terça-feira, 3 de maio de 2016

Frente de Tempestade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Especialistas em Segurança Internacional



Menos de uma semana após Earl Blackhawk ajudar Risto Smith e Callie Meyers a lutar contra um traficante de drogas colombiano em Os-prey’s Point, Michigan,

Ele viaja para Idaho para atuar como o padrinho de Risto em seu casamento com Callie. Lá ele encontra a amiga de Callie, Tessa Andrews.
Quando ele pediu para Callie encontrar para ele uma mulher como ela, ele estava brincando... mais ou menos. Mas Callie o havia levado a sério e ele estava feliz que ela o fez.
Tessa chega em Idaho com um problema mordendo seus calcanhares. O perseguidor cibernético ressuscitou o passado que ela pensou que estivesse profundamente enterrado.
O passado que qualquer homem, um homem como Earl, daria uma olhada e correria para o outro lado.
Mas, então Tessa nunca tinha encontrado um homem como Earl. Ele foi mais do que atraído por Tessa, instantaneamente ele se sente protetor com ela, e nada nem ninguém lhe fará mal enquanto ele estiver por perto.
Tessa não acreditar que ela merece um felizes para sempre, e quando Earl e alguns outros veem as imagens prejudiciais que o ciber perseguidor envia para ela, ela corre diretamente para uma tempestade frontal e perigo mortal.


Série Especialistas em Segurança Internacional
1- Olho Da Tempestade
1,5 - Bebê em Tempo de Tempestade
2- Dia frio no inferno
2,5 Frente de Tempestade

Sombras do Arcanjo

ROMANCE SOBRENATURAL
 Série G.Hunters
No despertar de uma guerra brutal, o arcanjo Raphael e sua Consorte caçadora, Elena, está lidando com as marés traiçoeiramente das mudanças da política arcangélicas e as pessoas de uma cidade golpeada, mas não quebrada. 

A última coisa que sua cidade precisa é de mais morte, especialmente a morte que tem a assinatura estranha de um arcanjo inimigo insano que não pode, não deveria andar pelas ruas.
Esta caçada deve ser feita com cautela e sem alertar seu povo. Deve ser manuseada por aqueles que podem tornar-se sombras...
Ash é uma rastreadora talentosa e uma mulher amaldiçoada com a capacidade de sentir os segredos daqueles que ela toca. Mas há um homem que ela conhece muito bem sem um único contato com a pele: Janvier, o sexy e perigoso vampiro Cajun que tem a fascinado e enfurecido durante anos. Agora, com eles rastreando um assassino impiedoso, o seu jogo de gato-e-rato, de flerte e provocação se transformou em um profundo jogo do coração. E, desta vez, é o segredo de Ash, escuro e terrível, que ameaça destruir ambos.

Capítulo Um

Um hálito fétido na parte de trás do pescoço. Um calafrio nos ossos. Um sussurro frio na escuridão.
Existem aquelas coisas que não deveriam existir, não deveriam andar, não deveriam respirar, não deveriam ser nomeadas. Existem aqueles pesadelos que, uma vez que tomam forma, nunca podem ser colocados de volta na terra dos sonhos. 
Rolo do Ancião Desconhecido, Biblioteca do Refúgio
Tinha havido uma guerra. Arcanjo contra arcanjo. Esquadrões de anjos no ar e tropas de vampiros na terra. Ele tinha dito isso quando voltou. O ser que já não se lembrava de seu nome, que já não sabia se vivia ou foi pego no purgatório sem fim, tinha ouvido falar do combate. Mas não se importava. Aquela guerra existia em outro mundo, não na pequena escuridão que era sua.
Aqui, ele lutava sua própria guerra, gritando ante o som fraco de arranhão que anunciava que o monstro estava se aproximando passo a passo. Mas, mesmo enquanto gritava através de uma garganta rachada e esfolada, ele sabia que não estava fazendo nenhum som, o peito doloroso com a falta de ar. Pânico tinha apertado sua cruel mão em torno de sua garganta e agora espremia, espremia.
— Não, não, não, — a criatura presa choramingou dentro de seu crânio, a boca permanecendo trancada naquele grito silencioso.
Parte de quem tinha sido uma vez entendia que sua mente estava quebrada e nunca se recuperaria. Essa parte era uma minúscula semente escondida em uma parte distante de sua psique. 
O resto estava arranhando com horror e medo... e tristeza. Lágrimas rolaram pelo seu rosto, capturaram em sua garganta destruída, mas a assombrosa sensação de desespero logo foi esmagada sob o sufocante peso do medo. Então, luz atingiu os olhos que deveriam ser dele mesmo em uma cegueira agonizante e seu pulso congelou.
O monstro estava aqui.

Série G.Hunter
1. Sangue de Anjos
2. O Beijo do Arcanjo
3. Esposa do Arcanjo
4. Espada do Arcanjo
5. Tempestade do Arcanjo
6. Legião do Arcanjo 
7. Sombras do Arcanjo
8.Archangel's Enigma - a revisar
9.Archangel's Heart - idem
Baixar em Séries


domingo, 1 de maio de 2016

Pedidos Realizados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Em Construção








Depois de um ano difícil e de perder o pai, Addie Ramsey não está em clima de festas de fim de ano. 


Ela planejava passar o feriado sozinha quando recebeu um convite de seu novo chefe, o bilionário Flynn Mather, para acompanhá-lo em uma viagem de negócios à Europa. O Natal nunca fora uma data mágica para Flynn. 
Porém, ao ver alegria pura brilhando nos olhos de Addie, começa a acreditar que talvez ela seja o melhor presente que já recebeu em toda a sua vida...

Capítulo Um

Addie caminhou perto do curral de Bruce Augustus, mantendo a cabeça erguida enquanto seus pulmões se contraíam e seus olhos ardiam. Contornou a área onde o abrigo em ferro finalmente a escondia da propriedade, pulou a cerca e finalmente cedeu aos soluços.
O grande touro Hereford cheirou sua orelha. Ela se inclinou para frente, envolveu o animal com os braços e chorou em seu corpo maciço. Ele apenas permaneceu ali, cheirando-a e lhe proporcionando um calor animal e um pouco de conforto. Contudo, eventualmente, ele bufou e bateu uma pata contra o chão e Addie soube que era o momento de se recompor.
Ela se afastou para descansar encostada nas estacas de madeira atrás dela e passou as mãos pelo rosto.
— Sinto muito, Bruce Augustus, você deve pensar que sou um bebê chorão.
O touro baixou a cabeça para o colo dela e ela passou as mãos pelo focinho dele e ao redor das orelhas da forma que ele amava. O animal resmungou e se aproximou, mas ela não o temia. Ele poderia ter duzentos quilos de força bruta animal, mas nunca a machucaria. Os dois se conheciam desde que ela tinha oito anos. Addie tinha chorado com ele quando sua mãe falecera há dois anos. Ela chorou com ele quando seu pai faleceu há quatro meses.
E ela chorara com ele quando sua melhor amiga, Robbie, tinha morrido.
Addie fechou os olhos. Baixou a cabeça. Robbie.
Finalmente pensou que estava livre para manter sua promessa a Robbie. Tinha praticamente sentido o gosto da liberdade. Mas não. Flynn Mather em seu terno imaculado e com seu comportamento profissional perfeitamente moderado... Alguns poderiam dizer frio... Tinha apenas apresentado o seu contrato a todos eles. Um contrato com uma condição insidiosa e de partir o coração.
Addie se virou para observar os campos que se estendiam a sua frente, as cordilheiras à sua direita, e as fileiras de velhos eucaliptos. Ela apoiou as mãos na cerca e repousou o queixo em um dos braços. No início de dezembro nos planaltos centrais do oeste de Nova Gales do Sul, a grama era dourada, o céu um interminável azul, e o sol feroz. Ela limpou as gotas de suor que brotaram em sua testa.
— Quanto tempo você acha que Robbie me daria para cumprir minha promessa, Bruce Augustus?
É claro que ele não respondeu.
Ela sorriu.
— A boa notícia é que encontramos um comprador para Lorna Lee.
Um suspiro escapou de seus lábios. Ela e os outros dois vizinhos tinham unido forças para vender suas propriedades. Frank e Jeannie já haviam passado da idade da aposentadoria, enquanto Eric e Lucy estavam despendendo tempo em Sydney para o tratamento de Colin, de quatro anos. A propriedade deles estava em risco de cair na ruína e destruição. Addie e seu pai os tinham ajudado o máximo que puderam, mas quando seu pai faleceu, ela fez o seu melhor para dar prioridade a essa tarefa. Certa pessoa realmente fazia uma grande diferença. E quando ela fosse embora...
Addie fitou o céu e respirou profundamente. Chega de choro por hoje. Além do mais ela já tinha chorado baldes por seu pai.
Ela inclinou um ombro contra o corpo robusto de Bruce.
— Seu novo dono é um empresário talentoso. Ele também tem uma fazenda de gado em Queensland Channel... Enorme, aparentemente.
Bruce Augustus bufou.
— Não faça isso. Ele sabe das coisas. Dizem que quer diversificar seu portfólio. — Ela também bufou. Quem falava dessa maneira? — E pretende expandir o programa de criação aqui. — Ela esboçou outro sorriso. — É uma boa notícia, né?
O touro apenas mexeu o rabo.
— Nós temos um comprador. Eu deveria estar pulando de alegria. — Ela apertou a estaca de madeira até que os nós de seus dedos ficassem brancos. — Mas você sabe o que eu realmente gostaria de fazer?
Bruce Augustus sacudiu a cabeça, espantando as moscas de seu focinho. Addie pegou o mata-moscas de plástico que havia pendurado em um prego na cerca e esmagou as duas moscas em praticamente um golpe. Bruce Augustus nem mesmo se mexeu.
— É isso o que eu gostaria de fazer com o contrato de Flynn Mather.
Dois anos! Ele exigiu que ela ficasse ali por dois anos para supervisionar o programa de criação e treinar outra pessoa. Ele tinha feito disso uma condição daquele contrato maldito.
Ela engoliu a saliva.
— Isso significa passar o Natal aqui. — Addie se endireitou e franziu as sobrancelhas. — Sem chance! Não sou uma serva. Posso partir. Não vou passar o Natal em uma fazenda!
A raiva evaporou do seu corpo.
— Como vou aguentar isso, Bruce? Como vou lidar com mais dois anos nesse lugar afastado, enquanto todo mundo vive seus sonhos? Quando serei capaz de seguir meus próprios sonhos?
Série Amor Em Construção
2- Pedidos Realizados
Série Concluída

Projeto de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amor Em Construção





Dominic Wright se orgulha de sua trajetória profissional, e o próximo projeto será o passaporte para o sucesso! 


