quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Uma Canção para Julia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Crank Wilson saiu de sua casa em South Boston aos dezesseis para começar uma banda punk e queimar sua raiva no mundo. 

Seis anos depois, ele ainda está em desacordo com seu pai, um policial de Boston, e nem sempre fala com sua mãe. 
A única relação que realmente importa é com seu irmão mais novo, mas cuidar de Sean pode ser um trabalho em tempo integral. 
A única coisa que Crank quer na vida é ser deixado em paz para escrever sua música e direcionar sua banda para o sucesso.
Julia Thompson deixou um segredo para trás em Pequim que explodiu em um escândalo em Washington, DC, ameaçando a carreira de seu pai e dominando a vida de sua família. 
Agora, em seu último ano na Universidade de Harvard, ela é assombrada por uma voz do seu passado e se recusa a perder o controle de suas emoções novamente, especialmente quando se trata de um cara.
Quando Julia e Crank se reúnem em um protesto anti-guerra em Washington, no outono de 2002, a ligação entre eles é tão poderosa que ameaça destruir tudo ao redor.

Capitulo Um

Talvez seja só eu. Mas gostaria de pensar que uma menina no centro do maior protesto anti-guerra desde a Guerra do Vietnã não devia ser um pé no saco.
Mas não… lá estava ela, a sua boca se movendo, e eu não entendia uma palavra. Para ser honesto, ela era perversamente gostosa, mesmo que estivesse se vestindo como uma bibliotecária; ela usava uma saia floral até o joelho que abraçava suas coxas e um suéter em cor pastel e parecia ter mil pulseiras em seu punho direito. Seus olhos eram de um pálido azul impressionante, emoldurado por um cabelo loiro escuro. Ela tinha aquela aparência de estudante que me fez desejar lamber a parte de trás do seu pescoço. Era hostil o fluxo de palavras que jorrava da sua pequena boca sexy, o que me fez dar um passo para trás, tanto irritado quanto na defensiva.
— O que foi? — eu perguntei, na esperança de conseguir parar a torrente de palavras.
Ela suspirou e fechou os olhos. Eu sorri abertamente.
— O que eu disse foi que vocês não podem montar aqui por enquanto. Mark Tashbur está prestes a continuar… em seguida, há uma pausa de quinze minutos. Vocês podem montar depois disso.
Eu rolei meus olhos. — E nós continuamos ao final dos quinze minutos?
Ela sorriu e o seu rosto relaxou um pouco. Acho que ela não gostava muito de mim. Seu sorriso parecia falso. E aqueles olhos frios? O seu sorriso nunca os alcançava. Fiquei imaginando como um sorriso verdadeiro dela seria.
— Isso mesmo. — ela respondeu.
— Isso não vai funcionar. — eu disse. — Leva mais tempo para montar do que quinze minutos.
Ela suspirou. — E por que, exatamente, estamos sabendo disso agora?
— Ei, não é minha culpa. Eu não sei quem organizou o horário dessa coisa, mas está uma completa bagunça. Se você quisesse que nós tocássemos em 30 minutos, teríamos que ter iniciado a montagem uma hora atrás. Leva um tempo para instalar e ajustar o equipamento.
Ela bufou um pouco e disse. — Bom. Apenas… tente não distrair muito a plateia.





Melhores Amantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Genuínos





De amigos a amantes… e futuros pais?

Os tabloides amam Kat Jackson. Marco Corelli, seu amigo e comentarista esportivo bonitão, sempre esteve por perto para ajudá-la.
Agora, depois de uma noite fora do roteiro, ele está prestes a se tornar o pai do filho dela! 

Kat não consegue entender como foi cair em tentação e dormir com seu melhor amigo.
Mas quando ele a leva para sua ilha particular, é hora de admitir que o que sentem um pelo outro vai muito além da amizade.


Capítulo Um 

Fazia dez semanas desde que Katerina Jackson fora para a cama com seu melhor amigo. E fora incrível. E, naquele instante, dirigindo pela Captain Cook Highway, antes de pegar a entrada para Cairns, ela se deparava com ele seminu e sorrindo sedutoramente. 
Kat pisou instintivamente no freio e mal conseguiu evitar uma batida no carro da frente, que parara no sinal vermelho. O calor que lhe queimava o rosto desceu pelo corpo e se alojou no meio de suas coxas. Ela olhou para o enorme outdoor com a imagem de Marco Corelli, ídolo do futebol francês e maior goleador que o time do Marseille já tivera. Ele não estava exatamente despido. A cueca em formato de “Y” e as mãos apoiadas abaixo da cintura deixavam muito pouco para a imaginação, assim como o convite: “Prove”. 
Mas não era o seu abdome rígido, os seus bíceps acentuados e a firmeza dos músculos que desapareciam por baixo da cueca que faziam com que o sangue dela fervesse. Era aquele sorriso tentador que parecia dizer “seja minha”, seus lábios sedutores e a promessa contida em seus olhos sensuais. 
A maneira como a câmera capturara o seu charme enquanto ele a encarava por baixo de cachos do cabelo cuidadosamente despenteado, jogados sobre a testa e em torno do rosto. Todos os dias ela precisava passar por aquele maldito outdoor e vê-lo olhando para ela, como se ele se lembrasse de tudo que haviam feito naquela noite. De como a fizera suar, gemer, ofegar. Quando os carros recomeçaram a se movimentar, Kat voltou a olhar para a estrada. 
– Droga, como eu sou idiota – murmurou ela. 
Marco era seu melhor amigo desde os tempos da escola. Um arrogante ex-astro de futebol, que se tornara comentarista do esporte, modelo de cuecas e inveterado conquistador, sempre cercado de mulheres. Ela era sua companheira, sua confidente, seu porto seguro, sua cúmplice. Seu par, quando ele precisava de alguém para acompanhá-lo inesperadamente a algum evento. E, além disso, ele mantinha um namoro cheio de idas e vindas com sua chefe. 
Kat se recordou das conversas que tivera com Grace a respeito de Marco. Sim, definitivamente, naquela noite, Grace e Marco não estavam mais namorando. Esse era um problema com que não precisaria se preocupar e, portanto, só lhe restavam dois. Não lhe bastara fazer sexo com o melhor amigo, claro que não. Ainda precisara ficar grávida. 
Se você me visse agora, mãe... Todos os belos sonhos de que sua filha teria uma vida e uma carreira perfeitas, um marido perfeito e filhos perfeitamente saudáveis... Ela sentiu uma pontada de dor e empalideceu, mas se recompôs enquanto entrava no estacionamento do Canal 5. Mostrou o crachá para o guarda, estacionou, entrou no estúdio, jogou a bolsa num canto do escritório e checou o celular. 
Quatro chamadas perdidas, uma de seu amigo Connor, três de Marco e uma mensagem: Voltei. Precisamos conversar. Drinques no iate? M xxx. Ela suspirou e respondeu. Desculpe, atolada em trabalho. Impossível sair. Caso não saiba, houve um alerta de furacão. K xxx. 

