segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Acordo de Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Legado do  Moretti
O que ele vai fazer com Angelina? 

Dominic Moretti tinha todo o direito e o poder para demitir sua secretária… Mas ele percebeu que realmente queria fazê-la… pagar.
A vingança não era uma atitude nobre, mas Angelina furtara. E Dominic ainda não sabia o motivo.
Durante todo o tempo em que confiara nela e lutara contra sua atração, ela era aliada de seu inimigo.
Agora, Dominic tinha todas as cartas na mão. Poderia fazer o que quisesse com Angelina. Principalmente torná-la sua… por completo.

Capítulo Um


— Está tudo bem, signore Moretti? — perguntou a secretária, Angelina de Luca, quando ele voltou para o escritório. Dominic não sabia o que faria sem ela. 
Agora, que sabiam existir um vazamento de informações na empresa Moretti, ela lhe parecia um presente do céu. — Não, Angelina, não estou bem. Quero que Antonio venha ao meu escritório, imediatamente. 
— Si, signore Moretti. 
— Angelina? 
— Si? 
— Eu lhe dei permissão para me chamar de Dominic. 
— Sim, é verdade, mas quando o senhor entra no escritório parecendo tão zangado como está hoje… Acho melhor manter as regras da hierarquia e ficar no meu lugar. 
— Alguma vez eu a tratei mal? — perguntou Dominic. 
— Nunca — respondeu Angelina sorrindo. 
Dominic também sorriu. Não fosse pela maldição da família, ele poderia se interessar pela secretária. A maldição predizia que os descendentes masculinos da família Moretti seriam felizes no amor ou nos negócios, mas nunca simultaneamente nos dois. Lorenzo Moretti, avô de Dominic, tivera muita sorte nos negócios, mas se tornara um velho amargurado. O pai de Dominic, Giovanni, fora, e ainda era, muito feliz no amor. Ele e a mulher compartilhavam uma paixão profunda e inabalável. E agora, apesar do juramento que Dominic e os irmãos fizeram quando adolescentes, estavam colocando tudo o que haviam conseguido em perigo. 
Eles juraram, uns aos outros, que iriam recuperar o respeito do nome que já fora reverenciado nas pistas de corrida e no mundo dos automóveis esportivos exclusivos. Dominic morava em Milão, mas viajava pelo mundo, recebendo convidados nas salas VIP da escuderia Moretti, em todas as corridas de Fórmula 1. 
Como presidente da Moretti Motors, no momento ele supervisionava o lançamento do modelo atualizado do Vallerio Roadster, um clássico produzido pela empresa na década de 1970. O carro recebera o nome de um dos pilotos mais velozes de Fórmula 1: o melhor amigo de Lorenzo Moretti, Pierre-Henri Vallerio. 
— Posso ajudá-lo em alguma coisa? — perguntou Angelina. — Continue a fazer seu trabalho — disse Dominic. 
A cada dia que passava, mais se apoiava em Angelina para garantir que tudo funcionasse bem no escritório. No ano anterior, ele havia descoberto que alguém estava roubando informações confidenciais da Moretti. O caso começara com o roubo de parte do design de um automóvel, que posteriormente eles viram sendo usados nos carros produzidos pelos maiores competidores, a ESP Motors. 
Logo, Dominic, Antonio e Marco perceberam que a pessoa que passara as informações aos concorrentes deveria ser alguém que trabalhava na empresa, e tinham seguido a pista até os escritórios localizados em Milão. Mas não conseguiram descobrir nada além disso. Marco se dedicava à função de piloto de Fórmula 1 da escuderia Moretti. 
Não tinha tempo de se envolver com o que acontecia nos escritórios da empresa.
Série Legado do Moretti

domingo, 14 de setembro de 2014

O Legado do Grego

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Legado e Paixão 









Despida de suas defesas...

Lyn Brandon abdicou de sua vida para cuidar e proteger seu amado sobrinho órfão.
Mas quando o rico, poderoso e lindo Anatole Telonidis aparece exigindo que a criança seja educada por sua família grega, o sangue congela nas veias de Lyn... ao mesmo tempo em que a raiva sobe à cabeça.
Para garantir a continuidade do legado de sua família, Anatole precisa que ela obedeça à sua ordem. 
Devia ser simples, no entanto, Lyn é mais persistente do que sugere sua aparência frágil.
A resistência de aço dela o obriga ao maior de todos os sacrifícios... pedi-la em casamento!