Mas nem tudo vai às mil maravilhas... Dominic terá de servir de “babá” para a filha mimada do patrão. Bella Maldini conhece a má reputação de Dominic. Entretanto, se quiserem ser bem-sucedidos, terão que formar uma equipe. 
Tudo seria mais fácil se Dominic não fosse tão cínico, complicado, controlador... e mais sexy do que qualquer homem que Bella já conhecera!

Capítulo Um

Ela ia chegar atrasada.
Atrasada. Atrasada. Atrasada.Os saltos de Bella estalavam a cada passo, repreendendo-a, condenando-a, dizendo que ela jamais chegaria a tempo. Olhou para o relógio de pulso e disse para si mesma parar de imaginar coisas. Ela chegaria à reunião na hora exata. Estava apenas sendo paranoica, só isso.
Ainda assim, ela jamais deveria ter parado para conversar com Charlie. Ou Emma. Ou Sophie e Connor.
Fracasso. Fracasso. Fracasso.
Onde diabos ela estava com a cabeça?
Estúpida. Estúpida. Estúpida.
Cerrou os punhos. Dado o que ela ouvira na semana passada, devia estar sendo muito mais cuidadosa. Ou deveria estar de olho na hora, pois queria mudar a opinião do pai sobre ela mesma, e não reforçá-la.
Mimada, geniosa, sem um pingo de bom senso! Bella não sabe o significado das palavras “dedicação” e “trabalho duro”. Foi o que o pai dissera ao telefone para a tia dela na Itália na quarta-feira passada. Bella acidentalmente pegara a extensão na cozinha e ouvira tudo.
E isso é culpa minha. Ela ouvira antes de recolocar o telefone no gancho silenciosamente.
Parou de caminhar, sentindo a garganta fechar. A dor na voz do pai... Fechou os olhos e descansou a cabeça contra a parede. Oh, papai, sinto muito.
Saber que ela o havia desapontado tanto, saber que o havia magoado. Novamente.
E pensar que ele se culpava.
Ela então se recompôs. Havia mudado. Os últimos dezoito meses na Itália serviram para isso. Provaria isso para ele e o deixaria orgulhoso.
Para se tranquilizar, ela vasculhou as pastas organizadas por cores que carregava, mas daí ela estapeou a testa. Havia deixado as amostras de cardápios na cozinha da cantina com Charlie!
Ela olhou para o relógio. Poderia continuar e chegar a tempo no escritório do pai. Ou poderia voltar à cantina, pegar os cardápios e provar ao pai e ao braço direito dele, Dominic Wright, o quão fabulosamente organizada e criativa ela era — chegando um pouco atrasada, o que o pai dela já esperava, de qualquer forma.
Organização, criatividade e prova da dedicação versus pontualidade? Murmurando um xingamento, ela deu meia volta, respirou fundo e começou a andar depressa. Ao virar um corredor e ouvir o “ding” do elevador a distância, ela começou a correr. Virou o máximo que pôde na próxima curva...
— Segure o elevador!
Mas as portas se fecharam antes que ela as alcançasse. Ela apertou o botão uma vez, depois cinco, mas as portas não se abriram. A luz acima delas informou que o elevador descia. Droga!
Respirando fundo, endireitou os ombros. Certo, ela ia ter que se virar sem os cardápios por hora, mas, por sorte, as pastas coloridas criariam a impressão de organização e criatividade.
Ela engoliu em seco. Contanto que ninguém lhe perguntasse sobre o conteúdo das tais pastas. Katie, a secretária do pai dela, só enviara o arquivo principal na noite passada com uma súplica: Por tudo que é mais sagrado, não conte a seu pai que eu demorei para te mandar isso! Bella só teve tempo de imprimir o arquivo. Ela iria tirar a tarde para ler seu conteúdo.
Olhou no relógio. Se ela não se apressasse, chegaria atrasada.
Então ela se apressou.
Com um ar profissional, caminhou apressadamente pelo corredor. Queixo erguido, ombros para trás. Ela precisava exalar confiança e competência. Especialmente competência. Precisava provar para o pai que era digna da fé dele.
Se é que ele tinha alguma fé nela.
Ela respirou fundo ao entrar no escritório do pai. Ao olhar para ele, lutou contra a vontade de correr até ele, lhe dar um beijo na bochecha, abraçá-lo e dizer o quanto sentira falta dele enquanto esteve na Itália.
Profissional. Ela precisava ser profissional. Beijos e abraços não ganhariam o respeito dele. Principalmente porque ele não estava sozinho. Ela segurou as pastas com mais força e resistiu à superstição de cruzar os dedos. Ela não precisava de mandinga, mas de uma chance para provar seu valor, só isso.
Marcello Luciano Maldini virou-se para ela.
— Você está atrasada! — acusou ele.
Ela olhou para o relógio e arqueou uma sobrancelha.
Oh, como ela queria que ele sorrisse!
Série Amor Em Construção
1- Projeto de Amor

Entre a Virtude e a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Força do Amor





O desejo do príncipe...

Os dias do príncipe Hafiz são dedicados ao seu povo, enquanto ele reserva as noites para satisfazer seu intenso desejo por Lacey Maxwell, sua amante americana. Entretanto, o dever político o obriga a encontrar uma noiva adequada às tradições de seu reino. Em suas fantasias mais secretas, Lacey acalenta a esperança de um dia usar a aliança de Hafiz. 

Mas seus sonhos são estilhaçados quando ele escolhe outra mulher. Ameaçado pelo fantasma de um casamento sem amor, o lado soberano de Hafiz decide que é chegada a hora de transformar o vício em virtude para o bem de seu país... e de sua paixão!

Capítulo Um

O retrato do seu amante estava nas primeiras páginas de todos os jornais na pequena banca de jornal.
Lacey ajeitou os óculos escuros que disfarçavam os brilhantes olhos azuis e fitou o jornal em exposição. Embora a manchete estivesse em árabe, as letras eram grandes e estavam em evidência. Ela podia dizer que algo importante acontecera. Algo que poderia explicar a atitude triunfante que se espalhava pelo mercado. Sem dúvida, o príncipe Hafiz deixara o seu país orgulhoso novamente. Ao pedir o jornal inglês em hesitante árabe, perguntou-se o que ele haveria feito desta vez. Será que acrescentara uma fortuna aos cofres reais? Convencera outra indústria a tornar o Sultanato de Rudaynah sua sede? Ganhara algum prêmio?
Decidiu que seria melhor aguardar até chegar em casa para ler o jornal. Lacey deu outra olhada nos retratos de Hafiz espalhados pela banca. Sua expressão era solene, contudo, isso não impediu sua pele de arrepiar-se toda. Era desconcertante que Hafiz fosse capaz de despertar esse tipo de resposta através de uma fotografia.
A imagem era um retrato oficial que o palácio sistematicamente oferecia para a imprensa, porém, apesar da imagem ser familiar, esta sempre chamava a atenção do leitor. Ninguém era capaz de desviar o olhar dos misteriosos olhos escuros do príncipe Hafiz, nem de sua boca severa. Ele era devastadoramente bonito, desde o reluzente cabelo escuro até a marcante estrutura óssea. Mulheres admiravam de longe a sua beleza masculina. Ou, talvez, pressentissem o poder primordial por trás do comportamento sofisticado. Lacey reconhecera instantaneamente a voracidade sexual escondida por trás do autocontrole implacável. Sua aura primitiva era um alerta silencioso que a maioria das mulheres atendia. Contudo, para Lacey, só fazia atraí-la.
Achara fascinante a autodisciplina incansável de Hafiz. Também fora um desafio. Desde o instante em que se conheceram, ela se sentira tentada a despir-lhe o primorosamente confeccionado terno de risca de giz e descobrir os seus segredos mais sensuais. Bastava pensar nele para ficar impaciente para chegar em casa. Precisava voltar antes que Hafiz chegasse lá. A sua carga de trabalho esmagaria qualquer outro homem, mas ele ainda dava um jeito de visitar Lacey ao cair de todas as noites. O sol incandescente começou a descer no céu do deserto, e ela sequer queria pensar em como Hafiz reagiria se não estivesse em casa.
Ele jamais perguntava o que ela fazia durante o dia. A princípio, sua falta de interesse a incomodara. Será que achava que o tempo parava para ela, até ele resolver aparecer? Havia instantes em que queria compartilhar seus planos e ideias, até mesmo discutir o dia, mas sempre se contivera. Não estava preparada para revelar o trabalho que fizera. Ainda não. Lacey queria mostrar para Hasfiz do que era capaz. Como poderia contribuir. Ela queria mostrar que estava preparada para fazer do sultanato dele o seu lar permanente.
Não estava sendo fácil. Houvera dias, semanas, quando sentira saudade de casa. Quando se sentira solitária e entediada. Sentira falta do seu amplo círculo de amizades, e da vida noturna e agitada, isso sem falar em confortos básicos.
Era irritante que o jornal não houvesse sido entregue na cobertura hoje, contudo, não era surpreendente. Após viver no pequeno país árabe por quase seis meses, Lacey ainda não se acostumara com o serviço esporádico, com as frequentes faltas de energia, e com empregados chegando para trabalhar com atrasos que variavam de três horas a três dias. Sua conexão com o mundo exterior era igualmente irregular. Como hoje, era comum para os serviços de comunicação não estarem funcionando. Quando funcionavam, o conteúdo era altamente censurado.
Definitivamente não era o estilo de vida a que estava acostumada em St. Louis. Não que estivesse se queixando, apressou-se em acrescentar. Estava disposta a abrir mão de todos os seus confortos e conveniências em troca da única coisa que não conseguiria obter nos Estados Unidos. Hafiz.