Série Amores Genuínos
1 - Melhores Amantes
2 -Sua Esposa, Seu Mundo
Série Concluída

Sua Esposa, Seu Mundo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Série Amores Genuínos








Ela já foi seu universo. Agora, será sua esposa. 

Luc Cavallo comanda um império multimilionário e supera crises como ninguém. 
Até que Hattie Parker, a mulher que sempre amou, reaparece em seu escritório, tão bonita quanto uma década atrás… 
Carregando no colo um bebê adotado e pedindo proteção a Luc! 
Qualquer um que conhecesse a história dos dois não poderia culpá-lo se ele a expulsasse. Mas Luc não é um homem cruel, e há uma criança envolvida. Ele aceita bancar o pai. Então...

Capítulo Um

Era uma manhã ensolarada e quente na Georgia, mas tudo o que Hattie Parker sentia era desespero e pânico. – Preciso falar com o sr. Cavallo, por favor. Sr. Luc Cavallo – esclareceu ela rapidamente. 
– É urgente. A assistente administrativa de 30 e poucos anos, usando um terninho cor de anil e de olhos igualmente azuis, encarou Hattie com frieza e desdém, franzindo seu nariz cinzelado. 
– A senhora tem hora marcada? Hattie trincou os dentes. A mulher tinha uma bela agenda de couro bem na frente dela. Obviamente sabia que Hattie não marcara hora nenhuma e fazia o melhor que podia para intimidá-la. Ajeitando o bebê no quadril, deu o melhor sorriso que pôde. 
– Diga a ele que Hattie Parker precisa vê-lo. Não tenho hora marcada, mas estou certa de que Luc concordará em falar comigo se você avisar a ele que estou aqui. Bem, aquilo não era inteiramente verdade. Ela não fazia a menor ideia se Luc concordaria em vê-la. 
Ele já havia sido o seu Príncipe Encantado, ansioso para agradá-la de todas as formas possíveis, conseguindo para Hattie qualquer coisa que ela desejasse. Mas agora talvez simplesmente batesse a porta na cara dela. 
Quem poderia saber? Tudo o que Hattie possuía era a esperança de que ele se lembrasse dos velhos tempos e, pelo menos, escutasse o que tinha a dizer. A verdade é que da última vez que se viram as coisas não tinham sido uma maravilha... para dizer o mínimo. Mas agora ela não tinha opção. 
Luc era sua única chance. E Hattie lutaria até o fim. A expressão da mulher que a encarava não se alterou. Ela não era nada menos do que perfeita: cabelo louro-acinzentado preso em um coque elegante, maquiagem irretocável e unhas benfeitas. 
Examinou Hattie com nítido desprezo, detendo-se em seu cabelo louro desgrenhado, na saia cáqui barata e na blusa cor-de-rosa de algodão. Mesmo sem as manchas de baba no ombro, Hattie sabia que não receberia o prêmio de “A Mais Elegante da Georgia”. 
Era difícil manter-se arrumada quando a pequena em seus braços agarrava seu cabelo a toda hora, transformando-o em um ninho de passarinhos. As pernas de Hattie começavam a fraquejar. 
Um dos impassíveis seguranças no saguão da empresa insistira que ela deixasse o carrinho do bebê com ele antes de entrar no elevador. 
Aos 7 meses, Deedee parecia pesar uma tonelada, e Hattie estava assustada e exausta, no fim de suas forças. As últimas seis semanas tinham sido um inferno. Ela respirou fundo. 
– Ou você me deixa ver o sr. Cavallo ou terei aqui e agora o maior chilique que Atlanta já viu desde que Scarlett O’Hara agitou sua saia na poeira vermelha da Georgia! – ameaçou Hattie. Apesar de sua voz fraquejar um pouquinho do fim da frase, ela se recusava a deixar aquela mulher arrogante derrotá-la. 
Sua adversária, alarmada, piscou, e Hattie soube, naquele momento, que finalmente tinha uma chance real. A outra, em seguida, suspirou, cedendo.

Série Amores Genuínos
1 - Melhores Amantes
2 -Sua Esposa, Seu Mundo
Série Concluída

Segunda Chance

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Enlaçados pelo Encanto





Uma nova chance de ser feliz.

Todos na cidade podiam ver que eles não combinavam. Mac era um forasteiro audacioso com um mistério em seu passado, e Lucy a boa menina filha do médico.
A súbita partida de Mac só provou que estavam certos… Sete anos depois, uma festa de Dia das Mães traz Mac de volta à vida de Lucy, e ela mais uma vez fica encantada.
Seria a hora de terem uma segunda chance?


