segunda-feira, 13 de abril de 2015

Revelação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Após uma noite inesquecível, Jewel Henley descobriu que o exótico desconhecido com quem dividiu a cama era seu novo chefe, Piers Anetakis.

Antes que pudesse explicar, Jewel estava desempregada e grávida! Depois de cinco meses, Piers consegue localizar a mulher que fora sua amante naquela noite.
Determinado a reparar os erros cometidos, ele é confrontado com uma verdade incontestável: Jewel está esperando seu herdeiro!
Sua honra grega exige o casamento, mas haveria algo além de luxúria entre eles? E se fosse apenas isso, seria o suficiente para sustentar essa união?

Capítulo Um

Cinco meses antes Jewel parou do lado de fora do perímetro do bar ao ar livre e olhou para o chão coberto de areia e para as tochas alinhadas ao longo do caminho que ia para a praia. Música suave tocava, um acompanhamento perfeito para a noite clara e estrelada. A distância, as ondas rolavam em harmonia com o som de jazz. Seu ritmo favorito. 
Tinha sido o acaso que a direcionara para aquela pequena ilha paradisíaca. Um assento vago num avião, uma passagem barata, e apenas cinco minutos para decidir. E lá estava ela. Um lugar novo, uma promessa para tirar alguns dias para si mesma. 
Não sendo completamente impulsiva, a primeira coisa que Jewel fizera ao chegar tinha sido encontrar um novo emprego temporário, e, por sorte, descobrira que o dono do opulento Hotel Anetakis iria morar temporariamente lá, e precisava de uma assistente. Quatro semanas. Uma quantidade de tempo perfeita para passar no paraíso, antes de seguir em frente. 
A oportunidade havia sido quase boa demais para ser verdade. Juntamente com um salário generoso, ela também recebera um quarto no hotel. Tinha tudo para umas férias maravilhosas. 
— Você vai sair, ou vai passar uma noite tão agradável dentro do hotel? A voz masculina com um leve sotaque roçou contra suas orelhas, enviando uma trilha de arrepios ao longo de sua coluna. Ela virou-se, e foi forçada a levantar a cabeça e olhar para a fonte das palavras faladas com voz rouca. 
Quando encontrou os olhos dele, sentiu o impacto por todo seu corpo. Seu baixo-ventre se contorceu, e por um momento, foi difícil respirar. O homem não era apenas lindo. Havia muitos homens lindos no mundo, e ela conhecera diversos. Este era… poderoso. Um predador num mar de ovelhas. Os olhos dele prenderam os seus com uma intensidade que quase a assustou. 
Havia interesse. Interesse claro. Ela não era tola, nem se envolvia em jogos tolos de falsa modéstia. Jewel encarou-o de volta, incapaz de desviar-se da força daquele olhar. Olhos pretos como a noite. Os cabelos dele eram escuros, e a pele possuía um brilho dourado na luz suave das tochas. 
A luz do fogo fazia os olhos pretos parecerem ônix, reluzentes e orgulhosos. O maxilar era firme e forte, falando de arrogância, uma qualidade que a atraía em homens. Por um longo momento, ele retornou a franca avaliação dela, e então os lábios esculpidos se curvaram num pequeno sorriso. 
— Vejo que você é uma mulher de poucas palavras. Jewel sacudiu-se e, mentalmente, censurou-se por ter ficado tão calada. 
— Eu estava decidindo se vou sair ou não. 


Os Pecados de Uma Boa Menina

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série As Irmãs LaBlanc 

Uma boa menina... e um malicioso rapaz! 

A debutante Vivienne LaBlanc não podia acreditar que o astro do rock, o bad boy Connor Masfield, voltou à cidade para participar do concurso anual "Santos e Pecadores de Nova Orleans". 
Ele tem uma reputação tão perversa quanto o seu sorriso, e Vivi não tem nenhuma intenção de ficar idolatrando ele. 
Connor já havia partido o seu coração, então, fingir ser a santa enquanto ele bancava o pecador seria fácil. Mas como Vivi pode tirar pensamentos nada angelicais de sua cabeça quando Connor é tão bom em tentá-la? 


Capítulo Um 

Vivienne LaBlanc esperava, impaciente, tentando não esbarrar as asas em nada nem se mover muito rápido, para não perder seu halo, enquanto Max Hale fazia seu discurso inaugural do outro lado da cortina. 
— Muitas são as comparsas de carnaval, mas nenhuma como a Bon Argent. Há cinco anos, nós resolvemos arrecadar fundos para as vítimas do furacão Katrina, mas queríamos fazer isso bem ao estilo de nossa cidade. 
Com o festival Santos e Pecadores, que cresce a cada ano, conseguimos angariar milhares de dólares para vários projetos de caridade, e eu agradeço a todos pelo apoio. Após uma rápida onda de aplausos educados, Max continuou falando sobre o que tinham conseguido fazer, mas Vivi não prestava muita atenção. 
Ela conhecia muito bem a história da Bon Argent, pois estava envolvida com eles desde o início. Candy Hale era uma de mais longa data, e Max era uma espécie de segundo pai. A sua mãe costumava fazer parte da diretoria. Portanto, conhecia aquela história. Mas precisava, no entanto, dar um jeito naquelas asas. 
Como vou me sentar com isso preso às minhas costas? Aquelas asas cheias de penas e pedras eram maravilhosas, mas muito pesadas. Vivi franzia a testa ao tentar ajustar as tiras de suas sandálias, que eram altíssimas. Sendo honesta consigo mesma, ela parecia uma showgirl de Las Vegas, não uma Santa. 
Aquele era o baile do Santos e Pecadores (e aquela era a comparsa Bon Argent), que costumava beirar a cafonice certas vezes. No entanto, a pompa e o brilho da comparsa eram os responsáveis por atrair tanta gente aos eventos de caridade, que ganharam enorme popularidade em muito pouco tempo. E havia mais de 300 pessoas reunidas ali, todas esperando, ansiosas, pelo anúncio do baile daquele ano. 
Seguindo as tradições das comparsas de carnaval, tais informações eram mantidas em segredo. Pelo que Vivi sabia, a cada ano só três pessoas conheciam o segredo. Max, o chefe do projeto de caridade da Bon Argent, Paula, a chefe de relações públicas, e a Sra. Rene, que confeccionava as fantasias para o baile. 
Nem Vivi sabia o que aconteceria até a quarta-feira de cinzas. Mas tinha alguns palpites... Ao contrário das comparsas tradicionais, que coroavam um rei e uma rainha, na Bon Argent não havia tais postos. 
O Santo e o Pecador eram escolhidos entre as celebridades locais e sua reputação tinha de combinar com o posto. Além do mais, as duas pessoas podiam ser do mesmo sexo. 
Vivi apostava que a dona de um nightclub, Marianne Foster, que estava muito presente na mídia naqueles tempos, seria uma ótima candidata, mas Vivi não ficava atrás. 
 
