terça-feira, 26 de agosto de 2014

Livro da Semana

Oiieee Meu Brasil Varonil ... 

Estamos de volta no planeta !!! 

E aí meninas, como estão ?? E as leituras ?? Espero que em dias, pq as minhas estão todas atrasadas pra variar. 

Mas vamos mudar esta situação, vamos nos atualizar! 

Meu povaréu que mora em São Paulo, vocês já foram à Bienal ?? Ai nem me contem ...

Tenho invejinha de quem mora por perto.. compram livros em promoção ... ganham marcadores... tem livros autografados pelos autores... vêem gente que gosta de ler ... 
Ai ai ... Tanta coisa rsss... Mas vamos falar de coisas que eu posso ... kkkkkk

Mas vamos falar de Desafio do gelo, que consiste em tomar uma banho de água com gelo, postar o vídeo e desafiar alguém à participar. Nos EUA tem feito sucesso, e até onde eu li, já haviam arrecadado mais 20 Milhões de  Dólares, mas aqui no Brasil nem 400 mil reais. Vai entender né? 
O dinheiro arrecadado é para ajudar em pesquisas para novos tratamentos, suporte à famílias, e aos portadores de
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
Bem, então muitos de nossos lindos atores gostosos e talentosos já participaram e espero que tbm cooperaram com essa causa tão nobre. 
Então para nos brindar ... selecionei alguns deles aqui para nos deliciar ... 

E um especial para minha querida amiga Jenna ... 

Henry Cavill  

Aproveitem ... espero que gostem ... 


Mas vamos ao que interessa ...  O Livro da Semana ... 

Não li ... Mas a sinopse me interessou muito ...
Vamos ler mulherada ... e quero ler os comentários de vocês ... 


Beijos ...


Aguardamos os comentários de vocês ... 

Mar de Espinhos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Noites de Paixão


Despida de suas defesas...

Gianluca Benedetti, o playboy mais desejado da Itália, não reconheceu imediatamente Ava Lord, a linda desconhecida que roubou sua atenção e dormiu com ele tantos anos atrás. 
Mas basta uma rápida apreciação das curvas dela sob as roupas convencionais para ele recuperar a memória! 
Um beijo apaixonado é o barril de pólvora que explode, provocando um escândalo na mídia. 
Para se afastar de tanto incômodo e não desgastar sua imagem, Gianluca leva Ava para a Costa Amalfitana. 
Ao experimentar o calor da paixão novamente acesa, Ava sente o perigo de abrir seu coração. Pois, quanto mais perto Gianluca chega, maiores se tornam as rachaduras em sua armadura cuidadosamente construída.

Capítulo Um

Gianluca Benedetti avaliou o casaco disforme e, em seguida, a mulher nele. Tinha potencial, se abandonasse o chapéu, soltasse o cabelo, tirasse o casaco e começasse do zero. Ela tinha o essencial. Era alta, as pernas eram boas e possuía uma vivacidade que parecia estar reprimindo. 
— Devolva meu dinheiro! — Sua voz era clara, nítida e séria, e ela estava, obviamente, zangada. 
Gianluca poderia dizer por seu sotaque que era australiana. O rapaz a estava enrolando. Na galeria lotada, as pessoas desviavam da morena de pé em frente ao quiosque. Ela parecia uma bomba relógio prestes a explodir. 
— Eu não vou a lugar nenhum até que você me devolva esse dinheiro. Dei à sua empresa um aviso com 48 horas de antecedência. No seu site está claro que as restituições são possíveis com aviso de 24 horas.
Gianluca fechou o jornal e saiu pela porta do café que ele frequentou durante toda a sua vida adulta em Roma. A educação impecável incutida nele por uma avó siciliana o fez se aproximar dela. 
— Signora, posso ajudar? Ela sequer se virou. 
— Eu não sou uma signora, sou uma signorina. E não, você não pode me ajudar. Sou perfeitamente capaz de me ajudar. Vá oferecer seus serviços a algum outro turista idiota. Gianluca se inclinou mais perto. 
— Meus serviços? 
— Gigolô. Acompanhante. Vá embora. Não quero você.
Aquela grossa achava que ele era um prostituto? Ele a olhou de cima a baixo. Ela não tinha sequer se preocupado em virar. O bom senso lhe disse para dar de ombros e ir embora. 
— Então, signorina... Talvez você seja pobre. Você precisa se lembrar de como é ser uma mulher? 
— Desculpe-me? — Ela se virou, e imediatamente Gianluca perdeu todos os preconceitos que ele havia construído ao redor dela, as roupas disformes, seu tom. Ele havia pensado que era mais velha e. Certamente menos atraente do que aquilo. Ela tinha a pele sedosa, maçãs do rosto incríveis e lábios exuberantes. Mas seu rosto era dominado por óculos de sol brancos feios, e ele teve de resistir ao impulso de retirá-los. 
— É você! — disse ela. Ele levantou uma sobrancelha. 
— Já nos conhecemos? Aquele não era um cenário estranho. Sua carreira anterior no futebol — dois anos chutando uma bola por aí profissionalmente pela Itália — combinada com seu título lhe havia rendido certo reconhecimento. 

Dueto Noites de Paixão
1 - Mar de Espinhos
2 - O Preço do Dever

O Preço do Dever

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Noites de Paixão


Quando o desejo se torna mais forte... Para proteger a princesa Ava de Veers, James Wolfe precisa manterá mente focada no trabalho.

Após uma noite apaixonada, Wolfe sabe exatamente como Ava pode ser decidida, independente... e sexy. Mas está ciente de que deverá esquecer seus sentimentos por ela se quiser concluir a missão para a qual foi escalado.
Wolfe é o homem mais ousado que Ava já conheceu, e ele a deixa louca! 
Entretanto, quando as ameaças a sua vida se agravam, ele se torna a única pessoa em quem ela pode confiar.
Somente nos braços de James se sente segura. Mas, como membro da realeza, Ava conhece o preço do dever...