Capítulo Um


— Grupo Hudson, como posso direcionar sua chamada? 
— Macintyre Hudson, por favor. 
O silêncio poderia ser uma desaprovação? Lucy Lindstrom perguntou a si mesma. Talvez pelo fato de ela ter ligado para uma empresa multimilionária e pedido para falar com o presidente? 
— O Sr. Hudson não está disponível no momento. Gostaria de deixar recado? 
Lucy reconheceu a voz do outro lado da linha. Era o mesmo tom de piedade da recepcionista que havia anotado o seu nome e número 13 vezes nessa semana. Mac não iria falar com ela a menos que quisesse. E claramente ele não queria. Lucy precisou lutar contra si mesma para permanecer na linha. 
— Trata-se de um assunto urgente de família. 
— O Sr. Hudson não está na sala. Preciso verificar se ele se encontra no edifício. E terei que informar seu nome. 
— Você pode dizer que é Harriet Freda que está ligando.
— Vou anotar seu número e pedir para que ele lhe telefone de volta assim que eu o encontrar. 
— Está bem. Vou aguardar na linha — declarou Lucy com firmeza. 
Enquanto aguardava, ela fitou o papel em sua mão. O documento exibia vários nomes. Porém, o do empresário pareceu ganhar brilho. O garoto que arruinou a minha vida. Macintyre W. Hudson. Uma voz sussurrou do seu passado: “Todos me chamam apenas de Mac.” E dessa forma, sete anos se passaram, e ela ainda podia vê-lo, Mac Hudson, o garoto mais lindo que já conhecera, com aquele cabelo escuro, olhos risonhos, os fios sedosos cor de chocolate caindo-lhe sobre a testa. 
Lucy sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha e lembrou-se exatamente do motivo pelo qual aquele garoto havia arruinado sua vida. A diferença era que agora ele não era mais um garoto, e sim um homem. E ela uma mulher. 
— Macintyre Hudson não arruinou sua vida — afirmou Lucy para si mesma. 
—Apenas roubou alguns momentos dela. Mas que momentos tinham sido estes, uma voz persistiu em seu interior. 
— Bobeira — declarou ela firmemente. Lucy nunca freqüentara a faculdade como seus pais esperavam, ao invés disso, tinha se tornado uma balconista em uma livraria na cidade vizinha de Glen Oak. 

Série Enlaçados Pelo Encanto
1 - Segunda Chance
2 - Coração de Gelo
Série Concluída

Coração de Gelo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Enlaçados Pelo Encanto








Um beijo para aquecer o coração… 

Desde a morte de sua mulher, o coração do arquiteto Brendan Grant se tornou uma pedra de gelo. 
Até que um gato doente o leva à porta de Nora Anderson. 
Ela tem a reputação de cuidar de animais machucados, mas Brendan se pergunta se é capaz de curar pessoas também. 
A companhia dela e de seu sobrinho órfão derretem o coração de Brendan. Contudo, como uma leoa, Nora protege a nova vida que criou para si e o sobrinho. Agora, ela será capaz de incluir Brendan?

Capítulo Um

Brendan Grant acordou repentinamente. De início, ouviu apenas o som constante da chuva no telhado, mas então o telefone tocou, estridente, atordoando seus nervos. Seus olhos voltaram-se para o relógio ao lado da cama.
Três da manhã.Ele começou a sentir o coração bater mais forte. Que notícia boa viria de um telefone às 3h?
Então lembrou-se, e mesmo depois de ter se lembrado, tocou o outro lado da cama. Dois anos e meio depois, ainda sentia a onda de choque e o vazio. Becky se fora. O pior já havia acontecido.
Ele vasculhou na escuridão pelo telefone e o atendeu.
— Sim? — A voz dele estava embargada de sono.
— Charlie está morrendo.
E então o telefone ficou mudo nas mãos dele.
Brendan ficou ali por mais um tempo, segurando o telefone mudo, sem querer levantar-se. Ele nem gostava tanto assim de Charlie. As obras no condomínio à beira do lago, o Village on the Lake, iriam começar no dia seguinte. Seu projeto havia chamado a atenção de várias revistas de arquitetura, e, segundo o planejado, o projeto tinha sido indicado ao prestigioso Prêmio Edgar Jonathon.
Mesmo assim, como sempre, antes e até mesmo depois de começarem as obras, Brendan lutava contra uma sensação de que aquilo não era o que queria, ou ainda que estava deixando passar alguma coisa. Ele reconhecia que o estresse estava começando. Era um homem que precisava de seu sono.
Mas com um murmúrio resignado sentou-se na beirada da cama e ali ficou por um momento, com a cabeça entre as mãos, ouvindo a chuva no telhado. Ele não agüentava mais a chuva. E com certeza não queria sair debaixo dela às 3h.
Então, com um suspiro, pegou o jeans.
Dez minutos depois estava na varanda da frente de Deedee, batendo na porta. A casa dela ficava a dois minutos de carro da dele. Brendan virou-se e observou a vizinhança. Ambos gostavam de Colina, o bairro mais prestigioso de Hansen, e mesmo em uma noite pavorosa a vista era espetacular.
Em meio à névoa rala se podia vislumbrar a cidade inteira, casas da virada do século pintadas em tons pastéis aninhadas sob velhos carvalhos, nas encostas das colinas. Além das casas e do amontoado de prédios do centro, luzes penetravam pelo cinza melancólico e eram refletidas nas águas negras e incansáveis do Lago Kootenay.
Brendan voltou-se novamente quando ouviu o barulho da porta. Deedee o encarava com suspeita por uma fresta, como se houvesse alguma possibilidade de que, por uma infeliz coincidência, no mesmo instante em que ela ligara para ele, um invasor — o primeiro de Hansen — estivesse esperando à sua porta da frente para assaltar os idosos.
Satisfeita por ser Brendan Grant em pessoa, abriu a porta.
— Mas você não parece o diabo em pessoa?


Série Enlaçados Pelo Encanto
1 - Segunda Chance
2 - Coração de Gelo
Série Concluída

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Inesperado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série The Million Dollar Catch



Kane Dennison cometera seu primeiro erro ao levar Willow Nelson para dentro de sua casa, um espaço que era apenas dele. 