Série As Irmãs LaBlanc
1 - Os Pecados de Uma Boa Menina
2 -As Intenções de Um Bad Boy

As Intenções de Um Bad Boy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série As Irmãs LaBlanc

Acordar na cama de um estranho não era o modo como a socialite Lorelei LaBlanc planejou amanhecer depois daquela noite. Mas de agora em diante...

a) Nada de encontros secretos com Donovan St. James. Ele é o último homem no mundo com quem ela gostaria de dividir uma sala — uma cama king-size, nem se fala.
b) Manter uma postura profissional o tempo todo. Até porque ele é um jornalista ambicioso que está sempre à procura de uma nova manchete... e ela é a isca perfeita para os tablóides.
c) Manter os amigos próximos, mas os inimigos ainda mais perto, Donovan pode parecer o homem ideal, mas suas intenções não são nada puras.

Capítulo Um

Pior do que acordar nua, em uma cama desconhecida, foi perceber outra pessoa deitada na cama. Um homem. A luz brilhante do outro lado da persiana lançou uma pontada de dor à cabeça de Lorelei LaBlanc, que tentava entender exatamente o que estava acontecendo... e com quem passara a noite. Ela se obrigou a permanecer deitada. Levantar de repente poderia despertar seu acompanhante, e ela não queria entrar em confronto antes de organizar os pensamentos. 
Pense, Lorelei, pense... Ela estava com uma ressaca inacreditável, e pensar doía. Quanto champanhe teria tomado, no final das contas? O casamento de Connor e Vivi fora perfeito. Os quatrocentos convidados foram embora encantados com cada detalhe. A catedral nunca esteve tão bonita, e o hotel recebera a melhor decoração de todos os tempos, além da melhor comida. Ela se sentou à mesa principal para o jantar, mas quando a festa começou e o champanhe foi servido... Tudo ficou mais confuso. 
Ela se lembrava de ter começado uma discussão boba, mas amigável, com Donovan St. James... E arregalou os olhos. Meu Deus... Fragmentos da noite anterior surgiram em sua cabeça, com enorme velocidade e clareza. Com cuidado, como se não quisesse agravar a ressaca, ela rolou na cama. 
Sem dúvida, era Donovan quem estava deitado a seu lado, com o peito nu e apenas um lençol cobrindo as coxas e uma das pernas. Suas mãos estavam pousadas atrás da cabeça. Ele observava o teto. Ela respirou fundo e xingou baixinho. — Eu estou aqui do seu lado, princesa. O tom de voz de Donovan, de brincadeira, deixou Lorelei ainda mais nervosa. 
— O que aconteceu ontem à noite, pelo amor de Deus?! Ele olhou para o emaranhado de lençóis sobre a cama (que ela tentava erguer um pouco, escondendo os seios) e ergueu uma das sobrancelhas. Ela não estava pronta para conversar sobre o que tinham feito: amor. Lorelei limpou a garganta e perguntou: 
— Eu quero dizer... como? Por quê? 
— Como? Dezenas de taças de champanhe. E com tequila no meio... Quanto ao por quê. 
— Ele deu de ombros. 
— Eu perdi a cabeça. 
   
Série As Irmãs LaBlanc
1 - Os Pecados de Uma Boa Menina
2 -As Intenções de Um Bad Boy

domingo, 12 de abril de 2015

Inferno

ROMANCE SOBRENATURAL
Crônicas de Nick

O fogo está aceso e levantou-se uma nova ameaça para a humanidade…

Nick tem licença de motorista e não tem medo de usá-la. Mas, fazer dezesseis anos não é o que pensou que seria. Enquanto outros meninos de sua idade estão preocupados com datas de baile e requerendo entrada em universidades, Nick está até o pescoço com inimigos impedindo-o de viver um novo dia. 
Não tinha mais certeza de que poderia confiar em alguém, seu único aliado parece ser uma pessoa que quer matá-lo.
Mas, passar uma vida servindo aos mortos-vivos é qualquer coisa, exceto normal. E aqueles que estavam lá para pegá-lo eram uma força antiga tão poderosa que até os deuses temiam. 
Como Nick aprendeu a comandar e controlar os elementos, o que deve dominar a fim de combater seu inimigo mais recente é o mais provável a destruí-lo. 
Como diz o velho provérbio, o fogo não entende nada sobre clemência e se Nick sobrevivesse nesta última rodada, terá que sacrificar uma parte de si mesmo. 
Porém, o melhor sacrifício é raramente o movimento mais sensato. 
Às vezes ele é quem deixa seus inimigos confusos e você ainda mais.E às vezes, é preciso confiar em seu inimigo para salvar seus amigos. Mas, o que fazer quando esse inimigo é ele mesmo?

Capítulo Um

Quando a maioria dos caras diz que sua namorada vai matá-lo, é um exagero ou paranoia extrema. No caso de Nicholas Gautier era um fato cruel, brutal. Tão sólido, que podia derrubá-lo. Especialmente quando o aviso que sua namorada era uma assassina enviada para matá-lo vinha da própria Morte.
A única criatura que conheceria um assassino como ninguém...
Como diz o velho ditado, você não pode discutir com a Morte.
Atordoado e dormente por aquela inesperada mina terrestre, Nick mudou sua atenção para Nekoda Kennedy quando ela sentou-se na aula de química ao lado de seu melhor amigo, Caleb Malphas. Pela primeira vez o suéter creme apertado dela não deixou sua mente confusa. Nem o sorriso brilhante em seus lábios. Os lábios que mantiveram sua atenção e momentaneamente distraíram seus pensamentos...


Crônicas de Nick 
1- Infinito
2- Invencível
3- Infame
4- Inferno
5. Illusion - a lançar
6. Instinct - idem
 







sábado, 28 de março de 2015

Voto de Confiança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Disfarces da Paixão 




Caliope Sarantos engravidou do milionário russo...

