terça-feira, 20 de setembro de 2016

Jogo Perigoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O problema não é você, sou eu... que te amo demais!

Após levar um fora de seu namorado Reed Larkin, a única coisa que Gabby pensa em fazer é oferecer um drinque de despedida... na cabeça dele.
Gabby Pearson tem tudo o que um homem pode desejar numa mulher, e dispensá-la foi a coisa mais difícil que Reed já teve de fazer na vida, ainda mais com o clichê "Não é você, sou eu..."
O destino, no entanto, intervém da maneira mais irônica possível quando o Serviço Secreto informa a Reed que Gabby é sua nova missão: ele tem vinte e quatro horas para reconquistá-la, obter informações que ela talvez nem saiba que possui, e ao mesmo tempo protegê-la.
As apostas são altas. As chances, impossíveis... e a atração mútua é tão intensa quanto a raiva de Gabby. E agora só resta a Reed esperar que sua próxima fala: "É você que eu amo, sem dúvida nenhuma!" seja o início de uma relação maravilhosa e duradoura...

Capítulo Um

— Não está dando certo. De novo a velha frase. Para Gabrielle Pearson, esta só perdia para "Não é nada com você. É comigo", como a desculpa mais esfarrapada que um homem podia dar para terminar um relacionamento antes de o cardápio das sobremesas chegar à mesa.
— Gabby? Você me ouviu? — Reed perguntou com uma expressão preocupada.
— Ouvi. Eu estava apenas pensando. — Pousou o garfo sobre a toalha branca, brincando com a idéia de perfurar aquele queixo perfeito. — Deveria rever a sua cronometragem. Pulou os aperitivos e engoliu seu bife sem nem sequer respirar... Precisava esperar até o término da refeição para me dizer que "não está dando certo"?
Ele comprimiu os lábios.
Gabby praguejou. E pensar que considerara o encontro daquela noite especial!
— Suponho que eu seja o lado podre da relação — murmu­rou, sardônica.
— Escute, Gabby, não é você. Sou...
— Ah, não. Nem termine essa frase! — ela avisou.
— O que há de errado com você, afinal? Gabby, nós precisamos...
— Acho melhor parar de falar antes que alguém saia ferido. — O olhar dela pousou no garfo ameaçadoramente.
O brilho nos olhos azuis de Reed esmaeceu e, pela primei­ra vez desde que haviam se sentado para comer, sua segurança pareceu abalada.
Muita gentileza da parte dele demonstrar alguma reação, Gabby ponderou. Afinal, fazia muito tempo, aprendera a domar as emoções e manter a raiva a distância. Não importava o quan­to estivesse ansiosa; ela sempre conseguia se controlar. E já havia passado por coisas bem piores do que o término de um relacionamento.
Mas Reed tê-la dispensado no momento em que ela plane­java seduzi-lo abrira as comportas da raiva que tinha repre­sada. Agora sentia o estômago apertado, a face ardendo e a mandíbula tão contraída que seus dentes chegavam a doer.
— Diga-me... Quando as coisas entre nós começaram a "dar errado" para você?
— Isso é mesmo necessário? — Reed a fitou com um suspiro.
— Talvez tenha se esquecido de me dizer algo. Sabe, sobre suas preferências e tal...
Um leve rubor tomou conta da face morena.
— Espere um segundo, Gabby, eu...
— Nós saímos e nos divertimos à beca, Reed. Isso se cha­ma "namorar", caso você não saiba. — Ah, a raiva era tão gratificante, tão libertadora! Em vez de repudiá-la, ela se deixou inundar pelo sentimento. — O próximo passo entre adultos normais e saudáveis seria fazer sexo — completou à queima-roupa.
Passo esse que ela vinha imaginando desde o momento em que o vira entrar no seu café favorito, um mês antes. Reed havia esquecido a carteira, pedira-lhe dinheiro emprestado e também um lugar à sua mesa.
— E então? O que aconteceu?
Ele cocou a testa num gesto que ela poderia ter achado charmoso em outra situação.
— Não foi o beijo, com certeza — Gabby prosseguiu, incontinente, tentando manter o máximo de pontos positivos para si.
— E quanto aos carinhos, sejamos honestos: ambos sabemos que você se beneficiou deles.
— Droga, Gabby! — O tom de voz alto fez o garçom seguir em frente, sem parar para tirar os últimos pratos vazios. Ela deu uma risada seca.
— Posso não saber quando um homem perde o interesse, mas sei quando ele fica excitado.
— Fale baixo — ele ralhou, aborrecido. — Estamos em público!

Sedução Implacável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O que o dinheiro não pode comprar... 

Sergio só precisa estalar os dedos para conseguir tudo o que deseja, exceto Bella.
Mesmo que a filha de sua madrasta o deixasse cego de luxúria, Sergio manteve a distância por acreditar que ela era uma interesseira.
Anos mais tarde, quando Bella o procura em busca de refúgio, a atração que sentem ressurge ainda mais intensa.
Incapazes de resistir, decidem saciar a paixão que os consome. Contudo, a noite que tiveram apenas serviu para deixa-los ansiando por mais!

Capítulo Um

Eu deveria estar mais feliz”, pensou Sergio enquanto desligava o chuveiro, pisava no luxuoso tapete de banho e pegava uma toalha mais luxuosa ainda. “Hoje, eu me tornei bilionário. Meus dois melhores amigos ficaram bilionários também. Se isso não me deixa feliz, o que deixará?”
Ele franziu o cenho enquanto se enxugava vigorosamente. Por que não estava mais feliz? Por que não estava exultante com os quatro bilhões e seiscentos milhões que haviam recebido pela franquia de bares de vinhos Wild Over Wine? Por que a assinatura do contrato naquele dia o deixou sentindo-se um pouquinho... vazio?
Os sábios diziam que era a jornada que dava mais satisfação, não o destino, ponderou ele, dando de ombros com ar resignado. O fato irrefutável era que os três membros do Clube dos Solteiros haviam alcançado seu destino agora. Bem... quase. Nenhum deles fizera trinta e cinco anos ainda, embora isso fosse acontecer em breve. O próprio aniversário de trinta e cinco anos dele seria dali a apenas uma quinzena.
Sergio abriu um sorriso irônico ao se lembrar da noite em que haviam formado o Clube dos Solteiros. Eram muito jovens na época. Mas nenhum deles havia se dado conta do fato. Tinham se sentido incrivelmente maduros, mais velhos aos vinte e três anos do que muitos dos outros alunos de Oxford naquele ano. Mais confiantes do que a maioria também, cada um tendo sido abençoado com boa aparência e inteligência acima da média. Também tinham sido muito ambiciosos.
Ao menos ele e Alex foram ambiciosos. Jeremy — que já tinha uma renda particular — apenas os acompanhara.
Fora em uma sexta-feira à noite, vários meses depois do dia em que tinham se conhecido. Eles estavam no quarto de Jeremy, naturalmente, que era bem maior e melhor do que aquele que Sergio e Alex estavam dividindo. Estavam um tanto embriagados, quando Sergio — que tendia a se tornar filosófico quando bebia — perguntara aos outros quais eram seus objetivos na vida.
— Decididamente não o casamento. — Foi a resposta sucinta de Jeremy.
Jeremy Barker-Whittle era o mais novo herdeiro de um império do ramo bancário britânico que datava de gerações. Talvez pelo excesso de riqueza, a família dele era marcada pelo divórcio. Não escapara aos dois amigos que Jeremy era um tanto cínico quando se tratava da instituição do casamento.
— Também não estou interessado em casamento. — Alex Katona, um aluno bolsista de Sydney com origens de proletariado e um QI quase de gênio, concordou. — Vou estar ocupado demais trabalhando para me casar. Vou ser bilionário quando eu chegar aos trinta e cinco anos.
— Eu também — assentiu Sergio. Embora ele fosse filho único e herdeiro da empresa Manufaturadora Morelli, com sede em Milão, estava ciente de que a firma da família não estava mais tão bem quanto já fora. Quando herdou o negócio, Sergio suspeitou que talvez não valesse a pena ser herdado. Se queria ter sucesso na vida, teria que criar o seu próprio. O que significava nada de casamento. Não por um longo tempo, ao menos.
E, assim, o Clube dos Solteiros nascera e, naquela noite, as regras e objetivos dos três foram estipulados com grande entusiasmo.