Série Força do Amor
2- Entre a Virtude e a Paixão
Série Concluída

Armadilha do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Força do Amor






Dentro das condições dele!

Mudar de país, cortar relações e dar à luz sozinha fora uma prova de fogo para Grace Holden, uma mulher desesperada para abandonar o passado. Porém, quando achava que havia conseguido fugir, seu pior pesadelo se torna realidade ao ser descoberta por Luca Mastrangelo, seu marido siciliano. 

Grace jurara que sua filha não cresceria em meio a uma rica e poderosa família da Sicília, mas ninguém ignorava Lucas impunemente...

Capítulo Um

Grace chegou ao pé da escada e avançou descalça na direção do alarme na parede. Funcionando no piloto automático, digitou o código e o desarmou, junto com os sensores espalhados pelo andar térreo. Ela só se esquecera de desativá-lo uma única vez, quando também estivera semi adormecida, pouco mais do que um zumbi. Quando entrara na cozinha, a casa estava fazendo mais barulho do que uma dúzia de galinheiros em plena algazarra.
Ela ligou o fogo sob a chaleira e bocejou.
Café. Era do que precisava. Uma boa dose de cafeína e uma injeção maciça de açúcar.
Enquanto aguardava a água ferver, puxou para trás as cortinas que cobriam a porta dos fundos e espiou através da vidraça. A intensa luz do início da manhã a cegou temporariamente. Apertando os olhos, foi agraciada com a visão da grossa camada de gelo recobrindo o jardim. Só de ver aquilo, o frio espalhou-se por sua pele. Ela largou a cortina.
Ainda tremendo, virou-se para a mesa da cozinha e ligou o laptop. Esperando que este terminasse de carregar, preparou o seu café com leite. Estava levando a caneca aos lábios para dar o seu primeiro gole quando a campainha tocou.
Um arrepio que nada tinha a ver com frio percorreu o seu corpo, chegando aos ossos.
Seu coração bateu com mais força no interior do peito, o movimento intenso o suficiente para desequilibrá-la e fazer com que café quente derramasse sobre a mão e os dedos.
Ela estremeceu e praguejou baixinho, mas a escaldada ajudou-a a focar a sua atenção.
Empurrando a caneca para a bancada, enxugou a mão dolorida no roupão e marchou até o armário do canto. De lá de cima, retirou uma cesta de vime e, enterrando a mão sob a pilha de panos de prato, pegou a pequena pistola.
A campainha tocou uma segunda vez.
O laptop agora estava pronto para ser usado, então ela clicou no ícone que dava acesso às imagens das quatro câmeras de vigilância que cobriam o perímetro da casa.
Não reconheceu a pessoa pequena usando o pesado casaco, cachecol e gorro que apareceu na divisória direita superior da tela. A mulher parecia apertar uma pesada sacola de encontro ao peito, sem dúvida tentando se aquecer em meio ao clima gelado.
Dividida entre a desconfiança natural com desconhecidos e a pena pela mulher congelando, Grace desceu cautelosamente o corredor estreito e afastou a pesada cortina, cobrindo a porta da frente. Não dava para ver direito através da vidraça coberta de gelo. Com a mão direita segurando a arma com firmeza atrás das costas, ela destrancou as várias fechaduras e afrouxou a corrente com a esquerda. Só então entreabriu a porta alguns centímetros, toda a folga dada pela corrente.
— Lamento incomodar — disse a mulher, batendo os dentes. — Meu carro quebrou. Será que posso, por favor, usar o seu telefone para ligar para o meu marido? Não estou conseguindo sinal com o celular.
Não era de se surpreender, Grace pensou. A maioria das operadoras tinha dificuldade em conseguir sinal naquela pequena aldeia. Por sorte, a linha fixa funcionava muito bem.
Ela examinou a desconhecida por mais tempo do que a educação permitia. A mulher era mais de dez centímetros mais baixa do que Grace e parecia magra sob as roupas pesadas. O que conseguia ver de seu rosto estava vermelho devido ao frio.
Racionalmente, sabia que a desconhecida não poderia representar ameaça. Contudo, ainda assim...
Ainda assim seus pensamentos fervilhavam, como se tivesse uma variedade de razões que tornassem impossível permitir a entrada da mulher para fazer a ligação e lhe oferecer um pouco de hospitalidade.
Por mais que soubesse que deveria bater a porta na cara da desconhecida e orientá-la até a fazenda no fim da estrada, não conseguiu se forçar a não ser tão caridosa. A pobrezinha teria pelo menos mais dez minutos de caminhada pela frente.
— Espere um instante — disse ela, fechando a porta.
Enfiou a pistola no bolso profundo do roupão, um lugar que sabia estar no topo da lista dos lugares mais idiotas para se esconder uma arma de fogo. Contudo, não tinha escolha.
Mente tola e paranoica. Está se escondendo há tempo demais. Sequer consegue abrir uma porta sem, esperar uma emboscada.

Série Força do Amor
1- Armadilha do Passado

Uma Noiva Contratada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Será que valeria a pena arriscar seu coração? 


Dinheiro não compra amor, mas compraria uma esposa para Adam Tate? Claire precisava de uma passagem de avião para voltar para casa e de muito dinheiro para ajudar a irmã. Adam prometeu ajudar, mas com a condição de Claire se tornar sua esposa e mãe do seu filho de dois anos, Jamie! 
Adam era rico, charmoso e atraente. E o acordo era simples: uma cerimônia de casamento rápida, e os problemas de Claire estariam resolvidos. Pelo menos financeiramente. Mas ela sabia que seria difícil escapar de Adam. Claire estaria pronta para entregar seu coração para o melhor e para o pior... para sempre.

Capítulo Um

Conhecer Veneza sempre havia sido o sonho de Claire. A mágica, romântica Veneza, cidade de conto de fadas que flutua no mar.
E ali estava! Chegara a Veneza havia dois dias, para estada de uma semana trabalhando como babá, e o sonho dourado de sua vida se tornara um desastre.
Estava sem um centavo, despedida de maneira vergonhosa e, o pior, ela perdera o voo grátis de volta à Austrália, a sua pátria.
Não podia sequer se queixar: era ela a maior culpada dessa situação. Desde o começo não sentira muita segurança em relação aos Dann. O olhar fugidio do marido e o exame gelado a que a esposa a submetera deveriam ter servido de aviso. No entanto, eles estavam desesperados para contratar uma babá por curta temporada e ela estava desesperada pela viagem de volta à Austrália que eles lhe tinham oferecido como pagamento... então aceitara.
Os fatos haviam decorrido de modo inexorável e agora, tudo acabado, revivia os dois primeiros dias em Veneza nos quais nada prenunciara o que estava por acontecer.
Havia sido conquistada de imediato pelas duas adoráveis crianças, Holly, de três anos, e Edward, de quatro meses.
Seus patrões, ambos médicos londrinos, participavam de um congresso realizado no hotel à beira da Lagoa Veneziana, em que se hospedavam, enquanto ela cuidava de seus filhos.
Ela os levara a passear pelo Grande Canal no vaporetto, o ônibus aquático, e estivera na Praça São Marcos, onde construções com arcadas impressionantes e o esplendor bizantino da Basílica a tinham feito ficar sem respiração. Hugo, naturalmente, se interessara mais pelos pombos.
Havia dado um curto passeio de gôndola com as crianças e os pais. Teria apreciado mais esse passeio se Hugo Dann não ficasse o tempo todo olhando disfarçadamente para ela.
Nesse seu segundo dia em Veneza conheceu o inglês, na Praça São Marcos, enquanto Holly corria e sacudia os braços para impedir que os pombos pousassem em sua cabeça e ombros. Nas duas manhãs, havia reparado nele, sentado sozinho a uma mesa, durante o café da manhã no hotel.
Em ambas as ocasiões fizera o possível para não olhá-lo, imaginando que ele deveria estar acostumado a ser perseguido pelas mulheres. Com aqueles profundos olhos negros, físico perfeito e atitude de tranquila autoconfiança, parecia o tipo do homem que esperava por isso.
Aprendera a detestar e desprezar esses frios colecionadores de mulheres. Nigel era desse tipo, se bem que de olhos azuis, um Apolo dourado com encanto devastador que a fizera sentir-se como se fosse a única mulher do mundo. Só que não era... Só uma boba como Claire Malone para se deixar iludir daquele jeito!
O atraente inglês aproximou-se e ela fitou-o com frieza, o corpo se tornando tenso pela intensa rejeição. Ou seria autoproteção? Não gostou de ter que erguer o rosto e inclinar a cabeça para trás a fim de encará-lo. Não teve a menor dúvida de que ele gostava daquela sensação de superioridade física e força masculina. Empertigou todo seu um metro e sessenta e cinco. Homem nenhum, muito menos aquele Adônis inglês de olhos assassinos, iria fazê-la sentir-se uma mulher pequena e indefesa!
— Eu a vi no café da manhã do hotel — disse ele como início de conversa, com um brilho amigável demais nos grandes olhos negros.
Do famoso café Quadri vinha uma música suave que se erguia no ar límpido da manhã ensolarada.
— Viu, é?
Ela jamais admitiria que havia reparado nele. E não queria reparar nele naquele momento, mas não tinha como evitá-lo, O rapaz usava a mesma camisa e calças que vestia ao café da manhã, um jeans justo que valorizava os quadris estreitos, os ombros largos e...