Capítulo Um

Anatole Telonidis contemplou desolado o grande salão ricamente mobiliado da cobertura na parte mais elegante de Atenas. Estava ainda tão desarrumado como estivera quando seu jovem primo Marcos Petranakos saíra dali, algumas semanas antes, direto para a morte. Quando seu avô, Timon Petranakos, telefonara para o neto mais velho, ele estava perturbado. Anatole, ele está morto!
Marcos, meu amado Marcos... Está morto! Marcos morrera esmagado, aos 25 anos, quando dirigia rápido demais o supercarro letal que havia sido presente do próprio Timon, dado após descobrir que estava com câncer. A morte de seu neto favorito, a quem ele tanto tinha mimado desde que Marcos perdera os pais ainda adolescente, fora um golpe devastador. 
Timon havia, desde então, recusado qualquer tratamento para o câncer, desejando apenas a própria morte. Anatole conseguia entender a devastação de seu avô, sua tristeza entorpecente. Mas a trágica morte de Marcos afetaria mais vidas do que as de sua família. 
Sem herdeiro direto para a grande Petranakos Corporation, a empresa passaria a um parente distante cuja inexperiência com negócios certamente, em tempos econômicos difíceis, a levaria ao colapso e à perda de milhares de empregos, elevando os altíssimos níveis de desemprego do país. Embora Anatole tivesse os negócios de seu falecido pai para gerenciar, o que ele fazia com eficiência incansável e um grande senso de responsabilidade, sabia que, se Marcos estivesse vivo, poderia ter incutido um sentimento semelhante de responsabilidade em seu jovem primo hedonista, guiando-o de forma eficaz. 
Mas o novo herdeiro, um homem de meia-idade e vaidoso, seria resistente a essas orientações. Anatole começou o processo sombrio de organizar os pertences de seu jovem primo. A papelada era o mais essencial. Quando ele localizou a mesa de Marcos e começou a classificar metodicamente seu conteúdo, sentiu uma onda familiar de irritação. 
Marcos era a pessoa menos organizada que ele conhecia... Recibos, contas e correspondências pessoais estavam todos misturados, demonstrando o desinteresse de Marcos por qualquer outra coisa que não fosse se divertir. Diferente de Anatole. 
Administrar as empresas Telonidis o mantinha ocupado demais para qualquer coisa além de relações ocasionais, geralmente com grandes executivas com quem ele trabalhava. Sentiu uma pontada de frustração. Se pelo menos Marcos fosse casado. Assim poderia haver um filho para herdar de Timon. Eu manteria a Petranakos Corporation segura para ele até que a criança crescesse.
Série Legado e Paixão 
1 - Legado do Grego
2 - Dívida Paga Com Paixão

Dívida Paga Com Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Legado e Paixão 






Quão linda poderia ser uma ladra?

Raoul Zesiger tem tudo o que um homem poderia desejar, incluindo uma assistente pessoal tão bela e perfeita quanto Sirena Abbott.
Pelo menos, era isso o que parecia, até a relação profissional ser substituída por uma noite de paixão abrasadora... sucedida pela denúncia de Raoul que leva à prisão de Sirena por desfalque!
Apesar de ter escapado da condenação, Sirena sabe que está amarrada ao ex-chefe por algo mais do que o passado. E quando ele descobrir seu segredo, poderá, enfim, se vingar dela!

Capítulo Um 

Olhe para mim, pensou Raoul Zesiger, tentando influenciar Sirena Abbott com a força de seu pensamento. Raoul precisou se recostar contra a cadeira para vê-la além dos três homens sentados entre eles. Deveria estar olhando para o juiz, mas não conseguia tirar os olhos de Sirena. 
Ela estava muito quieta, o rosto inclinado para frente, o perfil sombrio. Seus longos cílios ciganos mostravam que seus olhos haviam ficado baixos enquanto o advogado dele se levantava para falar. Sirena nem ao menos relanceou um olhar em sua direção quando o próprio advogado ficou de pé para argumentar que uma condenação em regime fechado seria contraproducente, já que ela precisava trabalhar para devolver os fundos roubados.
Os advogados de Raoul haviam deixado claro que ela não iria para a cadeia, mas ele tinha pressionado para que acontecesse. Veria essa traiçoeira mulher de aparência inocente, a boca carnuda gravemente tensa e seus espessos cachos castanhos presos em um coque enganosamente respeitoso, ir presa por tê-lo traído. Por roubar. O padrasto havia sido um ladrão. 
Raoul esperava que nunca mais tirassem vantagem dele de novo e, principalmente, não esperava que a pessoa a fazer isso fosse sua assistente, uma mulher em quem ele viera a confiar e que achava que sempre estaria lá. No entanto, ela enfiara os dedinhos na sua conta bancária privada. E, então, tentara manipulá-lo com seus muitos encantos. Raoul não queria que a lembrança voltasse.
Seus ouvidos esperavam que o juiz pronunciasse que a sentença seria progressiva, mas seu corpo se arrepiou de calor quando se lembrou da sensação daqueles lábios polpudos, tão macios sob os seus. Os seios dela, exuberantes, de encher as mãos, cheiravam a verão. Os mamilos eram como amoras aquecidas pelo sol sob sua língua, suculentos e doces. O traseiro em forma de coração, que ele havia observado com excessiva frequência sempre que ela saía de seu escritório, revelou-se ao mesmo tempo rijo e liso quando ele ergueu a saia dela e puxou para baixo a calcinha de renda. Coxas brancas como açúcar de confeiteiro e, entre elas, um perfume almiscarado e sedutor, que o deixou em rígida posição de sentido quando se recordou do quanto era apertada, quase virginal, mas tão quente e acolhedora.
Porque ela soubera que seu ato criminoso estava a ponto de vir à luz. Raoul sentiu um aperto no peito, em uma mistura de fúria e desejo carnal sem paralelo. Por dois anos, havia conseguido manter essa fome contida, mas agora, que a possuíra, só no que podia pensar era em tê-la novamente. Raoul a odiava por ter tal poder sobre ele. E poderia garantir sob juramento que jamais machucaria uma mulher; queria, porém, esmagar Sirena Abbott. Erradicá-la. Destruí-la.
Série Legado e Paixão 
1 - Legado do Grego
2 - Dívida Paga Com Paixão

Romance Impossível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 







Ela queria deixá-lo com ciúmes...

Quatro anos atrás, Eleanor Whitman se apaixonou perdidamente por Keegan Taber, a ponto de se deixar seduzir para depois descobrir que ele tinha uma noiva!
Mais tarde, Keegan declarou seu amor, dizendo que Eleanor era a única mulher que sempre desejara. Porém, agora estava comprometida com Wade.
Na verdade, ele era apenas um bom amigo. Mas Keegan não precisava saber desse pequeno detalhe tão cedo...