O Último Desafio

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O conde Rafael Revaldi costumava viver o momento. 

Contudo, após enganar a morte, ele pensa no futuro. 
Rafael precisa de um herdeiro. 
Para isso, terá de enfrentar seu maior desafio: reconquistar a ex-esposa. 
Lottie não imaginava que voltaria ao castelo que, um dia, chamou de lar. E a química com seu ex-marido ainda existe... assim como as cicatrizes emocionais. 
Será que Lottie arriscará novamente o seu coração?

Capítulo Um

Foi a cicatriz que fez Lottie parar à porta. Um ferimento fino e arroxeado começava na sobrancelha, pulava o olho, antes de continuar ao longo da maçã do rosto do homem à sua frente. A visão lhe causou um aperto no peito.
— Rafael?
Silêncio se estendeu, eles se entreolhavam através da porta do escritório.
— Charlotte.
— Como... como você está?
— Ainda vivo. — Ele levantou-se e parou contra a extremidade da mesa, a voz fria, sem emoção. — Como você pode ver.
Lottie engoliu em seco. Com a coluna reta, ele estava com as mãos em suas laterais, os dedos ancorando-o à mesa.
— Eu lamentei muito... ao saber sobre o acidente.
— Obrigado. — A resposta em tom seco era claramente designada a impedir quaisquer demonstrações de sentimentos.
Não que ela pretendesse mostrar algum, é claro. Sabia que não estava lá para demonstrar qualquer tipo de preocupação, ou para expressar compaixão. Rafael não era o tipo de homem que tolerava tais emoções. Muito menos dela.
Lottie observou quando ele saiu de trás da mesa e andou na sua direção, alto e rígido, num terno cinza sóbrio, agigantando-se sobre ela ao se aproximar. Por um segundo, eles permaneceram lá, como ímãs se repelindo, até que Rafael inclinou-se para encostar no rosto dela uma, duas, três vezes. Lottie fechou os olhos ao sentir o toque, ao sentir a respiração dele em sua pele.
Ele recolheu a mão, deixando-a olhar para seus ferimentos. Havia arranhões de vários comprimentos e profundidades no rosto bonito, e uma mancha roxa numa das faces. A cicatriz, Lottie notou agora, parecia causada por um chicote. Aquilo não ajudou, em absoluto.
— Então... seu rosto...? — Lottie sabia que ele detestaria falar sobre aquilo, mas ela precisava ser tranquilizada. — Presumo que os ferimentos são superficiais?
— Você presume corretamente.
— E o resto do seu corpo? — O olhar enervante de Rafael a fez corar. Ela pigarreou. — Quero dizer, que outros ferimentos você tem?
— Tudo em consonância com alguém que despencou de uma altura de mais de 3,5 quilômetros.
— Com certeza. — Lottie fez uma careta pela sua pergunta tola. Quantas pessoas tinham caído de uma altura dessas e sobrevivido para contar a história? De qualquer forma, ela já sabia da extensão dos ferimentos dele; estivera tudo no artigo de jornal: pulmão perfurado, ombro deslocado, três costelas quebradas. — Você descobriu... o que deu errado? Por que seu paraquedas não abriu?
— Azar, destino...
 

Suave, Sensual e Escandaloso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Leo Valente é tão implacável quanto os tabloides dizem. 

Porém, Dara Devlin não irá se intimidar! 
Ela precisa do castelo de Leo para promover a festa perfeita para sua maior cliente. 
Por isso, aceita a proposta ultrajante dele: fingir seu sua namorada. 
Ela fará de tudo para manter o profissionalismo, mas ter uma noite com Dara esta no topo da lista deste playboy sedutor... e ele sempre consegue o que deseja!

Capítulo Um

Dara Devlin já se encontrara em algumas situações difíceis naquele emprego, mas essa era, de longe, a pior.
Uma planejadora profissional de eventos nunca deveria participar da festa. Isso estava escrito em algum lugar no manual da empresa. Entretanto, lá estava ela, subindo no peitoril do terraço do segundo andar da boate mais exclusiva de Milão, em seus saltos de grife.

Tudo em nome dos negócios, é claro.
Os saltos certamente eram responsáveis por tê-la atrasado a subir a escada de emergência escorregadia, mas deixá-los no jardim abaixo era impensável. Uma mulher ficava com seus sapatos, por mais complicada que a situação fosse. E aquela situação definitivamente se qualificava como complicada.
Com sua bolsa em uma das mãos, ela silenciosamente rezou para que sua saia não rasgasse, enquanto se movimentava nada graciosamente sobre o peitoril de pedra fria, aterrissando em mármore duro. Seu relógio informou-a de que não passava muito das 22 horas. Um pouco cedo demais para ir a boates naquela parte do mundo, mas dançar não estava em seus planos, nessa noite.
O principal lugar de celebridades da cidade, Platinum I, estava celebrando sua grande reabertura naquele fim de semana, e somente pessoas com convite podiam entrar. Nenhum charme irlandês amoleceria a anfitriã arrogante, com sua pequena prancheta preta em mãos.
Todavia, Dara estava determinada a entrar no lugar de um jeito ou de outro. Ela só estava na cidade pelo fim de semana, antes que tivesse de voltar para o sul, e para o escritório de sua firma em Syracuse. Fracassar nessa tarefa simplesmente não era uma opção.
Quando seus vários contatos haviam dito que Leonardo Valente era intocável, Dara aceitara o desafio com entusiasmo. Tinha a oportunidade de planejar o casamento mais famoso de sua carreira... tudo que precisava era da cooperação de um homem.
Quão difícil isso poderia ser?
Mesmo depois de três semanas de e-mails rejeitados e telefonemas não atendidos, ela se recusara a desistir. Armada com seu tablet e seu traje de grife impecável, ela tolamente acreditara que poderia viajar para o escritório dele em Milão e exigir ser recebida.
Engano seu. Porque parecia que o escritório de Leonardo Valente nem mesmo existia. O endereço de e-mail da secretária dele a levara até um profissional de um centro de operações que atendia ligações, que se recusara a responder todas as perguntas que ela fizera.
Era pura sorte que Dara descobrira sobre essa noite. A primeira boate da cadeia mundial Platinum estava completando dez anos e comemorando com um fim de semana de relançamento, com uma festa para atores e atrizes famosos.
Seu domínio da língua italiana estava longe de ser perfeito, mas uma coisa era certa: Leonardo Valente estava ali naquela noite, dentro daquelas paredes. E tudo que ela precisava era descobrir um jeito de entrar.
Olhou em volta do terraço vazio e sentiu seu estômago se apertar. 
Esperara que ali fosse algum tipo de área de estar ao ar livre, onde ela poderia pular o muro e se misturar com a multidão. Mordeu o lábio. Entretanto, aquela ainda era uma parte da boate, e sua única esperança era entrar.

