quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Inocente Fantasia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Sheik, príncipe… marido?

O príncipe Adan Mehdi adora o jogo da sedução. 
Porém, a inocência da herdeira americana Piper McAdams o faz manter-se distante. 
Ela acredita nas boas intenções de Adan… até uma ex-namorada aparecer carregando o filho dele nos braços. 
Ainda assim, Piper concorda em ajudá-lo, fingindo ser sua esposa até que o processo da guarda do bebê seja finalizado. 
Contudo, ser um casal de mentirinha põe à prova o autocontrole de Adan. E logo esse relacionamento fica mais quente do que ambos poderiam fantasiar…

Capítulo Um

Se uma mulher quisesse uma viagem para o paraíso, o homem lindo sentado ao bar podia ser a passagem. E Piper McAdams estava mais do que pronta para embarcar naquele trem do prazer.
Pelos últimos vinte minutos, ela estava sentada a uma mesa de canto no saguão do hotel, em Chicago, tomando um drinque, enquanto estudava as qualidades do estranho, pelo menos aquelas que podia ver na luz fraca. Ele usava um terno azul-marinho elegante, um relógio caro e a boa aparência como um distintivo de honra. 

O cabelo castanho-escuro parecia ter sido intencionalmente repicado ao acaso, mas era sexy e complementava a leve sombra de uma barba cerrada. E aquelas covinhas. Ela as vira na primeira vez que ele sorrira. Nada melhor do que covinhas num homem, exceto talvez...
O pensamento atingiu o cérebro de Piper como uma bala, fazendo-a fechar os olhos e esfregar as têmporas, como se estivesse com uma tremenda dor de cabeça. Pensou que sua reação se devia ao fato de ser uma sócia antiga do Clube de Celibatários Involuntários. 
Ela não era necessariamente uma puritana, apenas exigente. Certamente não era contra sexo antes do casamento, no contexto de um relacionamento com compromisso. Simplesmente, não tinha achado o homem certo, embora não por falta de tentativa. Mas nunca, em seus 26 anos, considerara acabar com sua seca sexual com um completo estranho... até esta noite.
O som de uma risada levou seu olhar de volta para o estranho, onde a bonita atendente de bar inclinou-se em direção a ele, expondo grande parte do colo. Estranhamente, ele continuou focado no rosto da loira, até que olhou na direção de Piper.
No momento em que Piper encontrou-lhe o olhar, e ele sorriu, ela imediatamente olhou para trás a fim de procurar outra loira, mas não havia nenhuma. Quando ela o fitou e descobriu que ele ainda a encarava, começou a mexer no celular, fingindo ler uma mensagem inexistente.
Que maravilha. Ele a pegara olhando-o como uma adolescente, e Piper acabara de inflar o ego do homem. Ele não estaria interessado nela, uma morena comum, quando tinha uma loira alta e esguia a sua disposição. Ele provavelmente poderia ter qualquer mulher que desejasse. De qualquer forma, ela tirou um espelho da bolsa e checou sua aparência, certificando-se que sua franja estava no lugar e que sua maquiagem não borrara.
Dar-se ao trabalho de se enfeitar para um homem feito ele era ridículo. A vida lhe ensinara que ela só se interessava por homens que achavam seus bons modos e fundo fiduciário muito atraentes. Não, aquele estranho nunca a olharia duas vezes...
– Você está esperando alguém?
O coração de Piper disparou ao som da voz dele. Uma voz muito profunda e muito britânica. Então, ela viu os olhos incríveis. Olhos castanhos tão claros feito topázio polido.
– Na verdade, não – ela conseguiu responder num tom que soava como se ela fosse o sapo para seu príncipe, e não o contrário.
Ele descansou a mão na cadeira oposta, um anel de ouro contendo um único rubi circulando o dedinho.
– Posso sentar-me com você?



Cativa do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




O desejo do príncipe!

Recém viúvo, o príncipe Mikos Colin Alexander quer criar sua filha longe dos holofotes. 
Após conseguir uma licença dos deveres reais, ele se muda com a menina para Los Angeles, fingindo ser um homem comum. 
Porém, Colin precisa de ajuda, e contrata a estonteante Darcy Cooper. 
Ela conquista o coração da pequena duquesa facilmente. 
E não demora muito para esta tímida americana cativar também o poderoso príncipe. Mas será que Darcy o aceitará quando descobrir que ele é um membro da realeza?

Capítulo Um

As curvas, os olhos verdes expressivos, o rico cabelo castanho da cor de seu uísque favorito... tudo contribuía para uma luxúria primitiva que Mikos Colin Alexander não experimentava havia anos. Esta certamente não era a mulher que ele esperava ver na soleira de sua porta.
Mulher? Não, ela não podia ter mais do que 20 anos. Parecia ter saído de uma sessão de fotos de alguma revista popular sobre adolescentes americanas. Com camiseta cor-de-rosa, jeans abraçando o corpo e pequenas sandálias brancas, esta não era a imagem que ele tinha em mente quando procurou por uma babá on-line.
O choro zangado de Iris chamou sua atenção de volta para o motivo deste encontro. A moça à sua porta imediatamente levou o olhar para a criança em seu quadril.
– Está tudo bem, querida. – A voz feminina tão suave, tão gentil, chamou a atenção de Iris. – Por que uma princesa linda como você está chorando?
Princesa. Ele encolheu-se diante do termo, detestando quão certa a estranha estava. Mas ele estava em Los Angeles agora, não na Ilha Galini, um país tão pequeno que ninguém ali sabia quem ele era. Exatamente como ele preferia.
Queria estar livre de sua herança real que o havia carregado através da vida, mas o desejo nunca fora tão forte depois do acidente que quase o matou. Entre isso, seu casamento fracassado, a morte de Karina e seu estado de príncipe viúvo, a mídia estava inteira no seu encalço. Não havia um momento de paz em casa, e ele precisava fugir, se refazer... e talvez nunca mais voltar.
Agora, mais do que nunca, queria independência... para si mesmo e para sua filha.
– Desculpe-me. – Estendendo a mão, a garota ofereceu a ele um sorriso radiante. – Eu sou Darcy Cooper. Você deve ser o sr. Alexander.
Darcy. A mulher com quem ele se comunicara por e-mail e com quem havia falado ao telefone. A mulher que praticamente havia contratado para ser a babá que moraria na sua casa, por causa das suas impressionantes referências e da boa reputação da agência de empregos.
Na pari i eychi. Droga.
O que aconteceu com a mulher baixa e gorda, usando um coque de avó, que ele tinha visto na foto do site? Teve certeza que a mulher que viria cuidar de sua filha era a dona da agência. De maneira alguma aquela beleza curvilínea seria dona da agência Loving Hands Childcare. Talvez eles tivessem enviado outra pessoa no último minuto.
Colin mudou sua filha irritada para seu quadril bom. O maldito acidente ainda o fazia lutar para voltar ao normal, o que quer que normal significasse depois de quase morrer, e então perder sua esposa.
– Você não é o que eu esperava.
Arqueando uma sobrancelha, ela sorriu amplamente. Os olhos verdes o percorreram, sem dúvida, notando seu short de corrida, sua camiseta e seu cabelo desalinhado.
– Então somos dois.
Os olhos brilhantes prenderam os seus. Ela estava zombando dele. É claro que estava. Ela não tinha ideia de com quem estava falando, não que alguém ali soubesse que ele era uma realeza. Ainda assim, ninguém zombava dele, exceto seu irmão.




Inconfessáveis Delírios

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dana amava Kurt, apesar do desprezo, da indiferença...