Capítulo Um

Ao olhar pela janela do carro, Ava pôde ver o belo campo francês envolto pela brilhante luz do sol. Desejou estar a centenas de quilômetros dali. Talvez um milhão. 
Isso a colocaria na superfície de outro planeta onde ninguém a conheceria. Onde ninguém saberia que o homem com quem seu pai esperava que ela se casasse estava prestes a desposar outra mulher, e sentiria pena dela no processo. 
É hora de você parar de ficar fazendo sabe Deus o que em Paris, minha filha, e vir para sua casa em Anders. O comentário, aparentemente solidário tivera lugar naquela manhã e fizera o sangue dela ferver. As palavras condescendentes do pai preencheram o ar, fazendo sumir a voz do cantor do rádio, que balbuciava algo sobre desejar ir para casa. 
Sua casa era o último lugar aonde Ava desejava ir. Não que a irritação do pai fosse inteiramente inesperada. Claro que ele estava desapontado com o fato de o homem com quem esperava, um dia, ver a filha unida em matrimônio desde que ela era uma criança ter caído de amores por outra pessoa. 
O modo como o pai falara com Ava: Uma mulher de sua idade não tem tempo para desperdiçar, como se chegar aos 30 anos significasse que a vida dela estava acabada, fizera parecer que a culpa era dela. No entanto, Ava desejava se apaixonar. Queria se casar. 
Mas não com Gilles, um amigo de infância que era mais um irmão para ela do que seu irmão verdadeiro, e Gilles não pretendia desposá-la. O problema surgiu por eles encenarem para os respectivos pais por tempo demais a aceitação do compromisso arcaico, algumas vezes usando um ao outro como desculpa para um falso encontro quando a necessidade surgia. 
Ah, como o pai iria adorar saber sobre aquilo. De algum modo, após a morte da mãe de Ava, 15 anos atrás, seu relacionamento com ele se desintegrara, a ponto de ela e o pai mal se falarem, e se verem menos ainda. Claro que se Ava tivesse nascido menino as coisas poderiam ter sido diferentes. Muito diferentes. Ela poderia ter feito diferentes escolhas, então. Poderia ter sido coroada príncipe e, ainda que não tivesse nenhum desejo de comandar a pequena nação europeia de que era herdeira, poderia ter o respeito paterno. O afeto do pai. Alguma coisa. 
Ava apertou o volante com mais força quando virou na via estreita que seguia ao lado de Château Verne, a propriedade da família de Gilles que datava do século XV. Por oito anos, levara uma vida feliz, uma existência relativamente incógnita em Paris, onde concluiu a universidade e montou seu negócio, só atendendo às exigências que a coroa impunha quando seu irmão, Frédéric, não podia assumi-las. 
Agora que Gilles, o marquês de Bassonne, estava para se casar com uma amiga dela, Ava experimentava a terrível sensação de que tudo isso estava prestes a mudar.

Dueto Noites de Paixão
1 - Mar de Espinhos
2 - O Preço do Dever

Prêmio de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Viradas do Destino 



Vencer é tudo. 

Rafael de Cervantes era um demônio atrás do volante e entre os lençóis de linho, até sofrer um acidente quase fatal.
Tentando evitar a dor, ele decide seduzir sua linda fisioterapeuta, Raven Blass.
Ela, porém, também tem seus traumas e suas cicatrizes, e resistirá ao máximo ao charme de Rafael. Mas será que vai conseguir?


Capítulo Um

— Passe os braços à minha volta e aperte com força. A risadinha profunda que acompanhou seu pedido fez Raven Blass sentir um calor intenso percorrer sua coluna dorsal. Rezava constantemente para permanecer imune a essa risadinha irônica; entretanto, até o momento, suas preces não haviam sido atendidas. 
— Acredite em mim, bonita, não preciso que me digam como segurar uma mulher nos braços. Sou eu quem dá as aulas, não recebo. 
A resposta de Rafael de Cervantes dita com voz arrastada foi acompanhada por um deslizar perigoso de seus dedos pelo braço de Raven e um brilho nos olhos azuis que sempre a irritava. Cerrando os dentes, ela se esforçou a não reagir ao toque. Era um teste, mais um de uma longa lista, porque Rafael sempre tentava fazê-la perder o controle nas últimas cinco semanas, desde que lhe dera o emprego de fisioterapeuta. 
Mantendo uma expressão neutra, ela permaneceu firme.
— Bem, pode fazer o que digo ou ficar no carro e perder o batizado de seu sobrinho. Já que é o padrinho, tenho certeza de que se não aparecer na igreja irá desagradar seu irmão e Sasha. 
Como previra, essas palavras mudaram o clima de brincadeira e flerte. A mão de Rafael largou seu braço e segurou a bengala entre as pernas enquanto ele endurecia o queixo e a fitava com frieza. 
Raven sentiu angústia, mas, ignorando-a, congratulou-se pela efêmera vitória. Fazer com que Rafael a tocasse apenas profissionalmente era ótimo. 
— Vamos tentar de novo? Ponha seus braços. 
— Aproxime-se mais — interrompeu ele. — Está muito longe para esse tipo de exercício. Se eu fizer um movimento errado e cair em cima de você, irei esmagá-la, porque é tão pequenina. 
— Não sou pequena. — Ela deu um passo na direção do carro esporte preto, recusando-se a aspirar o perfume másculo. 
— Tenho altura e músculos rijos e posso parti-lo em dois com alguns golpes. Pense nisso antes de tentar fazer alguma coisa inapropriada. O riso letal voltou. 
— Dios, adoro quando fala assim comigo. Embora até hoje ninguém jamais tenha dito que faço coisas inapropriadas. Aliás, o que significa essa palavra? 
— Quer dizer que se você não se concentrar nos exercícios nunca terá resultados. Rafael voltou a rir, desafivelou o cinto de segurança e passou um braço pelo ombro dela. 
— Ótimo. Faça comigo o que quiser, Raven. Sou argila em suas mãos. 
Raven desejaria evitar o rubor em seu rosto com todas as forças do pensamento, no entanto, era algo que jamais conseguira fazer. No passado distante tentara sempre não corar e só provocara o riso de seu pai e de seus amigos cruéis. 
Afastando as lembranças indesejadas, ela tratou de se concentrar na tarefa do momento: seu emprego.
Dueto Viradas do Destino
1 - Prêmio de Sedução
2 - Rosto de Anjo, Corpo de Pecado

Rosto de Anjo, Corpo de Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Viradas do Destino


Jamais cometa o mesmo erro duas vezes?