Flerte com o Ex

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A vida de Megan Lowe estava ótima... até a imprensa descobrir que ela é ex-esposa de Devin Kenney. 

Agora, a mídia está enlouquecida em busca de um furo. 
Com o lançamento de seu novo livro, o rosto e o sorriso de Devin estão estampados por todos os lados, deixando ainda mais impossível para Megan esquecê-lo. 
Ela sabia que chegara a hora de encará-lo. E este encontro certamente será digno de primeira página.

Capítulo Um

Quinze minutos de orientação psicológica para o sr. e a sra. Martin deixaram Megan Lowe com dor de cabeça. Ela precisava falar com a dra. Weiss sobre ajustar a medicação do casal, antes que um deles acabasse matando o outro. 
Megan tomou algumas anotações em seu arquivo, enquanto a sessão ainda estava fresca em sua mente, e adicionou-o à pilha em sua caixa de entrada. Então foi procurar uma aspirina.
Julie, outra das três estagiárias que lidavam com a maior parte do aconselhamento na clínica Weiss, estendeu o pote de aspirina em sua direção quando Megan passou pela porta vaivém do saguão.
— Eu pude ouvir aquilo daqui. Você deveria receber um extra por estar na zona de combate.
Megan riu, abrindo uma garrafa de água e tomando duas aspirinas.
— O nível de decibéis deles é de 75, esta semana. Não acho que há perigo real para alguém ou alguma coisa, exceto para meus tímpanos.
— Mil anos fazendo pós-graduação, e você acaba como o equivalente de árbitro para uma luta livre. — Julie balançou a cabeça.
— Apenas que meu salário não é tão bom.
Julie bateu na folha de jornal sob sua mão, chamando a atenção para um anúncio colorido de página inteira do livro de Devin Kenney.
— Bem, se você não pode fazê-los se entender, no mínimo, pode recomendar um bom advogado de divórcio.
Megan sentiu seu olho começar a se contrair.
— Isso não tem graça, Julie. A menor graça. — Por que Devin não podia trabalhar na obscuridade, como todo mundo? Ela atraíra um pouco o interesse da imprensa no ano anterior, quando o programa de rádio de Devin, Cubra Seus Bens, entrara em Sindicância, mas, desde que o livro, com o mesmo nome, alcançara o topo de todas as listas de best-sellers, ela se sentia a ex-esposa mais famosa da América. Ou, pelo menos, de Chicago.
— Na verdade, é engraçado. — Julie sorriu. — E a ironia é simplesmente deliciosa.
— Não me faça odiá-la. É irritante, não irônico. Além disso, é história antiga. — História que deveria ter se perdido na névoa do tempo, se Dev não a tivesse tornado parte de sua carreira.
— Uma terapeuta de casais cujo casamento deixou Devin Kenney tão amargo que ele fez do trabalho de sua vida separar outros casais? Desculpe, isso é delicioso. E digno de ser publicado.
— Você tem uma definição muito liberal de publicações. — Megan virou o jornal, de modo que não visse mais o anúncio. — Novo tópico. Conseguiu permissão para entrar com aquela papelada?
Ela não perdeu a careta que acompanhou o sorriso dramático de Julie, quando foi pegar seu almoço da geladeira, mas Julie embarcou no novo assunto, felizmente. A quantidade de tempo que Megan passava pensando em Devin nos últimos dias não era boa para sua saúde mental, e falar sobre aquilo também não ajudaria. Estrangular Devin por colocá-la nesta posição, talvez ajudasse, mas esta não era realmente uma opção. Por mais tentador que o pensamento fosse.
Um minuto mais tarde, Alice, a recepcionista da clínica, se juntou a elas, levando diversos recados para ambas. Megan manuseou os papéis distraidamente, até que um despertou seu interesse.
— Os Smith cancelaram?

Explicitamente Grávida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O probleminha dela

Todos na cidade de Hooperville sabiam que Rita Lynn havia sido abandonada pelo pai do bebê que carregava no ventre. 
As fofoqueiras e os casamenteiros a estavam tirando do sério, enquanto tentavam encontrar uma solução “a respeito de Rita”.
O problemão dele
Nate Morrow, advogado da cidade grande, queria sair do agito das grandes metrópoles. Hooperville parecia ser o lugar perfeito para encontrar um pouco de paz.
 Mal sabia ele que os habitantes dali o haviam escolhido como a solução perfeita para Rita... E que eles não aceitariam um “não” como resposta!

Capítulo Um

O Restaurante de Al estava lotado com a clientela habitual para o desjejum de sábado. As pessoas costumavam ir até lá para variar o cardápio no dia de descanso, incluindo nele algumas panquecas e mel enquanto faziam um pouco de fofoca.
A cena sempre parecera reconfortante e familiar para Rita Lynn, mas não naquele dia. Não depois de apenas três horas de um sono agitado. O som de ta­lheres colidindo contra a louça estava entrando com potência amplificada em sua mente, fazendo-a lembrar de uma britadeira. E o assobio incessante do proprie­tário lhe lembrava uma sirene de fábrica.
O ruído dos clientes também era incômodo, pois ela poderia jurar que os estava ouvindo mastigar. O calor e o cheiro de fritura a envolviam como um pesadelo desagradável. Estava se sentindo zonza e com náuseas. Mesmo sabendo que o sábado era o melhor dia para gorjetas, preferiria estar em qualquer outro lugar, exceto ali. De fato, até Marte serviria.
“Leve-me para bordo, Sr. Spock”, pensou, fechando os olhos e contando até dez. Por alguns segundos con­seguiu se sentir calma. Contudo, quando voltou a fitar o lugar; o mal-estar a dominou outra vez.
— Droga — resmungou.
Não conseguiria chegar a lugar algum daquela ma­neira. Exceto à mesa quatro, claro, onde o casal que alugava o apartamento onde ela morava havia se acomodado.
Virando para a página seguinte de seu bloco de pe­didos, lambeu a ponta do lápis e seguiu em frente.
As sete e meia da manhã, o sol de verão mal havia despontado mas já iluminava o lugar com seu brilho ofuscante. Protegendo os olhos com a mão, aproximou-se de seu tio Fred e de sua tia Lottie.
— Como vai, Rita? — perguntou o velho senhor, sem desviar os olhos do cardápio.
— Está com uma ótima aparência, querida — disse Lottie, pelo menos vinte e cinco quilos mais pesada do que o marido.
“Ótima?”, pensou Rita, indignada. Estava abatida por causa do sono e tinha consciência disso. Sua única esperança era que seus cabelos sempre pareciam mais viçosos sob o sol da manhã, que os fazia brilhar em um tom ainda mais dourado do que o normal. Fora isso, sentia-se exausta e imaginava estar refletindo seu cansaço na aparência. Contudo, não fora o insen­sato comentário em si que a incomodara, mas o sig­nificado real por trás dele.
Tia Lottie estava apenas forçando a conversa a atin­gir um nível pessoal, para então começar a bombar­deá-la com perguntas que não diziam respeito ao car­dápio ou ao desjejum.
Rita alisou o avental. Quanto tempo demoraria antes que tivesse de pegar um modelo maior, que acomodasse a futura expansão de seu ventre?, perguntou-se. Três meses? Até lá completaria cinco de gravidez e sua “con­dição” já estaria óbvia.
Tempo mais do que suficiente para provar a todos que estava apta a cuidar de si mesma sem causar preocupação para a comunidade. Talvez, então, eles parassem de tentar lhe arrumar um marido e de fazer esforços desmedidos para solucionar o que haviam clas­sificado como seu “probleminha”.
— O que fez na noite passada, minha querida? — indagou Fred.
— Sabe muito bem o que fiz. Fiquei sentada na minha sala, ouvindo o primo em quarto grau de Martha Green me explicar tudo sobre pintura de casas e sobre tintas, além de detalhar o tempo de secagem de cada uma delas, dependendo do clima. Quando consegui me livrar dele e colocá-lo para fora de minha casa, já havia perdido meu programa favorito na televisão e estava cansada demais para estudar.
Oh...