Kurt despertou sobressaltado. A embriaguez do vinho e da saudade o deixava num estado de confusão e letargia. 
Ele saiu da cabine e recebeu a brisa suave e a visão de uma mulher contemplando o mar. 
Dana pressentiu-lhe a chegada. Queria tanto estar nos braços de Kurt que correspondeu com volúpia aos carinhos impetuosos. 
“Oh, Kurt!”, murmurou entre um beijo e outro. Mas, ao ouvir-lhe a voz, ele se deteve, lívido. Pensava estar com outra mulher!
Capítulo Um

Finalmente as férias de Dana Hendricks haviam chegado. Dentro de poucas horas estaria distante da agitação da cidade e do sisudo sr. Samuelson.
O patrão jamais reconheceria sua elegante e discreta secretária se a visse subindo a rampa da balsa de Vitória com o velho Volkswagen. Cabelos soltos ao vento e usando jeans desbotado, exibia um sorriso radiante que raras vezes mostrava no austero e silencioso escritório de advocacia onde trabalhava.
Duas semanas longe do trabalho seriam uma verdadeira bênção. Logo após o amanhecer, Dana observara o continente desaparecendo no horizonte, e agora já se encontrava a meio caminho de casa, na região norte da ilha Vancouver.
— Para a esquerda, por favor — indicou o tripulante da embarcação, antes de reconhecê-la: — Dana! Como vai? Pare atrás daquele jipe, sim?
— Claro, Eric. Obrigada. E tenha um bom dia.
Assim que estacionou o carro, ela foi até o convés superior para apreciar melhor a vista do oceano e sentir o vento morno, cheirando a maresia, acariciar-lhe o rosto. Há quanto tempo sonhava com isso! Não raro Dana havia pensado em abandonar o emprego e voltar para casa.
Ao notar uma moça bem vestida, que também se encostara à grade, sorriu com simpatia.
— Lindo dia, não? — A moça falava com um ligeiro sotaque francês e seu traje de seda parecia mais adequado a um refinado coquetel na cidade.
— Maravilhoso — Dana concordou.
— Tomara que dure. Não suporto viajar embaixo de chuva — comentou e estendeu a mão para um cumprimento. — Sou Wendy Arunson. E você?
— Muito prazer; Dana Hendricks. É a primeira vez que vem às ilhas?
— Sim. Como Paul está criando um programa de computador para Kurt, vamos velejar com ele e Andrew. Os dois precisam fazer alguns testes e... Desculpe não ter explicado antes: Paul é meu marido e Kurt, um velho amigo nosso.
— Vão viajar num veleiro?  A outra assentiu. — Vamos seguir ao norte, em direção ao Alasca. Você sabe, as ilhas da Rainha Carlota. Há muitos anos que Kurt empreende excursões marítimas, desde a... Bem, tem tido um grande sucesso com suas invenções náuticas. Viajaremos em seu veleiro. Paul e ele idealizaram um programa revolucionário de... Olhe, quase não entendo nada de informática.
— Está a caminho de Sointula? — O pequeno vilarejo onde Dana nascera não lhe parecia o cenário apropriado para uma embarcação tão sofisticada.
— Partiremos de lá. Precisei deixar as crianças com minha sogra e resolver alguns problemas antes de poder me juntar a eles. E você, Dana, também vai velejar?
— Bem que eu gostaria, mas daqui a duas semanas terei de voltar ao trabalho. Vou apenas visitar meus pais, no farol de Sointula.
— Foi criada em um farol? Nossa, suponho que sua infância tenha sido bastante solitária.
Dana não se lembrava de haver sido uma criança triste; a profunda e deprimente solidão veio depois, quando já adulta, na ocasião em que se mudou para Vancouver.
— De modo algum. Vivi em Sointula até os dezesseis anos, e só depois nos mudamos para o farol. Quando chegarmos lá, não deixe de conhecer a parte sul do vilarejo. É fascinante. Os primeiros finlandeses a se estabelecer na região construíram casas de madeira, cada qual com sua própria sauna. Aliás, muitos construíram saunas antes mesmo de terem onde morar!
— Seus ancestrais? Eu devia ter adivinhado suas origens finlandesas: você é tão alta, e esse cabelo maravilhoso...




Núpcias de uma Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

De uma marcha nupcial... a uma cantiga de ninar!

A socialite Laurel Worthington só encontrou o atraente milionário Brett Matthews uma vez: no dia em que se casaram! 
Tratava-se de uma aposta... de um casamento que duraria apenas uma noite. 
Deslumbrada pela fantasia romântica, Laurel entregou sua virgindade ao doce e sedutor marido.
Brett duvidava que Laurel teria voltado a procurá-lo se não tivesse precisado de ajuda. 
Ao saber que teriam um filho, ele propôs um casamento de verdade. Mas o que ele não sabia é que, daquela vez, Laurel não se contentaria com nada menos do que um casamento por amor...
De uma marcha nupcial... a uma cantiga de ninar!

Capítulo Um

Ela havia conseguido. Quase sem dinheiro e sozinha, percorreu quatro mil quilômetros para alcançar seu objetivo.
Laurel sorriu pela primeira vez após um período de quatro meses. Estava tão satisfeita consigo mesma que sentiu ímpetos de rir alto. Olhou para o céu ao sentir algumas gotas de chuva caírem em seu rosto. Não devia estranhar. Oregon era conhecido por seu tempo chuvoso.
Permaneceu alguns instantes em tranquila contemplação, mas logo se obrigou a entrar no prédio. Em vez de molhada de chuva, Brett poderia pensar que ela andara chorando. O que era a mais pura verdade.
Mas seus dias de lágrimas estavam prestes a serem relegados ao passado. Havia muito a ser feito. Não valia a pena se entregar à autopiedade. Era preciso seguir adiante. Com o queixo erguido, Laurel entrou na fortaleza de cimento e de vidro. Ali, em uma das salas, ela o encontraria. O pensamento a fez estremecer.
Ajeitou a alça da mochila no ombro e puxou a mala com rodinhas pela calçada. Parecia incrível, mas tudo que lhe restara de uma vida que não mais existia estava guardado naquela bagagem.
A tristeza ameaçou dominá-la, mas foi firmemente afastada. Daquele dia em diante, só olharia para o futuro. O passado era passado. Desde que lhe dessem uma chance de construir um novo presente...
Laurel respirou fundo, passou a mão pela capa de chuva para retirar o excesso de água e indagou sobre a localização da Matthews Global Investments, mais conhecida como MGI, a empresa de propriedade de Brett.
No elevador, Laurel ajeitou os cabelos com os dedos e tirou a capa. A blusa, embora amassada, estava seca. Assim como parte da calça comprida, porque do joelho para baixo elas estavam encharcadas tanto quanto os sapatos e as meias.
O elevador parou no décimo segundo andar e ela desceu com a respiração suspensa.
— Bom dia — a recepcionista a cumprimentou com um sorriso. — Posso ajudá-la?
— Gostaria de falar com Brett. Quero dizer, sr. Matthews.
— Seu nome?
— Laurel Worthington.
A mulher verificou uma lista no computador e tornou a se dirigir a Laurel.
— A senhora marcou hora?
— Não.
— Qual é sua empresa?
Laurel engoliu em seco.
— Eu...










Suave Fascínio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A viagem à África reservava mais do que aventura para Jacqueline...

A noite era quente e abafada, a lua cheia chamava ao amor. 
Deitada em sua cama, observando a cortina balançar ao sabor do vento, Jacqueline ainda podia sentir o sabor dos beijos de Matt em seus lábios, um sabor do qual jamais se esqueceria. 
Mas aquele viril desconhecido entrara em sua vida apenas para despertar seu coração para o amor e depois abandoná-la. Ele não queria compromissos sérios, vínculos, nada!
Jacqueline só via uma maneira de enredar Matt nos liames da paixão: entregar-se a ele numa inebriante noite de amor!

Capítulo Um

Fazia algumas semanas que Jacqueline Donnelly seguia um ritmo frenético de trabalho, correndo de um lado para outro como um robô: regularizou o passaporte, tomou as vacinas necessárias, fez compras de última hora, preparou a bagagem e despediu-se dos amigos. Quase não houve tempo para parar e pensar. Mas agora, no avião que a levaria para a África, era invadida por uma estranha sensação. 