Ângelo Di Cápua sabe que por trás do rosto angelical e do corpo pecaminosamente delicioso de Rosie Tom, se esconde uma golpista mentirosa.
Mas sua falecida esposa deixou para ela um chalé em sua propriedade no campo... Se Rosie quiser usufruir da herança, terá que vender a alma! 
Ela precisa aceitar a proposta do ex-amante para tirar seu negócio da falência.
Embora anseie pelo toque de Ângelo, não pode confiar no homem que a traiu ao se casar com sua melhor amiga.
Se fracassar, Rosie perderá mais do que seus bens materiais. Perderá seu coração para Di Cápua. Outra vez.

Capítulo Um

Rosie nunca estivera em uma cremação. Mesmo quando seu pai morrera, oito anos antes, houve um funeral convencional. Os amigos — e ele os tivera numa quantidade surpreendente, considerando que passara a maior parte da vida acompanhado de uma garrafa de uísque — compareceram em peso ao funeral.
Rosie conhecera poucos deles. Seus amigos foram para lhe dar apoio moral. Com 18 anos, na época, precisara daquilo. Olhando para trás, lembrou-se de um primo distante que acabara descobrindo que morava a meros três quarteirões de distância, numa modesta casa de dois quartos, num conjunto habitacional precário semelhante ao deles; ele apareceu e manifestou pesar por ter sido um membro da família tão ausente. 
Apesar de alcoólatra, o pai dela fora um bêbado do tipo alegre, bonachão, e os presentes naquele dia quente de verão tinham sido testemunhas disso. Contudo, neste caso de agora... Rosie chegou atrasada. 
Fazia um frio terrível e uma série de pequenos contratempos tornou a jornada bem mais longa e árdua do que deveria ter sido: havia gelo nos trilhos e era hora do rush no metrô durante o trajeto para o distrito de Earl’s Court. Para piorar as coisas, ela já havia decidido chegar atrasada de propósito a fim de poder se manter relativamente escondida nos fundos da capela do crematório e desaparecer antes que a cerimônia tivesse terminado. 
Esperava conseguir se misturar à multidão. Parando nos fundos da capela, Rosie sentiu o coração começando a disparar em face ao pequeno grupo de pessoas que haviam comparecido à cremação de Amanda Di Cápua, nascida Amanda Wheeler. Apesar do grande esforço para comparecer à cerimônia, agora ela estava desesperada para sair, mas as pernas trêmulas tinham vontade própria. Elas a impulsionaram adiante, de maneira que Rosie se aproximou do grupo da frente. 
Manteve os olhos fixos no homem robusto de meia-idade que conduzia a cerimônia, dirigindo-se aos presentes numa voz formal. Evidentemente, ele estava lá: Ângelo Di Cápua. Por que tentar enganar a si mesma pensando que não o vira? No instante em que entrara na capela, seu olhar fora atraído na direção dele. 
Era um homem fácil de avistar, mas, afinal, não havia sido sempre assim? Três anos não eram nem de longe um período longo o bastante para que o tivesse apagado de sua memória, para ter se esquecido de como era alto, charmoso e irresistivelmente bonito. Em qualquer lugar lotado, ele sempre se destacara. 
Não era apenas pelo seu porte atlético, mas também pelo magnetismo que irradiava. A horrível tensão que começara a se desenvolver havia mais de uma semana, quando recebera o telefonema informando-a sobre a morte de Amanda, transformou-se num nervosismo crescente. 
Mas como poderia ter decidido não ir ao funeral quando Mandy fora, afinal, sua melhor amiga numa determinada época? Agora, lutando contra uma onda de náusea, Rosie obrigou-se a respirar fundo para se acalmar e aconchegou-se melhor no grosso casaco.

Dueto Viradas do Destino
1 - Prêmio de Sedução
2 - Rosto de Anjo, Corpo de Pecado

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O Impossível Adeus

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Que trama misteriosa afastara Corinne da felicidade? 

“Não pode ser verdade”, Corinne murmurou, pálida de susto, paralisada diante do que via. Abrindo caminho entre a multidão de passageiros que entravam e saíam do aeroporto, destacava-se a silhueta inconfundível do homem alto e loiro com quem ela fora casada por cinco anos. 
Stan! Mas como era possível? Ele estava morto e seu corpo havia sido reconhecido sem sombra de dúvida pela equipe que resgatara os destroços do avião... Corinne começou a tremer ante a insuportável ideia de que tinha sido cruelmente enganada. 
O marido sobrevivera ao desastre... e não voltara para ela! Por quê? Num impulso, saiu correndo atrás de Stan, sem saber que nesse instante sua vida tomava um rumo inesperado e perigoso...