Mudança de Planos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Um homem que fez Sasha mudar de opinião sobre o casamento! 


Solteira convicta, Sasha Lambert estava disposta a qualquer coisa para ter um filho. Mas, dias antes de se internar numa clínica de inseminação artificial, ela conheceu um menino solitário… e seu irresistível pai, Jacob Windsor. Embora Jacob fosse viúvo, ele insistia em dizer que não estava interessado em um novo casamento. 
Mas Sasha podia ver muito bem que ele precisava desesperadamente de alguém que o ajudasse a criar seu adorável filho. E quem sabe um dia não lhe desse seu próprio filho… e a levasse ao altar!

Capítulo Um

Crianças costumam irritar os adultos com perguntas impertinentes. Muito pior, no entanto, é quando levantam acusações sem fundamento. Foi o que aconteceu com o menino Cody Windsor e com Sasha Lambert, dona de uma pequena loja de doces e artesanato em Allen's Springs, Arizona, uma estância hidromineral bastante procurada por pessoas idosas.
— Você mentiu!
— Essa voz estridente pode acabar furando uma chapa de aço — resmungou Sasha, rilhando os dentes e tentando permanecer calma diante do desafio infantil.
Como que recebendo um aviso de alerta, na mesma hora, ela repensou seus sérios planos de ter um filho. Era naquilo, em meninos teimosos como Cody, que se transformavam os bebés lindos e maravilhosos?
Em seguida, ela disse a si mesma que era tão capaz, como qualquer mulher, de criar filhos. Só precisava aplicar a fina arte da razão ao processo educativo.
— Veja, rapazinho. Não posso providenciar um enterro para Henry, porque minha loja não faz funerais.
— Meu pai disse que aquela placa lá fora é um aviso de que você faz qualquer coisa.
Sasha suspirou, frustrada, notando uma densa lágrima formar-se na ponta das pestanas longas.
— Está escrito que forneço refeições para qualquer ocasião. Lamento. Sem enterro.
Sasha ignorou todos os fregueses, que a olhavam, espantados, menos o menino de pré-escola. Examinou-o do alto de sua estatura privilegiada. Mas ele recusava-se a se mover e continuava com o olhar fixo nela, os grandes olhos castanhos agora cobertos de lágrimas.
— Precisa ser feito, moça. Meu pai vai me bater quando souber. Por isso, preciso marcar primeiro o funeral de Henry.
Sasha tentou ignorar a simpatia que começava a envolver seu coração. Os clientes lançavam-lhe olhares frios de condenação, mas eles não ajudaram a sufocar seu senso crítico. Nada de pena ou de lamentações. Seu olhar recaiu sobre a folha de papel que havia alfinetado sobre o balcão: "Palavra do dia. Remorso: ansiedade derivada da culpa". Termo perfeitamente dispensável. Quem precisava de mais culpa?
"Você ainda será uma boa mãe", ditou seu subconsciente. Franziu a testa, olhando fixo para a caixa registradora.
Sasha inclinou a cabeça para trás e achou que era pura extravagância as pessoas se deslocarem até Allen's Spring, onde morava e mantinha sua loja. Por outro lado, não era culpa do menino que o pobre Henry tivesse morrido bem ali, no meio do estabelecimento, sem que ela conseguisse salvá-lo.
— Tenho certeza de que seu pai vai compreender quando você explicar a ele.
— Não vai, não. Ele nunca compreende. Vai é ficar furioso. Eu sei!
— Bem, talvez eu mesma possa explicar a seu pai. — Olhou ao redor. Os fregueses tinham ido embora. — Acho que hoje ninguém mais virá. Acho que você espantou todo o mundo.
O menino pareceu preocupado com a perda de clientes, e Sasha lhe passou um lenço de papel.
— Aqui está. Enxugue o pranto. — Seu tom já era de plena resignação. — Qual é mesmo o nome de seu pai?

Três Desejos, Uma Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




A bela e a fera?

Com aquela cicatriz do lado direito do rosto, o milionário grego Perseu Kostopoulos parecia misterioso e ameaçador, portanto, não era o que se podia chamar de um príncipe encantado típico. Entretanto, Samantha não conseguia deixar de considerá-lo irresistível, principalmente depois que ele se ofereceu para realizar três de seus maiores desejos. Tudo o que tinha de fazer em troca era se tornar sua esposa temporária… 

Detalhe: aquele seria um casamento puramente platônico. Samantha seria sua esposa apenas durante o dia, na frente dos outros. Mas o que a atraíra para aquele compromisso não era a realização de seus desejos, e sim as emoções intensas que Perseu despertava em seu corpo e alma. Se ao menos ele entendesse isso!

Capítulo Um

— Sou Sam Telford, do Escritório Manhattan Cleaners. Meu chefe disse que pediram que eu viesse até aqui.
Samantha, que preferia ser chamada pela abreviatura de seu nome de batismo, tinha sido forçada a correr de seu apartamento até ali, no meio de uma tempestade típica do mês de maio. Estava encharcada até os ossos e, por isso, nem ousara se sentar nas cadeiras com estofados em veludo ocre, que enfeitavam a sala de espera do escritório nova-iorquino.
Diante das palavras firmes, a elegante secretária de meia-idade olhou para ela com um leve desdém.
— Foi você quem limpou este escritório na noite passada?
— Sim — confirmou, franzindo o cenho.
— Está atrasada para o encontro que solicitamos, deveria ter chegado aqui antes das duas horas.
— Eu estava em aula pela manhã e meu chefe só conseguiu falar comigo quando fui para casa, depois do meio-dia — explicou, antes de inquirir: — Tem alguma coisa errada com meu trabalho?
— Pode-se dizer que sim — veio a resposta crítica. — Por favor, ah… espere um minuto — ordenou a mulher e, em seguida, desapareceu atrás das portas duplas de vidro que levavam à sala da presidência.
Sam mordeu o lábio inferior. Não podia se dar ao luxo de ter problemas àquela altura dos acontecimentos, pois o emprego de faxineira era sua única fonte de renda. Suas reservas financeiras estavam chegando ao fim e a salvação seria o próximo contracheque. Além do quê, preferia morrer a ter de pedir ajuda a seu pai, um pintor de reputação internacional, que abandonara a mãe de Sam antes de a filha nascer. A última notícia que tivera dele era que estava morando na Sicília, na companhia de uma de suas amantes.
Sam cerrou os punhos para conter a indignação que sentia. Algum dia, quando tivesse feito sucesso em sua carreira de artista plástica, ela procuraria Jules Gregory e colocaria as coisas em pratos limpos. Sim, ficava eufórica só de imaginar que poderia chegar até o pai e mostrar-lhe que fizera sucesso mesmo sem sua ajuda.
— Srta. Telford? — a secretária chamou-a pela segunda vez. — O Sr. Kostopoulos irá recebê-la agora, pode entrar.
"O todo-poderoso presidente da empresa?!", Sam repetiu em pensamento. Tal notícia só serviu para deixá-la ainda mais nervosa, afinal, Kostopoulos era o dono da Kostopoulos Shipping and Export, uma empresa que ocupava um luxuoso edifício, no Upper West Side, em Nova York.
Todavia, sabia que não tinha outra alternativa a não ser seguir direto para o local indicado pela secretária mal-humorada.
Um leve tremor a percorreu quando passou pela porta dupla e entrou no aposento que limpara na noite anterior. Para piorar, seu tênis, encharcado por causa da chuva, produzia um som estranho conforme pisava no mármore branco.
Automaticamente, seus olhos se voltaram para a parede. Para seu alívio, o Picasso ainda estava lá, em meio a algumas pinturas à óleo e grafites modernos.
Por um momento, Sam temera que alguém tivesse roubado as obras de arte durante à noite. Claro que estas obras deveriam estar em museus, como o D'Orsay, em Paris, onde todos poderiam apreciá-las, mas, em vez disso, estavam ali, fazendo parte de uma coleção particular e brindando apenas uns poucos privilegiados com sua beleza.
A pintura simples, porém charmosa, de um par de mãos segurando um buquê de flores deveria ser um original, embora Sam reconhecesse que se tratava de uma versão desconhecida da Petit Fleurs, obra-prima de Picasso.
Ela calculava que Kostopoulos tivesse pago uma verdadeira fortuna para obter tal tesouro. Muito provavelmente, deveria ter havido uma negociação privada entre a família Picasso e o magnata grego.
Claro que, à luz do dia, os charmosos móveis helênicos da sala da presidência também mereciam uma segunda olhadela, porém, assim que deixou de apreciar os quadros, o olhar curioso de Samantha recaiu sobre a imponente figura masculina que dominava o ambiente.
Perseu Kostopoulos tinha a estrutura física das estátuas clássicas gregas e Sam não conseguia evitar de encará-lo. Definitivamente, ali estava um homem magnífico!

Uma Jóia Para a Noiva

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Uma torrente de paixão invadiu o coração de Anne!

Anne vibrava da cabeça aos pés, cheia de desejo, querendo que aquele prazer não terminasse nunca. Mas parou bruscamente quando Raphael se afastou com um olhar tão sombrio que seus olhos ficaram negros novamente. "Você não está apaixonada por Anthony, Anne. 

Não está apaixonada por ninguém. Não teria me beijado assim, se estivesse." Anne, perdida em emoções confusas, não soube o que responder. Mas, naquele momento, tinha certeza de que Raphael estava certo: só ele poderia preencher o vazio de seu coração!