Não tinha dúvidas de que queria voltar a Gana, mas seria capaz de enfrentar o desafio que seu novo emprego representava? Será que sabia em que estava se metendo?
Jacqueline já tinha morado na África quando criança; ela e a mãe haviam acompanhado o sr. Donnelly, que fora para lá a trabalho. No entanto, desta vez tudo era diferente, pois iria morar sozinha e depender do próprio emprego para viver. Havia assinado um contrato de trabalho por dois anos e não fazia a menor idéia de como era o homem para quem iria trabalhar.
Olhou através da pequena janela do avião; sabia que estavam sobrevoando o litoral da África, pois tudo o que via eram as densas florestas tropicais. Porém a paisagem não foi suficiente para distraí-la; a sensação de insegurança não se dissipava e era difícil livrar-se dos maus pensamentos. 
Será que não havia tomado uma atitude precipitada ao aceitar o cargo de assistente administrativa que a Organização Internacional de Produção de Alimentos havia lhe oferecido? Lembrou-se, então, da conversa que tivera com Christopher Jenkins, em Nova York.
— Quero deixar bem claro, srta. Donnelly, que se trata de um trabalho árduo e mal remunerado.
Perguntou-lhe a respeito do novo patrão, mas a resposta do sr. Jenkins não foi nada estimulante.
— Matt Simmons é um homem rigoroso. É uma pessoa muito trabalhadora e completamente dedicada ao serviço. Tenho certeza de que vai exigir muito de você.
Palavras nada encorajadoras, para falar a verdade. Mas era preciso que Jacqueline se controlasse; afinal de contas, sabia que era uma profissional competente e capaz. A única coisa com que devia realmente se preocupar era a sua aparência; Jacqueline não aparentava seus vinte e três anos e podia facilmente ser confundida com uma colegial, o cabelo louro, os olhos azuis e a pouca altura davam-lhe uma aparência frágil e inexperiente. Só lhe restava esperar que isso não influenciasse o novo patrão.
Alguém tocou de leve em seu braço. Ela se virou e viu uma senhora de olhos claros que estava na poltrona ao lado da sua. A sra. Turner parecia irradiar calor e amizade.
— Você parece cansada, querida. Algum problema?




Ladrão de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




A loja: Casa das Noivas, Monte Carlo. 

Uma butique exclusiva voltada para os ricos e famosos, repleta de pedras preciosas implorando para ser roubadas...
O Enredo: Um roubo bom demais para ser verdadeiro. A especialista em segurança Allison Ames e o ladrão Paul Courtwald queriam a tiara da imperatriz Catarina. E cada um deles tinha razões próprias para isso.
Aliados pelas razões erradas, descobriram-se amantes... pelas razões que mais importavam. Mas será que a verdade não arruinaria o romance?

Capítulo Um

Apesar de contar com anos de experiência, Allison sempre ficava nervosa antes de uma grande empreitada. Como a tensão que acomete os atores minutos antes de uma estréia, o nervosismo transformava-se em eficiência fria assim que começava a agir, mas esperar pela chegada da noite acarretara um dia longo e tenso. Agora que a espera havia terminado, começava a sentir-se mais calma.
Depois de esconder o Renault num pequeno bosque e certificar-se de que o carro não podia ser visto da estrada, abriu o porta-malas e respirou fundo para encher os pulmões com o ar salgado do mar. Flexionando os ombros, começou a rotina de aquecimento enquanto estudava a lua.
Uma noite sem luar teria sido melhor. Por outro lado, o brilho prateado facilitava a visão dos ganchos que fixara na encosta do rochedo na semana anterior, o que tornaria a escalada até a vila Waldheim um pouco menos perigosa.
Antes de munir-se da corda e do equipamento de alpinismo, prendeu os cabelos dourados sob o capuz negro que pusera na cabeça, tomando o cuidado de esconder todos os fios de forma que só o rosto ficasse visível. Uma camiseta preta de mangas longas e calça da mesma cor e botas apropriadas ocultavam o corpo.
Se alguém nos iates iluminados que oscilavam sobre o Mediterrâneo olhasse na direção do rochedo e percebesse o movimento, um evento improvável àquela distância, pensaria ter visto apenas uma sombra ou uma irregularidade na superfície íngreme.
Relaxada, seguiu pela trilha acidentada que separava a base da encosta da água, procurando pelas marcas feitas anteriormente com giz. Quando as localizou, apagou-as, ajustou o cinto e o equipamento e examinou a assustadora inclinação do precipício.
— Você é a Mulher Aranha — murmurou com firmeza. O comentário era o prelúdio de um discurso que repetia sempre que se propunha a realizar uma escalada mais difícil. — Você é invencível.


Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Casa comigo outra vez - a revisar
8- Termos de rendição -  idem os seguintes
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez
Baixar em Séries 




Uma Noiva para Papai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



A loja: Casa das Noivas, Londres. 

A estilista Tessa Montiefiori sempre quis saber se era seu talento ou sua ligação com os DeWilde que proporcionavam o reconhecimento profissional. 
Por isso chegou para trabalhar na filial londrina com um nome falso.
O Enredo: Um fabuloso vestido de noiva, criado por Tessa, era a peça principal de uma espetacular promoção. Uma mulher de sorte ganharia o vestido e um “Casamento Casa das Noivas”. 
Todos os planos de Tessa estavam se realizando. 
Até duas crianças com idéias sobre princesas e contos de fadas pensarem que Tessa, a modelo do vestido, era o prêmio. E que seria uma noiva perfeita para o pai delas...

Capítulo Um

— Não entendo por que veio se instalar neste apartamento apertado quando dispunha de todas as ruas de Londres para escolher — Gabriel DeWilde parecia chocado enquanto despia a capa de chuva. — Tessa, isso é excentricidade demais, mesmo para você!
Tessa Montiefiori sorriu com tolerância carinhosa enquanto via o primo pendurar a capa no cabide atrás da porta. Adiara aquela visita ao seu apartamento durante quase dois meses, sabendo que seu modesto estilo de vida chocaria Gabe, mas essa noite de domingo havia sido o limite para ele. Gabriel telefonara para dizer que estava indo para sua casa e desligara antes que ela pudesse protestar.
— Oh, Gabe, gostaria de ter cobrado um centavo por cada vez que me chamou de excêntrica nesses anos todos!
— Mas desta vez você conseguiu superar-se – ele insistiu, seguindo-a até a pequena sala de estar. — Fingir que é uma estilista principiante e esconder-se sob o nome Jones, quando faz parte da família. Podemos colocá-la num cargo de chefia na Casa das Noivas amanhã mesmo, se quiser! Agora que sou o diretor executivo da filial londrina, posso nomeá-la gerente de vendas da loja. Seria uma alegria tê-la.
— Gabe, você já fez esse discurso há seis semanas, quando tudo começou. Meus sentimentos não mudaram. Se puder vender meus vestidos para o público e a crítica especializada sem revelar que faço parte da família, provarei que meu talento é verdadeiro. Não quero que os empregados da loja o acusem de nepotismo. Não acha que este é o desafio mais criativo que já enfrentei?
Gabe suspirou. Tessa estivera afastada desde que deixara a universidade, três anos atrás. Começara ocupando modestas posições nas lojas de moda da Costa Oeste americana e depois tornara-se aprendiz de um famoso estilista francês em Paris. Fora visitá-la nos dois lugares, sempre na esperança de convencê-la a ir trabalhar na filial londrina da cadeia familiar. Finalmente ela havia concordado, mas impusera suas condições.
— Para dizer a verdade, Tessa, quando anunciou que estava voltando para casa, esperava ouvi-la dizer que ocuparia seu lugar na Casa das Noivas, como cabe a um membro da família. Pensei que houvesse superado sua fase experimental!
— Não é uma fase! Pretendo enfrentar novos desafios e testar meus conhecimentos em situações inusitadas até o fim da vida! É isso que preserva o frescor de um profissional.
— Receber salários modestos e viver nesta pensão disfarçada de edifício é desnecessário e inconveniente.
— Gabe examinou o ambiente. As paredes estavam descascadas, o piso de madeira não tinha brilho e as cadeiras que faziam conjunto com o sofá deviam ter escapado da última guerra.
— Este é o cenário perfeito para uma simples balconista — ela protestou teimosa. — Além do mais, gosto daqui. Afinal, por que está criando confusão agora, quando falta tão pouco para a realização do meu concurso?
— É exatamente no concurso que estou pensando. Ainda há tempo para anunciar quem realmente é antes de encarar a imprensa amanhã. Todos os grandes jornais estarão cobrindo a entrega do pacote de núpcias da Butique Experimental.
— Este é o momento para o qual venho trabalhando há meses, Gabe. Sonho com a chance de exibir um dos meus vestidos de noiva e provar meu talento.
— Pense no constrangimento que vai enfrentar se alguém descobrir que é uma Montiefiori.
— Ninguém descobrirá.



Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Casa comigo outra vez - a revisar
8- Termos de rendição -  idem os seguintes
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez
Baixar em Séries 



Melodia de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Pacotes de Prazer





Luke Crandall sabia lidar muito bem com mulheres, mas estava sem ação diante do adorável pacotinho de gente gritando em seu colo. 

Ele estava determinado a ser um excelente pai solteiro, mas precisava de ajuda de uma guia para embrenhar-se naquela selva de mamadeiras, chupetas e papinhas.
A bela Sydney Reede era capaz de trocar uma fralda em dois segundos... e sabia exatamente como funcionava a mente feminina!
Conforme a rotina de troca de fraldas e canções de ninar transformava-os em uma família, os dias de solteiro ficavam cada vez mais remotos na lembrança de Luke. Será que agora, ganhando experiência no mundo dos bebês, seria hora de se arriscar a singrar águas do matrimônio?

Capítulo Um


Bebês, chocalhos e berços... Oh, meu Deus!
Sydney Reede massageou a testa na altura das sobrancelhas na tentativa de aliviar a terrível dor de cabeça. Por que aceitara aquela tarefa? Como organizaria o chá de bebê?
Convites delicados em tons de rosa e azul, uma lista de utensílios para bebês e receitas de suculentos aperitivos pare­ciam não bastar.
A organização da festa deveria ser tão simples quanto fatiar uma torta de chocolate. Em vez disso, estava deixando-a em pânico.
E era tudo culpa de Roxie.
Se sua colega de trabalho não tivesse engravidado, nem a acolhido tão bem desde sua mudança para Dallas, então não se sentiria obrigada a organizar o chá de seu bebê.
Mas a opção da futura mamãe em abandonar a carreira após o nascimento da criança abria para Sydney uma bela possibilidade de ascensão profissional. E, para que esse sonho se concretizasse, seria preciso ir além de seu habitual e exce­lente desempenho cotidiano no trabalho.
Teria de agir de maneira política dentro da empresa, fazen­do-se não apenas necessária como desejável na nova função.
Enfim, por causa de Roxie, via-se em uma situação no mí­nimo incomum: dirigia-se à casa de um estranho para ter aulas de culinária!
Será que perdera o juízo?
Lembrou-se de sua chefe dizendo: “Eu a-do-ro baklava. Con­sidere servir este prato no chá de bebê de Roxie. É uma so­bremesa maravilhosa com tanta tradição familiar...”
Ellen ficara com expressão suave e distante no olhar nor­malmente gélido. E logo acrescentara: “Mamãe costumava ser­vi-la em ocasiões especiais. E o que é mais especial do que um chá de bebê? Qual era mesmo a especiaria que ela sempre usava? Canela, mel...? Gostaria de me lembrar. Oh, mas você descobrirá. É o toque especial que diferencia um baklava dos demais, que em geral são muito simples.”
Baklavas simples? A sobremesa era rica o bastante para ser servida em um palácio!
Sydney seguira passo a passo a receita encontrada em uma das muitas bibliotecas onde pesquisara sobre pratos típicos. Ape­nas acrescentara uma pitada de canela na esperança de agradar o paladar da chefe e ganhar alguns pontos em sua avaliação.
Sua chefe não fora a única a fazer uma requisição especial, entretanto. Roxie, a futura mamãe, implorara por um pudim de chocolate. E a vice-presidente da empresa “sugerira” creme brulé Aquela iguaria parecia difícil de preparar, mas a mulher jurara que o sabor celestial compensava o esforço.
Bem, seria bom se o esforço se convertesse em uma promo­ção, pensou Sydney.
Imaginara que seria capaz de preparar tudo com a facilidade com que tantas vezes fizera panquecas em formato de animais nas manhãs de sábado para os irmãos, então crianças.
Claro, sabia que os pratos favoritos da chefe e da vice-pre­sidente não bastariam para elevá-la ao cargo de Roxie. Mas também não a prejudicariam.
Queria demonstrar que sempre tinha boa vontade e era ca­paz de correr um quilômetro além do habitual...

Teu Filho meu Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um bebê por testamento.

Alex Chandler não mediria esforços para realizar o sonho de sua falecida esposa: que Diana gerasse o embrião por ela deixado. 
Mas por que Tâmara tivera de escolher, dentre todas as mulheres do mundo, sua excêntrica e irritante meia-irmã para ser a gestante da criança? Verdade que Diana era uma mãe dedicada... e em também feminina, sensual e... Não, ele não podia estar sonhando em formar uma família com ela!
Diana nascera para ser mãe. Mas ser usada para gerar um bebê era demais! Até que começou a ter um contato maior com Alex... e começou a desejar mais do que apenas ter um filho dele!

Capítulo Um

Naquele dia de março, ensolarado mas frio, Alex esperava impacientemente por Diana Randolph no escritório de seu advogado.
Ela estava atrasada, como sempre. Se Tâmara não a tivesse escolhido como mãe-substituta, ele teria encontrado alguém mais pontual.
Bebendo café velho de escritório, tentava controlar a irritação. Se ela tivesse chegado na hora marcada, a reunião já teria acabado ainda dentro da sua hora de almoço.
O que ele mais queria agora era voltar ao escritório, enterrar-se em seu trabalho até a medula e esquecer o quanto sentia a falta de Tami.
Seu advogado, Gary Newman, passou-lhe uma pasta, deslizando-a calmamente pela mesa.
— Acalme-se, homem. Dê mais uma lida no contrato enquanto esperamos a srta. Randolph.
Abrindo a pasta, ele leu superficialmente página por página. Ele quisera um contrato que fizesse Diana entender perfeitamente seu lugar no esquema das coisas. Ela, com a mania de interferir em tudo, tinha ideias ultrapassadas sobre como se criar filhos. E os filhos dela...
Amava seus sobrinhos, mas eles pareciam estar sempre melados, sujos, perdidos ou metidos em alguma confusão. Não eram os melhores exemplos de uma boa educação familiar.
Continuou a leitura e encontrou ali tudo o que requisitara a Gary: as cláusulas que declaravam o que ela deveria fazer durante a gravidez e o que ela não poderia fazer depois do parto, ou seja: contato não supervisionado com o filho dele ou controle sobre a criança. Gary havia passado um longo tempo tentando esboçar o que era agora um contrato complexo.
— E se ela não assinar? — Alex indagou.
— Os embriões pertencem a vocês dois, percebe? Se ela não assinar, você não coopera, e se você não cooperar, nada de bebê, e o sonho de Tâmara acaba antes de começar.
— Isso é muito triste... — Franziu a testa.
— É a vida, Alex. Deixe-me dizer uma coisa...
Naquele instante um estouro metálico interrompeu Gary.
— Estão fazendo alguma reforma aqui no escritório?
— Estão, mas só à noite.
Mais uma explosão e o ruído de um motor superacelerado fez vibrar as janelas da sala. Alex levantou-se e olhou com cuidado pela janela em direção à rua.
Passando pelos arbustos da entrada do estacionamento, podia ver uma caminhonete amarela meio amassada, pintada com motivos florais nas cores do arco-íris. Nas laterais podia-se ler "Diana Jardins" em letras roxas.
O escapamento da caminhonete explodiu mais uma vez antes de o carro parar em uma vaga bem embaixo do escritório, soltando uma fumaça escura antes de morrer.
Alex se perguntou se as condições daquela caminhonete estavam em acordo com as impiedosas leis antipoluentes do Estado. Conhecendo Diana, provavelmente não.
Voltando-se para a mesa de Gary, levantou as sobrancelhas.
— Adivinhe quem chegou?