Capítulo Um

Uma atmosfera de silêncio e tranquilidade reinava no terceiro andar do Presbyterian Hospital após a remoção das bandejas de almoço de todos os quartos. 
As enfermeiras de plantão baixaram as cortinas coloridas para conter o forte sol de julho e aproveitavam o momento de descanso para ler e conversar. No meio do corredor leste, o quarto número 3218 encontrava-se em repousante penumbra. 
Corinne Daye havia sido trazida há pouco da sala de recuperação e permanecia imóvel na cama, sentindo o corpo pesado e a cabeça zonza. Abriu os olhos devagar e, aos poucos, foi distinguindo a imagem turva de uma parede amarelo-clara. 
Então viu o marido, Stan, parado ao pé da cama, inclinando sobre ela seus quase um metro e noventa de altura. Os olhos azuis a fitavam com amor e uma cacho dos cabelos ondulados castanho-claros caía, como sempre, sobre a testa larga, suavizando o rosto de formato anguloso. Nos lábios, tinha um sorriso terno. 
— Stan? — ela murmurou. 
— Por que não vem se deitar? — Ela lutava para manter as pálpebras abertas, mas acabou perdendo a batalha. Nenhuma resposta veio do pé da cama. Forçando-se para vencer aquela estranha sonolência, ela abriu os olhos outra vez e, para sua surpresa, não viu ninguém no quarto. Com uma vaga sensação de dor no peito e no braço esquerdo, Corinne examinou o aposento e percebeu duas poltronas com estofamento de vinil e cortinas de listras laranja e preto. 
Havia também um aparelho de televisão sobre um suporte na parede, perto do teto. De repente, ela conscientizou-se de que não estava em seu quarto, em casa. Que lugar seria aquele? Um hospital? Então, as imagens começaram a formar-se em sua mente, com uma aterrorizante nitidez. Ela se encontrava dentro do carro, dirigindo do escritório de advocacia para casa, no centro de Circle City. Ao aproximar-se do cruzamento das ruas Meridian e Independence, notara o farol no amarelo e levara o pé ao breque. 
Mas, embora empurrasse o pedal até o fundo, o carro não tinha parado. Continuara em frente sem reduzir a velocidade, entrando na lateral de um outro automóvel que atravessava o cruzamento no farol vermelho. Corinne apertara o volante em pânico, totalmente sem ação. Ao ouvir o barulho de metal e vidro da colisão, levara as mãos ao rosto para se proteger. 
Tinha sentido uma dor lancinante no braço esquerdo ao ser jogada de encontro à porta, enquanto o veículo, fora de controle, derrapava ná pista escorregadia, molhada de chuva. O barulho de outra batida reverberara em seus ouvidos até que, por fim, o automóvel se detivera ao chocar-se contra um poste. 
Ela recebera uma pancada no peito e fora atirada contra a direção. Então, uma dor na cabeça e a escuridão...

Areias Escaldantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Sophie percebeu que seu destino se encontrava nas mãos de Jareth

Com um suspiro de alívio, Sophie avistou finalmente, ao longe, a silhueta de um povoado. 
Virou-se para o misterioso Jareth, o homem que a salvara dos mercadores, e sorriu, triunfante: "Conseguimos! Veja, há um vilarejo ali na frente". 
No entanto, viu assustada que Jareth fazia o camelo diminuir o passo e depois apontava na direção oposta: "Sinto muito, mas seguiremos por aqui, minha lady. Sua viagem pelo Saara ainda mal começou..."


Capítulo Um

Sophie acordou de repente, assustada. Abriu os olhos azuis devagar, mas logo fechou-os de novo, pois a claridade causava-lhe uma dor horrível na vista. Na verdade, nunca se sentira tão mal na vida. 
O corpo inteiro queimava e doía como se estivesse em chamas, e as sacudidelas do passo lento do camelo só contribuíam para lhe piorar o mal-estar. Continuou com os olhos fechados, sem forças para abri-los quando a deitaram no chão, experimentando um grande alívio por se livrar do incômodo do balanço monótono do trote da montaria. 
A sensação, entretanto foi passageira, logo o frio intenso que se desprendia da areia contaminou-lhe o corpo protegido por um cobertor fino, fazendo-a estremecer. Todas as noites, quando o calor intenso do Saara se transformava num frio paralisante, ela sofria a mesma tortura. 
Sophie se lembrava, de modo vago, de como os vendedores de camelos com quem estava viajando haviam ficado apavorados quando a febre começara, afogueando-lhe o rosto e encharcando-lhe de suor a longa e vasta cabeleira de caracóis dourados.
Sophie tentara falar com eles para acalmá-los, mas a febre lhe apagara da memória as poucas palavras em árabe que conseguira aprender. Depois disso, todas as lembranças se misturavam... Não sabia sequer para onde iam ou por quanto tempo estivera desacordada. Procuraria descobrir alguma coisa quando viessem dar-lhe comida. 
— A paz esteja com você — ela ouviu alguém dizer. 
Era a voz de Osman, chefe da caravana. Embora entendesse muito pouco da língua, ela decorara aquela saudação de tanto ouvi-la durante a viagem. Outra voz masculina, desconhecida de Sophie, respondeu com calma e cordialidade. Seguiu-se então uma conversa muito rápida, da qual Sophie não captou nada. Tentou se mover, mas o calor no corpo a impediu de fazê-lo. Apreensiva, temeu que os mercadores desistissem de levá-la com eles por causa da febre muito alta. 
Com grande esforço levantou a cabeça, mas as vozes foram ficando distantes dela e a única sensação que restou foi o calor a consumi-la devagar. Sem forças, caiu de novo sobre o cobertor estendido na areia, desmaiada. Quando acordou, as vinte e quatro horas anteriores eram apenas recordações desordenadas e confusas. Só se lembrava com nitidez de sentir muito calor e muito frio ao mesmo tempo, como se o sol inclemente e o frio gélido da noite no deserto se combinassem dentro dela. Por algum tempo, Sophie não teve coragem sequer de abrir os olhos. Uma profunda fraqueza a dominava, deixando-a entregue a uma espécie de poderosa sonolência. 
Aos poucos, entretanto, o torpor foi se dissipando e ela percebeu estar rodeada por um silêncio incomum. Não havia mais o ruído das vozes dos vendedores, nem a blateração característica dos camelos. Ainda confusa, Sophie olhou em torno, devagar. A paisagem não mudara em nada, as planícies douradas se estendiam ao infinito e o azul do céu só se interrompia onde nuvens avermelhadas cobriam as dunas distantes. 
Tudo isso parecia ondular diante dela como uma miragem provocada pelo calor escaldante. 

