segunda-feira, 21 de abril de 2014

Herdeiros do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secretos de Homens Poderosos



Dizem que o coração de Alik Vasin foi lapidado do diamante mais duro e do gelo mais frio.

Alik é poderoso, implacável e incapaz de amar.
Mas quando descobre que tem uma filha, nada o impedirá de requisitar a guarda da criança.
Para isso, porém, ele terá de enfrentar Jada Patel, a mulher prestes a adotar a pequena Leena.
Ela fará qualquer coisa para manter a menina em sua vida, até aceitar um casamento por conveniência.
Ainda que seja uma relação sem futuro, é impensável resistir a Alik.
Jada achava que sabia o que era desejo mas, ao ser alçada ao mundo reluzente dele, descobre uma paixão avassaladora e inebriante, capaz de derreter até o coração mais frio.

Capítulo Um

 — Achou mesmo que podia esconder meu bebê de mim? 
Jada parou na escadaria do tribunal e se arrepiou. Era a voz que mais temia em seus pesadelos. 
Uma voz que nunca ouvira, mas sabia que era dele. Alik Vasin. Um estranho. O homem com o poder de chegar e lhe partir o coração. O homem que podia devastar sua vida. O pai de sua filha. 
— Não sei do que está falando. — Jada continuou a subir a escadaria. Mas sabia, e aparentemente ele também. 
— Você antecipou a data da audiência. 
— Foi preciso. — Não sentiu que era mentira, não quando a dissera para proteger sua filha. 
Jada tinha passado a vida se comportando bem, seguindo as regras, mas não havia regras para aquela situação. Não havia certo e errado. Havia apenas a necessidade de manter Leena com ela. 
— E achou que, como precisava viajar a metade do mundo num prazo tão curto, eu a perderia. Pena, tenho um jato particular. Não parecia o tipo de homem que tinha jato particular. 
Usava jeans de cintura baixa, seguro no lugar por um cinto grosso. A camisa de botões estava amarrotada, as mangas, enroladas até os cotovelos, exibindo antebraços musculosos. Óculos de aviador. Como algum tipo de estrela do rock. 
Virou a mão para olhar as horas e revelou uma tatuagem, uma âncora, na parte inferior do pulso. Era o perigo personificado e apenas olhar para ele a fez estremecer. 
Do lado positivo, sua total indiferença pelas convenções a fez se sentir mais confiante em suas chances. Afinal, tivera Leena sob sua custódia por mais de um ano. E este homem, o pai dela, só podia alegar o laço genético.
Certamente, sangue era mais grosso do que água, mas fraldas sujas superavam o sangue. E trocara muitas durante o último ano. 
— Parece que tenho muito tempo. Voltarei num momento. 
— Não se apresse. Jada se sentou numa das cadeiras no corredor em frente ao tribunal de família. Gostaria de segurar Leena, mas ela estava com a assistente social. Os braços de Jada pareciam vazios. Pegou a bolsa do piso, tirou o celular e abriu um jogo. Precisava manter as mãos ocupadas e a mente vazia. 
— Bom. Não perdi nada. 
Olhou para cima e quase praguejou. Ele parecia… não era justo o modo como parecia. Estava de terno preto, a camisa branca aberta no colarinho, tudo perfeito naquele físico musculoso. Emanava força, poder. 
Parecia o tipo de homem que conseguia o que queria apenas estalando os dedos. O tipo de homem por quem as mulheres desmaiavam. Passara de viajante desmazelado para James Bond em dez segundos. Um Bond vilão. 
— Vejo que decidiu se vestir para a ocasião.


Série Herdeiros Secretos de Homens Poderosos
1 - Legado do Deserto
2 - Herdeiros do Desejo
Série Concluída

Ousadia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Flor da Pele





Um desafio que nenhum dos dois pode recusar.

Depois que a critica literária Delaney Conner ganha um concurso cujo prêmio é uma repaginada no visual, ela começa a atrair muita atenção!
Especialmente de Nick Angel, um escritor rebelde e supersexy, cujo último livro Delaney devorou. 

Sua principal crítica ao romance?
Falta de emoção nas cenas de sexo.
Onde está a paixão? O sentimento? Mas quando os dois acabam na cama. ela descobre mais sensações do que poderia imaginar...
Nick a acha muito, muito atraente. Contudo, ele sabe, por experiência, que é apenas uma questão de pele.
Então Nick desafia a sedutora literata: ou ela prova sua hipótese de que o amor torna o sexo inesquecível, ou admite a teoria dele, de que a melhor transa é puramente física.
Não importa quem será o vencedor. O tempo que passarão juntos tentando convencer um ao outro será deliciosamente ousado!