Uma Esposa, e Grávida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Algumas vezes, pequenos pacotes trazem grandes surpresas!

As fotografias de casamento haviam sido recortadas, e o lugar onde deveria estar o noivo era apenas um espaço vazio. 
Além do mais, a esposa morava em um apartamento separado! 
Havia algo de errado no casamento de Nicholas Carleton. 
Ele, porém, não conseguia descobrir o que era. Perdera a memória e não fazia a menor ideia de como descobrir a verdade sobre seu passado! 
Sabia apenas que Emily Carleton, bela, sensual e extremamente grávida, era sua esposa. 
Pelo menos era o que todos lhe diziam. Mas, cada vez que Nicholas tentava reavivar os laços matrimoniais, Emily fugia. 
Se não fosse o fogo que via brilhar em seus olhos quando a beijava, Nicholas poderia pensar que Emily jamais compartilhara uma cama com ele antes...

Capítulo Um

Nick, tem certeza de que é se­guro aí?
— Seguro em que sentido?
Emily colocou as mãos na cintura e olhou para o amigo, em cima da casa. Parecia um ator de comercial de re­frigerante: com seu jeans desbotado, sem camisa, o suor cobrindo os músculos do tórax. Isso sem falar dos cabelos e olhos castanhos e do sorriso capaz de derreter qualquer coração feminino. Se não estivesse acostumada, desde a infância, a ser tratada como irmã mais nova por Nicholas Carleton, poderia achá-lo atraente. Naquelas circuns­tâncias, contudo, achava-o irritante.
— Não é engraçado, Nick. Sabe muito bem do que estou falando.
Nicholas riu consigo mesmo. Emily sempre ficava zangada quando ele a provocava. Era uma boa menina, embora vivesse atormentando-lhe a vida. Parecia-lhe justo retribuir na mesma moeda.
— Consciência pesada, querida? Que eu me lembre, foi você quem me mandou consertar o seu telhado. E justo agora, que estou de férias!
— Prefere que eu mesma conserte? — Enxotou GeeZee, o gato, da escada e pôs o pé no primeiro degrau. — Vou subir agora mesmo.
Nicholas encarou os olhos azuis travessos com fúria.
— Se subir aqui, Emily, vou lhe dar umas palmadas.
— Ai, que medo!
— Garota impossível!
— Não fale assim comigo! — Emily recuou, sorrindo.
Nicholas era um amor, mesmo que tivesse a men­talidade de um Neanderthal. Quando soubera os de­talhes do primeiro casamento dela, Nicholas tivera vontade de acabar com Kevin, e Emily tivera ímpetos de permitir que o fizesse. Os músculos do maxilar se contraíram ao lembrar-se do ex-marido.
— Ei, menina! Algum problema?
Emily sacudiu a cabeça. Kevin não fazia mais parte de sua vida, não precisava pensar nele.
— Tudo bem, Nick.
— Tem certeza? Não parecia bem ainda um se­gundo atrás.
— Você se preocupa demais comigo. — Franzindo o nariz, Emily acariciou o ventre arredondado. Ainda não começara a usar roupas de gestante em casa, mas a gravidez era evidente. — Vou ter um bebê, só isso.
— Já estou sabendo — respondeu Nicholas, em tom enfático. — E é por isso que não quero que faça tolices.
Emily riu do rubor que subiu às faces de Nicholas. Quando lhe confidenciara seu desejo de ter um bebê e a decisão de recorrer a um banco de sémen, a reação dele fora bem típica do sexo masculino: saíra da casa batendo a porta, como se seu senso moral tivesse sido ofendido. Horas depois, retornara com uma proposta indecente: ele doaria o esperma e, em troca, desem­penharia um papel na vida do filho. Mas impunha uma condição: ele e Emily deveriam se casar e se man­ter casados pelo menos até o nascimento do bebê.
A princípio, Emily achara a ideia ridícula. Mas, de­pois de uma longa discussão, começara a julgar que fazia sentido.
Nicholas era um solteirão inveterado, e seu emprego o forçava a viajar pelo país com muita frequência. Com certeza, jamais se casaria e constituiria uma família. Desse modo, poderia muito bem ser pai sem ter de enfrentar os problemas que tanto incomodam os ho­mens: os compromissos e as fraldas sujas.
Um casamento platônico, com residências separa­das, parecia perfeito para ambos.
Apesar disso, Emily sabia que Nicholas achava sua participação no processo de inseminação artificial ter­rivelmente embaraçoso, e ficara aliviada ao conseguir engravidar em sua primeira ida ao consultório médico.
— Tente relaxar um pouco, Nick, e deixe de exageros. Lembre-se de que foi você quem insistiu em ser o pai.
— Não é essa a questão. Sabia que, se nos inclinarmos deste jeito, é possível ver o porto de Crockett daqui?
Emily fez uma careta, irritada com a mudança sú­bita de assunto.
Covarde...

Uma Segunda Chance

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Frente a frente com o destino!

Abandonado no altar pela única mulher que realmente desejara na vida, Mike Holt era um homem amargo. E por nada no mundo permitiria que ela o magoasse outra vez, mesmo que ainda quisesse muito abrir-lhe as portas de seu coração.
Aurora Sheridan deixara-se separar do homem amado e tivera cinco longos anos para se arrepender. 

Agora, com a vida em ruínas, não tinha mais ninguém a quem recorrer, exceto Mike. 
Nada lhe restava, a não ser uma segunda chance no amor...

