terça-feira, 19 de agosto de 2014

Casamento Com Favores

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

“Quer se divorciar de mim?” 

São as cinco palavrinhas que Cia Allende quer ouvir de Lucas Wheeler. 
Naturalmente, primeiro teriam que se casar. 
O deslumbrante magnata do ramo imobiliário do Texas detesta compromissos, mas um casamento de aparências ajudará aos dois. 
Cia terá acesso a seu fundo de investimentos para construir um abrigo para mulheres, e Lucas perderá a má reputação de playboy. 
Sem laços. Sem romance. Simples assim. Só que não. Lucas pretende seduzir sua esposa de fachada. É uma batalha de vontades, e Cia está perdendo, mas ao mesmo tempo, adorando. E agora o divórcio com o qual tanto sonhou passou a ser a última coisa que ela realmente deseja…




 
Capítulo Um

Qualquer outra mulher solteira com 25 anos sonhava com casamentos de contos de fada, mas Dulciana Allende sonhava com um divórcio. E Lucas Wheeler era exatamente o homem para isso. Cia mirou seu alvo, muito másculo, muito loiro, de ombros muito largos, no salão lotado. 
A demonstração de riqueza enfeitando a multidão entre ela e Lucas beirava a extravagância. Uma senhora à sua esquerda usava um anel cujo valor daria para comprar um ano de mantimentos para o abrigo de mulheres onde Cia era voluntária. 
Se tivesse a habilidade natural de influenciar doadores, Cia não estaria no meio desta festa da alta-roda de Dallas, à qual claramente não pertencia, prestes a colocar seu plano B em ação. Não havia um plano C.
Terminou o drinque sofisticado que algum garçom colocara na mão dela. Depois de ter se esforçado consideravelmente para conseguir um convite para a festa de aniversário da sra. Wheeler, o mínimo que poderia fazer era participar e beber qualquer drinque ridículo que o Black Gold Clut fingia ter álcool. 
Se tivesse sucesso, a sra. Wheeler seria sua futura sogra, e Cia queria causar uma boa impressão. Um rapaz perto do bar tentou chamar a atenção de Cia, mas ela continuou andando. 
Nesta noite, se interessava apenas por um homem, que estava conveniente-mente ao lado da mãe, cumprimentando os convidados. 
Os saltos altos com os quais Cia não estava acostumada e o vestido justo na altura dos joelhos diminuíam seu ritmo. 
— Feliz aniversário, sra. Wheeler. — Cia apertou a mão da mulher cheia de estilo e sorriu. 
— É uma bela festa. Dulciana Allende. Prazer em conhecê-la. A sra. Wheeler devolveu o sorriso. 
— Cia Allende. Meu Deus, como o tempo passou. Conheci seus pais. Que tragédia perdê-los ao mesmo tempo — disse maternalmente interessada. 
O sorriso de Cia esmoreceu. Claro que a sra. Wheeler conhecera seus pais. Ela só não sabia que o coração de Cia balançava cada vez que alguém falava deles. 
— Lucas, conhece Cia? O avô dela é dono da Manzanares Comunicações. Os olhos de Cia encontraram os do homem com quem planejava se casar e foram rapidamente arrastados pela força da presença de Lucas Wheeler. Ele era... tudo. Bonito. Dinâmico. Lendário. 
— Srta. Allende. — Lucas beijou a mão dela num gesto antiquado e eficiente. E provocou outro tipo de balanço, desta vez em um local mais abaixo. Não, não, não. Atração não era aceitável. 
— Wheeler. — Ela puxou a mão rapidamente. — Não acho que já tenha conhecido alguém tão parecido com um boneco Ken. Ainda bem que a mãe dele não ouviu a boca de Cia trabalhando mais rápido que o cérebro. Sociabilidade não era o forte dela.

Ardente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Flor da Pele 

Ela não percebeu o quanto ele estava perto de chegar... 

Kimani Cannon soube que teria problemas no instante em que seus olhos esquadrinharam 1.90m de pura sensualidade masculina. 
Os céus haviam finalmente atendido suas preces... Duan Jeffries era a personificação do homem ideal. Encantador, charmoso, atencioso... 
E um amante de arrasar na cama! Pena que o caso com o Sr. Gostoso teria a duração de somente uma noite... Até Kim precisar de um acompanhante para o (quinto!) casamento de sua mãe. Duan concorda em bancar o papel de noivo de Kimani. Mas faz algumas exigências (ardentes...) em troca. 
Para Kim não tem problema! Até ela descobrir que Duan teve motivos particulares para aceitar sua proposta. De repente, Kimani não sabe mais em que acreditar. 
Sua cabeça e seu coração a aconselham a ter cuidado. Mas seu sangue entra em ebulição a cada vez que sente o toque de Duan! 