Capítulo Um

— Se está pensando em se jogar, espere a maré subir! Anne Fletcher voltou-se de imediato em direção à voz grave, que não reconhecia.
No meio do denso nevoeiro divisou uma sombra, uma figura grande e assustadora.
— Se pular agora, só vai conseguir enterrar os tornozelos na lama.
Parada na ponta de um pequeno ancoradouro, perdida em pensamentos, Anne não percebeu que o homem se aproximara. Então se deu conta de que se encontrava sozinha na densa neblina e que ninguém a veria da casa majestosa que se erguia no alto do rochedo. A família Diamond raramente vinha àquela praia e com certeza ninguém apareceria a tal hora do dia.
Ao se ver só com um estranho, se deu conta do perigo que corria.
— A família Diamond não vai gostar que outra pessoa se suicide na sua propriedade — o homem continuou.
Suicídio? Quem teria se jogado dali?
Anne não soube o que dizer. Mas tinha de admitir que, com a maré baixa e tanta neblina, era muito estranho encontrar uma pessoa parada na ponta do ancoradouro. Só que daí ao suicídio...
Num ato instintivo, recuou um passo quando a sombra avançou em sua direção, mas acabou se colocando entre ele e a grade de segurança, sem ter para onde ir.
Anne levou um susto quando o homem se aproximou: era a síntese perfeita dos heróis de ficção. A primeira vista, lembrava o romântico e elegante Rochester, com seus cabelos negros indomáveis, o rosto forte e poderoso, os olhos pretos como o carvão. Era Rochester em carne e osso, podia jurar!
Anne sentiu um calafrio. Seria por causa dele ou pela umidade que penetrava em seus ossos, mesmo estando protegida por uma grossa jaqueta de brim?
— O gato comeu sua língua? — o estranho a desafiou, arqueando uma sobrancelha.
Estava perto... perto demais! Os olhos nem eram tão negros, mas de um tom escuro, a pupila quase invisível sobre o azul-cobalto da íris, as feições como que esculpidas em granito.
O rapaz inclinou a cabeça de lado, com uma expressão curiosa no rosto; alguns fios reluzentes de cabelo chegavam na altura dos ombros, protegidos da umidade por uma jaqueta escura, camisa azul e jeans desbotado.
— "Entrada proibida". — Ele leu, apontando com o dedo, a placa que impedia o acesso à praia.
Anne umedeceu os lábios ressecados. A única maneira de sair dali era passando pelo jovem, porém as chances de conseguir eram mínimas.
Leitora ávida, imaginou o que uma heroína de ficção faria nessa situação. Distraí-lo, era isso! Esperaria que o homem baixasse a guarda para que pudesse fugir. Quando estivesse encoberta pela neblina, não seria mais encontrada.
Anne tentou um sorriso simpático, conciliatório.
— Vá embora, e a família Diamond não saberá que esteve aqui — ela sugeriu, desejando que o pânico não transparecesse em sua voz.
Uma expressão divertida apareceu no rosto dele.
— Ir embora?! Meu bem, não tenho nenhuma intenção de fazer isso.
"Como não?! Que impertinência!" Anne engoliu em seco, as mãos cerradas nos bolsos do agasalho, tentando manter a calma.
— É o melhor que o senhor tem a fazer. Antes que o sr. Diamond descubra que está aqui.
— Sr. Diamond? — repetiu, curioso.
— Anthony Diamond! — Anne completou o mais rápido possível, achando que assim o convenceria.
— Ele está aqui? — Olhou para a casa no alto do rochedo.
— Está, sim. Estão todos lá.
— É mesmo? — O desconhecido a desafiou, a expressão mais suave agora, a boca se curvando num sorriso. — Bem, posso garantir que Anthony não virá. Ele morre de medo do mar, sobretudo depois do acidente de barco que aconteceu tempos atrás. A menos, é claro, que vocês dois tenham combinado de se encontrar aqui...
Anne esqueceu-se do temor por um momento. O que aquele atrevido queria dizer com aquilo? Não conhecia Anthony, e muito menos ela, para dizer uma coisa dessas.
— É isso, minha jovem? É o único lugar em que Davina não viria procurá-lo, pois conhece sua total aversão a água!
Davina era a noiva de Anthony. Aquele estranho parecia conhecer muito bem a família Diamond.
Atento, ele a perscrutava com o olhar, como se quisesse assimilar tudo de uma vez: os cabelos curtos e ondulados emoldurando o rosto angelical dominado por profundos olhos azuis, o narizinho arrebitado, os lábios fartos e sorridentes quase sempre, quando não se sentia acuada por estranhos, um queixo pequeno e determinado, mais parecendo um menino usando jaqueta, boné azul e calça de brim colada no corpo.
— Você não é do tipo que Anthony aprecia — o homem concluiu após a inspeção. — Mas, depois que se fica velho, deve-se chegar à conclusão de que as jovens devem ser mais impressionáveis e fáceis de se lidar. Fácil de impressionar!

Casamento na Televisão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Será que John e Margaret conseguirão parar de brigar e dizer o "sim"?

Margaret e John, âncoras, adversários... marido e mulher? Não, se Margaret pudesse evitar. Eles já haviam se envolvido, mas John rompera o relacionamento. O problema era que a forte atração que os unia ameaçava fugir ao controle. Mas atração não era amor... 

Então, por que Margaret concordara em ser a noiva de John?
Não perca o casamento do ano, ao vivo, às onze horas, exclusivamente pela KSLT!

Capítulo Um

Passeando Pela Cidade por Matilda Mae Tuttle
AQUI VOCÊ FICA SABENDO PRIMEIRO AS NOVIDADES!
A apresentadora favorita da Rede KSLT, Margaret St. James, e aquele pedaço de homem, o nosso bonitão John Patrick Hennessey — ainda gosto de você — estão a ponto de explodir fogos de artifício também longe das câmeras de televisão.
Ontem à noite, durante o chili, oferecido pelos Bombeiros Voluntários de Sugar Lane, Sid Levine, proprietário da KSLT, deixou escapar a essa sua repórter que John, o colírio, nosso solteiro mais cobiçado, está a ponto de desistir desse título.
Para as mocinhas que agora planejam suicídio por perdê-lo para Margaret, vejam o lado agradável. Estatisticamente o casamento deles não vai durar o suficiente para secar a tinta do contrato.
Aguardamos ansiosamente, Johnny!

Margaret St. James, apertando o Sugar Land Times, avançava como uma abelha pelos corredores da KSLT, na direção do escritório de Sid Levine. Henessey — ela se recusava a chamá-lo de John, porque não queria que ele se visse tentado a estreitar o relacionamento deles outra vez — a seguia de perto, um passo atrás, batendo o próprio exemplar contra a palma da mão.
Margaret movia-se mais rápido... tão rápido quanto possível para uma mulher que usava saia justa e salto alto num tapete espesso.
Quando a sombra de Hennessey alcançou a sua no assoalho, Margaret apressou o passo, sem querer misturar-se a ele nem nas projeções das luminárias regulares. Quanto mais corria, mais ele fazia por acompanhá-la.
— Adoro loiras geladas como você, Magmei.
— Não sabia que era repórter policial também.
Não que ele precisasse ser qualquer coisa. Ela o contratara por sua boa aparência, não pelas habilidades como repórter ou locutor.
— Não precisei pensar muito. É que eu conheço você há muito tempo e nunca tive prova alguma do contrário.
Os músculos do estômago de Margaret se contraíram. Sentiu ganas de responder à altura. Se ele não a tivesse abandonado naquela noite, há dois anos, oito meses e cinco dias — afinal, quem estava contando? — teria a prova que alegava procurar.
Agora não era a hora apropriada para perder tempo com ele ou com o passado. O melhor era fazer o que geralmente funcionava: ignorá-lo. O único problema é que isso não fazia a menor diferença para John Hennessey.
Ele continuava a falar, sem precisar tomar fôlego para manter o passo.
— Vou telefonar para o meu advogado sobre o velho Sid.
A coluna de Tillie Mae é uma calúnia tendenciosa. Ela quase riu alto. Hennessey não poderia fazer a menor ideia do significado daquela palavra, pois tinha letras demais.
Percebeu a sombra dele na parede. O punho realizava os movimentos de quem espremia laranjas enquanto ele usava sua voz profunda:
— Quanto mais rápido você anda, melhor é a vista aqui de trás.
Aquilo foi a gota d'água. Margaret parou onde estava. Um metro e noventa centímetros portando noventa quilos de peso chocou-se contra a parte traseira de Margaret.
— E é muito agradável ao tato, também — observou ele.
— He-nne-ssey — ameaçou ela, descontente com a reação física provocada no próprio corpo. — Vou fazer com que se arrependa pra sempre de ter vindo a esta emissora de televisão.
Espantou as sensações agradáveis.
— Já estou arrependido de ainda estar nesta emissora.
Ela enfiou o jornal embaixo do braço dele, musculoso e rígido.
— Escute, Mag, precisamos trabalhar juntos nisso. Você e eu contra o chefe.
— Nunca fomos eu e você contra Sid — negou Margaret.
— Sempre fui eu contra vocês dois.
— Eu não tive nada a ver com essa história — disse ele, brandindo o jornal.
Ela o encarou, sem saber se ele dizia ou não a verdade.
— Muito bem, se quiser acreditar que inventei essa história, ótimo. Só espero que isso deixe você feliz. Vocês mulheres são todas iguais. Enfiam uma ideia na cabeça e passam supercola nela.
— Pelo menos uso minha cabeça.
O sorriso nos lábios dele murchou, e ela pôde jurar ter percebido um brilho ressabiado nos olhos castanhos.
— Preciso de um ponto de partida, Mag. Se consegui esse emprego num jogo de golfe contra Sid, ou porque Sid gostou da minha aparência ao seu lado, não importa mais. Você está nesse negócio há tempo demais para saber que um sujeito precisa fazer o que for necessário para subir na carreira.

domingo, 24 de abril de 2016

Quente Como a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Sócio Desaparecido




O solteiro mais cobiçado da cidade!

O fazendeiro Gil Addison não precisa de Bailey Collins. Ela está longe de ser a doce dona de casa com a qual sonhava. Bailey é uma linda policial na cola do sequestrador do sócio desaparecido do Clube dos Milionários. Por mais que Bailey ache Gil muito sensual, ela não pode abandonar sua carreira por causa de um cowboy milionário com um filho. 