Tudo bem que ela precisava de ajuda, contudo, bastou um gesto de atenção para Willow começar a pensar que ele pudesse ser um homem bom.
Mas estava enganada. O segundo erro de Kane fora se render a uma paixão louca depois de ter advertido Willow a ir embora.
Uma mulher como ela merecia mais do que apenas uma noite. 
Willow acreditava em almas gêmeas, enquanto Kane desconfiava de todos e não precisava de ninguém. Apesar disso, ela seria capaz de modificá-lo?

Capítulo Um

Cerca de oito segundos atrasada, Willow Anastasia Nelson percebeu que havia uma imensa falha em seu plano. Ela pegara seu carro e fora até a mansão vergonhosamente gigantesca de Todd Aston III para dizer àquele patife desprezível o que ela pensava. 
Contudo, Willow não o conhecia de fato. Sendo assim, não fazia ideia de como era a aparência dele. Willow tinha alguma noção, claro; mais ou menos. Um tanto alto, um tanto bonito, rico. 
Mas o cabelo dele não era escuro, e seus olhos não eram castanhos? Por que ela não pensara em pesquisar sobre Todd na internet? Na certa, ela o encontraria na capa do site “Idiotas.com”. E se Todd Aston era a definição do homem alto, moreno e nojento, quem era aquele forte loiro diante dela? 
– Hã, oi… – disse Willow, sorrindo para o homem que abrira a porta da casa e torcendo para não parecer tão deslocada quanto se sentia. – Eu queria falar com Todd. Esta é a casa dele, certo? Minha irmã me informou que ele morava aqui e… Willow soltou um grunhido. Aquilo dava a impressão errada. Ela parecia uma tiete. – Minha irmã o conhece – acrescentou Willow. 
O loiro não deu passagem para que ela entrasse, mas cruzou os braços num movimento que chamou sua atenção. O homem era grande; bastante musculoso, mas não exageradamente, como um herói de filme de ação. Aquele cara parecia poderoso, como um jaguar. Willow apostaria que ele seria capaz de quebrar seu braço sem sequer suar. 
Os olhos dele eram castanhos e gateados, pensou ela apaticamente, continuando com aquela analogia do “felino poderoso”. Tinha um bom rosto; bonito, mas também de aparência confiável. Não que ela soubesse algo a seu respeito. Ele podia ser… Willow balançou a cabeça. Precisava se concentrar em sua missão. 
– Olhe… – Ela recomeçou do jeito mais firme que conseguiu, determinada a parecer no comando da situação, nada intimidada pela presença daquele ser robusto. – Preciso falar com Todd. Gostaria de fazer mais que isso, claro. Ele estragou tudo para a minha irmã. As coisas acabaram dando certo no final, mas e se não tivesse? Fico tão irritada quando penso nisso que só quero arrancar aquela cabeça pontuda dele. No mínimo. 
O homem à porta ergueu uma das sobrancelhas e afastou uma das laterais de seu paletó. Willow sentiu o sangue se esvair do rosto; sem dúvida, fugindo para um lugar muito mais seguro que o corpo dela. O homem tinha uma arma. Ela conseguiu vê-la na parte interna do paletó, presa debaixo do braço dele em algum tipo de coldre. Era quase como nos filmes, a não ser pelo frio nó de terror no estômago dela. 
– O que quer com o Sr. Aston? – perguntou o homem com uma voz grave que causou calafrios em Willow.


Série The Million Dollar Catch
1- Irresistível
2- Inesperado
3- The Ultimate Millionaire

Encantamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Priscilla Burbage não era um fantasma assustador como qualquer outro. 

Bonita, cativante e travessa, adorava criar problemas para as pessoas. E Laura Daniel foi eleita sua próxima "vítima"... 
Quando Laura mudou-se para a antiga mansão onde Priscilla morava, em Port Dudley, o simpático fantasma achou que devia arranjar um marido para ela. 
Carter Kincaid eia o candidato perfeito, mas Priscilla não sabia que, por azar, Carter despertava em Laura as más lembranças de seu ex-marido. 
Embora se sentisse profundamente atraída por ele, Laura não estava disposta a cometer o mesmo erro duas vezes!


Capítulo Um

O dia estava quente, muito quente, o que não seria de se estranhar no Estado de Washington, no dia quatro de julho. Porém, tratava-se de uma ocorrência extraordinária para a cidade de Port Dudley, cujos moradores sequer possuíam ar condicionado. 
Diziam, cheios de orgulho, que bastava abrir a janela alguns centímetros, para que a brisa do estreito de Juan de Fuca tornasse o clima mais que agradável. Deitada de costas debaixo do gabinete da pia da cozinha, Laura lamentou o fato de que os antigos proprietários de sua casa vitoriana houvessem seguido a tradição. A camiseta de algodão aderia à sua peie, enquanto os cabelos grudavam em seu rosto suado. 
Apanhou a lanterna e hesitou por um instante. Lá estava aquela sensação estranha, parecida a um arrepio na nuca, como se alguém a estivesse observando. Tivera a mesma sensação diversas vezes, desde que se mudara para a casa da Humboldt Street. Às vezes as impressões variavam, embora fossem sempre muito estranhas: uma leve agitação no ar, um movimento visto pelo canto do olho, correntes de frio ou calor em aposentos de temperatura agradável e estável. 
Ora, tudo não passava de produto da imaginação. Tratava-se de uma casa grande e antiga, com muitos cômodos. Paredes e portas se expandiam ao calor do meio do dia para, então, resfriarem ao entardecer, gerando assim ruídos e frestas, pelas quais o vento passava. Não havia mais ninguém na cozinha, além de Laura Daniel. E ela tinha um bocado de trabalho a fazer.
Iluminou o sifão e constatou o que já esperava: a água esguichava para todos os lados. Tateou até encontrar sua caixa de ferramentas, onde procurou pela menor das duas chaves inglesas que possuía. Resmungou ao verificar que a ferramenta não se encontrava na caixa. Embora a maior fosse mais pesada e desajeitada, conseguiu encaixá-la no cano. 
Ignorando a coceira no nariz, girou a conexão, cerrando os olhos para protegê-los contra a ferrugem que lhe caiu no rosto. Naquele instante, a televisão da saleta foi ligada no último volume. A música-tema do seriado Gilligan's Island encheu a casa. Num sobressalto, Laura ergueu a cabeça de repente, batendo-a no cano da pia. Proferiu um palavrão que teria feito sua mãe ameaçar lavar-lhe a boca com sabão. 
— Jéssica! — gritou, enquanto deslizava debaixo do gabinete, embora Jéssica não pudesse ouvi-la, com a televisão naquele volume. — Quantas vezes já lhe disse... — parou de falar ao entrar na saleta. 
Na televisão, Gilligan fazia suas peripécias, mas... A saleta encontrava-se deserta. Laura desligou a televisão e suspirou aliviada no silêncio que se seguiu. Então, chamou Jéssica mais uma vez. No mesmo instante, ouviu os passos apressados da menina na escada. 
— O que foi mamãe? Laura respirou fundo e olhou para a filha de cinco anos, reprimindo o sorriso que sempre lhe brotava nos lábios, diante daquela figurinha travessa, de maria-chiquinha, macacão e camiseta.
Os olhos castanhos de Jéssica, tão parecidos com os de Brady, fitaram-na com inocência.