Desde a primeira noite ardente entre Caliope Sarantos e Maksim Volkov, ficou combinado que o único compromisso entre os dois seria o prazer. Mas uma gravidez mudou o cenário.
Embora o milionário russo tivesse assumido o bebê como seu herdeiro, ele desapareceu da vida de Caliope. Agora, está de volta, disposto a completar as lacunas do que ficara faltando.
Entretanto, a promessa radiante de um final feliz é eclipsada pela sombra de seu passado trágico… e de um futuro tenebroso.
O coração de Caliope será quebrado novamente? Ou Maksim arriscará tudo para reconhecer a mulher que ama e o filho que geraram?

Capítulo Um

— E ele nunca voltou? Cali olhou para o rosto lindo de Kassandra Stavros. Levou alguns momentos desconfortáveis para se lembrar que a amiga não podia estar falando sobre Maksim. Kassandra não sabia nada sobre ele. Ninguém sabia.

Cali mantivera a... ligação em segredo e nada revelara à família e amigos. Mesmo depois de se tornar impossível evitar mencionar a gravidez, com Maksim ainda em sua vida, recusara-se a contar a qualquer pessoa quem era o pai. Mesmo enquanto ainda se agarrava à esperança de que ele permanecesse parte de sua vida depois do nascimento do bebê, a situação deles tinha sido irregular demais e não quisera explicá-la a ninguém. Certamente não para sua tradicional família grega. 
Aristedes não a julgaria, mas teria um acerto de contas com Maksim. Quando estivera numa situação semelhante, o irmão fora a extremos para reclamar a própria amante, Selene, e o filho deles, Alex. Consideraria um homem que fizesse menos um criminoso. Sua indignação seria mil vezes maior com ela e seu sobrinho no outro lado da equação. 
Aristedes exigiria punição para Maksim por não aceitar suas responsabilidades. E Maksim, sendo quem era, haveria uma guerra. Não que aceitasse ser considerada "responsabilidade" de Maksim ou admitido que Aristedes lutasse suas batalhas. Era independente de Aristedes e de sua família havia muito tempo e não precisava de sua aceitação ou apoio. 
Não deixaria ninguém lhe dizer como conduzir sua vida ou o... acordo que tivera com Maksim. Então ele desaparecera e tornou tudo irrelevante. Kassandra falava agora de outro homem da vida de Cali, que tinha sido um exemplo vivo de "nada sério". Seu pai. 
Tudo o que fizera de bom, em sua opinião, tinha sido partir e deixar a penca de filhos antes de Cali nascer. Seus irmãos, especialmente Aristedes e Andreas, tinham cicatrizes duradouras pela exposição à sua negligência e exploração. Ela escapara. Finalmente respondeu à amiga.
— Não. Foi embora um dia e nunca mais deu notícias. Não sabemos se ainda está vivo. Mas acho que morreu, ou teria aparecido assim que Aristedes fez seus primeiros dez mil dólares. A boca da amiga se abriu. 
— Teria voltado para pedir dinheiro? Ao filho que abandonou? 
— Não consegue imaginar este tipo de pai, não é? 
— Acho que não. Meu pai e meus tios podem ser uns controladores gregos desgraçados, mas é porque na verdade são mães galinhas. 
 
Série Disfarces da Paixão
1 - Voto de Confiança
2 - No Limite do Desejo

sexta-feira, 27 de março de 2015

No Limite do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Disfarces da paixão 

Gianne Coretti e Marie O’Hara se unem para solucionar dois casos de furto... 

Ele era descendente de uma longa linhagem de ladrões de joias. Mas Gianni Coretti fez um acordo para salvar sua família e passou a só andar na linha. 
Quando Marie O’Hara, uma bela expert em segurança, pede para ele realizar um roubo como parte de um plano, ele fica bastante entusiasmado. O fato de que ela vai fingir ser sua noiva é um bônus! 
Entretanto, à medida que ambos são dominados por uma atração inegável, torna-se cada vez mais tênue a linha entre a encenação e a realidade, deixando Gianni dividido. 
Afinal, um homem como ele, com um passado tão condenável, seria merecedor de um futuro glorioso com aquela mulher maravilhosa... 


Capítulo Um 

— Papa é responsável pelo roubo da esmeralda Van Court na semana passada, não é? — Gianni Coretti manteve a voz baixa enquanto olhava para o irmão Paulo sentado em frente a ele à mesa. O outro homem deu de ombros, tomou um gole de uísque e sorriu de leve. 
— Você conhece papa. 
Gianni fez uma carranca e passou uma das mãos pelo cabelo. A resposta foi deliberadamente vaga, disse a si mesmo. No entanto, não esperava nada diferente. É claro que Paulo ficaria ao lado do pai. Gianni afastou o olhar do irmão e observou os gramados impecáveis e iluminados de Vinley Hall. 
Aninhado no coração de Hampshire, no litoral sul da Inglaterra, o hotel de luxo sempre tinha sido o lugar de hospedagem predileto da família Coretti, não só por sua elegância inata como por sua conveniente proximidade com o aeroporto particular Blackthorn. Os Coretti jamais voavam por linhas comerciais. 
Naquele dia, Gianni levaria o irmão a Blackthorn para um curto voo até sua casa em Paris. A caminho, é claro, pararam para uma bebida. Paulo estivera em Londres para uma visita de três dias e, francamente, para Gianni, parecia ter durado três anos. Não gostava de visitas, nem mesmo da família. 
E Paulo, particularmente, esgotava a paciência de Gianni mais depressa do que qualquer outra pessoa. Uma garçonete de saia preta e elegante blusa branca atravessou o que antes havia sido a biblioteca de Vinley Hall e que agora era um bar chique. Por causa de sua presença, Gianni passou do inglês para o italiano ao lembrar ao irmão: 
— Você e papa se lembram de que apenas um ano atrás consegui com a Interpol que nos concedessem imunidade por roubos do passado? Paulo estremeceu visivelmente e tomou outro gole de uísque antes de responder em italiano: 
— Está tão próximo assim dos policiais? Não sei como conseguiu ou por que se deu ao trabalho. — Deixou o pesado copo de cristal sobre a mesa de carvalho e passou os dedos pela borda. O olhar se prendeu ao do irmão. 
— Não pedimos imunidade. Verdade. Não tinham pedido. Mas Gianni conseguira a promessa mesmo assim. Infelizmente, sua família não só não gostara, mas havia ficado apavorada ao pensamento de desistir do "negócio de família". Os Coretti eram ladrões de joias havia séculos. As habilidades eram passadas de geração em geração. 
Segredos e truques da profissão eram ensinados às crianças, que se tornavam adultos com mãos rápidas, mentes ainda mais ágeis e a habilidade de passar por portas trancadas sem deixar um traço de sua presença.
Policiais de todos os continentes dariam qualquer coisa por um traço de prova contra os Coretti. Mas, até agora, a família não só tinha sido boa no que fazia como havia tido sorte. E Gianni acreditava que, um dia, aquela sorte acabaria. Mas tente convencer um Coretti. 
— Você fala sério sobre isso, não fala?
 
