Natalie convidara a amiga. Era tentador, mas Sabina rejeitou a oferta. 
— Não acho que meus pais... — ela começou, e não precisou dizer mais nada. 
— Oh, é mesmo, seus pais... — Natalie disse. 
Ela mesma passava mais tempo com os pais de Sabina do que com os dela. Essa conversa ocorrera quase quatro meses atrás, Sabina divagou, e continuou pensando em como os pais já tinham seus quarenta anos quando ela, a única e desejada criança, nascera. 
Seus pais a amavam muito. Provavelmente era por isso que costumava ser assaltada por um sentimento de culpa quando considerava o amor deles, sua necessidade de protegê-la, um tanto exagerados. 
Eles tentaram não ser muito superprotetores; ela percebia isso no modo como a encorajavam a fazer amizades. Não que tivesse muitas, pois, talvez por conta da educação rígida que tivera, ela havia se tornado uma garota tímida. 
Não deixava de ser um pouco surpreendente, portanto, que sendo ela assim tímida, talvez seletiva, tivesse se tornado amiga justamente da mais arrojada e extrovertida garota da escola. 
Para começar, seus pais não gostaram de Natalie e de sua atitude franca. Mas, à medida que foram conhecendo a moça e descobriram como se sentia rejeitada pelos próprios pais, eles passaram a confortá-la. Ela e Natalie haviam terminado o colegial e entrado na faculdade de administração juntas. Enquanto Sabina fora trabalhar com o pai, Natalie, uma loira atraente, pulava de um emprego a outro. 
A primeira experiência de Natalie malogrou quando ela se apaixonou pelo patrão. Ela achava que ele também a amava, pois o próprio lhe dissera isso, mas acabou descobrindo a mentira quando ele se casou com outra. As pessoas estavam passando Natalie para trás. 
— Essa é a última vez! — ela declarou, para depois se apaixonar uma segunda e então uma terceira vez, ambas terminando muito mal. Sabina se preocupava com a amiga. Natalie, que fora tão pouco amada na vida, estava à procura de amor, e continuava sendo enganada por aqueles a quem amava. 
Natalie não queria mais saber de homens. Ela contou a Sabina que estava farta do mundo masculino e do emprego atual, e que agora só queria viajar e conhecer o mundo. 
O dinheiro não era problema; recebia uma pequena mesada do pai, dada, segundo ela, para substituir o afeto que lhe era negado.

Apesar de Você

ROMANCE CONTEPORÂNEO 
Ele não podia se apaixonar por essa mulher. 

Quando o piloto Regret James caiu com seu avião na Geórgia, foi salvo pela fazendeira Silvia Sandlin, uma jovem e fascinante viúva. 
Assim que consertassem o avião, Regret iria embora apesar de Silvia ser ameaçada por bandidos e a policia local não acreditar nela. Mas o perigo era real. 
Regret decidiu ficar apenas o tempo necessário para salvá-la. Não importava que Silvia o atraia tanto e que ele a desejava cada vez mais ... Regret sabia que estava proibido de amar! 