Capítulo um 

Meu irmão tirou a sorte grande. Esse pensamento passou pela mente de Duan Jeffries enquanto ele estava nos bastidores e assistia a Terrence “Terror” Jeffries guiar sua mulher, Sherri Griffin Jeffries, pelo enorme salão de baile enquanto ambos agradeciam aos inúmeros convidados que haviam comparecido ao casamento.
Desde que conhecera Sherri, Duan percebera que ela era a única mulher que poderia fazer seu irmão caçula feliz. Só de estar na presença deles já dava para sentir o amor que irradiava entre ambos. 
E mesmo sendo um canalha cínico no que dizia respeito à noção sobre amor verdadeiro, de certa forma aqueles dois lhe transmitiam algum tipo de fé. O mesmo valia para sua irmã, Olivia, e para o homem com quem ela havia se casado no ano anterior, o senador Reggie Westmoreland. Definitivamente mais uma boa combinação amorosa. Então, tudo bem, dois casos não eram ruins. 
Ele passeou seu olhar pelo salão, até o pai e a mulher ao lado dele, e riu por dentro. Tá bom, ele tinha que admitir: três casos. Seu pai finalmente havia se casado com sua dedicada assistente administrativa há alguns meses. Duan não conhecia nenhum homem que merecesse o amor de uma mulher bondosa mais do que Orin Jeffries, principalmente depois de todo o inferno no qual a mãe de seus três filhos o enfiara. 
Sem querer pensar na mulher que lhe tinha dado à luz, a mesma que havia abandonado o marido e três filhos quando Duan tinha 12 anos, Terrence 10 e Libby 3, ele olhou para o relógio, sentindo-se cansado e nervoso. Tinha chegado a Chicago no dia anterior e vindo diretamente do aeroporto para a igreja, bem a tempo de comparecer ao jantar de ensaio da cerimônia. 
Como detetive particular, nos últimos três meses ele vinha trabalhando praticamente o tempo todo, tentando reunir provas suficientes para entregar a um amigo advogado, o qual estava convencido de que um de seus clientes havia sido acusado de assassinato injustamente. Era um caso duro de roer, e mais difícil ainda tinha sido informar ao homem que a esposa havia armado para ele. Com as provas necessárias para livrar o sujeito de todas as acusações, Duan decolara de Atlanta em um voo direto para Chicago. 
Ele olhou para o relógio. Tinha pouco mais de uma hora antes de o casal seguir para o aeroporto internacional de O’Hare e então para uma lua de mel de duas semanas em Paris. Depois que eles partissem, Duan iria para seu quarto de hotel, tiraria seu smoking, vestiria algo mais confortável e... Faria o que mesmo? Ele não tinha planos imediatos. Andaram dizendo que alguns dos irmãos e primos de Reggie estariam organizando um jogo de cartas mais tarde naquela noite, em um dos quartos. Ele não estava surpreso. Conhecia a maioria dos membros da família Westmoreland desde seus anos de colegial em Atlanta e havia reacendido a amizade com todos desde que Reggie se casara com Libby. 
A única coisa que sabia era que eles gostavam de jogar, e o jogo escolhido era o pôquer.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Encontro No Altar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








A agitada Lucy West sempre pensara que podia lidar com qualquer coisa. 

Mas isso fora antes de ela conhecer o carismático e irresistível magnata Guy Dangerfield e ele a desafiar a encontrar um emprego "de verdade"!
Assim, determinada a provar que era capaz Lucy garantiu um cargo de alto escalão ao trabalhar para Guy!
Enquanto prosperava, mantinha um sorriso no rosto e um andar saltitante de felicidade... Agora talvez Guy se interessasse em promovê-la para sua esposa!

Capítulo Um

Lucy estava inclinada na cerca e observava Kevin, empoleirado na outra extremidade do curral, esperando sua vez de montar o cavalo xucro no rodeio. Com seu chapéu australiano típico, camisa xadrez e botas empoeiradas, ele era a encarnação do homem rústico. Forte, calado, rosto magro, olhos tranquilos... Ele fazia todos os namorados anteriores dela parecem garotos bobocas.

Não que Kevin fosse exatamente um namorado, tanto quanto ela gostaria de ser capaz de afirmar de fato. Mas Lucy estava loucamente apaixonada por ele, e Kevin a havia beijado na noite anterior. As coisas só poderiam melhorar. Ela suspirou alegre. 
Em Londres, estaria frio e cinza neste momento, mas Lucy estava no coração da Austrália, com sua luz brilhante acobreada e seu calor ardente. Fechando os olhos num arrepio feliz, Lucy virou o rosto em direção ao sol e aspirou o cheiro da poeira e dos cavalos. Estou feliz, ela pensou. 
— Bem, vejam se não é a Cinderela! 
A voz divertida ao ouvido dela congelou seu sorriso, e os olhos se abriram num átimo. Ela não precisou girar a cabeça para saber quem estava ao lado. Só havia uma pessoa ali com aquele sotaque. Guy Dangerfield. Lucy ficara contentíssima naquela manhã ao se flagrar espremida em um caminhão junto a Kevin e aos outros peões da fazenda quando deixaram a Wirrindago. 
Não havia sinal nem de seu chefe intimidador, Hal Granger, ou de seu primo britânico profundamente irritante, Guy Dangerfield, o que significava que eles poderiam relaxar e se divertir no rodeio. Mas agora lá estava Guy, afinal, parecendo irritantemente lindo e sofisticado, e totalmente deslocado naquela roça. 
— Ah — ela disse, sem se incomodar em disfarçar a falta de entusiasmo. — É você. 
— Sim — Guy concordou. 
Lucy odiava o jeito como ele conseguia dizer algo perfeitamente trivial como aquilo com um rosto impassível e ainda assim fazer soar como se ele estivesse rindo dela. Qual é a graça? Ela queria gritar com ele, mas tinha a sensação desagradável de que a resposta seria ela. Ninguém mais na Wirrindago parecia considerá-lo irritante. Todos o achavam ótimo. Lucy não conseguia entender isso. 
— Por que você sempre me chama de Cinderela? — ela perguntou, zangada. 
— Porque você é muito bonita e nunca parece ter permissão para sair da cozinha — Guy disse. — Sou cozinheira — ela o lembrou com um toque de sarcasmo.
— Providenciar três refeições por dia para oito homens e para visitantes ocasionais como você tende a significar passar muito tempo na cozinha. 



Alguém Como Você

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Carly Pendleton não precisa de mais um homem superprotetor em sua vida… 

Ela já tem sete irmãos. Por isso, quando começa a ser cortejada por seu velho amigo Russ Bradford, prefere resistir. 
Ele pode ter todas as qualidades indispensáveis à perfeita fantasia feminina, mas sempre fora o anjo da guarda dela. Ainda que Russ insista para que Carly se livre logo de sua inocência, ela não tem o menor motivo para abrir mão de uma independência duramente conquistada… Muito menos se arriscar a ter o coração partido. 
Afinal, o passado de Russ o condena…Com uma fama de sedutor de causar inveja a Casanova, ele agora pensa em se acomodar com uma mulher linda, meiga e calorosa… em resumo, alguém como Carly! Russ conseguirá conquistá-la? 