Série Disfarces da Paixão
1 - Voto de Confiança
2 - No Limite do Desejo

Fim da Inocência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Chance de Amar 

Uma atração impossível. 

Três anos atrás, Ava Fitzgerald roubou o que o bilionário Vito Barbieri tinha de mais valioso: a vida do irmão dele. 
Desde que saiu da prisão, Ava luta contra lembranças fragmentadas daquela noite. Sua desorientada investida em Vito, a rejeição humilhante, e nada mais. 
Agora, a recente fusão empresarial de Vito o deixará cara a cara com sua nova funcionária, uma confusa Ava. 
Assombrado pelo passado, ele pretende se vingar. Mas seus planos dão lugar a um desejo impossível. 


Capítulo Um 

Natal. Era novamente aquela época do ano. Não com muito humor para comemorações, Vito Barbieri fez uma careta, suas belas feições rijas de impaciência. Não tinha tempo para todas as bobagens da época de festas, as bebedeiras e as extravagâncias, sem falar na falta de concentração, no aumento das ausências e na produtividade reduzida de milhares de empregados.
Janeiro nunca era um bom mês para as margens de lucro. Também jamais esqueceria o Natal em que perdera o irmão caçula, Olly. Embora quase três anos houvessem se passado, a tragédia da vida terrivelmente desperdiçada de Olly ainda estava gravada nos seus pensamentos. 
Seu irmão caçula, tão inteligente e tão cheio de vida, morrera porque uma bêbada sentara-se atrás do volante após uma festa, uma festa oferecida por Vito, após ele e o irmão terem discutido, minutos antes da viagem de carro fatal.
 Culpa ofuscava suas lembranças mais felizes do rapaz, dez anos mais novo do que ele, a quem amara acima de tudo. Contudo, o amor sempre doía. Vito aprendera tal lição ainda jovem, quando a mãe abandonara o marido e o filho por um homem muito mais rico. Jamais voltara a vê-la. O pai o negligenciara, dedicando-se a uma série de romances passageiros. Olly fora resultado de um desses romances, órfão aos 9 anos de idade quando a mãe inglesa morrera. 
Vito lhe oferecera um lar. Provavelmente fora o único ato de generosidade de que Vito jamais se arrependera, pois, por mais que sentisse saudades de Olly, ainda era grato por tê-lo conhecido. A visão otimista que o irmão tinha da vida havia brevemente enriquecido a existência totalmente voltada para o trabalho de Vito. Só que agora, Bolderwood Castle, comprado basicamente porque Olly gostava da ideia de morar em uma monstruosidade gótica, completa com torres e tudo mais, não era mais um lar. 
É claro que poderia arrumar uma esposa e, alguns anos mais tarde, vê-la ir embora levando metade de sua fortuna, seu castelo e seus filhos, uma lição aprendida a alto custo por muitos de seus amigos. Não, nada de esposa. Quando um homem era rico como Vito, mulheres gananciosas e ambiciosas literalmente se atiravam aos seus pés. 
Contudo, altas ou baixas, curvilíneas ou magras, morenas ou louras, as mulheres que lhe saciavam o intenso desejo sexual virtualmente se confundiam na sua mente. Na realidade, tinha de admitir, sexo estava se tornando algo pouco digno de empolgação. Aos 31 anos de idade, Vito estava revendo os atributos que usava para definir mulheres atraentes.
 
Série Chance de Amar
1 - Fim da Inocência
2 - Para Sempre

Para Sempre

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Chance de Amar 







Ela vai fazer isso! Ela realmente vai fazer isso!

Nichole Daniels já cansou de ter seu coração partido. Dois noivados rompidos e uma cama vazia atestam sua decisão.
Quando um lindo desconhecido de olhos azuis lhe dá uma prova de suas mais secretas fantasias, ela considera por um fim ao jejum!
Nichole não tem intenções de se envolver com um homem famoso por conseguir levar qualquer mulher para a cama. Mas algo lhe diz que quando se trata de Garrett, uma noite nunca é suficiente.

Capítulo Um 

Bom Deus, teria sido isso uma língua? Nichole Daniels desviou a sua atenção do beijo aprofundando-se a níveis exponenciais a menos de 15 metros de distância e a voltou para o horizonte, onde a paisagem de Chicago se encontrava com o céu avermelhado. 
Tendo chegado cedo para ajudar o amigo, Sam, a arrumar a festa no telhado para dar as boas-vindas ao irmão mais velho chegando da Europa, ela estivera enchendo baldes com garrafas de cerveja, vinho e uma variedade de outras bebidas, quando o casal apaixonado atravessara a porta, suas risadas ofegantes esmorecendo ao avistá-la. 
Com a festa marcada para começar a qualquer minuto, ela supôs que o telhado fosse grande o bastante para abrigar os três até a chegada dos convidados. Contudo, a brisa noturna trouxe aos seus ouvidos sussurros que não eram para ela escutar. 
Palavras particulares, o tipo de promessas eternas com o qual há muito parara de sonhar. Ela olhou para a porta. A qualquer momento agora... As pessoas sempre chegavam cedo para as festas de Sam. A vista do telhado era uma das melhores da cidade para assistir o pôr do sol. Um gemido abafado. Constrangedor. 
Tomando um pequeno gole da garrafa de cerveja em sua mão, olhou pela centésima vez para o celular. Viu uma mensagem de texto da mãe, que estava verificando se ela dispunha de qualquer coisa especial planejada para aquela noite, de modo que empurrou o aparelho para longe sobre a mesa, afirmando para si mesma que ligaria para ela no dia seguinte. 
Não estava com ânimo para voltar a entrar no mérito do cavalo dado não se olha os dentes, do seu relógio biológico estar correndo e de ter de trabalhar para tornar os seus sonhos realidade. Independente das boas intenções da mãe, um bate-papo carregado de culpa não estava no cardápio para hoje. 
Outro gemido, este carregado de inconfundível desejo... e ela arriscou uma olhada de esguelha... Epa! Grande erro! Ela não acabara de ver... e as mãos... e as pernas... Saltando sobressaltada da mesa, Nichole cambaleou e fez um desvio para o acesso às escadas. 
Olhos no chão. Olhos. No. Chão. 
Estava já na metade do lance de escadas, pronta para mandar uma mensagem de texto para Maeve com o seu primeiro relatório da festa, quando deteve-se, olhando fixo para a palma da mão aberta e vazia. Ela esquecera o celular. Tinha de voltar. Mas não queria. 
 