Capítulo Um


Seu arfar quente, desesperado, ecoava pelo corredor longo e escuro. O terror aglutinava em um redemoinho sombrio de paixão enquanto a boca dele deslizava pelo côncavo sedoso da barriga dela. 
Os dedos dele lhe agarraram as nádegas, erguendo-a para o seu prazer, totalmente sob seu controle. Ele a dominava completamente. 
Um calor úmido empoçava entre as pernas dela, fazendo-a se contorcer em uma súplica silenciosa. Os dedos dele aumentaram a pressão, mantendo-a como prisioneira, exigindo que ela aguardasse seu comando. 
Delaney Conner bufou quando as palavras ficaram borradas na página. Deus, quem dera ser aquela mulher!
Ela já havia lido a mesma cena três vezes desde que adquirira o último livro de suspense erótico de Nick Angel, e continuava fascinada. Fascinada, diabos! 
Havia tido dois orgasmos graças àquele único capítulo. Três, se considerasse a lembrança evocada por ele durante o banho. Ela trilhou um dedo sobre o rosto estampado na contracapa. Os olhos do autor, vívidos e penetrantes, prometiam uma habilidade de fazer jus ao calor entre as páginas. 
Ela se perguntava quanto do apelo sexual era causado pelas palavras em si, e quanto era por saber que haviam sido escritas pelo sujeito com o rosto mais sensual que ela já vira embelezando a contracapa de um livro. 
– Professora Conner? Engasgando, Delaney atirou o livro em sua bolsa de lona como se estivesse em chamas. Com as bochechas queimando, estampou um olhar de questionamento ingênuo. Esperava que o rápido esvoaçar de cílios transmitisse inocência, e que também ajudasse a resfriar suas bochechas. 
– Sr. Sims, olá – saudou Delaney, o tom leve e firme, adequado para uma professora da Universidade Rosewood. 
As mulheres como as heroínas dos livros de Nick Angel, quando flagradas fazendo sexo em locais públicos, davam um sorriso malicioso de fazer inveja pela audácia delas. E Delaney? 
Ela nem mesmo conseguia ler os romances sensuais em público sem corar e ficar preocupada em ser delatada por suas escolhas literárias imprudentes. Afinal de contas, a leitura deveria ser uma atividade educativa, nunca um entretenimento de mau gosto. 
– Eu só queria dizer o quanto a palestra de hoje foi proveitosa. A evolução dos arquétipos dos personagens me fascina. 
O desconforto se dissipou quando Delaney voltou para o modo professora. Os dois entraram em uma discussão sobre o assunto, Delaney ficando cada vez mais animada e empolgada conforme debatiam. 
Ela adorava quando um aluno absorvia seus conceitos, e adorava ainda mais ver a centelha de empolgação no olhar dele. 
Delaney não era uma professora fácil em nenhum sentido. Ela exigia muito de seus estudantes por meio de um programa de estudos dinâmico e desafiador. 
Mas se orgulhava por deter a menor taxa de reprovação em relação a qualquer outro professor do Departamento de Literatura.  


Série Flor da Pele
1 – Sabor
2 – Lento
3 – Suave
4 – Ousadia

Herdeira Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Legado do Texas









Garret Cantrell tem uma missão inusitada: convencer Sophia Rivers, filha ilegítima de um bilionário, a receber uma fortuna de herança.

Envolver-se com ela não era parte do plano, mas a atração que sentem é irresistível.
Como Sophia reagirá quando descobrir as verdadeiras intenções de Garret?


Capítulo Um

Sophia Rivers deu um gole em seu champanhe e olhou para além do círculo de amigos em torno dela. 
Sua pequena galeria em Houston estava cheia de convidados que examinavam as obras de arte que Sophia expunha e celebravam com ela o segundo aniversário de seu espaço. Todos compareceram, e ela estava muito feliz em ver tantos rostos conhecidos por ali. 
— Sophia, eu tenho uma pergunta. Ela se virou e ali estava Edgar Hollingworth, que era como um pai para ela e seu mentor, além de um amigo dela e de sua mãe desde muito antes de Sophia entrar para o mundo da arte. 
— Desculpe-me — expressou ela ao grupo de amigos e se afastou. 
— Edgar, o que posso fazer por você? — inquiriu Sophia ao se aproximar do homem alto e magro. 
— Oh, querida, não é nada. Você parecia-se com alguém que precisava ser salva — pronunciou Edgar. — E você está linda, meu bem. Sophia riu. 
— Edgar, você tem uma intuição impecável. São amigos queridos, mas eu precisava de um tempo. Obrigada — exprimiu ela enquanto afastava uma mecha rebelde de seu longo cabelo negro pra longe do rosto. 
— Vamos pelo menos fingir que eu lhe fiz uma pergunta sobre as peças expostas? — interpelou Edgar apontando para o lado oposto da sala e com ar de dúvida genuína no rosto. 
— A noite parece estar sendo um sucesso, minha querida. Meus parabéns. — Edgar sorriu. 
— Senti sua falta. 
— Passei um bom tempo no Novo México, na minha casa em Santa Fé — disse ela —, pintando. E quem é aquele casal ali, à direita? — perguntou Sophia ao notar os rostos desconhecidos na multidão. 
— Os Winstons. É provável que estejam em sua lista de convidados, porque recentemente compraram uma de suas pinturas. 
— E como você sabe disso? 
— Fui eu quem vendi a peça a eles, querida — informou Edgar sorrindo para ela. 
— Eu ainda acho que você deveria mudar a sua galeria para mais perto da minha. Nossas galerias complementam uma à outra. Sophia sorriu. 
Aquela era uma conversa familiar e sempre terminava com ela dizendo não. 
— Eu me sinto honrada em saber que você vende as minhas peças na sua galeria. Você foi o primeiro a acreditar em mim, e eu jamais me esquecerei disso. 
— Ah, meu bem, você teria sido um sucesso de qualquer forma. Seu talento é imenso. 
— Obrigada, Edgar — agradeceu Sophia. 
Ela correu o olhar em torno da sala novamente e notou outro rosto desconhecido. Desta vez, um rosto de tirar o fôlego e que pertencia ao homem mais alto da galeria. Ele observava as peças dela com grande interesse. 
O cabelo castanho e ondulado dele, que destacava seu nariz impressionante e seu porte vigoroso, fez Sophia pensar que ele seria um interessante objeto de pintura.
Virando-se para o amigo, ela explanou: 
— Há alguém ali que não conheço. Quem é aquele homem?

Série Legado do Texas
1 - Lição de Amor
2 - Herdeira Rebelde

Fantasia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Sebastian Sinclair concordou em participar de um leilão de solteiros, mas ser arrematado é bem diferente de ser dado a uma aniversariante sortuda.

Brandi não consegue acreditar no presente escandaloso que sua irmã inventou para ela: cinco dias em um resort com tudo pago e amante incluído!
O que fazer em um lugar paradisíaco na companhia tentadora de um homem deslumbrante como Sebastian?
Em pouco tempo Brandi descobre a resposta à sua pergunta: tudo o que quiser!