Capítulo Um 

Regret! Ele ainda podia ouvir o grito exasperado de sua mãe. Regret James, desça já desta árvore! Você não pode voar! Regret, ele pensou, a palavra que significa “arrependimento”, em inglês. Apertou com mais força a barra de direção de seu pequeno Cessna 152, com uma súbita expressão de dor. 
Ninguém mais o chamava assim, desde que fizera dezoito anos. Ou, mais exatamente, há treze anos, desde que desaparecera numa noite quente da Geórgia para iniciar uma vida nova. Por que pensara em sua mãe agora, depois de todo este tempo? Girou a asa do aeroplano de dois lugares para a esquerda, a fim de obter uma visão melhor dos campos luxuriantes que se estendiam abaixo.
Nunca antes tivera a chance de contemplar do ar a área rural da Geórgia do Sul. Os longos retângulos mesclados de verde claro das novas plantações, com o marrom escuro da terra, recortados pelos sistemas de irrigação, pare¬ciam uma vasta colcha de retalhos. E, mesmo da altura em que se encontrava, ele quase sentia a fragrância da terra revolvida. 
Ah, o Sul na primavera... Sorriu para si mesmo, satisfeito. A melhor época do ano para se ganhar uns trocados. Afastando os cabelos loiros que lhe caíam na testa, levou os binóculos aos olhos e examinou as esparsas construções que surgiam à frente. Aquela fazenda era diferente das outras que vira na região, pensou. Ou, pelo menos, parecia mais vívida e colorida que as fazendas vizinhas. 
Uma profusão de azaleias cor de púrpura cercava a casa branca, e no jardim da frente, árvores floridas de branco e amarelo alinhavam-se ao longo de uma estradinha de terra. A casa quase reluzia, parecendo ter sido recentemente pintada, porém os celeiros e cavalariças, com seus tetos de zinco, haviam perdido o brilho há muitas gerações. 
Rindo alto, ele chegou a imaginar a foto daquela fazenda numa revista; e o cheque que precederia a publicação. Outra coisa que notou foi uma larga faixa de pinheiros, a leste da casa. Ao aproximar-se mais, reparou que havia uma clareira no centro, coberta de vegetação verde-pálido, onde algumas vacas pastavam parecendo pontinhos negros espalhados a esmo. 
Deixando os binóculos de lado, checou o altímetro e baixou duzentos pés, ficando quase rente às árvores. Depois, pegou a máquina fotográfica e disparou uma rápida sequência de fotos. Mais uma vez posicionou o aeroplano para a esquerda e focalizou um novo ângulo, enquanto firmava a barra de di¬reção com os joelhos.
Uma foto pode valer mais que mil palavras, mas seria bem melhor se valesse mil dólares! Pensou. Foi então que viu a mulher. Se não fosse por ela, provavelmente teria tirado algumas fotos da fazenda e seguido em frente. A fronteira da Geórgia com a Florida não estava muito distante e ele planejava descer até as praias do Golfo do México e aproveitar uns dias de sol, antes de retomar a Atlanta. 
Tudo o que precisava era ligar para seu cliente nas próximas horas e avisar a companhia do que havia visto nas proximidades do riacho Johnson. Poderia passar a informação através do rádio, mas achou melhor ser cauteloso: se alguém estivesse na mesma frequência e ouvisse sobre o desastre iminente, todo seu trabalho estaria perdido. 
Tornou a avistar a mulher e esqueceu-se de tudo o mais.

domingo, 23 de novembro de 2014

Opal

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Lux
























Capitulo um

Eu não sabia o que me acordou. O vento uivante da primeira grande nevasca do ano tinha acalmado ontem à noite e meu quarto estava tranquilo. Pacífico. Rolei para o meu lado e pisquei.
Olhos da cor das folhas cobertas de orvalho olhavam nos meus. Olhos estranhamente familiares, mas medíocre em comparação com aqueles que eu amo.
Dawson.
Apertando o cobertor conta o meu peito, me sentei lentamente e empurrei o cabelo emaranhado da minha cara. Talvez eu ainda estivesse dormindo, porque eu realmente não tinha ideia do por que Dawson, o irmão gêmeo do garoto por quem eu estava louca, profunda, e, possivelmente, insanamente apaixonada estava sentado na beira da minha cama.
— Hum, está... está tudo bem? — Eu limpei minha garganta, mas as palavras saíram roucas, como se eu estivesse tentando parecer sexy e, na minha opinião, falhando miseravelmente. Toda a gritaria que eu tinha feito enquanto o Sr. Michaels, namorado psicopata da minha mãe, tinha me trancado na gaiola no depósito ainda se refletia na minha voz uma semana depois.
Dawson baixou o olhar. Cílios grossos, cobertos de fuligem se espalharam nas pontas das bochechas altas e angulares que eram mais pálidas do que deveriam ser. Se eu aprendi alguma coisa, Dawson foi muito danificado.
Olhei para o relógio. Era perto de seis horas da manhã.
— Como você chegou aqui?
— Eu me deixei entrar. Sua mãe não está em casa.
Com qualquer outra pessoa, isso teria me assustado para caramba, mas eu não tinha medo de Dawson.
— Ela ficou presa em Winchester.
Ele acenou com a cabeça.
— Eu não consegui dormir. Eu não tenho dormido.
— Nada?
— Não. E Dee e Daemon são afetados por isso. — Ele só olhou para mim, como se desejasse que eu entendesse o que ele não conseguia colocar em palavras.
Os trigêmeos - inferno, todos nós – estávamos no limite, esperando que o Departamento de Defesa aparecesse em todos os dias que se passaram desde que Dawson escapou da prisão de Lux deles. Dee ainda estava tentando processar a morte de seu namorado Adam e o reaparecimento de seu amado irmão. Daemon estava tentando estar lá para seu irmão e para ficar de olho neles. E apesar de tropas de assalto não explodirem em nossas casas, nenhum de nós estava relaxado.
Tudo era muito fácil, o que geralmente não era nada de bom.
Às vezes...