Capítulo Um 

– Ei, gata, você tem um belo balanço nesse quintal dos fundos. 
Carly Pendleton parou de observar a mesa farta de aperitivos e desviou seus olhos na direção daquela conhecida e maliciosa voz masculina. Balançou a cabeça de forma censuradora. 
– Você está dando um exemplo terrível para esses influenciáveis alunos do último ano, Russ. Os largos ombros subiram e desceram enquanto ele tocava uma balada no piano de cauda. 
– O que posso dizer? – perguntou Russ inocentemente. – Em seis anos, você ganhou um belo traseiro. Ela lutou para conter um sorriso que provocava seus lábios e fracassou. 
– Estou surpresa por você ter percebido isso, tendo Tina e Amanda. – Carly olhou para o alto, fingindo estar confusa. – Ou a mais recente foi Natalie? 
– Você está me ofendendo – disse Russ. – Sabe que meu coração sempre foi seu. 
– E imagino que tenha doado o resto do seu corpo para pesquisas. – Carly arqueou uma escura sobrancelha. – Pesquisas femininas. 
– Bem – falou, passando as mãos pelo teclado num arpejo –, se você resolver que quer conduzir seu próprio estudo um dia... – Ele deixou o pensamento sedutoramente pendente entre eles. 
Carly perdeu o fôlego. Em seguida, riu. Afinal, Russ não estava falando sério. Ela o viu pegar a taça de vinho e dar um gole. 
– Sabe, nunca consegui entender como você consegue fazer essas mãos grandes e quadradas tocarem músicas tão lindas no piano. Simplesmente não parece possível. – Ela tocou um dos largos dedos dele. 
– Anos de prática – disse depois que ela soltou sua mão. 
– Minha mãe me obrigou. Aguentei muita gozação até conseguir trucidar alguns dos meus perseguidores. 
– Nunca tinha imaginado isso – Carly sorriu. – Sou muito grata à sua mãe. Quem teria imaginado que o maior criador de bagres do condado de Beulah estaria tocando piano em ocasiões especiais no meu barco fluvial? 
– Você devia ser grata a mim – corrigiu Russ. – Ganhei vários olhos roxos como resultado do meu treinamento musical. O mínimo que você poderia fazer seria me consolar. – Ele se esforçou para plantar uma expressão deplorável em seu rústico rosto. Carly balançou a cabeça.
Russell Bradford de fato não conseguia parecer digno de pena. Aos 30 anos, tinha 1,93m de altura e mais de 100kg distribuídos em músculos definidos por seu corpo bronzeado. Quando criança, tivera o cabelo vermelho-vivo. Os anos o tinham tingido de um castanho-avermelhado mais escuro. 
Seu rosto escarpado e expressivo tinha a capacidade tanto de intimidar um oponente quanto de encantar sua mais recente conquista para levá-la para a cama. No entanto, ainda que fosse um chocante conquistador, Russ mantinha seu sensato coração muito protegido.



Uma Vida Por Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Doce, misteriosa, fugidia...

Maggie! Ele pronunciava o nome como se este, em si, encerrasse uma poesia. 
Pensou em mil maneiras de se aproximar dela e abandonou todas, achando-as bobas e infantis. Por que Maggie o rejeitava? 
Depois de muito pensar, Jason chegou a uma conclusão: estava obcecado por ela porque há meses não dormia com uma mulher. 
Assim que fizessem amor tudo isso passaria. A única maneira de saciar aquela fome de paixão era levar Maggie para a cama. E era isso que ia fazer! 



Capítulo Um 

O sol forte ardia no asfalto da rua Rideau. Maggie Jordan enxugou o suor da testa e mudou de calçada, procurando uma sombra fresca por onde caminhar. Nesse instante ouviu um assobio. Estava acostumada aos olhares masculinos que viviam admirando seu corpo curvilíneo e bem feito, e por isso teve certeza de que o assobio era para ela. 
Alta e bonita, com longos cabelos castanhos ondulados e olhos azuis muito grandes, velados por cílios espessos e compridos, Maggie era a imagem da beleza. Seu vestido cor de creme se amoldava ao corpo como uma luva. As duas tiras fininhas deixavam à mostra os belos ombros nus e uma saia rodada que não chegava aos joelhos realçava suas pernas bem torneadas. 
Maggie olhou ao redor e viu que, numa construção ali perto, vários homens colocavam estacas para as colunas de um novo prédio. O empreiteiro a olhava com insolência. Conhecia bem aquele tipo de homem: grande, moreno, machão. Ele provavelmente se julgava um presente de Deus para as mulheres. 
Com decisão, ela chegou mais perto e o encarou. Os outros trabalhadores assobiavam, fazendo algazarra. Maggie chegou a ouvir alguns comentários. 
— Ei, Ron, o que vai dizer à moça? — Agora que conseguiu que ela lhe desse atenção, o que vai fazer, Ron? Maggie ignorou os outros e concentrou-se em Ron. Tirou os óculos escuros e olhou-o dos pés à cabeça, detendo-se nos olhos inscientes, nos músculos desenvolvidos, no jeans apertado, nas botas cobertas de pó. Quando terminou seu exame, notou que os outros haviam se calado e que Ron parecia pouco à vontade. Então deu um longo assobio, parecido com o que tinha recebido. 
Ron ficou tão vermelho e sem graça que baixou o olhar na mesma hora. Maggie virou-se e foi embora, a cabeça bem erguida, as costas retas, o salto dos sapatos fazendo barulho no cimento da calçada. Pôde ouvir os risos dos trabalhadores, que zombavam do empreiteiro. 
Bem feito! Esse tal de Ron ia pensar duas vezes antes de mexer de novo com uma mulher. Maggie ainda sorria quando entrou num restaurante pequeno e modesto, especializado em comida italiana. Aquele bairro de Otawa era muito conhecido por suas ruas estreitas, pequenos restaurantes e butiques. Oliver Henderson levantou-se para recebê-la. 
— Maggie! Você continua bonita como sempre, hein? Ela o beijou no rosto e sentou-se à mesa coberta por uma toalha vermelha e branca. 