Ao Sabor do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Navegando pelo mar do Caribe,

eles não resistiram ao desabrochar da paixão. Nuvens negras cobrem o céu, o vento forte anuncia tempestade, mas Sheila nem se dá conta desses detalhes. 
Nua, protegida, nos braços de Noah, tudo que percebe são as sensações inebriantes que ele lhe desperta. Desde que o conhecera, não pensara em outra coisa senão naquelas mãos másculas acariciando-lhe a pele macia, o corpo atlético cobrindo o seu com paixão. 
A felicidade de Sheila seria completa se Noah não fosse um estranho; um homem que só decidira fazer amor com ela para satisfazer seus apetites sexuais e provar que estava certo ao julgá-la uma mulher sem escrúpulos.


Capítulo Um

Vitória Lesser recostou-se na cadeira, observando com prazer os dois casais que a acompanhavam à mesa do restaurante. Era um quarteto extraordinário. 
Neil Hersey, com sua barba e cabelos escuros, e a esposa, Deirdre, loira e pequena, cuja vivacidade contrastava com o ar sério com que o marido encarava a vida. 
Desde que haviam se casado, dezenove meses atrás, ambos pareciam haver crescido muito, como pessoas e profissionalmente. E ali estavam também os Rodenhiser, que, embora casados há apenas seis meses, já viviam juntos há quinze. Léa, com sua franja espessa quase cobrindo o aro dos óculos, formava um belo par com Garrick, alto, de cabelos castanho-claros e barba. Passando os olhos de um casal para outro, Vitória sentiu-se feliz por tê-los convidado para jantar. 
Afinal, não fora ela quem praticamente os obrigara a se conhecer? Desviando a atenção dos quatro jovens que conversavam animados, correu a vista pelo salão do restaurante. 
— Aqueles ali não são os Grant, Deirdre? — ela perguntou à moça loira, interrompendo a conversa. 
— São, sim; eles estavam na festa de aniversário de mamãe, no ano passado. Neil sorriu, dizendo com sua voz grossa e baixa: 
— Não me lembro dos Grant, mas jamais esquecerei aquele dia. Resolvemos deixar Benji com uma babá, e ele 5 um bebê consegue demonstrar um bocado de personalidade! 
— Estamos descobrindo isso agora! — exclamou Léa Rodenhiser, lançando um olhar para o marido. 
— Vocês viram o trabalho que Amanda nos deu esta noite! Vitória, que nunca tivera filhos, apressou-se em observar: — Mas isso é muito natural, Léa! A pobrezinha da Amanda só estava assustada; ela estranhou meu apartamento e a babá. 
— Olhe lá! — interveio Deirdre. — Os Grant estão lhe fazendo um sinal. Por favor, Vitória, vá até lá falar com eles, antes que decidam vir até aqui. 

Adorável Maldição

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Deborah conheceu o amor num castelo encantado.

Claro  que um cínico como Robert Walker só podia zombar de sua tarefa: caçar fantasmas, Deborah pensava irritada. 
Mas ela era uma cientista e estava decidida a libertar o castelo de Restrick Hall de uma terrível maldição! Só que Deborah era também uma mulher.  Sensível e ardente. E como lhe custava resistir ao jogo de sedução no qual ele tentava envolvê-la! 
Uma sedução típica de um homem acostumado a conquistar todas as mulheres... ou teria Robert algum motivo especial para impedi-la de desvendar o mistério de Restrick Hall?


 Capítulo Um

Débora conheceu a velha mansão Restrick sob a claridade pálida de uma noite de lua cheia. O casarão surgiu agigantado à sua frente, muito maior do que imaginara. 
O luar prateado realçava as carrancas que se projetavam dos beirais dos telhados, dando a impressão de estarem espionando o pátio lá embaixo, ou gritando silenciosamente para os céus. As janelas pareciam bocejar, como se fossem buracos negros sorvendo toda a claridade. A ala oeste da construção fora destruída, há muitos séculos atrás. 
Dela restavam apenas algumas ruínas que resistiam teimosamente ao tempo, lançando sombras grotescas sob o luar. O conjunto todo sugeria um clima de tragédia. Qualquer pessoa em gozo de suas faculdades mentais não se atreveria a se aproximar dali; o mais razoável seria dar meia-volta e caminhar na direção oposta. 
Débora, porém, permaneceu estática por alguns instantes, sorvendo o encanto mórbido daquele espetáculo. Tinha uma vaga idéia do que encontraria em Restrick Hall, pois nenhum livro sobre castelos assombrados estaria completo se não mencionasse aquela mansão. 
Mas, mesmo tendo examinado detidamente todas as fotografias publicadas, não estava preparada para o impacto da realidade. Sorriu satisfeita, enquanto retirava do porta-malas do carro a bagagem que trouxera. Subiu então os poucos degraus que iam da calçada até a enorme porta de carvalho, com suas dobradiças de metal refletindo o luar com um brilho inusitado. 
Ficou desapontada por não ter aparecido nenhum fantasma para abrir-lhe a porta, soltando risadas sinistras. Não viu nem mesmo um mordomo de rosto cadavérico, que estremecesse de espanto ao deparar com ela ali e suplicasse com voz cavernosa: 
— Pelo amor de Deus! Abandone este lugar horrível! Sem uma comissão de recepção à altura, Débora se contentou em usar a chave de ferro que lorde Restrick lhe dera, quando permitiu que ela fosse até ali. Naquela ocasião, ele comentara: 
— Antes que minha família perca a posse da mansão, acho que o fantasma deve ser investigado pela autoridade mais abalisada em paranormalidade deste país. 
A dra. Débora Sherwood não se alterou com a lisonja recebida. Ela era, de fato, a autoridade máxima em fenômenos paranormais. Nem mesmo as espúrias pretensões do prof. Redwood, cujas argumentações ela rechaçara num livro recentemente publicado, ou a polêmica suscitada por John Drusdale, cujos debates apresentados ao vivo por uma rede de televisão em horário nobre, quebrando recordes, punham em risco seu prestígio. 