Ídolo de Pedra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Ele a salvara de um perigo terrível, agora ia cobrar um alto preço!

Tamsin agarrou-se à borda do cesto quando o balão começou a ganhar altura. 
A seu lado, Zak riu do medo que ela, em vão, tentava esconder. 
Mas não era só estar voando que a apavorava: Zak Trenchard era o principal motivo de sua perturbação. 
Afinal, fora por causa dele que sua melhor amiga morrera. 
Além disso, Zak não perdia a chance de lhe dizer que a queria longe dali, pois precisava das terras dela para um novo empreendimento. Então, como justificar seu amor por esse homem?

Capítulo Um

Quando um graveto estalou sob seu pé, Tamsin prendeu a respiração e ficou estática; porém, o homem sentado na pedra continuou, imóvel, olhando para o turbulento riacho. O clarão da lua, saindo detrás das nuvens, a fez recuar apressada para a sombra do carvalho a seu lado. 
Apertando os olhos, ela fitou outra vez o vulto indistinto que teria passado despercebido se não tivesse se movido ligeiramente, chamando-lhe a atenção.
Os sentidos de Tamsin estavam alerta em meio à escuridão do bosque, ampliando os sons noturnos dos galhos roçando uns nos outros, das folhas secas sendo agitadas pela brisa e dos pequenos movimentos na vegetação baixa. 
Ao longe uma coruja piou, um som sinistro que a fez sentir um calafrio. Mas seria mesmo uma coruja, ou alguma outra criatura predatória da noite? Um de seus companheiros, ou o inimigo? Como não ouviu mais nada, seu coração aos poucos voltou ao ritmo normal.
Puxando ainda mais o gorro negro para cobrir o rosto, ela deixou o esconderijo, percorreu silenciosamente os poucos metros de espaço aberto que faltavam e abrigou-se atrás do tronco retorcido de outra árvore. 
Agora podia ver sua presa com clareza; de costas para ela, esfregava o pé numa pedra coberta de limo na margem do riacho. 
Que tolo! Estava completamente desprevenido, na certa julgando-se seguro naquele canto obscuro do bosque. Mas, conhecendo e amando cada centímetro daquele território desde a infância, Tamsin seguira sua pista.
Ela retirou em silêncio a pistola do cinto, enfiou a mão no bolso da jaqueta militar e apanhou uma bolinha cheia de tinta vermelha, colocando-a na câmara. 
Afastando com cuidado outro graveto seco, saiu mais uma vez da cobertura, mantendo-se de lado para oferecer o menor alvo possível.
Ergueu a mão esquerda e apoiou a pistola num galho para firmar a mira, o metal brilhando ao luar. Por apenas um momento vacilou; ele estava facilitando demais. Mas então, controlando aquela pontada de remorso, ela mirou outra vez e, com uma deliciosa e letal emoção, apertou o gatilho. Naquele mesmo instante, porém, algum instinto alertou o homem. Ele se virou, e uma espécie de reflexo o fez agachar-se antes de se lançar na direção de Tamsin com a mão direita já erguida. Mas era tarde demais: o disparo o havia atingido no meio do peito.
— Bang, você está morto! — gritou ela. Mas, ao ver o rosto daquele homem, seu grito de triunfo deu lugar a um súbito tremor de medo, e, largando a arma, ela se virou para fugir.
Enfurecido, ele foi rápido, agarrando-lhe o braço direito e torcendo- o com força para trás. Apesar da desesperada urgência em fugir, ela se forçou a não debater-se, pois era claro que estava presa, e por alguém com conhecimento profissional do assunto.
— De que diabos acha que está brincando?





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Leão do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Série Os Baron

Ele era incrivelmente sedutor! 

E ela tinha uma missão...O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto e sublime herdeiro do trono imperial de Quidar, nunca recebera um presente de aniversário tão maravilhoso: uma loira escultural, com o corpo mais perfeito que já vira, capaz de fazer um homem perder a cabeça! 
A luxuosa cobertura na Quinta Avenida era seu território. Ali sua palavra era lei. 
Já que ela era seu presente de aniversário, poderia fazer o que bem entendesse... 
Mas... o que ela estaria fazendo em seu quarto com uma câmara fotográfica nas mãos? Amanda nunca pensou que, ao aceitar a inocente oferta de sua melhor amiga, teria a vida completamente transformada! 
Como provar ao poderoso e irresistível sheik de que tudo não passava de um terrível equívoco? E, pior: como provar a si mesma que conseguiria resistir à sedução daquele homem?

Capítulo Um

O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto, lorde do império e sublime herdeiro do trono de Quidar, atirou para longe o jornal que acabara de receber e pronunciou uma série de blasfêmias em sua língua natal, em uma atitude pouco digna de sua nobreza e majestade.
- Abdul! - gritou a plenos pulmões, vendo a porta do escritório se abrir no mesmo instante.
- Pois não, senhor.
O homem de meia-idade, vestido com um elegante terno negro, mantinha a mão na maçaneta enquanto esperava com ar servil, sem erguer os olhos para o sheik.
- Estes jornais sensacionalistas estão proibidos de entrar no meu escritório!
- Sim, senhor.
- Tiveram a ousadia de me chamar de selvagem do deserto, como se eu fosse uma espécie de quadrúpede - continuou pensando alto, esquecendo a presença do secretário. - Será que esta é a imagem que passo?
- Não, em absoluto!
Acostumado com as explosões do sheik, Abdul sabia que não era momento de contrariá-lo. Lançou um olhar discreto para o jornal amassado, que exibia uma reportagem com uma fotografia de meia página. O sheik estava ao lado de uma mulher que mantinha os braços ao redor de seu pescoço e o fitava, como se estivessem vivendo um momento de intensa paixão.
- Está vendo esta fotografia? - Apontou para o jornal como se fosse a prova do crime. - Eu avisei que havia uma câmara apontada para nós! Veja a manchete! "Sheik Nicholas al Rashid com sua última conquista, a bela Deanna Burguess".
- Não tive tempo de ler os jornais ainda, senhor - mentiu, para não irritá-lo ainda mais.
- Ninguém me insulta sem sofrer as conseqüências! Se estivéssemos em Quidar... - De súbito, ele se calou.
Voltou no tempo, até uma ocasião que alguém tivera tal ousadia. "Você não é nada mais do que um bárbaro selvagem!", as palavras ecoaram em sua cabeça. A imagem se diluiu, e Nick voltou ao presente.
- Esta foto foi tirada no Dia do Perdão - continuou, enquanto Abdul apanhava o jornal e o jogava no cesto de lixo. - Por isso eu estava usando os trajes típicos. E a tenda não era nada mais do que uma das muitas que se espalhavam pela praça de alimentação!
- Eu sei, senhor.
- Tínhamos que ir até lá para comer!
Abdul inclinou ainda mais a cabeça, em sinal de respeito. Sabia que sua presença ali se justificava apenas como desculpa para que o sheik desabafasse.
- A srta. Burguess torceu o pé e, no exato momento em que a segurei, o fotógrafo não perdeu tempo em nos fotografar.
- Sheik Rashid, não há necessidade de explicar.
- Eu estava carregando-a, é verdade - continuou como que para si -, mas para dentro da tenda, e não saindo com ela, como assinalaram na reportagem. - Interrompeu-se e suspirou profundamente, olhando para Abdul como se o houvesse visto apenas naquele momento. - Não vou deixar que isto me irrite... - comentou com outro suspiro.
- Acho que é o melhor afazer, senhor.
- Não posso me deixar abater por uma fofoca de jornal!
- Excelente decisão, senhor.
- Se as pessoas quiserem acreditar, problema delas!
- Exatamente.
- Além disso, que diferença faz se sou chamado de selvagem inculto ou bárbaro, seja lá o que for? - Ele sorriu, e seu rosto se cobriu com a máscara de indiferença que costumava usar. - Se esses idiotas que adoram se intrometer na minha vida pensam que me atingem, estão muito enganados! Não conseguirão me incomodar com fofocas baratas!

Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Leão do Deserto
6- Um Amor Brasileiro
7- Palavra de Amor
8- Aurora do Desejo
Série Concluída


Um Amor Brasileiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron

Ninguém sabia quem era o pai do filho de Carin, já que ela tinha conseguido manter o segredo durante toda a gravidez... 

Mas no parto lhe escapou um nome: Raphael Alvares! 
O multimilionário brasileiro acudiu imediatamente ao lado de Carin. 
O fez porque sua honra lhe obrigava a dar seu nome ao menino, ou acaso aquela única noite de paixão o tinha feito desejar converter Carin em sua esposa?



Capítulo Um

Cidade de Nova Iorque, Sábado, 4 de maio
Carin Brewster agarrou a mão de sua irmã e se perguntou como diabos tinha conseguido sobreviver a humanidade, se cada mulher que tinha tido um filho tinha passado por semelhante agonia.
Gemeu quando outra contração lhe sacudiu o corpo.
— Isso — disse Amanda Brewster Al Rashid — Empurra, Carin. Empurra!
— Estou... empurrando — ofegou.
— Mamãe está a caminho. Chegará a qualquer momento.
— Estupendo — Carin se mordeu o lábio — Poderá me dizer que conhece a forma correta de... ohhhh, Deus!
— Oh, querida — Amanda se aproximou — Não acha que já é hora de me dizer quem...?
— Não!
— Não te entendo, Carin! É o pai de seu filho.
— Não... o... necessito.
— Mas tem direito de saber o que acontece!
— Não... tem... nenhum... direito.
Carin fez uma careta de dor. Que direitos tinha um homem quando era quase um desconhecido? Nenhum. Algumas das decisões que tinha tomado nos últimos meses tinham sido difíceis. Se ficava com o bebê, se pedia ajuda a sua família. Mas decidir não contar a Rafe Alvares que a tinha deixado grávida tinha sido fácil. Ele não se importava com Carin; por que ia querer sabê-lo? Por que um homem que tinha passado uma hora em sua cama e que nunca tinha tentado entrar em contato com ela quereria saber que ia ser pai?
A contração passou. Caiu sobre o travesseiro.
— Ele não é importante. O bebê é meu. Sou tudo o que necessitará. Só... — gemeu e voltou a arquear-se —... só eu.
— É uma loucura — Amanda secou a testa de sua irmã com uma toalha fria — Por favor, me diga seu nome. Deixe que eu o chame. É Frank?
— Não! — apertou a mão de Amanda com mais força — Não é Frank. E não vou te contar nada mais. Mandy, disse que não o faria. Prometeu-o. Disse...
— Senhora Al Rashid? Desculpe-me, por favor, mas tenho que falar com sua irmã.
Carin girou a cabeça. O suor tinha caído em seus olhos e tinha a visão imprecisa, mas pôde ver que Amanda retrocedia para dar espaço ao doutor Ronald.
Sentou-se junto a ela e tomou a mão.
— Como está passando, Carin?
— Estou...— titubeou — Estou bem.
—Você é durona — sorriu —, não resta dúvida. Mas acreditamos que já passou por isso tempo suficiente.
—Tente dizer ao meu bebê — conseguiu esboçar um sorriso débil.
— É exatamente o que vou fazer. Tomamos a decisão de levá-la à sala de partos para trazer este bebê ao mundo. O que lhe parece?
— Lhe fará a...

Valor Da Inocência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Poder e orgulho derrubados pela paixão!

Dou-lhe uma, dou-lhe duas...Dinheiro não é problema para o magnata grego Dmitri Karegas. 

E quando ele vê a única mulher que conhece o seu passado sombrio leiloando a inocência, Dmitri sabe que é o único que pode ajudá-la. 
Porém, Jasmine Douglas não é mais a menina doce que um dia conhecera. 
Ela é uma mulher forte... e que jurara vingar-se de Dmitri. 
Ainda assim, o desejo que existe entre eles é inegável. E agora Jasmine precisa escolher entre render-se à paixão... ou ao ódio.

Capítulo Um

— Tenho uma proposta para você quitar a dívida do seu irmão em um ano, Jasmine.
Sentiu um frio na espinha, mas Jasmine Douglas encarou com firmeza o olhar gélido de Noah King.
A palavra proposta, vinda de algum outro conhecido, teria sido bem desconfortável, mas uma triste parte de sua realidade.
A clientela da boate onde trabalhava, cujo dono era Noah, parecia acreditar que seu corpo escassamente vestido, girando em uma barra, estava sempre à venda. Que ela estava à venda.
Não estava. Nunca estaria.
Apenas o medo avassalador de dever para aquele homem, proprietário de três casas de jogos clandestinas em Londres, e que projetava o futuro sem pestanejar, a fizera entrar nessa.
Mal havia enterrado o irmão Andrew quando ficou sabendo de sua dívida, logo com Noah King. A necessidade e o desespero por resolver aquela situação levavam-na aos palcos todas as noites.
Então, vindo de Noah, aquelas palavras eram como gelo percorrendo suas veias.
— Nunca deixei um pagamento pendente, Noah — replicou, com a boca seca.
— É, mas você mal pode se sustentar. E não tem nenhum bem para vender.
Ficou congelada dentro daquele galpão confortavelmente quente que abrigava o império de Noah. Alguns homens aparentemente inofensivos foram ao apartamento dela pela manhã e gentilmente levaram-na até Noah.
Com o pescoço encharcado de suor, Jasmine percebeu o quanto fora boba ao imaginar que algo relacionado a Noah King seria inofensivo.
— Então eu sou sua prisioneira? — perguntou, sem conseguir se conter.
Noah nem piscou. Continuou descascando uma laranja e ofereceu-lhe um pedaço.
— Até chegarmos a uma solução razoável, sim.
Seu estômago revirou, precisou se conter para não sair correndo. Nada lhe causava mais pânico do que soluções razoáveis.
Por que Andrew não pensara nas consequências de sua dívida? Como pôde fazê-la precisar lidar com esse sujeito tão perigoso?
Como, depois de tantas promessas, acabara deixando-a numa situação ainda pior?
Fazia cinco anos que estava penando nas mãos daquele homem, presa como uma mosca em uma teia. Quanto mais tentava sair, pior ficava.
Sentia-se culpada ao pensar naquilo. Via o rosto de Andrew, seus olhos brilhantes, sua expressão gentil, causando-lhe um aperto na garganta.
Um dia vamos sair dessa, Jas. Espere para ver. Eu vou tirar a gente daqui.
Ele só queria o melhor para a irmã, só queria melhorar a vida deles. Cuidara dela durante anos.
Sem talento algum, com o fardo do problema da mãe com a bebida e de cuidar de Jas, não encontrara outra saída que não a de tentar a sorte no covil de Noah.
Não tinha culpa de ele ter morrido tão cedo, em um acidente, aos 29 anos. Nem que todos com quem contavam acabaram frustrando-os.
E assim, como um espinho alojado eternamente sob sua pele, uma memória forjada com fogo em sua mente, lembrou-se de Dmitri.
Dmitri Karegas — o afilhado de Gianni Katrakis –, bilionário da indústria têxtil e um playboy mundialmente conhecido, colecionador de iates, Bugattis e...




Herdeira Cativa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Doce descoberta...

Stavros Sporades precisava manter a bela Leah Huntington em segurança. 

Porém, a herdeira rebelde era um imã de caçadores de fortuna. 
A única maneira de realmente protegê-la seria tornando-a sua esposa, mesmo que apenas de fachada. 
Cinco anos depois, a mulher decidida que retorna exigindo o divórcio não se parece nada com a garota inconsequente com a qual se casara. 
Ainda assim, Stavros exige uma prova de que ela deixara o passado turbulento para trás antes de conceder sua liberdade. 
Contudo, uma noite no leito nupcial revela que a sedutora Leah era mais inocente do que ele imaginara...