Bailey quer cumprir seu dever, não arrumar uma família. E não descansará até que o culpado esteja atrás das grades. O problema é: Gil fará o que for preciso para tê-la em cima da cama!

Capítulo Um

Gil Addison não gostava de agentes federais. Mesmo quando vinham embrulhados em lindos pacotes.
Talvez fosse seu sangue parcialmente indígena; tantos anos de promessas não cumpridas por parte do governo. Mas Gil era um homem branco vivendo num mundo de homens brancos. Não restava muito de sua herança nativa norte-americana, a não ser seu cabelo preto, seus olhos castanhos e sua pele morena.
A desconfiança, porém, permanecia.
De dentro de casa, ele viu um sedã escuro se aproximar. Teoricamente, a mulher que ele esperava não era agente federal. Era uma investigadora estadual. Contudo, ela fora treinada por federais.
— Quem é, papai?
Cade, seu filho de 4 anos, incessantemente curioso, envolveu a perna dele com um dos braços. Gil olhou para o menino, sorrindo, apesar de suas emoções conturbadas.
— Uma moça que quer falar comigo. Não vai demorar.
— Ela é bonita?
Gil ergueu uma das sobrancelhas.
— Isso importa?
O garoto sorriu.
— Se ela for, você pode querer namorar, e se apaixonar por ela, e casar, e...
— Novamente isso? — Ele se ajoelhou e olhou nos olhos de Cade. — Eu já tenho você. É tudo de que preciso. — Ser pai solteiro não era para qualquer um. Às vezes, era o trabalho mais solitário do mundo. E Gil se perguntava constantemente se não estaria cometendo erros irrevogáveis. Ele abraçou seu filho antes de se levantar outra vez. — Acho que ando deixando você assistir demais à televisão.
Cade abriu mais as cortinas e viu o carro parar. A porta do veículo se abriu, e a mulher saiu.
— Ela é bonita — falou Cade, quase pulando.
Gil concordava com a avaliação de Cade, embora relutantemente. Bailey Collins, apesar do terninho profissional tão escuro e discreto quanto seu carro, impressionava os homens. Um pouco mais baixa que Gil, que tinha 1,85m de altura, ela se movimentava com confiança. Seu cabelo castanho ondulado, que ia até os ombros, reluzia ao sol com luzes avermelhadas. Seus cílios eram fartos.
Apesar de ela ainda estar longe demais para que Gil testemunhasse estes dois últimos atributos, a memória dele era boa. Aquele não era seu primeiro encontro com Bailey Collins.
A primeira vez em que eles se encontraram fora com cada um de um lado de uma mesa na delegacia de Royal. Mesmo naquele momento, ele sentira um potente misto de sede sexual e ressentimento. Agora, entretanto, Bailey estava no terreno dele.

Série O Sócio Desaparecido
8- Quente como a Paixão
9- Teia de Traição - A Revisar
10- Nova Missão - Idem

Fruto de Uma Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série O Sócio Desaparecido






Uma criança inesperada!

Josh Gordon não tem intenção de financiar a creche do Clube dos Milionários, mesmo se o pedido for feito pela sensual Kiley Roberts. Ele não havia esquecido a noite arrebatadora que tiveram três anos atrás. A tentação de misturar negócios com prazer é inegável, mas a devoção de Kiley pela filha faz Josh sonhar em ter a própria família. 

Porém, a verdade sobre a identidade do pai da menina colocará o frágil relacionamento em risco.

Capítulo Um

Prólogo
Quando Josh Gordon entrou no apartamento de sua namorada, queria duas coisas: fazer amor com Lori e dormir, o que ele precisava muito fazer. Passara um longo dia elaborando propostas para a Construtora Gordon e, depois, uma longa noite jantando com um cliente em potencial para conseguir fechar um contrato para a empresa da qual ele era coproprietário juntamente com seu irmão gêmeo, Sam.
E era por ter conquistado o contrato, e bebido demais, que ele decidira passar a noite com Lori. Ela lhe dera a chave de seu apartamento algumas semanas antes, e o local ficava perto do restaurante, ir a pé até ali parecera mais sábio do que tentar dirigir até o seu rancho. Além do mais, ele não a via há alguns dias e estava sentindo falta de se entregar aos encantos dela.
Ele devia se sentir incomodado pelo fato de o relacionamento deles ser mais algo físico do que emocional, mas nenhum dos dois queria algo mais.
Enquanto atravessava a sala escura e rumava pelo corredor na direção do quarto de Lori, Josh decidiu não acender nenhuma luz. A luz certamente pioraria sua dor de cabeça.
Afrouxando a gravata, ele tirou o paletó enquanto abria em silêncio a porta do quarto. Tirando o restante das roupas, ele subiu na cama, juntando-se à silhueta feminina discernível debaixo das cobertas. Sem pensar duas vezes, ele a tomou nos braços e tocou seus lábios nos dela para despertá-la.
Josh pensou tê-la ouvido murmurar algo um instante antes de reagir ao beijo, mas ele não lhe deu chance de dizer mais. Estava cativado demais por ela. Lori nunca tivera um sabor tão doce, e o perfume do novo xampu que ela parecia estar usando o deixava louco para se enterrar bem dentro dela.
Quando ela passou as mãos pelos ombros dele, entrelaçando os dedos no cabelo de Josh ao beijá-lo com uma paixão que lhe tirou o fôlego, uma lança de desejo o perfurou. Ela o desejava tanto quanto ele a desejava. Ele não hesitou e desceu com a mão até o joelho dela, segurando a barra da camisola e a levantando até a cintura. Sem interromper o beijo, ele retirou rapidamente a tira de seda e renda que cobria os segredos femininos dela e a fez abrir as pernas.
O coração de Josh disparou quando ele se postou acima dela e ela estendeu a mão para guiá-lo para si. Para dar a eles o que ambos queriam, ele a penetrou com um leve movimento.
Estabelecendo um ritmo acelerado, Josh ficou maravilhado ao senti-la muito mais apertada.
Quando ela contraiu seus pequenos músculos femininos, ele soube que ela estava prestes a atingir o orgasmo e, aprofundando os movimentos, Josh os levou ao ápice. Quando ele se esvaziou dentro dela, o gemido que ela soltou indicou que ela sentia o mesmo incrível prazer que latejava dentro dele.
— Ah, Mark, foi incrível!
Josh ficou totalmente imóvel enquanto sua mente tentava processar o que ele ouvira. A mulher com quem ele acabara de fazer amor o chamara de Mark. E aquela não era a voz de Lori.
O que ele fizera? Onde estava Lori? Quem era aquela mulher?!
Ficando imediatamente sóbrio, Josh se sentou na beira da cama para pegar suas roupas.
— Eu... hã... Ah, droga. Eu sinto muito. Achei... que você fosse Lori.
A mulher ficou em silêncio por um instante antes de arfar. Josh a ouviu saltando da cama.
— Deus do céu! Não! Não pode ser. Nós não... Você deve ser...
— Josh — concluiu ele.
Apesar de ser impossível enxergar na escuridão, ele permaneceu de costas para ela enquanto se vestia.
— Eu sinto muito, de verdade. — Ele sabia que suas desculpas não eram nem um pouco adequadas às circunstâncias, mas Josh não sabia ao certo se podia dizer ou fazer algo para tornar aquela situação menos humilhante para eles dois. — Juro por Deus que pensei que você fosse Lori.
— Eu sou... a irmã dela.
Ele sabia que Lori tinha uma irmã, mas eles nunca haviam conversado a fundo sobre os detalhes de suas vidas.
— Quem me dera isso não tivesse...
— Por favor, não. Apenas vá embora. Josh.
Ele hesitou. Então, concluindo que aquela devia ser mesmo a melhor coisa... a única... que ele poderia fazer, Josh saiu do apartamento, ouvindo a porta ser trancada logo em seguida.
Seu coração disparou. Ele estivera bêbado o suficiente, e ela, aparentemente, sonolenta o suficiente, para que eles tivessem se esquecido de usar um preservativo. Ele nunca esquecera isso antes.
Já totalmente sóbrio, ele balançou a cabeça enquanto ia para seu carro de luxo, parado no estacionamento do restaurante. Ele iria para casa e torceria para que, quando acordasse pela manhã, descobrisse que tudo fora um sonho.
Entretanto, ao entrar no carro, ele soube que não seria esse o caso. Ele fizera o impensável. Fizera amor com a irmã de sua namorada... a mulher mais excitante que ele já conhecera. Ainda pior, ele não fazia ideia de como era a aparência dela. Sequer sabia seu nome.

Série O Sócio Desaparecido
7- Fruto de uma Noite
9- Teia de Traição - A Revisar
10- Nova Missão - Idem

Dilema de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Um problema... uma solução!

Para Dario Olivero, Alyse Gregory era apenas uma peça em seu plano de vingança contra o meio-irmão. Ela é a chave para Dario conseguir a aceitação da família com a qual sempre sonhou. Alyse não esperava ser pedida em casamento, porém, o sensual italiano prometera liquidar suas dívidas se ela for sua esposa. 

A razão diz para Alyse se afastar, mas seu corpo clama pelo toque de Dario. E sob o sol da Toscana, o desejo incontrolável que sentem logo se transforma em uma paixão não planejada, deixando ambos com um grande dilema.