Velerie

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Valerie corre para casa de seu pai, David, em Orchard Valley, 

Oregon, ao saber que ele sofreu um ataque cardíaco. Junto às duas irmãs mais novas, Stephanie e Norah, ela reza para que ele viva… 
Enquanto isso, David conta para suas filhas que teve uma revelação durante sua experiência de quase morte.
Dentro de um ano, as três estarão casadas e lhe darão netos. Valerie é a primeira da fila... E seu marido será o médico de David, o Dr. Colby Winston. Em um momento como aquele, apaixonar-se é a última coisa na mente de Valerie. Ainda mais por Colby! 
Apesar de ser um profissional renomado, ele adora a vida da cidade pequena, enquanto Valerie é uma enérgica executiva que prefere a agitação da metrópole. 
Não poderiam ser mais diferentes um do outro. No entanto, o coração de David não se engana, e ele insiste que Valerie e Colby formam um casal perfeito… 



Capítulo Um 

— Norah? É você? — A voz de Valerie Bloomfield se ergueu com a ansiedade. Havia uma hora tentava encontrar a irmã. 
— Valerie, onde você está? — Meu voo está fazendo uma escala em Chicago. — Ela olhou ao redor do setor de embarque, observando os outros passageiros. — Como está papai? — A irmã hesitou e, durante aquela pausa sutil, a preocupação de Valerie atingiu o status de pânico. 
— Norah… — Começou. — Reagindo bem, dentro do esperado. 
— Disse que estou a caminho? — Valerie estava no meio de uma reunião de negócios em Nova York, quando recebera a mensagem. A irmã caçula havia telefonado para o escritório de Houston, e eles passaram a notícia sobre o enfarte do pai. Ela partira de imediato, pegando o primeiro voo disponível. Infelizmente aquilo significara ter de fazer escala em Oregon e Chicago. 
— Papai sabe que está chegando. 
— Conseguiu entrar em contato com Steff? O suspiro que Norah deixou escapar deixava clara sua frustração. 
— Sim, mas levou uma eternidade e exigiu todo o meu capenga italiano. Ela está planejando pegar qualquer voo que saia de Roma, mas antes tem de chegar lá. Steff está em algum lugarejo no momento. Talvez leve alguns dias para conseguir chegar aqui. A conexão estava péssima e era difícil entender o que dizia. Pelo que consegui captar, está havendo algum tipo de greve dos transportes. Mas fará o possível… — Valerie não pôde evitar a compaixão por Stephanie, a irmã Bloomfield do meio. Ela devia estar histérica, presa a meio mundo de distância, tentando desesperadamente encontrar um modo de chegar em casa. 
— Quando chegará? — Perguntou Norah, sem conseguir disfarçar a ansiedade. 
— O voo está programado para chegar às 18h10. 
— Quer que vá buscá-la? Eu poderia… 
— Não. — Interrompeu Valerie. Não achava uma boa ideia Norah sair de perto do pai. 
— Já fiz a reserva de um carro. Depois que o avião aterrissar, não levará mais de 40 minutos para chegar aí, portanto não se preocupe comigo. 
— Mas o hospital fica à uma hora de carro do aeroporto. Não deveria tentar reduzir esse tempo. Geralmente levava uma hora, mas Valerie estava determinada a chegar lá bem antes disso. 
— Devo chegar ao hospital por volta das 19h — respondeu evasiva. 
— Até lá, então. — Norah soou resignada. 
— Não se preocupe criança, tudo vai ficar bem. 
— Mas tome cuidado, sim? — Suplicou a irmã. 
— Se sofrer um acidente de carro, não estará ajudando papai. 
— Tomarei cuidado — prometeu Valerie, sorrindo ao ouvir as palavras da irmã. 
Era a cara de Norah aquela praticidade. Após uma breve despedida, Valerie fechou o telefone celular e o guardou na bolsa. Meia hora depois, estava a bordo do avião.
Trouxera apenas uma frasqueira para não perder seu precioso tempo esperando que a bagagem fosse despachada. Fechando os olhos, inclinou a cabeça no encosto do assento, enquanto o avião taxiava na pista.



A Praia dos Corais

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

O sol e a paixão temperavam os dias de Rose 

em sua estada naquela região fantástica e isolada da costa australiana. Frazer levou-a a velejar em alto-mar, deram longos passeios a cavalo pelas campinas de Laura Bay. 
Ela já não se lembrava dos momentos tumultuados que antecederam essa felicidade, quando chegou a imaginar que Frazor guardava um terrível segredo. As dúvidas a abandonaram... 
Até que uma tarde voltou para casa e soube que ele havia partido, sem deixar um único recado, sem ao menos lhe dizer adeus! 



Capítulo Um 

Aquele peixe, tão grande que até parecia um homem, desenhou-se claramente na água acima de Rose. Mesmo acostumada a ver tipos exóticos, um misto de encantamento e medo a invadiu. Nesse momento não havia como saber se era um golfinho ou um tubarão. 
Ela então se colocou na crista da onda e deixou-se carregar até a praia deserta. Ainda pensava na forma do peixe que tinha visto há pouco, enquanto tirava os pés-de-pato, a máscara e caminhava pela areia, com os cabelos quase lhe cobrindo os seios. 
Estaria completamente nua, não fosse o cordão de coral que trazia no pescoço. As delicadas formas cor-de-rosa brilhavam sobre a pele morena e molhada. Para ela a nudez há muito tinha se tornado algo natural como a beleza do quebrar das ondas e o azul profundo do céu da Austrália. Além do mais, seu chalé ficava a duzentos quilômetros da casa mais próxima, ou seja, pelo menos a trezentos quilômetros da cidade. 
Por fim deixou cair os pés-de-pato e a máscara sobre a toalha estendida e sentou-se; cruzou as pernas e, pegando seu caderno, começou a fazer as anotações do dia. O recife de coral, que ficava além da linha branca das ondas, apresentava mais espécies do que ela podia imaginar. Enquanto escrevia os detalhes da pesquisa que vinha fazendo, sentiu-se em completa harmonia com a natureza. As linhas suaves de seu corpo pareciam esculpidas pelo vento e pelo mar. Nadar todos os dias havia tirado qualquer excesso, firmando-lhe os músculos das pernas longas e também lhe afinando a cintura e enrijecendo os seios. 
De resto, o sol do leste australiano dava um tom de cobre perfeito à sua pele e também lhe platinava ainda mais os longos cabelos loiros. Só os olhos ainda mantinham o tom cinzento do Mar do Norte, lembrando a terra cheia de brumas de onde ela vinha. Ao terminar as anotações, Rose juntou suas coisas e voltou ao chalé, escondido pelas palmeiras. De onde estava só se via uma ponta de telhado vermelho e a antena do radioamador. Ela realmente amava aquele lugar como se fosse seu paraíso. 
Aquela casa tinha sido construída por Jessé Cotton, um naturalista amador, cuja afeição pela Austrália o levara a deixar um volumoso fundo para pesquisas, destinadas a "preservar a incomparável natureza australiana, e também difundir sua incrível variedade". 
Assim, preferia não pensar que apenas se hospedava ali; que terminaria voltando à Inglaterra e então outros pesquisadores tomariam seu lugar naquele paraíso. Gostava de imaginar o chalé como sendo sua casa, seu lar. Na verdade, assim agira em todos os lugares onde tinha morado em seus vinte e dois anos de vida. Ao meio caminho, Rose levantou os olhos e sentiu o sangue gelar.
Havia um estranho esperando por ela na trilha que levava ao chalé! Observava-a com um misto de surpresa e humor. 
Depressa, ela se enrolou na toalha, os olhos brilhando de ódio.