Amor no México

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Tudo parecia lindo, maravilhoso! 

Receber de herança uma fabulosa fazenda no México ensolarado, terra de amores e mistérios sensuais! 
Sirena deixou sua família, amigos e foi ao encontro de um novo mundo, cheia de sonhos e esperança... Um mundo onde o paraíso se transformou em inferno: inferno sob o comando de Ramón Savedel, o homem que a esperava na fazenda para atormentar sua vida.
Sirena tentou fugir, escapar do fascínio daquele mexicano belo, aristocrático e poderoso, mas a paixão parecia forte demais, e já a havia envolvido em sua teia bela e mortal!


Capítulo Um

— Mais café, senhorita? — a aeromoça ofereceu. Sirena aceitou, distraída, e estendeu a xícara. 
— Creme ou açúcar? 
— Os dois, por favor. 
O sorriso de Sirena foi vago, pois seus pensamentos continuaram concentrados na aventura em que estava embarcando. Em primeiro lugar, detestava viajar de avião, por causa do desconforto de ficar horas sentada. Mas era o meio mais rápido de chegar a Tucson, no Arizona, a primeira etapa de uma viagem longa e cansativa. O fato de já ter feito aquela viagem dava-lhe mais segurança. 
Ficara combinado que alguém a encontraria no aeroporto, para acompanhá- la até o México. Não o México que os turistas conheciam, mas uma região praticamente inexplorada pelo homem. Sirena suspirou de cansaço e apreensão. Da janela do avião, viu que estavam sobrevoando o deserto, banhado pelos primeiros raios de sol da manhã. 
Sua primeira visita àquela região estava intimamente relacionada com aquele retorno. Dois anos e meio haviam se passado, e parecia que uma eternidade separava aqueles dias felizes do presente. Atualmente, a carreira de Sirena como pintora estava consolidada, mas houve um tempo em que sofrera uma crise aguda de falta de inspiração. 
Estava com vinte e quatro anos, e isso quase arruinou o seu futuro. Foi então que sua mãe recebeu uma carta que mudaria o rumo de sua vida. A carta era de um primo da mãe de Sirena, Austin Reese, que morava numa fazenda enorme no México, e insistia que fossem visitá-lo. Os dois haviam se conhecido quando a família da mãe de Sirena morou no Arizona. 
Sirena sabia pouco sobre esse passado, mas descobriu, através das cartas que chegavam de vez em quando, que os dois tinham muitas afinidades e que tinham convivido intimamente. A mãe de Sirena achou que seria uma boa ideia a filha ir descansar na fazenda de Austin Reese. Talvez a mudança de ambiente trouxesse nova inspiração. Sirena resolveu aceitar o convite e partiu para umas férias de três semanas, munida de tintas e telas. O trabalho de Sirena desabrochou no novo ambiente, ganhando vida e dimensão, o que prolongou sua visita para cinco meses. Austin Reese não era nada do que Sirena imaginara. Ela fora para lá, pensando encontrar um velho rabugento, dando ordens de uma cadeira de rodas, mas encontrou um homem de oitenta anos, lúcido e cheio de vitalidade, que sempre arrumava tempo para passear a cavalo com a visitante, apesar das muitas tarefas da fazenda.

Tentação Cigana

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Com um sorriso irônico nos lábios, 

Dave Pendleton estende a mão para a cigana ler sua sorte, e Shea Bellwood, ao sentir-lhe o calor da pele quente e áspera, fica toda arrepiada. 
Atordoada pelo magnetismo desse homem enigmático, Shea pensa em abandonar tudo e fugir para bem longe. 
E se ao decifrar-lhe as linhas das mãos acabasse enredada nos mistérios que iria desvendar?