Capítulo Um


– Dou-lhe uma… Dou-lhe duas… A ansiedade tornava o ar tenso, quando a apresentadora finalmente disse: 
– Vendido! 
E Sebastian Sinclair observou enquanto o homem que acabara de ser comprado era guiado para fora do palco ao som de estrondosos aplausos femininos. Logo seria a vez dele. Como, diabos, permiti que me convencessem a fazer isto? Ele se perguntou. 
Usar terno, ver enormes quantidades de dinheiro trocando de mãos sem nenhuma consideração com o custo, ser o centro das atenções… ele odiava tudo isso.
Fazia com que se lembrasse de sua juventude e de que ele não tinha nada em comum com aqueles aristocratas frívolos. E, mais do que tudo, Sinclair odiava a idéia de ser comprado como um brinquedo caro, para a diversão de mulheres ricas… Não importava o motivo. 
Ele parecia ser o único homem ali que não estava empolgado com a perspectiva de se exibir. Os outros, de idades variando dos quase 30 ao início dos 40, estavam sorrindo, exibindo a mercadoria, por assim dizer, e, de modo geral, entrando no espírito da coisa. 
Restava apenas um homem na frente de Sebastian, na fila, e, a julgar pelos músculos do cara e pela barba cerrada, ele não demoraria muito. 
As mulheres estavam ficando realmente incontroláveis quando os homens eram do tipo viril. Provavelmente era por isso que os operários da construção civil usavam jeans e camisetas justos demais até para homens com metade do tamanho deles… uma adaptação à audiência feminina que tinham, sem dúvida. 
Porque era absolutamente impossível que um homem pudesse trabalhar com conforto vestindo uma camiseta tão apertada. 
Da mesma forma, os jardineiros usavam suas botas de trabalho e jeans; alguns deles nem usavam camisas. E os carpinteiros… com o pesado cinto de ferramenta pendendo baixo ao redor de seus quadris. O conjunto ficava completo com as chaves de fenda e o maior martelo que Sebastian já vira sem dúvida uma tentativa lamentável de simbolismo. 
Sebastian balançou a cabeça e tentou, sem muito sucesso, disfarçar seu divertimento. 
A apresentadora, uma mulher com um sorriso muito largo e cheio de dentes, guiou um homem ao redor do palco, puxando-o pelo cós da calça. A platéia enlouqueceu, e logo voltou a rugir em uníssono quando a apresentadora virou o homem de costas, exibindo-o. 
Os refletores iluminaram o traseiro dele e os gritos femininos encheram o ar. Sebastian se perguntou se alguma daquelas pessoas ricas percebia a seriedade do evento, que tinha o objetivo de arrecadar fundos para ajudar mulheres que haviam sofrido abuso. 
Ele duvidava. Para elas era apenas uma travessura, não uma ação humanitária com o objetivo de construir abrigos e ajudar os necessitados. 
Para Sebastian, a questão era muito mais pessoal. O homem musculoso que estava na frente dele na fila foi levado para o palco, ansioso por sua vez de instigar a massa de fêmeas tolas, e Sebastian foi deixado com uma assistente, esperando sua vez. 
Como ele imaginara, o companheiro barbudo foi rapidamente leiloado, a última oferta acontecendo sob uma onda crescente de gritos femininos e gracejos grosseiros. 
A assistente pegou Sebastian pelo braço e guiou-o para frente.

Prontos Para Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Ava sempre viveu sob os holofotes e agora quer distância dos paparazzi.

Mas, logo em sua primeira missão como escritora independente, ela tem que entrevistar Roman Gianakis, uma lenda dos esportes radicais.
A atração é instantânea, contudo, Ava teme que ele o arraste de volta para as páginas dos tabloides… 

Capítulo Um


Ava Beckett suspirou de prazer ao mergulhar na água morna, aproximando- se lentamente da borda infinita da piscina, apoiando os braços do lado de fora e observando as luzes de Melbourne, que brilhavam 27 andares abaixo. 
Ela se hospedara em vários hotéis luxuosos do mundo, mas havia algo diferente e divertido naquela propriedade recém-inaugurada em Melbourne, o Crown Metropol. 
Suspirando ao perceber que estava sozinha naquela piscina, ela começou a nadar de costas, com os olhos fechados. Com que frequência ela fazia esse tipo de coisa? Quantas vezes tirava um tempo para não fazer absolutamente nada? Nunca... 
Ser filha de um primeiro-ministro tinha sido duro, mas ser a esposa de um diplomata era ainda pior. Todos os minutos do seu dia estavam ocupados. Controlavam o que ela deveria vestir, o que fazia, o que comia e quando comia. Era sufocante! 
Abrindo os olhos, ela focou nos reflexos da água brilhando no telhado, feliz ao não estar fazendo nada além de boiar numa piscina. Quase foi obrigada a beliscar a si mesma para provar que tudo aquilo era real, pois era duro acreditar que estava livre. Finalmente. 
Sua relação com Leon durara dez anos, o casamento dois, mas a descoberta do público sobre a sua separação fora o mais duro. Todos os escândalos e mentiras publicados nos jornais e revistas transformaram a sua vida num inferno. Mas ela escapou. 
Deixou Canberra e foi para Melbourne, abreviou o seu sobrenome para Beck e fez o check-in num hotel recém-inaugurado, em abençoado anonimato. Ela precisava desse momento para se recuperar de ter visto o seu nome ser vilipendiado por jornalistas mal intencionados, sempre em busca de vendas de exemplares, não em busca da verdade. 
Precisava de um tempo para saborear sua liberdade sem ficar olhando para trás, com medo das lentes que pareciam invadir todos os seus momentos de suposta privacidade. Ela fora fotografada nadando, em supermercados e em sua aula de zumba, três momentos do dia perfeitamente inócuos, mas que não pareciam ser permitidos a uma mulher recém-separada. 
Eles a chamaram de frívola, calculista, fria... e essas foram as palavras dos jornalistas mais brandos. Ela sabia por que corriam atrás dela e não de Leon... mas isso não ajudava a melhorar a situação. 
Sempre fugindo das perguntas complicadas, preferindo manter uma expressão neutra e distanciando-se do seu pai, um homem tão conhecido, e do próprio marido, ela acabou criando a imagem de uma mulher distante e arrogante enquanto Leon mantinha a imagem de um homem sorridente e amável, queridinho da mídia. 
Ela estava ferida e humilhada por conta da campanha que se seguiu ao seu divórcio. 
Mas já era hora de retomar o controle da sua vida, e mudar-se para Melbourne fora uma boa ideia... caso se mantivesse na linha.