Capítulo Um

Alyse quase havia desistido do plano e já estava quase chegando à conclusão de que tudo não passava de uma ideia maluca, perigosa, quando o viu. Chegou a pensar em sair antes que aquele baile beneficente deslumbrante começasse, refletindo duas e até três vezes sobre o plano mirabolante que elaborara, quando a multidão à frente se abriu ligeiramente, formando um caminho que ia dar bem no moreno alto do lado oposto do salão.
Ela conteve a respiração e soube que seus olhos se arregalaram mesmo ao tentar disfarçar, afastando uma mecha de cabelo loiro para trás, a fim de vê-lo melhor. Ele era...
— Perfeito...
A palavra escapuliu dos lábios, fugindo ao controle na forma de um sussurro que pairou no ar quente ali dentro.
O homem do outro lado do salão parecia tão diferente, extraordinário. Destacava-se como se fosse uma majestosa águia no meio de um bando de pavões. Da mesma espécie, mas, ainda assim, diferente de qualquer pessoa ali.
E essa diferença foi o que chamou a atenção dela e lhe tornou impossível desviar o olhar. Parou, inclusive, com a taça de champanhe a meio caminho dos lábios, incapaz de concluir o gesto.
Ele era estonteante. Não havia outra palavra. Alto e forte, tinha um corpo atlético moldado por roupas formais e sofisticadas. Possuía algo que o fazia parecer perigosamente indomável em contraste com o terno elegante de seda, com a impecável camisa branca. A gravata fora afrouxada em algum momento por mãos impacientes e pendia solta junto ao pescoço, onde também se via o primeiro botão da camisa aberto. O cabelo preto era de comprimento maior do que o de qualquer homem ali presente, como a juba de um poderoso leão. Maçãs do rosto salientes, cílios espessos e longos encobrindo olhos intensos eram características que se somavam aos traços marcantes. Ao passar os olhos pelo salão, o ligeiro sorriso em seus lábios sensuais foi mais de desdém do que caloroso.
E foi o que o tornou perfeito. Foi o leve mas óbvio sinal de que, como ela, não pertencia àquele lugar. Evidentemente, duvidava de que ele tivesse sido obrigado a estar ali, como no caso de Alyse. Seu pai insistira para que ela fosse até ali naquela noite, embora preferisse ter ficado em casa.
— Você precisa sair depois de passar dias enfiada naquela galeria de arte apertada — argumentara.
— Gosto ficar na galeria! — protestara Alyse. Podia não ser o emprego em belas-artes que esperara, mas ganhava seu próprio dinheiro e, além do mais, era uma válvula de escape para o estresse em casa, onde os cuidados exigidos pela doença da mãe pareciam anuviar tudo.
— Mas você nunca vai conhecer ninguém se não sociabilizar mais. Nem rever ninguém.
Certamente não queria rever ninguém como Marcus Kavanaugh, pensou Alyse, irônica, como seu pai gostaria. O homem que tornara sua vida um inferno com suas atenções indesejadas, visitas persistentes e determinação a persuadi-la a se casar com ele. Marcus até começara a aparecer na galeria “apertada” para lhe tirar a paz. Então, recentemente, por alguma razão, o pai dela parecia ter concluído que o casamento de ambos seria perfeito.
— Ele pode ser o filho e herdeiro de seu chefe, mas não faz meu tipo! — protestara ela, mas obviamente o pai não dera ouvidos. Não era que a estivesse pressionando a aceitar a proposta de Marcus, mas, ao mesmo tempo, ficava claro que achava improvável que ela se saísse melhor com qualquer outro homem.
Por fim, cansada de se sentir assediada e oprimida, ela resolvera ir ao baile naquela noite e espairecer um pouco. Foi quando pousou os olhos no estranho do outro lado do salão.
Levando em conta sua estatura e as roupas elegantes que usava, ele poderia ficar com a mulher que quisesse ali, mas sua expressão indicava que não se importava nem um pouco com o que pensassem a seu respeito. O que o tornava mais ainda o parceiro que ela desejava.
De repente, foi como se o pensamento de Alyse o tivesse alcançado ali adiante. Ele se virou como se algo o tivesse alertado. Virou a cabeça com sua cabeleira negra e os olhos encontraram os dela em cheio.
Foi como se naquele momento em que se entreolharam o mundo tivesse rodopiado de repente.
Perigo.









Imerso Em Escândalos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Encontros Apaixonados




O jogo do poder!

Jared Stone é um visionário e rebelde mago da tecnologia... E se transformou no homem mais odiado do planeta após seu manifesto bastante polêmico sobre mulheres ser divulgado. A única saída é fazer uma proposta que a executiva Bailey St. John não poderá recusar: promovê-la ao cargo de vice-presidente. Bailey é uma mulher forte e poderosa, e não submeterá aos caprichos de Jared. 

Com um acordo tão importante em jogo, as tensões crescem... E não demora para que ambos desejem sair da sala de reunião para resolver certas questões entre os lençóis!

Capítulo Um

O dia em que o manifesto de Jared Stone deu início a um incidente de injúria internacional às mulheres calhou de ser, infelizmente para Stone, um dia de poucas notícias. Por volta da 5h da quinta-feira, horário em que o bilionário sexy do Vale do Silício era conhecido por fazer sua corrida diária pelas trilhas do Parque Golden Gate em São Francisco, já que ele sempre começava seu dia longe da internet, seu manifesto era tema das conversas no jantar em Moscou. Em Londres, enquanto as executivas elegantemente vestidas fugiam dos edifícios de tijolo e aço para almoçar, sua ultrajante opinião sobre as mulheres do século XXI estava na ponta de cada língua, discutida em comentários apressados e incrédulos nas viagens de elevador até o andar térreo.
E nos Estados Unidos, onde a fúria feminina estava prestes a explodir com mais força, as mulheres que tinham passado suas carreiras perseguindo altos cargos apenas para descobrir que havia um teto de vidro que impedia que seu crescimento ultrapassasse certo ponto liam incrédulas o manifesto de Jared em seus smartphones. Talvez tenha sido uma piada, alguém disse. Alguém deve ter hackeado o e-mail de Stone, disseram outras. Não me espanta, de jeito nenhum, um grupo de mulheres exclamou finalmente, muitas das quais ex-amantes de Stone, que inutilmente haviam tentado prender o solteiro mais cobiçado do mundo. Ele é um bastardo frio. Só estou surpresa de suas verdadeiras opiniões não terem vindo antes a público.
Junto de sua mesa no escritório das Indústrias Stone em San Jose, às 7h, Bailey St. John nada sabia sobre o incêndio a que o manifesto de seu chefe, o magnata, tinha dado início. Pretendendo abrir caminho através de seu próprio teto de vidro e armada com um café escaldante, ela sentou em sua cadeira com tanta graça quanto sua saia lápis permitia, embalada por uma dose de otimismo matinal que a fazia acreditar que aquele seria um bom dia, e ligou seu computador.
Ela manteve o olhar fixo na tela, sonolenta, à medida que o computador iniciava. Tomou um gole da infusão forte e amarga, que inevitavelmente colocava seu cérebro para funcionar, enquanto clicava e abria sua página de e-mails. A mensagem de sua amiga Aria, intitulada “Meu Deus do Céu”, fez com que Bailey arqueasse uma de suas sobrancelhas perfeitas e recém-modeladas.
Bailey clicou na mensagem para abri-la. O gole quente de café que havia acabado de tomar se alojou em algum lugar de sua traqueia. Playboy Bilionário Deflagra Incidente Internacional com seu Manifesto sobre as Mulheres, retumbava a manchete do site de notícias de variedades que todos do Vale do Silício acessavam. O recém-divulgado manifesto jocoso, dirigido a seus companheiros, torna muito clara a visão de Stone sobre a presença de mulheres na sala de reuniões e no quarto.
Bailey colocou seu café sobre a mesa e clicou no link para o manifesto, que já havia gerado dois milhões de acessos. “A Verdade sobre as Mulheres”, que aparentemente nunca tinha pretendido ser endereçado a alguém fora do círculo íntimo de Jared Stone, era agora a diversão obscena de homens do mundo todo. Quando Bailey começou a ler o que era, sem sombra de dúvida, o tom ousado e eloquente de seu chefe, quase caiu de sua cadeira.
Depois de ter encontros e de ter trabalhado com os mais variados tipos de mulheres de todo o mundo, e tendo atingido a idade com a qual eu sinto que posso emitir uma opinião definitiva sobre esse assunto, cheguei a uma conclusão. As mulheres mentem.
Elas dizem que querem ser nossas iguais nas salas de reuniões, quando na realidade nada mudou nos últimos cinquenta anos. A despeito de todo o clamor em contrário, a despeito de sua indignação aos limites que o “suposto” teto de vidro impõe às suas carreiras, elas não querem realmente elaborar um acordo, e elas não querem orquestrar uma fusão. Elas querem reinar nos lares que deverão ser mantidos por nós, vivendo de acordo com o estilo a que se acostumaram. Elas querem um homem que tome conta delas, que lhes dê uma noite quente entre os lençóis e diamantes e joias em intervalos apropriados. Um homem que impeça que vaguem sem objetivo pela vida, sem uma bússola...

Vaguem sem objetivo pela vida, sem uma bússola? O rosto de Bailey pegou fogo. Se houvesse uma forma de não descrever a sua vida seria aquela. Ela havia passado os últimos doze anos colocando a maior distância possível entre ela e suas raízes simples, fazendo o impossível e obtendo um MBA enquanto galgava todos os degraus corporativos que podia, primeiro em uma start-up pequena no Vale do Silício; depois, pelos últimos três anos, na empresas adorada de Jared Stone, uma empresa de eletrônicos de consumo.
E tinha sido bem ali que o progresso estancara. Como diretora de vendas para a América do Norte das Indústrias Stone, Bailey havia passado os últimos dezoito meses perseguindo uma posição como vice-presidente, que Stone parecia determinado a não lhe dar. Ela havia trabalhado duro e de maneira mais impressionante do que quaisquer de seus colegas homens, e todos concordavam que o cargo de VP deveria ser dela. Exceto por Jared Stone, que não parecia pensar assim, ele dera o cargo para outra pessoa. E aquele golpe veio do homem para o qual ela estava morrendo de vontade de trabalhar: o gênio do Vale do Silício.
Por que ele não a respeitava como todos os demais respeitavam?

Série Encontros Apaixonados
2- Imerso Em Escândalos
Série Concluída

Noite Inesquecível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Encontros Apaixonados





Enormes conseqüências!