Série Chance de Amar
1 - Fim da Inocência
2 - Para Sempre

Verão Vermelho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Quantas lágrimas derramadas à toa, durante um ano inteiro, tentando esquecer Nick! 

Quantas noites mal dormidas, o corpo febril rolando pela cama vazia, ansiando pelo calor de Nick, pelo amor que eles faziam com tanto ardor... 
Não, agora Claire não podia mais ceder. Embora ainda vibrasse de paixão, embora todos os seus instintos a atirassem para os braços dele, Claire precisava resistir. 
Porque Nick Waring não pertencia a ela, mas àquele trabalho perigoso que o arrastava para longe. E a ela restaria apenas a tortura de, noite após noite, esperar que o trouxessem morto para casa! 


Capítulo Um 

Tinham sobrevoado o mar azul, as asas do enorme avião quase tocando os arranha-céus que acompanhavam a faixa de areia, antes de o aparelho fazer uma volta e descer no pequeno aeroporto. Claire olhava pela janela. Andrew tocou rapidamente em sua mão e ela voltou à cabeça, sorrindo para ele. 
— Chegamos sãos e salvos — disse ele, com a voz divertida. 
— Desculpe — Ela riu. 
— Ficou tão evidente assim que eu estava com medo? 
— Você já devia ter se acostumado a viajar de avião. 
— Sim — ela concordou, os olhos verdes brilhando. Sabia que não adiantava argumentar. Por mais que voasse, sentiria sempre o mesmo terror, a dor na boca do estômago que surgia assim que punha os pés no avião, a agonia da espera. Um dia, ela pensava, vai acontecer: o avião cairá. Tinha certeza. Andrew a observava sem que ela percebesse. 
Claire trabalhava para ele há um ano e os dois se conheciam muito bem, embora Andrew ignorasse o que se passara com ela durante um certo período. Ele a achava fria, eficiente e encantadora e isso era revelado pela maneira como a tratava. 
— Estou bem agora. — Claire tomou a sorrir para ele.
— Você é muito corajosa. 
— Não sou, não. 
— É sim. Somente alguém com muita coragem continua viajando de avião apesar de sentir medo. 
Ela ficou surpresa. Não imaginava que Andrew tivesse percebido o quanto detestava viajar de avião. Embaraçada, soltou o cinto de segurança e levantou-se, pegando suas coisas, enquanto os outros passageiros começavam a sair do aparelho. Quando estavam entrando no saguão do aeroporto, Claire notou um jovem árabe deitado atrás de uma barreira de sacos de areia, com uma metralhadora apontada para a pista. Assustada, olhou para Andrew que levantou os ombros largos. 
— Antiterroristas — ele murmurou, contraindo os lábios. 
O novo edifício de vidro e concreto aparente brilhava ao sol do meio-dia, enquanto eles eram examinados minuciosamente pelos guardas da alfândega, que levaram um bom tempo verificando os passaportes. Por fim, quando pegaram um táxi para ir até o hotel, suas roupas grudavam no corpo por causa do calor fortíssimo. 
— A cidade mudou desde que estive aqui pela última vez, há um ano — disse Andrew, olhando para os edifícios. — Há vários hotéis novos. 
Keravi está crescendo muito depressa. Os palácios de vidro, construídos para incrementar o comércio, sobressaíam-se entre as casas baixas, de telhados retos. Mas muitas coisas continuavam iguais: o porto, as vielas estreitas, com casas caiadas subindo as encostas do morro, as mulheres árabes vestidas com longas roupas escuras, os minaretes de encontro ao céu, bem como as nuvens de poeira levantadas pelos veículos que passavam.

Frutos do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Quando Ryan foi embora, oito anos atrás, a vida perdeu o sentido para Liv. 

Anestesiada pela dor, ela não sentia nada. Nem a vida que começava a se desenvolver em seu ventre, fruto daquele amor que quase a levou à loucura. 
E não foi fácil acordar para a realidade, organizar a vida sem Ryan, cuidar sozinha dos gêmeos, que agora enchiam sua alma de ternura. 
Não foi fácil, mas ela conseguiu. E, por mais que seus joelhos tremessem ao ver Ryan de novo, por mais que sua pele se arrepiasse só de sentir o cheiro másculo dele, Liv não ia nem pensar em aceitá-lo outra vez. 