Série Lux
0,5- Shadows
  1- Obsidian
  2- Onyx
  3- Opal
1- Esperar por Você
ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Por algumas coisas vale a pena esperar...

Viajar milhares de quilômetros para entrar na faculdade é a única maneira que Avery Morgansten, de dezenove anos, tem para escapar do que aconteceu na festa de Halloween, há cinco anos - um evento que mudou para sempre a sua vida. 
Tudo o que ela precisa fazer é chegar as suas aulas a tempo, certificar-se que a pulseira no seu pulso esquerdo permaneça no lugar, não chamar atenção para si mesma, e talvez- por favor 
Deus - fazer alguns amigos, porque certamente essa seria uma agradável mudança de ritmo. 
A única coisa que ela não precisa e nunca planejou era capturar a atenção de um cara que poderia destruir o futuro precário que ela está construindo para si mesma.

Capítulo Um

Havia duas coisas na vida que sempre assustavam o inferno para fora de mim. Acordar no meio da noite e descobrir um fantasma, com a sua cara transparente enfiada em mim, era uma delas. Não era provável de acontecer, mas ainda assim muito, muito esquisito de pensar. A segunda coisa era entrar atrasada em uma sala de aula lotada.
Eu absolutamente detestava estar atrasada.
Eu odiava que as pessoas virassem e me olhassem, o que sempre fazem quando entramos em uma sala de aula um minuto após a aula começar.
Foi por isso que eu tinha traçado obsessivamente a distância no Google entre meu apartamento, em University Heights, e o estacionamento designado para estudantes, no fim de semana. E eu realmente dirigi duas vezes no domingo para me certificar que o Google não estava me desviando do caminho.
1,9 quilômetros para ser exata. Cinco minutos de carro.Mesmo assim, eu ainda saí 15 minutos mais cedo para chegar 10 minutos antes da minha aula das 9:10 começar.
O que eu não planejei foi o tráfego de uma milha de comprimento no sinal de ‘pare’, porque Deus não permitiria que algum dia houvesse um semáforo de verdade nessa cidade histórica, ou o fato de que não havia absolutamente nenhuma vaga sobrando no estacionamento do campus. Eu tive que estacionar na estação de trem ao lado do campus, perdendo um tempo precioso procurando moedas para pagar o serviço.
“Se você insiste em se mudar para o outro lado do país, pelo menos fique em um dos dormitórios. Eles têm dormitórios lá, não têm?” A voz da minha mãe se infiltrou através de meus pensamentos quando eu parei em frente ao Edifício de Ciências Robert Byrd, sem fôlego por correr a ladeira mais íngreme e inconveniente da história.
É claro que eu não tinha escolhido ficar em um dormitório, porque eu sabia que, em algum momento, os meus pais apareceriam aleatoriamente e iriam começar a julgar e a conversar, e eu prefiro me chutar no rosto antes de submeter um inocente a isso. Em vez disso, peguei meu dinheiro sacrificado e bem merecido, e aluguei um apartamento de dois quartos próximo ao campus.
O Sr. e Sra. Morgansten odiavam isso. E isso me fazia muito feliz.
Mas agora eu estava lamentando meu pequeno ato de rebeldia, porque, enquanto eu corria para fora do calor úmido de uma manhã de final de agosto e entrava para o prédio climatizado, já era 09:11 e minha classe de astronomia era no segundo andar. E, por que diabos eu escolhi astronomia?
Talvez porque a ideia de ficar sentada em outra aula de biologia me fez querer vomitar? Yep. É, foi isso.
Corri até a escadaria larga, corri através das portas duplas e bati direto em uma parede de tijolos.
Tropeçando para trás, meus braços se debateram como um guarda em um cruzamento. Minha bolsa lateral escorregou, me puxando para um lado. 
Meu cabelo voou na frente do meu rosto, uma mecha ruiva que obscureceu tudo enquanto eu oscilava perigosamente.
Oh meu Deus, eu estava caindo. Não havia como parar. Visões de pescoços quebrados dançaram na minha cabeça. Isso ia ser ruim...