Retalhos de Lembranças

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um avô rabugento e primos antipáticos, foi o que Alessandra encontrou quando decidiu conhecer o lugar onde haviam nascido seus pais.

Ferny Druffield era uma linda região e sua família parecia não ter problemas financeiros.
Mas Alessandra, mesmo órfã e pobre,não viera ali buscar refúgio ou carinho; viera apenas para cumprir um desejo secreto de sua mãe.
Por isso não podia aceitar as acusações de aventureira e mercenária que Matt Carstairs lhe fazia.
Aquele homem arrogante se apoderara das terras, da empresa, da casa de sua família e não tinha escrúpulos em demonstrar que poderia se apossar até do coração de Alessandra!

Capítulo Um


Os planos de Alessandra para aquele fim de semana começaram a ir por água abaixo no momento em que desceu na pequena estação de Ferny Druffield e se aproximou do carregador.
— Será que o senhor poderia me informar onde fica o hotel mais próximo? — perguntou ao homem gorducho, inclinado sobre uma pilha de caixotes. 
Ela e as caixas de papelão foram às únicas á descerem naquela estação ferroviária. 
— Hotel? — Ele se endireitou, e fez uma cara, como se tivesse ouvido a coisa mais absurda. 
— Não há um hotel em Ferny Druffield? — insistiu esperançosa, já desconfiando da resposta, antes mesmo que ele balançasse a cabeça, negativamente. 
— Mas... Uma pensão, um quarto... Onde eu possa passar a noite? — sugeriu Alessandra. 
— Só Crossed Keys e o Social Club — respondeu, olhando a moça bonita, de cabelos dourados; levemente despenteados pela brisa do outono. 
— E eles não aceitam hóspedes — informou o homem.
 Sem se preocupar com o nervosismo da moça, continuou a inspecionar os caixotes trazidos pelo trem. Nervosa, mudando a maleta de mão, Alessandra não sabia o que fazer. 
Lembrou as últimas palavras da mãe antes de morrer, um mês atrás... E aquela carta; se não fosse por isso, ela ainda estaria em Londres. 
Acontece que resolvera passar um dia e uma noite em Ferny Druffield, para conhecer o lugar onde seu pai e sua mãe haviam morado tanto tempo. Depois iria para seu destino final, que era Roseacres, mas... Bem, deveria ter feito uma reserva antes. De qualquer forma, agora tinha que planejar tudo de novo. 
— Onde posso tomar um táxi? — perguntou ao carregador interessadíssimo nas caixas. 
— Depende — respondeu ele, o que não era nada animador. 
— Depende do quê? — perguntou Alessandra, pondo a maleta no chão, porque pelo jeito não iria a lugar nenhum nos próximos minutos. 
— A que distância a senhora quer ir? — o homem perguntou sério. 
— Roseacres — e viu que finalmente ele começava a se interessar. 
— Está falando na casa dos Carstairs e dos Todd? Ah, então era assim que a propriedade era chamada! 
— Exatamente. 
— Ficam distante daqui mais ou menos cinco quilômetros — esclareceu. 
— Posso dar uma ligada para Jim Lasky e ver se ele pode largar um pouquinho suas tão famosas orquídeas. 
— Ah, seria tão bom! Um grande favor... — Alessandra sorriu, e achou que afinal estava conseguindo alguma coisa, quando ele entrou no prédio da estação. Não era nada agradável chegar a Roseacres hoje, pensou, esperando. 
Só a perspectiva de ter que enfrentar o avô que nunca vira antes á deixava, irritada. Bem que precisava de uma noite, ali pelas vizinhanças, para se acostumar à idéia. Parece até que adivinhara qualquer coisa ao colocar o vestido de linho para viajar, e não um jeans. Era um bonito vestido verde, de saia pregueada, e a echarpe de bolinhas, contrastando com o vestido, dava certa graça despretensiosa. Aliás, era o que tinha de mais elegante no seu limitadíssimo guarda-roupa. 
— A senhora está com sorte. Jim já vem vindo — disse o carregador, olhando sua maleta com alguma curiosidade.
— Está procurando emprego, não? 
— Não, não — respondeu rapidamente, pois sabia que qualquer coisa que dissesse, seria motivo para futuros falatórios, naquele lugarejo. Nem pensar em dizer que viera para conhecer o avô. 
— Vou esperar lá fora — resolveu. 
Em pé, em frente à estação, sentiu ressurgir o ódio por aquele homem, ódio que a atormentava. Via de novo o nome dele em letras de forma, embaixo da carta que descobrira entre as coisas de sua mãe. 
A carta era de seis anos atrás e acusava o recebimento da notícia da morte de seu filho, o pai de Alessandra.


União Perfeita

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Conto 
Se nenhum homem deveria ser obrigado à participar de um chá de bebê, imagine participar de organizado por uma irmã metida à cupido? 

Era assim que que Tate Summer se sentia à procura de um par que lhe completasse como se fossem apenas um.
Faith King teve um encontro quente e inesquecível com o irmão de sua amiga 

Sandy, foi uma noite de paixão, e agora após dois anos, os dois se encontram em uma festa organizada justamente por Sandy.
Será que este cupido estava prestes à lançar uma flecha certeira ?