Capítulo Um 

Flexionando os músculos doloridos, Liv sentou-se e sorriu com satisfação, olhando para o delicado vaso de porcelana que tinha acabado de pintar. Depois, com um floreio, colocou a sua assinatura na parte de baixo: Liv Denison. Agora ele estava pronto para ir para o forno. Mais tarde ela o embalaria junto com as outras peças que já havia decorado e mandaria tudo para uma loja de presentes em Airlie Beach, onde seus trabalhos costumavam ser rapidamente vendidos. 
Mesmo depois de cinco anos, Liv ainda achava difícil acreditar que fazia tanto sucesso com as suas pinturas. Tudo tinha começado quando conseguiu o emprego de balconista numa lojinha local de souvenires; foi ai que seu patrão viu dois quadros a óleo que ela tinha feito, retratando cenas marinhas. Impressionado, ele pediu para expô-los na vitrine e ela concordou. 
Para sua surpresa, os dois Foram vendidos quase imediatamente, e dai em diante Liv passou a ganhar a vida com as suas pinturas. Elas lhe davam um bom dinheiro, principalmente durante a temporada de turismo. Agora, um dos três quartos de seu bangalô tinha sido transformado em estúdio, e abrigava toda a parafernália de que ela precisava para trabalhar. 
Por toda à parte viam-se telas, algumas já prontas para serem emolduradas, outras ainda em branco. Sobre uma mesa estavam espalhados inúmeros tubos de tinta e algumas palhetas, alem de vários pincéis. Liv acabou de limpar o material que havia usado para pintar o vaso e guardou-o na estante reservada para esse fim. Depois deu uma rápida olhada no relógio de pulso e saiu correndo para tomar um banho. Vinte minutos mais tarde já estava na cozinha, com um avental amarrado por cima do vestido azul-claro que tinha posto. 
Os gêmeos deviam chegar dentro de meia hora, e Joel, a qualquer momento. Colocou os pratos frios que havia preparado para o jantar daquela noite sobre a mesa e cobriu-os com uma toalha limpa. Em seguida, guardou na geladeira a salada de alface e palmito. 
— Oi, Liv! A sua babá chegou! — uma voz animada berrou da sala no momento em que Liv estava lavando as mãos.
— Entre, Joel eu estou na cozinha — Liv respondeu, sorrindo para o cunhado que se aproximava com largas passadas. 
— Está se sentindo forte o suficiente para aguentar os gêmeos durante algumas horas? 
— Eu estava torcendo para esta noite chegar logo. Os dois não dão trabalho, Liv, e eu adoro tomar conta deles. Você sabe disso — o rapaz respondeu sorrindo. 
Aos vinte e nove anos, Joel Denison era considerado um dos melhores partidos da cidade. E Liv não entendia como ainda podia estar solteiro. 
Além de bonito, ele era um dos homens mais bondosos e agradáveis que ela já conhecera. Para os gêmeos, então, Joel era um tio maravilhoso! 

sábado, 21 de março de 2015

Noite no Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Clara Davis aceitou fingir ser a noiva de seu chefe, o belo Zack Parsons.

Agora, os dois terão uma noite de paixão para satisfazer todos os seus mais secretos desejos. 

Assim que Clara Davis aceitou a proposta de seu chefe, sabia que tinha entrado numa fria.
Como poderia fingir ser sua noiva em plena lua de mel dele? 

A regra de Zack Parsons de não namorar funcionárias o havia impedido de enxergar Clara além de seus magníficos cupcakes. Mas agora ele a vê por completo, e não consegue resistir à tentação. Render-se a apenas uma noite de paixão será suficiente para satisfazer seus desejos?

Capítulo Um

Clara Davis olhou para o bolo — intocado e cor-de-rosa, como a noiva encomendara
. O pedestal precário demandou muita habilidade para ser montado e equilibrado. E entregá-lo intacto em um hotel na costa de São Francisco, a trinta quilômetros de sua cozinha, foi uma verdadeira epopeia. Tudo teria sido perfeito. Bolo, cenário, noivo — irretocável, como de costume — , todos os convidados presentes.
Não fosse pela falta da peça principal: a noiva, que resolveu faltar ao evento. Sem ela, ficava difícil continuar. Clara pensou em pegar uma fatia do bolo. Trabalhara duro. Não fazia sentido deixá-lo ir para o lixo. Suspirou. 
Isso não desataria o nó de seu estômago. Não aliviaria nenhum dos sintomas de tristeza. Nada fora capaz de minimizar esse sentimento desde quando o noivo, agora oficialmente abandonado, anunciara o noivado. No entanto, observá-lo parado no altar não a fazia se sentir melhor. Como poderia? Não suportava ver Zack sofrer. Ele era seu parceiro. Mais que isso: seu melhor amigo. 
E também o homem que a mantinha acordada com fantasias que não combinavam com a luz do dia. Fantasias secretas à parte, Clara não queria que o casamento fracassasse. Ao menos, não na cerimônia. Ou talvez quisesse. Podia ser que uma pequena parte dela torcesse por isso. Por esse motivo concordara em fazer o bolo, quem sabe? Ou haveria de querer ficar por perto e assistir a Zack unir-se a outra mulher pelo resto da vida? Suspirou e saiu da cozinha em direção ao imponente salão vazio. 
O coração bateu forte quando viu Zack Parsons, o magnata do café, o gênio dos negócios e noivo abandonado, em pé à janela, olhando para a praia, o sol lançando um brilho alaranjado em seu rosto, refletindo-se no branco da camisa do smoking. Por um instante, ele pareceu diferente. Mais magro. Mais sério do que de costume. 
A gravata caída sobre os ombros, o paletó jogado no chão. Estava debruçado na janela. Clara não deveria se espantar por ver que Zack parecia mais forte depois de ter sido abandonado no altar. 
— Ei — disse ela, a voz soando alta demais no salão vazio. Ele virou-se, os olhos cinza encontrando os dela. Clara perdeu o fôlego por um momento. Zack era mesmo o homem mais bonito do mundo. Sete anos trabalhando juntos deveriam ter amenizado o impacto. 
Certos dias, ela era capaz de ignorá-lo, ao menos abstraí-lo. Em outros, era atingida em cheio. Esse era um desses dias. — Qual o sabor do bolo, Clara? — Zack perguntou, afastando-se da janela e enfiando as mãos nos bolsos. 
— Embaixo é de baunilha, recheado com framboesa, a pedido de Hannah, com fondant cor-de-rosa. Pintado à mão. A camada do meio foi embebida em uísque e mel. Sem nozes; conheço seu gosto. — Muito bom. Peça a alguém para embalar a camada do meio e mandar para a minha casa. Podem enviar para Hannah a camada dela também. 
 

Esposa Decidida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Antes de assinar os papeis do divórcio, 

Betsy tem mais uma noite de amor com seu marido Nik Christakis, que acaba tendo consequências inesperadas que irão uni-los para sempre. 
Nik Christakis já tinha sido seu príncipe encantado. O indecentemente rico e belo magnata havia tirado Betsy de sua vida simples de garçonete e feito o inimaginável – casou-se com ela! Mas a vida de casada não era bem o que ela fantasiava.
Enquanto sua mão deslizava sobre os papeis do divórcio, Betsy viu algo nos olhos de seu marido... Um lampejo do homem pelo qual ela havia se apaixonado. 
Quando esse encontro termina em uma paixão impetuosa, Betsy se depara com duas consequências bastante inesperadas e que irão uni-la para sempre ao homem que estava determinada a esquecer. 