1,5 - Confia em Mim


















Capitulo Um

Jase Winstead é um filho da puta cruel.
Ir para “Asstronomy 101” 1 é a última coisa que eu queria estar fazendo, às nove da manhã, caramba! Especialmente porque tudo que a classe faz é me lembrar da primeira vez que entrei na aula do Professor Drage, e do porque eu tinha feito uma apressada saída não planejada no meu ano de calouro. E eu realmente não precisava de um texto com insultos de Jase sobre como agendar aulas antes do meio dia não era saudável.
Considerando que eu estava a passar, -oh, eu não sei, duas horas com sono- e eu ainda podia sentir o gosto da tequila e outras coisas que eu realmente não queria sequer pensar sobre ontem à noite, eu estava atualmente sendo o garoto-propaganda de como não ter um primeiro dia saudável e feliz de classes de Outono.
Eu assisti a porta para a astronomia balançar fechando-se e, em seguida, olho para trás, para o meu celular. O texto de Jase zombava de mim:
“Cabule. Eu tenho cerveja. Xbox. FIFA13.”
Bom, merda. Isso era extremamente tentador. Ollie tinha estragado nosso Xbox uma semana atrás durante uma partida brutal de Call of Duty.
Eu estava alguns minutos atrasado para aula.
Astronomia ou futebol no Xbox? Não é uma decisão muito difícil.
Decisão feita, dei meia volta e comecei a responder o texto de Jase quando as portas foram arremessadas abertas, como se um tornado tivesse passado pela escadaria. Minha cabeça virou bem a tempo de ver algo pequeno e algo vermelho vindo à minha direção.
Não tinha como evitar a colisão.
Um pequeno corpo colidiu direto comigo e tropeçou para trás, braços agitados como se a vítima estivesse se afogando. A bolsa, que parecia pesar mais que o dono, derrubou-a.
Reagindo a pleno instinto, me movi para frente, deixando cair minha própria mochila e passando meu braço ao redor de sua cintura, mas a bolsa foi em uma direção e, os livros, em outra. Ela ainda estava ofegante, como um daqueles sacos para vômito. 
Eu apertei meu abraço, segurando-a antes que ela fizesse algum dano sério a si mesma. Ela ficou de pé. Cabelos castanhos profundos voaram batendo no meu rosto. O aroma de frutas e algo almiscaro, e bom, me preencheu.

Série Esperar por Você
1- Esperar por Você
1,5 Confia em Mim


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Uma Canção para Julia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Crank Wilson saiu de sua casa em South Boston aos dezesseis para começar uma banda punk e queimar sua raiva no mundo. 

Seis anos depois, ele ainda está em desacordo com seu pai, um policial de Boston, e nem sempre fala com sua mãe. 
A única relação que realmente importa é com seu irmão mais novo, mas cuidar de Sean pode ser um trabalho em tempo integral. 
A única coisa que Crank quer na vida é ser deixado em paz para escrever sua música e direcionar sua banda para o sucesso.
Julia Thompson deixou um segredo para trás em Pequim que explodiu em um escândalo em Washington, DC, ameaçando a carreira de seu pai e dominando a vida de sua família. 
Agora, em seu último ano na Universidade de Harvard, ela é assombrada por uma voz do seu passado e se recusa a perder o controle de suas emoções novamente, especialmente quando se trata de um cara.
Quando Julia e Crank se reúnem em um protesto anti-guerra em Washington, no outono de 2002, a ligação entre eles é tão poderosa que ameaça destruir tudo ao redor.

Capitulo Um

Talvez seja só eu. Mas gostaria de pensar que uma menina no centro do maior protesto anti-guerra desde a Guerra do Vietnã não devia ser um pé no saco.
Mas não… lá estava ela, a sua boca se movendo, e eu não entendia uma palavra. Para ser honesto, ela era perversamente gostosa, mesmo que estivesse se vestindo como uma bibliotecária; ela usava uma saia floral até o joelho que abraçava suas coxas e um suéter em cor pastel e parecia ter mil pulseiras em seu punho direito. Seus olhos eram de um pálido azul impressionante, emoldurado por um cabelo loiro escuro. Ela tinha aquela aparência de estudante que me fez desejar lamber a parte de trás do seu pescoço. Era hostil o fluxo de palavras que jorrava da sua pequena boca sexy, o que me fez dar um passo para trás, tanto irritado quanto na defensiva.
— O que foi? — eu perguntei, na esperança de conseguir parar a torrente de palavras.
Ela suspirou e fechou os olhos. Eu sorri abertamente.
— O que eu disse foi que vocês não podem montar aqui por enquanto. Mark Tashbur está prestes a continuar… em seguida, há uma pausa de quinze minutos. Vocês podem montar depois disso.
Eu rolei meus olhos. — E nós continuamos ao final dos quinze minutos?
Ela sorriu e o seu rosto relaxou um pouco. Acho que ela não gostava muito de mim. Seu sorriso parecia falso. E aqueles olhos frios? O seu sorriso nunca os alcançava. Fiquei imaginando como um sorriso verdadeiro dela seria.
— Isso mesmo. — ela respondeu.
— Isso não vai funcionar. — eu disse. — Leva mais tempo para montar do que quinze minutos.
Ela suspirou. — E por que, exatamente, estamos sabendo disso agora?
— Ei, não é minha culpa. Eu não sei quem organizou o horário dessa coisa, mas está uma completa bagunça. Se você quisesse que nós tocássemos em 30 minutos, teríamos que ter iniciado a montagem uma hora atrás. Leva um tempo para instalar e ajustar o equipamento.
Ela bufou um pouco e disse. — Bom. Apenas… tente não distrair muito a plateia.