Capítulo Um


Homem algum deveria ser obrigado a aguentar um chá de bebê. 
Tate Sumner passou os dedos pela peça com formato irregular em seu bolso. Ele havia recebido instruções para socializar até encontrar a convidada cuja peça se encaixava perfeitamente com a dele. 
Eles deveriam imitar a forma como as peças se juntavam usando seus corpos. Só mesmo sua irmã-cupido Sandy para transformar um chá de bebê, tradicionalmente apenas de mulheres, em um encontro às escuras. Ha, ha.
Muito engraçado. Só que não. Aos 34 anos, ele às vezes se sentia fora de sintonia, jovem demais para o casamento, mas velho demais para os joguinhos dos solteiros. 
Ele caminhou pela multidão nesta última hora sem encontrar seu par e sem entusiasmo algum, embora devesse admitir que tivesse havido algumas disputas interessantes conforme as convidadas, na maioria das vezes solteiras e com 20 e poucos anos, articulavam-se.
Sem dúvida, as bebidas alcóolicas acabaram com as inibições delas. Ele não exagerava mais. 
A época em que saía à caça e que tanto aproveitou chegara ao fim brusco depois que um desabamento o deixou hospitalizado pelo último ano, fazendo com que percebesse que a vida é curta demais. 
Antes desse evento que mudou sua vida, teria se deixado convencer por uma das gêmeas louras ao lado dele a acompanhá-la no final da noite. Ele verificou sutilmente o relógio e mudou seu foco para a porta de entrada. Nada contra Tia ou Leah, mas ele preferia ver o segundo tempo do jogo dos Braves.
 A campainha tocou, fazendo com que sua irmã emergisse de uma pilha de papéis de presente amassados. Ela caminhava quase dançando com a velocidade que a gravidez quase no fim permitia. 
Então, gritou e se lançou sobre a coitada parada sobre o tapete de boas-vindas na porta. Com a sorte que Tate tinha, a visita seria seu par e ele faria de si mesmo uma peça de quebra-cabeça em breve. Ele não contava com isso. 
A irmã arrastou a visita, e Tate quase derrubou o copo de limonada que alguém lhe havia servido antes. Faith King. Ele não a via desde que Sandy, sua irmã mais nova, casara-se com David, irmão de Faith, havia dois anos. 
O cabelo loiro morango de Faith formava uma cortina suave e acetinada logo abaixo do queixo. Ele sentiu falta das confusões que tinha criado durante a noite apaixonante que seguiu o jantar de ensaio. O desejo bateu-lhe no estômago. 
Os lençóis pegaram fogo naquele noite, e por isso ele não entendeu a frieza de Faith no dia seguinte, durante o casamento e a recepção. 
Claro, ele esperava certo estranhamento da manhã seguinte, afinal eles pularam a parte em que se conheciam e foram direto pra cama. 
Mas ele esperava que pudessem se conhecer durante o fim de semana.


Deusa da Sorte

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





A história de um grande amor no magnífico cenário das Antilhas.

Quando a Dra. Madeline Clarke e o empresário Robert Talmadge se conheceram, na ilha de Aruba, no Caribe, uma louca paixão explodiu entre eles!
Perdidamente enamorados, não pensavam em mais nada, a não ser — entre beijos e carícias alucinantes — cicatrizar suas feridas do passado com o bálsamo do amor.
Ao regressarem aos Estados ünidos, eles iriam enfrentar uma dura realidade.
O sentimento nascido naquele paraíso tropical seria forte o suficiente para vencer todos os obstáculos?
Madeline e Robert precisavam acreditar que fosse.
Desesperadamente. Mas às vezes o destino dá as cartas erradas...

Capítulo Um


O luminoso do cassino, um gigantesco par de dados e uma roleta girando alucinadamente, piscava numa profusão de luzes coloridas contra o fundo escuro do céu tropical.
Colocado sobre a marquise do luxuoso hotel, representava um irresistível convite à excitação e ao exotismo da vida noturna do Caribe. 
Madeline gostaria de poder aceitá-lo, mas, como nunca jogara, não sabia nem sequer por onde começar. Assim, atravessando o enorme e suntuoso saguão do hotel, dirigiu-se à banca de jornais, onde ficou a folhear uma revista. O tempo todo, porém, tinha consciência da atração exercida pelas luzes do cassino, que pareciam acenar em sua direção. 
— Como é, já se recuperou da viagem? — perguntou alguém atrás dela. 
Voltando-se, Madeline encontrou o rosto corado e alegre do homem que fora seu companheiro de poltrona durante o vôo até Aruba. O nome dele era Arthur Taylor e dissera ser da Filadélfia. Velho bastante para ser pai dela, felizmente comportava-se como tal. Madeline sorriu. 
— Ainda estou me sentindo um pouco desorientada com a mudança de fuso horário — confessou. 
— Uma boa noite de sono, e estará pronta para tudo o que esta ilha tem a oferecer — assegurou seu interlocutor. 
Viúvo há algum tempo, Arthur Taylor estava viajando sozinho. Tinha acabado de se aposentar, depois de uma longa e bem-sucedida carreira como arquiteto. 
Tinha um filho que trabalhava como economista em Trenton, e uma filha, casada com um advogado em Wilmington, que acabara de presenteá-lo com seu primeiro neto. Era um homem simpático, de convívio fácil, que parecia ter chegado a bom termo com a vida. 
Com certa tristeza, Madeline desejou poder dizer o mesmo a respeito de si própria. Acenando em direção à entrada do hotel-cassino, Arthur perguntou: 
— Que tal ir tentar a sorte? Madeline riu, embaraçada. 
— Para ser sincera, não tenho a menor idéia de como começar. 
— Bem, eu diria que este é um excelente lugar para aprender. Pelo que sei, é um dos melhores cassinos do Caribe. 
— Apanhando a edição internacional do Wall Street Journal, Arthur pagou e, dobrando o jornal, colocou-o sob o braço. 
— Sabe o que vamos fazer? — sugeriu ele, então 
— Vamos entrar e ver o que acontece.