Encanto Selvagem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um encontro que mudaria o destino de Natalie e Kip 

Tirar conclusões baseando-se apenas em sua aparência era uma atitude tipicamente machista! Kip Forsyhte ficaria mais satisfeito se ela usasse uma bermuda cáqui, camisetas grosseiras e tivesse o hábito de andar com uma jibóia enrolada no pescoço, mas Natalie mostraria a Kip que era perfeitamente capaz de planejar o filme que fariam sobre a Barragem Kabala, na África. 
E ele jamais saberia que isso fazia parte da estratégia para curar seu coração partido. Mas não considerara o desejo que ameaçava consumi-la sempre que pensava em Kip. Não contara com a possibilidade de tornar-se vítima de seu encanto selvagem!


Capítulo Um

— Não é todo dia que nos aproximamos de um governante. — Jonas West parou e olhou para os membros de sua equipe, tentando impressioná-los. 
O ministro da cultura concordou com a filmagem porque, com a inauguração da Barragem Kabala, Madembi estará saltando para o século vinte. Eles terão poder o suficiente para exportar conhecimento e força para países menos privilegiados, e serão absolutamente auto-suficientes. 
Todos ouviam com atenção. No fundo da sala, Natalie permanecia sentada atrás da mesa, os lábios curvados por um sorriso divertido. Seu pai repetia o mesmo discurso sempre que estavam prestes a iniciar uma filmagem, e garantia que o método era eficiente para despertar o interesse dos subordinados. Notando que ele a encarava com ar de censura, suprimiu o sorriso e assumiu a expressão solene que sabia ser mais adequada. Jonas West prosseguiu: 
— Foi um grande empreendimento. A hidrelétrica permitirá que Madembi viva dos próprios recursos, a tecnologia transformará o país e nós o mostraremos ao mundo. Vamos colocá-los no mapa! Agora terão hospitais, escolas, prédios, fábricas, e nossa missão é registrar o progresso de um país que, até hoje, ninguém conhecia. Natalie partirá em alguns dias para preparar a produção, e a equipe deverá estar pronta para segui-la em duas semanas. Alguma pergunta? 
Conforme o previsto, ninguém fez perguntas e Jonas dispensou-os em seguida. Era um homem acostumado a liderar, e adquirira todo o conhecimento que possuía durante os anos que trabalhara em televisão, antes de montar sua própria produtora. 
Jamais conhecera o fracasso, e a Westwind Produções era a prova viva de sua competência. Os filmes que realizavam eram vistos no mundo todo. Terminada a reunião, Natalie esperou que os colegas saíssem para conversar com o pai em particular. A caminho da porta, Ray Hanson disse: 
— Para a batalha, soldados! Peguem a munição e não poupem os prisioneiros! Era apenas uma brincadeira, mas, ao fechar a porta após a saída do grupo, Jonas West comentou: — Um dia ainda demito esse sujeito! 
— E nunca mais encontrará um operador de câmera tão talentoso — Natalie respondeu, vendo o pai sentasse atrás da mesa. 
— Além do mais, tem de admitir que está se tomando repetitivo. E a terceira reunião que faz sobre o mesmo assunto só nesta semana! 
— É necessário. Afinal, de que lado você está? 
— Tenho de ser neutra — ela riu, afastando os cabelos negros do rosto. — Ser a filha do chefe tem suas desvantagens. 
— E muitas vantagens. Uma palavra sua, e ponho Neil Bradshaw para fora da produtora. E a garota também.
Séria, Natalie evitou os olhos que observavam seu rosto com atenção. 
— Já falamos sobre esse assunto, papai. Todos têm o direito de mudar de idéia, e eu nem estava noiva de Neil. Ele apaixonou-se por Paula, e ninguém pode culpá-lo por isso. É uma garota adorável, e ele foi sincero comigo.

A Deusa da Madrugada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um encontro inesperado o início de uma aventura 

A única luz que Patrícia divisou em meio à neblina guiou-a até uma casa. Enfim a perspectiva de ajuda! 
Tocou a campainha e o que se seguiu lhe deu a atordoante sensação de ter interrompido bruscamente a cena de um filme "Entre! Como pôde demorar tanto!", disse-lhe um homem de um magnetismo viril que, em outras circunstâncias, faria o seu coração bater mais forte Confusa e sem ação, Patrícia deixou-se repreender passivamente, antes que o estranho lhe colocasse no colo um bebê que chorava a plenos pulmões.


Capítulo Um

Cinco da manhã. Patie, cansada de dirigir seu fusca vermelho, avistou uma placa de sinalização à beira da estrada. 
"Até que enfim!", pensou. Desceu e esticou o corpo dolorido. Afinal, para quem mede um metro e setenta e cinco, ficar horas com as pernas encolhidas num carro pequeno não é lá um grande programa... À luz da lua, leu as indicações: "Desfiladeiro Spivey — Montanhas Great Smokey — Altitude: 3 252 m". 
Massageou a nuca para aliviar a tensão da longa viagem e passou os dedos pelos cabelos curtos e ruivos. Desfiladeiro Spivey? Quem lhe teria dado a idéia maluca daquele "pequeno desvio"? Não conseguia se lembrar. "Um pequeno desvio de Charlotte, na Carolina do Norte, para Humbersville, no Ohio...", se pôs a pensar.
Finalmente se recordou de que tinha sido Eubie Fairfield que, além disso, conseguira convencê-la a voltar para casa, no Ohio, sete semanas antes do casamento da irmã Marion. Agora estava perdida no meio das montanhas, entre a Carolina do Norte e o Tennessee, e o culpado era aquele jogador de beisebol, por quem se entusiasmara... Sentiu frio e procurou a malha de lã no banco traseiro.
Demorou um pouco para encontrá-la, perdida entre pilhas de caixas onde guardava as câmeras fotográficas com que trabalhava. Enquanto vestia o agasalho, estranhando a baixa temperatura para fins de agosto, pensava em Eubie. 
Tinham saído juntos durante dois meses e ela agora chegava à conclusão de que seu maior mérito era ser um rapaz alto e atraente... e quase mais nada. Acabada a temporada de jogos, antes de partir, ele lhe telefonou. A despedida foi vazia, inconsequente e vaidosa. 
— Estarei de volta dentro de quinze dias, e então vamos acabar com os seus problemas... — disse, já na estação de ônibus. 
— Oh, não se pode resolver tudo numa noite — ela rira. 
— Não, mas derrubaremos seus tabus... — foi a resposta atrevida. 
As saudades de casa, o casamento de Marion, as dificuldades do trabalho como fotógrafa de esportes dentro de uma área essencialmente masculina, a confusão dos seus sentimentos por Eubie... Tudo isso fora o suficiente para fazê-la pedir demissão na World Wide Photos, arrumar as malas e voltar para Ohio. 
E lá estava ela, de madrugada, no topo das montanhas Great Smokey, um braço da cordilheira Apalache, que separa a planície atlântica dos Estados Unidos dos grandes vales internos dos rios Ohio, Mississipi e Tennessee.
Olhou mais uma vez para o luar que já começava a se apagar com a proximidade do amanhecer. Espreguiçou-se novamente para afastar o cansaço e entrou no carro. Ligou o motor, voltou para a estrada, e engoliu em seco.