Capítulo Um

Shea Bellwood recuou, assim que abriu a porta do táxi, ao sentir no rosto uma forte rajada de chuva. Levara dias para chegar até ali: exatamente cinco dias de vôos e enjôos, cinco dias de espera em terminais superlotados, aguardando alguma desistência de última hora, ou de corridas frenéticas para pegar algum ônibus quando não conseguia passagem aérea. 
Foram dias de luta, carregando duas malas enormes por toda a parte, e com o medo de acabar perdendo seu estoque de prata e todas as ferramentas. Nunca, até então, se sentira tão cansada. 
— O senhor me espera, não é mesmo? — perguntou ansiosa ao motorista. 
— Moça, eu ainda não recebi a corrida... — o homem respondeu, recostando-se no banco e puxando o boné sobre os olhos. 
Shea apertou a fina capa de chuva contra o corpo e saiu correndo, saltando as poças de água e tentando evitar os galhos de azaléias e de camélias que, margeando o caminho estreito e mal-cuidado, roçavam suas pernas. Ia bater à porta quando uma mulher muito agitada abriu-a de repente. Shea mal teve tempo de saltar para o lado e evitar que se chocassem. 
— Minha nossa! Assustei você? Desculpe! É que eu queria chegar ao correio antes que fechasse. — A mulher deu uma olhada no relógio e fez uma careta. 
— Droga! Não vai dar tempo... Shea cruzou os braços bem apertado, numa tentativa de se proteger do frio. 
Seria aquela a esposa do sujeito que ela viera procurar? Devia ter uns quarenta e tantos anos, e ainda era atraente, apesar dos pêlos de animal grudados na capa que usava sobre a calça larga de flanela. Ela olhou para as roupas da outra com certa inveja.
Não tinha pensado em comprar nada mais quente, pois não sabia o que iria fazer da vida depois que toda aquela odisséia terminasse. As roupas para o calor do México certamente nada tinham que ver com aquele inverno gelado da Carolina do Norte. 
— Escute, o seu... — começou a dizer. 
— É melhor entrar, antes que congele — a mulher a interrompeu. — A calefação está ligada só na cozinha, mas a gente pode, ao menos, sair deste vento gelado. Shea olhou hesitante para o táxi, e a mulher percebeu. 
— Se quiser dispensá-lo, eu lhe darei uma carona depois. Mas esse táxi é de Wilmington, não é? Shea assentiu, estremecendo quando uma rajada mais forte abriu sua capa. Tinha chegado a Wilmington de avião e de lá viera de táxi. 
— Bem, não sei... Eu vim apenas entregar uma carta para o seu marido. 

Meu Amor Grego

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Pamela Courtland só se afastou de sua elegante butique em Londres 

porque aquela era uma ocasião rara: ia assistir como convidada especial, aos desfiles da nova coleção de Helena Casamias, na Grécia. 
De fato, ver aqueles vestidos desfilando entre as ruínas de um templo, foi mesmo espetacular. Porém, mais espetacular ainda foi conhecer Michel Yannis. 
A atração entre eles era irresistível. E Pamela já estava prestes a sucumbir aos seus encantos, quando descobriu que ele só a estava usando para manipular sua amante, a bela Helen Casamias. 
O amor, porém, já tinha escravizado Pamela. Como escapar?


Capítulo Um

Pamela olhou pela janela. O tempo em Londres estava horrível. Parecia que a cortina de chuvisco cinzento nunca mais ia desaparecer. Pensou se não devia tirar uns dias de folga e ir para o sul da França em busca de um pouco de sol. Talvez Arles ou Aix-en-Provence. A ideia era tentadora... Ela era seu próprio patrão e tinha uma competente assistente que podia cuidar da butique em sua ausência. 
Vinha trabalhando demais ultimamente. Nem se lembrava mais da última vez que havia chegado em casa antes das dez da noite. Ou de seu último sábado livre. Parecia haver sempre alguma coisa urgente para fazer, fosse atendendo as exigências de um cliente qualquer, fosse fazendo os pedidos a algum costureiro de Paris ou Nova York, fosse cuidando da contabilidade. 
Não tirava folga de verdade desde suas últimas férias em Paris, um ano atrás. Gemeu e afastou-se rapidamente da janela ao sentir a dor que essa memória lhe causava. 
— Disse alguma coisa, Pamela? — perguntou a moça que mexia na enorme caixa de papelão no meio da sala. 
Ela era alta, muito magra, os cabelos pretos e brilhantes muito, muito curtos. E se não fosse por seus olhos violeta de cílios fartos e longos no rosto redondo poderia facilmente ser confundida com um rapazinho. 
— Não, não disse — Pamela disfarçou, sorrindo para não denunciar sua momentânea perda de controle. 
A assistente morena, Nelly Gatschene, era uma francesa muito vivaz, de apenas vinte e um anos, mas grande conhecedora da alta costura. Tinha aprendido tudo que havia para aprender e sabia de cor e salteado todos os detalhes dos costureiros mais famosos das últimas décadas, quando e onde as modas haviam sido lançadas e se alcançaram ou não sucesso. 
— As roupas são todas lindas — ela disse, levantando uma peça cor-de-rosa da caixa de papelão. 
— Muitas de nossas clientes vão ficar contentes. Todos os modelos de Casamias já esgotaram faz bastante tempo e esta segunda remessa parece que levou séculos para chegar. 
— As coisas que vêm da Grécia sempre demoram — Pamela respondeu —, mas esse pedido foi feito meses atrás e eu já estava mesmo preocupada achando que tinha acontecido alguma coisa. Graças a Deus estão aqui finalmente. 
Pamela examinou a coleção que Nelly estava dependurando nos mostruários.

Perdidos na Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Procura-se: Três Anos roubados de sua vida! 

Impossível trazer de volta o passado e um amor que se foi com ele.  Mas, pelo menos, Giff Jacobs esperava encontrar os responsáveis pela sua infelicidade. 
E quando a busca levou-o ao restaurante de Rose Lowell, Giff ficou ao mesmo tempo fascinado e confuso: uma loira tão linda não podia ser cúmplice dos culpados! Rose teve a sensação de perigo no instante em que conheceu Giff. 
Mesmo assim, decidiu confiar, um homem tão atraente não podia ser igual aos outros. Uma pergunta, porém, permaneceu: para onde Giff e Rose seriam levados por aquelas, tórridas noites de paixão?