Capítulo Um 

— Um divórcio pode ser civilizado — disse Cristo Ravelli em tom diplomático. 
Nik Christakis quase riu com desprezo ao ouvir a afirmação de seu irmão, cerca de dois anos mais velho, mas o respeito o levou a se conter. Afinal, o que Cristo sabia a respeito das feridas e agruras de um divórcio destrutivo? Cristo era um recém-casado feliz que não passara por aquela experiência... 
Assim como nunca deveria ter passado por quaisquer experiências desagradáveis. Como resultado, Cristo era seguro e direto como um juiz, não tinha arestas, curvas ou intenções obscuras. Tinha tanta ideia da vida mais complicada e dura de Nik quanto um dinossauro jogado em um conto de fadas repleto de magia. 
— Provavelmente você está imaginando como eu tive coragem de sugerir um divórcio — disse Cristo secamente.
— Mas você e Betsy já tiveram um bom relacionamento.
Eliminar a tensão e esfriar os ânimos seria mais saudável para vocês dois. 
— Você ficará satisfeito ao saber que eu e Betsy teremos um encontro amanhã na presença de nossos advogados, para tentar fazer um acordo — resmungou Nik com uma expressão desanimada. 
— É apenas dinheiro, Nik... Dio mio... — Cristo suspirou, pensando no enorme império empresarial que seu irmão maníaco por trabalho tinha construído. 
— Você tem bastante. Nik trincou os dentes e seus olhos incrivelmente verdes brilharam de fúria. 
— A questão não é essa. Betsy está querendo me depenar e levar metade de tudo que eu... — Eu não posso explicar por que ela está fazendo tantas exigências. Eu poderia jurar que ela não tinha um pingo de ganância — declarou Cristo, aborrecido. 
— Já tentou conversar com ela, Nik? Nik franziu a testa. 
— Por que eu tentaria conversar com ela? — perguntou ele, admirando-se com a sugestão que lhe parecia insana.
— Ela me colocou para fora de casa, entrou com o pedido de divórcio e está tentando me tirar milhões! 
— Betsy tinha motivos para expulsá-lo — lembrou Cristo ao irmão asperamente. Nik contraiu os lábios. Sabia exatamente por que o seu casamento implodira.
Casara-se com uma mulher que afirmara não querer ter filhos e que mudara de ideia. É verdade que, mesmo depois que ela lhe dissera isso, ele insistira em lhe esconder uma informação pessoal muito importante, mas presumira que tudo não passasse de um capricho de Betsy, ou de hormônios, e que aquela fase fosse acabar tão depressa quanto começara. 
— A casa era minha — respondeu Nik. 
— E, agora, você pretende lhe tirar Lavender Hall e o cachorro — disse Cristo, impaciente. 
— Gizmo também era meu. — Nik deu uma olhada para o cachorro que estava com ele havia dois meses e que parecia estar deprimido. 
Deitado sob a janela, cercado de brinquedos, com o focinho apoiado nas patas, o bichinho parecia ter tudo que o dinheiro podia comprar, mas continuava a sentir a falta de Betsy. 
 

Cena de Ousadia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Hudson de Beverlly Hills

Sob a pressão matadora de Hollywood, 

o produtor de cinema Max Hudson era um mestre na arte de fazer acontecer. 
Para seu desespero, a aproximação de um prazo final o estava deixando com a corda no pescoço, por isso ele não permitiria que ninguém, nem nada, cruzasse seu caminho…
Especialmente sua assistente de longa data, Dana Fallon. Afinal, o sistema nervoso e a libido de Max haviam sido abalados pelas curvas exuberantes dela. 
O inesperado pedido de demissão de Dana provoca um caos na vida de Max, pois nem mesmo um cachê milionário a faria mudar de ideia. 
Por sorte, Max dispunha de outros recursos para convencê-la a ficar… 

Capítulo Um 

— O que é isto? Dana Fallon recuou ao ouvir a irritação e a impaciência na voz de Max Hudson. 
Ela não podia culpá-lo. A Hudson Pictures estava correndo contra um irrevogável prazo nas filmagens do projeto atual, e a saída dela naquele momento não era a melhor coisa que ela podia fazer por eles. Mas ela tinha seus motivos. Bons motivos. Mantenha-se firme na sua decisão.
Execute seu plano. A voz trovejante de seu irmão mais velho ecoou dentro da cabeça dela, mesmo com ele estando do outro lado do Atlântico. Dana juntou coragem e prendeu a franja atrás das orelhas. 
Seu olhar ricocheteou na incredulidade dos vívidos olhos azuis de Max e se focou no V de peito bronzeado e musculoso revelado pelos três botões abertos da camisa dele. Um território perigoso. 
— Meu pedido de demissão, Max. Você vai precisar procurar alguém para me substituir assim que voltarmos aos Estados Unidos. 
— Você não pode se demitir. — Ele amassou e jogou o papel na lixeira do canto da suíte de hotel que ele vinha usando como escritório temporário nos últimos meses. E errou. 
Nos cinco anos desde que começara a trabalhar para ele, Dana nunca o vira acertar. Max podia ser um produtor e editor cinematográfico brilhante, mas, apesar de seu lindo corpo, ele não tinha nenhum talento esportivo. Ela o amava mesmo assim e, por isso, era uma idiota, já que a conexão era totalmente unilateral. 
Estava na hora de ela aceitar que Max amaria sua falecida esposa para sempre. Ele voltou a mexer em alguns papéis, como se seu pronunciamento tivesse resolvido tudo. Contudo, ela não se renderia. Quando uma proposta de emprego de uma amiga coincidira com o aniversário do acidente de seu irmão, Dana percebera que, naqueles cinco anos de trabalho, ela não se aproximara da sua meta. 
O irmão dela nunca desistira de correr atrás de seus sonhos, apesar de obstáculos e improbabilidades. Naquela manhã, ela prometera a si mesma que, assim que partisse da França e retornasse à Califórnia com o restante dos atores e funcionários da Hudson Pictures, assumiria o controle de sua vida e buscaria a carreira e a família que queria. 
— Preciso ir, Max. Quero produzir meus próprios filmes, e você nunca vai me deixar fazer isso aqui na Hudson. Como disse na minha carta, recebi uma oportunidade numa empresa de filmes independentes.
 