Toque de Magia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Quando seu padrinho a convidou para visitá-lo em seu hotel na Gâmbia,

Harriet aceitou com prazer. Só que não sabia que o hotel estava quase falido e ela estava sendo chamada unicamente para trabalhar. 
Parte desse trabalho seria reestruturar o restaurante, usando seus dotes culinários, e parte seria, com sua beleza e charme, encantar Phineas de Vere, um empresário do ramo de hotéis. 
Disposta a aceitar o desafio, Harriet deu tudo de si... e até demais. Naquele país cheio de superstições e magia, ela caiu sob o feitiço de Lança Vermelha, um deus guerreiro. 
E Phineas era a reencarnação do próprio deus. Harriet jamais conseguiria libertar seu coração do encantamento do amor. Agora, pertencia de corpo e alma a Phineas!


Capítulo Um

Harriet examinou as meias de seda com desagrado. Numa das pernas, a meia havia desfiado do tornozelo até acima do joelho, e ameaçava subir ainda mais. De repente ela foi erguida com firmeza e depositada numa cadeira. Naquele instante Harriet viu que o café também tinha se derramado pelo chão. 
— Seria melhor se olhasse por onde anda! — o homem falou com aspereza. Harriet fulminou-o com o olhar. 
— Seria melhor se você respeitasse a prioridade de assento! — respondeu, furiosa. O homem franziu a testa, numa atitude arrogante. 
— Num empurra-empurra destes, é cada um por si. 
— Onde pôs minhas coisas? O que fez com elas? — Harriet perguntou, dando um pulo. 
— Eu? Nada! — Ele suspirou. — Onde você deixou suas coisas? 
— Neste assento! — ela declarou com violência. 
— Provavelmente se enganou de fila. — Ele balançou os ombros. 
— Não me enganei! Não seria tão estúpida! — Ao mesmo tempo em que disse isso, ela arregalou os olhos. Será? — Não posso ter me enganado, ou... 
Se tivesse se enganado, seria tudo culpa dele! Nunca tinha gostado da sala de espera do Aeroporto de Gatwick, em Londres. Sempre estava cheio de gente e, se tivesse a sorte de encontrar um lugar, teria de defendê-lo com unhas e dentes. 
Por isso, deixara sua bagagem de mão e o casaco sobre o assento, antes de ir buscar o café. E ele estava frio, ainda por cima! Da fila do café tinha avistado aquele homem tomando o seu assento. Dera uma olhada para confirmar se suas coisas ainda estavam lá, e de repente lá estava ele, sentando-se calmamente! Havia ficado indignada, tão indignada que, segundos depois, carregando o café, dirigiu-se para lá com um ímpeto tão grande que acabou por tropeçar nas pernas dele. 
E agora... Olhou para a fila de cadeiras de trás e viu seu casaco de lã e a bolsa de couro placidamente depositados no assento correspondente. Ficou vermelha. Procurou as melhores palavras para se explicar. 
— Sinto muito — falou, afinal.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Casamento Com Favores

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


“Quer se divorciar de mim?”

São as cinco palavrinhas que Cia Allende quer ouvir de Lucas Wheeler.
Naturalmente, primeiro teriam que se casar.
O deslumbrante magnata do ramo imobiliário do Texas detesta compromissos, mas um casamento de aparências ajudará aos dois.
Cia terá acesso a seu fundo de investimentos para construir um abrigo para mulheres, e Lucas perderá a má reputação de playboy.
Sem laços. Sem romance. Simples assim. Só que não. Lucas pretende seduzir sua esposa de fachada. 
É uma batalha de vontades, e Cia está perdendo, mas ao mesmo tempo, adorando. E agora o divórcio com o qual tanto sonhou passou a ser a última coisa que ela realmente deseja…