Capítulo Um

Mike Holt lembrou-se de seu juramento de jamais pôr os pés num hospital novamente, quando chegou à porta de vidro, virou-se e voltou a cruzar a sala de espera. Se não amasse tanto a irmã...
— Mike, por que não se senta?
— Vou sair — anunciou de súbito, dirigindo-se ao estacionamento.
Se, mais uma vez, sua mãe lhe dissesse para sentar-se, ele perderia a paciência de vez. Sabia que mais tarde se arrependeria por ter passado tanto tempo andando de um lado para o outro, mas precisava movimentar-se.
No momento em que sentiu a brisa marítima contra o rosto, concluiu que devia ter saído muito antes. Embora o ar puro não diminuísse sua preocupação com Stevie, abrandava a sensação de estar fechado na sala de espera há uma eternidade. Definitivamente, detestava hospitais. Passara muito tempo em um deles, há tantos anos.
Sem saber exatamente por que, continuava a pensar no pai de Aurora Sheridan. O velho morrera naquele mesmo hospital, três semanas antes, de um súbito ataque cardíaco. Quando lera a notícia no jornal local, Mike havia especulado se Rory voltaria. Então, concluíra que não faria a menor diferença. E, também, não se importava com o fato do velho estar morto. Já quase acreditava nisso. Quase.
Pensou em procurar por Pete, na clínica ao lado do hospital, mas logo desistiu. Já não conseguia caminhar sem mancar e, além disso, a dor nas costas e na perna indicavam que o inchaço voltara, no ponto onde se encaixava a prótese. Pete perceberia no mesmo instante e Mike receberia mais um de seus intermináveis sermões.
Virou-se e caminhou em direção à entrada do hospital, perce­bendo a placa que indicava o setor de emergência. Felizmente, não havia nenhuma ambulância por ali. Havia apenas um carrinho de golfe, utilizado por funcionários, além de um automóvel sedan europeu, estacionado diante da entrada.
Talvez, pensou, fosse uma boa idéia visitar Pete. Quem sabe um bom sermão sobre os cuidados com a prótese afastasse seus pensamentos de Stevie e do que ela estava passando. Sabia que a irmã queria muito aquele bebê, mas...
Quando se aproximava do sedan, Mike ouviu as portas do setor de emergência se abrirem. Mal se dera conta de que uma mulher acabara de sair, quando perdeu o fôlego ao deparar com seu rosto. O olho esquerdo apresentava-se roxo, parecido ao que ele conseguia com freqüência, quando jogava futebol americano na escola. Não, aquele era muito diferente. Aquela mulher se parecia com...
Rory.
Era Rory. Embora não a visse há cinco anos, não havia dúvidas. E todo o esforço que fizera para bani-la da memória fora em vão.
E, tudo o que Mike pôde fazer foi ficar ali parado, olhando para ela, mergulhado em lembranças de uma tarde que se iniciara tão cheia de esperanças, para terminar tão sombria. A primeira coisa que lhe veio à cabeça, foi a sobrinha Katie. O grito dela sinalizara o início do desastre.
— Mas, eu quero ser dama de honra! — Katie choramingou em tom estridente, no saguão da igreja lotada, atraindo a atenção de todos os convidados.
Mike soube no mesmo instante que algo estava errado. Mas só se deu conta da gravidade da situação, quando se viu na varanda da casa de Rory, segurando o bilhete em que ela dizia não poder levar adiante aquele casamento. Foi quando a porta se abriu e ele olhou para o pai de Rory, que soube... stre.
— Mas, eu quero ser dama de honra!

Príncipe da Areia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Desvencilhando-se do abraço sedutor de Rob Barnes, Sharon sai correndo pela praia, de volta à segurança de seu apartamento.

Magoada com a perda de um grande amor no passado, em sua vida não há mais lugar para a paixão. 
Não é à toa que, para ter o filho tão sonhado, recorreu a um método concepcional que não incluía um romance.
O que fazer então com esse loiro tentador que só de fitá-la com os incríveis olhos verdes desperta-lhe um desejo impossível de sufocar?

Capítulo Um

Sharon Vecchio caminhava impaciente de um lado para outro na sala de estar, com as mãos na cintura, refletindo sobre a importância da decisão que tomara. Notou, sem surpresa, que seus dedos tremiam. Mas como não ficar nervosa, se acabara de voltar de uma consulta a um banco de esperma?
— Eu quero ter um bebê! — sussurrou para si mesma, como se o simples fato de dizer aquelas palavras pudesse transformar o sonho em realidade.
Seu forte instinto maternal não era incomum. Muitas mulheres, ao se aproximarem dos trinta anos, descobriam possuí-lo, então optavam pela maternidade enquanto ainda eram fisicamente capazes. Mas, no caso dela, o desejo de ser mãe sempre a acompanhara e por ele lutaria ate o fim de suas forças.
Durante toda a vida só encontrara trabalho duro, primeiro como cozinheira do exército e depois como dona de um restaurante, o Pleasanton, em sociedade com a irmã mais nova, Marilyn, e a grande amiga Casey.
Apesar de terem sido anos de trabalho pesado, mas de muita realização pessoal, Sharon sentia um imenso vazio em sua vida. Vez por outra saía com homens interessantes, mas algo vital sempre faltava naqueles relacionamentos. 
Nenhum deles fizera seu coração bater mais forte nem o sangue correr mais rápido em suas veias. Quase sempre, eles acabaram se transformando em amizades sinceras e ela continuava a levar sua vidinha pacata, sem se arrepender de nada.
Respirando fundo, tentando acalmar os nervos, fixou a atenção no tecido do sofá, analisando as minúsculas flores cor-de-rosa que se misturavam com as maiores, em dourado, contra o fundo creme, que combinava com o bege do carpete e das paredes. A estampa dava à sala um ar jovial e campestre, reforçado por uma cesta de palha com flores secas a um canto e uma coleção de estatuetas de porcelana sobre uma mesa de carvalho.
A sala de estar transmitia uma sensação de aconchego, mas aquilo só fazia aumentar a sua solidão. “Lar é onde o coração está”, refletiu melancolicamente, pensando sobre o vazio que lhe consumia a alma. 
Lar, para ela, era a companhia de entes queridos e não uma existência solitária destituída de qualquer tipo de alegria. Comprimiu os lábios com uma expressão resoluta no olhar. “Lar significa crianças!”

Vítima do Adeus

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Heather não acredita quando abre a porta e se vê diante de Flynn Rammage, o último homem na face da Terra que esperava encontrar.

Sem que possa impedir, as imagens de seus corpos nus entrelaçados saltam vividas diante de seus olhos. 
Nunca se perdoará por ter-se entregado a ele com tal ímpeto, para depois sofrer em suas mãos até ser abandonada.
Agora ele quer voltar e está mais belo do que nunca. Heather correrá o risco outra vez, mesmo que Flynn jure ter vindo para ficar?
Capítulo Um

Heather Devaney tentava se libertar da estranha sensação de que havia alguém a observando.
Passara a tarde toda com vontade de olhar pela janela, apesar de saber que não havia nada lá fora, a não ser a calma rua residencial de sua nova casa. Não entendia por que tinha aquela vaga impressão de estar sendo seguida Aquilo a aborrecia, embora não chegasse a alarmá-la.
Mas estava feliz demais para se deter em outra coisa que não fosse a alegria de mudar-se para sua casa própria e não deixaria que sua imaginação sempre tão fértil inventasse fantasias.
Olhou para a poeira que havia dentro do armário do futuro quarto de hóspedes. O corretor que lhe vendera a casa garantira que ela lhe seria entregue limpa e pintada, mas estava claro que a noção de higiene dele era muito diferente da sua.
Além da poeira havia os desenhos nas paredes. Examinando-as, chegara à conclusão de que aquele “trabalho artístico” devia ter sido feito por uma criança de uns três anos de idade, que prometia muito para o futuro, pois, apesar de os desenhos serem quase indecifráveis, a combinação de cores era excelente.
Por um momento divagou, imaginando como seria uma criança brincando pela casa. Mas em seguida passou a concentrar-se nas cortinas, que sem dúvida precisavam ser trocadas. Aquele tom de bege era horrível! Gostaria de dar um ar mais alegre àquele aposento. Não gostava de cores neutras.
Dirigiu-se em seguida para o hall de entrada com um profundo sentimento de satisfação. Aquela era a sua casa! Embora fosse pequena, com apenas dois dormitórios, era bem simpática, construída no estilo charmoso do Oeste, com portas em forma de arco e paredes de tijolos a vista. Na verdade, precisava de muitos reparos, mas o fato de ser toda sua compensava o sacrifício.
Suspirando, entrou na cozinha, e olhou desanimada para os eletrodomésticos. Eram tão antigos que parecia um milagre funcionarem.
Em cima da pia estava a garrafa de vinho tinto esperando pela pizza que seu convidado, Lee Osborne, traria. Pensou na possibilidade de tomar um pouco da bebida antes que ele chegasse. Estava demorando tanto!