Estranho Fascínio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Andrea ficou paralisada diante do quadro na galeria de arte,

sentindo uma estranha vibração no ar. Os olhos daquela mulher pareciam querer lhe dizer alguma coisa. Absorta, não percebeu que também estava sendo observada por Marco Leoni, o pintor do quadro. 
Ficou perplexa quando mais tarde ele insistiu em levá-la à ilha de Corfu. Querendo aproximar-se dele para descobrir a razão do fascínio que uma simples imagem lhe despertava, aceitou o convite. 
E num ambiente onde o sobrenatural se confundia com a realidade, ela encontrou a surpreendente resposta para o mais incrível dos mistérios. 



Capítulo Um 

— Espere... — Andrea pediu. 
— Um minuto só... Esse quadro tem alguma coisa... A sala estava literalmente cheia. As pessoas se atropelavam num pequeno espaço da galeria Bond Street para olhar os quadros alinhados nas paredes. Andrea, porém, só enxergava um. Michael, ao seu lado, estava inquieto. 
— Andrea, não é melhor voltarmos para o escritório? Você sabe que o velho Grimstead não gosta... 
— Você pode ir. Eu não demoro — ela disse sem tirar os olhos do quadro. 
— Não quero que se meta em encrenca por minha causa.
— Mas o que está fascinando tanto você? — Ele queria ir embora, mas ao mesmo tempo estava curioso. 
— Não sei. 
Uma brecha entre as pessoas permitiu que ela chegasse mais perto do quadro. Michael, relutante, foi atrás dela. A mulher no portão era o nome da tela, que mostrava uma espécie de névoa envolvendo um arco de pedras rodeado por árvores e folhagens. Na pintura mal se delineava um portão, mas a figura da mulher ali fascinava Andrea, trazendo como que lembranças distantes... 
Não bem lembranças, porque afinal ela nunca tinha visto aquela mulher. Uma mulher linda, que a impressionava e que ela queria tocar. 
— Eu a conheço — murmurou para seu companheiro. — Pelo menos sinto como se a conhecesse. 
— Por que não volta aqui amanhã? 
— A exposição termina hoje. Não viu o cartaz lá fora? Por favor... vá indo na frente. Michael se virou como se fosse obedecer, depois parou. 
— Andrea, tem um homem lá atrás olhando muito para você — ele disse baixinho, com tanta aflição que ela olhou para ele. 
— O quê? 
— Eu disse que tem um homem ali olhando para você. Você o conhece? Ele estava aqui quando viemos a primeira vez olhar os quadros. — Ele pegou no braço dela e virou-a um pouquinho. Andrea olhou, mas só viu um homem que se virava, como se tivesse ouvido as palavras de Michael. 
— Você diz aquele homem alto, indo para o outro lado? Eu o vi também no outro dia. 
— Ela sentiu um arrepio. 
— Que estranho! 
— O quê? — Michael deu um leve sorriso. 
— Que um homem fique olhando para você? Nunca se olhou no espelho? 



Uma Semana de Felicidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

A névoa marítima envolvia as antigas construções de St. Pierre,

emprestando à pequena colônia francesa um ar de mistério e irrealidade. Sally e Luke andavam pela praia em silêncio, confusos. 
Ansiavam por experiências que os enchiam de medo; queriam ficar juntos e não podiam! Uma breve aventura de férias não conseguiria apagar os problemas de seus casamentos e eliminar a presença de antigos companheiros de vida. 
Mas, quando eles se beijavam e se entregavam à fúria da paixão, desejavam ardentemente que esses momentos fossem, no mínimo, eternos... 



Capítulo Um 

Sabe do que você precisa Sally? De um bom caso! Sally fez uma careta e sacudiu a cabeça. O sol em seus cabelos loiros emprestava-lhe reflexos avermelhados. 
— Ora, Lynette! Se você me dissesse que eu precisava de uma nova máquina de lavar roupa ou então de uma empregada que dormisse no serviço, eu concordaria. Mas um caso! É a última coisa de que preciso. 
— Aí é que você se engana — tornou Lynette com veemência. Lynette era uma mulher interessante. Pequena e delicada, com grandes olhos azuis, dava a impressão de estar sempre no mundo da lua. Isso tudo, juntamente com as roupas incomuns que usava seu ar boêmio e o temperamento artístico, desconcertava algumas pessoas. 
Mas não Sally. Melhor do que ninguém, ela sabia que Lynette tinha opiniões firmes sobre praticamente qualquer assunto. Além disso, era sensível, afetuosa e dona de uma discrição a toda prova. Desse modo, Sally sempre ouvia com interesse o que a amiga tinha a dizer.
— Então me diga por que estou errada. Provavelmente você já tem todos os argumentos em ordem alfabética. 
— Você me conhece muito bem mesmo — respondeu Lynette, rindo. — Já somos amigas há quatro anos... Desde que Cecília nasceu. — E desde que Bruce partiu. 
— Sim... Parece que foi há tanto tempo... É como se houvesse acontecido a outra pessoa. 
— Mas não foi. Aconteceu a você, uma mulher bonita que morre de medo dos homens e que transformou sua vida numa prisão. Com um suspiro, Sally deitou-se na grama e fechou os olhos. 
Bonita? Ela não concordava. Achava-se comum: altura média, traços regulares, sem nada que pudesse chamar a atenção dos outros... Sally não tinha olhos para as características que os outros julgavam especiais nela, para os contrastes que a tornavam fascinante: a linha forte do queixo e o ar de vulnerabilidade transmitido pelo contorno suave dos lábios, o tom vibrante dos cabelos em comparação com o verde acinzentado dos olhos, a graça natural dos movimentos e a expressão inacessível e remota do rosto... Sally era uma mulher atraente e misteriosa. 
— Isso é coisa do passado, Lynette. Não vamos falar sobre coisas desagradáveis. É junho, e o sol está delicioso. 
E, durante alguns instantes, elas ficaram em silêncio, ouvindo as ondas e o grasnar das gaivotas. 
— Você já pensou em se casar outra vez, Sally? 
— Algum dia, quem sabe? 
— Sei! Hoje, amanhã, algum dia, nunca! Seja honesta, Sally. 
— Afinal, o que você tem hoje? 
— Estou preocupada com você. 
— Sem motivos. A impressora do micro está quase paga, Caleb foi bem à escola e Cecília continua um amor. O que mais posso querer? 
— Um homem. 
— Não abuse de minha paciência. — Sally sentou-se, irritada. 
— Vamos deixar de lado esse assunto, sim? 