Capítulo Um 

Qualquer outra mulher solteira com 25 anos sonhava com casamentos de contos de fada, mas Dulciana Allende sonhava com um divórcio. E Lucas Wheeler era exatamente o homem para isso. Cia mirou seu alvo, muito másculo, muito loiro, de ombros muito largos, no salão lotado.
A demonstração de riqueza enfeitando a multidão entre ela e Lucas beirava a extravagância. Uma senhora à sua esquerda usava um anel cujo valor daria para comprar um ano de mantimentos para o abrigo de mulheres onde Cia era voluntária.
Se tivesse a habilidade natural de influenciar doadores, Cia não estaria no meio desta festa da alta-roda de Dallas, à qual claramente não pertencia, prestes a colocar seu plano B em ação. Não havia um plano C.
Terminou o drinque sofisticado que algum garçom colocara na mão dela. Depois de ter se esforçado consideravelmente para conseguir um convite para a festa de aniversário da sra. Wheeler, o mínimo que poderia fazer era participar e beber qualquer drinque ridículo que o Black Gold Clut fingia ter álcool.
Se tivesse sucesso, a sra. Wheeler seria sua futura sogra, e Cia queria causar uma boa impressão. Um rapaz perto do bar tentou chamar a atenção de Cia, mas ela continuou andando. 
Nesta noite, se interessava apenas por um homem, que estava conveniente-mente ao lado da mãe, cumprimentando os convidados. 
Os saltos altos com os quais Cia não estava acostumada e o vestido justo na altura dos joelhos diminuíam seu ritmo. 
— Feliz aniversário, sra. Wheeler. — Cia apertou a mão da mulher cheia de estilo e sorriu. 
— É uma bela festa. Dulciana Allende. Prazer em conhecê-la. A sra. Wheeler devolveu o sorriso. 
— Cia Allende. Meu Deus, como o tempo passou. Conheci seus pais. Que tragédia perdê-los ao mesmo tempo — disse maternalmente interessada. 
O sorriso de Cia esmoreceu. Claro que a sra. Wheeler conhecera seus pais. Ela só não sabia que o coração de Cia balançava cada vez que alguém falava deles. 
— Lucas, conhece Cia? O avô dela é dono da Manzanares Comunicações. Os olhos de Cia encontraram os do homem com quem planejava se casar e foram rapidamente arrastados pela força da presença de Lucas Wheeler. Ele era... tudo. Bonito. Dinâmico. Lendário. 
— Srta. Allende. — Lucas beijou a mão dela num gesto antiquado e eficiente. E provocou outro tipo de balanço, desta vez em um local mais abaixo. Não, não, não. Atração não era aceitável. 
— Wheeler. — Ela puxou a mão rapidamente. — Não acho que já tenha conhecido alguém tão parecido com um boneco Ken. Ainda bem que a mãe dele não ouviu a boca de Cia trabalhando mais rápido que o cérebro. Sociabilidade não era o forte dela.

Ardente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Flor da Pele 







Ela não percebeu o quanto ele estava perto de chegar...

Kimani Cannon soube que teria problemas no instante em que seus olhos esquadrinharam 1.90m de pura sensualidade masculina.
Os céus haviam finalmente atendido suas preces... Duan Jeffries era a personificação do homem ideal. 

Encantador, charmoso, atencioso... E um amante de arrasar na cama! 
Pena que o caso com o Sr. Gostoso teria a duração de somente uma noite... Até Kim precisar de um acompanhante para o (quinto!) casamento de sua mãe. Duan concorda em bancar o papel de noivo de Kimani. Mas faz algumas exigências (ardentes...) em troca.
Para Kim não tem problema! Até ela descobrir que Duan teve motivos particulares para aceitar sua proposta. 
De repente, Kimani não sabe mais em que acreditar.
Sua cabeça e seu coração a aconselham a ter cuidado. Mas seu sangue entra em ebulição a cada vez que sente o toque de Duan! 

Capítulo um


Meu irmão tirou a sorte grande. Esse pensamento passou pela mente de Duan Jeffries enquanto ele estava nos bastidores e assistia a Terrence “Terror” Jeffries guiar sua mulher, Sherri Griffin Jeffries, pelo enorme salão de baile enquanto ambos agradeciam aos inúmeros convidados que haviam comparecido ao casamento.
Desde que conhecera Sherri, Duan percebera que ela era a única mulher que poderia fazer seu irmão caçula feliz. Só de estar na presença deles já dava para sentir o amor que irradiava entre ambos. 
E mesmo sendo um canalha cínico no que dizia respeito à noção sobre amor verdadeiro, de certa forma aqueles dois lhe transmitiam algum tipo de fé. O mesmo valia para sua irmã, Olivia, e para o homem com quem ela havia se casado no ano anterior, o senador Reggie Westmoreland. Definitivamente mais uma boa combinação amorosa. Então, tudo bem, dois casos não eram ruins. 
Ele passeou seu olhar pelo salão, até o pai e a mulher ao lado dele, e riu por dentro. Tá bom, ele tinha que admitir: três casos. Seu pai finalmente havia se casado com sua dedicada assistente administrativa há alguns meses. Duan não conhecia nenhum homem que merecesse o amor de uma mulher bondosa mais do que Orin Jeffries, principalmente depois de todo o inferno no qual a mãe de seus três filhos o enfiara. 
Sem querer pensar na mulher que lhe tinha dado à luz, a mesma que havia abandonado o marido e três filhos quando Duan tinha 12 anos, Terrence 10 e Libby 3, ele olhou para o relógio, sentindo-se cansado e nervoso. Tinha chegado a Chicago no dia anterior e vindo diretamente do aeroporto para a igreja, bem a tempo de comparecer ao jantar de ensaio da cerimônia. 
Como detetive particular, nos últimos três meses ele vinha trabalhando praticamente o tempo todo, tentando reunir provas suficientes para entregar a um amigo advogado, o qual estava convencido de que um de seus clientes havia sido acusado de assassinato injustamente. Era um caso duro de roer, e mais difícil ainda tinha sido informar ao homem que a esposa havia armado para ele. Com as provas necessárias para livrar o sujeito de todas as acusações, Duan decolara de Atlanta em um voo direto para Chicago. 
Ele olhou para o relógio. Tinha pouco mais de uma hora antes de o casal seguir para o aeroporto internacional de O’Hare e então para uma lua de mel de duas semanas em Paris. Depois que eles partissem, Duan iria para seu quarto de hotel, tiraria seu smoking, vestiria algo mais confortável e... Faria o que mesmo? Ele não tinha planos imediatos. Andaram dizendo que alguns dos irmãos e primos de Reggie estariam organizando um jogo de cartas mais tarde naquela noite, em um dos quartos. Ele não estava surpreso. Conhecia a maioria dos membros da família Westmoreland desde seus anos de colegial em Atlanta e havia reacendido a amizade com todos desde que Reggie se casara com Libby. 
A única coisa que sabia era que eles gostavam de jogar, e o jogo escolhido era o pôquer.