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance (Abril/2015)
6 - Cena de Sedução (Abril/2015)

Cena de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Hudson de Beverlly Hills 

Se havia algo que Charlotte Hudson aprendera 

durante seus 25 anos de vida era como ser adequada. 
Então, como ela, a filha de um embaixador, tinha conseguido parar em uma filmagem maluca no meio de um castelo na Provença com o playboy francês Alec Montcalm? 
Enquanto os parentes dela da Hudson Pictures estavam ocupados gravando cenas no Chateau Montcalm, o verdadeiro drama acontecia atrás de pesadas portas centenárias e debaixo de lençóis de seda.
Charlotte sabia que aquele caso insano e secreto não poderia durar muito. Até descobrir que estava grávida… 


Capítulo Um 

Ligeiramente desgrenhada e com alguns problemas de adaptação à mudança de fuso horário, Charlotte Hudson se flagrou na França. Um telefonema de seu irmão, Jack, no dia anterior interrompera seu passeio com o avô deles, o embaixador Edmond Cassettes. 
A comitiva diplomática estava em Nova Orleans, onde Charlotte e o embaixador estavam sendo recebidos pelo governador, alguns senadores e todos os prefeitos da Louisiana que tinham pretensões de fazer negócios com a rica nação mediterrânea de Monte Allegro. Então, Jack telefonara, e ela estava em Provença agora, parando o carro diante do château da família Montcalm com um favor a pedir. 
Raine, uma amiga de faculdade dela, ficaria surpresa ao vê-la, mas Charlotte estava contando com a boa natureza de Raine para ajudá-la a conseguir o favor. Era a primeira vez que o irmão dela, ou qualquer outra pessoa do lado Hudson da família, incluíra-a nos negócios cinematográficos da Hudson Pictures. E ela estava louca para impressionar. 
Charlotte fora criada na Europa por seus avós maternos, enquanto Jack fora criado a um oceano de distância, em Hollywood, pelos Hudson. Ela encontrara a dinástica família do ramo cinematográfico apenas em duas ocasiões. Eles tinham sido perfeitamente educados com ela, mas ficara claro que eles eram um grupo fechado e ela era basicamente uma forasteira. 
Agora, porém, terminalmente doente, a matriarca, Lillian Hudson, estava determinada a honrar os desejos de seu falecido marido, fazendo com que a Hudson Pictures levasse o romance deles, ocorrido durante a Segunda Guerra, para a tela. Toda a família se reunira para realizar o projeto e decretara que o Château Montcalm era a locação perfeita. 
Charlotte finalmente teria uma chance de participar do mundo dos Hudson. Ela inspirou fundo, ajustando pela última vez a saia cor de marfim de seu terninho ao se aproximar da porta da imensa mansão de pedra de três andares dos Montcalm. O château era antigo e impressionante. 
Ela sabia que estava com a família Montcalm havia uma dúzia de gerações, desde quando um tempestuoso senhor da guerra, ancestral dos Montcalm, tomara-o numa batalha. Raine tinha um pedigree e tanto. Charlotte tocou a ornamentada campainha, esperando por apenas um momento até que um mordomo vestido formalmente abrisse a porta, sua expressão um estudo em formalidade e cortesia. 
— Bonjour, madame. 
— Bonjour — respondeu Charlotte. 
— Estou procurando por Raine Montcalm. 
 
Série Os Hudson de Beverlly Hills
1 - Cena de Amor
2 - Cena de Paixão
3 - Cena de Desejo
4 - Cena de Ousdia
5 - Cena de Romance (Abril/2015)
6 - Cena de Sedução (Abril/2015)

Dueto Acordo Perfeito e Sorte No Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Dueto Quando as Luzes se Apagam 

Acordo Perfeito
Jenna Barrister tornou-se diretora de recursos humanos 

graças à sua personalidade forte e perseverança. Então, por que está tendo tanta dificuldade para demitir Zach Jacobs? 
Ele é um playboy incorrigível, um conquistador que seduz até mesmo as hóspedes, e precisa ir embora. 
Mas quando a luz acaba de repente no hotel, a determinação de Jenna cai por terra, bem como suas inibições... 
Ela quer muito conhecer Zach melhor, e ele está mais do que pronto para isso... 


Capítulo Um 

— Exatamente como eu imaginei! Temos um grande desafio profissional pela frente... 
Um irritante tsc-tsc veio logo em seguida ao comentário. Diante do som, Zach Jacobs parou o que estava fazendo. Estava deitado na mesa, em cima da garçonete loira mais sensual de toda a cidade de Las Vegas. 
Ela usava o uniforme do Berkley Hotel e Cassino, e ao que parecia não fazia nem dez minutos que havia dado o sinal verde para a ação. Foi quando a detestável sargentona entrou na sala. 
A mesma que estava de pé na porta, estalando a língua contra os dentes, criando um dos sons mais irritantes do planeta. A mesma que dirigia a palavra a Zach, em um tom nada amigável. 
Aquela que decididamente jamais gritaria o nome dele na hora do êxtase, a despeito de todos os seus esforços. Jenna Barrister. A estraga-prazeres. 


Sorte no Amor
Tudo pode acontecer no Berkley Hotel e Cassino... 

Jack MacAllister espera que a sorte esteja a seu lado, naquelas férias em Las Vegas, e a moça vestida de noiva, sentada diante da máquina caça-níqueis perto dele, talvez seja a resposta às suas preces. 
Não é difícil levar Laine Monroe para seu quarto, nem tirar aquele enorme vestido branco, nem descobrir que ela não é uma noiva, e sim que está ali para investigá-lo... 
Bem, sorte dela, pois Jack está mais do que disposto a cooperar... 

Capítulo Um 

— Você é um homem de sorte? Jack MacAllister sorriu, diante da companhia que já durava no mínimo uma hora.
 — Não acredito muito nessa história de sorte. 
— É melhor que o pessoal do turismo de Las Vegas não escute isso, ou terá um encontro com um ônibus, que o levará para bem longe daqui! 
Na verdade, o único encontro daquela noite havia sido com a mesa de vinte-e-um. Isto é, até ela se sentar a seu lado. Uma loira sensual, de rosto arredondado e voz maravilhosa como uma atendente de telessexo. E que usava um suntuoso vestido de noiva. 
Por certo, devia existir alguma norma dizendo que um flerte inofensivo não era tão inofensivo assim quando a mulher em questão era uma noiva.
 
Dueto Quando as Luzes se Apagam
1 - Acordo Perfeito
2 - Sorte no Amor