Cara Delaney não deveria ter estranhado quando o famoso playboy Pepe Mastrangelo desapareceu após a noite incrível que tiveram. Ficaram somente lembranças quentes... e algo mais. 

Quatro meses depois, tendo de pensar em outra pessoa além de si mesma, Cara é forçada a confrontar o sensual siciliano. Descobrir que seria pai foi um choque para Pepe. Ele jamais pensou que um dia fosse desempenhar esse papel. Desconfiado se Cara está falando mesmo a verdade, Pepe terá pouco tempo para descobrir tudo o que precisa sobre ela... Mas sabe exatamente por onde começar.

Capítulo Um

Pepe Mastrangelo serviu-se de outra taça de vinho tinto que estava sendo servido e bebeu-o num gole só. Sua tia Carlotta, que decidira atormentá-lo desde que ele voltara para casa de sua família, estava tagarelando alguma coisa em seu ouvido. Provavelmente falando suas idiotices favoritas sobre quando ele, Pepe, ia seguir os passos do irmão mais velho e casar-se e ter filhos.
Tia Carlotta não era a única parte culpada nessa questão. O clã Mastrangelo inteiro, juntamente com os Lombardi, do seu lado materno, achava que a vida dele era um assunto de interesse público. No geral, ele recebia a intromissão com bom humor, sabendo que a intenção de todos era boa. Pepe se esquivaria das perguntas com um sorriso, uma piscadela e um comentário sobre, uma vez que havia tantas mulheres lindas no mundo, ele não poderia escolher uma única. Qualquer coisa para não admitir que preferiria nadar numa piscina com enguias elétricas a se casar.
Casamento era para mártires e tolos, e Pepe não era nenhuma das duas coisas.
Ele quase se casara uma vez, quando era jovem e tolo. Seu amor de infância. A mulher que roubara seu coração, partira-o em pedaços e o deixara vazio.
Agora, ele considerava que tivera uma escapada de sorte. E apenas idiotas completos se abriram para o sofrimento uma segunda vez, se isso pudesse ser evitado.
Não que ele dissesse isso para alguém. Eles provavelmente tentariam convencê-lo a alguma coisa ridícula, como terapia.
Hoje, todavia, suas respostas usualmente inteligentes o tinham abandonado. Mas, então, ele usualmente não era questionado com um par de olhos verdes amendoados seguindo cada movimento seu. Para dificultar ainda mais sua concentração, aqueles mesmos olhos o fitavam com ódio.
Cara Delaney.
Ele e Cara haviam sido apontados como padrinhos da sobrinha de Pepe. Ele fora forçado a se sentar ao lado dela na igreja. E a ficar em pé ao lado dela no altar.
Esquecera-se de como ela era bonita... Com olhos grandes, nariz pequeno e lábios em formato de coração, ela parecia uma gueixa ruiva. O cabelo vermelho lhe caía sobre as costas. Hoje, usando um vestido de veludo vermelho que moldava a figura curvilínea, mas que não mostrava quase nenhuma pele, Cara estava mais do que bonita. Estava incrivelmente sexy. Em circunstâncias normais, ele não hesitaria em passar o dia na companhia dela, flertando, talvez investindo num programa mais íntimo.
Estar na presença de suas ex-amantes, no geral, não era um problema, especialmente quando seu detector de mulheres “emocionalmente carentes” era tão preciso. Como regra, ele podia avistar uma mulher “procurando casamento e bebês” a dez passos de distância, e evitá-la a qualquer custo. Assim, encontrar uma ex-amante normalmente não era problema.
Mas dessa vez era diferente. Normalmente, ele não as via quando saía da suíte de hotel, deixando-a dormindo na mesma cama que eles tinham acabado de fazer amor. E, normalmente, ele não roubava o telefone delas.
Quando a data do batizado fora marcada, um mês atrás, Pepe soubera que teria de reencontrar Cara. Era inconcebível que ela não estivesse lá. Ela era a melhor amiga de sua cunhada.
Ele esperara a raiva que viria em sua direção. E não poderia culpá-la por isso. O que não tinha esperado era se sentir tão... A palavra para explicar essa estranha sensação em seu estômago não veio. Mas ele sabia que não gostava nem um pouco daquele sentimento.
Uma rápida olhada para seu relógio confirmou que ele teria de aguentar o olhar raivoso dela por mais uma hora, antes que pudesse ir para o aeroporto. No dia seguinte, iria fazer um tour por um vinhedo lucrativo no Loire Valley, que ouvira dizer que estava sendo considerado para venda. Pepe queria entrar lá, e, se viável, fazer uma oferta antes de qualquer concorrente.
— Eu disse, ela é linda, não é? — A voz de tia Carlotta adotara um tom distintamente gelado. De alguma maneira, no meio de sua tagarelice, ela conseguira pegar Lily de alguém, sem que ele notasse. Levantou o bebê para que ele observasse.
Ele olhou para o rosto gorducho com olhos pretos, e tudo em que pôde pensar foi que ela parecia um porquinho de cabelo escuro.
— Sim, linda — mentiu ele, forçando um sorriso.
Seriamente, como alguém podia pensar que bebês eram lindos? Engraçadinhos, talvez, mas lindos? Por que pessoas se encantavam com eles eram além de sua compreensão. Bebês eram as criaturas mais tediosas. Mas ele gostava de crianças. Principalmente quando elas faziam travessuras.
Pepe foi salvo de ter de mostrar mais entusiasmo por uma tia-avó, que o tirou do caminho para que também pudesse agradar o pobre bebê.
Pepe aproveitou a oportunidade para escapar.
Era assim que as pessoas agiam em batizados? Pela maneira como seus parentes estavam se comportando, parecia que Lily tinha sido concebida por uma graça divina. Não tendo ido a um batizado em quase 15 anos, ele não saberia. Se pudesse, não teria ido nesse também. Mas não podia, não quando fora escolhido para padrinho. Luca, seu irmão, o teria arrastado, se ele tivesse tentado evitar o evento.
Ele imaginou quanto tempo levaria antes que Luca e Grace tentassem novamente. Sem dúvida, eles continuariam tentando até que um menino nascesse. Seus próprios pais tinham tirado a sorte grande de imediato, a necessidade de um herdeiro tendo sido satisfeita com o nascimento de Luca. A concepção de Pepe tinha sido mais como uma “reserva” e um irmãozinho com quem Luca pudesse brincar.
Ele estava sendo injusto com seus pais? Não sabia nem se importava.
Irritado, pegou outra taça de vinho tinto de uma criada que estava passando. Ninguém notaria se ele saísse mais cedo do que era educado...

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1- Noite Inesquecível

Milionários Não Valem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Conto Extra











O gênio milionário George Hunter quer conhecer a relações públicas Molly di Peretti melhor, muito melhor. O único problema é que ela odeia milionários. Ele poderá fazê-la mudar de ideia e ganhar a sua confiança?

Capítulo Um

Foi aversão à primeira vista. Bem, pode-se dizer que foi um encontro desagradável para Molly di Perretti. Já George Hunter parecia encarar aquilo mais como um jogo. George, pensou ela, devia gostar de jogos.
Molly era a jovem consultora mais brilhante da Culp e Christopher, a agência de relações públicas mais glamourosa de Londres. George Hunter era daqueles clientes infernais com quem ela jamais quis trabalhar.
Infelizmente, George Hunter sabia disso. Ele sabia, porque a ouviu dizer isso.
No entanto, a culpa por aquela situação fora dele. Molly não sabia que ele estava lá. Os clientes nunca desciam para o andar da equipe de produção da Culp e Christopher. Essa era uma das razões que tornavam a agência um lugar divertido para se trabalhar. Você podia desabafar sem ter de se preocupar com quem estava escutando. E Molly desabafava muito.
Então, naquele dia, ela não estava sendo discreta. Ela estava chutando o tamborete de bar preto e prata com os calcanhares, ela insistia que aquilo lhe dava inspiração, e gritando ao telefone.
— Eu não vou fazer isso. Eu odeio milionários. Você não consegue fazer nada com eles.
Do outro lado da linha, Jay Christopher, proprietário da agência, discordava.
— Tudo bem — disse Molly, tentando ser ultrarrazoável. — Eu não consigo fazer nada com eles. Eu sou muito jovem, muito criativa e muito, muito de vanguarda.
Jay protestou.
Molly o atropelou.
— Milionários não querem estar na vanguarda. Eles querem parecer legais e fofinhos. A única razão pela qual eles contratam um agente de relações-públicas, em primeiro lugar, é para que as pessoas esqueçam como eles ganharam os seus milhões.
Na mesa à sua frente, a loira Sam Smith fazia caretas. Sam era oficialmente a chefe de Molly. Mas, na C&C, hierarquia era algo estritamente teórico. Sam era apenas melhor em controlar seu temperamento.
Ela então murmurou:
— É amigo do Jay.
Molly lançou os olhos para o teto e falou ao telefone:
— Ah, ótimo. Ele é seu coleguinha, Jay? O que mais há de errado com ele? Não, não me diga. Ele degrada o meio ambiente? Escraviza crianças na Ásia? Fuma?
— Nenhuma das opções acima — declarou lentamente uma voz como um saxofone em uma adega enfumaçada de Nova Orleans.
Molly se virou tão rápido que caiu do tamborete.
Ele a pegou e a colocou sentada novamente na posição vertical, como se ela tivesse uns quatro anos de idade. Uma verdadeira façanha, já que Molly media quase um metro e oitenta e estava longe de ser um varapau. Na verdade, os olhos dele apreciaram o seu decote sombreado enquanto ele a colocava de volta na vertical.
O resto do escritório prendeu a respiração. Molly di Perretti era considerada um gênio na sua área de atuação. Ela também era conhecida por ter derramado uma caneca cheia de café na camisa de seda de um cliente que se insinuou para ela. E ela estava visivelmente furiosa.
Mas o recém-chegado manteve a calma.