Jogo Arriscado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Desejos proibidos... 

Adam Barnard era a personificação das fantasias de Mara. Pela primeira vez em muitos anos seu coração batia mais forte. 
E a razão disso era aquele estranho alto, loiro e sexy. O problema era que Mara tinha prometido a si mesma que não deixaria mais homem algum se aproximar dela. 
E Adam Barnard não tinha nada para lhe oferecer, exceto uma aventura que não deveria durar mais que uma noite ou duas. O que poderia fazer? Embora soubesse que teria seu coração partido mais uma vez, não conseguia parar de pensar naquele homem misterioso!



Capítulo Um 

O interfone tocou. Mara Lyndon estendeu a mão e respondeu ao chamado sem tirar os olhos do computador.
— Janet? — O tom foi amável, mas seco. — Eu não disse que não queria ser interrompida? 
— Desculpe, srta. Lyndon — respondeu a secretária —, mas sua irmã insiste em lhe falar. 
A explicação era satisfatória. Ninguém melhor do que ela para saber que Becky se recusava a ouvir um não. 
— Ok, Janet, coloque-a na linha. 
— Oi, querida, como vai? — cumprimentou a irmã. — O dia não está lindo? 
— Tudo bem comigo e com o tempo. Estou ocupadíssima, Becky. Daria para você dizer logo o que quer? 
— Claro. — Mara estranhou a rapidez e a humildade com que a irmã aceitou sua grosseria. Ela deveria estar aprontando mais uma das suas. 
— Liguei por causa do fim de semana. Não consigo lembrar o que combinamos exatamente. 
Que mentira!, Mara pensou. Se Becky fosse Pinóquio, seu nariz já não caberia em lugar algum! 
— Não combinamos nada, Becky. Você me convidou para irmos a sua casa em Hartside e eu disse que não poderia.
— Mas depois eu pedi que você pensasse melhor. Você pensou? Mara fechou os olhos e contou até dez. 
— É muita gentileza sua, minha irmã, mas eu tenho coisas para fazer. 
— Eu sei. Tem um voo marcado para ir a Dusseldorf, na Alemanha, e entrevistar alguém que talvez aceite um emprego em Tóquio. 
— Não. Farei uma pequena viagem de descanso. Dessa vez, seria seu próprio nariz a crescer, Mara pensou. 
— Venha descansar conosco, então. Se o tempo continuar assim, poderemos usar a piscina. Além disso, as crianças não param de perguntar por você. 
— Ora, Becky, Giles e Emma não se importariam comigo mesmo que passassem por cima de mim com seus patins.
— Viu como eu tenho razão? — Becky retrucou. 
— Você anda tão envolvida com seu trabalho que parece ter esquecido que tem uma família. Agora somos apenas você e eu, Mara. — A voz da irmã tornou-se chorosa. 
— Quase não vemos mais o papai e a mamãe, depois que eles resolveram passar quase o ano todo viajando. O argumento seria convincente, Mara pensou, se não conhecesse o marido e os filhos de sua irmã. Avila em Hartside vivia sempre cheia de gente. Se a irmã ficava sozinha alguma vez, era por escolha. 
O silêncio de Mara foi interpretado como uma brecha para a mudança de opinião. Becky não deixou a oportunidade escapar. 
— Faz séculos que você não passa um fim de semana conosco. 



sábado, 16 de agosto de 2014

Rompendo o Perigo

ROMANCE SOBRENATURAL 
Série Ghost Ops


Haven, uma comunidade de desajustados e gênios, é um dos poucos lugares seguros que resta em um mundo em chamas.

Administrada pela equipe Ghost Ops, formada por três perigosos, destemidos, soldados que já foram traídos e humilhados que irão ferozmente proteger seu país e as mulheres que adoram de uma praga mortal que transformou as pessoas em monstros violentos.
Bonita e brilhante, a Dra. Sophie Daniels está presa em sua casa com o único antídoto para a praga.
O Ex-operador de elite dos Ghost Ops, Jon Ryan, é enviado em uma missão de resgate suicida, em uma luta brutal no seu caminho até o lado dela. Juntos, eles têm que atravessar terrenos traiçoeiros antes que possam voltar a Haven. Mas para terem sucesso, Sophie deve confiar nessa alma atormentada e colocar sua vida, e seu coração, nas mãos dele.
Os anos de treinamento em combate preparou Jon para esse momento. Destemido, nada é muito perigoso agora que encontrou Sophie. Irá arriscar tudo, lutar contra qualquer um por ela, e um futuro cheio de esperança e amor.