Dama de Luxo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO









“Durma comigo, Clay!”, murmura Liz Brady, embriagada, enroscando-se manhosa no sofá.

Desde que voltou a sua cidade natal, ela não tem feito outra coisa a não ser provocar Clay Stewart.
Ele é o homem de sua vida, no entanto se recusa a assumir esse amor, escondendo-se atrás de desculpas.
Que artimanhas deverá empregar até vencer a resistência desse adorável machão, que insiste em colocá-la num pedestal inatingível?

Capítulo Um

— Durma comigo, Clay.
Clay estava enfiando o braço direito na manga do blusão de couro, quando ouviu o sussurro feminino vindo do sofá, aquela voz macia, sonolenta e, ao mesmo tempo, vibrante e atrevida que tanto conhecia. 
Liz Brady sempre tivera uma voz capaz de enlouquecer qualquer homem. E sua resistência era, sem dúvida, prodigiosa: do contrário, já estaria morta de tanto beber.
Anos antes, mal teria suportado um cálice de vinho; nas últimas horas, porém, tomara vodca com limonada em quantidade suficiente para derrubar o mais inveterado boêmio. 
— Clay? 
— Já vou, querida — disse ele, em voz baixa; e, sem se apressar, acabou de vestir o agasalho. Uma súbita reação contraiu-lhe os músculos do rosto quando, ao voltar-se, deparou com uma perna esguia, que se dobrava por sobre o encosto do sofá. 
O movimento preguiçoso dos dedos dos pés, a delicadeza do tornozelo, aquelas formas caprichosas e belas só podiam perturbá-lo. A perna não demorou a desaparecer, mas a cabeça de Liz surgiu, lentamente, no lado oposto do sofá; um rosto frágil e meigo, cabelos loiros, brilhantes, sedosos, que apenas lhe roçavam os ombros, e uns olhos castanhos, a fitá-lo com extraordinária doçura. 
Liz sabia bastante bem aparentar a eficiente bibliotecária de vinte e sete anos que era, porém, naquela noite, só aparentava ternura, pura sedução... Clay teve a impressão de já ter vivido aquilo antes, e pareceu-lhe injusto um homem ter de passar duas vezes pelo mesmo desafio. 
Quando tentara seduzi-lo pela primeira vez, Liz tinha dezessete anos e estava disposta a entregar-lhe a virgindade, pois “ele precisava de uma boa mulher”. 
E, embora devesse ter passado meses reunindo coragem para comprar os preservativos na farmácia local, estava decidida a dar aquele passo. 
Agora, no entanto, só parecia decidida a lhe provocar um infarto. 
— Clay... — chamou de novo a voz de sereia. 
— Já vou, querida.

Medo de Viver

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Kelly sai da água completamente transtornada.

O que está fazendo ao lado desse homem imprevisível?
Até onde pensa continuar penetrando num mundo que não é o seu?
Afinal, ele é um dos astros mais cobiçados do país, enquanto ela não passa de uma simples enfermeira. Não.
Não poderá continuar ali, sabendo que a presença de Matt é cada vez mais fundamental em sua vida.
Precisa deixá-lo, porque não suportará perdê-lo.

Capítulo Um

Anoitecia quando Kelly Byrne ligou seu pequeno conversível e tomou o caminho de casa naquela tarde de outono.

As luzes douradas do crepúsculo se refletiam nas vitrinas, lembrando uma tarde de primavera. Mas Kelly sabia que não era primavera, assim como também sabia que Michael não estaria em casa quando ela chegasse. 
Nunca mais estaria lá. Kelly parou num semáforo e mergulhou em lembranças, alheia às pessoas e aos carros a sua volta. Por isso nem percebeu o tumulto que se formara, num burburinho crescente. 
Seus pensamentos voltavam-se apenas para Michael. Já fazia dois anos que estava sozinha, e não poderia continuar reagindo daquele jeito. 
De repente, seu pequeno carro foi bruscamente sacudido, o que a trouxe de volta à realidade, uma realidade surpreendente, pois a seu lado havia um desconhecido que saltara, de algum lugar, para o banco de passageiros. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, o homem lhe pediu com voz desesperada: 
— Pode me tirar daqui? Por favor, leve-me para algum lugar onde eles não possam me achar! 
Recuperando-se do susto, Kelly o olhou com atenção. Era um dos homens mais bonitos que já vira: o cabelo muito escuro e muito curto e os olhos cor de violeta combinavam perfeitamente com o sorriso aberto e espontâneo. Alguma coisa nele lhe era familiar, embora não se lembrasse de onde o conhecia. Mesmo assim, sua reação foi quase instintiva: 
— Essas desculpas não funcionam mais desde que David Jansen a usou em O fugitivo. Saia do meu carro. 
— Estou falando a sério — ele insistiu, com voz de barítono. 
— Veja! Meio contra a vontade ela olhou, e novamente se surpreendeu, pois uma massa de pessoas com câmaras e microfones vinha na direção do seu pequeno conversível.
O semáforo ficou verde, e o carro de trás buzinou. Ignorando-o, ela olhou para seu inquilino, pedindo explicações: 
— O semáforo abriu — ele a avisou, ao mesmo tempo que vigiava a multidão se aproximando. Atrás deles, o carro voltou a buzinar.


Amor Eterno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Annie Shaw achava que seu namorado, Etienne, havia morrido em um ataque brutal, nove anos atrás. 