Capítulo Um

Leah Huntington desabou na cadeira de plástico atrás da pequena mesa, com os joelhos bambos. O carimbo em vermelho onde se lia “REJEITADO” no formulário de inscrição dela ficou embaçado. Seu coração deu um nó ao passar a mão sobre os esboços na prancheta de desenho. A possibilidade de ver sua criação tomar forma evaporando como nuvem.
O suor lhe corria pelas costas, e o ventilador de teto atentava contra os nervos dela. Leah passou a mão pelo pescoço, sentindo os músculos se retesarem de tensão.
Sra. DuPont, a gerente de compras de uma loja de varejo, havia dado a Leah apenas dois meses para criar sua primeira coleção, mas tudo o que Leah tinha em mãos eram esboços. E como ela precisava fazer tudo por conta própria, em vez de contratar uma fábrica, como fizera para o desfile, cada minuto era importante.
E a parte principal eram os fundos necessários para a obtenção da matéria-prima... Ela precisava de centenas de coisas, e o dinheiro estava todo no banco.
Ela discou o número de um gerente de banco com quem ela havia conversado dois dias atrás.
O coração dela martelava dolorosamente, batendo cada vez mais depressa, uma batida ameaçadora da qual ela não conseguia escapar. Só podia haver um homem por trás disso. O estômago dela deu voltas quando o gerente tossiu do outro lado da linha. A resposta dele foi curta, imediata, como se houvesse treinado a explicação, esperando pela ligação de Leah.
Eles não podiam aceitar a poupança como garantia para a aprovação do empréstimo porque – Leah pôde perceber a reverência implícita na voz dele – o gerente que cuidava do pedido havia se negado a usar a poupança dela.
Stavros.
Leah arremessou o fone do celular para o outro lado da sala, com o corpo todo tremendo. Ela empurrou a cadeira para o lado, sentindo o impacto e a raiva em cada célula nervosa.
Até quando ele iria torturá-la? Até quando ela iria permitir?
Ela pegou o telefone novamente, com a visão embaçada por causa das lágrimas. A garganta queimou quando respirou fundo, seu polegar pairando sobre os números.
Leah queria exigir uma explicação, queria...
Mas para quê? A secretária dele iria dizer educadamente que ele não estava disponível. A mesma resposta que ela recebera todas as vezes que tentara ligar para ele, no último ano. Embora os dois morassem em Atenas, era como se morassem em lados opostos do mundo.
Ela mordeu o lábio, enfiando as unhas nas palmas das mãos. Um soluço subiu furiosamente de dentro dela, como uma tempestade que poderia engalfinhá-la com suas garras.
Precisava dar um basta na situação. Precisava se libertar dele; Leah havia permitido nos últimos cinco anos que Stavros controlasse cada passo, cada escolha dela, enquanto ele aproveitava a vida.
Cinco anos de uma vida estéril, cinco anos como prisioneira, aceitando por culpa e medo.
Limpando as lágrimas das bochechas, ela abriu a página de coluna social que havia fechado naquela manhã em seu laptop.
Dmitri Karegas, sócio de Stavros e segundo afilhado do avô dela, estava dando uma festa em seu iate.
Stavros e Dmitri eram farinha do mesmo saco.

Legado de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O casamento de Diana Taylor e Coburn Grand foi curto, quente e apaixonado. 

Até suas diferenças os separarem. Anos depois, Coburn finalmente aceita o divórcio. 
Porém, uma última noite de prazer unirá seus destinos para sempre... Diana fica grávida! 
Coburn jamais assinará os papéis agora, e fará de tudo para estar perto da esposa e do filho. 
Juntos em um paraíso tropical, torna-se cada vez mais difícil resistir ao desejo que sentem. 
Com o maior legado de Coburn crescendo em seu ventre, será que Diana conseguirá ignorar os sentimentos pelo marido?

Capítulo Um

Para um homem que achava que a vida era recheada de ironia, isso tinha de ganhar um prêmio.
Coburn Grant, herdeiro de uma fortuna automobilística, e o novo diretor-geral da Grant Industries, puxou sua gravata de seda para não se sentir sufocando em seu próprio cinismo. Participar da festa de casamento de seu melhor amigo, Tony, na véspera de seu próprio divórcio, era algo que só ele poderia suportar. Ter de fazer um discurso para o casal feliz durante trinta minutos, falando de esperança e sonhos? Era a cereja de um bolo nada apetitoso.
Ele poderia fazer isso. Apenas precisava de mais um uísque. E de óculos com lentes cor-de-rosa.
— Você está bem, Grant? — Rory Delaney, o australiano musculoso que era seu amigo desde que eles haviam frequentado a faculdade de Yale, arqueou uma sobrancelha. — Parece pálido.
Coburn adotou uma de suas expressões divertidas, a única máscara que deixava o mundo ver.
— Nunca estive melhor.
E por que ele não estaria? Era o líder da lista das quinhentas maiores empresas dos Estados Unidos. A empresa que ajudara a reconstruir depois da morte de seu pai. Seu irmão, Harrison, estava fazendo campanha para a Casa Branca, o que apenas aumentava os apelos globais da Grant Industries, e ele tinha uma linda loira aquecendo sua cama todas as noites... Conveniente, uma vez que ela morava somente duas portas abaixo da sua. Paraíso.
Rory, um jogador de basquete alto e bonito, que era muito popular com as mulheres, balançou a cabeça.
— Fico tão feliz em ouvir isso, Grant. E justo neste momento em particular.
O tom de Rory era um misto de sarcasmo e advertência. Ele estava preocupado que Coburn ainda estivesse arrasado por sua “ex”, que o deixara um ano atrás. Isso estava totalmente errado. Seu casamento com Diana tinha sido uma tolice, um esforço para entorpecer a dor que ele sentira pela morte de seu pai, uma obsessão consumidora para a qual direcionar suas emoções. Exatamente do que Coburn precisara na época. Exatamente do que precisava se livrar agora.
Ele deu de ombros.
— Eu não tenho mais 25 anos, Rory. Um corpo incrível e uma língua ferina não me impressionam mais.
A expressão de Rory subitamente era de advertência.
— Coburn...
— Não sei por que você está tão agitado. Eu tenho o discurso no meu bolso traseiro.
— Diana está atrás de você — disse Rory.
Ele sentiu a cor drenar de seu rosto.
— Diana, minha futura ex-esposa?
— Bingo.
O coração de Coburn disparou. Ele estivera preparado para esse confronto no dia seguinte, quando tivessem os papéis do divórcio à frente deles. Preparado para ver a mulher que o abandonara sem olhar para trás, há doze meses, assegurando que eles nunca mais se encontrassem. Isso não era nada fácil numa cidade como Manhattan, onde os círculos sociais tendiam a permanecer sempre os mesmos.
Mas, então, Diana não se socializava. Ela trabalhava o tempo inteiro, o que tornava ainda mais surpreendente ela estar lá, nessa noite...
Raiva o preencheu. Como ela ousava aparecer lá? Como ousava estragar a noite dele? Aqueles eram seus amigos, não dela.
Ele respirou profundamente, e, quando se virou, foi sem pressa e de modo deliberado.
Os olhos cor de ébano que o encararam de volta revelaram que ela ouvira o que ele dissera. O olhar de Coburn moveu-se de sua esposa muito linda para o grupo de pessoas ao lado dela. 

Todos tinham ouvido o que ele dissera. Bem, que pena. Ele não iria retirar suas palavras. Falara-as com toda sinceridade.
A única coisa da qual se arrependia era de mostrar as cartas assim. Pretendera abordá-la no dia seguinte com um distanciamento calmo que Diana teria achado enervante. Demonstrar que o homem com quem ela estava lidando agora não era como o homem com quem se casara. Que ele não era mais um tolo para ela.
Coburn voltou a atenção para sua esposa. Os olhos dela tinham perdido aquela vulnerabilidade agora. Ela estava zangada. Furiosa. Que pena. A decisão de ir fora de Diana.
O grupo inteiro os olhava, esperando por uma reação de um deles. Ele virou-se de costas para todos, mas não antes de registrar o fato de que sua esposa estava ainda mais deslumbrante do que ele lembrava. Era como se a vida sem ele houvesse realçado a incrível beleza dela.
Coburn pôs seu copo sobre uma mesa, inclinou a cabeça em direção ao bar, e ele e Rory foram buscar outro drinque. Diana lhe roubara tanta coisa. Mas ela não iria arruinar essa noite.
Não iria.