Capítulo Um

No ar do Monte Azul,  Norte da Califórnia, São Francisco
Aguente aí, Sophie Daniels, Jon Ryan pensou sombriamente. Eu vou te pegar o mais rápido que puder. Faça o que for preciso, fique viva. Ele só a tinha visto em fotos e só a conhecia através de sua amiga Elle Connolly, que também tinha trabalhado na Arka Farmacêutica. 
Ele só sabia que ela era bonita e inteligente. Uma pesquisadora, virologista, e agora uma mulher vulnerável rodeada por perigo.
Jon Ryan olhou para a devastada paisagem esfumaçada. Seu helicóptero stealth basicamente voava sozinho e pela primeira vez se arrependeu disso. Ter de prestar atenção ao voo manteria sua mente fora do que estava vendo abaixo. Morte. Destruição. Caos.
Havia tantas colunas de fumaça que ele não se incomodou em voar ao redor delas, mas indicavam seu caminho. Os filtros de ar do helicóptero podiam cuidar da fumaça.
Pena que não poderiam filtrar seus sentimentos.
O helicóptero estava hermeticamente fechado, então ele não podia cheirar a fumaça. Mas sabia como os veículos em chamas cheiravam. E as pessoas queimadas.
O mundo estava morrendo, bem diante de seus olhos. Não havia a mais ínfima faísca de esperança esperando por ele na Beach Street, perto do Fisherman’s Wharf em São Francisco. Sophie Daniels. A cientista com a vacina contra o vírus que estava rasgando a humanidade em pedaços. 
O Bug da Destruição.
Jon nunca a encontrou, mas ela era a melhor amiga de Elle Connolly. Elle Connolly prestes-a-tornar-se Elle Ross. Ele sabia que, aos olhos de seu companheiro de equipe Nick Ross, Elle já era sua esposa. 
Nick sempre amou Elle e a perdeu, então a encontrou novamente. Pouco antes dos cretinos que trabalhavam no sistema de segurança da Arka Farmacêutica tentarem matá-la.
A Arka era responsável por assassinar o mundo, sua agonia visível logo abaixo dele. Mas, o mundo poderia sobreviver, se ele chegasse até Sophie Daniels a tempo. Se ela ainda estivesse viva. 
Se ele pudesse contrabandeá-la para fora de uma São Francisco com uma estimativa de 600 mil monstros perambulando pelas ruas. Se eles pudessem reproduzir aquela vacina em um laboratório, que agora mesmo estava sendo preparado nos arredores de Haven no Monte Azul. Se a vacina funcionasse.
Um tiro no escuro, mas o único que tinham.
Sophie Daniels ainda estava viva?
Lembrou-se do último e-mail enviado por Sophie para sua amiga e colega, Elle.
Elle,
Acho que a bioengenharia da Arka criou um vírus altamente contagioso que desliga o neocórtex e ativa o sistema límbico. Se você estiver lendo isso, então saberá que o vírus foi usado. Eu hackeei os arquivos e descobri que existe uma vacina. Ela está no escritório do Dr.Lee no edifício da Arka, em uma caixa que também contem o vírus vivo. Se você estiver lendo isso, Elle, envie alguém. Esta vacina é a nossa única esperança.
Havia tanto caos que fui capaz de roubá-lo. Assim, tenho uma caixa no refrigerador com 200 frascos de vacina e 4 doses do vírus vivo. 
A eletricidade caiu e não acho que a refrigeração da caixa vai durar muito mais do que 96 horas. Estou no meu apartamento na Beach Street e não ouso sair. Essas... criaturas estão correndo por aí nas ruas. Tudo o que posso fazer é ficar trancada no apartamento e esperar que alguém possa vir por mim.
Soph
Eles haviam recebido essa mensagem vinte e quatro horas atrás. Elle respondeu que Jon estava a caminho. Ele queria sair imediatamente. Pegá-la e a vacina e trazê-la de volta à segurança. Seu pequeno helicóptero stealth poderia ir até São Francisco e voltar em poucas horas, fácil.
Esse tinha sido o plano.
Mas nesse novo mundo, nenhum plano funcionava.

Série Ghost Ops
1- Coração em risco
2- Sonho com o perigo
3- Rompendo o Perigo








quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Homem Mais Sexy Do Mundo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Fria, Séria, Calma e sem nunca perder a compostura.

Não há nada nesse mundo que consiga perturbar Taylor Donovan.
Quando está no tribunal nunca deixa a outra parte ver suas emoções.
Em sua vida pessoal, nunca deixa ninguém fazê-la perder a cabeça, nem mesmo o mentiroso do seu ex. 
Então, quando solicitam que ajude o “Homem Mais Sexy Do Mundo”, segundo a Revista People, para que entre na pele do novo personagem que interpretara em seu próximo filme, promete a si mesma não cair rendida aos encantos desse destruidor de corações. Embora o mencionado seja o próprio Jason Andrews. 
Auto-confiante, famoso e Irresistível
Jason Andrews está acostumado a ter mulheres caindo a seus pés. Quando Taylor Donovan o trata com frieza, ele fica tremendamente surpreso. Ela é diferente de qualquer outra mulher que ele já conheceu, não se importa com a fama, parece imune a seus encantos e, surpreendentemente, é capaz de dizer não a ele.
Ela é o desafio perfeito. E quanto mais ela o rejeita, mais ele começa a perceber que ela pode apenas ser seu par perfeito...

Capítulo Um

Taylor Donovan poderia ser nova em Los Angeles, mas certamente reconhecia uma série de mentiras quando a escutava.
Eram 8:15h da manhã de uma segunda-feira — francamente, um pouco cedo, na mente de Taylor, de qualquer forma, para estar lidando com este emaranhado de idiotices vindas do advogado adversário, Frank Siedlecki da "Comissão de Igualdade de Oportunidades Trabalhistas" - CIOT. Mas, ei, era uma linda manhã ensolarada no sul da Califórnia e seu café do Starbuck's já começara a surtir efeito, então estava disposta a jogar limpo.
A chamada de Frank chegara justo quando Taylor havia parado no estacionamento do edifício de escritórios no centro de Los Angeles. Depois de responder, havia deixado o advogado adversário falar por vários minutos — sem interromper, poderia acrescentar — sobre a honrada posição de seu cliente e quão afortunada deveria se considerar Taylor e seu não tão honrado cliente por ter a oportunidade de fazer com que toda a demanda desaparecesse por uns míseros 30 milhões de dólares. Mas, de certa forma, só se pode aguentar certa quantidade de idiotices em uma chamada numa segunda-feira pela manhã. Com café do Starbuck's ou sem ele.
Então, Taylor não teve outra opção a não ser cortar Frank no meio de sua tagarelice, rezando para não perder o sinal do celular enquanto entrava no elevador do vestíbulo.
— Frank, Frank, — disse ela em um tom firme mas profissional — não há jeito de concordarmos com esses números. Você quer todo esse dinheiro somente porque seu cliente escutou alguns palavrões no lugar de trabalho?
Ela notou então que um casal de anciãos entrara no elevador com ela. Sorriu-lhes educadamente enquanto continuava sua conversa telefônica.
— Sabe, se a CIOT vai pedir 30 milhões de dólares em um caso de assédio sexual, — disse a Frank — pelo menos diga-me se alguém a chamou de "puta" ou "cadela".
Pelo canto do olho, Taylor viu a mulher — setenta e cinco anos se estivesse correta — dar a seu marido um olhar desaprovador. Mas então, Frank começou a tagarelar sobre os supostos méritos da posição dos demandantes.
— Tenho que ser honesta, não estou exatamente impressionada com seu caso — comentou ela, interrompendo-o. — Tudo o que tem é uma série esporádica de alguns incidentes menores. Não é como se alguém tivesse dado um tapa numa bunda ou agarrado um seio.
Taylor se deu conta que o casal de anciões estava, sutil mas rapidamente, afastando-se dela, para o outro lado do elevador.
— É claro que não o estou levando a sério — disse ela em resposta à pergunta do advogado opositor. — Estamos falando aqui de trinta milhões de dólares!