Mal sabia ela que ele fora obrigado a mudar de identidade e se tornar Michael Harding… 
O perigo havia passado, e ele estava novamente livre para retomar sua vida do ponto em que a abandonara. 
Chegara o momento de se revelar para a mulher que ama e para o filho que nunca conheceu. 
Agora, a esperança de Michael é apenas uma: conquistar o amor de Annie fazendo com que ela se apaixone pelo homem que ele se tornou.

Capítulo Um

 — Olá. 
Annie estava prestes a fechar a loja quando ouviu a voz de Ruth atrás dela. 
— Olá, estranha — explanou ela, virando-se com um sorriso. 
— Eu senti sua falta durante o fim de semana. Como você está? 
— Melhor do que você, aparentemente. Você parece cansada, Annie. Ela gesticulou com uma das mãos no ar. 
— Estou sempre cansada. Estive cansada por anos — declarou ela, ignorando isso. 
— Não se preocupe comigo. Estou acostumada com isso. O que eu posso lhe oferecer? Chá? Café? 
— Nada. Eu não quero atrapalhar você, estava prestes a fechar. 
— Eu já fechei — declarou ela, trancando a porta e virando a placa na janela. 
— Ainda há metade da jarra de café e eu terei de jogar fora se não bebermos. Quer dividir comigo? 
— Se você tem certeza de que tem tempo. E quanto a Stephen? 
— Ele está no clube de xadrez. — Ela apanhou duas canecas. 
— Então, como você está? Eu não a vejo há dias. 
Annie examinou o rosto de Ruth, verificando o leve rubor que coloriu as suas faces, o brilho em seus olhos, como se algo estivesse fervilhando em seu interior e ameaçando romper. Ela seria uma péssima jogadora de pôquer, Annie pensou com um sorriso. 
— Certo, vamos lá, me conte. O que está acontecendo? Onde você esteve? Ruth soltou uma risadinha. 
— Com Tim. Na verdade, eu tenho algo a lhe contar. 
— Eu nunca teria adivinhado — provocou Annie, depositando as canecas cheias de café sobre a mesa próxima à janela e puxando uma cadeira. 
— Sente-se e conte-me tudo. Ruth sorriu suavemente e se sentou, apanhando o creme e depositando-o na caneca de café, demorando-se desnecessariamente até Annie ficar pronta para gritar. 
— Ruth! — exclamou ela. 
— Desculpe. — O sorriso dela estava... Bom Deus. Tímido? 
— Eu vou me casar. 
Annie sentiu o coração se apertar dentro do peito e, inclinando-se, abraçou Ruth, mantendo os olhos firmemente fechados para conter as lágrimas inesperadas. 
— Ruth, isso é fantástico! — gritou ela com sua voz sufocada. 
— Quando ele lhe pediu em casamento? Presumo que estejamos falando sobre o seu precioso policial, uma vez que você gasta o fim de semana com ele? Ruth voltou a se sentar, suas bochechas coradas. 
— É claro que é Tim. E ele me pediu mais de uma vez. Eu disse sim nesta manhã, vou morar com ele. 
— Bem, é claro que sim — Annie ouviu a si mesma com espanto. Ela realmente soava tão desolada? Que tolice. Ela injetou um pouco de entusiasmo e interesse em sua voz. 
— Você vai se mudar para longe? Onde ele mora?

O Destino de Audrey

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quando Audrey pensava em Alan, seu ex-marido, sentia revolta, humilhação: 

ele a abandonara, fora embora com outra mulher! 
Audrey tinha medo de sofrer, queria distância dos homens. De todos eles. 
Até mesmo de Ken Walker, arquiteto famoso, riquíssimo. Ele foi se insinuando, sedutor, ciente de sua perturbadora masculinidade. 
 Acostumado a conquistas fáceis, era arrogante, atrevido. Mas Audrey tinha que reconhecer: Ken era sensacional! 
O charme daquele homem a deixava louca. Os beijos, as carícias ousadas, sua exuberante virilidade, tudo nele era uma terrível tentação! 
Como era difícil resistir, fingir indiferença quando o que mais ela desejava era entregar-se sem restrições...



Capítulo Um

"Que tédio", pensou Audrey, afastando uma mecha de seu cabelo ruivo para trás da orelha e soprando resíduos de borracha da prancheta. 
Pouco depois sentava-se no chão, diante de uma série de cartolinas para propaganda de tevê, que estavam encostadas na parede. Mas aquilo era um emprego.
 E um emprego seguro, disse ela a si mesma, procurando animar-se com esse pensamento. Inclinou-se para alcançar o punhado de esboços que estavam sobre a mesa, e nesse instante sua perna bem torneada ficou completamente exposta. 
Com um gesto automático, puxou a saia para baixo, como se houvesse alguém na sala que pudesse se deliciar ou mesmo se constranger com a súbita visão. 
A pequena agência em que trabalhava atendia apenas ao comércio local, e seus anúncios, pobres e sem imaginação, estavam longe daquelas criações elegantes e sofisticadas que ela havia produzido para a Goldwater, uma moderna loja de departamentos. 
Da mesma forma, em matéria de talento e criatividade, as propagandas que agora era obrigada a fazer não chegavam perto dos manuais coloridos e inteligentes que ela desenhara para os programas da pré-escola municipal... 
Só que esses haviam sido trabalhos de free-lancer, de renda esporádica, que em nada contribuíam para fazê-la sentir-se confiante em relação ao futuro, uma vez que não recebia qualquer ajuda do ex-marido. 
Se se acrescentasse a isso que seu tempo de casada tampouco fora financeiramente estável, concluía-se com facilidade que segurança era o que Audrey mais almejava da vida. Mas por que aquele emprego tinha que ser tão monótono? Enquanto examinava criticamente os esboços, ela se censurou com severidade, julgando-se a única culpada por tudo parecer tão insípido. 
Afinal, era paga exatamente para ter idéias criativas. "Qualquer pessoa com um mínimo de talento é capaz de dar a um produto, seja ele qual for, uma imagem decente ao apresentá-lo ao público”, dissera certa vez um professor da escola de artes gráficas. "O desafio é fazer as pessoas lembrarem sempre desse produto.” 
— Desafio coisa nenhuma! — Audrey resmungou em voz alta, folheando com desânimo os anúncios que criara: um para a loja que vendia mobília com desconto, outro da companhia de luz, um terceiro da agência de carros usados. 
— Isto é uma tortura que exige uma imaginação sobrenatural! Levantando-se, deu uma rápida olhada na agenda em cima da prancheta, constatando que, de acordo com o calendário da semana, sua próxima tarefa seria concluir o trabalho para a campanha da agência de autos usados. 
Quando pegou o papel com as informações que Nancy lhe mandara, seus olhos verdes se arregalaram ao notar o bilhete grampeado ao envelope pardo: "Encontro com Ken Walker às dez da manhã, na sexta-feira”.