Feliz Natal Papai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Um Bebê?!

Quando o solteirão convicto Gabriel Cayne propôs que Kassandra O'Hara se passasse por sua noiva em uma festa de família, não sabia que ela era mãe solteira!
Agora seus parentes estão achando que ele é o pai, e querem forçá-lo a se casar com a “pobrezinha” no Natal!
Repentinamente, Kassandra estava sendo cumprimentada por seus "sogros" por tê-los abençoado com um neto, e passou a escolher a porcelana para um casamento que não iria ser realizado...
Também começou a ouvir o alto e forte Gabriel cantando canções de ninar para sua filha quando pensava que estava sozinho.
Talvez um casamento no Natal não fosse tão impossível assim...

Capítulo Um

Quando as portas do elevador se abriram, Gabriel Cayne pensou que havia entrado em um comercial de roupas. Inclinado a sua frente, ves­tindo uma calça jeans pré-lavada e com caimento per­feito, estava o mais perfeito corpo que já vira. 
A mulher tentava inutilmente recolher algumas latas de alimentos que elas rolassem pelo hall, mas Gabe não prestava tanta atenção a seu dilema. Por um breve momento, lhe ocorreu nada a não ser aproveitar aquela visão, que visão! Todas as curvas certas, nos lugares certos.
O encantamento durou mais alguns segundos, e então, para seu desgosto, Gabe percebeu que a mulher abaixada no hall era sua vizinha conservadora, que morava no apar­tamento do outro lado do corredor junto com duas amigas rabugentas. Ele quase suspirou com desânimo.
Gabe não evitaria brigar com ela em um dia qual­quer, mas naquela fria e chuvosa tarde de dezembro, principalmente depois de receber as notícias sobre a doença de sua avó; a única coisa em que pensou foi em manter uma conversa civilizada.
— Boa noite — ele murmurou, tentando ser polido.
Tirando os cabelos loiros da frente do rosto, ela o encarou. Mesmo na penumbra do hall, Gabe pôde ver que os olhos eram verdes. Ele jamais notara o de­talhe antes, apesar de já tê-la visto algumas vezes, quando ela fora reclamar que seu som estava muito alto, ou que seus amigos faziam muito barulho.
— Boa noite — ela respondeu, e então abaixou-se novamente, apanhando um pote de maionese e levan­do-o até a frente da porta de seu apartamento, onde uma sacola de supermercado estava jogada no chão completamente inutilizada pela chuva.
Olhando pelo corredor, Gabe observou que as com­pras de sua vizinha estavam espalhadas por toda a parte. Ainda que estivesse a apenas alguns centímetros de sua porta, o cavalheiro que tinha dentro de si falou mais alto. Colocou sua maleta em frente à porta de seu apartamento, depositando sua capa de chuva sobre ela, e saiu pelo corredor, falando:
— Eu vou ajudá-la.
Mas Kassandra preferia que ele não fizesse aquilo.
Era melhor que não. Não no dia que ela descobrira que uma das garotas com quem dividia o apartamento havia ido embora. Não no dia em que seu carro havia quebrado. E não uma semana antes que sua outra companheira de casa também a deixasse, partindo para Boston.
Ela não tinha a mínima vontade de que aquele play­boy de um metro e noventa de altura lhe ajudasse; não importava quão irresistível ele parecia naquele impecável terno negro...
Bem, talvez justamente porque parecia tão irresistível. O terno, claramente uma roupa de grife, perso­nificava tudo que Kassandra não gostava naquele ho­mem. Ele levava uma vida fácil, dirigia a companhia de sua família, e nunca precisara preocupar-se com dinheiro. Mais do que aquilo, sempre fazia tudo o que queria, inclusive dar festas até altas horas da madru­gada em qualquer dia da semana. Cada vez que ele dava uma festa, Candy, a filhinha de Kassandra chorava por toda a noite.
E quando Candy não conseguia dormir, a mesma coisa acontecia com Kassandra... E ela perdia a hora na manhã seguinte.
Não era de se admirar que ela achasse difícil ser simpática com seu vizinho.
— Aqui está — ele anunciou, carregando uma pilha de latas de conservas junto a seu corpo, sem olhar para Kassandra. Quando ergueu a cabeça e fez um movimento para lhe entregar as latas, percebeu que ela também estava com as mãos ocupadas, e então ficou momentaneamente confuso.
Grande!

Mamãe sem Querer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Paternidade
Um bebê a caminho... Um casamento forçado

A oportunidade de ter uma noite com Pierce Donellan era mais do que qualquer mulher podia desejar. E Natalie não era exceção. 
Apaixonada por Pierce desde a adolescência, não pôde mandá-lo embora quando ele bateu à sua porta. Mas não considerara as possíveis consequências...
Quando soube que Natalie estava grávida, Pierce insistiu no casamento, apesar de ele ter certeza de que jamais poderia lhe dar amor. 
Porém, manter-se imune ao charme e à sedução de Natalie estava ficando cada vez mais difícil!

Capítulo Um

Natalie Brennan saía de casa quando o relógio da sala de jantar deu a badalada de meia hora. Atônita, percebeu que exatamente doze horas haviam se passado desde que abrira a mesma porta na noite anterior. Meio-dia e, mesmo assim, o impacto daquelas horas em sua vida era incomensurável. Nada jamais seria o mesmo.
Se tivesse atendido ao primeiro impulso e ignorado a campainha, aquela seria apenas mais uma segunda-feira e seus pensamentos estariam voltados para as semanas que viriam, com os preparativos para o Natal, as montagens teatrais infantis da época e as outras atividades da escola. Mas haviam tocado a campainha novamente, com mais insistência, e ela, percebendo tardiamente as luzes acesas e as cortinas abertas, não pudera fingir não estar em casa. Relutante, levantara-se.
— Quem é? — indagou, impaciente.
Abriu a porta e arrepiou-se com o ar frio da noite, apesar do suéter cor de vinho que usava com a calça legging preta. Uma rajada de vento mais forte jogou mechas de seu cabelo castanho-escuro contra o rosto em forma de coração.
— O que...
Interrompeu-se e arregalou os olhos castanhos quando a luz do corredor banhou a figura alta e masculina parada junto aos degraus.
— Oi, Nat.
Apesar da familiaridade da voz, Natalie precisou piscar várias vezes para convencer-se de que estava vendo com clareza.
— Pierce?
Foi só o que conseguiu pronunciar. Chocada, sentiu o cérebro anestesiado, incapaz de raciocinar. Dez anos antes, também abalara-se ao ver Pierce Donellan e, desde então, nunca fora capaz de racionalizar qualquer coisa relacionada a ele.
Pierce ainda tinha o poder de deixá-la emudecida. O impacto de sua presença masculina era letal a qualquer esperança de compostura. Mesmo vestido informalmente, como naquele momento, de calça jeans, camiseta branca e jaqueta de couro preta, com o cabelo preto desarranjado devido ao vento, ele ainda exercia o magnetismo masculino que a deixava confusa e sem ação.
— Não vai dizer nada, Nat? — A voz fria vinha acompanhada de um tom sarcástico, do qual ela lembrava-se bem. — Não parece você. Lembro-me de que sempre tinha muitas opiniões e era entusiasmada em partilhar seus pontos de vista.
— Você me pegou de surpresa... Não esperava vê-lo aqui.
Era verdade. Já se convencerá, havia muito, de que Pierce Donellan nunca seria parte de sua vida e, se uma parte mínima de seu coração ainda nutria a esperança tola de que pudesse ser diferente, a notícia que agitara a cidadezinha no mês anterior pusera uma pedra sobre o assunto.
— A que devo a honra da visita?
Pierce riu, matreiro, levemente envergonhado com o tom mal humorado, deixando-a ainda mais vulnerável. Após acreditar que o perdera para sempre, Natalie não conseguia suprimir a alegria por vê-lo ali. Mesmo assim, o realismo dizia-lhe que, se se expusesse novamente, se o deixasse entrar em sua vida mais uma vez, só se magoaria.
— Acreditaria se eu dissesse que estava só passando?
— De jeito nenhum.
Ainda sem saber como agir, Natalie tentou endurecer o coração, sabendo de antemão que era uma tentativa vã. Mais um sorriso daqueles e estaria acabada.
— Você também não poderia estar passando pela rua Holme a caminho de algum lugar, pois trata-se de um beco sem saída, e quanto a...