Tentação Perigosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Atração proibida!

Francesca Masseria está perplexa. 
Em seu primeiro dia trabalhando para o renomado magnata Harrison Grant, ela apertou acidentalmente o botão de pânico e viu o chefe ser algemado pelos seguranças. 
Harrison fica furioso. 
Com tanta coisa em risco, ele precisa manter-se concentrado nos negócios. E sua nova assistente é uma enorme distração, tanto por sua beleza quando pela incompetência. 
Francesca está determinada a se redimir do começo desastroso, fazendo tudo o que Harrison quer antes mesmo de ele pedir. Porém, Harrison logo passa a desejar algo além das funções de Francesca...

Capítulo Um

Rocky Balboa nadava agitadamente pela extensão de seu mundo retangular envolvido por vidro, o brilho ofuscante das luzes acima longe de ser uma atmosfera adequada para o peixe cor de laranja de Frankie Masseria. Acostumado aos confins aconchegantes do escritório sofisticado de Coburn Grant, com sua iluminação suave, Rocky aparentemente não estava fazendo a transição para o domínio frio de cromo de Harrison Grant III mais facilmente do que Frankie estava.
Ela torceu a boca numa careta. Faria a brincadeira de ser um peixe fora d’água nesse seu novo cargo como assistente pessoal substituta da Grant Industries, se seu estômago não estivesse se revolvendo com a agitação nervosa de Rocky. Harrison Grant, o mais velho dos dois irmãos Grant, de Long Island, herdeiros de uma fortuna automobilística, era famoso por sua habilidade de mudar de assistente a cada trimestre, até que sua predecessora, Tessa Francis, assumira o cargo dois anos atrás e domara a fera lendária. 
Conhecida por sua formidável habilidade de pôr qualquer coisa viva na linha, incluindo o tirânico Harrison Grant, Tessa teria continuado a manter o mundo um lugar mais seguro para todos, se não tivesse engravidado e pedido seis meses de licença-maternidade. 
Um pedido razoável em muitas partes do mundo, mas não no mundo frenético de Manhattan. 
Frankie ouvira falar de diretoras de empresas digitando mensagens de texto ou gritando ordens durante o trabalho de parto. Não que ela faria isso. Quando encontrasse o homem perfeito e se casasse, colocaria a criação de seus filhos em primeiro lugar, diferentemente de seus pais, que os fizeram trabalhar no restaurante da família Masseria assim que eles passaram a ter idade suficiente para servir uma mesa.
Mas aquilo era antes, e isso era agora. Ela suspirou e olhou para a enorme quantidade de trabalho sobre sua mesa, incerta do que fazer a seguir. 
Aquela não seria sua bagunça para arrumar, se Tessa tivesse se organizado antes de sair do emprego e achado uma nova assistente para seu chefe impossível. Mas, segundo Tessa, Harrison tinha se recusado a reconhecer que ela estava partindo. Até que, quando o tempo estava acabando, Tessa marcara as entrevistas com algumas candidatas.
Foi quando o impensável acontecera. Tessa entrara em trabalho de parto prematuro na noite anterior, enquanto Harrison estava numa viagem de negócios em Hong Kong. As entrevistas haviam sido canceladas, e Frankie fora instalada em seu novo cargo por seu chefe magnânimo Coburn, que decidira que o irmão não podia ficar sem uma assistente pessoal.
— É a oportunidade perfeita para brilhar. 





Meu Amigo, Meu Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Filho do meu melhor amigo…

Sempre que precisava de um ombro amigo, de um conselho ou de um protetor, ela o chamava. 

O elo de amizade entre Richard MacAllister e Brenda Henderson era indestrutível. 
Até que, um dia, eles passaram uma noite juntos…
Algumas semanas depois Brenda descobriu que estava grávida. 

Para sua surpresa, Richard ficou encantado. Animado… ansioso até… para bradar aos quatro ventos a notícia. Mas o entusiasmo dele parecia centrado no bebê, não em Brenda. 
Ela sabia que devia se dar por feliz em ser a melhor amiga de Richard e a mãe de seu filho… Mas não podia deixar de sonhar em ser mais do que isso… Não podia deixar de sonhar em ser a esposa de Richard, a mulher que ele amasse!

Capítulo Um

Richard MacAllister entrou no apartamento, fechou a porta, despiu a jaqueta esportiva e largou-a em uma cadeira. Então, pensando melhor, pegou a peça, foi ao quarto e pendurou-a no guarda-roupa, no lugar certo, obedecendo a uma ordem por cores.
De volta à sala, sentou-se no sofá, porém levantou-se novamente e passou a andar em círculos, inquieto.
— Mulheres — resmungou. — Quem precisa delas? São todas volúveis. Esquisitas. Totalmente irresponsáveis, imprevisíveis, incompreensíveis… in… in… ininteligíveis. Oh, céus, as mulheres me deixam maluco!
Estacou, passou as mãos nos cabelos e caminhou até a parede da sala, na qual bateu três vezes com força.
— Esteja em casa — murmurou, fitando a parede. — Em uma hora dessas, é preciso conversar com o melhor amigo. Vamos, vamos, avise que está.
Duas batidas abafadas soaram em resposta, e Richard bateu mais uma vez, confirmando a recepção.
Ótimo, pensou. Mensagem enviada, recebida e respondida. Três batidas indagando se havia alguém em casa, duas do destinatário em resposta e a última sua, pedindo ao amigo que se achegasse para conversarem. Primitivo, sim, mas funcionava. Além disso, era divertido, um código secreto conhecido apenas por ele e o vizinho.
Em poucos minutos, teria alguém para ouvir suas lamúrias, oferecer-lhe o ombro e bater em suas costas.
Sem dúvida, era adulto e perfeitamente capaz de lidar com as próprias emoções, lamber as próprias feridas, reerguer-se e seguir em frente. Sim, claro que era. Mas por que sofrer sozinho se tinha com quem partilhar a miséria?
Bateram na porta, e Richard apressou-se a atender.
— Que bom que estava em casa! Estou mesmo pedindo água e… Opa, tem algo errado. Está de robe verde, o que significa que está se sentindo péssima a ponto de tirar esse desastre do armário. O que houve, Brenda?
Richard estreitou o olhar, avaliando atentamente a vizinha.
Brenda definitivamente não estava no normal, concluiu. A figura esguia se cobria do pescoço aos pés com aquele robe de chenile horrível, verde-ervilha, um péssimo sinal. Aquele robe equivalia ao cobertor a que todas as crianças se apegam na infância, consolo nos momentos de debilidade física ou emocional.
Brenda trazia um rolo de toalha de papel debaixo do braço e assoava o nariz avermelhado, parecendo doente. Completavam o quadro o rosto delicado muito pálido e os olhos castanhos, normalmente brilhantes, meio embaçados.
— Posso entrar, Richard? — Brenda suspirou e enxugou o nariz com a toalha de papel mais uma vez.
— Como? Oh, claro. Desculpe-me. — Ele se pôs de lado, abrindo passagem. — Só estava dando uma olhada em você. Parece péssima, Bren.
A amiga o fitou irada e entrou, os pés protegidos por meias esportivas que na verdade pertenciam a ele.
— Muito obrigada — ironizou Brenda, atirando-se no sofá. — Era exatamente o que eu precisava ouvir. Você faz maravilhas para levantar o moral de uma mulher.
Richard sentou-se na mesinha diante dela, deixando-se avaliar pela vizinha, que, a exemplo dele, torceu o nariz.
— Você também não ganha nenhum concurso com essa aparência, Richard — vingou-se. — Seus cabelos estão espetados, o que significa que andou passando as mãos neles, nervoso. Também apresenta olheiras, e o seu bronzeado sumiu enquanto estava em Kansas City.
— É, bem…