Capítulo Um

Eleanor Whitman viu o Porsche vermelho parado na entrada de carros e deliberadamente passou pela pequena casa, situada nos terrenos da imensa fazenda K.G. Taber, no condado de Lexington, Kentucky. Conhecia bem demais o carro para se enganar e sabia quem o dirigia. O coração disparou, a despeito de todos os seus esforços para controlá-lo. Tinha todas as razões do mundo para odiar o dono do carro. 
Suas mãos pequenas e finas apertaram com força o volante, e ela respirou profunda e lentamente até que parassem de tremer, até que o medo abandonasse seus enormes olhos escuros. Não tinha ideia de para onde estava indo quando dobrou numa comprida e calma avenida, dividida por um largo canteiro onde se erguiam árvores altas e graciosas. Lexington era formada por uma série de pequenas comunidades, cada uma com personalidade própria e vizinhos que se sentiam como uma só família. 
Eleanor desejava, com frequência, que ela e o pai pudessem viver na cidade, e não na fazenda. Mas não precisariam pagar aluguel pela casa enquanto seu pai vivesse, uma espécie de benefício adicional para os empregados do velho Taber. Dezenas de empregados viviam na imensa fazenda: carpinteiros, mecânicos, trabalhadores rurais, um veterinário e seus assistentes, um treinador e seus assistentes, um ferreiro... e a lista continuava. 
Entre os cavalos da fazenda, havia dois que eram campeões de corrida, um deles vencedor da Triple Crown, e também uma grande quantidade de touros Angus puros-sangues. Era uma propriedade diversificada, autossuficiente, e os, Làber tinham dinheiro demais. O pai de Eleanor era carpinteiro, um excelente profissional, e alternava seu trabalho entre consertar os edifícios existentes e ajudar a construir novos. 
Sofrera uma queda feia três meses antes e quebrara o quadril, um acidente do qual só agora estava se recuperando depois de uma intensa terapia física. E os Taber o mantiveram, pagando-lhe o salário, o seguro saúde e todas as suas demais necessidades, apesar dos esforços orgulhosos de Eleanor para fazê-los parar.
Guardaram seu emprego e cuidaram dele como se fosse da família até que pudesse trabalhar de novo, o que os médicos haviam dito que seria em breve. Enquanto isto, Eleanor cuidava dele e o mimava, e se sentia grata por ele não ter morrido na queda; o pai era tudo o que tinha no mundo. Na adolescência, Eleanor amara a grande casa branca da fazenda, com suas longas varandas abertas e largas, e elegantes colunas. Mais do que tudo, amara Keegan Taber. E isto tinha sido sua desgraça. 
No entanto, quatro anos na faculdade de enfermagem em Louisville lhe permitiram amadurecer, e sua decisão de aceitar um cargo num hospital particular de Lexington era uma medida de que se tornara uma adulta. Quatro anos antes, sucumbira ao charme de Keegan e aceitara um encontro trágico com ele, sem saber o motivo real de ele tê-la convidado para sair. 

Mergulho Para o Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Ele a levaria para a cama em um piscar de olhos...

Mas ela era uma mulher proibida... O detetive particular Harry Lonnigan não se deixou enganar por um segundo sequer. 
Aquela figura desamparada vestida de menino era uma mulher da cabeça aos pés, e estava prestes a arruinar o disfarce dele e, de quebra, ser assassinada. 
Então ele salvou aquele pescoço lindo, junto com o resto do corpinho sexy que o acompanhava... E sobreviveu para se arrepender de ter bancado o herói. 
Harry descobriu que Charlie era a filha distante de seu melhor amigo, a quem ele tinha como um pai. Sua primeira providência deveria ser promover o reencontro dos dois. Mas ela não sabia disso. Sua prioridade era seduzir Harry, E, antes que ele pudesse perceber, já havia mergulhado no amor... 

Capítulo Um

Ela possuia a boca macia e doce de uma mulher. E, quando curvou-se ligeiramente, espiando pela vitrine do pitoresco mercadinho, ele pôde lhe inspecionar o bumbum, achando-o igualmente doce. Ele sentiu uma comichão na palma das mãos e não soube dizer se era de vontade de acariciar ou de dar uma palmada. 
Talvez ela gostasse de usar roupas masculinas. Ou apenas tivesse mau gosto para se vestir. Mas, sem dúvida, era uma mulher. Disso Harry tinha certeza. Nem sequer a notara até ela chegar bem perto dele e Harry ter sentido o perfume dela, que o atingiu com tanta força que ele se sentiu como um macho na temporada de acasalamento. 
Não conseguiu deixar de fitá-la até ela perceber o olhar intenso dele. 
Lançando-lhe um olhar aborrecido, ela afastou-se. E, ainda assim, ele continuou a fitá-la. A desbotada jaqueta de couro marrom era de um tamanho maior do que o dela, e a costura de um dos ombros estava rasgada. E a camisa de flanela por baixo era larga e estendia-se por sobre o jeans remendado, que não lhe caía bem. 
Desgastadas botas de salto baixo com correntes na parte de trás davam a impressão de que ela estava tentando passar a imagem de motoqueira encrenqueira. 
Um absurdo. Mesmo com o farto cabelo escuro preso para trás em um rabo de cavalo improvisado, ela parecia muito mais feminina do que uma rebelde sem causa. Tinha apenas uma das orelhas furada, de onde uma bala gasta pendia de uma pequenina argola de prata. 
Mantinha as mãos nos bolsos traseiros e uma expressão de deboche no rosto. Harry não pôde deixar de se perguntar o que teria feito com os seios, pois não dava para notá-los através das roupas folgadas. É claro que ela poderia ser naturalmente miúda. 
Ele não se importaria. Na verdade, bumbuns eram a preferência dele, e ele gostava de mulheres pequenas, ele... Harry interrompeu-se, horrorizado com o rumo tomado pelos próprios pensamentos. Não queria nada com aquela mulher, absolutamente nada. Independentemente dos motivos para imitar um homem, ela não precisava estar ali agora, naquele exato instante, possivelmente estragando as coisas para ele, definitivamente distraindo-o. 
Harry Lonnigan fitou a infeliz mulher com irritação, agora dividindo a atenção entre ela e os dois homens seguindo para a caixa registradora. 
Tinha um trabalho a fazer. No entanto, ali estava ela, tentando caminhar como um homem, tentando ter no rosto uma expressão masculina. Harry fungou e, em seguida, sem querer, inspirou profundamente, tentando detectar o doce odor outra vez. Não o cheiro do perfume, mas o aroma de uma mulher quente, capaz de enlouquecer um homem. Quis ignorá-la, mas não conseguiu. 
Quem era ela, e o que será que pretendia com aquela roupa extravagante e a atuação esquisita? Apenas um imbecil completo acreditaria que ela era um homem. Contudo, naquele instante, um dos dois homens virou-se, olhou para ela e deu credibilidade à fantasia dela ao desconsiderá-la sem sequer erguer uma sobrancelha. Harry ficou estupefato.