Capítulo Um

Ele parece perigoso, pensou Rose, olhando para o homem alto que entrava no escritório dela atrás de Trevor Ames, gerente do restaurante. 
— Srta. Lowell, este é Giff Jacobs, o cavalheiro que se candidatou à função de barman — disse Trevor, em seu carregado sotaque britânico, dando a impressão de que considerava aquele homem qualquer coisa, menos um cavalheiro. Depois ele se voltou para o candidato ao emprego. 
— É a Srta. Lowell quem faz as contratações para o Ninho da Águia. 
Depois que Trevor se retirou Rose estendeu a mão para o recém-chegado. Giff Jacobs pareceu surpreso com aquele gesto. Os dedos dele eram longos, calejados e fortes, como se estivessem acostumados ao trabalho duro. E não eram os dedos típicos de um barman. 
— Sente-se, por favor. Giff sentou-se de frente para ela, pensando na diferença que havia entre a mão de uma mulher e a de um homem. E aquela era muito macia, delicada. Pensar naquilo certamente se devia ao fato de que há três anos ele não tocava numa mulher. 
Rose viu que, apesar da aparente displicência, Giff Jacobs certamente estava alerta. Não era um homem bonito, não pelos padrões convencionais. Tinha ombros largos e quadris estreitos, mas nada, além disso. Os cabelos pretos estavam cortados curtos e o rosto era anguloso e muito bronzeado. A boca era bem desenhada, mas aparentemente aquele homem não sabia sorrir... ou havia se esquecido. Os olhos, de um azul penetrante e hostil, pareciam pertencer a alguém que estava sempre na defensiva. Rose clareou a garganta e pegou uma caneta. Sempre pensava melhor com alguma coisa na mão. 
— Trevor me disse que você sabe preparar drinques como ninguém. Onde aprendeu isso? Giff reparou que ela nem havia consultado o currículo dele, que estava em cima da mesa. A voz de Rose Lowell era agradável, ele constatou, a contragosto. Não queria gostar de nada naquela mulher. Ela deveria ser apenas o meio para a obtenção de um objetivo. 
— Enquanto cursava a faculdade eu trabalhei primeiro como garçom, depois como barman. Gosto do serviço. 
A voz dele era grave e meio rouca, parecendo pertencer a alguém que falava pouco. Aquilo era estranho, já que em geral os homens que trabalhavam naquela função falavam pelos cotovelos. 
Rose podia olhar no currículo para ficar sabendo a idade dele, mas a aparência era a de um homem de trinta e quatro anos, o que significava que ele devia deixado a faculdade há uns doze. Outra coisa estranha era uma pessoa com diploma universitário querer trabalhar como barman. 
— Desde sua época de estudante, você só trabalhou no Tony’s Bar e Churrascaria, em Tucson? — ela perguntou. Giff cruzou as pernas compridas. 
— Se quiser, pode ligar para Tony pedindo informações sobre mim. O telefone está aí no currículo. 
— Eu ligarei, obrigada.

sábado, 15 de novembro de 2014

O Livro dos Bardos

ROMANCE SOBRENATURAL 
Série Vanir 



Desde que seu irmão Carrick desapareceu por uma fenda de Edimburgo em chamas, seguindo os passos da japonesa Aiko, Daimhin não quer pensar que o perdeu para sempre, e decide ir atrás dele. 

Steven, o berserker de Edimburgo, muito a contragosto, não é capaz de deixá-la só e a acompanha em sua busca. Mas nem um nem outro sabe que sua aventura possa ser tão determinante para os deuses, nem para o futuro da humanidade. 
Pelo caminho para as entranhas do Midgard, descobrirão quem são e o que lhes proporciona o destino, e terão que tomar decisões que marcarão o futuro dos Reinos.
A última coisa que Daimhin quer é formar um casal com alguém, pois não se sente merecedora de tamanho dom. Mas se verá obrigada a acatar as ordens de Freyja e Odin. Ainda que lamente.
Steven não pode fugir de suas responsabilidades como líder do clã berserker de Edimburgo, mas deixa tudo de lado para proteger a vaníria esquiva e fria que seu instinto reconhece como sua kone. 
Steven sabe que Daimhin daria sua vida por seu irmão Carrick, mas o que quer é convencer a Barda de que ele daria a vida por ela, apesar de ter pouco tempo para conquistá-la e de que a Terra sucumba aos poderes de Loki.
Infelizmente, a decisão de Daimhin é muito mais importante do que parece, e o berserker sabe que no amor e na guerra, como bom guerreiro, vale tudo. Steven está disposto a tudo para conseguir o coração gelado da guerreira samurai.
Um navio liderado pelo deus dourado espera do outro lado da porta de outra dimensão. 
Freyja e Odin se impacientam por receber um chamado que não chega. Um líder vanírio que acreditaram morto retorna transtornado à sua terra para recuperar o que mais quer. 
O Midgard sucumbe ao mal, Loki arrasa com toda sua superfície, e os guerreiros dos deuses não têm mais apoio além do que possam receber de si mesmos. Daimhin, Steven, Aiko e Carrick têm a última palavra. 
Eles decidirão se haverá ou não possibilidades de sobreviver, embora afirmem que, enquanto existir amor, ninguém terá a última palavra.