Série Paternidade
1- Pai por Acaso
Série Concluída

Um Bebê para o Cowboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Pacotes de Prazer


Ex-cowboy conhece a mais linda cowgirl!

Jacob nada sabia sobre paternidade, especialmente de uma menininha de dois anos. 
Mas um único e franco sorriso de sua recém-descoberta filha era tudo de que precisava para se tornar no mesmo instante um pai de família. 
Agora, tudo o que tinha a fazer era convencer Alyssa de que era um verdadeiro marido!

Capítulo Um

Jacob Goodacre estreitou os olhos, atento ao panfleto colado à janela da loja de grãos de Summit City: "Venham todos para o rodeio do condado de Summit celebrar com Yip e Dolly Cartwright. Haverá churrasco".
Seu olhar percorreu rápido os dizeres. Sabia como chegar lá. Conhecia a gloriosa carne de cabrito servida desde a manhã até à noite, quando, enfim, um espetacular show de fogos de artifícios acontecia. Também tinha conhecimento de que o convite, estendido a todos os amantes de rodeios com dez dólares para a entrada, não o incluía.
Uma alfinetada pareceu tocar-lhe o coração, torturando-o sem piedade. Durante três anos, mantivera-se afastado de Summit City e das tristes lembranças que aquele lugar evocava. Agora, por ironia do destino, encontrava-se outra vez no palco de seu mais orgulhoso triunfo, e também de maior devastação.
Suspirou como para espantar aqueles sentimentos, enquanto seus olhos se fixavam na foto ao centro da folha amarelada.
— Minhas botas!
Curvou-se um pouco, a fim de examinar mais de perto o par de calçados de couro de cobra preto.
Suas botas. Nenhuma dúvida a respeito. Podia afirmar serem suas pelo entalhe denteado dos saltos. Deixara-as para trás na última vez em que estivera em Summit City.
Coçou o queixo e colocou as mãos nos quadris. O tecido desbotado do jeans que usava aderia aos músculos tensionados das pernas. Aspirou fundo o ar de verão, mantendo fixo o olhar naquele papel.
Aquele só poderia ser o trabalho de uma pessoa, aquela a quem confiaria suas botas favoritas... e seu coração. Ela mantivera ambos consigo.
A imagem de Alyssa surgiu como um raio em sua mente. Apesar dos anos e do sofrimento entre eles, ainda a via do mesmo modo como quando do primeiro encontro. Os cabelos loiros com ligeiros toques avermelhados mantidos seguros por uma grossa tiara, tal e qual uma coroa a lhe encimar a cabeça, caíam fartos por sobre os ombros perfeitos. 
Podia até mesmo ver as suaves sardas salpicadas na pele delicada do rosto, e a sinceridade e adoração a brilhar nos olhos cor de mel.
Quão rápido toda aquela adoração se transformou em rispidez e acusação! Não lhe vira a expressão quando ocorrera a derradeira discussão entre ambos, pois tudo se passara em uma conversa telefônica. Não fora necessário. Ficara claro o profundo desapontamento, a raiva que esperara evitar ao partir como fizera.
Jacob forçou-se a olhar mais uma vez a escarnecedora propaganda. O rosto másculo se contorcia numa espécie de careta de repúdio e numa tentativa de conter a fúria das emoções que se debatiam em seu peito.
Aquela foto era, sem dúvida, o trabalho de uma mulher: Alyssa Cartwright. O logotipo ao centro do papel o confirmava. Companhia Crowder e Cartwright e um endereço local.
Isso significava que ela ainda residia em Summit City, decerto ainda sob o teto e a batuta dos pais, e também estaria no rodeio.
"E lhe prometo, voltarei para você e para casa, Alyssa Goodacre, com o sucesso que uma mulher como você merece, ou não voltarei nunca mais." Suas próprias palavras lhe ecoaram nos ouvidos. Havia se tornado um sucesso, segundo o padrão da maioria dos homens, e enfim, retornara para onde estava Alyssa, mas existia algo de que não podia abrir mão. O tempo que passara sozinho e um truque cruel do destino tinham lhe ensinado que não estava, nem poderia estar, no mesmo patamar da única mulher a quem pedira para usar seu sobrenome. Um homem como ele só poderia deixá-la só e sofrendo.
Não voltara a Summit City para provar algo para Alyssa. Estava ali para provar alguma coisa a si mesmo.
Jacob pensou nas duas competições que ainda teria de enfrentar antes de deixá-las para sempre, apesar de que poderia fazê-lo nesse momento. Dois rodeios, para ganhar ou perder, o encaravam tal e qual o desafio final. Caso não os cumprisse, caso não ganhasse, sentir-se-ia um total fracasso. Falhara como filho, como protetor, como amante e como marido. Não iria falhar em algo que fazia muito bem, e isso significava participar e vencer.
Alyssa, na certa, estaria na tribuna, observando-o.
Como conseguir se concentrar com todos esses sentimentos, que julgara sepultados, se debatendo no peito?
Não conseguiria, não podia.
Tinha, portanto, dez dias para se decidir. Desistir ou impedir que aquela mulher estivesse presente na noite de sua participação. Isso significava que, de um jeito ou de outro, teria de ver a ex-esposa, o que preferiria que acontecesse em seus termos. Mas como?
— Jacob?
O som de seu nome o despertou dos devaneios. Virando rápido a cabeça, encontrou uma jovem a seu lado na calçada. Ela sorriu, inclinando um pouco a cabeça de modo que seus cabelos loiros balançaram-se como finos fios de ouro soltos no ar.
Jacob afastou-se um pouco da ansiosa garota, que o fitava de tão perto que podia ouvir o raspar do tecido da blusa que ela usava contra a manga de sua camisa a cada movimento dos seios ao respirar.
— Lamento, mas não me recordo de tê-la encontrado, moça.
— Oh, você não me conhece, Jacob! 



Série Pacotes de Prazer
1- Um Pedido de Casamento
2- Para Sempre
3- Férias Inesquecíveis
4-Apuros com um Bebê
5- Tudo por um bebê
6- Um Bebê para o Cowboy
7- Um desejo Especial
 8- Melodia de Amor 
 9- Seu... para Sempre! 
13- Mensageiros do Amor
Série Concluída


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Diamante de Conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma oponente à altura...