Paixão de Inverno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

"Meu Deus, estou perdida", 

gritou Maria, olhando as árvores quase cobertas de neve da floresta ameaçadora e ouvindo os uivos cada vez mais altos dos lobos selvagens. 
Só que um perigo maior que o ataque dos lobos, pior que a neve impiedosa, a aguardava: quem a salvou foi o mais misterioso e indiferente dos homens, o único que a fez estremecer de desejo e enrubescer de paixão. 
No chalé de Alec Gideon, no meio do bosque gelado, Maria teve que lutar contra um amor não correspondido e contra os anseios de seu coração apaixonado. Porque Alec lhe deu abrigo, proteção e beijos de fogo, mas negou-lhe o que mais queria: amor! 


Capítulo Um 

— Maine! — exclamou Irene. — Você está louca, Maria! Não é possível. O que vai fazer lá? Maria sorriu, acomodou mais uma calça jeans dentro da mala já lotada e fechou-a, decidida. — Por que o Maine? — insistiu Irene.
— Lá só tem montanhas e animais selvagens... 
— Mas também tem árvores, muito ar puro, paz e tranquilidade. Tudo o que estou precisando neste momento — concluiu Maria. 
— Além do mais, você sabe muito bem que não posso ficar por mais tempo em Nova York. O Sr. Ericson não gosta de gente desempregada, que não paga o aluguel. Irene aproximou-se e colocou as mãos sobre os ombros de Maria. 
— Olhe, querida, se são estes os motivos de sua partida, então vá para lá. Mas não fique com essa cara. Ele não merece. Maria franziu a testa e cerrou os olhos. 
— Pare com isso, Irene. Não vou embora por causa de Greg. Você não entende que estou desempregada? 
— Existem outros mausoléus por aqui, não é? 
— Irene! — Maria sorriu. 
— O Museu de História Natural não é um mausoléu e você bem sabe que tentei arranjar outro trabalho. Acontece que não há empregos. Ninguém quer saber de zoólogos por aqui. 
— E de que adianta ir para o Maine? 
— Paz — explicou Maria, suspirando enquanto se dirigia para o fogão. — Paz e tranquilidade. A viagem à Nova Inglaterra que prometi a mim mesma, desde que saí de Batesville. Eu gostaria realmente de fazer esse passeio antes de voltar para lá. 

Além da Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 
Uma espiã apaixonada poderia cumprir sua missão? 

Uma brisa suave soprava, amenizando o calor. A tensão entre Merle e Leon havia se dissipado, mas a forte desconfiança persistia, os dois se avaliando como se medissem forças. 
Tinham a mesma obstinação, a mesma vontade de vencer o jogo que o destino havia lhes reservado. A vitória de um significava a derrota do outro, e nem Leon nem Merle estavam dispostos a ceder. 
Mesmo que um desejo inesperado os jogasse nos braços um do outro; mesmo que a tentação irresistível de provar um amor proibido os aproximasse perigosamente. 