Guerreiros da Lua

ROMANCE SOBRENATURAL 
Série Os Filhos da Lua





O homem lobo Chrechte Caelis, deu as costas a sua amante humana Shona para se manter leal a sua alcateia. Seis anos mais tarde, acha que ela está morta. Mas estava errado...

Ao ser rejeitada por Caelis, Shona foi obrigada a se casar com um barão inglês. 
Agora está fugindo do herdeiro do falecido barão. Determinada a proteger seus filhos, se dirige para o norte, à ilha Balmoral, para a única família que lhe restava. 
E em sua fuga encontra o único homem que gostaria de nunca voltar a ver... e também o único que seria capaz de salvá-la.
Tão poderoso e carismático como sempre, Caelis recebeu a responsabilidade de salvar sua alcateia do corrupto lorde que os governava. 
No entanto, nesta ocasião, negou-se a abandonar sua companheira sagrada. Perdeu Shona uma vez e jura que nunca mais voltará a separar-se dela. 
A paixão e o amor impulsionam Shona a unir-se a ele. Mas ela se pergunta se realmente está antes de sua alcateia ou se nada mudou entre eles...

- O Início
Milênios atrás Deus criou uma raça de pessoas tão ferozes que até suas mulheres eram temidas em batalha. Essas pessoas eram guerreiros em todos os sentidos, recusando-se a se submeter às regras de qualquer um que não fosse um dos seus... sem importar o tamanho das tropas enviadas para subjugá-los. 
Seus inimigos diziam que lutavam como animais. Seus inimigos vencidos nada diziam, pois estavam mortos.
Eram considerados primitivos e selvagens porque marcavam sua pele com tatuagens de tinta azul.

Capitulo Um

1150 D.C Propriedade Sinclair, Highlands Escocesa,
Reinado de Dabíd MacMaíl Choluim, Rei da Escócia.
— Mamãe, eles são gigantes!
Não foi o grito excitado de seu filho o que enviou uma dor aguda através da cabeça de Shona, mas a visão dos guerreiros vestidos com as cores dos Sinclair se aproximando a toda velocidade em cavalos tão grandes quanto seus donos.
E nenhum deles sorria em sinal de boas vindas.
A dor de cabeça chegou junto com o grande lobo marrom, que trotou junto com sua comitiva durante grande parte da manhã. Mas, o martelar em sua cabeça não se foi quando a fera o fez.
Com medo de que o animal atacasse, cavalgou tensa em sua cela de montar com um punhal pronto. Ele manteve distância, finalmente distanciando-se justo antes do sol do meio-dia lançar sua sombra.
A mente e os sentidos de Shona que já estavam tensos ao ponto da exaustão com o ocorrido antes desta viagem, e graças ao aparecimento do lobo estavam muito mais perto do colapso.
Mas ela não desistiria. As vidas de seus filhos e de dois amigos leais dependiam de que mantivesse a sanidade e a compostura.
Então, pegou sua filha, quem estava montando em turnos com os companheiros de Shona, Audrey e seu irmão gêmeo, Thomas e levou a pequena Marjory para seu próprio cavalo. E logo ela continuou como se o lobo não lhe tivesse causado o maior susto de sua vida.
Shona esperava que sua sorte continuasse, como milagrosamente aconteceu por quase duas semanas em sua louca fuga para o norte, mas isto já não seria assim.
Muito avançado na noite anterior alcançaram as terras dos Sinclair, de alguma maneira conseguiu escapar de quem quer que seu enteado pudesse ter enviado atrás deles, assim como evitou os habitantes dos territórios pelos quais ela e seu pequeno grupo haviam passado.
Até agora.
Não tinha problema em compreender como seu filho de cinco anos confundiu os guerreiros que se aproximavam com gigantes. 
Como alguns homens de seu antigo clã, estes guerreiros facilmente eram uma cabeça mais alta e meio corpo mais largo que qualquer cavaleiro que houvesse jurado lealdade a seu falecido esposo.
Considerando o horror do qual fugia, Shona desejava que estes homens imponentes fossem do clã pelo qual foi ao norte buscar refúgio. Seriam mais que capazes de proteger seu pequeno grupo, mas não tinha nenhum amigo ou família entre os Sinclair.
E não receberiam bem o que perceberiam como transgressão por parte de uma inglesa invadir suas terras sem permissão. Apenas esperava que o laird lhes permitisse atravessar a salvo suas terras, ainda que apenas fosse para se desfazer dela e seus companheiros.
Ela tinha que chegar à ilha Balmoral.
Era a única chance que tinham de segurança, sua única esperança de preservar a vida de seu filho e sua própria virtude. Ou o que sobrou dela.
Ali, pelo menos, tinha família. Apesar da relação ser um pouco distante e não tinha nenhuma dúvida de que sua chegada seria um choque. Unicamente poderia orar para que fosse bem recebida.
— Eles não são gigantes, meu coração, são simplesmente guerreiros do clã aos quais estas terras pertencem. — Shona tentou infundir confiança em seu tom, enquanto sua própria mente corria com advertências e preocupações.
— De verdade? — Eadan perguntou os olhos do mesmo azul violeta de seu pai cheios de assombro.
— Estes são guerreiros Highlanders? — Audrey perguntou antes de Shona ter a chance de confirmar para seu filho. — Eles são enormes.
— É o modo das Highlands, eu suponho. 


Série Os filhos da lua
00- Corra com a lua
01- Lua que desperta

02- Desejo da lua
03-Lua ardente
3,5 - Êxtase Sob A Lua
04-A Lua Do Dragão
5- Guerreiros da Lua