Há doze anos, Victoria Calder cometeu um erro que custou o império de seu pai. 
Agora ela tem a chance de se redimir. Mesmo que isso signifique desafiar o estonteante Dmitri Markin. 
O ex-lutador de artes marciais está acostumado a golpes baixos, porém, a proposta de Victoria o pegou de surpresa. 
Ele até reconhece as vantagens do acordo, mas para Dmitri subir ao altar, ela terá de aceitar todas as suas exigências...

Capítulo Um

Victoria detestava lugares iguais àquele. Academias de ginástica com ringues de boxe, sacos de pancada e vários aparelhos. A iluminação era fraca, lançando uma sombra pardacenta sobre tudo. Era melhor daquele modo, levando-se tudo em consideração, ou, do contrário, as manchas que permaneciam na lona de sujeira e sangue teriam ficado visíveis. 
O ar cheirava a suor, a testosterona. E ela não conseguia pensar em nada menos atraente.
O lugar inteiro e todos os seus ocupantes precisavam ser lavados com uma mangueira. Se não fosse absolutamente necessário encontrar Dmitri Markin, ela jamais teria colocado os pés ali dentro.
Correndo a mão pelo cabelo, começou a caminhar com os saltos altos ressoando no chão de concreto enquanto atravessava a área de exercícios, ignorando os olhares masculinos que a acompanhavam.
Aqueles não eram os olhares masculinos que procurava. E, portanto, não estava interessada.
Músculos suados não a atraíam em nada. A menos que precisasse que alguém lhe erguesse uma caixa pesada. Músculos suados podiam servir a um propósito, mas não esteticamente. Não na sua concepção.
Um dos homens pelos quais passou assobiou, e ela sentiu os ombros retesados.
Não deu ao homem a satisfação de parar, nem de olhá-lo. Erguendo o queixo, continuou caminhando, segurando a bolsa com firmeza, mantendo os passos retos.
Ao longo dos anos, havia se tornado um desafio para os homens. Sabiam que era conhecida por se manter distante. E aquilo a tornava uma tentação, o que era mais uma razão para desdenhar deles. Era algo injusto de sua parte, no entanto não se importava.
No intuito de manter a paz em família e voltar às boas graças do pai, numa época acalentara a ideia de fazer um casamento adequado. E na sua opinião e na do pai, um casamento adequado significava um enlace com alguém da realeza.
Todavia, o plano fracassou lamentavelmente. Porque quando ela conseguiu assegurar um noivo da realeza, apaixonou-se pela pessoa que havia promovido a união.
O que a levara de volta à estaca zero. A concentrar-se nas suas obras de caridade e em elevar o perfil de sua família na mídia.
Até que descobrira que Dmitri Markin tinha algo que ela queria. E que ele queria algo que ela possuía.
Agora tinha um novo plano para reparar a dor que havia causado à família. E seria bem melhor do que se casar com um príncipe. Desde que conseguisse concretizá-lo. E conseguiria. Porque não fracassava. Não mais.
Tinha a chance de se redimir de pecados passados. Avistara aquela porta aberta e a usaria.
No momento em que estava pensando em portas metafóricas, passou por uma porta real que dava para a área dos fundos da academia. Era uma sala particular de prática exercícios, segundo haviam lhe dito quando perguntara a respeito de Dmitri. E exatamente como fora informada pela ruiva curvilínea que conhecera no início da semana, Dmitri estava ali, se engalfinhando com outro homem.
Ambos estavam sem camisa, de short preto, lutando como se suas vidas dependessem daquilo. Ela fungou de leve. Era tolice. As vidas deles certamente não dependiam daquilo.
Homens…

Fantasias Secretas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Desejo... Fantasia... Sedução!

Jill prometeu a si mesma jamais misturar trabalho e prazer, mas isso fora antes de passar longas horas por dia trabalhando num projeto em parceria com Eric Wilde, um homem que lhe desperta fantasias sensuais que ela não consegue reprimir. 
Entretanto, uma dolorosa desilusão do passado, somada à reputação de Eric de homem mulherengo e conquistador, são suficientes para que Jill se entregue às suas fantasias secretas somente à noite, sozinha em seu quarto.
Eric não consegue disfarçar o desejo que sente por Jill Richardson. 
Quando ela deixa claro que não quer se envolver, Eric fica ainda mais determinado a seduzi-la. 
Seu olhar transmite a Jill uma promessa tentadora: no escritório eles podem continuar mantendo um relacionamento profissional... mas o que os impede de, fora do horário de expediente, entregar-se às mais íntimas fantasias, explorar prazeres e desejos proibidos?

Capítulo Um

Jill Richardson tinha as curvas mais deliciosas e provocantes que Eric Wilde já tivera o prazer de admirar. Os quadris modu­lados e levemente arredondados coroavam pernas delgadas, bem torneadas e, acima de tudo, sedutoras. 
Principalmente quando Jill usava meia-calça transparente e sapatos clássicos de salto alto. A parte do corpo feminino que primeiro atraía a atenção de Eric eram os quadris, e os de Jill, além de perfeitos, produziam um movimento delicado e sensual conforme ela andava, provocando infalivelmente uma ardente onda de excitação em Eric.
Fazia muito tempo que ele não se deparava com uma mulher tão atraente. Tão perturbadora. Ou tão desafiadora.
Ele observou quando Jill desapareceu dentro da sala de xerox, adjacente à sua sala particular no Massey & Associados, e deu um profundo suspiro. Recostando a cabeça no espaldar da cadeira, fechou os olhos e apertou uma bolinha de borracha, fantástica invenção dos chineses, para aliviar o estresse. Infelizmente, o exercício pouco colaborou para acalmar a tensão sexual que to­mava conta de seu corpo inteiro.
Não, nada adiantaria. Nem bolinhas chinesas, nem uma ducha gelada, e muito menos tentar desviar a mente de tais desejos. Ha­via apenas uma cura para aquela indisposição particular: ter a fogosa Jill ofegante sob seu corpo, enlouquecendo-o de prazer e implorando por mais.
Oh, sim, pensou Eric com um sorriso maroto, enquanto se de­liciava com aquela fantasia especial que povoava sua cabeça. Uma fantasia na qual ele tirava o conjunto conservador, que ela usava para manter uma fachada pragmática, e desvendava a mulher sen­sual que ele vislumbrava sob a compostura exterior.
— Eric, você está dormindo no trabalho?
Atônito com o som da voz de Jill ali tão perto, ele entreabriu os olhos e a viu de pé, do outro lado da mesa. Nem mesmo a escutara adentrar sua sala.
Os olhos verdes dela brilharam num sorriso de deleite tão ten­tador que ele ansiou experimentar aqueles lábios femininos e sen­suais, ali mesmo, naquele exato instante. Jill usava os lindos ca­belos castanhos meticulosamente presos num coque retorcido aci­ma da nuca, e Eric já perdera a conta de quantas vezes se pegara imaginando aquelas madeixas soltas... os fios macios entre seus dedos ávidos! 
Mas era como se Jill tivesse se revestido de uma armadura, incorporado o papel de uma profissional auto-suficien­te. Não só na aparência exterior como também nas atitudes, sérias e reservadas.
Devolvendo-lhe o sorriso, ele endireitou o corpo na cadeira, amassou a bolinha antiestresse pela última vez e então girou a cadeira de frente para o computador.
— Estou apenas descansando um pouco. Foi um longo dia.
Doze horas, para ser exato, repletas de reuniões sobre orça­mentos, uma apresentação de três horas a um cliente e meia dúzia de contratos que ele tivera de examinar detalhadamente e depois aprovar.
— Para mim, foi um dia muito produtivo.