Capítulo Um 

Há vários dias, sob um sol causticante, Merle dirigia-se à colina, munida de binóculo, e ficava à espreita, vigiando os trabalhos de perfuração do poço exploratório de petróleo, localizado ali perto. 
Depois de muita espera, a sonda foi finalmente retirada para troca da broca gasta, e os operários iniciaram com movimentos precisos, a remoção da lama que se acumulara em volta do poço. 
Deixando de lado o binóculo, Merle pegou seu bloco de anotações e registrou o número de seções da haste que fora retirada. Fazendo cálculos rápidos; ela ficaria sabendo a profundidade atingida até aquele momento.
Tudo indicava que a sondagem atingira rocha dura, talvez calcedonia, o que valia dizer que não encontrariam petróleo naquela camada. Os trabalhos deveriam ser reiniciados dentro de poucos dias, o que daria a Merle a chance de descansar. Basicamente, seu trabalho consistia em anotar tudo o que se passava no poço e o relatório resultante deveria ser enviado ao escritório da firma onde trabalhava. 
Não tendo mais o que fazer por ali, por enquanto, decidiu-se a ir embora e, ao dar uma última olhada no campo, viu que alguém saía do trailer que servia de escritório, e se dirigia para o local onde fora instalada a plataforma. Reconheceu Greg, o geólogo chefe do campo. Estavam hospedados no mesmo hotel, e, devido à parada temporária dos trabalhos, teriam mais tempo de estar juntos nos próximos dias. 
Ao pensar nisso, ela não pôde evitar uma careta. Greg era muito possessivo e isso a deixava aborrecida, contudo não podia deixar de vê-lo. Ele era a única fonte de informação de que dispunha, para saber o que se passava na plataforma e, felizmente, era bastante tolo para não perceber que estava sendo usado. Merle esforçava-se para mantê-lo interessado, evitando, ao mesmo tempo, um relacionamento mais íntimo. Suspirando, ela tratou de pegar suas coisas para guardá-las na mochila. 
Não podia deixar-se abalar pelas impertinências de Greg. Quando alguém trabalha em espionagem, qualquer fonte de informação é muito importante. As companhias petrolíferas procuram tornar esse trabalho quase impossível e nenhum espião pode dar-se ao luxo de perder uma boa chance de obter dados. Merle estava quase pronta para descer a colina, quando viu um Ferrari preto aproximando-se da plataforma. 
O guarda abriu o único portão existente e o carro entrou, parando perto do escritório. Ela ajeitou novamente o binóculo, interessada no homem que acabara de chegar. Só poderia ser um dos diretores da companhia, trajando terno cinza e carregando uma pasta. Era atraente, sem ser bonito. Suas feições eram regulares, as maçãs do rosto salientes e o queixo quadrado denotava firmeza. O nariz tinha uma pequena falha, como se tivesse sido quebrado, a pele era bronzeada e os cabelos castanhos, com mechas douradas pelo sol. 
Ele deveria ser um executivo acostumado a inspecionar os campos de petróleo ou então freqüentava as praias com assiduidade. Quando o desconhecido aproximou-se de Greg para cumprimentá-lo ela aproveitou para comparar os dois homens. O geólogo tinha uma expressão permanentemente sombria e, mesmo ao sorrir, parecia estar mal com o mundo, sempre amargurado. 

Amor Entre as Pirâmides

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Como Lucy se entregaria a Jonathan, tendo na memória o sorriso frio de Miles? 

 "Você deve achar que eu resolveria meus problemas se me apaixonasse por você", disse Lucy. 
"Normalmente não me envolvo com virgenzinhas assustadas, minha cara." "Uma viúva não pode ser chamada de virgem!", ela lembrou com rispidez. 
"O coração de uma viúva pode ser virgem..." Como Lucy responderia àquela insinuação de Jonathan? Como conseguiria ser feliz, um dia? 


Capitulo Um 

O barco aproximava-se tranqüilo, ao sabor da brisa leve.
Lucy acenou distraída para os dois homens que vinham a bordo. Estes retribuíram ao aceno com tanto entusiasmo que quase viraram o barco. O burburinho em árabe ao seu redor fez com que ela sorrisse. Era muito bom voltar ao Nilo. Completamente absorvida pelo ambiente que voltava a encontrar, não se deu conta da aproximação de um estranho. 
— Sra. Jameson? 
Lucy assentiu com a cabeça, incomodada com o modo de olhar daquele homem. Detestava a impressão de estar sendo avaliada sexualmente, mas decidiu sustentar o olhar indiscreto daquele estranho, tentando deixar claro que não gostava de ser observada daquela maneira. Porém, quando percebeu que os olhos que a fitavam com tanta intensidade tinham a mesma coloração das águas do rio, vacilou. Ele deve ter notado a súbita insegurança de Lucy, porque um leve sorriso brincou em seus lábios antes que se dirigisse a ela novamente. 
— Sra. Jameson — ele repetiu. — O que faz o sr. Jameson enquanto você se diverte no Egito? 
— Não existe um sr. Jameson. 
— Divorciada? 
— Viúva. E isso não é da sua conta — respondeu Lucy, seca. Mas em seus olhos castanho-escuros brilhou um lampejo de curiosidade, e ela não se conteve. — A propósito... enquanto você viaja, filmando isto ou aquilo, o que a sra....? 
— Não há uma sra. Naseby, se é isso o que quer saber. 
— Divorciado? — quis saber Lucy, incrédula. 
— Sou um solteirão inveterado e todo mundo sabe disso. Sou Jonathan Naseby, lembra-se? O produtor de TV que a contratou para apresentar uma série sobre "A Vida e a Morte no Antigo Egito". 
— Sr. Naseby, posso perguntar-lhe por que me escolheu? É você quem escolhe as pessoas, não é? Não é essa a tarefa do produtor? 
— Exatamente. Essa é apenas uma de minhas tarefas — respondeu ele, arrogante, mas com um pouco de cansaço na voz. — Sou eu quem monta o projeto, quem escolhe o diretor — que neste caso sou eu mesmo —, quem recebe a aprovação dos mandachuvas da TV, e quem reúne a estrutura para tornar o filme possível. E eu a escolhi, sra. Jameson, porque me garantiram que você conseguiria fazer com que qualquer bando de imbecis se interessasse pelo Egito Antigo e que, além disso, era bastante atraente.

Um Homem Antiquado

APIMENTADO CONTEMPORÂNEO





Ava não sabia que ainda havia homens à moda antiga que cuidam de suas mulheres, se preocupa com elas e as disciplinas quando eles acham que precisam. 

Mas ela encontrou esses homens quando ela ia passar as férias de Natal com seu amigo, Frankie. 
Irmão mais velho de Frankie, Heath, é o chefe da família e toma seu papel a sério. 
Ele é um homem à moda antiga, que acredita em garantir a saúde e a segurança das pessoas sob seus cuidados. E isso inclui surra-los quando eles desobedecem. 
Ava sempre cuidou de si mesma e de seu filho e é difícil para ela se acostumar com a maneira como Heath cuida de sua família. 
È difícil de se acostumar com o jeito que ele disciplina eles.Especialmente quando ele diz que ele vai disciplina-la com uma surra longa e difícil, quando ela quebra as regras....leia mais aqui
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A Lenda do Lobo Branco

APIMENTADO SOBRENATURAL
Série Coração de Lobo










Neste quarto livro da série de Spear, o Detetive Particular Cameron MacPherson e Faith O'Mallery, estão ambos em missões que os levam para o mundo dos lobos mágicos...