Melhores Amantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Genuínos





De amigos a amantes… e futuros pais?

Os tabloides amam Kat Jackson. Marco Corelli, seu amigo e comentarista esportivo bonitão, sempre esteve por perto para ajudá-la.
Agora, depois de uma noite fora do roteiro, ele está prestes a se tornar o pai do filho dela! 

Kat não consegue entender como foi cair em tentação e dormir com seu melhor amigo.
Mas quando ele a leva para sua ilha particular, é hora de admitir que o que sentem um pelo outro vai muito além da amizade.


Capítulo Um 

Fazia dez semanas desde que Katerina Jackson fora para a cama com seu melhor amigo. E fora incrível. E, naquele instante, dirigindo pela Captain Cook Highway, antes de pegar a entrada para Cairns, ela se deparava com ele seminu e sorrindo sedutoramente. 
Kat pisou instintivamente no freio e mal conseguiu evitar uma batida no carro da frente, que parara no sinal vermelho. O calor que lhe queimava o rosto desceu pelo corpo e se alojou no meio de suas coxas. Ela olhou para o enorme outdoor com a imagem de Marco Corelli, ídolo do futebol francês e maior goleador que o time do Marseille já tivera. Ele não estava exatamente despido. A cueca em formato de “Y” e as mãos apoiadas abaixo da cintura deixavam muito pouco para a imaginação, assim como o convite: “Prove”. 
Mas não era o seu abdome rígido, os seus bíceps acentuados e a firmeza dos músculos que desapareciam por baixo da cueca que faziam com que o sangue dela fervesse. Era aquele sorriso tentador que parecia dizer “seja minha”, seus lábios sedutores e a promessa contida em seus olhos sensuais. 
A maneira como a câmera capturara o seu charme enquanto ele a encarava por baixo de cachos do cabelo cuidadosamente despenteado, jogados sobre a testa e em torno do rosto. Todos os dias ela precisava passar por aquele maldito outdoor e vê-lo olhando para ela, como se ele se lembrasse de tudo que haviam feito naquela noite. De como a fizera suar, gemer, ofegar. Quando os carros recomeçaram a se movimentar, Kat voltou a olhar para a estrada. 
– Droga, como eu sou idiota – murmurou ela. 
Marco era seu melhor amigo desde os tempos da escola. Um arrogante ex-astro de futebol, que se tornara comentarista do esporte, modelo de cuecas e inveterado conquistador, sempre cercado de mulheres. Ela era sua companheira, sua confidente, seu porto seguro, sua cúmplice. Seu par, quando ele precisava de alguém para acompanhá-lo inesperadamente a algum evento. E, além disso, ele mantinha um namoro cheio de idas e vindas com sua chefe. 
Kat se recordou das conversas que tivera com Grace a respeito de Marco. Sim, definitivamente, naquela noite, Grace e Marco não estavam mais namorando. Esse era um problema com que não precisaria se preocupar e, portanto, só lhe restavam dois. Não lhe bastara fazer sexo com o melhor amigo, claro que não. Ainda precisara ficar grávida. 
Se você me visse agora, mãe... Todos os belos sonhos de que sua filha teria uma vida e uma carreira perfeitas, um marido perfeito e filhos perfeitamente saudáveis... Ela sentiu uma pontada de dor e empalideceu, mas se recompôs enquanto entrava no estacionamento do Canal 5. Mostrou o crachá para o guarda, estacionou, entrou no estúdio, jogou a bolsa num canto do escritório e checou o celular. 
Quatro chamadas perdidas, uma de seu amigo Connor, três de Marco e uma mensagem: Voltei. Precisamos conversar. Drinques no iate? M xxx. Ela suspirou e respondeu. Desculpe, atolada em trabalho. Impossível sair. Caso não saiba, houve um alerta de furacão. K xxx. 

Série Amores Genuínos
1 - Melhores Amantes
2 -Sua Esposa, Seu Mundo
Série Concluída