domingo, 20 de abril de 2014

Mordido pelo Cupido

Série Família Argeneau 













Com suas próprias vidas em jogo, o amor era a última coisa em suas mentes. mas logo foram mordidos pelo Cupido...

Uma vampira audaz acredita que pode conquistar tudo, mas quando está emparelhada com um detetive mortal, ela encontrará sua vida - e seu coração - em grande perigo...
No dia de São Valentin, algumas mulheres querem rosas. mas algumas só querem passar o dia com vida. 

Em mordido pelo Cupido, a reconhecida autora Lynsay Sands apresenta uma história de desejos perigosos, onde ceder à tentação pode ser mortal e até mesmo a imortalidade não te manterá a salvo do arco do Cupido.
11-  O Caçador Imortal
12-  O Caçador Renegado
12,5 - Mordido pelo Cupido
13-  Nascido para morder 
13,5- Vampire Valentine
14 - Faminto por voce
15-  Vampiro Relutante
Arquivo na Biblioteca 10-11-12-13-14-15 foram
substituídos por revisados.
Série Concluída

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Livro da Semana



Boa noiteeeeee e e ee e e e e e e ...

Pessoal e Pessoas ... 

Esta semana tem ... F E R I A D O S S S S S

Meu povo mulheril mais fofo e calado do universo ... vcs sabiam que esta semana teve o dia do beijo ??? Alguém aqui pelo amor de Deus, beijou na boca ??? Ou ficou na "icezone" igual a pessoa que vos escreve / fala ??? 

Mas enfim ... azar no amor, sorte no jogo, e no meu caso, azar no jogo do amor se é que me entendem...

Ovos de Páscoa é o assunto mais falado destes últimos dias, hoje mesmo fui comprar hoje e posso dizer ... Para o ano que vem ... Vou precisar ganhar na mega sena da virada, sozinha para ser milionária... Pois se for pra continuar na mesma vida deste ano ... Sei não viu !!! 
Ohhh coisa cara ... penso em fazer como tenho sido aconselhada :

       
Viram ??? Alguém por aí se habilita nesta jornada ? hahahahahahahahahhahah

O que vocês vão fazer nestes dias de folga heim gente ?? eu vou descansar ... ler ... descansar ... ler ... dormir ... descansar ... ler ... e por aí vai se é que me entendem hahahahahaha ... Brincadeira ... quem me dera ... Almoço de família ... com certeza vou ser explorada ahahahah ... Mas vale à pena ... Família é um bem por demais valioso ... (Mas que eu vou ler .... ahhh eu vou !!!!)

Gente eu amo ler livros de romances históricos, e hoje vi em um site algo que me chamou a atenção, quem aqui (por favor me respondam) já leu um livro de romance histórico onde a mocinha possui um cartão de baile onde ela escreve o nome de rapazes para dançarem as músicas da festa ?
Ahhh sempre achei este pequeno objeto algo muito singelo e fofo rs ... e hoje pude encontrar alguns deles, artigos de colecionares ... segue abaixo as imagens que me deixaram até emocionada ... e viajei ... meu pensamento foi longe ... em Londres ... onde Duques, Viscondes, Condes, Marqueses e Cavalheiros muitas vezes disputavam uma dança da moça mais bela do baile .... (Sempre achei que nasci na época errada rs)...

Gentessss !!!! Olhem que mimosos que eles são:




Mas vamos ao que interessa ... o livro da semana ... eu já li, e pelas visitas ... acho que muita gente por aqui também já leu. Posso dizer que me apaixonei pelo mocinho, criado para ser um guerreiro, não se permitia sentir emoções, traumatizado por uma infância marcante e difícil. Mocinha que também teve uma infância complicada, e que fugia do amor como o diabo da cruz. O primeiro encontro deles é um pouco nervoso. Confesso que em algumas partes achei que autora corria nas conversas, mas no geral, eu gostei bastante do livro, não costumo gostar de livros de sheiks, mas este me cativou, no quesito originalidade achei nota 10, pois ainda não havia lido algo parecido ... Poxa .. quase eu solto um spoiler ahahhaah...

Aconselho quem ainda não leu ... que leia ... é curtinho ..

E o Livro da Semana é:

                          
Gente agora quero compartilhar com vocês um momento fofura rsss...

Há um tempo atrás conheci pelo mundo virtual uma pessoa maravilhosa, mulher, trabalhadeira, ocupada por demais, esposa, irmã, filha, blogueira, leitora de romances históricos ... e para mim ... AMIGA.
Ela é uma pessoa por demais especial ... E hoje quero homenageá-la por ser extraordinariamente sincera e compreensiva ...
Temos muitaaasss coisas em comum... até nossos aniversários são bem próximos (diferença de apenas um dia). E em um determinado dia ela me deu um voto de confiança ... e é por este voto que hoje tenho a honra de postar neste blog, então ... já sabem quem estou falando ??
Siiiimmmm isso mesmo ... Jenna ... 


Jenna, obrigada por sua amizade ...

                                       

Beijooossssss à todos !!! 

Seriam