Cameron chega no Ártico canadense para procurar seus parceiros de seus negócios IP que se atrasaram ao retornar de uma viagem de caça.
Faith está lá para descobrir o que seu pai tinha visto na mesma área anos atrás que o fez perder o contato com a realidade? Homens-lobos, ele chamou...Leia mais aqui



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Tentação no Texas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Dallas é excitante o suficiente para menina de cidade pequena, Megan.

Mas quando Mike entra no restaurante onde ela trabalha, as coisas estão indo para pôr em marcha um nível acima.
Mike Sullivan olhou ao redor do lotado restaurante em pleno tédio. onforme ele se recostava na cadeira e cuidava de sua cerveja, se perguntou como tinha deixado sua irmã convencê-lo a isso. judá-la a manter o controle de seis meninos de 15 anos a qualquer momento era um pesadelo. 
Mas por que diabos ela tinha escolhido aquele tipo de restaurante estava além dele. 
Obviamente, a testosterona correndo pelos adolescentes os faria pensar que o local era o paraíso. 
Olhou a sua volta com repulsa quando viu nada além de garçonetes com suas saias tão curtas, que mostravam seus traseiros. 
E, claro, os seios. Seios grandes e volumosos. Esse tipo gritante, exagerado, de sexo em sua cara nunca o atraíra. Pelo menos, não desde seu trigésimo aniversário. 
Graças a Deus, Stephanie foi capaz de transportar todos aqueles meninos em sua minivan. 
Ele poderia sair sozinho em seu próprio veículo, se pudesse suportar o resto da refeição. Sairia desse lugar desqualificado, tão logo fosse possível, sem ser o filho da puta rude que sua irmã acusava-o regularmente de ser.
Voltou os olhos na direção de Stephanie quando percebeu que ela estava falando com ele. - Sinto muito, o quê?
Stephanie revirou os olhos para ele. - Perguntei-lhe onde está Heather esta noite. Desde que, tão alegremente concordou em me encontrar aqui, você não mencionou onde ela está. - É claro que aquilo foi acompanhado por outro rolar de olhos, porque Mike sabia, ele tinha de má vontade concordado em ajudá-la esta noite.
- Eu não tenho nenhuma idéia de onde ela está. - Parou e tomou outro gole de cerveja. Ele não se importava em permitir toda a sua história de vida para todos. 
E isso incluía sua irmã. Aos 34 anos de idade, ele achava que já passou do ponto onde sua mãe e irmã deveriam saber cada pequeno movimento seu. Irritava-o em um grau elevado.
 - Eu realmente não quero entrar nisso agora, mas eu tenho certeza que terminei com ela. - Sua voz era tão baixa quanto a sua paciência quando pensava em Heather. Por que ele levou seis meses para se antenar sobre ela, ele não sabia. Graças a Deus não a tinha deixado morar com ele quando ela insistiu durante meses.




Olho por Olho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Redwood Falls


Uma vítima das circunstâncias

Katie Turner não tem motivos para confiar nos homens, especialmente um impiedoso e multimilionário como Zachary McIntyre que controla e manipula todas as situações usando sempre a sua vasta riqueza.
Mas para seu espanto Zach sente que a sua família tem prejudicado muito a sua pessoa e Katie fica horrorizada quando de repente ela torna-se o peão que ele está determinado a capturar.
Um homem em uma missão
Zach McIntyre quer Katie Turner por uma única razão. Vingança.
Ele tem contas a acertar com a família Turner e apenas uma coisa vai saciar a sua fome de vingança.
Katie Turner em sua cama e sob sua misericórdia.
Ele não ficará satisfeito até atingir seu objetivo e já sabe exatamente do jeito que a quer dominada.
Sob um contrato... Sob suas ordens... Sob seu controle...

Capítulo Um

Uma promessa quebrada
Redwood Falls, Rancho M: Dez anos depois.
Zachary McIntyre estava sentado no seu escritório, que ficava na casa do rancho, determinado a lutar contra a dor que tentava de todas as formas arrastá-lo para baixo. Ele se recusou a deixar que emoções turbulentas assumissem a sua alma, como tinha uma vontade implacável de sobreviver, sair vivo e inteiro de tudo aquilo, revestiu de aço a sua espinha dorsal.

A escuridão já havia chegado há muito tempo, quando ele se inclinou para trás na sua cadeira e estudou por um momento o ambiente ao seu redor, tentando deixar o conforto familiar de estar em sua casa de infância acalmar a dor e o vazio presente em seu estômago, recusando-se a pensar sobre o que tão recentemente havia perdido em sua vida, sentado, apenas absorvia a calma que pulsava naquela parte da casa.
Seu pai e sua madrasta Janet haviam partido para Shreveport novamente para visitar a mãe de Janet, que estava lutando contra o que parecia ser uma batalha perdida contra o câncer. Sentia-se extraordinariamente aliviado quando seus pais haviam solicitado a sua presença neste fim de semana aqui no rancho, pois devido ao avanço da doença da sua avó seus pais estavam praticamente morando na casa da mulher mais velha em Louisiana e voltavam para casa apenas para ver como Hannah andava.
Naquele momento ficar longe do isolamento de seu apartamento em Dallas era para ele uma dádiva de Deus.
O relógio na parede marcava mais uma hora ao mesmo tempo em que pontuava a falta de barulho no ambiente. Solidão o assaltou quando ele rodou o líquido âmbar em seu copo e tomou outro gole, mas enquanto inalava aquele aroma inebriante se obrigou a ser grato por ainda ter a sua família ao seu lado.
O golpe que tinha recebido tinha sido muito duro, mas estava determinado a viver com ele sem quaisquer consequências. Ele poderia continuar respirando... Conseguiria conter suas emoções... Acima de tudo seria forte.
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Série Redwood Falls
1- A Historia de Josh e Hannah
2- Olho por Olho


domingo, 7 de setembro de 2014

Desilusão no Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Presa a uma vida de restrições e regras, a princesa Leila de Qurhah se sente como uma marionete nas mãos de seu irmão, o sultão.