Capítulo Um

Diz a profecia da vidente: 
“Haverá uma batalha final entre as forças celestes e as do Submundo. Será uma luta feroz que dará origem ao final dos tempos conhecidos. Esta será a última guerra em que os deuses chegarão a seu ocaso e onde demônios e humanos perecerão no dia chamado “O final dos tempos”, o Ragnarök”.
Na visão da völva, Odin, conhecido como “o Pai de todos”, morre pelas mãos do lobo Fenrir, liderado por Loki. Desatava-se o caos e a humanidade desaparecia. 
Dos deuses escandinavos, só Njörd retornava ao Vanenheim de novo. O resto morria na guerra contra as forças do Mal.
Depois de tão escuro presságio, a völva falava do ressurgir de um novo amanhecer. Um futuro mais brilhante em um novo mundo.
O Ragnarök se origina quando Loki, filho dos gigantes Farbauti e Laufey, que uma vez fora proclamado irmão de sangue por Odin, mais tarde declarado inimigo acérrimo do mesmo e renomado “O Traidor” por todos os deuses, nega-se a se ajoelhar perante a raça inferior humana. 
Odin quer que os humanos evoluam e cheguem a se converter em mestres de seus próprios mestres, mas Loki se nega a dar uma oportunidade à humanidade, pois, segundo ele, não merecem tal misericórdia.
Quando o deus Aesir escutou da boca da vidente o poema profético sobre seu destino, decidiu tomar uma atitude no assunto para que aquilo não acontecesse. 
Não podia permitir que a profecia se cumprisse, ele não podia desaparecer, a humanidade não podia ser aniquilada, assim sequestrou Loki, “a Origem de todo o mal”, do Jotunheim e o encarcerou em Asgard em um cárcere invisível de rochas de cristal. 
Odin já sabia que ninguém podia confiar em Loki, pois era um vigarista, um deus transformista que adotava mil faces diferentes quando melhor lhe convinha. Ele mesmo tinha sofrido da pior maneira possível as artimanhas de tamanho enganador e seu querido filho Balder tinha perdido a vida devido a suas maquinações.
Entretanto, Loki através de uma de suas famosas trapaças, escapou do cárcere e desceu ao Midgard, a Terra, para rir da humanidade e parar o projeto de Odin.






Série Vanir
1- O Livro De Jade 
1.5 - O Livro de Leder
2- O Livro da Sacerdotisa
3- O Livro da Eleita
4- O Livro de Gabriel
5- O Livro de Myia
6- O Livro da Alquimista
7- O Livro De Ardan
8- O Livro de Noah
9- O Livro dos Bardos

Meio-Irmão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Você não deveria querer a pessoa que te atormenta.

Quando meu meio-irmão, Elec, veio morar com a gente no meu último ano, eu não estava preparada para o quão idiota ele era.
Eu odiava que ele me afastava, porque ele não queria estar aqui.
Eu odiava que ele trazia as meninas da nossa escola para seu quarto.
Mas o que eu mais odiava era a maneira indesejada que meu corpo reagia a ele.
No início, eu pensei que tudo o que ele tinha a seu favor era o seu abdominal tatuado duro e o rosto esculpido. Então, as coisas começaram a mudar entre nós, e tudo veio à tona uma noite.
Tão rapidamente quanto ele entrou em minha vida, ele tinha ido embora de volta para a Califórnia.
Fazia anos desde que eu tinha visto Elec.
Quando a tragédia se abateu sobre nossa família, eu teria que enfrentá-lo novamente.
E inferno, o adolescente que me fez louca era agora um homem que me deixava insana.
Eu tinha um pressentimento de que meu coração estava prestes a ser quebrado novamente.​




Atraente Desafio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Poder e Paixão






"— O primeiro passo é seu, Lex — murmurou ele. — Depois, não garanto nada."


O magnata do vinho Gabe De Campo demitiu sua assessora três semanas antes do maior evento de lançamento que o mercado já viu.
Alexandra Anderson é a última mulher com quem ele deveria trabalhar, mas a única que pode ajudá-lo. 
Gabe e Alex sempre formaram uma combinação letal.
Contudo, há muito em jogo, e qualquer falha é inadmissível.
Eles conseguirão controlar a poderosa atração em nome do profissionalismo? Ou a paixão será mais forte?

Capítulo Um

Se a vida fosse uma taça de Cabernet, Alexandra Anderson gostaria de residir bem no seu centro sedutor e encorpado. A emoção da perseguição era de suprema importância. Quanto mais complicado o desafio, melhor.
Quanto às complexidades dessa variedade em especial em contraste com o Merlot ou um Zinfandel californiano? Para uma menina que crescera no interior de Iowa bebendo cerveja com uma turma de má reputação, não era algo que a fazia perder o sono. 
Quem se importava, contanto que fosse gostoso e contribuísse para aliviar o tédio interminável de outro coquetel que era apenas trabalho e nada de diversão?
Decerto não era o que se passava pela cabeça do homem que acabara de chegar, de cenho franzido, ao evento anual de angariação de fundos da indústria de Napa Valley para os sem-teto. Aquelas uvas, que lhe traziam certo prazer, eram uma obsessão para Gabriele De Campo, o visionário por trás dos vinhos mundialmente famosos do De Campo Group. 
A razão de sua própria existência. Alexandra ficou observando-o da sacada com apenas uma coisa em mente: tomar parte em mais uma daquelas empreitadas carregadas de adrenalina que tanto adorava. Convencer Gabriele De Campo a permitir que sua agência de relações públicas se encarregasse dos dois grandes futuros eventos de lançamento para o mais importante vinho da De Campo em uma década. 
Era a sua chance de, enfim, conquistar um pedaço do portfólio de comunicação do internacionalmente renomado vinicultor, e não tinha a menor intenção de falhar. Tomou um gole da taça de vinho que segurava fazia uma hora e meia, enquanto socializava com todos os elementos-chave da indústria vinícola na Califórnia, tratando de aprender quem era quem, o que os tornava tão importantes e o que tornaria o lançamento da De Campo um nocaute para a concorrência. Acontecera tudo tão rápido. 
Alexandra fora acordada às 6h por um telefonema nervoso de Katya Jones, a chefe do departamento de marketing da De Campo, uma antiga colega sua, Gabriele De Campo acabara de despedir a agência de relações públicas que vinha cuidando do lançamento por suas péssimas ideias — faltando três semanas e meia para os lançamentos simultâneos em Napa e em Nova York. 
— Preciso de você agora — Katya gemera. 
Se não houvesse acabado de perder um cliente de 3 milhões de dólares por ano, Alexandra não se sentiria muito disposta a sair da cama por uma chance de trabalhar para o cunhado da irmã. 

Dueto Poder e Paixão
1 - Atraente Desafio
2 - Fruto de Uma Noite