Ela está desesperada para conquistar sua liberdade, e apenas um homem possui a chave capaz destrancar a gaiola de ouro…
Ao chegar no deserto de Qurhah, a última coisa que o magnata da publicidade Gabe Steel esperava encontrar em seu quarto era uma bela estranha exigindo um emprego.
Encantado com a inocência de sua beleza inebriante, Gabe não sabe que Leila é oriunda da realeza, nem o quanto terá que sacrificar por não resistir à tentação!

Capítulo Um

Gabe Steel estava nu quando ouviu uma batida à porta. Pegou a toalha e fez uma careta. Queria paz. Não, ele precisava de paz. Tinha ido para aquela cidade estranha por diversas razões, mas nenhuma delas incluía ser perturbado quando acabara de sair do banho. 
Pensou na luz da primavera fria que deixara para trás, na Inglaterra. No jeito que aquilo ainda podia apertar seu coração com dor nesta época do ano. Pensou em como a culpa nunca o abandonava, independentemente do quanto tentasse enterrá-la. Se arranhasse a superfície, era sempre possível trazer à tona coisas que não queria. Motivo pelo qual ele não arranhava. Nunca. Mas, às vezes, não é possível escapar, por mais que se tente.
Um membro da sua equipe não enviara alguém mais cedo, perguntando se Gabe gostaria de algum arranjo especial para seu aniversário? Ele se perguntara como as pessoas ali sabiam que era seu aniversário... até que percebeu que elas tinham visto seu passaporte quando ele fizera o check-in, no dia anterior. Gabe ficou imóvel e escutou. 
A batida à porta parara, e tudo estava silencioso novamente. Começou a enxugar uma das coxas quando o som voltou, mais urgente, desta vez. Em qualquer outra hora, e em qualquer outro lugar, ele teria ignorado o chamado indesejado e continuado com o que estava fazendo. Mas reconhecia que essas não eram circunstâncias normais. Nunca tinha sido hóspede de um membro de uma família real. Correção, o chefe de uma família real. Nunca trabalhara para um sultão, um homem que reinava um dos países mais ricos do mundo, e que já mostrara a Gabe uma quantidade generosa de hospitalidade. 
E talvez fosse isso que estivesse começando a irritá-lo, porque ele não gostava de receber muita atenção de ninguém. Praguejando baixinho, Gabe enrolou a toalha ao redor dos quadris e atravessou um quarto tão grande que a caminhada poderia quase ser qualificada como um exercício físico. Ele ficara hospedado em lugares incríveis, e o próprio apartamento em Londres era maravilhoso. Mas tinha de admitir que essa suíte de cobertura no hotel mais fino de Qurhah levava o luxo para um nível inteiramente novo. 
As batidas continuaram, um som baixo e persistente que ele achou impossível ignorar. Impaciente, abriu a porta e encontrou uma mulher parada ali. Ou melhor, uma mulher fazendo o possível para não parecer uma mulher. Alta e magra, o corpo estava totalmente coberto, e as feições, sombreadas. Ela carregava uma pasta e usava uma capa de chuva sobre uma calça jeans, com um chapéu com a aba abaixada sobre o rosto. 
A aparência era tão andrógena que ela quase podia ter sido confundida com um homem Mas Gabe conseguia sentir o aroma de uma mulher num quarto escuro, mesmo se ela não estivesse usando perfume. Era especialista no que dizia respeito ao sexo oposto, mesmo que sua especialidade não fosse mais longe do que no aspecto físico. 

Presos ao Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






Coisas como aquelas simplesmente não aconteciam com Maddie Lang! 

Criada em uma aldeia inglesa pequena e pacata, ela jamais poderia esperar que um dia seria sequestrada pelo infame conde Valieri durante uma viagem de pesquisa à Itália.
Mantendo-a prisioneira em sua luxuosa casa, ele está pronto para negociar a liberdade de Maddie através de um meio inusitado de pagamento!
Por mais que ela tente reprimir o desejo de seu corpo traidor, o toque habilidoso de Valieri acende as primeiras fagulhas do que pode se tornar uma perigosa fogueira de paixão…

Capítulo Um

A sala iluminada estava em silêncio, o único som era o farfalhar ocasional de papel enquanto o homem sentado de um lado da grande mesa antiga manuseava os conteúdos de um envelope. Com as sobrancelhas pretas unidas, ele examinava cada folha sem pressa, e a colocava de lado. 
O homem de cabelo grisalho, sentado do lado oposto, observava-o, sob o pretexto de examinar as unhas dos dedos. Fazia mais de dois anos que eles não se encontravam, e não havia mais traço do garoto que conhecera um dia naquele rosto forte curvado sobre os documentos que ele lhe levara, poucas horas atrás. 
Ele tinha sido recebido com a usual cortesia, conduzido pelo maggiordomo para o quarto onde passaria a noite, depois jantado sozinho com seu anfitrião. A comida estava deliciosa, e, superficialmente, o ambiente era charmoso e relaxante, mas ele não tinha ilusões. O verdadeiro motivo de sua visita estava acontecendo ali e agora. Finalmente, a leitura tinha sido concluída, e o homem mais jovem olhou para cima e assentiu em aprovação. 
— Você foi muito eficiente, signor Massimo. Uma vida inteira fornecida para minha inspeção, em cada detalhe. Inestimável. 
O sorriso rápido momentaneamente suavizou as linhas duras da boca dele, e adicionou brilho aos olhos cor de âmbar. Era um rosto orgulhoso, com um nariz reto, ossos do rosto classicamente moldados e um queixo firme. 
No entanto, agora austero demais para ser considerado bonito, pensou Guido Massimo inclinando a cabeça em reconhecimento. E muito friamente determinado. O rosto de um estranho. Ele esperou enquanto o outro homem puxava a fotografia, que era o último item no envelope, e estudava-a. 
A garota que o olhava de volta era loira, o cabelo cascateando até os ombros como uma cortina sedosa. A pele era clara, o rosto oval, e os olhos acinzentados. O nariz era pequeno, e os lábios delicadamente curvados estavam entreabertos num sorriso confiante. 
— Quando esta foto foi tirada? 
— Alguns meses atrás, na ocasião do noivado dela — respondeu signor Massimo. — Apareceu numa revista publicada na cidade onde ela cresceu. -Ele permitiu-se um pequeno sorriso. 
— Che bella ragazza. Seu comentário foi recebido com um dar de ombros, mostrando indiferença. 
— Este tipo anglo-saxônico não me atrai — disse o outro homem — O que, sob as circunstâncias, é uma sorte. 
Mas, sem dúvida, o fidanzato dela pensa diferente, e pagará o preço requerido pelo retorno seguro da noiva. Ou assim esperamos. Signor Massimo assentiu, mantendo o semblante impassível. 
Sabia que o gosto de seu anfitrião para mulheres favorecia as elegantemente voluptuosas, mas não seria sábio mostrar que tinha tal conhecimento. O homem mais jovem devolveu a fotografia ao envelope e inclinou-se sobre a mesa.

Irresistível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



O bem-sucedido executivo Ryan Bennett concordou em fingir ser seu primo rico para comparecer a um encontro às cegas.

Desde o instante em que viu Julie Nelson até o momento que devia ter se despedido, ficou cativado a ponto de não resistir e aceitar o convite para passar a noite na cama dela.
Após fazerem amor, Ryan confessa sua verdadeira identidade, alegando que a paixão despertada era verdadeira, apesar do disfarce. 
Mas Julie não aceita suas explicações. Ele havia se tornado um inimigo. E agora ela está grávida dele…

Capítulo Um

O primeiro encontro às escuras de Julie Nelson fora um fiasco, e ela jurara não repetir o feito pelos próximos dez anos. O sujeito em questão flertara com todas as mulheres no restaurante do tipo rodízio, menos com ela.
 Sem a mínima educação, abocanhava os alimentos e os mergulhava de volta na tigela de molho de salada que ambos compartilhavam. E, por fim, escapulira sem pagar a conta, deixando-a com a despesa e tendo que se virar para voltar para casa sozinha. 
Na ocasião, Julie tinha apenas 16 anos e, se não fosse o fato de ter acabado na sala de emergência de um hospital, com um horrível caso de intoxicação alimentar, aquela noite caótica podia ter sido facilmente esquecida. Mas vomitar sobre o jaleco do belo médico residente de plantão fora a gota d’água. 
Julie jurara jamais, por qualquer motivo que pudesse imaginar, nessa vida ou em qualquer outra, marcar outro encontro às escuras. Até aquela noite. 
— Isso vai ser um desastre — murmurou para si mesma, entregando as chaves do carro ao manobrista e caminhando em direção a um badalado restaurante no lado oeste. 
— Sou uma mulher inteligente. Que diabos estou fazendo aqui? Pergunta idiota quando já sabia a resposta. Ela e as duas irmãs se viram confrontadas com a tarefa de escolher qual das três teria que sair com o repugnante Todd Aston III. A tradição de tomarem todas as decisões verdadeiramente importantes da vida, consagrada pelo tempo, com uma empolgante rodada de “pedra, papel e tesoura”, fizera de Julie a perdedora e, portanto, ela teria a obrigação de ir se encontrar com o sujeito. Sempre fora ruim na tesoura, e as irmãs sabiam disso. 
Ao se aproximar da elegante porta de vidro, entrou no salão lotado. Aparentemente, uma mesa vazia naquele lugar era tão difícil de encontrar quanto uma vaga em um estacionamento gratuito. Caminhou através da multidão bem vestida até se deparar com uma hostess muito jovem, muito magra e muito pálida. 
— Estou aguardando Todd Aston — informou Julie, lutando contra a necessidade de dizer à garota que um sanduíche de vez em quando não iria matá-la. A jovem olhou para o bloco de reservas em suas mãos. 
— O sr. Aston já se encontra aqui. Venha, vou lhe mostrar a mesa. 
Julie seguiu a criança desnutrida até os fundos do restaurante, tentando não comparar os próprios quadris, tamanho normal, aos quase inexistentes à sua frente, embora se sentir inadequada fosse, com certeza, bem mais divertido do que aturar um encontro com Todd Aston III. 
Como é que alguém podia viver com um número após o nome? Isso a fez lembrar o sr. Howell, da Ilha dos Birutas, sua série noturna favorita, quando adolescente. De imediato, imaginou uma versão mais jovem do sr. Howell, com calça listrada e um blazer branco. 
Lutava contra a vontade de rir quando a hostess parou em frente a uma mesa, situada em um canto, e apontou para alguém que, definitivamente, não parecia um milionário velho e pretensioso. Todd Aston ergueu-se e sorriu. 
— Olá. Você deve ser Julie.